20 julho 2006

O Regresso dos Pixies a Lisboa - Hoje no Atlântico



Os Pixies são os Pixes! Está certo que é a 3ª vez que visitam Portugal num espaço de 3 anos, mas vejamos a insistência como compensação de mais de 10 anos de ausência. Foi emocionante vê-los no regresso em 2004 no Parque Tejo, foi bom escutá-los no belo cenário de Paredes de Coura no ano passado, vai ser óptimo estar com eles logo à noite em pleno Pavilhão Atlântico a recordar todos os grandes clássicos que sonorizaram as nossas adolescências. Sejam bem reaparecidos.
Na primeira parte uma banda que nos vai obrigar a chegar a horas mesmo, os portugueses Vicious Five prometem incendiar o Atlântico com o seu rock explosivo em palco.
Está marcado para as 21h o início da grande noite.

Revista de Imprensa: Uncut, Agosto

Uncut Magazine cover

A revista inglesa apresenta este mês um top deveras curioso: os 100 melhores discos de estreia de uma banda! Como todas as listas que se prezam há aqui muita matéria para discussão...
Brevemente falarei mais deste top 100, adianto que o disco eleito em primeiro é: The Velvet Underground & Nico, de 1967

E ainda:
  • OPINION - Luke Haines
  • YOU HAD TO BE THERE - Keith Moon off his rocker and off his kit
  • IN HIS OWN WRITE - Paul Weller
  • CH-CH-CH-CH-CHANGES - Scritti Politti's Green Gartside
  • FIGHT CLUB - Nicky Wire vs Tim Rice-Oxley
  • THE STARS THAT FAME FORGOT - Stephen Pastel
  • MY LIFE IN MUSIC - Kiefer Sutherland
  • FROM THE VAULT - Guns N’ Roses from 1987
  • THE MAKING OF... - The Damned's "New Rose"
  • I THOUGHT YOU - WERE DEAD Tony Joe White
  • JON WILDE INTERVIEW - Donovan
  • AUDIENCE WITH - Frank Black
  • 19 julho 2006

    James Brown's Funky Summer

    Já aqui destaquei a edição de Agosto da revista Mojo, um número cheio de interesse com Thom Yorke na capa.
    Mas há mais motivos para a compra desta edição ser imperdível, o cd que a acompanha é simplesmente fantástico!
    Chama-se James Brown's Funky Summer, e tem 15 faixas divididas entre músicas do mestre do funk, seus ídolos, seus protegidos, e admiradores. O 1º tema é um original que vai fazer parte de um novo disco de Brown.
    Sem grandes alaridos sigam o link abaixo e tenham acesso ao fabuloso cd. Quem é amigo?
    James Brown's Funky Summer

    Lily Allen, o Disco Chega às Lojas


    Serve o presente "post" para relembrar a todos os leitores que o disco de estreia de Lily Allen é O cd a não perder!
    Com edição marcada para esta semana. "Allright, Still" já tem cobertura do All Music que lhe dá 3,5 estrelas.
    Este disco já esteve em destaque aqui no Grandes Sons, mas não é demais voltar a falar dele. Para conhecerem melhor a artista e as músicas não deixem de visitar:
    LilyMusic

    18 julho 2006

    Kanye West @ Oeiras

    E não é que foi mesmo o concerto do ano?!



    É tão bom quando as nossas mais elevadas expectativas em relação a um concerto são completamente confirmadas, e até ultrapassadas, que só nos apetece partilhar com o mundo nas horas a seguir a deixar o recinto: vi o melhor concerto do ano, um dos melhores dos últimos anos!

    Em que se baseia este gajo para poder afirmar uma coisa destas com tamanha convicção? Deve ser esta a pergunta que ocorre ao infeliz leitor que não teve oportunidade de estar em Oeiras nesta noite de 17 de Julho.

    Explico facilmente; quando um concerto de um nome que muito admiramos é anunciado geram-se expectativas pessoais muito altas. É por aqui que tudo começa. A ansiedade da espera do momento em que vamos ver o artista aparecer em palco, o desejo de ouvir muitos dos temas que adoramos dos discos de estúdio e das actuações ao vivo que já descobrimos em dvd, tudo isto são sinais que podemos estar perante um grande momento. Mas é um risco assumido, porque por vezes é deste contexto que sai a maior das desilusões...

    Kanye West confirmou todas as boas suspeitas, e cumpriu todas as expectativas.

    É uma figura cheia de personalidade em palco, é um comunicador por excelência, transmite um enorme prazer no que está a fazer, e canta para nós com uma honestidade e simplicidade só ao alcance dos génios.

    O palco é simples, com jogos de luzes sóbrios e eficazes, num nível superior o tal septeto de cordas, mulheres tão discretas quanto deslumbrantes a tirar sons das cordas, um par competente nos coros, com a mulher a dar o seu pezinho de dança com estilo, e um Dj do mais talentoso que se tem visto atrás dos pratos.

    E depois há a magia de Kanye, que além de nos dar todos as suas grandes canções dos seus dois discos editados, “Late Registration” e “The College Dropout”, ainda deu espaço a escutarmos clássicos antigos e recentes de gente como Paul McCartney, The Verve,ou Gnarls Barkley, saídos da voz dos coros e acompanhados pelas cordas.

