08 junho 2007
Alive Dia 1 - Lançamento do Palco Principal
Já se sabe que os mais aguardados da noite são os Pearl Jam. Adivinha-se nova enchente para o 6º concerto de Vedder e companhia. Dispensam grandes apresentações mesmo porque nem há material novo para explorar. É o primeiro concerto desta nova tour europeia, e prevê-se um formato "best of" em ambiente de consagração.
Numa faixa etária entre os admiradores da banda de Seattle, e os seus filhos, estão os fãs dos Likin Park que hoje terão a oportunidade de ver e ouvir o primeiro trabalho de originais em 4 anos ao vivo. Aquilo que já foi o nu metal é agora mais ouvido em programas de wrestling, por exemplo. Aqui fica o videoclip para um dos singles do novo álbum, What I've Done:
Apresentar os Blasted Mechanism também já não é necessário. Com disco novo para apresentar em palco, e já com muitas horas de rodagem em festivais deste género, o concerto dos Blasted adivinha-se como uma das grandes atracções para pôr o povo aos saltos.
Os The Used não foram "atirados" para as 18h30 por acaso. Serão a proposta menos interessante deste primeiro dia. Algures entre o novo rock negro que os My Chemical Romance representam, o que não é nada entusiasmante, os The Used estão cá para apresentar o 4º disco de originais que acabam de lançar. Não se espera grande coisa desta banda americana oriunda do Utah. Aqui fica uma amostra da (pobre) música dos The Used, single retirado do novo disco:
Numa faixa etária entre os admiradores da banda de Seattle, e os seus filhos, estão os fãs dos Likin Park que hoje terão a oportunidade de ver e ouvir o primeiro trabalho de originais em 4 anos ao vivo. Aquilo que já foi o nu metal é agora mais ouvido em programas de wrestling, por exemplo. Aqui fica o videoclip para um dos singles do novo álbum, What I've Done:
Apresentar os Blasted Mechanism também já não é necessário. Com disco novo para apresentar em palco, e já com muitas horas de rodagem em festivais deste género, o concerto dos Blasted adivinha-se como uma das grandes atracções para pôr o povo aos saltos.
Os The Used não foram "atirados" para as 18h30 por acaso. Serão a proposta menos interessante deste primeiro dia. Algures entre o novo rock negro que os My Chemical Romance representam, o que não é nada entusiasmante, os The Used estão cá para apresentar o 4º disco de originais que acabam de lançar. Não se espera grande coisa desta banda americana oriunda do Utah. Aqui fica uma amostra da (pobre) música dos The Used, single retirado do novo disco:
Alive Dia 1 - Horários
Palco Optimus
Pearl Jam (23h40)
Linkin Park (21h40)
Blasted Mechanism (20h00)
The Used (18h30)
Palco Sagres Mini
Shantel & Bucovina Club Orkestar (01h50)
The Sounds (23h25)
The Rakes (21h50)
Unkle Bob (20h20)
Oioai (18h00)
Pearl Jam (23h40)
Linkin Park (21h40)
Blasted Mechanism (20h00)
The Used (18h30)
Palco Sagres Mini
Shantel & Bucovina Club Orkestar (01h50)
The Sounds (23h25)
The Rakes (21h50)
Unkle Bob (20h20)
Oioai (18h00)
Alive Previsão - Pearl Jam
O nome mais forte para a primeira noite do Alive é Pearl Jam. Banda com enorme culto de fãs por cá, e com passagens de boa memória por Cascais, Restelo, e Pavilhão Atlântico em Setembro último.Em jeito de lançamento do que será o concerto de mais logo proponho a revisão do que foi a última passagem da banda de Eddie Vedder por Portugal:
Pearl Jam no Atlântico
07 junho 2007
Alive a Partir de Amanhã
Tudo preparado para o arranque de uma maratona de 3 dias de música.
A partir de amanhã podem acompanhar as novidades do Festival Alive aqui no Grandes Sons, e as crónicas no Disco Digital.
Está quase.
A partir de amanhã podem acompanhar as novidades do Festival Alive aqui no Grandes Sons, e as crónicas no Disco Digital.
Está quase.
06 junho 2007
Novas dos Dead Combo
Novo disco agendado, e novos temas já disponíveis.
