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09 março 2007
Scissor Sisters no SBSR
Cada vez mais, o Super Rock vai ganhando rótulo de Festival indispensável no Verão, e já põe muita a gente a pensar se não valerá a pena guardar uns euros para ver as bandas todas juntas, em vez de se irem vendo em concertos separados. Neste caso estão os Scissor Sisters que estão agendados para o Coliseu de Lisboa, mas também farão parte do cartaz do SBSR actuando a 5 de Junho.
08 março 2007
Patrick Wolf em Lisboa
É uma avalanche de concertos! Agora é a vez de anunciar o regresso de Patrick Wolf a Portugal. O irlandês vem a Lisboa no timming perfeito, acabou de editar o seu novo disco, The Magic Position, que é um dos mais interessantes exercícios da pop recente.Wolf, cantor e violinista, vai estar no Lux a 18 de Abril com bilhetes a 20€.
Yann Tiersen @ Aula Magna: A Vingança do Grande Écran
Em noite fria que convidava mais a um serão caseiro em frente ao pequeno écran a ver a Liga dos Campeões, ou a gala dos 50 anos da RTP, ou ainda a outra gala da TVi, a sala lisboeta da Aula Magna registou lotação esgotada para receber e ouvir o francês Yann Tiersen.Explicando o título desta crónica recordemos que a via que aproximou o músico francês da maior parte do público, que o recebe entusiasticamente em concerto, foi o... cinema. Não é muito comum, mas neste caso o desejado encontro com as composições de Yann é explicado pelas bandas sonoras que assinou para filmes como «Goodbye Lenin», e especialmente «Amélie»! Ou seja, é no grande écran que começa a empatia entre Yann e público, e nesta noite foi um claro triunfo do grande écran (cinema) sobre o pequeno da tv.
Yann Tiersen apresenta-se de maneira simples em palco, ocupa o lugar do meio num trio de músicos que ocupam a zona frontal do palco com as suas guitarras e baixo. Apesar de um cenário simples, há muitos jogos de luzes a acompanhar a música, focos apontados à plateia que vão rodando, e mudando de cor, luzes estreladas projectadas para trás do palco, conjugações luminosas que ajudam a projectar a música de Yann que vive muito de imagens imaginárias. Portanto tudo a bater certo.
È precisamente nos momentos em que os seus temas instrumentais ganham dimensão galopante naquela fórmula de estrutura em crescendo ,ou seja quando as músicas começam calmas e acabam em turbulências caóticas, e mesmo hipnóticas, que a o concerto de Tiersen atinge os seus pontos fortes, e altos. E esta noite tivemos alguns bons exemplos disso.
Curiosamente, um olhar mais atento pela plateia notava que após esses instrumentais muitos dos casalinhos de meia idade abandonavam a sala incomodados com a distorção vinda do palco. Foi uma imagem repetida no intervalo das músicas na recta final do concerto. Assim, foi sem grande espanto que se assistiu à efusiva reacção da plateia quando Yann foi buscar o acordeão, e depois o violino, nas últimas canções antes do encore.
O alinhamento não fugiu muito daquilo que se conhece da mais recente edição discográfica do compositor, quase todas as músicas do disco «On Tour» passaram pela Aula Magna, sendo que as conhecidas de «Amélie», e «Goodbye Lenin», foram especialmente aplaudidas.
Yann Tiersen correspondeu por completo às expectativas e voltou a assinar um bom concerto.
in Disco Digital
(foto publicada no Luz de Palco de A. Padilha)
07 março 2007
Vilar de Mouros com Brian Wilson
Não é novidade que o primeiro nome para o Festival Vilar de Mouros 2007 é o ex-líder dos Beach Boys, mas agora já há datas marcadas para o evento: de 20 a 22 Julho.
Paredes de Coura 2007 Já Mexe
As primeiras do Festival Paredes de Coura 2007: marquem na agenda os dias 12, 13, 14 e 15 de Agosto que já estão reservados para receber a edição deste ano do Festival.
Yann Tiersen Hoje na Aula Magna
Logo à noite a sala da Aula Magna vai receber o conceituado compositor francês Yann Tiersen. Ontem esteve em Famalicão e hoje é a vez de Lisboa receber e ouvir o autor das bandas sonoras dos filmes Amelie e Good Bye Lenin!, obras que o aproximaram de um vasto público que passou a acompanhar as suas edições, e que hoje esgota a Aula Magna para o ver.Yann Tiersen actua às 22h.
06 março 2007
Interpol no SBSR
Continua a apresentação do cartaz SBSR. A novidade mais recente aponta para a presença dos Interpol no festival do próximo verão.