    Kanye Omari West, não revela sinais de vedetismo em palco, sempre bem disposto, a mostrar um excelente humor, não se esquece de passar, e cantar, excertos de canções que ajudou a produzir para outros grandes artistas como Common, por exemplo. Tudo feito com classe, e com o público a acompanhar entusiasmado.

    Ainda teve tempo para compartilhar partes de temas antigos que, confessou, adorar desde sempre, e aqui destaque para a malha dos anos 80 “Take on Me” dos A-Ha que deixou a plateia de sorriso na boca, enquanto dançava esta recuperação!

    A música de Kanye West não é um acaso, tem uma história, tem as suas influências, e foi isso que ele quis partilhar com os portugueses, e provavelmente com todo o público que acompanha a tour, o seu hip hop carregado de soul é contagiante, e ao vivo as suas canções ganham vida própria.

    Foi uma noite inesquecível, não é todos os dias que temos o privilégio de assistir a um concerto de um artista que está no auge nesse preciso momento, e que chega até nós no momento certo, na hora h, na altura ideal. Kanye é o homem do momento, e esteve entre nós para o provar. Quem foi até Oeiras assistiu ao melhor concerto de 2006, e a um daqueles que vão fazer história por muitos anos.

    17 julho 2006

    Estado Líquido: 5º Aniversário - Dj's de Luxo

    Está de parabéns o bar de Santos, Estado Líquido, que completa hoje o seu 5º aniversário.
    Para festejar a data há uma festa preparada com música de qualidade assegurada por uma equipa de Dj's de alto nível. De Portugal Rui Murka, Kamala - o homem responsável pelos excelentes sons que se ouvem no bar, Dub, Mike Stellar e Dinis.
    A atracção vem de Berlim: DJ Dixon, membro do Sonar Kollektiv e mentor da label Innervisions.

    Kanye West pela Net

    Kanye West.com
    Site oficial: Notícias, discografia, audio, video, fotos, fórum, e
    merchandise.


    Kanye no My Space
    3 temas para ouvir: "Roses", "Heard em Say", "We Can Make it Better"

    Dia K



    É hoje que Lisboa, mais precisamente Oeiras, recebe Kanye West para um concerto que se espera para cima de memorável!

    16 julho 2006

    Revista de Imprensa: Mojo, Agosto


    RADIOHEAD AND THOM YORKE

    The "ungrateful", "self-critical", "evasive" and "terribly polite" Thom Yorke speaks to Nick Kent about paranoia, politics, illness, his new solo project and the troublesome little thing that is the new Radiohead album. Plus, Danny Eccleston takes and exclusive peek at 11 of the band's new songs set for the same said album.

    JOHN MARTYN

    The one-legged Arcadian king of folktronica holds forth on Lee Perry, Nick Drake, booze, Buddishm and birds. "Porridge, whisky and five Woodbines for breakfast," he advises Mat Snow.

    MOJO HONOURS LIST

    Elton John and The Jesus And Mary Chain? Jon Bon Jovi and Vic Reeves? Prince Buster and Corinne Bailey Rae? Revel in strange hook-ups, or give thanks to Johnny Cash, David Gilmour and Scott Walker at our annual celebration of musical genius.

    JOHNNY CASH

    Behind the icon. Greil Marcus, Michael Streissguth and Sylvie Simmons on the secret life of an American legend.

    ROSANNE CASH

    She's spent 25 years battling for her own musical identity in the shadown of her father. Peter Doggett meets the country rebel and award-winning singer-songwriter who's so much more than her father's daughter.

    THE MOJO FILTER:

    ALBUMS

    Thom Yorke's moving electro-blues; Johnny Cash's fifth; James Dean Bradfield's first… Plus New York Dolls' long-awaited third.

    REISSUES

    Fania's New Yorcian sould, JAMC's screeeee!, Dr Feelgood's pub rock growl. Plus! Stacks o'Stax, red-hot rockabilly and 100 years of jazz guitar.

    BOOKS

    Iconic Dylan pics, a candid Bobby Womack autobiography and a murdered MOJO journalist! Something for everyone, then?

    DVDs

    Gram Parsons, Chuck Berry and some bad Public Enemy puns.

    LIVES

    Manna for the febrile moshpit at ATP 2006 and some kinda miracle for Os Mutantes.

    HOW TO BUY

    Elaine Paige to Jimmy Page with the preposterous brilliance of Queen!

    15 julho 2006

    Marisa Monte de Volta a Portugal

    Em boa hora regressa a brasileira Marisa Monte, isto porque volta na altura em que está a promover os seus dois novos discos e que são de qualidade superior. Universo ao Meu Redor e Infinito Particular são do melhor que a música brasileira tem para nos dar em 2006 e vão ser escutados em Lisboa e Porto, nos Coliseus.

    Datas e preçários:

    Coliseu do Porto | 5 e 6 de Setembro

    Cadeira de Orquestra | 50 Euros
    1ª Plateia | 40 Euros
    2ª Plateia | 32 Euros
    Tribuna | 35 Euros
    Camarote 1ª | 34 Euros
    Camarote 2ª | 20 Euros
    Frizas | 30 Euros
    Balcão Popular | 28 Euros
    Galeria Reservada | 25 Euros
    Geral | 22 Euros
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    Coliseu Lisboa | 8, 9 e 10 de Setembro

    Cadeira de Orquestra | 60 Euros
    1ª Plateia | 50 Euros
    2ª Plateia | 40 Euros
    Balcão Central | 40 Euros
    Balcão Lateral | 30 Euros
    Camarote 1ª Frente | 40 Euros
    Camarote 1ª Lateral | 35 Euros
    Camarote 2ª Frente | 35 Euros
    Camarote 2ª Lateral | 28 Euros
    Galeria | 20 Euros

    14 julho 2006

    Assim Se Vê a Força da... TV!

