06 maio 2010
Dire Straits - Alchemy Live - DVD & Blu-ray Official Trailer
dIRE sTRAITS aLCHEMY LIVE
OUT 10th MAY 2010
24 setembro 2009
Mark Knopfler «Get Lucky»
Quem acompanhou a mudança do homem com fita na cabeça para o cidadão sóbrio, calmo, e elegantemente recolhido ao folk americano, tem aqui mais um excelente documento musical para descobrir. Este é o oitavo disco de Mark Knopfler em nome próprio, não contando com as bandas sonoras que assinou, e segue o caminho que tem traçado desde «Golden Heart» de 1996. Musicalmente, encontramos os ambientes cruzados de celtas e raízes americanas, e a voz de sempre do agora sexagenário Mark,mais seguro e ponderado que nunca.
Espelha as suas memórias de infância onde não podia faltar uma referência às corridas de carros em «The Car Was The One» inspirada no corredor Mark Donohue. A banda que o acompanha é excelente, como sempre, e todos os instrumentos são tocados com mestria recriando, e melhorando, o ambiente que vem caracterizando estas aventuras a solo.
É um disco para ser ouvido muitas vezes com prazer e com calma. Curiosamente, este é o álbum mais curto de Knopfler, com apenas onze temas na edição original. Aos 60 anos Knopfler continua a gostar de jogar com os vários formatos das suas edições obrigando os fãs a alguma ginástica de pesquisa, e na carteira, para conseguirem reunir todos os temas resultantes destas gravações.
Investir na Box Deluxe com dois DVD, um CD com três músicas extra que caberiam perfeitamente no disco original («Pulling Down The Ride», «Home Boy» e «Good As Gold») não é suficiente! É que há ainda «Early Bird» e «Time In The Sun» que podem ser compradas na Amazon.
Este é o oitavo disco de Mark Knopfler em nome próprio, não contando com as bandas sonoras que assinou, e segue o caminho que tem traçado desde Golden Heart de 1996. Musicalmente encontramos os ambientes cruzados de celtas e raízes americanas, e a voz de sempre de Mark que a viver os 60 anos de vida está mais seguro e ponderado que nunca. Espelha as suas memórias de infância onde não podia faltar uma referência às corridas de carros em "The Car Was The One" inspirada no corredor Mark Donohue. A banda que o acompanha é excelente, como sempre, e todos os instrumentos são tocados com mestria recriando, e melhorando, o ambiente que vem caracterizando estas aventuras a solo. É um disco para ser ouvido muitas vezes com prazer e com calma. Curiosamente este é o disco mais curto de Knopfler, só 11 temas na edição original. Aos 60 anos Knopfler continua a gostar de jogar com os vários formatos das suas edições obrigando os fãs a alguma ginástica de pesquisa, e na carteira, para conseguirem reunir todos os temas resultantes destas gravações. Investir na Box Deluxe com dois dvd, um cd com três músicas extra que caberiam perfeitamente no próprio disco original (Pulling Down The Ride,Home Boy e Good As Gold) não é suficiente! É que há ainda Early Bird e Time In The Sun que podem ser compradas na Amazon. «Get Lucky» revela a melhor canção que Knopfler em anos. Um blues perfeito que Bob Dylan não desdenharia actualmente. Chama-se «You Can`t Beat The House» e vale muito, muito. É bom que fala parte do alinhamento do concerto já anunciado para o próximo ano no Campo Pequeno.
Mark Knopfler
«Get Lucky»
101/Universal
05 setembro 2009
Mark Knopfler no Campo Pequeno
02 setembro 2009
Mark Knopfler Regressa a Portugal a 2010
Actualização: entretanto o site apresenta uma pequena alteração quanto ao local. Agora aparece como sendo no Campo Pequeno Atlântico! E o link vai dar mesmo ao site do Pavilhão Atlântico.
11 agosto 2009
Novo Disco de Mark Knopfler
No site oficial de Knopfler já se pode escutar o primeiro avanço que é o single com o mesmo nome do disco. A audição não deixa dúvidas, o caminho do álbum anterior, Kill To Get Crimson, continua a ser o favorito de Mark. E isso é muito bom.
Oiçam aqui o single do novo disco:

E para os mais impacientes, como eu, deixo em jeito de bónus uma ligação para o newalbumreleases.net que já disponibiliza o disco. Get Lucky.
07 outubro 2008
John Illsley Gostava de Reunir Dire Straits
"Acho que estamos em falta com uma digressão, e ainda temos mais um álbum por gravar (...) mas o Knopfler está a fazer música diferente agora", disse.