Hoje no Público
A Caminho de Memphis/The Road to Memphis de Richard Pearce e Robert Kenner
6 de Março
““Os blues são a hipótese de celebrar uma das mais primitivas forma de arte americanas, antes que tudo desapareça absorvido, na sua totalidade, pela geração do rock’n roll. Felizmente chegámos antes que fosse tarde demais.”
Richard Pearce
“Memphis e os seus músicos estão no centro da acção do filme de Richard Pearce (The Long Walk Home, 1990; Leap of Faith, 1992). O realizador dá especial atenção a B. B. King que considera representar “uma geração de homens que saíram dos campos de algodão para se tornarem grandes figuras, em estrelas maiores do palco mundial”. Além disso, Pearce acompanha Bobby Rush na sua “digressão” pelo circuito de Memphis, revivendo o espírito de um percurso que nos anos 50 era feito pelos grandes bluesman. O filme apresenta ainda actuações originais de B. B. King, Bobby Rush e Rosco Gordon, bem como imagens raras de arquivo de The Coasters, Rufus Thomas ou Howlin’ Wolf.Richard Pearce
EXTRAS:
Entrevista e filmografia do Richard Pearce
Actuações adicionais de B. B. King (Key to the Highway), Robert Belfour (Done Got Old), Humbert Sumlin e David Johansen (Smokestack Lightining)
05 março 2007
Bloc Party no SBSR
Mais um nome para o SBSR 2007. Os Bloc Party vão regressar a Lisboa a 3 de Julho, isto depois de actuarem a 18 de Maio no Coliseu de Lisboa.
Hoje à Venda
04 março 2007
A Valentim de Carvalho Vive
Foi com surpresa, e por acaso, que reparei que a loja da V.C. do Fonte Nova tinha umas promoções. Pensei que era o refugo habitual mas afinal havia alguns cd's interessantes e com preços abaixo dos 3€! A empregada disse-me que a promoção começou na passada quinta-feira e estende-se a todas as lojas. É de espreitar. Colheita:

Sonny Clark - Cool Struttin'

The Flaming Lips - At War With The Mystics

James Hardway - Big Casino

Sonny Clark - Cool Struttin'

The Flaming Lips - At War With The Mystics

James Hardway - Big Casino
03 março 2007
SBSR: Metallica Iniciam Tour Europeia em Lisboa
Mais um nome de peso para o Super Rock Super Bock, os Metallica estão confirmados no Festival à beira Tejo. É o arranque da sua nova digressão, e já devem trazer temas do novo disco em que estão a trabalhar por estes dias.Confirma-se o regresso dos Metallica a Lisboa que está marcado para 28 de Junho como se pode ler no site oficial da banda.
Os 60 Anos de David Bowie
Confessando desde já que não sou um profundo conhecedor da imensa obra discográfica de David Bowie, venho comunicar que tenho dado por mim nos últimos tempos a ler, ouvir, e descobrir o que significa afinal o nome David Bowie na História do rock. Embalado pelos excelentes textos publicados no blogue Sound + Vision (Nuno Galopim e João Lopes em autêntico serviço público gratuito) entitulados de Ano Bowie (neste momento já vai em mais de 60 textos) resolvi seguir o rasto do homem. Como muitas vezes acontece, é começar do fim para o princípio já que os mais recentes discos eu conheço bem, para trás é que tenho muito que ver, e ouvir.Também o amigo Dário, grande fã de Bowie, tem dado uma ajuda e tem sido um consultor importante na hora de atacar os discos em saldo.
Encontrei agora mais uma útil ajuda no descobrimento do mundo Bowie, uma edição Mojo Classic dedicada a David Bowie.
Fortemente aconselhável.
Elogio ao Ípsilon
Dúvidas se levantaram quando há poucas semanas se soube que o suplemento das sextas-feiras do jornal Público ia mudar. Depois de já ter sido Sons, vivia sob a letra Y. O diário resolveu juntar o Mil Folhas, suplemento mais intelectual que saía aos sábados, com o Y. O resultado é o Ípsilon.
Pois bem, passadas algumas edições chega a altura de elogiar o excelente suplemento que o Ípsilon se tem relevado.
Esta semana a leitura é absolutamente obrigatória. Grande abordagem ao musical Dreamgirls a estrear nos cinemas, excelentes entrevistas aos Tinariwen, e Arcade Fire, e críticas muito interessantes aos novos trabalhos dos !!!, Arcade Fire, Yoko One, José Afonso ou The Fall.
E há muito mais para ler, livros, teatro, exposições, a cidade de Berlim, etc...
Na parte musical estamos mesmo muito bem servidos, Mário Lopes, João Bonifácio, Luís Maio, e Vítor Belanciano em grande forma.
Vale todos os cêntimos que gastamos na compra do Público.
Que seja para continuar assim.
Pois bem, passadas algumas edições chega a altura de elogiar o excelente suplemento que o Ípsilon se tem relevado.
