11 agosto 2006

Expo Punk



Uma exposição de fotografias dos anos do Punk, 1975-1984, é o que propõe o site 100.punks.
100 dias, entre o verão e o outono, para irmos descobrindo retratos que ilustram os loucos dias do Punk.
Visitem a página e descubram as imagens já disponíveis, e todos os pormenores sobre esta iniciativa.
site: 100.punks

O Alinhamento da Bigger Bang Tour



Para os que vão ao Dragão ver os Rolling Stones amanhã, deixo aqui o alinhamento do concerto deles em Nice na passada terça feira, dia 8.
Para ficarmos com uma ideia muito aproximada do que vamos ver e ouvir:

Le Palais Nikaia, Nice, França, 8 de Agosto
Setlist:

1. Jumping Jack Flash
2. It's Only Rock 'n' Roll
3. Oh Not You Again
4. Let's Spend The Night Together
5, As Tears Go By
6. Street Of Love
7. Midnight Rambler
8. Tumblin' Dice
9. Night Time

Apresentação da banda

10. Slipping Away
11. Before They Make Me Run

12. Miss You

13. Rough Justice
14. Start Me Up
15. Honky Tonk Women

16. Sympathy For The Devil
17. Paint It Black
18. Brown Sugar

encore
19. You Can't Always Get What You Want
20. Satisfaction

10 agosto 2006

Um dos Melhores Temas de Reggae

Ominpresente na edição deste ano do Festival Sudoeste, não resisto a partilhar a famosa canção de Max Romeo. "Chase The Devil", uma vez escutada não mais nos sai da cabeça. Sirvam-se:

Chase The Devil


Lucifer son of the mourning, I'm gonna chase you out of earth!
I'm gonna put on a iron shirt, and chase satan out of earth
I'm gonna put on a iron shirt, and chase the devil out of earth
I'm gonna send him to outa space, to find another race
I'm gonna send him to outa space, to find another race

Satan is an evilous man,
But him can't chocks it on I-man
So when I check him my lassing hand
And if him slip, I gaan with him hand

I'm gonna put on a iron shirt, and chase satan out of earth
I'm gonna put on a iron shirt, and chase the devil out of earth
I'm gonna send him to outa space, to find another race
I'm gonna send him to outa space, to find another race

Him haffi drop him fork and run
Him can't stand up to Jah Jah son
Him haffi lef' ya with him gun
Dig off with him bomb

I'm gonna put on a iron shirt, and chase satan out of earth
I'm gonna put on a iron shirt, and chase the devil out of earth
I'm gonna send him to outa space, to find another race
I'm gonna send him to outa space, to find another race

Satan is a evilous man,
But him can't chocks it on I-man
So when I check him my lassing hand
And if him slip, I gaan with him hand

I'm gonna put on a iron shirt, and chase satan out of earth
I'm gonna put on a iron shirt, and chase the devil out of earth
I'm gonna send him to outa space, to find another race
I'm gonna send him to outa space, to find another race

Move ya with your gun
Mi sey fe lef' ya with your bomb
Move ya with your gun
Mi sey fe lef' ya with your bomb...

Os Stones Estão Quase a Chegar

Vai ser a minha estreia no estádio do Dragão.
Vou ver pela segunda ves os míticos Rolling Stones em palco. Um convite que surgiu ainda muito a tempo de não ser recusado. É da maneira que a viagem ao norte começa mais cedo. Em poucos dias vejo ao vivo Stones, e Morrissey... Nada mau.

Capa e Alinhamento do Duplo CD do FMM


Tal como prometido, aqui fica a capa e o alinhamento do duplo cd promocional do Festival de Sines 2006 que pode ser encontrado aqui:
Duplo CD do FMM

09 agosto 2006

The Rockstar Game


Quem nunca sonhou ser uma estrela do rock n'roll? Ou "manager" de uma banda e levá-la ao sucesso?
Há um jogo na net que fas as delícias dos mais atentos ao mundo da música. Chama-se The Rockstar Game e é para ser jogado online. O registo é livre e os objectivos são diversificados. Podemos jogar para ser o músico mais rico, ou ter um single na top da tabela de vendas, ou ter actuações para grandes multidões.
Descubram o desafio em:
The Rockstar Game

Há Uma Química no Ar...

Fiquem atentos às próximas semanas...

08 agosto 2006

Um Hino de Verão

Vou compartilhar com os leitores uma das músicas que goza de estatuto de hino de verão na minha vida. Já tem 3 anos e caiu no esquecimento. Vamos recuperá-la e dar alguma alegria ao nosso dia:

The Thrills - Big Sur do disco So Much For The City

07 agosto 2006

SALDOS - 3º round

Em versão de aquisição em 2ª mão.
Há que estar atento às novidades da loja Mau Génio.
Hoje de uma só vez:


Tudo por... 35€


Entretanto na Fnac já começaram os saldos. Para já uma descoberta:
user posted image
DFA Compilation #1
3.95€

Última Noite a SW

Já longe da Zambujeira do Mar deu para ouvir os concertos da última noite de festa no Sudoeste.

Os Revistados apresentaram o seu tributo aos GNR no palco principal. Não acompanhei com atenção já que estava de viagem de regresso a Lisboa, mas parece que a coisa correu bem.
Prince Wadada esteve muito bem no palco Positive Vibes.
Macaco confirmou a boa impressão deixado no Lux há dois meses por alturas do lançamento da Blitz. Concerto em formato festança.
Paulo Furtado deu o último concerto de verão como Legendary Tiger Man. Pelo que se ouviu na Antena3 esteve ao seu melhor nível.
Os Breakestra levaram a sua música cheia de funk ao palco do lado direito da entrada, e viram os sudoesteanos responderem dançando.
Do pouco que ouvi, os Zero 7 parecem-me claramente fora de prazo. Aquilo já funcionou melhor.
Os MorningWood foram a grande surpresa no palco principal. A performance foi delirante segundo os relatos locais, levaram público para o palco e incentivaram a despirem-se de preconceitos e roupa. Uma representante feminina não aceitou o desafio e foi corrida, enquanto os homens aguentaram-se melhor. São capazes de terem ganho um bilhete de regresso a Portugal para mais concertos.
O fecho foi ao som dos Xutos em ambiente de festa como é hábito.
Para o ano há mais.

