16 agosto 2006

Paredes de Coura - Morrissey à Chuva


Morrissey já deixou a sua marca no imaginário de concertos em Portugal. Ou seja, uma passagem em cheio pelo norte do país com polémica, humor, e com opiniões divididas.
Nestas coisas de reacções a concertos a muito esperados, há sempre muita subjectividade. Trata-se de fazer um balanço final e saber se correspondeu às expectativas, ou não. E é aqui que tudo começa, as minhas expectativas eram altas, mas não enormes. Nunca tinha visto o senhor ao vivo, logo não ia ter termo de comparação, e o que mais desejava era que Morrissey se mantivesse fiél aos seus últimos anos.
Sim, nunca fui fã dos Smiths, e sim, só me rendi às melodias e composições de Morrissey quando ele fez "You Are TheQuarry". Por isso fui a Paredes na certeza que ia ver um concerto baseado no disco de 2004 e no mais recente Ringleader of the Tormentors.

Feito este esclarecimento é fácil perceber que adorei o concerto desde a primeira música. A entrada foi bem humorada com Morrissey na boca de palco com a banda a agradecerem a recepção, e com o inglês a pedir ajuda à plateia de Coura para atacar os primeiros temas.
Cumpriu o esperado, seguiu pelo alinhamento dos seus mais recentes discos, e ao fim de poucos minutos uma chuvada bem forte começa a cair sobre o recinto.
Um cenário lindo como o de Paredes de Coura, um cheiro a terra molhada, e a visão de Morrissey a cantar entre a chuva inesperada.
Tudo feito para que o momento fosse inesquecível.
Mais de uma hora com o melhor das suas recentes canções, só duas passagens pelo universo Smiths, e um anúncio de adeus antes de começar a tocar Panic. Vinha aí o momento mais polémico da noite. Morrissey despede-se, a banda começa a tocar, e ele leva-a até meio, altura em que faz sinal para acabarem, e desaparece do palco. Segundos depois, todos os músicos abandonam e perante uma assistência incrédula termina o concerto!
Terá sido birra? Puro humor? Ironia para os fãs de Smiths? Maneira original de final? Organização a ordenar o fim por motivos de horários?
Fica a dúvida eterna.
O concerto foi excelente,e não vai ser esquecido.

(foto de Oslo)

Paredes de Coura - Noite 15 de Agosto

Com a presença de Morrissey as restantes bandas passaram para plano secundário.
Só tive tempo para ver um pouco dos Broken Social Scene, que pareciam uma multidão em palco mas não ultrapassaram a sensação Arcade Fire do ano passado, e para os Fischerspooner que arrancaram um bom concerto aliando um som disco com uma componente visual provocante bem forte.
Além disto houve um convidado surpresa: chuva! Muita chuva noite fora a abençoar mais uma edição do Paredes de Coura.

15 agosto 2006

Finalmente em Portugal



É hoje que Morrissey toca em Portugal!
Daqui a umas horas.

Hoje em Paredes de Coura

18h White Rose Movement
19h Gomez
20h10 Madrugada
21h20 Broken Social Scene
23h Morrissey
00h45 Fischerspooner

Ecos de Sagres

Enquanto espero a norte pela noite de Morrissey, recebo sms da outra ponta do país, em Sagres, da mana que diz ter ficada rendida no concerto de Xavier Rudd.
Parece estar animado o Festival Sagres Surf.
Espero mais relatos.


edit: recebo agora mais sms a confirmarem que o concerto de Michael Franti & Spearheads está a ser fantástico. Não custa acreditar, era o que me faria ir até Sagres.

14 agosto 2006

E Agora... Semana de Paredes de Coura

Hoje começa a festa no Minho:
Warren Suicide + Miguel Quintão + Optimo DJs + Corsage + Bandex

Amanhã há Morrissey! Lá estarei.