    Reparem nos 3 discos mais vendidos desta semana em Portugal:

    01. Floribella, Flor
    02. Original, D'ZRT
    03. Eu Aqui, FF
    04. Oral Fixation Vol. 2, Shakira
    05. ContinuAcção - O Melhor dos GNR, Vol.3, GNR
    06. Un Monde Parfait, Ilona
    07. Ao Vivo no Coliseu, Tony Carreira
    08. Carioca, Chico Buarque
    09. Paulo Gonzo, Paulo Gonzo
    10. The Very Best Of, Russel Watson

    Nouvelle Vague – Bande à Part


    O projecto Nouvelle Vague é uma ideia de dois produtores franceses com curriculum, mas pouco conhecidos. Marc Collin e Olivier Libaux editaram em 2004 aquilo a que se pode chamar de um disco a brincar aos clássicos. A fórmula teve grande sucesso (mais de 200 mil cópias vendidas), casaram 14 clássicos do rock dos anos 80, como “Love Will Tear Us Apart”, com tons de bossa nova, e o charme de belas vozes femininas.

    Com tão boa receptividade, os autores deram continuação ao projecto e apresentam agora o capítulo dois. Desta vez deslocaram-se do território da bossa nova, para os sons das caraíbas com epicentro em Kingston, Jamaica. Basta ouvir “Heart of Glass”, dos Blondie, aqui cantado por Gerald Toto em andamento reggae. É por estes quentes ritmos que andam as novas 14 versões dos Nouvelle Vague, de “Killing Moon”, dos Echo and the Bunnymen, a “Blue Monday” dos New Order, passando por “Human Fly” dos Cramps, há aqui um arco-irís a colorir canções repescadas ao início dos anos 80, na fase pós punk. Já não tem o efeito surpresa da estreia, mas ainda funciona bem.

    Nota: 5/10

    Texto publicado na mais recente Mondo Bizarre

    13 julho 2006

    Quem Foi Syd Barrett


    A notícia da morte de Syd Barrett teve honras de divulgação em rádios e televisões. É natural porque o nome Syd Barrett por si só suscita-nos respeito. É do senso comum, falo de quem gosta de música mesmo que são seja dos fãs mais atentos, que se associe Barrett à história dos Pink Floyd, mas nem toda a gente sabe que a sua ligação foi muito curta.

    Syd Barrett esteve na origem dos Pink Floyd, e desde logo ganhou um papel principal na banda que viria a ser a atenção do mundo ainda nos anos 60. Syd era vocalista, guitarrista e compositor, e foi um dos mentores do álbum de estreia "The Piper at The Gates of Dawn", de 1965.
    Os problemas começaram logo nos primeiros concertos, e em digressão o comportamento de Syd era cada vez mais insuportavel pelos seus companheiros. Tudo se resumia a problemas de droga, LSD, que alteraram por completo o seu comportamento. Ia ficando cada vez mais distante, mas desinteressado e com o humor mais instável. O seu génio compositor, a sua arte a tocar guitarra de maneira inovadora, usando o eco, davam lugar a um génio moldado e prendido ao consumo de drogas.
    Ainda chegou a participar no segundo disco "A Saucerful of Secrets", deixando para a história um tema, "Jugband Blues" onde se nota a sua indiferença perante a banda, mas depois foi mesmo afastado dos Pink Floyd.
    À partida a ideia era manter Syd como um compositor ligado ao grupo, mas isolado, ao estilo de Bryan Wilson nos Beach Boys. Mas foi impossível, a sua postura era de tal maneira incompatível com o que se queria dele que a banda recrutou David Gilmour, o homem que ensinou Syd a tocar guitarra! Roger Waters assumiu a liderança dos Pink Floyd e Gilmour acabou por ficar sempre ligado à banda.

    Curiosamente, foi como factor alheio, mas não indiferente, ao grupo que nasceram as obras primas dos Pink Floyd, ainda hoje reconhecidas por todos. Roger Waters e David Guilmour inspiraram-se na trágica vida de Syd Barret para fazerem "The Dark Side of the Moon", "Wish You Were Here" e "The Wall". Os problemas mentais, o declínio humano, sempre presentes. A sombra de Syd seguia os Pink Floyd.
    Para quem viu o famoso filme "The Wall", certamente reconhecerá na personalidade e comportamento da personagem Pink, o vulto de Syd Barrett.

    É por isto que o nome de Syd Barrett é tão importante na história do Rock, ele confunde-se com o universo Floyd.
    Em nome próprio Syd ainda editou dois discos, e ameaçou um 3º. "The Madcap Laughs" e "Barrett" foram escritos na sua fase criativa, em fins dos anos 60, e são discos interessantes. Mas até este ano a vida de Syd foi reservada, sem aparições em público desde 1973.
    Morreu esta semana de diabetes.

    É uma personagem do mundo da música que merece ser investigada.