06 agosto 2006

Sudoeste Para Ouvir em Directo

Nesta última noite podem ouvir em directo na Antena 3, no site, na power box, ou no transmissor mais clássico, alguns concertos.

Neste momento José Gonzalez a tocar uma versão dos Massive Attack.
Horário dos seguintes concertos:

20h45 - Prince Wadada
21h20 - Macaco
21h40 - Final Fantasy
22h10 - Zero 7
22h40 - Legendary Tiger Man
23h50 - Breakestra
00h00 - MorningWood
01h20 - Xutos & Pontapes

Última Noite no Sudoeste

Xutos & Pontapés + Morning Wood + Zero 7 + Macaco + Revistados + Ivan Smagghe + Breakestra + The Legendary Tiger Man + Final Fantasy + José Gonzaléz + Kalibrados + Factos Reais + Olivetree + Pow Pow Mov. + Anthony B. + Israel Vibrations + Prince Wadada

Noite de 5 Agosto a Sudoeste

Final da 2ª noite.

Boss AC cumpriu, tal como fizera no Atlântico e no Super Bock.

Sir Giant
é o exemplo perfeito de que um bom Ep pode ser estragado em palco. Desilusão ao vivo.

Marcelo D2 assinou um dos melhores concertos do festival. Embaixador do hip hop brasileiro com toda a mescla de ritmos que só os brasucas sabem explorar na sua música. Era o último concerto da tour deles e arrasaram perante uma imensa plateia rendida.
Los de Abajo na tenda Oxigénio arrancaram o melhor concerto de todos os que vi. Para quem não conhecia foi uma descoberta em cheio, para quem já sabia como eram os mexicanos ao vivo foi pular e dançar até não poder mais! Electrizante.

Madness tocaram o "House of Fun", mas apoiaram-se no seu disco de covers e não convenceram, ainda por cima com uns pregos pelo meio. Boa passagem por "Chase the Devil".
Curiosamente a música de Max Romeo esteve sempre presente, ontem nos samplers dos Prodigy, e no set de Dj's noite fora, hoje nos Madness. "Chase the Devil" é o tema do Sudoeste 2006.
Como Madness não encantava salto para o palco Positive Vibes para ver Jimmy Cliff. Grande desilusão. O senhor da Jamaica, lenda do reggae, traz muita palha para o seu concerto. Muito paleio do mundo melhor, muitos "eeehhh ooohhh", e reggae do bom pouca coisa. Foi pena, depois do cancelamento de Max Romeo, esta desilusão. Salvaram o reggae os bons Dj's que passaram pelo Sudoeste para animar as madrugadas, e encontraram um público identificado com o reggae tradicional, e não apenas com o da "germaica".

Grande concerto da noite, e provavelmente o concerto que vai marcar esta edição 2006 para sempre: Daft Punk. A dupla francesa enfrentou um recinto cheio como nunca se tinha visto. Milhares e milhares de almas possuídas pelas batidas da dança que desde os primeiros minutos do concerto levantaram os braços dançando violentamente contribuindo para uma das mais potentes nuvens de pó sudoesteanas. O impacto visual da actuação dos Daft Punk é hipnótica. Jogos de luzes, e estética visual ao nível dos seus telediscos. A dupla apresenta-se equipada com so seus fatos e capacetes no meio de uma espécie de nave com frente em formato triangular, onde espreitavam de um 2º andar para a multidão. À sua volta jogos de luzes que iam surpreendendo e encanto à medida que as batidas faziam saltar todo o recinto. Com um som fortíssimo, o do baixo parecia que nos ia fazer explodir a qualquer momento, os Daft Punk viajaram pelos seus clássicos e nunca deram descanso à plateia que rejubilou aos primeiros sons de "One More Time". Grande concerto!

Concertos que me passaram ao lado:
Skin, que ao seu estilo gritadeira não dava descanso aos ouvidos mesmo a quem comia uma bifana bem perto da porta de saída do outro lado do recinto.
Buraka Som Sistema, ouvi uma amostra hoje na Antena3 e não fiquei arrependido de não ter trocado os Daft Punk
WhoMadeWho, dos minutos que escutei pareceu-me que estavam a dar bom concerto.
Loto, Pedro Luis e a Parede, Houdini Blues, Rock Group Tiger, Mundo Secreto, e Quaiss Kitir passaram-me ao lado .

No fim da noite os Firestarter Soundsystem voltaram a pôr o reggae em órbitra com grande estilo perante uma multidão incansavel.

(um obrigado ao Gonçalo Castro pelo "empréstimo" das fotos que podem ser vistas em antena3sudoeste)

05 agosto 2006

Hoje a Sudoeste

Concertos do dia:

Daft Punk + Madness + Skin + Marcelo D2 + Boss AC + DezperadosBuraka Som Sistema + WhoMadeWho + Loto + Los de Abajo + Pedro Luis e a Parede + Houdini Blues + Rock Group Tiger + Mundo Secreto + Firestarter Soundsystem + Jimmy Cliff + Quaiss Kitir + Sir Giant

Rápidas da Noite 3 de Agosto a Sudoeste

As primeiras impressões são visuais, o recinto cresceu e alberga 3 palcos bem dispersos que oferecem sempre animação.
Grande enchente!
Noite amena, nada de frio.
Viagem atribulada, muito trânsito, chegada a meio do concerto dos Prodigy.
Concertos:
Prodigy em grande concerto, a recta final foi avassaladora com passagem por temas emblemáticos dos primeiros discos que elvaram à loucura uma imensa plateia aos saltos.

Com o cancelamento de Max Romeo o povo virou-se para o palco Positive Vibes e ficou até às 4 da manhã a desbundar o reggae que os Supersonic iam passando.

Fim de Semana no Alentejo


(foto do blog antena3sudoeste)

O Grandes Sons muda-se para os ares da Zambujeira do Mar durante o fim de semana.
Talvez seja possível ir actualizando os relatos das aventuras musicais sudoesteanas, fica a promessa: vou tentar.