13 agosto 2006

Rolling Stones - Os Últimos Heróis


Não se pode falar em surpresa quando se escreve sobre um concerto dos Rolling Stones. Eles são os últimos dos bravos heróis do rock n'roll grandioso, de estádios cheios, de digressões mundiais esgotadas, de espectáculos com tudo em grande.
Ok, há os U2. Mas os Stones trazem na bagagem uma história com mais de 40 anos!
É muito curioso constatar que o alinhamento deste concerto está centrado em canções que foram feitas nas décadas de 60 e 70. Abrem com Jumping Jack Flash de 1970, e It’s Only Rock’n’Roll de 1974.
As duas dezenas de canções apresentadas visitam a carreira dos Stones mas deixam de fora a década de 90, mais pobre da banda em termos criativos, passa duas vezes pelos 80's com o enorme Start Me Up, e Slipping Away. Os temas mais recentes são tirados de A Bigger Bang editado no passado, destaque para Streets of Love com Jagger quase a solo a brilhar na vocalização irrepreensível.
De resto este concerto dos Rolling Stones é um celebrar de vida, e de carreira, só ao alcance de uns veteranos completamente apaixonados pela arte de tocarem ao vivo. O respeito que mostram uns pelos outros em palco é bonito, o respeito, ainda maior, que mostram pela imensa plateia é impressionante!
Mesmo que fossemos para o Dragão com vontade de agoirar e desejar que fosse aquela a noite em que os avôs Stones sucumbissem e não mostrassem pedalada para 2 horas de rock n' roll, saíamos vergados ao poder de cativação da banda inglesa.
Continua a ser emocionante ver Jagger a correr feito louco, e a puxar por um público rendido desde o primeiro segundo, e olhar para essa lenda da guitarra chamada Keith Richards. Que classe exibem os dois fundadores da banda!
Fico mais uma vez rendido ao maior espectáculo do mundo rock.
Como se não bastassem as personagens e as clássicas canções, há também a vertente visual e técnica que um palco deslumbrante nos deixa sem palavras.
Desta vez o cenário eram dois blocos de varandas de cada lado em formato de curva que ladeavam um écran gigantesco que não deixava perder um único pormenor do que se passava em palco. Nas varandas duas filas de cada lado eram preenchidas por fãs extasiados por verem tudo bem por cima do palco. Um luxo.
Depois há os fantásticos jogos de luz, as explosões em Sympathy for the Devil, os fumos, a língua gigante, e a grande surpresa: na resta final do concerto um pedaço do palco levanta-se com os músicos a tocarem e move-se em direcção à bancada que até ali os viu sempre muito ao longe. Atravessa toda a plateia e vai fixar-se do outro lado do relvado deixando os fãs aí instalados em loucura total. Tocam uns 3 temas e voltam da mesma maneira para o palco principal. Fabuloso!
Os últimos minutos são arrasadores com uma sequência de hinos: She's So Cold, Honky Tonk Women, Sympathy For the Devil, Start Me Up, Brown Sugar, You Can’t Always Get What You Want, e (I Can’t Get No) Satisfaction.
Que não tenha sido a última visita dos Rolling Stones a Portugal.

Rolling Stones no Dragão - Fotos

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(Fotos tiradas pelo amigo Pedro Varela)

O Alinhamento dos Stones no Dragão

1. Jumping Jack Flash
2. It’s Only Rock’n’Roll
3. Oh No Not You Again
4. Let’s Spend the Night Together
5. Ruby
6. Streets of Love
7. Tumbling Dice
8. Rambler
9. The Night Time Is The Right Time
10. Slipping away
11. Before They Make Me Run
12. Miss You
13. Rough Justice
14. She's So Cold
15. Honky Tonk Women
16. Sympathy For the Devil
17. Start Me Up
18. Brown Sugar
19. You Can’t Always Get What You Want
20. (I Can’t Get No) Satisfaction

12 agosto 2006

Já no Norte

Curiosa viagem matinal Lisboa-Porto. Ao fim de tantos anos a conviver com pessoal nortenho nos mais variados concertos na capital, especialmente os de estádio onde costumam aparecer grandes rumarias, vivi hoje a sensação contrária.
Ver a Gare do Oriente cheia de malta vestida com camisolas da língua mais famosa do rock mundial, é uma visão engraçada. O Alfa que partiu às 11h04 veio em enorme alvoroço recriando os tempos em que os concertos eram ansiosamente aguardados. Engraçada a excitação que os Stones ainda despertam em 2006!
Mais logo todos ao Dragão, mas para já venha a tão desejada francesinha.

11 agosto 2006

Expo Punk



Uma exposição de fotografias dos anos do Punk, 1975-1984, é o que propõe o site 100.punks.
100 dias, entre o verão e o outono, para irmos descobrindo retratos que ilustram os loucos dias do Punk.
Visitem a página e descubram as imagens já disponíveis, e todos os pormenores sobre esta iniciativa.
site: 100.punks

O Alinhamento da Bigger Bang Tour



Para os que vão ao Dragão ver os Rolling Stones amanhã, deixo aqui o alinhamento do concerto deles em Nice na passada terça feira, dia 8.
Para ficarmos com uma ideia muito aproximada do que vamos ver e ouvir:

Le Palais Nikaia, Nice, França, 8 de Agosto
Setlist:

1. Jumping Jack Flash
2. It's Only Rock 'n' Roll
3. Oh Not You Again
4. Let's Spend The Night Together
5, As Tears Go By
6. Street Of Love
7. Midnight Rambler
8. Tumblin' Dice
9. Night Time

Apresentação da banda

10. Slipping Away
11. Before They Make Me Run

12. Miss You

13. Rough Justice
14. Start Me Up
15. Honky Tonk Women

16. Sympathy For The Devil
17. Paint It Black
18. Brown Sugar

encore
19. You Can't Always Get What You Want
20. Satisfaction

10 agosto 2006

Um dos Melhores Temas de Reggae

Ominpresente na edição deste ano do Festival Sudoeste, não resisto a partilhar a famosa canção de Max Romeo. "Chase The Devil", uma vez escutada não mais nos sai da cabeça. Sirvam-se:

Chase The Devil


Lucifer son of the mourning, I'm gonna chase you out of earth!
I'm gonna put on a iron shirt, and chase satan out of earth
I'm gonna put on a iron shirt, and chase the devil out of earth
I'm gonna send him to outa space, to find another race
I'm gonna send him to outa space, to find another race

Satan is an evilous man,
But him can't chocks it on I-man
So when I check him my lassing hand
And if him slip, I gaan with him hand

I'm gonna put on a iron shirt, and chase satan out of earth
I'm gonna put on a iron shirt, and chase the devil out of earth
I'm gonna send him to outa space, to find another race
I'm gonna send him to outa space, to find another race

Him haffi drop him fork and run
Him can't stand up to Jah Jah son
Him haffi lef' ya with him gun
Dig off with him bomb

I'm gonna put on a iron shirt, and chase satan out of earth
I'm gonna put on a iron shirt, and chase the devil out of earth
I'm gonna send him to outa space, to find another race
I'm gonna send him to outa space, to find another race

Satan is a evilous man,
But him can't chocks it on I-man
So when I check him my lassing hand
And if him slip, I gaan with him hand

I'm gonna put on a iron shirt, and chase satan out of earth
I'm gonna put on a iron shirt, and chase the devil out of earth
I'm gonna send him to outa space, to find another race
I'm gonna send him to outa space, to find another race

Move ya with your gun
Mi sey fe lef' ya with your bomb
Move ya with your gun
Mi sey fe lef' ya with your bomb...