    12 julho 2006

    Kanye West com Septeto de Cordas

    Está desvendado o segredo sobre em que moldes actuará Kanye West em Oeiras no próximo dia 17. Não se sabia se seria um concerto a solo ou com a orquestra em palco como temos visto em várias actuações, como no Live 8 há um ano.
    Pois bem, Kanye West vai estar em palco acompanhado de um septeto de cordas, composto por dois violoncelos, quatro violinos e uma harpa!
    Estão lançados os dados para uma grande noite de música em Oeiras.

    11 julho 2006

    Primal Scream - Riot City Blues


    Ao nono disco os Primal Scream voltam a mergulhar no mundo do rock n' roll, isto 12 anos depois da primeira investica com "Give Out But Don't Give Up". Se na altura foram muito criticados por não darem continuação ao som original e atractivo que os apontava como pontas de lança de uma nova vaga de música britanica com os seus dois primeiros discos, e muito especialmente com "Screamadelica" de 91, houve quem achasse piada aos devaneios de funk, soul e rock que a banda escocesa mostrou em 94. Eu achei.
    Depois de algumas tentativas de marcarem o seu próprio território com a edição de discos como "Vanishing Point"," Echo Dek", "XTRMNTR", ou "Evil Heat", com pontos de indiscutivel interesse entre eles, a banda de Bobbie Gillespie mostra que andou a ouvir os Rolling Stones, os Faces, e o "Zeppelin III, tudo sons extraídos dos anos 70.
    Tudo absorvido e cá vai disto: "Riot City Blues" é o manifesto de dedicação aos 70's, mas publicado em pleno ano de 2006.
    Nada de mal porque o disco é bom, cheio de rock, blues, boas guitarradas, e boas malhas. Ideal para nos acompanhar nos próximos meses.
    No fundo It's All Rock n'Roll... And I Like It!

    Nota: 3/5

    10 julho 2006

    Bilhete Com História ( 5 ): Hype@Meco

    Photobucket - Video and Image Hosting

    O primeiro Hype, o original, aconteceu para os lados do Meco. Foi em 2001, há 5 anos, que o festival orientado para os sons de dança levou milhares de pessoas para perto da lagoa de Albufeira. Com tendas e um palco, espalhados na areia entre pinheiros e com um belo ambiente, nasceu o Hype@Meco. Nesta primeira edição passagens inesquecíveis do pessoal da Ninja Tune pela Tenda Zoom, e grandes concertos dos Orb e Herbert já com o sol a nascer.
    Bela noite se passou no Meco, nada a ver com este pobre Hype@Tejo.

    09 julho 2006

    Hype@Tejo, Lisboa

    Um festival à beira do fiasco.

    É claro que a organização não podia adivinhar que na noite 8 Julho a selecção portuguesa estaria em campo às 20h a jogar o 3º lugar do Mundial, mas a verdade é que o povo não trocou a bola pela música.
    Os nomes do cartaz até eram bem interessantes, mas não passava pela cabeça de ninguém perder o que se passava no Mundial para ir ver os promissores Kudu. Por mim falo, claro.
    Cheguei ao recinto bem depois das 22h, e qual não é a minha surpresa, e espanto, quando vejo os Atmosphere a tocarem para umas 50 pessoas! Era um cenário desolador, o recinto em frente ao palco estava vazio, e os Atmosphere davam sinais de descontentamento com tão fria recepção. Perdeu-se uma oportunidade para apreciar o excelente hip hop que mostram nos seus discos. Não havia ambiente.

    Dentro de um pavilhão, uns metros ao lado do palco principal, os Téléphatique estavam bem mais animados e tinham tanta gente ou mais a ver e a dançar. Ambiente de festa.
    Os únicos que deram sentido ao baptismo deste festival foram os Buraca Som Sistema. Recebidos com entusiasmo conseguiram reunir o maior número de interessados neste novo projecto que tem agitado os nossos meios com o seu kuduro progressivo. Actuação contagiante, seguramente a melhor da noite, e com o povo a entregar o corpo à agitação, sem vacilar.

    Ao mesmo tempo os Hot Chip tentavam angariar mais seguidores à sua causa vestida de uma pop electrónica que o seu disco de estreia mostra. Mas nunca se mostraram muito confortáveis com o seu papel, e o público também não foi muito entusiasmante para que tudo se tornasse mais especial. Parece que na véspera tudo correu melhor aos Hot Chip na ZdB com o seu verdadeiro público.

    Os Massive Attack vieram dar alguma dignidade aquele palco principal e o recinto ficou minimamente composto e participativo com mais uma visita do grupo. Os Massive Attack não dão maus concertos, a sua música é boa demais para algo correr muito mal, mas também estão numa fase em que não arriscam um milimetro em palco. Andam a promover o seu Best Of, e o alinhamento não foge a todos os temas que já conhecemos. Nem um "lado b" do segundo cd que acompanha a edição especial do best of é arriscado. Cumpriram.

    Já passava das 2 da manhã quando no pavilhão começaava mais um DJ Set com DJ Marlboro. A promessa dos sons quentes da Favela Funk deu lugar a canções brasileiras que podiam ter saído da playlist da rádio tropical.
    Não aguentem nem meia hora. Grande desilusão.

    Este Hype@Tejo não deixa saudades a ninguém.