04 agosto 2006

A Caminho do Sudoeste

É o verão no seu melhor. Uma semana depois de ter feito as malas para a aventura de Sines, hoje já está tudo pronto para arrancar ao fim da tarde rumo a Sudoeste. Paragem obrigatória para ver ao vivo gente como Max Romeo, Daft Punk, ou Jimmy Cliff.
Logo à noite grande expetactiva para rever o senhor Max Romeo, isto um ano depois do grande concerto que ele deu em Algés. Posteriormente, podem contar com relatos dos vários concertos do Festival alentejano.
Programa para hoje:
The Prodigy + Goldfrapp + Long Beach Shortbus + David Fonseca + 2008 + X-Wife + Brakes + Toranja + Dengue Fever + Nouvelle Vague + Cibelle + Linda Martini + Oioai + Hiena + Supersonic + Max Romeo + Jahcoustix + One Sun Tribe

O Duplo CD do FMM Sines

Ainda o Festival Músicas do Mundo de Sines.
Deixo aqui dois links para guardarem uma recordação da edição 2006. São os 2 cds promocionais do FMM 06.

Cada cd tem 12 músicas com artistas que passaram pelos palcos de Sines.
Depois deixo o alinhamento e a capa, até lá é só irem aos links de baixo servirem-se e ouvir boa música do mundo:

cd 1
cd 2

A Vergonha no CCB ao Som de Caetano Veloso

Caetano Veloso deu um concerto na passada 4ª feira no CCB. Para quem como eu não liga muito à lenda da música brasileira, o espectáculo terá passado ao lado. É normal.
O grave é quando encontramos relatos de fãs que pagaram 20 euros, ou tiveram convite, e que viveram uma noite de desilusão quanto às condições no local do concerto!
Aqui ficam os pormenores contados por uma insuspeita admiradora do brasileiro, Petra:

Existe gente muito doente, muito incompetente e muito imbecil dentro da direcção do CCB (e da promotora do concerto de ontem). Gente que tem o descaramento de pedir preços altíssimos para um concerto que, já se sabe, esgotaria sempre e que entende por bem realizar o evento num local sem as mínimas condições de conforto ou de som.
O que aconteceu ontem à noite foi uma vergonha!
Os lugares em pé custavam €20(ou seja, não estamos a falar de lugares a €5 ou de borla - estamos a falar de 4 mil escudos, é dinheiro porra, é o preço de um bilhete num concerto na Aula Magna, dum lugar barato no Coliseu, para mencionar apenas duas salas) e o que eram, afinal esses lugares em pé? Passo a explicar.
Eram a entrada da tal Praça do Museu onde montaram o palco, um pequeno espaço de pátio em pedra, à altura exacta do resto do espaço, sem qualquer tipo de elevação que permitisse a quem estava de pé o mínimo de visibilidade e, como se não bastasse, SEM NENHUM TIPO DE SISTEMA DE SOM, SEM UMA PUTA DE UMA COLUNA, SEM NADA que desse a quem ali estava o privilégio (que foi pago, nom d'un chien!) de ouvir Caetano, já que todos percebemos que não iríamos ver ponta de corno. As reacções foram diversas. Vi imensa gente tentar saltar para o lado das cadeiras, gente furiosa que antes de ser escoltada para fora gritava com os seguranças, sempre incapazes de lidar com as pessoas numa situação em que claramente tinham razão e que as tratavam como se estivessem a tentar furar o espectáculo sem ter bilhete. Não vi o Caetano e só depois de se ter começado a gritar ESCANDALO! NÃO TE OUVIMOS CAETANO (que também gritei e aplaudi) é que algum iluminado na mesa de som achou por bem aumentar o volume para que os leprosos cá do fundo não pagassem 20 Euros para ficar completamente alienados do que se passava lá à frente. É preciso ter muito amor ao Caetano para não ir embora, foi o que pensei para dentro. Aos senhores que estavam sentados, pergunto: valeu a pena pagar tanto? A sensação que fica é que nem eles viam grande coisa e que o som, pelo menos para quem estava nas filas imediatamente à frente da tal "plateia em pé", era igual ao que nós tínhamos cá atrás.
O outro rídiculo da noite passa pelas próprias condições técnicas que foram dadas ao Caetano. Como é que aquela gente organiza um concerto ao ar livre, num local com ventos laterais fortíssimos (disse Veloso que lhe garantiram que o vento baixava assim que o sol se pusesse - não, mas! a sério!, aquela gente é de marte?), não tem o cuidado de resguardar o palco de forma a que o vento não afectasse o som e nem sequer tem equipamento preparado para lidar com isso? Como é que é possível num concerto onde os bilhetes ascendem a 65 Euros, que a voz de Caetano tivesse sido tantas vezes distorcida pela ventania? Alguém me explica?

À parte boa da noite, infelizmente, reservo poucas linhas. Do pouco que ouvi, o homem continua maravilhoso nas suas canções intemporais. Cantou alguns dos meus temas de coração e provou que a idade não lhe toca, que a magia ainda é sua e daquela imensa voz, como ele próprio canta. Aguardo o dia em que uma promotora decente me permita desfrutar em pleno de um dos homens mais influentes para mim.
Caetanear assim é difícil...
Petra

03 agosto 2006

Viremo-nos Para SUDOESTE

Sines já passou. Chega a vez de concentrar atenções mais a sul. Começa hoje o 10º Festival Sudoeste, e com um cartaz bem interessante. Para quem gosta de reggae há concertos imperdíveis de Max Romeo, Jimmy Cliff, Israel Vibration, e o sempre festivo Gentleman que garante sempre bons espectáculos. Depois há a presença dos Madness, históricos do ska, e mais alguns nomes que justificam a ida ao alentejo como os Daft Punk, em estreia no nosso país.
Os concertos começam hoje à noite, e para quem estiver interessado o melhor é sintonizar a Antena3 que costuma transmitir em directo alguns concertos.
Aconselho visita regular ao blog Antena3 no Sudoeste.
Ao longo da sua história o Sudoeste já proporcionou momentos marcantes na história dos concertos em Portugal. Com anos de cartazes mais fortes do que outros, na generalidade não conseguimos escapar muito tempo sem sermos atraídos por nomes irrecusaveis. Foi assim quando lá fui ver PJ Harvey, Portishead, Massive Attack, Franz Ferdinand, ou melhor de todos... Portishead.
Amanhã junto-me aos sudoesteanos para celebrar o 10º aniversário.
Fica o alinhamento para hoje:

