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27 abril 2010

América Latina em destaque no FMM Sines - Festival Músicas do Mundo 2010

As músicas da América Latina, da Argentina à comunidade hispânica dos Estados Unidos, passando pelo Brasil, Colômbia e Peru, estão em evidência na programação do FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2010, que decorre entre 23 e 31 de Julho, em Sines e Porto Covo. Quatro dos sete concertos que agora se revelam são estreia em Portugal e há também uma estreia absoluta na Europa.

O “programa latino” do FMM 2010 começa ainda em Porto Covo, no dia 24 de Julho, com a actuação de LA 33 (COLÔMBIA), uma das mais interessantes orquestras de salsa da actualidade. Formada em 2002, em Bogotá, La 33 grava o primeiro disco, homónimo, em 2005, tornando-se a sua versão salsa do tema da Pantera Cor-de-Rosa, de Henry Mancini, um êxito entre DJ’s de todo o mundo. As rumbas de “Gonzalo” (2007) merecem o prémio de disco do ano da revista Semana e uma nomeação para os Grammy latinos. O seu último trabalho, “Ten Cuidado” (2009), retoma o som da salsa dos anos 60 e 70, e será a base do concerto em Porto Covo, a estreia de La 33 em Portugal.

No dia 27 de Julho, no Auditório do Centro de Artes de Sines, actua o quinteto de tango 34 PUÑALADAS (ARGENTINA). Formado em 1998, grande parte do seu percurso artístico foi dedicado a explorar o repertório mais sombrio da canção argentina das décadas de 20 e 30, com os seus discos “Tangos Carcelarios (2002 e 2004), “Slang” (2005) e “Argot” (2006), cantados em lunfardo, o calão do submundo de Buenos Aires. Em 2009, lançam “Bombay Bs.As.”, com letras e melodias originais, considerado pela imprensa argentina o disco de tango mais original dos últimos anos e “o começo de uma nova era” para o género (La Nación). É a segunda vinda do grupo ao FMM, depois da presença em 2005.

A cantora CÉU (BRASIL) sobe ao palco do Castelo de Sines na noite de 28 de Julho. Criada numa família paulistana de forte cultura musical, Céu decide tornar-se cantora aos 15 anos. Grava o seu primeiro disco, “CéU”, em 2005, com aclamação imediata da crítica e do público, obtendo duas nomeações para os Grammy, o n.º 1 na tabela de “world music” e o n.º 57 na tabela principal da Billboard, a posição mais alta atingida por um brasileiro desde Astrud Gilberto, nos anos 60. O seu segundo disco, “Vagarosa” (2009), situa-se num território entre a música brasileira e a música da Jamaica.

NOVALIMA (PERU), um dos grupos mais importantes da música afro-peruana, actua na Avenida Vasco da Gama, na madrugada de 28 de Julho. Formado em 2001, é o resultado da reunião de quatro jovens músicos peruanos cosmopolitas com alguns dos melhores músicos tradicionais da comunidade negra para criar uma fusão entre as antigas canções dos escravos e os recursos da música moderna. Depois de “Novalima” (2002), “Afro” (2005), melhor disco de fusão “world” nos prémios Independent Music Awards 2006, chegam a Sines para apresentar “Coba Coba” (2008), uma edição Cumbancha onde os ritmos afro-peruanos se cruzam com diferentes músicas latino-americanas, dub reggae, house e electrónica. Mais uma estreia em Portugal.

LAS RUBIAS DEL NORTE (EUA) fazem a sua estreia europeia no palco da Avenida Vasco da Gama, na tarde de 29 de Julho. Formado há sete anos, em Nova Iorque, por Allyssa Lamb e Emily Hurst, duas antigas cantoras clássicas, são um projecto que pensa como seria a música hoje se a revolução rock não tivesse derrubado o domínio da música latina que se verificava entre os anos 30 e os anos 50 do século XX. Com três discos gravados - “Panamericana”, “Rumba Internationale” e “Ziguala” (lançado em Março de 2010) -, recriam canções onde cruzam harmonias clássicas com boleros, valsas peruanas, huaynos dos Andes, rancheras mexicanas, guajiras cubanas, cumbias colombianas e influências de todo o espectro musical (de Mozart aos ABBA).

Considerada a melhor orquestra latina nascida nos Estados Unidos na última década, o GRUPO FANTASMA (EUA) apresenta-se no palco da Avenida Vasco da Gama na madrugada de 29 de Julho. Nascida no ano 2000 em Austin, Texas, junta a cumbia, a salsa, o bolero, o son montuno a estilos com o afro-funk, o jazz, a música psicadélica e o reggae. Com quatro Prémios Univisión de Musica Latina e a nomeação do seu quarto disco, “Sonidos Gold” (2008), para o Grammy de melhor disco de rock latino em 2009, o cantor e compositor José Galdeano e os seus nove companheiros chegam ao final da sua primeira década de vida com a crítica rendida à sua “versão séc. XXI do groove latino” (Boston Globe). Em Sines já ouviremos os temas de “El Existencial”, o quinto disco, que o grupo lança em Maio. Também uma estreia em Portugal.