Esta semana a leitura é absolutamente obrigatória. Grande abordagem ao musical Dreamgirls a estrear nos cinemas, excelentes entrevistas aos Tinariwen, e Arcade Fire, e críticas muito interessantes aos novos trabalhos dos !!!, Arcade Fire, Yoko One, José Afonso ou The Fall.
E há muito mais para ler, livros, teatro, exposições, a cidade de Berlim, etc...
Na parte musical estamos mesmo muito bem servidos, Mário Lopes, João Bonifácio, Luís Maio, e Vítor Belanciano em grande forma.
Vale todos os cêntimos que gastamos na compra do Público.
Que seja para continuar assim.
02 março 2007
SBSR Prometedor - Klaxons Confirmados
A Música do Coração está a apostar forte no cartaz do Super Rock Super Bock 2007. Depois do anuncio dos sempre bem vindos Arcade Fire, é a vez da apresentação dos Klaxons. A banda inglesa tem sido a grande sensação lá para os lados da imprensa britânica que os defende como sendo uma espécie de nu-rave, seja lá o que isso for.
Aguardemos por mais nomes.
Aguardemos por mais nomes.
01 março 2007
Andrew Bird Com 3 Datas Por Cá
Andrew Bird, que vai editar novo trabalho no fim deste mês, tem 3 datas agendadas para Portugal. Segundo o site da revista Blitz, Bird actua no Teatro Gil Vicente, em Coimbra, a 30 de Maio, no Cinema São Jorge, em Lisboa, a 31, e no Theatro Circo de Braga a 1 de Junho.
Salada Mista Sem Tomate
É este o nome do novo podcast da autoria do amigo Pedro Gonçalves. Por aqui já se ouviu a primeira edição, e aqui fica a recomendação sem hesitações para que oiçam o Salada Mista Sem Tomate onde Pedro Gonçalves partilha alguma da melhor música editada nas últimas semanas sempre no tom certo. É de comer e chorar por mais.
Oiçam aqui: Salada Mista Sem Tomate
Oiçam aqui: Salada Mista Sem Tomate
Arcade Fire em Lisboa no Verão
Com disco quase quase nas lojas, há a confirmação que vamos ter os Arcade Fire em Lisboa por alturas do Super Rock Super Bock, isto é entre os últimos dias de Junho e primeiros de Julho.
28 fevereiro 2007
Blockhead - Music By Cavelight ( 2004 )
Recuperei um dos grandes tesouros da colheita de 2004. O disco chama-se "Music By Cavelight" e pertence a Blockhead, editado pela mui nobre Ninja Tune.Lembrei-me que só tinha esta bela colecção de instrumentais em mp3. Resolvi comprar o original no site da Ninja e o desejado disco chegou em 3 dias! Agora roda sem parar nos vários formatos modernos (ipod, itunes, psp, etc...) e tradicionais (leitores de cd).
É um álbum cheio de grandes instrumentais, mas com a presença vocal sempre presente, seja em coros, seja em colagens irrepreensiveis.
Ficou conhecido o tema "Insomniac Olympics", que neste cd pode ser também visto em formato videoclip, mas há muito mais para descobrir. Teclados clássicos, beats certos, e guitarras em crescendo, de tudo isto vive a música de Blockhead. O fio orientador de toda a música está no hip hop.
Blockehad é o projecto de um rapaz que cresceu em Nova Iorque, e que herdou o interesse pela música do pai. Em Manhattan desenvolveu os seus primeiros beats, e desde logo foi ao encontro de gente que aborda o hip hop pelo lado mais electrónico acabando por trabalhar com nomes ilustres como Aesop Rock.
Este "Music By Cavelight" é a sua estreia auspiciosa a solo.
Descumbram-no
27 fevereiro 2007
!!! no Coliseu de Lisboa a 5 de Abril
É o que diz a página do Coliseu dos Recreios que já divulga horários e preços de bilhetes.
Os !!! lançam disco novo nas próximas semanas e já o devem tocar neste regresso a Portugal.
Mais um concerto a não perder.
crédito: Coliseu dos Recreios
Os !!! lançam disco novo nas próximas semanas e já o devem tocar neste regresso a Portugal.
Mais um concerto a não perder.
crédito: Coliseu dos Recreios
Hoje no Público
Red, White & Blues de Mike Figgis
27 de Fevereiro
““Fazer este documentário fez-me compreender que existe tanta música por aí fora. Eu quis ir para Nova Iorque e apenas sentar-me com o Elvin Jones durante um fim-de-semana e vê-lo tocar bateria e falar sobre tocar bateria e como ele mudou o mundo como baterista.”