Palco TMN

03h30 ­ DJ Marlboro
01h55 ­ Gentleman
00h35 ­ Mattafix
23h15 ­ Animal Liberation Orchestra
21h00 ­ Souls of Fire
20h00 Gaiteiros de Lisboa

Palco Planeta Sudoeste

03h30 ­ Stereo Addiction
01h20 ­ Afrika Bambaataa
23h55 ­ Seu Jorge
22h45 ­ The Kooks
21h35 ­ Twilight Singers c/ Mark Lanegan
20h30 ­ White Buffalo

02 agosto 2006

É Oficial: Lily é Hype Por Aqui



Agora o videoclip do tema "LDN".
Pedido: Lily Allen, vem até cá dar um concerto.

01 agosto 2006

Take on Me


Porque hoje começa o mês de Agosto recupero a recordação do momento.
Porque o Kanye West confessou no seu concerto que é um dos temas da vida dele.
Porque o amigo Bruno Barros o passou em Sines.
Porque me apetece partilhar convosco:
Take on Me , dos A-Ha

31 julho 2006

8º Festival de Sines: Concertos de dia 29

Depois de um dia passado na praia Vasco da Gama, mais propriamente na esplanada, acabei por subir à zona do Castelo cedo de mais e acabei por não ver Mariem Hassan no palco da avenida. Ouvi boas reacções ao blues do deserto.

Värttinä
Devido ao caos instalado à hora de jantar só consegui acompanhar uma parte do concerto das Värttinä cá fora nos ecrans enquanto a fila avançava em direcção à entrada do Castelo.
Depois ainda vi os temas finais dentro do recinto, mas não deu para tirar uma conclusão objectiva. Do que vi gostei, e do que ouvi também. As três finlandesas são acusadas pela crítica especializada de se terem virado muito para o pop nos últimos anos, tendo deixado para trás as raízes mais interessantes da sua música. Penso que aquilo que se viu no palco de sons pode ser uma mescla entre as duas vertentes, um som mais abrangente e as suas origens não renegadas.
Mas foi um concerto agradavel.

Cordel do Fogo Encantado
Aparentemente foram estes brasileiros os grandes vencedores da noite. A reacção do público foi entusiástica, e deu ideia que arrebataram pelo inesperado. Desconhecidos da maior parte da plateia, conquistaram o seu espaço com uma actuação electrificante. Cheios de genica, com rimas interessantes, um som que misturava instrumentos mais típicos com uma batida mais pesada, cativaram o público para um concerto bem conseguido.
O vocalista Lira Paes tem os seus ares de Wayne Coyne, dos Flaming Lips, e tem excelente presença à frente do grupo pernambucano.
Aparentemente eu não gostei tanto como a maior parte da plateia, mas admito que foi bom.

Seun Kuti & Egypt 80
Este ano o escolhido para fechar o festival no Castelo, e ser brindado com o tradicional fogo de artifício no princípio da actuação, foi Seun Kuti, filho do lendário Fela.
Podemos dizer que a herança ficou em boas mãos, pois Seun consegue dar seguimento ao groove que o seu pai espalhou pelo mundo.
É uma imensa festa em palco, há muitos músicos a acompanhar Seun, coros, percussão e o mais importante; os sopros.
Seun aposta na força dos instrumentos de sopro para dar alma à sua música. Cada tema é uma longa viagem de minutos com base no baixo repetitivo, na guitarra a marcar o ritmo, as percussões a ajudarem até à explosão nos sopros. Depois há a sua maneira de dançar enquanto canta, uma coreografia que faz lembrar Fela sem chocar.
Seun é um comunicador, pediu desculpa por problemas técnicos a serem resolvidos em palco, convidou Tonny Allen para se juntar aos Egypt 80, disse que sabia que nós adorávamos futebol, referiu Figo, Cristiano Ronaldo, e Simão que nesse momento virava as costas a Valência.
Um excelente concerto a fechar o festival no Castelo.

Ivo Papasov & His Wedding Band
Para as últimas horas a avenida da praia encheu-se e ouviu Ivo Papasov. Foi convincente, o som do acordeão sabe sempre bem, o ambiente de festa justifica o nome da sua banda de suporte, e manteve sempre o povo em ligação directa com o que vinha do palco.
Pode parecer ousado, mas devido ao que se assistiu depois bem se pode dizer que Ivo Papasov esteve muito bem na primeira parte de uma noite memorável na praia.

Bailarico Sofisticado
Agora esqueçam qualquer tipo de objectividade nestas linhas. Isto porque vou falar das horas que actuaram os 3 dj's que se dão a conhecer como Bailarico Sofisticado.
Não era fácil chegar ao palco depois do concerto de Ivo Papasov ter acabado perto das 4 da matina, e "agarrar" a multidão que podia debandar, tanto pelo cansaço como pelo sentimento de fim de festa depois da assistirem ao último concerto do cartaz.
O que aconteceu entre o anúncio da chegada do colectivo ao palco, e as 8 da manhã foi uma noite inesquecível de festa até ao sol raiar. Literalmente.
Vítor Junqueira, e Bruno Barros puseram centenas de resistentes a saltar, suar, cantar, e dançar sem parar passando grandes temas de ska, reggae, e tudo o mais que lhes ia dando vontade. Chegámos a bailar ao som do pimba mais sofisticado, depois de ouvirmos Damian Marleys, Madness, Mercado Negro, ou Skatalites.
Foram horas seguidas de folia. Horas que passaram a correr, de repente era de dia, o som continuava a puxar a dança, o cenário da praia ao amanhecer é deslumbrante, e o povo não dava sinais de cansaço. Com a luz do dia ouvia-se baile funk e Bob Marley. Pelas mãos de Pedro Marques chega o reggae mais roots, o melhor que a Jamaica tem para explorar. Óptima banda sonora para um fim de semana que se quer como um dos melhores do ano.
Parabéns aos 3, e que para o ano haja mais!