Os Stones Estão Quase a Chegar

Vai ser a minha estreia no estádio do Dragão.
Vou ver pela segunda ves os míticos Rolling Stones em palco. Um convite que surgiu ainda muito a tempo de não ser recusado. É da maneira que a viagem ao norte começa mais cedo. Em poucos dias vejo ao vivo Stones, e Morrissey... Nada mau.

Capa e Alinhamento do Duplo CD do FMM


Tal como prometido, aqui fica a capa e o alinhamento do duplo cd promocional do Festival de Sines 2006 que pode ser encontrado aqui:
Duplo CD do FMM

09 agosto 2006

The Rockstar Game


Quem nunca sonhou ser uma estrela do rock n'roll? Ou "manager" de uma banda e levá-la ao sucesso?
Há um jogo na net que fas as delícias dos mais atentos ao mundo da música. Chama-se The Rockstar Game e é para ser jogado online. O registo é livre e os objectivos são diversificados. Podemos jogar para ser o músico mais rico, ou ter um single na top da tabela de vendas, ou ter actuações para grandes multidões.
Descubram o desafio em:
The Rockstar Game

Há Uma Química no Ar...

Fiquem atentos às próximas semanas...

08 agosto 2006

Um Hino de Verão

Vou compartilhar com os leitores uma das músicas que goza de estatuto de hino de verão na minha vida. Já tem 3 anos e caiu no esquecimento. Vamos recuperá-la e dar alguma alegria ao nosso dia:

The Thrills - Big Sur do disco So Much For The City

07 agosto 2006

SALDOS - 3º round

Em versão de aquisição em 2ª mão.
Há que estar atento às novidades da loja Mau Génio.
Hoje de uma só vez:


Tudo por... 35€


Entretanto na Fnac já começaram os saldos. Para já uma descoberta:
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DFA Compilation #1
3.95€

Última Noite a SW

Já longe da Zambujeira do Mar deu para ouvir os concertos da última noite de festa no Sudoeste.

Os Revistados apresentaram o seu tributo aos GNR no palco principal. Não acompanhei com atenção já que estava de viagem de regresso a Lisboa, mas parece que a coisa correu bem.
Prince Wadada esteve muito bem no palco Positive Vibes.
Macaco confirmou a boa impressão deixado no Lux há dois meses por alturas do lançamento da Blitz. Concerto em formato festança.
Paulo Furtado deu o último concerto de verão como Legendary Tiger Man. Pelo que se ouviu na Antena3 esteve ao seu melhor nível.
Os Breakestra levaram a sua música cheia de funk ao palco do lado direito da entrada, e viram os sudoesteanos responderem dançando.
Do pouco que ouvi, os Zero 7 parecem-me claramente fora de prazo. Aquilo já funcionou melhor.
Os MorningWood foram a grande surpresa no palco principal. A performance foi delirante segundo os relatos locais, levaram público para o palco e incentivaram a despirem-se de preconceitos e roupa. Uma representante feminina não aceitou o desafio e foi corrida, enquanto os homens aguentaram-se melhor. São capazes de terem ganho um bilhete de regresso a Portugal para mais concertos.
O fecho foi ao som dos Xutos em ambiente de festa como é hábito.
Para o ano há mais.

06 agosto 2006

Sudoeste Para Ouvir em Directo

Nesta última noite podem ouvir em directo na Antena 3, no site, na power box, ou no transmissor mais clássico, alguns concertos.

Neste momento José Gonzalez a tocar uma versão dos Massive Attack.
Horário dos seguintes concertos:

20h45 - Prince Wadada
21h20 - Macaco
21h40 - Final Fantasy
22h10 - Zero 7
22h40 - Legendary Tiger Man
23h50 - Breakestra
00h00 - MorningWood
01h20 - Xutos & Pontapes

Última Noite no Sudoeste

Xutos & Pontapés + Morning Wood + Zero 7 + Macaco + Revistados + Ivan Smagghe + Breakestra + The Legendary Tiger Man + Final Fantasy + José Gonzaléz + Kalibrados + Factos Reais + Olivetree + Pow Pow Mov. + Anthony B. + Israel Vibrations + Prince Wadada

Noite de 5 Agosto a Sudoeste

Final da 2ª noite.

Boss AC cumpriu, tal como fizera no Atlântico e no Super Bock.

Sir Giant
é o exemplo perfeito de que um bom Ep pode ser estragado em palco. Desilusão ao vivo.