Mike Figgis
“Através de Red, White & Blues, o realizador britânico Mike Figgis (Morrer em Las Vegas, Ligações Sujas) regressa ao Reino Unido do pós-II Guerra Mundial e anos 60, altura em que The Beatles, The Rolling Stones, Fleetwood Mac e outros músicos criaram um novo género de blues, influenciado pelos autênticos blues negros dos Estados Unidos. Adepto deste género musical e ex-músico profissional, Figgis combina entrevistas com artistas que estiveram no seio do movimento britânico dos blues, como Humphrey Lyttelton, Lonnie Donegan, Georgie Fame, Eric Clapton, Mick Fleetwood, Steve Winwood ou Eric Burdon, com uma jam session onde participam Tom Jones, Jeff Beck, Lulu, Van Morrison, Peter King e Jon Cleary.Mike Figgis
EXTRAS:
Entrevista, comentários áudio e filmografia do realizador Mike Figgis
Actuações adicionais de Lulu com Jeff Beck (Cry Me A River), Peter King (Lush Life), Jeff Beck (Nadia), Jon Cleary, Mike Figgis
Brand New Heavies - «Get Used To It»
Por esta altura estará o leitor a interrogar-se sobre o nome Brand New Heavies. Exacto, são esses mesmos londrinos que atravessaram a década de 90 a contribuir com muitos e bons hits para as airplays de todo o mundo.Não, não se trata de um Best Of.
Na verdade estamos a falar de um novo disco que traz o melhor dos Brand New Heavies de volta, e de uma maneira surpreendente.
Voltemos atrás, até 1997 a banda editou 5 discos de onde saíram sempre singles que fizeram sucesso por todo o lado. Foram anos marcados pela excelente voz de N'Dea Davenport que deu corpo ao estilo soul/funk característico dos BNH.
Apesar da saída de N’Dea, ainda conseguiram sucesso em 97 com o disco «Shelter», mas a partir daí foram desaparecendo, apesar de algumas tentativas de manutenção.
Por seu lado, N`Dea nunca foi feliz a solo e esta conjuntura que leva a um regresso em força dos Brand New Heavies no ano passado. A surpresa é que a música de «Get Used To It» soa bem, não é forçada, e a dúzia de canções apresentada forma um disco equilibrado e faz sentido.
Há aqui bons momentos de música soul/r`n`b/funk, sempre com N’Dea em grande forma, e até curiosidades interessantes, como a versão de «I Don’t Know Why (I Love You)» que pertence a Stevie Wonder. Um belo regresso!
in disco digital
26 fevereiro 2007
Sugestão Para a Noite de Hoje

Promete ser uma noite de surpresas bem agradáveis nas Catacumbas, no Bairro Alto, onde vão actuar os Dites 34.
Visitando o myspace destes franceses ficamos com uma ideia do que eles descrevem como sendo um som entre o jazz e a música tradicional. Há 4 temas para ouvirmos e ficarmos convencidos a irmos até às Catacumbas logo à noite a partir das 23h.
25 fevereiro 2007
Spektrum @ Musicbox
Noite de sábado em grande no Musicbox em Lisboa. Casa cheia para receber os Spektrum que tiveram direito a um ambiente literalmente quente.
Logo aos primeiros acordes a reacção foi efusiva com toda a gente a dançar e a deixar-se levar pela voz, e encanto de Lola Olafisoye, a vocalista que centra em si todas as atenções.
Tudo certinho tal como conhecemos nos discos, e os temas mais agitadores a provocarem grande festa na sala, com "May Day " e "Moody Feels Good"a terem lugar de destaque no alinhamento da noite.
Confirmação dos Spektrum como um dos projectos mais interessantes da actualidade tanto em disco, como ao vivo como se viu este fim de semana em Lisboa.
Logo aos primeiros acordes a reacção foi efusiva com toda a gente a dançar e a deixar-se levar pela voz, e encanto de Lola Olafisoye, a vocalista que centra em si todas as atenções.
Tudo certinho tal como conhecemos nos discos, e os temas mais agitadores a provocarem grande festa na sala, com "May Day " e "Moody Feels Good"a terem lugar de destaque no alinhamento da noite.
Confirmação dos Spektrum como um dos projectos mais interessantes da actualidade tanto em disco, como ao vivo como se viu este fim de semana em Lisboa.
24 fevereiro 2007
Festival Winter Jam @ Carcavelos
O mundo ao contrário
Correu muito bem o Festival Winter Jam, o primeiro grande evento dedicado ao reggae realizado este ano. O espaço está aprovado, o pavilhão dos Lombos é um recinto moderno, com boas condições, e de fácil acesso. O povo correspondeu à chamada em grande número dando um excelente ambiente aos concertos da noite que cumpriram o horário previsto. Tudo correu bem.