    08 julho 2006

    Hype@Tejo, Tudo a Dançar em Santos

    Hoje é dia de dançar ao som de projectos bem interessantes ali para os lados de Santos. Dos consagrados Massive Attack, em tempo de revisão de carreia, aos novíssimos, e frescos, Kudu e Hot Chip, passando pelo hip hop dançável dos Atmosphere, aos suores sensuais da Favela pelas mãos de Diplo e Marlboro, sem esquecer o nome de momento no que diz respeito a agitação: Buraka Som Sistema. Não vacila, tudo para o Terrapleno de Santos, é o Festival Hype@Tejo a mexer com Lisboa.

    07 julho 2006

    Kudu - Death of Party


    Tal como já tinha destacado há mais de um mês, o projecto Kudu ameaça ser uma das mais bem sucedidas estreias do ano. Amanhã vão estar em Lisboa no Festival Hype@Tejo a apresentar temas do seu disco. Boa altura para partilhar com os leitores do blog o texto que escrevi para a Mondo Bizarre:

    O nome é engraçado e ameaça ser um dos projectos mais badalados do ano. Os Kudu são uma banda que concentram atenções na dupla formada por Deantoni Parks (baterista), e Sylvia Gordon (vocalista, e baixista).

    A história é simples e conta-se em poucas palavras, os Kudu apareceram a tocar regularmente durante o último ano no mesmo clube onde Norah Jones e Brazilian Girls foram descobertos, em Brooklyn, Nova Iorque.

    Com um som muito estimulante que contempla a electrónica dançante, letras interessantes, e uma performance muito convincente em palco, foram angariando cada vez mais admiradores. Algures entre o humor dos Dee-Lite, o groove das ESG, ou a atitude dos Creature, o som dos Kudu é algo de fresco e interessante na área da música de dança, e da pop.

    A palavra entre os fãs foi se espalhando, e é sem surpresa que temas dos Kudu comecem a ser ouvidos um pouco por todo o lado entre os ouvintes mais atentos, criando um hype mesmo antes do disco sair.

    Em “Death of the Party” há muito para descobrir e dançar, e confirma-se que o barulho à volta dele é justificado. Logo o tema de abertura é candidato a single do ano, “Hot Lava” tem um balanço irresistível, com batidas certeiras a suportarem a voz de Sylvia Gordon. Aliás, a vocalista é o grande trunfo dos Kudu, com um registo a fazer lembrar Siouxsie Sioux, e com uma presença notável em todo o disco. O resto vem da frenética bateria de Parks, e das muralhas de teclas que sustentam temas apontados à pista de dança como “Suite Life”, “Bar Star” ou “Magic Touch”.

    Os Kudu são uma das novidades mais promissoras deste ano, e “Death of the Party” tem tudo para ser um disco marcante.

    Nota 7/10


    06 julho 2006

    Bonga em Belém, Hoje às 22h



    Concerto imperdível do conceituado músico angolano Bonga em Belém. Inserido no Festival África 2006, o aguardado concerto de Bonga vai proporcionar ouvir os temas dos seus míticos discos "Angola 72" e "Angola 74".
    Antes de Bonga há o concerto de Cheikh Lô a representar a música senegalesa, e também é uma apresentação muito aconselhada.
    Tudo de borla junto à Torre de Belém a partir das 22h.

    05 julho 2006

    «Rebeldia Con Alegria» Amparanoia



    Um disco de 2004 para chamar o sol e o calor neste verão chuvoso.
    Irresístivel! É a palavra certa para caracterizar o som dos Amparanoia. Quem teve a dupla sorte de trocar o palco principal pela Tenda Raízes no último dia do Rock In Rio de há dois anos sabe do que estou a falar.

    Música para pular, dançar, sorrir, cantar e alargar o leque de discos de consumo obrigatório em pleno calor!

    Esta “Rebeldia Con Alegria” é uma compilação com os melhores momentos da carreira dos espanhóis Amparanoia, liderados pela imparável Amparo Sanchez. É ouvir o tema de abertura “En La Noche” e ficamos logo rendidos ao mundo de encontros entre o reggae, funk, rock e tudo o que fizer dançar. Só nesse tema canta-se em inglês, francês e castelhano. A descrição é familiar? Claro que sim, Manu Chao está presente, em corpo e espírito. São os caminhos contagiantes desta música que ilustram todo o disco que revela dois temas inéditos, um deles, “Don’t Leave Me Now” conta com a ajuda dos Calexico.

    É uma maravilhosa maneira de conhecer os Amparanoia, e tem como vantagem o facto de podermos continuar a explorar os trabalhos da banda expostos em quatro discos de originais já editados. Obrigatório!

    Brevemente falarei do novo disco já editado este ano.

    Nota: 4/5

    04 julho 2006

    Burning Spear@Terraplano de Santos, Lisboa

    Fiz bem em só ir para Santos às 22h. Aquilo que se pretendia passar como grande noite de reggae, era mais uma noite com música direccionada a públicos bem diferentes. Deixemos o G.Love de fora, porque este nunca foi do reggae, deve ter tido uma agenda favorável a uma passagem por cá, e veio por arrasto. Foi ele que tocou até às 22h.
    Aliás, pensando melhor, eu devia era ter ido só às 24h, só que era uma segunda feira, início de uma semana de trabalho, sair à meia noite de casa não era apropriado. Assim tive que levar com mais de uma hora de concerto de Sean Paul. Ok, tudo bem, o rapaz tem ascendencia lusa, é simpático, tem umas belas meninas a dançar em palco e até tem um, ou dois, singles engraçados. Mas, caramba, isso não faz dele um digno antecessor em palco do mestre Burning Spear.
    Sean Paul serve-se do reggae, há ali ligeiros laivos que fazem lembrar a música jamaicana, para se atirar com todo o azeite para um hip hop/rap/pop aborrecido e sem ponta de interesse. A miudagem parece adorar. Claro que apareceu de camisola preta da selecção vestida, claro que puxou do cachecol, claro que cantou por Portugal, e claro que o povo respondeu em extâse.
    Musicalmente, é que foi uma nulidade. Há um momento em que Sean Paul diz para nos lembrarmos dos grandes nomes do reggae da Jamaica; Bob Marley, Burning Spear... Era aqui que os seus imberbes fãs deviam ter dado ouvidos.