FORRO IN THE DARK (BRASIL), companhia dos Gogol Bordello em digressão nos últimos meses e estreia nacional no palco da Avenida da Praia na madrugada de 30 de Julho, são um dos fenómenos mais recentes das músicas do mundo. Nascida em 2005 num clube de Nova Iorque, por um grupo de músicos brasileiros a viver na Big Apple, a banda Forro in the Dark cruza os ritmos tradicionais do forró nordestino com o dub, o indie rock, o funk e outras músicas. “Bonfires of São João” (2006), com a colaboração de David Byrne, Bebel Gilberto e Miho Hatori, e “Light a Candle” (2009) são os discos lançados até ao momento.

La 33, 34 Puñaladas, Céu, Novalima, Las Rubias del Norte, Grupo Fantasma e Forro in the Dark juntam-se a Staff Benda Bilili, The Mekons, Lole Montoya, Yasmin Levy, Sa Dingding e Guadi Galego como projectos já oficialmente confirmados entre os mais de 30 previstos para a 12.ª edição do FMM Sines.

22 março 2010

Quatro Nomes Femininos Para Sines 2010



SA DINGDING, uma das figuras mais representativas da música chinesa contemporânea atenta às raízes. Actua no Castelo de Sines, no dia 30 de Julho.

GUADI GALEGO, uma das cantautoras em maior destaque na nova geração da música galega. Sobe ao palco do Auditório do Centro de Artes de Sines no dia 26 de Julho.

YASMIN LEVY, considerada “uma das melhores cantoras do Médio Oriente” (The Guardian). O palco do Castelo de Sines é seu no dia 29 de Julho.

LOLE MONTOYA, uma das vozes mais importantes da história do flamenco, e estará presente no palco do Castelo, no último dia do evento, 31 de Julho.

01 março 2010

Staff Benda Bilili e The Mekons, Primeiros Nomes para Sines

Staff Benda Bilili, a grande revelação das músicas do mundo em 2009, e The Mekons, grupo pioneiro do movimento alt-country, são as primeiras confirmações oficiais da programação do FMM Sines - Festival Músicas do Mundo 2010, que se realiza em Porto Covo e Sines entre 23 e 31 de Julho.

THE MEKONS (REINO UNIDO)
Castelo de Sines, 29 de Julho

O grupo britânico The Mekons nasceu em Leeds em 1977, ao lado de bandas como Gang of Four e Delta 5, no seio do movimento pós-punk.

A primeira fase da carreira da banda acompanhou as tendências dominantes da música inglesa e embora tenham tido diversas formações, o coração criativo constituído pelos guitarristas, vocalistas e compositores Jon Langford e Tom Greenhalgh manteve-se intacto desde o início.

Em 1985, a banda ganhou uma segunda vida com o lançamento do álbum “Fear and Whiskey”. Já com uma formação que inclua a cantora Sally Timms, a violinista Susie Honeyman, o acordeonista Rico Bell, o baterista Steve Goulding e o multi-instrumentista Lu Edmonds, entre outros, The Mekons aproximaram a sua música das raízes folk inglesas e da country norte-americana, dando início ao que viria a ser designado por alt-country, movimento que, desde os anos 90, tem revelado alguns dos melhores músicos da música alternativa (um deles, Will Oldham, tem aliás uma canção de tributo ao grupo inglês, “For The Mekons et al”).

Hoje já com 26 álbuns gravados, o último dos quais “Natural” (2007), um regresso acústico às raízes folclóricas inglesas, o octeto mantém a reputação de uma das melhores bandas do mundo em espectáculos ao vivo, ajudada por um tempero reggae surpreendente em algumas das canções e pelo humor e a veia política que sempre ofereceram substância ao seu repertório.

Quando subirem ao palco do Castelo de Sines na noite de 29 de Julho já deverão apresentar canções do seu novo disco, a lançar nos próximos meses.

STAFF BENDA BILILI (RD CONGO)
Castelo de Sines, 31 de Julho

Um dos maiores casos de sucesso das músicas do mundo no último ano e uma das maiores revelações da música africana da última década, o grupo Staff Benda Bilili nasceu no jardim zoológico de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, formado por músicos paraplégicos, vítimas de poliomielite em crianças, que dormiam e ganhavam a sua vida na rua cantando e tocando para os transeuntes.

O seu álbum de estreia, “ Très Très Fort” (Crammed), gravado no zoo de Kinshasa por Vincent Kenis, produtor de Konono n.º 1, Kasaï Allstars e de toda a série Congotronics, chegou ao 1.º lugar da World Music Charts Europe em Maio de 2009, foi considerado o melhor do ano pela bíblia do género, a revista fRoots, e foi eleito o melhor álbum de “world music” de 2009 pela Mojo, uma das mais consagradas revistas de música popular. A digressão europeia que se seguiu ao lançamento do disco mereceu críticas elogiosas em publicações de referência de todo o continente, incluindo The Guardian, The Independent e NME.

Musicalmente, Staff Benda Bilili é uma mistura tipicamente congolesa de ritmos tradicionais, funk e a versão local da rumba. Os músicos cantam, dançam e tocam em guitarras e instrumentos criados pelos próprios com os objectos que encontram na rua. As letras falam da doença que os colocou em cadeiras de rodas, mas sobretudo do que acontece à sua volta, as histórias das crianças sem-abrigo e dos refugiados da guerra, e são assumidas como verdadeiras crónicas da vida da capital congolesa.

O prémio Womex, normalmente só entregue a músicos no final de uma longa carreira, foi-lhes atribuído em 2009 em reconhecimento do seu exemplo extraordinário de dedicação à música.