Importa aqui analisar algumas questões culturais. É que à partida o evento tinha tudo para ser bem sucedido, já que contava com dois nomes lendários da história do reggae, em estreia nacional, que só por si deviam chegar para encher a casa.
O ambiente que se viveu até perto da meia noite, altura em que U-Roy terminou a sua actuação, foi festivo e de consagração. Até aqui era previsível, mas a verdade é que foi com a entrada em palco dos norte americanos Groundation que o recinto encheu de vez, e foi aí que o massivo explodiu cheio de energia, aderindo de corpo, alma, e voz à banda!
Não é que os Groundation não mereçam, mas não deixa de ser curioso que apenas uma parte dos presentes nesta noite reggae vibraram mais com as lendas, do que com o reggae branco.
Falemos então dos grandes senhores. Junior Murvin foi o primeiro a apresentar-se. Está em óptima forma, a sua voz aguda continua intocável e não se inibiu de nos contemplar com clássicos de um dos discos obrigatórios em qualquer colecção de um fã de reggae; «Police & Thieves». São momentos inesquecíveis quando temos ali à nossa frente Junior Murvin a interpretar canções com décadas de história e que serviram de inspiração, e base para centenas de seguidores. Concerto irrepreensível.
Com a curiosidade de terem a mesma banda como suporte, Murvin deu o lugar a Daddy U-Roy, outra figura lendária da Jamaica. Ele que revolucionou a maneira de cantar no final dos anos 60 ao colocar a sua voz rimando por cima de instrumentais bem conhecidos, criando aquilo que veio a ser conhecido como MC. Uma honra, e um prazer ver o senhor U-Roy ao vivo. Também ele em excelente forma, vestindo um fato castanho e usando um vistoso chapéu branco, mostrou toda a sua arte de cantar a falar, e falar a cantar apresentando autênticos clássicos dos manuais da história da música jamaicana.
Os músicos que os acompanharam eram todos excelentes, sopros, bateria, teclas, guitarra e baixo, estiveram perfeitamente à altura de tão importantes presenças em palco. Mais dois inesquecíveis concertos de senhores que fazem pare das lendas do reggae.
Antes tinham aberto a noite os portugueses One Love Family que representaram muito bem o nosso reggae, embora tenham tido uma plateia ainda muito reduzida.
A fechar a noite, como já disse, estiveram os Groundation que confirmaram em palco todas as expectativas deixadas no novo disco, e voltaram a repetir a boa performance que já tinham assinado nas duas passagens anteriores por Portugal, que lhes vai valendo um assinalável culto de seguidores.
Mas ver um pavilhão cheio de fãs de reggae a vibrar muito mais com os americanos do que com os grandes senhores do género, é ter o mundo ao contrário! Vivam as lendas jamaicanas!
in Disco Digital
Correu muito bem o Festival Winter Jam, o primeiro grande evento dedicado ao reggae realizado este ano. O espaço está aprovado, o pavilhão dos Lombos é um recinto moderno, com boas condições, e de fácil acesso. O povo correspondeu à chamada em grande número dando um excelente ambiente aos concertos da noite que cumpriram o horário previsto. Tudo correu bem.
Importa aqui analisar algumas questões culturais. É que à partida o evento tinha tudo para ser bem sucedido, já que contava com dois nomes lendários da história do reggae, em estreia nacional, que só por si deviam chegar para encher a casa.
O ambiente que se viveu até perto da meia noite, altura em que U-Roy terminou a sua actuação, foi festivo e de consagração. Até aqui era previsível, mas a verdade é que foi com a entrada em palco dos norte americanos Groundation que o recinto encheu de vez, e foi aí que o massivo explodiu cheio de energia, aderindo de corpo, alma, e voz à banda!
Não é que os Groundation não mereçam, mas não deixa de ser curioso que apenas uma parte dos presentes nesta noite reggae vibraram mais com as lendas, do que com o reggae branco.
Falemos então dos grandes senhores. Junior Murvin foi o primeiro a apresentar-se. Está em óptima forma, a sua voz aguda continua intocável e não se inibiu de nos contemplar com clássicos de um dos discos obrigatórios em qualquer colecção de um fã de reggae; «Police & Thieves». São momentos inesquecíveis quando temos ali à nossa frente Junior Murvin a interpretar canções com décadas de história e que serviram de inspiração, e base para centenas de seguidores. Concerto irrepreensível.
Com a curiosidade de terem a mesma banda como suporte, Murvin deu o lugar a Daddy U-Roy, outra figura lendária da Jamaica. Ele que revolucionou a maneira de cantar no final dos anos 60 ao colocar a sua voz rimando por cima de instrumentais bem conhecidos, criando aquilo que veio a ser conhecido como MC. Uma honra, e um prazer ver o senhor U-Roy ao vivo. Também ele em excelente forma, vestindo um fato castanho e usando um vistoso chapéu branco, mostrou toda a sua arte de cantar a falar, e falar a cantar apresentando autênticos clássicos dos manuais da história da música jamaicana.