O disco sai a 7 de Julho em formato vinil e chama-se Guitars From Nothing.
As novas canções já podem ser descobertas no site dos Dead Combo.
O disco sai a 7 de Julho em formato vinil e chama-se Guitars From Nothing.
As novas canções já podem ser descobertas no site dos Dead Combo.
05 junho 2007
04 junho 2007
Junho: Lisboa em Festa
Tradicionalmente este é o mês das festas de Lisboa. Animação cultural pela cidade, concertos, cinema, etc.
O programa das festas está disponível para download aqui:
www.egeac.pt
O programa das festas está disponível para download aqui:
www.egeac.pt
03 junho 2007
Video de Andrew Bird em Lisboa
A passagem de Andrew Bird por Lisboa esgotou a sala do cinema S.Jorge na passada quinta feira. Aqui se reproduz um video captado por um fã que documenta o momento em que toca "A Nervous Tic Motion Of The Head To The Left":
Podem ler aqui a crónica do concerto escrita pela amiga Lia Pereira.
Podem ler aqui a crónica do concerto escrita pela amiga Lia Pereira.
02 junho 2007
Os 40 Anos de Sgt. Peppers Por quem sabe
Reproduz-se aqui o texto que o amigo Luís Pinheiro de Almeida publicou no JN:Não há na história da música popular contemporânea outro disco como "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles é único, inimitável e irrepetível, concita em si todos os encómios que se podem dedicar a uma criação artística.
"Sgt. Pepper" - como é comummente tratado - foi originalmente editado no dia 1 de Junho de 1967, coleccionando desde então todos os galardões existentes, o mais apetecido dos quais é certamente o de "melhor álbum de sempre".
As características únicas de "Sgt. Pepper", oitavo álbum de originais da carreira de oito anos dos Beatles, entre 1962 e 1970, são reconhecidas unanimemente não só pelo público e pela crítica, mas também pela própria comunidade musical.
No ano da edição, em 1967, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" ganhou os principais Grammy, os Oscar da música, como o "melhor álbum do ano", o "melhor álbum contemporâneo", a "melhor capa" e a "melhor engenharia de som".
Numa atitude só explicável pelo "marketing" inoportuno, Paul McCartney,um dos grandes responsáveis por "Sgt. Pepper", optou por silenciar a efeméride, preferindo promover o seu novo álbum, "Memory almost full", cuja edição foi estrategicamente marcada para o período em que todo o Mundo fala dos Beatles.
A decisão de gravar "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" surgiu em 1966, depois de os Beatles terem desistido dos concertos. Argumentaram, então, que iriam dedicar-se às gravações de estúdio, em detrimento dos espectáculos onde a "beatlemania" impedia a audição do som de palco.
As gravações em Abbey Road começaram logo em Dezembro de 1966, no dia 10, e imediatamente duas canções, "Penny lane" e "Strawberry fields forever", foram retiradas do contexto para ser editadas como single (primeiro single da história da música com dupla face A), em Fevereiro de 1967.
Após mais de 700 horas de estúdio e um custo de 25 mil libras (uma verba astronómica para a época), o álbum, registado numa simples máquina de quatro pistas, acabou de ser gravado no dia 2 de Abril de 1967. A estreia radiofónica ocorreu às 17 horas do dia 12 de Maio de 1967, na rádio London, então rádio-pirata. Quando foi colocado no mercado no dia 1 de Junho de 1967, "Sgt. Pepper" bateu todos os recordes de venda.
Em pouco menos de 40 minutos, estão condensadas 13 das mais famosas e mais conhecidas canções de todo o Mundo "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", "With a little help from my friends", "Lucy in the sky with diamonds", "Getting better", "Fixing a hole", "She's leaving home", "Being for the benefit of Mr. Kite!", "Within you without you", "When I'm sixty-four", "Lovely Rita", "Good morning good morning", "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (reprise)" e "A day in the life".
Os Beatles nunca tocaram o álbum ao vivo, mas desde 1989 que Paul McCartney inclui "Sgt. Pepper" nos seus concertos para gáudio das multidões.
Apesar de todas as loas e dos progressos alcançados, os próprios Beatles não consideravam "Sgt. Pepper" a sua melhor obra.