8º Festival de Sines: Concertos de dia 28

Sexta Feira 28

Como saí de Lisboa já depois das 18h não cheguei a Sines a tempo de ver Nuru Kane. Portanto, vamos directos para o primeiro concerto da noite no Castelo.

Farida & Iraqi Maqam Ensemble
Não fazia a menor ideia ao que ia, só sabia que Farida vinha substituir Thomas Mapfumo no cartaz.
Foi entrar já com a senhora em palco e ficar rapidamente absorvido por uma espécie de soul music das arábias. Farida tem o sentimento na voz, e os seus companheiros e familiares dão som ao imaginário colectivo que viaja para os lados do Iraque, mas de um Iraque com outra cara. Estava ali a maravilhar-me com o concerto de uma mulher livre a mostrar-nos que há bela , muito bela, música vinda das arábias. Farida fez valer todas as secas apanhadas à saída de Lisboa para rumar ao seu encontro. Mágico.

The Bad Plus
O trio de jazz americano tinha uma tarefa complicada e algo irónica. Primeiro, captar a atenção de uma plateia encantada por... iraquianos. Segundo, fazer valer as boas referências com que vinham a ser apresentados. Sabia-se que os Bad Plus agarram em hits dos Nirvana, ou AC/DC para os refazerem em trajes de jazz. Devia resultar.
Não resultou totalmente. Afinal, não se atiraram a covers como seria de esperar e foram mostrando uma música de contornos jazzísticos interessante, mas longe de deslumbrar. Meteram-se com o "Narc" dos Interppol sem grande excitação, o que é normal já que o próprio original não excita nada, e depois acabaram por descambar à volta do "Chariots of Fire" de Vangelis.
Conclusão os americanos saíram goleados no confronto directo com os iraquianos nesta noite em Sines.

Trilok Gurtu & The Misra Brothers
Depois do jazz americano regressou a magia oriental a Sines. A expectativa era alta para ver ao vivo o mestre da percussão. Trilok Gurtu não defraudou e arrancou um excelente concerto a fechar a noite de concertos no Castelo.
Sentado de lado para o público, e enfrentando os Misra Brothers, comandou a sua música que vive do sentido de ritmo saído das suas mãos ensinadas a marcar o som certo na altura certa. É um espectáculo ver Trilok em acção, e sentir as vozes dos Misra a segui-lo.
Esta música vinda da Indía deixa-nos a dançar até ao fim.
Um dos grandes concertos do festival.

Tonny Allen
Já feita a descida até à praia tudo pronto para receber o concerto de Tonny Allen.
Era um dos concertos que eu esperava com mais expectativa. Tenho discos de Tonny Allen que me fizeram interessar por todo movimento chamado afrobeat. Esperava algo de muito dançável.
A distribuição dos músicos em palco mostrava logo quem era o foco de todas as atenções, com a bateria chegada para a boca de palco, se bem que descaída para o lado esquerdo. Futebolísticamente falando, podia interpretar-se esta visão como tendo em Tonny Allen um excelente extremo direito a centrar bolas prontas a encostar na baliza. Os seus pontas de lança são os restantes músicos, todos muito bons.
Tudo a corresponder ao que esperava, mistura cíclica entre o explosivo funk e as linhas de jazz, o afrobeat a todo o vapor ali à nossa frente a fazer mossa no nosso corpo a acusar já as muitas horas de dança em cima.
Um grande concerto a fechar a noite, com a brisa do mar mesmo ali ao lado.

30 julho 2006

8º Festival Músicas do Mundo em Sines - Algumas impressões gerais


Pela 4ª vez seguida fui até à bonita ciadade de Sines em fins de Julho. É por esta altura que se realiza o Festival Músicas do Mundo, entre o centro histórico com epicentro no belo Castelo, e a avenida da praia Vasco da Gama. Dois palcos onde se sucedem músicas, sons, culturas, e luzes de vários pontos do Mundo.
Fui na sexta ao fim da tarde e lá encontrei os amigos do costume nestas andanças. Por um lado é engraçado ir assistindo ao crescimento do interesse e da afluência de público de ano para ano, por outro chega a ser desesperante perceber quando uma pequena cidade da Costa Alentejana não tem capacidade de resposta para tamanha invasão.
Se na sexta à noite tudo correu bem, a mesa do jantar já estava composto à nossa espera, a fila de entrada do Castelo até andava bem, já nas primeiras horas da tarde de sábado o caos apoderou-se de todos aqueles que queriam levantar dinheiro, ou fazer chamdas. Ficar sem nenhum multibanco funcional num raio de alguns km's, e estar sem cobertura de rede em qualquer uma das operadoras de telemovel é impensável nos dias de hoje.
Mas tudo se resolveu nas calmas, uma descida à esplanada da praia, umas cervejas, uns banhos para alguns, e umas horinhas de sol depois já tudo voltava à normalidade. Telemóvel e multibanco em cima.

Está-se muito bem em Sines nestes dias. O convite irrecusável de umas horas na praia, uma volta pelas tendas montadas ao longo da avenida a venderem calçado, roupa e acessórios, umas compras na barraca de venda de cd's ao lado do Castelo, uma salada de ovas, umas imperiais, enfim boa vida.
No entanto outro sinal claro da falta de resposta dos locais à grande enchente é sentido à hora de jantar. Restaurantes cheios, serviços lentos, e nós com muito azar fomos parar a um onde ao fim de uma hora nem talheres tinhamos na mesa. Pagámos o vinho, a refeição de um amigo que garantiu ser fraquita, e a sopa de outro que desesperava de fome. Tudo corrido a sandes perto do castelo, questão resolvida, e início de uma noite memorável que começou ao som das Vartinna e acabou já hoje de manhã com uma enorme festança no palco da praia com o Bailarico Sofisticado a comandar as operações.
Comentários aos vários concertos ficam para depois.
Viva Sines.

29 julho 2006

Fim de Semana em Sines



O Grandes Sons muda-se para Sines neste fim de semana.
Conselho aos leitores: Apareçam por lá, vale bem a pena.
Até Segunda!