Os músicos que os acompanharam eram todos excelentes, sopros, bateria, teclas, guitarra e baixo, estiveram perfeitamente à altura de tão importantes presenças em palco. Mais dois inesquecíveis concertos de senhores que fazem pare das lendas do reggae.
Antes tinham aberto a noite os portugueses One Love Family que representaram muito bem o nosso reggae, embora tenham tido uma plateia ainda muito reduzida.
A fechar a noite, como já disse, estiveram os Groundation que confirmaram em palco todas as expectativas deixadas no novo disco, e voltaram a repetir a boa performance que já tinham assinado nas duas passagens anteriores por Portugal, que lhes vai valendo um assinalável culto de seguidores.
Mas ver um pavilhão cheio de fãs de reggae a vibrar muito mais com os americanos do que com os grandes senhores do género, é ter o mundo ao contrário! Vivam as lendas jamaicanas!
in Disco Digital
Hoje Há SPEKTRUM no Musicbox
Os Spektrum regressam a Portugal para apresentar o seu mais recente disco, o excelente "Fun At The Gymkhana Club" saído nos fins do ano passado, e que confirma as boas impressões deixadas no disco de estreia de 2004.
Eles que estiveram ontem em Barcelona a dar o seu primeiro concerto do ano, hoje vão estar no Musicbox em Lisboa para uma actuação imperdível.
Eles que estiveram ontem em Barcelona a dar o seu primeiro concerto do ano, hoje vão estar no Musicbox em Lisboa para uma actuação imperdível.
| 213430107 | |
| Lisboa, MusicBox - R. Nova do Carvalho, 24 - Cais do Sodré | |
| Dia 24-02-2007 Sábado às 00h00 | |
| 12€. | |
| http://www.enterthespektrum.co.uk |
23 fevereiro 2007
Cibelle @ Santiago Alquimista
Em português nos entendemos
A passagem de Cibelle Cavalli pela capital portuguesa atraiu muita gente à sala do Santiago Alquimista. Entre fãs dos seus discos, público conquistado pelo mediático videoclip de «London London», tema escrito por Caetano Veloso quando esteve exilado em Londres, e que neste novo disco tem a colaboração de Devendra Banhart, e muitos casais curiosos, Cibelle teve tudo para se sentir em casa, e fez questão de mostrar o quanto estava feliz com isso.
Uma das questões mais curiosas era saber como iria soar ao vivo a apresentação de canções que têm forte componente electrónica. O segredo fica desvendado desde cedo, Cibelle usa, e domina na perfeição, dois microfones com efeitos controlados a partir de uma pequena mesa mesmo ao seu lado. Depois tem um companheiro, literalmente um braço direito, que opera um pequeno centro de electrónica com um portátil, e mesa de misturas de onde saem os mais variados efeitos ao longo do concerto, além de tocar baixo. Há mais dois elementos em palco, um competente baterista, e o homem da guitarra, e viola. Muito bem acompanhada ao vivo.
Claro que é a cantora que centra todas as atenções, tanto usa a sua excelente voz para cantar em inglês, como a aproxima mais da música popular brasileira quando canta em português, como brilha quando só vocaliza de maneira a ser mais um instrumento em palco. É por aqui que passa o segredo do sucesso de Cibelle, alterna músicas feitas com o clássico sabor brasileiro como «Minha Neguinha», por exemplo, com canções que entram por campos da folk mais alternativa, mas nunca perdendo a sua identidade.
Cibelle confessou que estava muito feliz por poder falar português há três dias seguidos, e que se sentia muito bem em frente a uma plateia que a compreendia na perfeição, por isso aproveitou para contar histórias à volta das canções, e até colocou uma máscara para cantar o Carnaval à sua maneira.
Terminou sozinha em palco com a viola a cantar sobre um pescador. Em português.
O público adorou, ela também. Cibelle vai continuar por cá com mais duas datas: hoje dia 23 em Braga, amanhã em Torres Novas.
in Disco Digital
A passagem de Cibelle Cavalli pela capital portuguesa atraiu muita gente à sala do Santiago Alquimista. Entre fãs dos seus discos, público conquistado pelo mediático videoclip de «London London», tema escrito por Caetano Veloso quando esteve exilado em Londres, e que neste novo disco tem a colaboração de Devendra Banhart, e muitos casais curiosos, Cibelle teve tudo para se sentir em casa, e fez questão de mostrar o quanto estava feliz com isso.