Resume Ringo Starr "Não renego "Sgt. Pepper", mas como músico prefiro "Revolver".
3º Portugal a Rufar no Seixal
Portugal a Rufar é o 3º Festival Internacional de Percussão, Música e Dança que acontece este ano na antiga fábrica da Mundet, no Seixal, mais uma vez numa organização da associação sem fins lucrativos Tocá Rufar.Durante cerca de 40 horas, num total de mais de 25 espectáculos, actuarão dezenas de artistas, entre os quais músicos, bailarinos, actores e cantores, provenientes de todo o Mundo.
Os espectáculos musicais começam ao final da tarde e no domingo, dia 3, será o Dia do Bombo comemorado com um desfile matinal de 100 tambores.
Programa a Norte: Serralves em Festa
Para quem está a norte neste fim de semana deve rumar ao Serralves em Festa no Porto. É a 4ª edição do maior festival de expressão artística contemporânea em Portugal, com uma duração de 40 horas consecutivas e com actividades pensadas para pessoas de todas as idades e para todas as famílias. Entre as 08h de Sábado (2 de Junho) e as 24h de Domingo (3 de Junho) o Parque, o Museu, o Auditório e a Casa de Serralves recebem mais de 70 actividades - exposições, música, dança, performance, cinema, teatro, marionetas, circo, oficinas em família, visitas orientadas e workshops.Na noite de Sábado para Domingo os DJ’s dão-lhe música no prado de Serralves até de madrugada.
Para os interessedos está aqui o programa das festas para download.
01 junho 2007
THE NATIONAL NO SUDOESTE!
A vida é bela!!!
Dia 5 de Agosto os National actuam no Festival Sudoeste!
Dia 5 de Agosto os National actuam no Festival Sudoeste!
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Agenda,
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sudoeste 2007
Terrakota @ Aula Magna: Família em Festa
É possível ter em palco uma banda que reúna a alegria das vibrações reggae, combine o ritmo tribal africano com as percussões sul americanas, e apresenta uma vocalista que canta tão bem quanto dança emanando uma beleza selvagem? É. E é possível um concerto ser uma enorme celebração que se alastra do palco até à última fila da plateia não deixando ninguém indiferente, havendo mesmo crianças a pular e a dançar na sala? É. Onde há Terrakota há tudo isto e muito mais.
Com uma hora de atraso em relação ao horário divulgado os Terrakota entram em palco e começam a desfilar as músicas do seu novo disco. A plateia reage mas ainda de forma tímida com os corpos sentados. No fim de «É Verdade», o excelente primeiro single deste novo trabalho, já tinhamos o milhar de pessoas que quase encheram a sala em pé a dançar. Ou seja, ao fim de dois temas já havia sintonia total entre palco e plateia. É aí que Junior saúda os presentes: «Olá Família!» É isto mesmo, os Terrakota ao vivo fazem-se rodear da família. E a família vai da tribo mais freak, ao pessoal que não teve tempo de ir trocar o fato e gravata a casa, passando pelo excêntrico Jel, ou pelo discreto Júlio Pereira. A família somos todos nós.
Não admira que no palco sucedam as mudanças de músicos além dos membros fixos dos Terrakota. Muitos amigos vão se juntando à festa, secção de sopros, mestres da percussão, sitar, berimbau, tudo vale para dar mais som à música da banda.
Num momento estamos a balançar ao som de um afrobeat com instrumentais poderosos, noutra altura já andamos a saltar alegremente não conseguindo resistir às sonoridades contagiantes do reggae. É entre estes mundos que se movem as canções novas, com algumas mais antigas à mistura, dos Terrakota. A família conhece o guião, sabe o que espera, e não descansa um segundo.
No palco, Romi capta todas as atenções com as suas danças exóticas, tem uma beleza natural que só com os seus movimentos alegra qualquer espaço, e depois está a cantar melhor do que nunca.
São duas horas sem parar até aos encores, uma enorme celebração de música, e dança, há crianças à solta, a sala cada vez mais quente, e basta fechar os olhos por momentos para nos deixarmos levar pelos sons que nos transportam para o cenário do Castelo de Sines em noite de Festival Músicas do Mundo (já falta pouco!), por exemplo. Podemos vaguear no imaginário de viagens entre a Jamaica, e África, mas estamos em Lisboa. É esta a magia dos Terrakota a tocarem melhor do que nunca, e a apresentarem o seu melhor disco até à data.