28 julho 2006

Chegou a Vez de Sines.

Finalmente chegou o dia de partir rumo a Sines. O festival já começou mas só hoje vou poder viajar para lá. A ligação a este festival começou há uns anos com a descoberta dos concertos no Castelo. Foi o concerto dos Skatalites que me arrastou até terras de Vasco da Gama. Esse foi um concerto de tal maneira memorável que nunca mais deixei de marcar presença no Músicas do Mundo.
Este ano vou ver as últimas noites da festa que promete ser rija.
Hoje à noite;
Thomas Mapfumo & The Blacks Unlimited + Trilok Gurtu & The Misra Brothers + The Bad Blues + Tony Allen + Nuru Kane & Bayefall Gnawa + DJ Mankala & FreeStylaz

destaco o concerto de Tony Allen, há muito que desejo ver o mestre do afrobeat ao vivo.
Também muito expectativa para ver Trilok Gurtu.

Amanhã:
Värttina + Cordel do Fogo Encantado + Seun Kuti & Egypt 80 + Ivo Papasov & His Wedding Band + Mariem Hassan + Bailarico Sofisticado

da escandinávia chega Värttina, e do Brasil Cordel do Fogo Encantado. Com o encerramento a cargo dos 3 amigos que formam o Bailarico Sofisticado, está garantida a festa!

O Festival Sagres... Super Bock!


A suprema ironia na guerra das cervejas, um festival da Super Bock realizado em sagres!
Sobre o festival:
Sagres Surf Festival

27 julho 2006

Como Cresceu a "Nossa" Furtado!

Já não é como um passarinho, a Nelly Furtado é uma das mulheres do momento em tudo quanto é canal de música na rádio, e especialmente na tv. A menina de "I'm Like a Bird" do disco de 2001 "Whoa Nelly", e a voz que deu uma "Força" à nossa Selecção até à final do Euro'04, tema retirado do disco de 2003 "Folklore", perdeu toda a inocência.
Agora aparece nos ecrans de tv a dançar de maneira que não escapa à atenção do mais distraído espectador! Com uma mãozinha do mágico Timbaland, Nelly Furtado tem um single capaz de a catapultar para a pole position das meninas bonitas do r&b americano.
O novo disco chama-se "Loose" e promete andar na frente das tabelas de vendas dos países mais importantes da indústria discográfica.
Ainda por cima o single "Maneater" é muito bom! É coisa para andar no ouvido semanas, até sair por exaustão da adivinhada exposição. Mas para já é canção para se ir ouvindo muito bem.
E a seguir há "Promiscuous", segundo single que conta com a colaboraçao de Timbaland, e que também convence.
Nellu já não é passarinha, e começa dar-lhe com uma Força...

26 julho 2006

KTU em Cascais Hoje à Noite

Já vi o acordeonista finlandês Kimmo Pohjonen a tocar no Fórum Lisboa acompanhado por Samuli Kosminen e posso dizer que é uma experiência inesquecível. Kimmo toca como se tivesse o diabo na ponta dos dedos, e acaba absorvido pela sua própria energia, dando um espectáculo deslumbrante de som e ritmo.

Em Sines também tive a oportunidade de ver o projecto KTU. Além da dupla já referida juntam-se dois elementos dos míticos King Crimsons, Trey Gunn e Pat Mastelotto. Aqui a força de Kimmo no seu acordeão alastra-se pelo palco fora e arrebata a plateia para um viagem alucinante de sons imparáveis.

Hoje à noite no forte da Cidadela de Cascais a não perder, bilhetes entre 20 e 30€.

O Smile da Lily

Insisto na Lily Allen. Aqui fica o video do single Smile.



Irresistível, não?

25 julho 2006

Walk The Line, Já!


Vi muito recentemente o dvd Walk The Line.
Não sou tão entusiasta com o cinema como sou com a música. Interesso-me por cinema, tento acompanhar os filmes mais recentes, recorro a dvd's quando preciso apanhar alguma obra prima que me escapa. Mas há uma área na indústria cinematográfica que me encanta; os filmes dedicados a fenómenos musicais. Acho excelente sempre que notícia que alguém vai avançar com um filme sobre a vida de algum artista. Este entusiasmo atingiu elevadas proporções há poucos meses quando vi em dvd "Ray". Fiquei ainda mais fã de Ray Charles, e de... Jammie Fox.
Concordo com os especialistas que criticam este tipo de filmes quando apontam como vício o facto de os realizadores tentarem sempre adornar muito os dramas, e puxar o moralismo para cima.
Mas o que interessa é que no caso de Ray é como abrir uns portões em direcção a toda a obra de Ray Charles, especialmente aquela que sempre escapa à nossa geração que só conhece os hits ou a vida recente do artista.