    Mas não deram, e assim que acabou o concerto todos rumaram à saída em direcção aos carros dos papás que os esperavam. Foi pena, ficaram sem saber o que é o reggae a sério. Terão tempo de aprender com os anos. Haja vontade!
    Plateia renovada. Meninos e meninas a caminho de casa. Rastas, freaks, e um público visivelmente menos jovem, chegaram-se à frente do palco e tudo se compôs para receber o senhor Burning Spear. Um som de reggae a sério, secção de sopros com 3 elementos, teclista competente, baterista convincente, e baixista discreto, só o guitarrista abusava dos solos irritantes. De uma maneira geral Burning Spear está bem acompanhado em palco, e como revela excelente forma aos 58 anos, o concerto flui com naturalidade em direcção à comunhão rastafari pregada do palco, e recebida por corpos em movimento. Não era de estranhar a presença de gente ilustre entre anónimos, Pacman - vocalista dos Da Weasel, ou Messias - vocalista dos Mercado Negro, eram dois exemplos de gente consagrada que vinha prestar homenagem a um dos seus ídolos jamaicanos.
    Burning Spear mostra uma voz bem conservada, é muito simpático, dança em palco, e estica as suas música para lá das vocalizações tomando conta da percussão. Digamos que até é uma fórmula que acaba por ser exagerada, de tantas vezes que é usada.
    Mas valeu a pena, Burning Spear é uma figura mítica do roots reggae jamaicano e não desiludiu, com a sua respeitavel barba branca, boina preta, t-shirt vermelha por baixo de um colete de ganga, o cantor deixou uma excelente imagem entre os apreciadores do género.

    03 julho 2006

    Morr Music em Saldos!


    A editora Morr Music alberga excelentes projectos musicais como por exemplo: Lali Puna, Isan, Solvent, Mum ou Ms John Soda, entre outros.
    A boa notícia é que a Morr Music tem os seus discos em saldo, com preços entre 2.99 e 4.99 libras, no site Boomkat.
    Há muito por onde escolher.

    Mondo Bizarre nº26

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    Já anda por aí a nova edição da Mondo Bizarre. Entre entrevistas, e análises a novos discos destacam-se os nomes:

    Final Fantasy - Cansei De Ser Sexy - The Legendary Tiger Man - Year Future - Red Krayola - Ellen Allien & Apparat - X-Wife - Dave McKean - Stuart Staples - Ken Vandermark - Bypass - Sonic Youth - The Raconteurs - ESG - Serge Gainsbourg Revisited - Gnarls Barkley - Current 93 - The Twilight Singers - Six Organs Of Admittance - Loose Fur - TV On The Radio - The Black Heart Procession

    O autor deste espaço colabora pela primeira vez com a revista e assina as críticas aos novos discos de Nouvelle Vague, Kudu, e Durutti Column.

    Hoje a Não Perder: Burning Spear em Lisboa


    Hoje à noite no Terrapleno de Santos, em Lisboa, vai estar uma das lendas vivas do reggae; Burning Spear.
    Para quem gosta de reggae este é um concerto obrigatório, já que Burning Spear é um dos nomes mais importantes do roots reggae jamaicano, já leva 35 anos de carreira que começou na mítica Studio One quando foi gravar um disco por influência de Bob Marley.
    Ainda hoje Burning se apresenta ao vivo com o mesmo entusiasmo de sempre, sendo de esperar que o seu concerto tenha as mesmas boas vibrações de outros que já pudemos assistir de gente como Horace Andy, Max Romeo ou o mestre Lee Perry.
    O concerto deve fechar a noite que envolve mais artistas. É o TMN Summer Sessions, que comemora os 10 anos de Festival Sudoeste, e que promove noites como esta por todo o país. Em lisboa além de Burning Spear temos ainda Sean Paul, G. Love & Special Sauce e Luciano com Dean Frasier e Andrew Tosh, filho do lendário Peter.
    O concerto de Burning Spear é um ponto alto que não deve ser perdido!

    01 julho 2006

    Madonna na Cruz



    Aqui está a imagem de marca da nova digressão de Madonna, o momento em que a cantora aparece numa cruz cheia de glamour a cantar.
    Aconteceu na 1ª noite de apresentação da Confessions Tour em Nova Iorque no passado dia 28.
    Madonna sempre na linha da frente.

    Concertos de Sábado à Noite: Pluto, Jamaica All Stars, Méchanosphère...

    Entre outras propostas há que escolher entre o reggae dos Jamaica All Stars em Carcavelos, no recinto da feira, que fazem parte do cartaz Festival Musa, ou entre a aparição dos Pluto no Maxime. Também há Méchanosphère na ZdB.
    E no bar Lounge há sons escolhidos por D-Mars e Dub.