Uma das questões mais curiosas era saber como iria soar ao vivo a apresentação de canções que têm forte componente electrónica. O segredo fica desvendado desde cedo, Cibelle usa, e domina na perfeição, dois microfones com efeitos controlados a partir de uma pequena mesa mesmo ao seu lado. Depois tem um companheiro, literalmente um braço direito, que opera um pequeno centro de electrónica com um portátil, e mesa de misturas de onde saem os mais variados efeitos ao longo do concerto, além de tocar baixo. Há mais dois elementos em palco, um competente baterista, e o homem da guitarra, e viola. Muito bem acompanhada ao vivo.
Claro que é a cantora que centra todas as atenções, tanto usa a sua excelente voz para cantar em inglês, como a aproxima mais da música popular brasileira quando canta em português, como brilha quando só vocaliza de maneira a ser mais um instrumento em palco. É por aqui que passa o segredo do sucesso de Cibelle, alterna músicas feitas com o clássico sabor brasileiro como «Minha Neguinha», por exemplo, com canções que entram por campos da folk mais alternativa, mas nunca perdendo a sua identidade.
Cibelle confessou que estava muito feliz por poder falar português há três dias seguidos, e que se sentia muito bem em frente a uma plateia que a compreendia na perfeição, por isso aproveitou para contar histórias à volta das canções, e até colocou uma máscara para cantar o Carnaval à sua maneira.
Terminou sozinha em palco com a viola a cantar sobre um pescador. Em português.
O público adorou, ela também. Cibelle vai continuar por cá com mais duas datas: hoje dia 23 em Braga, amanhã em Torres Novas.
in Disco Digital
Zeca Afonso Faleceu Há 20 anos
Uma das maiores figuras da música portuguesa faleceu há 20 anos. Que nunca se esqueça Zeca Afonso.
22 fevereiro 2007
Hoje é Noite de CIBELLE no Santiago Alquimista
Noite para apresentação do belo álbum "The Shine Of Dried Electric Leaves", o mais recente editado pela brasileira Cibelle Cavalli. Algures entre a folk americana, e os ritmos mais tradicionais das suas raízes, Cibelle já assinou dois bons discos, e hoje apresenta-se em Lisboa num concerto que se espera inspirado.A partir das 22h no Santiago Alquimista.
Ok Go Novo Video
Os Ok Go arriscam-se a ficar conhecidos como a "banda dos videoclips". Os tais que fizeram furor com o video Here it Goes Again apresentam o seu segundo single num teledisco que contou com a participação de 50 artistas de rua de Los Angeles:
Festival de Cancelamentos
A propósito do tal Festival Hip Hop que há meses que anda por aí a ser anunciado, e sempre cancelado, o amigo Pedro Gonçalves escreveu uma interessante teoria que recomendo: um pouco mouco.
Entretanto, o festival era para acontecer hoje e foi... cancelado.
Entretanto, o festival era para acontecer hoje e foi... cancelado.
21 fevereiro 2007
Novo Tema dos The Cinematic Orchestra!

Novidades dos The Cinematic Orchestra!
Na página da editora Ninja Tune há tema novo para ouvir, chama-se To Build a Home e pode ser encontrado aqui: Ninja Tune
Sexta, Grande Noite de Reggae

Na noite de sexta, depois de amanhã, há grande festa reggae para os lados de Carcavelos. Três concertos imperdíveis por razões diferentes. Os Groundation estão a lançar disco novo, bem bom por sinal, onde misturam um pouco de jazz com reggae, e ao vivo funciona ainda melhor.
A estreia em Portugal para a lenda U-Roy, o homem que revolucionou as vocalizações por cima dos instrumentais na Jamaica, e ainda a presença de Junior Murvin, autor do clássico Police & Thieves, álbum que é uma referência em qualquer discografia que se preze.
Festival Winter Jam a não perder sexta à noite. Lá estarei!
20 fevereiro 2007
Hoje no Público
A Alma de Um Homem/The Soul of a Man de Wiw Wenders““Estas músicas têm um grande significado para mim. Sinto que há mais verdade em qualquer uma delas do que em qualquer livro que li sobre a América, ou em qualquer livro que tenha lido.”
Wiw Wenders
“Quando foi convidado a realizar um dos filmes que integraria a série The Blues, Wim Wenders (Paris, Texas, 1984; Buena Vista Social Club, 1999) soube exactamente o que queria fazer. Por um lado, queria homenagear dois dos seus músicos favoritos – Skip James e J. B. Lenoir. Por outro lado, pretendia analisar a tensão dramática existente em muitos bluesman entre o sagrado (gospel) e o profano (blues).
O realizador acabaria por “servir-se” da história de Blind Willie Johnson (que, pela voz de Laurence Fishburn, constitui o narrador da película) para conseguir unificar o filme. Com um carácter fortemente pessoal, A Alma de Um Homem inclui imagens raras de arquivo e interpretações de artistas contemporâneos, como Nick Cave, Beck ou Eagle-Eye Cherry, de músicas de Skip James, J. B. Lenoir e Blind Willie Johnson.