"Ele está a sair-se incrivelmente bem a solo, tiremos-lhe o chapéu. Está a viver um período muito bom assim", adiantou.
Esta notícia diz-me muito pois sempre assumi o meu gosto pelos Dire Straits. Foi a minha banda favorito na minha adolescência.
Vi-os em Alvalade em Maio 92, e repeti a dose uns meses mais tarde em Faro. Grandes concertos, sendo que o de Alvalade foi mesmo a maior enchente do recinto em concertos.
A parte em Illsley explica que Knopfler está muito bem a solo ajuda a perceber o quão difícil vai ser a reunião. Pessoalmente não acredito que Mark vá na conveersa.
Mas cá no fundo não me importava de ver só mais uma vez a banda ao vivo.
05 abril 2008
Mark Knopfler @ Campo Pequeno
Vale a pena escrever os nomes dos músicos que acompanham Mark; Guy Fletcher, teclas, Richard Bennett, guitarra, Glenn Worf no baixo, Danny Cummings na bateria, Matt Rollins no piano, e John McCusker nos sopros e violinos. Só por si são garantia de uma qualidade musical impressionante, e para os mais atentos reparam que há aqui três Dire Straits em palco, Knopfler, Fletcher, e Clark.
Concerto é longo, quase 3 horas, e centra-se em boa parte dos discos mais recentes de Knopfler. O alinhamento é coerente, mas deixa os fãs mais actuais algo decepcionados pela ausência de temas como "Punish The Monkey", ou "Let it All Go", os melhores de Kill to get Crimson de onde só são apresentados "True Love Will Never Fade", e "The Fish and the Bird". Depois há passagens por "Shangri la", com dois momentos altos em "Boom Like That", e " Postcards from Paraguay", por "The Ragpicker's Dream", com "Why Aye Man", "Hill Farmer's Blues", e "Marbletown", e o já habitual "Sailng to Philadelphia".
É uma aposta clara numa toada mais calma, e as canções reflectem esse estado de alma. As cerca de 7 mil pessoas que esgotaram o Campo Pequeno tiveram oportunidade de assistir a um concerto de grande qualidade, e Mark Knopfler sabe que a sua carreira tem como base os clássicos discos que assinou com os Dire Straits e mostra todo o seu respeito por quem paga para o ver em 2008 interpretando os incontornáveis "Romeo & Juliet", "Sultans of Swing", "Telegraph Road", "Brothers in Arms", e "So Far Away".
Todas em novas roupagens, menos densas, sempre contidas. A excepção vai para "Telegraph Road" que começa por se desenvolver timidamente, mas que vai subindo de forma sublime para uma recta final a fazer sonhar a plateia com as lendárias actuações dos Straits nos anos 80, tão bem documentadas no famoso "Alchemy".
Depois de Alvalade,e Faro em 1992, Cascais em 1996, e mais recentemente com duas passagens pelo Atlântico, Mark Knopfler voltou a encantar uma plateia cheia de fãs que ainda hoje o admiram e aprovam a orientação da sua carreira mais virada para as raízes da cultura musica americana. Esperemo que um dia Mark se lembre de trazer consigo Emmylou Harris.
Mark Knopfler @ Campo Pequeno: Alinhamento
Why Aye Man
What it is
Sailing to philadelphia
True love will never fade
The Fish And The Bird
Hill farmer's blues
Romeo & Juliet
Sultans of swing
Marbletown
Daddy's gone to knoxville
Postcards from Paraguay
Speedway at nazareth
Telegraph road
Encores:
Brothers in arms
Our shangri-la
So far away
Going home
03 abril 2008
Mark Knopfler em Lisboa: O Concerto de Ontem em Barcelona
Why aye man, What it is, True love will never fade, Sailing to Philadelphia, Postcards from Paraguay, Our Shangri-La, Telegraph Road, So far away, Romeo & Juliet, Brothers in arms, e Going home.
Vídeo de ontem:
Sultans of Swing, Barcelona 02/04/08
01 abril 2008
Mark Knopfler em Lisboa: A Última Passagem Por Portugal
Como saber o que representa hoje em dia a música para Mark Knopfler? A resposta é simples e encontra-se a meio da primeira parte do seu concerto. Se chegássemos à sala do Atlântico por alturas da sexta música da noite teríamos a perfeita noção do que é que Knopfler ainda a fazer no mundo da música.