    Quantic@Estado Líquido

    A passagem de Will Holland, mais conhecido por Quantic, pelo bar Estado Líquido na noite passada, saldou-se por uma festa sonora colorida por quentes ritmos da américa do sul, com um piscar de olhos às Caraíbas. Não admira que o seu mais recente trabalho tenha sido gravado em Porto Rico, é que Quantic ao longo das horas do seu set nunca larga os sons dos batuques, sopros, e até pela Favela Funk passou!
    Noite bem passada com música que deixou toda a gente a dançar.
    Hoje Quantic estará nos Maus Hábitos, no Porto.

    30 junho 2006

    Hoje em Lisboa - Quantic



    Como já vem sendo hábito as opções para passar a noite a ouvir, e ver, concertos na capital é enorme. É consultar a AGENDA e escolher. No entanto destacam-se o concerto dos Dead Combo na ZdB, e a minha sugestão recai no Dj set de Quantic no bar Estado Líquido.
    Will Holland é o nome por detrás de Quantic, um homem dedicado a vários tipos de som com especial apetência pelo funk, e com alguns discos muito bons editados.
    Hoje vem apresentar “An announcement to answer”, álbum gravado em Porto Rico.
    Escolham o vosso destino e divirtam-se

    Amparanóia em Loulé no Festival Med


    Já decorre o Festival Med em Loulé. Um conselho para quem está a pensar rumar a sul, ou já lá se encontra, hoje é imperdível a noite do Festival Med.
    Souad Massi é uma cantora, e guitarrista, que vai apresentar os sons da sua Argélia mesclados com outras andanças. E a grande atracção da noite são os Amparanoia. Concerto que é garantia de enorme festa à frente do palco, Amparo Mercedes Sanchez e os seus músicos não dão descanso a ninguém, e de rumbas a reggae, com ska e tudo o mais pelo meio, é sempre a dançar. Depois da passagem pelo palco de World Music do Rock in Rio 2004, a presença dos Amparanoia é sempre de ser saudade entre nós. Quem tiver oportunidade não hesite em dar um salto a Loulé logo à noite.

    Reggae na Casa da Música: Hoje e Amanhã

    Para quem estiver por perto da zona do Porto não pode perder o Festival de Reggae a acontecer na Casa do Música.
    Hoje à noite há o reggae puro e clássico dos Wailers, a banda que revelou ao mundo Peter Tosh, e Bob Marley. Também a não perder é o concerto dos Jamaica All Stars, e noite dentro é de ficar a dançar ao som do Dj Bob Figurante.
    Amanhã a noite é dedicada ao dub e conta com dois grandes nomes do género, Zion Train e o mestre Mad Professor.
    Absolutamente imperdível!

    29 junho 2006

    Think of One@Teatro Variedades, Parque Mayer


    Foi na noite passada que aconteceu mais uma daquelas belas surpresas que nos fazem sentir recompensados por tanto gostarmos de música, e por fazermos por estar atentos ao que se vai passando à nossa volta. Não conhecia os Think of One de lado nenhum, nem me lembro de nunca ter lido nada sobre eles. Mas um apelo do grande Vítor Junqueira arrastou-me até ao Parque Mayer para espreitar o concerto.
    Não foram precisos mais de 5 minutos para perceber que tinha a noite ganha. É amor à primeira vista. Um palco com uma dezena de músicos, há sopros, há batuques, há guitarras, e há uma senhora de mais de 60 anos a cantar com uma jovialidade, e alegria impressionantes! Tudo com sotaque brasileiro, e com sons do nordeste.
    Nem parece uma banda com mentores belgas, mas é. Os Think of One já editaram vários discos, cada um dedicado a diferentes culturas (visitem o site oficial clicando em cima do nome da banda) .
    Para o caso deste concerto interessa falar de "Tráfico", disco que foi a base da apresentação que Lisboa pode ver, ouvir, e especialmente dançar. Foi uma festança, cada tema contagiava a plateia, e o velhinho Variedades tremeu com tanta movimentação.
    Candidato a concerto do ano.

    5ª Feira de Blues nas Catacumbas


    Como é a última 5ª feira do mês há concerto de blues para ver noite dentro nas Catacumbas, Bairro Alto. Dos amigos Nobody's Bizness recebi o seguinte convite:

    Amigos e amigas do copo, da garrafa e da Nobody's Bizness

    O agrupamento mais tinto deste lado da vinha anda louco com a Selecção Nacional (não a dos Figos mas a das Uvas). Estamos roucos de gritar por elas, TRINCADEIRA! TRINCADEIRA! BAGA! BAGA! TOURIGA! TOURIGA! e não nos cansamos de vestir a camisola nem de apoiar os vinhos nacionais sempre que o País assim o pede.
    E como amanhã é dia, contamos com a claque para mostrar dedicação e orgulho pelos vinhos nacionais e, já que estaremos todos de copo na mão, para bebericar ao som da Nobody's Bizness, verdadeiros hooligans da copofonia do Bairro Alto.
    Não colocámos bandeiras à janela de casa e muito menos (zeus nos livre!) do carro, mas seguimos de copo ao peito em defesa dos mais altos valores do Delta do Mississipi, do Quinta da Bacalhôa, do D. Ermelinda e das mais variadas castas das Quintas do Douro, Ribatejo, Alentejo, Terras do Sado, Alenquer, Xabregas, Loures e Almargem do Bispo. Abrimos as portas às adegas do blues para, juntamente com todos vós, embriagar o espírito e apoiar a Selecção, a NOSSA Selecção, amanhã no Catacumbas Jazz Bar (Travessa Água da Flor, n.º43), às 23h29m, mais copo menos copo.