EXTRAS:
Entrevista, comentários áudio e filmografia do realizador Wim Wenders
Actuações adicionais de Lou Reed (See That My Grave Is Kept Clean), Cassandra Wilson (Slow Down), Chris Thomas King (Revelations), Marc Ribot (Dark Was The Night, Cold Was The Ground)
Horace Andy com Sly & Robbie em Novo Disco
Sai em Março novo disco de Horace Andy que vai contar com a colaboração da dupla Sly & Robbie. Chama-se "Livin' it Up" e terá uma versão dub disponível no iTunes durante 6 meses.
Entretanto, podemos já ouvir um tema no myspace de Sly & Robbie: I'm Alive
Entretanto, podemos já ouvir um tema no myspace de Sly & Robbie: I'm Alive
Mos Def - «Tru3 Magic»

Falar em Mos Def é falar em «Black on Both Sides», fabuloso disco de estreia a solo que lhe valeu o título de Homem da Renascença do Hip Hop no final do século passado.
Com estreia tão auspiciosa o mais complicado seria gerir o resto da carreira, um problema que foi comum a tantos outros rappers como Jay-Z, Nas, ou mesmo Snoop Doog.
Dante Smith, o verdadeiro nome de Mos Def, optou por experimentar novos caminhos instrumentais em «The New Danger», de 2004, mas não convenceu nem fãs, nem críticos. E, pelos vistos, nem ele ficou muito contente, pois agora na hora do regresso há um claro regresso à fórmula inicial deixando-se de aproximações ao rock.
«Tru3 Magic», o 3 serve para assinalar o terceiro disco a solo, traz de volta Mos Def à boa forma lírica, há mensagens positivas – «There is a Way», há funk em «Undeniable», há críticas sociais em «Murder of A Teenage Life», e há um tributo às vítimas do Katrina em «Dollar Day».
Portanto, se estamos bem quanto a mensagens, ao melhor nível do rapper de Brooklyn, o resultado final falha essencialmente pela componente sonora. O facto de voltar às batidas mais próximas de «Black on Both Sides» prejudica-o porque não se sente especial inspiração. Há boas malhas, claro, mas nada que chegue a entusiasmar quem espera um sucessor à altura da estreia há tanto tempo. Ainda não foi desta.
in Disco Digital
19 fevereiro 2007
Noite de Festa na Zdb: Anónima Nuvolari e Freestyleira
Entre dezenas de sugestões possíveis para a noite de hoje, por aqui a escolha vai para a noite no Bairro Alto na ZdB. É festa garantida com os Anónima Nuvolari de que já vos falei há poucos meses atrás. Hoje juntam-se aos italianos os Freestyleira que o site da ZdB define assim:
O colectivo de performers Freestyleira (leia-se Fristaileira) especializado em reveillons, casamentos, baptizados, velórios e funerais, ramadões, carnavais, entre outras festividades, traz à ZDB o seu colorido carrossel musical. Arqueólogos musicais detentores de um vasto espólio, resgatado de poeirentos baús de velhinhas reformadas, feira da ladra e lojas de segunda mão, mesclam e editam em formato digital uma onda sonora que não olha a divisões sectaristas de géneros musicais. Espera-se uma dose divertida de Funk, Disco, Pop, Electro, World Music, Folk, Reggae, Hip-Hop, Drum`n´Bass, Techno, 70's, 80's, 90's e 00's entre outros géneros. Freestyleira: aquilo que sempre quis ouvir e teve vergonha de dançar! Freestyleira: danada para a brincadeira!
Ligações:
Freestyleira
Anónima Nuvolari
O colectivo de performers Freestyleira (leia-se Fristaileira) especializado em reveillons, casamentos, baptizados, velórios e funerais, ramadões, carnavais, entre outras festividades, traz à ZDB o seu colorido carrossel musical. Arqueólogos musicais detentores de um vasto espólio, resgatado de poeirentos baús de velhinhas reformadas, feira da ladra e lojas de segunda mão, mesclam e editam em formato digital uma onda sonora que não olha a divisões sectaristas de géneros musicais. Espera-se uma dose divertida de Funk, Disco, Pop, Electro, World Music, Folk, Reggae, Hip-Hop, Drum`n´Bass, Techno, 70's, 80's, 90's e 00's entre outros géneros. Freestyleira: aquilo que sempre quis ouvir e teve vergonha de dançar! Freestyleira: danada para a brincadeira!
Ligações:
Freestyleira
Anónima Nuvolari
Jarvis Live
Aqui fica a versão que Jarvis Cocker fez para o clássico Paranoid dos Black Sabbath no passado sábado no Astoria de Londres:
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