No caso de Walk the Line mostra-nos a vida de Johnny Cash, e June Carter, desde a infância até cimentarem o casamento. E depois ficam 35 anos de vida em comum por contar, mas que todos nós que gostamos de música já conhecemos, nem que seja só um pouco.
É uma excelente maneira de descobrirmos que Johnny perdeu um irmão, que adorava, muito cedo, e que a sua relação com o seu pai foi muito complicada por o ter ouvido dizer que tinha morrido o filho errado.
Depois vem a história do primeiro casamento, do nascimento dos filhos, Rosanna Cash que também canta anda por lá, e dos factos que levaram ao falhanço do primeiro matrimónio.
Ver retratados os momentos em que Cash partilhou o palco em digressão com Elvis Presley, Jerry Lee Lewis, ou Roy Orbisson é fascinante.
O mal do costume , a droga, quase levou Johnny à miséria, mas a sua amada de sempre, June apareceu quando foi mais preciso e recuperou-o para nos deixar uma imensa herança em formato de canções de formato blues / country fabulosa!
Os duetos são incríveis, e as aparições nos palcos deixam adivinhar momentos gloriosos pela América fora.
Declarou-se, e pediu June em casamento repetidamente, mas só em plena actuação o pedido foi atendido.
Como todas as grandes estrelas da história do rock, Johnny esteve preso por posse de drogas. Irónicamente, ele já falava de prisão em temas seus. Passou a saber como era por dentro.
Esse facto levou a que presidiários de todo o país se tenham rendido às suas músicas, e inundavam-no de cartas a contaram-lhe o quanto o adoravam e admiravam.
Tudo isto levou a que Cash fosse à prisão de Folsom tocar ao vivo. Esse momento do filme é de tal maneira empolgante que neste preciso momento estou a ouvir o disco "At Folsom Prison". Um enorme documento histórico de um grande momento na carreira de Cash!
O dvd fez mais estragos neste pobre autor destas linhas. De uma só vez já comprei mais cds; os duetos com June Carter, e o Very Best of The Sun Records, e claro está, a banda sonoro do Walk The Line.
É um universo apaixonante. Eu só comecei a ouvir Johnny Cash há meia dúzia de anos com ouvidos de ouvir, muito por culpa do destaque que a imprensa deu aos seus últimos discos que ia gravando de forma intensa e regular. É a fase final de uma enorme carreira.
Há todo este universo de Walk the Line para descobrir.
Pelo meio, enquanto escrevia estas linhas, aqui o inculto descobriu que o tema "25 Minutes To Go" já era cantado por Cash na prisão de Folsom! E eu que só descobri este incrível tema pelo disco ao vivo de há 3 anos dos Pearl Jam "Live at Benaroya Hall - Oct 22 2003: Acoustic Show"!!

Quem ainda não viu, compre ou alugue rapidamente Walk The Line!

Copa Reggae 2006 à Venda



Já está à venda a compilação da Rádio Fazuma, que já tinha aqui sido falada.
Por (mais ou menos) 10€ temos acesso a uma bela colheita de duas dezenas de músicas enroladas.

Alinhamento:
1 - o pontapé de saída!!
2 - Mercado Negro - Aquecimento Global
3 - Freddy Locks - Wake Up
4 - DJ Nel Assassin - It's a Complow (Remix)
5 - Prince Wadada - Aldeia
6 - Planta e Raíz - De Cara pro Mundo
7 - Djambi - Lenha
8 - Primitive Reason - Had I The Courage
9 - Sativa - 54-46
10 - Chimarruts - O Sol
11 - Contratempos - Devagar
12 - Arsha - Wicked Reggae
13 - One Sun Tribe - Liberation
14 - Montecara - Lost Culture
15 - One Love Family - Africa Chora
16 - Moa Anbesa - Nossa Corrida
17 - Philarmonic Weed - Quintada das Embambas
18 - Regra 4 - Maracutaia Na Cabeça (Remix)
19 - O Apito !!!
20 - Cartel 70 - Joga Man

24 julho 2006

a dois Ao Vivo

O segundo canal da RTP está a passar diáriamente por volta da meia noite convertos ao vivo de diferentes bandas. Das clássicas às mais recentes, todas as noites há um concerto para ver, ou recordar. Aqui ficam os próximos:

hoje, 00.15 DIRE STRAITS ON THE NIGHT
amanhã, 00.30
ERIC CLAPTON - AO VIVO EM HYDE PARK
quarta, 00.30 ANASTACIA - LIVE AT LAST
quinta, 00.30
GORILLAZ - AO VIVO EM MANCHESTER
sexta, 00.30 MADONNA - DROWNED WORLD TOUR 2001
sábado, 01.30 P. J. HARVEY: ON TOUR "PLEASE LEAVE QUIETLY"

VILAR DE MOUROS - 35 ANOS Documentário

É daqui a poucos minutos. Se puderem não percam.

Na rtp1, 01:15.

RTP1 VILAR DE MOUROS - 35 ANOS Documentário

O mais mítico dos festivais portugueses comemora trinta e cinco anos
Trinta e cinco anos de sonhos de música em Vilar de Mouros.

SALDOS - 2º round

Lojas Worten

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Nick Cave & The Bad Seeds - B-Sides & Rarities ( 3 cds )
4.89€

Manic Street Preachers - A Secret History Of ( 2 cds )
4.99€

23 julho 2006

Lisboa Soundz@Terrapleno Santos

Musicalmente, teria sido perfeito se o alinhamento ignorasse tudo o que se passou entre o primeiro concerto e o último. Só que assim não teria passado um dia tão bem passado à beira Tejo, e tinha-me limitado a chegar, ver o grande Howe Gelb e o seu coro gospel, beber umas cervejas no intervalo e desbundar o enorme concerto que os Strokes deram.
A realiade é que o Howe Gelb abriu a festa por volta das 18h, e os Strokes começaram já depois da meia noite e meia. Ou seja, houve muito por contar pelo meio, e a vantagem de passar tanto tempo no recinto está no convívio. Estes eventos também são importantes pelas simpáticas conversas que vamos tendo com amigos que vamos encontrando. Amigos que vemos todos os dias, outros que só encontramos em concertos, uns que vemos de tempos a tempos, outros que nos aparecem surpreendemente. Assim o tempo passa a voar, entre umas cervejas, e umas gargalhadas, entre novidades agradáveis, e histórias de outros tempos com a música em fundo. Tudo isto faz parte destas maratonas ao ar livre. Foi bom ter reencontrado amigos de longa data como Álvaro Costa, o Luís Oliveira, o Miguel Quintão, Pedro Gonçalves, Nuno Calado e tantos outros. Entre a conversa futebolística, e musical, se passa um dia em pé.

Quanto aos concertos comecemos pelo fim.
The Strokes
Concerto arrasador! A entrada ao som de "Juicebox" foi reveladora do que iriamos ter pela noite dentro, rock de nos pôr a mexer sem parar. Tocaram quase duas dezenas de canções dos seus discos e mantiveram sempre o nível de entusiasmo da plateia lá bem no alto. Claro que as canções do primeiro disco foram recebidas em loucura ainda maior.
Diga-se que durante este concerto o recinto de Santos recebeu a maior afluência de público de todos os três eventos lá realizados no último mês.
Com uma energia convincente, os Strokes assinaram um dos grandes concertos da época. Não sei se é um hábito de Julian Casablancas, mas vê-lo a furar no meio dos fãs em frente ao palco foi um momento de destacar. Casablancas no meio dos seus admiradores em sintonia com eles, de microfone na mão e cantar enquanto era tocado por todos os que ali estavam.
Depois de um encore de 3 temas, despediram-se ao som de "Take It or Leave It". Grande concerto.