    A entrada é livre, a Selecção é que não.

    Quem somos e o que fazemos, há muito nos esqueceu. Oferecemos entradas duplas para o concerto a quem conseguir elucidar-nos.
    --
    Nobody's Bizness if we share the blues with you.
    http://www.myspace.com/nobodysbiznessband
    Isto NÃO é SPAM. É vinho do bom.

    A não perder.

    Yeah Yeah Yeahs na XFM


    Uma curiosidade para os fãs dos Yeah Yeah Yeahs, no site oficial da, muito recomendada, rádio londrina XFM, há temas da banda para se ouvir. Foram gravados numa sessão que os Yeah Yeah Yeahs fizeram para a estação de rádio.
    Para ouvir aqui: Yeah Yeah Yeahs 'Xfm Session'

    Alinhamento do Concerto de Lou Rhodes

    Não fui à Aula Magna mas partilho aqui o alinhamento do concerto da ex-Lamb na noite passada em Lisboa. Consta que foi um concerto agradável para quem já conhecia o seu disco a solo, para quem ia à procura dos êxitos dos Lamb teve azar
    :
    no re run
    treat her gently
    fortress
    inlakesh
    each moment new
    beloved one
    all we are
    save me
    tremble
    tour face
    to survive
    why
    -----
    bloom
    gabriel
    -----
    lullaby

    28 junho 2006

    Hoje há Lou Rhodes na Aula Magna


    Os Lamb terminaram em 2004, mas a vocalista Lou Rhodes decidiu continuar a sua carreira a solo. Retirou-se para o campo, fugiu ao centro urbano, e em tranquilidade absoluta gravou um disco em nome próprio que é digno de ser ouvido. Em boa hora Lou Rhodes seguiu este caminho, mesmo porque o futuro dos Lamb parecia condenado ao desinteresse musical. Aqui em "Beloved One" voltamos a sentir a emoção da voz única de Rhodes a cantar 11 belas canções.
    É este disco que ela vem apresentar hoje em Lisboa, e amanhã no Porto no cinema Batalha, e é uma excelente oportunidade para apreciar as músicas ao vivo.
    A primeira parte fica a cargo de Oddur Runarsson, guitarrista que também era dos Lamb e acompanha Lou Rhodes. Toca guitarra e canta a abrir a noite.
    Começo marcado para as 23h, bilhetes entre os 18 e 22€.

    27 junho 2006

    Ben Harper Volta a 4 de Outubro


    Está confirmado um concerto de Ben Harper com The Innocent Criminals no próximo dia 4 de Outubro no Pavilhão Atlântico. O músico vem apresentar ao vivo o seu mais recente trabalho, o disco duplo "Both Sides of the Gun".

    Hoje Há Gaiteiros de Lisboa no CCB

    CCBCartazGR.jpg (42047 bytes)

    À beira dos 15 anos de carreira, os Gaiteiros de Lisboa regressam para mais uma aventura musical que não vai deixar ninguém indiferente.
    No seu quarto álbum de originais, Sátiro, Carlos Guerreiro, José Manuel David, José Salgueiro, Paulo Marinho, Pedro Casaes, Rui Vaz e Pedro Calado, percorrem desde os puros sons de Trás-os-Montes a alteradas polifonias alentejanas, passando por estruturas de canção e até — imagine-se! — pelo fado. Tudo passado pelo crivo da abordagem tudo menos ortodoxa dos Gaiteiros de Lisboa.
    É este disco, a editar brevemente, que serve de fio condutor ao retorno dos Gaiteiros de Lisboa aos palcos da cidade que os viu nascer há quase 15 anos: a 27 de Junho no Grande Auditório do CCB, os Gaiteiros mostram Sátiro ... e também os melhores momentos dos anteriores Invasões Bárbaras, Bocas do Inferno e Macaréu numa noite que promete...

    ...toquem gaiteiros que nós dançaremos...

    Bilhetes à venda: Bilheteira do Centro Cultural de Belém, Fnac, Agências ABEP e Alvalade, e Ticketline (Reservas: +351 707234234 e Sapo).

    Preço dos Bilhetes entre 10 € e 20 €


    do site: Gaiteiros de Lisboa

    The Durutti Column – Keep Breathing

    A imagem “http://images-eu.amazon.com/images/P/B000DXSD12.02.LZZZZZZZ.jpg” não pode ser mostrada, porque contém erros.

    Apesar dos 26 anos de carreira que já levam os Durutti Column, ainda há motivos de interesse para se espreitar o que anda Vini Reilly a aprontar. Este ano editou "Keep Breathing", que neste caso, é um título bastante explicativo. São 12 temas dentro do ambiente que Reilly se costuma situar, entre a canção melancólica, e as construções instrumentais complexas, partindo dos sons da sua guitarra para uma sucessão de atmosferas mais hipnóticas.
    A sua voz melódica e dramática continua a ser imagem de marca, e há faixas que merecem ser ouvidas com atenção. Um regresso ainda a fazer sentido em 2006.