Marcelo D2 assinou um dos melhores concertos do festival. Embaixador do hip hop brasileiro com toda a mescla de ritmos que só os brasucas sabem explorar na sua música. Era o último concerto da tour deles e arrasaram perante uma imensa plateia rendida.
Los de Abajo na tenda Oxigénio arrancaram o melhor concerto de todos os que vi. Para quem não conhecia foi uma descoberta em cheio, para quem já sabia como eram os mexicanos ao vivo foi pular e dançar até não poder mais! Electrizante.

Madness tocaram o "House of Fun", mas apoiaram-se no seu disco de covers e não convenceram, ainda por cima com uns pregos pelo meio. Boa passagem por "Chase the Devil".
Curiosamente a música de Max Romeo esteve sempre presente, ontem nos samplers dos Prodigy, e no set de Dj's noite fora, hoje nos Madness. "Chase the Devil" é o tema do Sudoeste 2006.
Como Madness não encantava salto para o palco Positive Vibes para ver Jimmy Cliff. Grande desilusão. O senhor da Jamaica, lenda do reggae, traz muita palha para o seu concerto. Muito paleio do mundo melhor, muitos "eeehhh ooohhh", e reggae do bom pouca coisa. Foi pena, depois do cancelamento de Max Romeo, esta desilusão. Salvaram o reggae os bons Dj's que passaram pelo Sudoeste para animar as madrugadas, e encontraram um público identificado com o reggae tradicional, e não apenas com o da "germaica".

Grande concerto da noite, e provavelmente o concerto que vai marcar esta edição 2006 para sempre: Daft Punk. A dupla francesa enfrentou um recinto cheio como nunca se tinha visto. Milhares e milhares de almas possuídas pelas batidas da dança que desde os primeiros minutos do concerto levantaram os braços dançando violentamente contribuindo para uma das mais potentes nuvens de pó sudoesteanas. O impacto visual da actuação dos Daft Punk é hipnótica. Jogos de luzes, e estética visual ao nível dos seus telediscos. A dupla apresenta-se equipada com so seus fatos e capacetes no meio de uma espécie de nave com frente em formato triangular, onde espreitavam de um 2º andar para a multidão. À sua volta jogos de luzes que iam surpreendendo e encanto à medida que as batidas faziam saltar todo o recinto. Com um som fortíssimo, o do baixo parecia que nos ia fazer explodir a qualquer momento, os Daft Punk viajaram pelos seus clássicos e nunca deram descanso à plateia que rejubilou aos primeiros sons de "One More Time". Grande concerto!

Concertos que me passaram ao lado:
Skin, que ao seu estilo gritadeira não dava descanso aos ouvidos mesmo a quem comia uma bifana bem perto da porta de saída do outro lado do recinto.
Buraka Som Sistema, ouvi uma amostra hoje na Antena3 e não fiquei arrependido de não ter trocado os Daft Punk
WhoMadeWho, dos minutos que escutei pareceu-me que estavam a dar bom concerto.
Loto, Pedro Luis e a Parede, Houdini Blues, Rock Group Tiger, Mundo Secreto, e Quaiss Kitir passaram-me ao lado .

No fim da noite os Firestarter Soundsystem voltaram a pôr o reggae em órbitra com grande estilo perante uma multidão incansavel.

(um obrigado ao Gonçalo Castro pelo "empréstimo" das fotos que podem ser vistas em antena3sudoeste)

05 agosto 2006

Hoje a Sudoeste

Concertos do dia:

Daft Punk + Madness + Skin + Marcelo D2 + Boss AC + DezperadosBuraka Som Sistema + WhoMadeWho + Loto + Los de Abajo + Pedro Luis e a Parede + Houdini Blues + Rock Group Tiger + Mundo Secreto + Firestarter Soundsystem + Jimmy Cliff + Quaiss Kitir + Sir Giant

Rápidas da Noite 3 de Agosto a Sudoeste

As primeiras impressões são visuais, o recinto cresceu e alberga 3 palcos bem dispersos que oferecem sempre animação.
Grande enchente!
Noite amena, nada de frio.
Viagem atribulada, muito trânsito, chegada a meio do concerto dos Prodigy.
Concertos:
Prodigy em grande concerto, a recta final foi avassaladora com passagem por temas emblemáticos dos primeiros discos que elvaram à loucura uma imensa plateia aos saltos.

Com o cancelamento de Max Romeo o povo virou-se para o palco Positive Vibes e ficou até às 4 da manhã a desbundar o reggae que os Supersonic iam passando.

Fim de Semana no Alentejo


(foto do blog antena3sudoeste)

O Grandes Sons muda-se para os ares da Zambujeira do Mar durante o fim de semana.
Talvez seja possível ir actualizando os relatos das aventuras musicais sudoesteanas, fica a promessa: vou tentar.

04 agosto 2006

A Caminho do Sudoeste

É o verão no seu melhor. Uma semana depois de ter feito as malas para a aventura de Sines, hoje já está tudo pronto para arrancar ao fim da tarde rumo a Sudoeste. Paragem obrigatória para ver ao vivo gente como Max Romeo, Daft Punk, ou Jimmy Cliff.
Logo à noite grande expetactiva para rever o senhor Max Romeo, isto um ano depois do grande concerto que ele deu em Algés. Posteriormente, podem contar com relatos dos vários concertos do Festival alentejano.
Programa para hoje:
The Prodigy + Goldfrapp + Long Beach Shortbus + David Fonseca + 2008 + X-Wife + Brakes + Toranja + Dengue Fever + Nouvelle Vague + Cibelle + Linda Martini + Oioai + Hiena + Supersonic + Max Romeo + Jahcoustix + One Sun Tribe

O Duplo CD do FMM Sines

Ainda o Festival Músicas do Mundo de Sines.
Deixo aqui dois links para guardarem uma recordação da edição 2006. São os 2 cds promocionais do FMM 06.