Dirty Pretty Things
Com um som forte, e com uma plateia bem numerosa, mas ansiosa pelos Strokes, os DTP deram um concerto razoável. Defenderam bem o seu disco ao vivo, e tiveram que viver com o que ele tem de bom e de mau. O melhor são alguns temas bem construídos e que podem funcionar uns meses até cairem no esquecimento absoluto. Falo das canções "Bang Bang You're Dead", ou "Blood Thirsty Bastards" do álbum Waterloo to Anywhere.
O resto é som que já nos habituámos de bandas nova vaga como os Libertines, que dá para distrair mas que não sai para lado nenhum.

She Wants Revange
Entraram com "Red Flags and Long Nights", o tema que abre o seu disco. E o título até fazia sentido, já que naquela altura muitas centenas iam-se preocupando com facto de não haver televisões no recinto para acompanhar a apresentação do Benfica.
Os SWR cativam nos primeiros minutos de actuação, mas depois perdem-se nos sons demasiado calcados às suas bandas de referência. Anda-se muito à volta dos derivados de Joy Division e acaba por cair na monotomia. Se conseguissem partir dali para algo mais personalizado era capaz de resultar, assim ficam só pelas boas intenções traídas pelo seguidismo.

Los Hermanos
Estes rapazes são o tal aceno à comunidade brasileira a ver se a organização consegue mais umas dezenas de bilhetes vendidos. Fora do contexto, passaram ao lado das atenções gerais. Boa altura para enfrentar as valentes filas para o pão com chouriço ou hambúguer e jantar.

Isobel Campbell
Aposta falhada no alinhamento. A presença de Isobel em Lisboa foi pura ironia, isto na semana em que os Belle & Sebastian encataram os seus devotos no Coliseu de Lisboa. Nunca pareceu muito à vontade no seu papel de encatar a plateia meia adormecida pelo fim de tarde quente à beira rio. Apostou maioritariamente nas canções do seu aclamado disco gravado com Mark Lanegan que iam sendo identificadas com indiferança pelo público. Ainda passou por uma versão de "Love Hurts", imortalizada por Emmylou Harris e Gram Parsons, mas nunca encantou.

Howe Gelb
Merecia ter actuado no auge da noite. Howe Gelb é enorme, já o conheço de outros concertos inesquecíveis no Santiago Alquimista e no Musicais. Encarou as poucas dezenas que já estavam no recinto às 18h com naturalidade e simpatia de sempre. Apresentou as suas canções do belíssimo novo disco "Sno Angel Like You", e trouxe o coro de gospel que o acompanha nesta nova aventura. Na guitarra, ou ao piano, Gelb encanta com o seu country/gospel/blues de embalar. Por momentos há a química perfeita, o sol escaldante de Lisboa sob o palco de onde saiem os sons do cowboy Howe. Trocávamos o rio pela areia do deserto e podíamos estar num fim de tarde lá para os lados onde Gelb vai buscar a inspiração.
Abertura em grande.

22 julho 2006

SALDOS - 1º round

Pela Worten do C.C.Colombo:



4 hero - creating patterns, 2001
4,99€

Massive Attack - 100th Window, 2003
1,99€



Ziggy Marley - Dragon Fly, 2003
4,99€

Common - Electric Circus, 2002
4,99€

21 julho 2006

Lisboa Soundz - Horários


Amanhã grande maratona rock à beira Tejo. Terceira festança lá para os lados de Santos. Depois do reggae, da electrónica e sons mais dançantes, amanhã é a vez de muito rock.
A partir das 17h da tarde é de ficar no Terrapleno de Santos. Aqui ficam os horários para nos organizarmos:

The Strokes - 00:10
Dirty Pretty Things - 22:40
She Wants Revenge - 21:20
Los Hermanos - 20:10
Isobel Campbell - 19:00
Howe Gelb Gospel Choir - 17:50
You Should Go Ahead - 17:00

Pixies @ Pav. Atlântico


(foto de Pedro Polónio)
Começo a fica descansado quanto à herança musical que vamos deixar às gerações que se seguem. Hoje ao ver o entusiasmo com que mais de 5 mil almas se entregavam à música dos Pixies cheguei à conclusão que a minha geração também teve música de muita qualidade na sua adolescência, finais de 80, principios de 90.
Se os Pixies acabaram há mais de 10 anos, se o concerto mais emblemático aconteceu no Coliseu de Lisboa por essas alturas, como é que se explica que a banda venha a Portugal 3 vezes nos últimos dois anos, e ainda suscite admiração da plateia?
Simples de responder, a música que os Pixies fizeram é boa, muito boa, e de certeza que vai durar até às descobertas dos ouvidos dos nossos netos.
Em palco já sabemos com o que contamos, Frank Black e Kim Deal captam as nossas atenções e conservam a mesma pose do princípio ao fim. Desfilam clássicos atrás de clássicos. Todas as canções nos fazem lembrar os nossos anos de jovens rapazinhos, ou raparigas, todas nos dizem algo. É impressionante, são mais de duas dezenas de temas e passam num instante.
Não há ali nada de mais do que esperávamos ver, mas também não há nada que nos decepcione, são os Pixies tal como sempre foram, agora numa fase em que vivem dos rendimentos que as suas canções lhes proporcionam. Fazem bem.
Não há nunca a sensação de seca, nem do público, nem da banda. Sabe bem ouvir as faixas ao vivo dos seus 5 discos de originais.
Um bom concerto que nos garante que temos argumentos para nos orgulharmos daqui a muitos anos quando falarmos da música que ouvíamos aos nossos sucessores.

Na primeira parte os Vicious Five apresentaram a sua versão aguerrida do rock de Up on The Walls em formato curto. Os mais chegados ao palco deixaram-se levar pela extraordinária força dos portugueses e ficaram convencidos, lá mais para trás na plateia era a corrida louca à imensa espera por uma cerveja.
Cumpriram!