É a altura em que Mark e a sua banda (de excelentes músicos) sentam à boca do palco e tocam como se estivessem algures entre um pub irlandês e um clube americano de blues/folk. O prazer com que apresentam as canções «Done with Bonaparte», «Song for Sonny Liston», «Donegan`s Gone», «Rudiger», «Boom», «Like That» e «Speedway at Nazareth», é contagiante e mostra que faz todo o sentido ir ver um concerto de Knopfler pela quinta vez em Portugal.
Esta fase da actuação só pode satisfazer por completo quem optou por continuar a seguir os trabalhos do ex-líder dos Dire Straits.
Fica a ideia que se a opção da banda fosse tocar só os temas dos trabalhos a solo, então enchia-se a Aula Magna com os tais fãs actualizados e tínhamos uma grande noite de ambiente blues, jazz, country e pop. É esta a onda que o homem que já usou fita na cabeça, vive agora.
Mas Mark Knopfler sabe que o que fez com os Dire Straits arrebatou milhões de fãs pelo mundo fora e resolveu não renegar esse passado, mantendo o casamento entre os velhos clássicos com arranjos mais retocados e acaba por dar o melhor dos dois mundos, dos Straits e o actual, a um público que ainda hoje consegue dar uma moldura humana digna à grande sala do Atlântico.
Na primeira parte do concerto, desfilam «Walk of Life», «Romeo & Juliet» e «Sultans Of Swing», como que a agradecer aos milhares de trintões a sua presença. Destaque para os arranjos de acordeão a meio de «Walk of Life», e a mestria com que continua a ser tocado »Sultans of Swing».
Depois pelo meio vem a tal parte que revisita os quatro discos a solo, para depois partirmos para uma parte final nostálgica e que vai de encontro às expectativas de todos.
A 13ª música do serão marca o início da recta final, são os acordes inconfundíveis de «Telegraph Road». Uma versão arrebatadora, que só por si justificou o dinheiro gasto por qualquer fã dos Straits. Foi o momento da noite, a partir daí viveu-se em clima de festa e de celebração os obrigatórios «Brothers in Arms», «Money for Nothing» e« So Far Away».
Como sempre, a despedida foi ao som do instrumental «The Mist Covered Mountains/Wild Theme» da banda sonora de «Local Hero».
Foi bom rever o velho amigo Knopfler, e ele certamente pensará o mesmo da plateia lisboeta.
31 março 2008
Mark Knopfler em Lisboa: O Mais Recente Disco

Apesar de o início do processo de aproximação ao universo folk americano ter começado ainda no último disco dos Dire Straits, e no seu percurso a solo Mark Knopfler ter assinado discos com Chet Atkins,ou Notting Hillbillies, a verdade é que a critica nunca o levou muito a sério nas suas intenções de ser um músico mais integrado nas raízes americanas, do que britânicas da sua origem.
Desde 1996, ano de Golden Heart, fez 4 discos a solo. Todos no mesmo registo, mas sempre longe da atenção do grande público, e no entanto já podia compilar sem dificuldade o melhor de cada álbum e apresentar um resultado digno dos grandes interpretes do género.
Há um ano realiza um sonho antigo de gravar um disco com a senhora Emmylou Harris. Com tão ilustre companhia tudo muda na carreira de Knopfler e desta vez centra atenções, e elogios, e o disco "All The Roadrunning" chega aos top's de venda dos países mais importantes. A parceria resulta tão bem que é editado um disco ao vivo da digressão de Knopfler e Harris, Real Live Roadrunning.
Foi o que chegou para que Mark Knopfler passasse a ser visto com a atenção que merece e, finalmente, a imprensa percebe que há um Knopfler além da figura de fita da cabeça dos anos 80 que vale a pena descobrir no contexto mais folk americano e britânico.
Este Kill To Get Crimson é um excelente sucessor de Shangri-la (2004), e reúne uma dúzia de belas canções. A voz grave de Knopfler assenta na perfeição em canções superiormente produzidas onde as cordas predominam, mas onde há espaço para sopros, teclas, e até acordeão ( oiça-se "Secondary Waltz"), tudo harmonicamente melodioso.
Ao tema 7 encontramos "Pubish The Monkey", o tema que resume na perfeição o que é Mark Knopfler em 2007.
Não é por acaso que este disco está a gerar consenso na imprensa britânica e americana, depois da colaboração com Emmylou Harris o disco a solo de Mark chega a receber nota 4/5 tanto na Uncut como na Rolling Stone.
Reconhecimento mais do que merecido para mais um belo disco de Mark Knopfler.
Crítica publicada em Setembro de 2007