Cada cd tem 12 músicas com artistas que passaram pelos palcos de Sines.
Depois deixo o alinhamento e a capa, até lá é só irem aos links de baixo servirem-se e ouvir boa música do mundo:

cd 1
cd 2

A Vergonha no CCB ao Som de Caetano Veloso

Caetano Veloso deu um concerto na passada 4ª feira no CCB. Para quem como eu não liga muito à lenda da música brasileira, o espectáculo terá passado ao lado. É normal.
O grave é quando encontramos relatos de fãs que pagaram 20 euros, ou tiveram convite, e que viveram uma noite de desilusão quanto às condições no local do concerto!
Aqui ficam os pormenores contados por uma insuspeita admiradora do brasileiro, Petra:

Existe gente muito doente, muito incompetente e muito imbecil dentro da direcção do CCB (e da promotora do concerto de ontem). Gente que tem o descaramento de pedir preços altíssimos para um concerto que, já se sabe, esgotaria sempre e que entende por bem realizar o evento num local sem as mínimas condições de conforto ou de som.
O que aconteceu ontem à noite foi uma vergonha!
Os lugares em pé custavam €20(ou seja, não estamos a falar de lugares a €5 ou de borla - estamos a falar de 4 mil escudos, é dinheiro porra, é o preço de um bilhete num concerto na Aula Magna, dum lugar barato no Coliseu, para mencionar apenas duas salas) e o que eram, afinal esses lugares em pé? Passo a explicar.
Eram a entrada da tal Praça do Museu onde montaram o palco, um pequeno espaço de pátio em pedra, à altura exacta do resto do espaço, sem qualquer tipo de elevação que permitisse a quem estava de pé o mínimo de visibilidade e, como se não bastasse, SEM NENHUM TIPO DE SISTEMA DE SOM, SEM UMA PUTA DE UMA COLUNA, SEM NADA que desse a quem ali estava o privilégio (que foi pago, nom d'un chien!) de ouvir Caetano, já que todos percebemos que não iríamos ver ponta de corno. As reacções foram diversas. Vi imensa gente tentar saltar para o lado das cadeiras, gente furiosa que antes de ser escoltada para fora gritava com os seguranças, sempre incapazes de lidar com as pessoas numa situação em que claramente tinham razão e que as tratavam como se estivessem a tentar furar o espectáculo sem ter bilhete. Não vi o Caetano e só depois de se ter começado a gritar ESCANDALO! NÃO TE OUVIMOS CAETANO (que também gritei e aplaudi) é que algum iluminado na mesa de som achou por bem aumentar o volume para que os leprosos cá do fundo não pagassem 20 Euros para ficar completamente alienados do que se passava lá à frente. É preciso ter muito amor ao Caetano para não ir embora, foi o que pensei para dentro. Aos senhores que estavam sentados, pergunto: valeu a pena pagar tanto? A sensação que fica é que nem eles viam grande coisa e que o som, pelo menos para quem estava nas filas imediatamente à frente da tal "plateia em pé", era igual ao que nós tínhamos cá atrás.
O outro rídiculo da noite passa pelas próprias condições técnicas que foram dadas ao Caetano. Como é que aquela gente organiza um concerto ao ar livre, num local com ventos laterais fortíssimos (disse Veloso que lhe garantiram que o vento baixava assim que o sol se pusesse - não, mas! a sério!, aquela gente é de marte?), não tem o cuidado de resguardar o palco de forma a que o vento não afectasse o som e nem sequer tem equipamento preparado para lidar com isso? Como é que é possível num concerto onde os bilhetes ascendem a 65 Euros, que a voz de Caetano tivesse sido tantas vezes distorcida pela ventania? Alguém me explica?

À parte boa da noite, infelizmente, reservo poucas linhas. Do pouco que ouvi, o homem continua maravilhoso nas suas canções intemporais. Cantou alguns dos meus temas de coração e provou que a idade não lhe toca, que a magia ainda é sua e daquela imensa voz, como ele próprio canta. Aguardo o dia em que uma promotora decente me permita desfrutar em pleno de um dos homens mais influentes para mim.
Caetanear assim é difícil...
Petra

03 agosto 2006

Viremo-nos Para SUDOESTE

Sines já passou. Chega a vez de concentrar atenções mais a sul. Começa hoje o 10º Festival Sudoeste, e com um cartaz bem interessante. Para quem gosta de reggae há concertos imperdíveis de Max Romeo, Jimmy Cliff, Israel Vibration, e o sempre festivo Gentleman que garante sempre bons espectáculos. Depois há a presença dos Madness, históricos do ska, e mais alguns nomes que justificam a ida ao alentejo como os Daft Punk, em estreia no nosso país.
Os concertos começam hoje à noite, e para quem estiver interessado o melhor é sintonizar a Antena3 que costuma transmitir em directo alguns concertos.
Aconselho visita regular ao blog Antena3 no Sudoeste.
Ao longo da sua história o Sudoeste já proporcionou momentos marcantes na história dos concertos em Portugal. Com anos de cartazes mais fortes do que outros, na generalidade não conseguimos escapar muito tempo sem sermos atraídos por nomes irrecusaveis. Foi assim quando lá fui ver PJ Harvey, Portishead, Massive Attack, Franz Ferdinand, ou melhor de todos... Portishead.
Amanhã junto-me aos sudoesteanos para celebrar o 10º aniversário.
Fica o alinhamento para hoje:

Palco TMN

03h30 ­ DJ Marlboro
01h55 ­ Gentleman
00h35 ­ Mattafix
23h15 ­ Animal Liberation Orchestra
21h00 ­ Souls of Fire
20h00 Gaiteiros de Lisboa

Palco Planeta Sudoeste

03h30 ­ Stereo Addiction
01h20 ­ Afrika Bambaataa
23h55 ­ Seu Jorge
22h45 ­ The Kooks
21h35 ­ Twilight Singers c/ Mark Lanegan
20h30 ­ White Buffalo

02 agosto 2006

É Oficial: Lily é Hype Por Aqui



Agora o videoclip do tema "LDN".
Pedido: Lily Allen, vem até cá dar um concerto.

01 agosto 2006

Take on Me


Porque hoje começa o mês de Agosto recupero a recordação do momento.
Porque o Kanye West confessou no seu concerto que é um dos temas da vida dele.
Porque o amigo Bruno Barros o passou em Sines.
Porque me apetece partilhar convosco:
Take on Me , dos A-Ha

31 julho 2006

8º Festival de Sines: Concertos de dia 29

Depois de um dia passado na praia Vasco da Gama, mais propriamente na esplanada, acabei por subir à zona do Castelo cedo de mais e acabei por não ver Mariem Hassan no palco da avenida. Ouvi boas reacções ao blues do deserto.

Värttinä
Devido ao caos instalado à hora de jantar só consegui acompanhar uma parte do concerto das Värttinä cá fora nos ecrans enquanto a fila avançava em direcção à entrada do Castelo.
Depois ainda vi os temas finais dentro do recinto, mas não deu para tirar uma conclusão objectiva. Do que vi gostei, e do que ouvi também. As três finlandesas são acusadas pela crítica especializada de se terem virado muito para o pop nos últimos anos, tendo deixado para trás as raízes mais interessantes da sua música. Penso que aquilo que se viu no palco de sons pode ser uma mescla entre as duas vertentes, um som mais abrangente e as suas origens não renegadas.
Mas foi um concerto agradavel.

Cordel do Fogo Encantado
Aparentemente foram estes brasileiros os grandes vencedores da noite. A reacção do público foi entusiástica, e deu ideia que arrebataram pelo inesperado. Desconhecidos da maior parte da plateia, conquistaram o seu espaço com uma actuação electrificante. Cheios de genica, com rimas interessantes, um som que misturava instrumentos mais típicos com uma batida mais pesada, cativaram o público para um concerto bem conseguido.
O vocalista Lira Paes tem os seus ares de Wayne Coyne, dos Flaming Lips, e tem excelente presença à frente do grupo pernambucano.
Aparentemente eu não gostei tanto como a maior parte da plateia, mas admito que foi bom.

Seun Kuti & Egypt 80
Este ano o escolhido para fechar o festival no Castelo, e ser brindado com o tradicional fogo de artifício no princípio da actuação, foi Seun Kuti, filho do lendário Fela.
Podemos dizer que a herança ficou em boas mãos, pois Seun consegue dar seguimento ao groove que o seu pai espalhou pelo mundo.
É uma imensa festa em palco, há muitos músicos a acompanhar Seun, coros, percussão e o mais importante; os sopros.
Seun aposta na força dos instrumentos de sopro para dar alma à sua música. Cada tema é uma longa viagem de minutos com base no baixo repetitivo, na guitarra a marcar o ritmo, as percussões a ajudarem até à explosão nos sopros. Depois há a sua maneira de dançar enquanto canta, uma coreografia que faz lembrar Fela sem chocar.
Seun é um comunicador, pediu desculpa por problemas técnicos a serem resolvidos em palco, convidou Tonny Allen para se juntar aos Egypt 80, disse que sabia que nós adorávamos futebol, referiu Figo, Cristiano Ronaldo, e Simão que nesse momento virava as costas a Valência.
Um excelente concerto a fechar o festival no Castelo.

Ivo Papasov & His Wedding Band
Para as últimas horas a avenida da praia encheu-se e ouviu Ivo Papasov. Foi convincente, o som do acordeão sabe sempre bem, o ambiente de festa justifica o nome da sua banda de suporte, e manteve sempre o povo em ligação directa com o que vinha do palco.
Pode parecer ousado, mas devido ao que se assistiu depois bem se pode dizer que Ivo Papasov esteve muito bem na primeira parte de uma noite memorável na praia.

Bailarico Sofisticado
Agora esqueçam qualquer tipo de objectividade nestas linhas. Isto porque vou falar das horas que actuaram os 3 dj's que se dão a conhecer como Bailarico Sofisticado.
Não era fácil chegar ao palco depois do concerto de Ivo Papasov ter acabado perto das 4 da matina, e "agarrar" a multidão que podia debandar, tanto pelo cansaço como pelo sentimento de fim de festa depois da assistirem ao último concerto do cartaz.
O que aconteceu entre o anúncio da chegada do colectivo ao palco, e as 8 da manhã foi uma noite inesquecível de festa até ao sol raiar. Literalmente.
Vítor Junqueira, e Bruno Barros puseram centenas de resistentes a saltar, suar, cantar, e dançar sem parar passando grandes temas de ska, reggae, e tudo o mais que lhes ia dando vontade. Chegámos a bailar ao som do pimba mais sofisticado, depois de ouvirmos Damian Marleys, Madness, Mercado Negro, ou Skatalites.
Foram horas seguidas de folia. Horas que passaram a correr, de repente era de dia, o som continuava a puxar a dança, o cenário da praia ao amanhecer é deslumbrante, e o povo não dava sinais de cansaço. Com a luz do dia ouvia-se baile funk e Bob Marley. Pelas mãos de Pedro Marques chega o reggae mais roots, o melhor que a Jamaica tem para explorar. Óptima banda sonora para um fim de semana que se quer como um dos melhores do ano.
Parabéns aos 3, e que para o ano haja mais!

8º Festival de Sines: Concertos de dia 28

Sexta Feira 28

Como saí de Lisboa já depois das 18h não cheguei a Sines a tempo de ver Nuru Kane. Portanto, vamos directos para o primeiro concerto da noite no Castelo.

Farida & Iraqi Maqam Ensemble
Não fazia a menor ideia ao que ia, só sabia que Farida vinha substituir Thomas Mapfumo no cartaz.
Foi entrar já com a senhora em palco e ficar rapidamente absorvido por uma espécie de soul music das arábias. Farida tem o sentimento na voz, e os seus companheiros e familiares dão som ao imaginário colectivo que viaja para os lados do Iraque, mas de um Iraque com outra cara. Estava ali a maravilhar-me com o concerto de uma mulher livre a mostrar-nos que há bela , muito bela, música vinda das arábias. Farida fez valer todas as secas apanhadas à saída de Lisboa para rumar ao seu encontro. Mágico.

The Bad Plus
O trio de jazz americano tinha uma tarefa complicada e algo irónica. Primeiro, captar a atenção de uma plateia encantada por... iraquianos. Segundo, fazer valer as boas referências com que vinham a ser apresentados. Sabia-se que os Bad Plus agarram em hits dos Nirvana, ou AC/DC para os refazerem em trajes de jazz. Devia resultar.
Não resultou totalmente. Afinal, não se atiraram a covers como seria de esperar e foram mostrando uma música de contornos jazzísticos interessante, mas longe de deslumbrar. Meteram-se com o "Narc" dos Interppol sem grande excitação, o que é normal já que o próprio original não excita nada, e depois acabaram por descambar à volta do "Chariots of Fire" de Vangelis.
Conclusão os americanos saíram goleados no confronto directo com os iraquianos nesta noite em Sines.

Trilok Gurtu & The Misra Brothers
Depois do jazz americano regressou a magia oriental a Sines. A expectativa era alta para ver ao vivo o mestre da percussão. Trilok Gurtu não defraudou e arrancou um excelente concerto a fechar a noite de concertos no Castelo.
Sentado de lado para o público, e enfrentando os Misra Brothers, comandou a sua música que vive do sentido de ritmo saído das suas mãos ensinadas a marcar o som certo na altura certa. É um espectáculo ver Trilok em acção, e sentir as vozes dos Misra a segui-lo.
Esta música vinda da Indía deixa-nos a dançar até ao fim.
Um dos grandes concertos do festival.

Tonny Allen
Já feita a descida até à praia tudo pronto para receber o concerto de Tonny Allen.
Era um dos concertos que eu esperava com mais expectativa. Tenho discos de Tonny Allen que me fizeram interessar por todo movimento chamado afrobeat. Esperava algo de muito dançável.
A distribuição dos músicos em palco mostrava logo quem era o foco de todas as atenções, com a bateria chegada para a boca de palco, se bem que descaída para o lado esquerdo. Futebolísticamente falando, podia interpretar-se esta visão como tendo em Tonny Allen um excelente extremo direito a centrar bolas prontas a encostar na baliza. Os seus pontas de lança são os restantes músicos, todos muito bons.
Tudo a corresponder ao que esperava, mistura cíclica entre o explosivo funk e as linhas de jazz, o afrobeat a todo o vapor ali à nossa frente a fazer mossa no nosso corpo a acusar já as muitas horas de dança em cima.
Um grande concerto a fechar a noite, com a brisa do mar mesmo ali ao lado.

30 julho 2006

8º Festival Músicas do Mundo em Sines - Algumas impressões gerais


Pela 4ª vez seguida fui até à bonita ciadade de Sines em fins de Julho. É por esta altura que se realiza o Festival Músicas do Mundo, entre o centro histórico com epicentro no belo Castelo, e a avenida da praia Vasco da Gama. Dois palcos onde se sucedem músicas, sons, culturas, e luzes de vários pontos do Mundo.
Fui na sexta ao fim da tarde e lá encontrei os amigos do costume nestas andanças. Por um lado é engraçado ir assistindo ao crescimento do interesse e da afluência de público de ano para ano, por outro chega a ser desesperante perceber quando uma pequena cidade da Costa Alentejana não tem capacidade de resposta para tamanha invasão.
Se na sexta à noite tudo correu bem, a mesa do jantar já estava composto à nossa espera, a fila de entrada do Castelo até andava bem, já nas primeiras horas da tarde de sábado o caos apoderou-se de todos aqueles que queriam levantar dinheiro, ou fazer chamdas. Ficar sem nenhum multibanco funcional num raio de alguns km's, e estar sem cobertura de rede em qualquer uma das operadoras de telemovel é impensável nos dias de hoje.
Mas tudo se resolveu nas calmas, uma descida à esplanada da praia, umas cervejas, uns banhos para alguns, e umas horinhas de sol depois já tudo voltava à normalidade. Telemóvel e multibanco em cima.

Está-se muito bem em Sines nestes dias. O convite irrecusável de umas horas na praia, uma volta pelas tendas montadas ao longo da avenida a venderem calçado, roupa e acessórios, umas compras na barraca de venda de cd's ao lado do Castelo, uma salada de ovas, umas imperiais, enfim boa vida.
No entanto outro sinal claro da falta de resposta dos locais à grande enchente é sentido à hora de jantar. Restaurantes cheios, serviços lentos, e nós com muito azar fomos parar a um onde ao fim de uma hora nem talheres tinhamos na mesa. Pagámos o vinho, a refeição de um amigo que garantiu ser fraquita, e a sopa de outro que desesperava de fome. Tudo corrido a sandes perto do castelo, questão resolvida, e início de uma noite memorável que começou ao som das Vartinna e acabou já hoje de manhã com uma enorme festança no palco da praia com o Bailarico Sofisticado a comandar as operações.
Comentários aos vários concertos ficam para depois.
Viva Sines.

29 julho 2006

Fim de Semana em Sines



O Grandes Sons muda-se para Sines neste fim de semana.
Conselho aos leitores: Apareçam por lá, vale bem a pena.
Até Segunda!

28 julho 2006

Chegou a Vez de Sines.

Finalmente chegou o dia de partir rumo a Sines. O festival já começou mas só hoje vou poder viajar para lá. A ligação a este festival começou há uns anos com a descoberta dos concertos no Castelo. Foi o concerto dos Skatalites que me arrastou até terras de Vasco da Gama. Esse foi um concerto de tal maneira memorável que nunca mais deixei de marcar presença no Músicas do Mundo.
Este ano vou ver as últimas noites da festa que promete ser rija.
Hoje à noite;
Thomas Mapfumo & The Blacks Unlimited + Trilok Gurtu & The Misra Brothers + The Bad Blues + Tony Allen + Nuru Kane & Bayefall Gnawa + DJ Mankala & FreeStylaz

destaco o concerto de Tony Allen, há muito que desejo ver o mestre do afrobeat ao vivo.
Também muito expectativa para ver Trilok Gurtu.

Amanhã:
Värttina + Cordel do Fogo Encantado + Seun Kuti & Egypt 80 + Ivo Papasov & His Wedding Band + Mariem Hassan + Bailarico Sofisticado

da escandinávia chega Värttina, e do Brasil Cordel do Fogo Encantado. Com o encerramento a cargo dos 3 amigos que formam o Bailarico Sofisticado, está garantida a festa!

O Festival Sagres... Super Bock!


A suprema ironia na guerra das cervejas, um festival da Super Bock realizado em sagres!
Sobre o festival:
Sagres Surf Festival

27 julho 2006

Como Cresceu a "Nossa" Furtado!

Já não é como um passarinho, a Nelly Furtado é uma das mulheres do momento em tudo quanto é canal de música na rádio, e especialmente na tv. A menina de "I'm Like a Bird" do disco de 2001 "Whoa Nelly", e a voz que deu uma "Força" à nossa Selecção até à final do Euro'04, tema retirado do disco de 2003 "Folklore", perdeu toda a inocência.
Agora aparece nos ecrans de tv a dançar de maneira que não escapa à atenção do mais distraído espectador! Com uma mãozinha do mágico Timbaland, Nelly Furtado tem um single capaz de a catapultar para a pole position das meninas bonitas do r&b americano.
O novo disco chama-se "Loose" e promete andar na frente das tabelas de vendas dos países mais importantes da indústria discográfica.
Ainda por cima o single "Maneater" é muito bom! É coisa para andar no ouvido semanas, até sair por exaustão da adivinhada exposição. Mas para já é canção para se ir ouvindo muito bem.
E a seguir há "Promiscuous", segundo single que conta com a colaboraçao de Timbaland, e que também convence.
Nellu já não é passarinha, e começa dar-lhe com uma Força...

26 julho 2006

KTU em Cascais Hoje à Noite

Já vi o acordeonista finlandês Kimmo Pohjonen a tocar no Fórum Lisboa acompanhado por Samuli Kosminen e posso dizer que é uma experiência inesquecível. Kimmo toca como se tivesse o diabo na ponta dos dedos, e acaba absorvido pela sua própria energia, dando um espectáculo deslumbrante de som e ritmo.

Em Sines também tive a oportunidade de ver o projecto KTU. Além da dupla já referida juntam-se dois elementos dos míticos King Crimsons, Trey Gunn e Pat Mastelotto. Aqui a força de Kimmo no seu acordeão alastra-se pelo palco fora e arrebata a plateia para um viagem alucinante de sons imparáveis.

Hoje à noite no forte da Cidadela de Cascais a não perder, bilhetes entre 20 e 30€.