Não percam nenhum concerto destes irmãos!
in Disco Digital
Com uma hora de atraso em relação ao horário divulgado os Terrakota entram em palco e começam a desfilar as músicas do seu novo disco. A plateia reage mas ainda de forma tímida com os corpos sentados. No fim de «É Verdade», o excelente primeiro single deste novo trabalho, já tinhamos o milhar de pessoas que quase encheram a sala em pé a dançar. Ou seja, ao fim de dois temas já havia sintonia total entre palco e plateia. É aí que Junior saúda os presentes: «Olá Família!» É isto mesmo, os Terrakota ao vivo fazem-se rodear da família. E a família vai da tribo mais freak, ao pessoal que não teve tempo de ir trocar o fato e gravata a casa, passando pelo excêntrico Jel, ou pelo discreto Júlio Pereira. A família somos todos nós.
Não admira que no palco sucedam as mudanças de músicos além dos membros fixos dos Terrakota. Muitos amigos vão se juntando à festa, secção de sopros, mestres da percussão, sitar, berimbau, tudo vale para dar mais som à música da banda.
Num momento estamos a balançar ao som de um afrobeat com instrumentais poderosos, noutra altura já andamos a saltar alegremente não conseguindo resistir às sonoridades contagiantes do reggae. É entre estes mundos que se movem as canções novas, com algumas mais antigas à mistura, dos Terrakota. A família conhece o guião, sabe o que espera, e não descansa um segundo.
No palco, Romi capta todas as atenções com as suas danças exóticas, tem uma beleza natural que só com os seus movimentos alegra qualquer espaço, e depois está a cantar melhor do que nunca.
São duas horas sem parar até aos encores, uma enorme celebração de música, e dança, há crianças à solta, a sala cada vez mais quente, e basta fechar os olhos por momentos para nos deixarmos levar pelos sons que nos transportam para o cenário do Castelo de Sines em noite de Festival Músicas do Mundo (já falta pouco!), por exemplo. Podemos vaguear no imaginário de viagens entre a Jamaica, e África, mas estamos em Lisboa. É esta a magia dos Terrakota a tocarem melhor do que nunca, e a apresentarem o seu melhor disco até à data.
Não percam nenhum concerto destes irmãos!
in Disco Digital
Hoje Bunnyranch no Lounge
Nada melhor do que começar Junho com um grande concerto no Lounge, em Lisboa, dos Bunnyranch, os autores do melhor disco nacional de 2006 para o responsável deste blogue.
A entrada é livre, a noite é de rock n'roll. Não há que hesitar!
A entrada é livre, a noite é de rock n'roll. Não há que hesitar!
31 maio 2007
Novo Single de Manu Chao
O grande Manu Chao tem novo single pronto para ser descarregado no seu site oficial.O tema chama-se "Rainin in Paradise" e antecipa o seu novo disco previsto para Setembro.
Já voltava a actuar por cá, não?
The National ao Vivo
Aqui há umas semanas confessei o meu (atrasado) reconhecimento à música dos National. Tenho ouvido o seu novo disco, e especialmente o anterior, vezes sem conta.
Como se cabe não está prevista nenhuma passagem da banda por cá, por isso apontemos os nossos browsers ao Sofá Verde da amiga Lia Pereira para sabermos como é assistir a um concerto dos National ao vivo. Neste caso em Berlim.
The National em Berlim
Como se cabe não está prevista nenhuma passagem da banda por cá, por isso apontemos os nossos browsers ao Sofá Verde da amiga Lia Pereira para sabermos como é assistir a um concerto dos National ao vivo. Neste caso em Berlim.
The National em Berlim
Hoje há Terrakota na Aula Magna
A sugestão para hoje à noite vai para o concerto de apresentação do novo disco dos Terrakota na Aula Magna. Festa prometida.
Bilhetes à Venda para The Police
Tal como já tinha andiantado o concerto dos Police está marcado para dia 25 de Setembro no estádio do Jamor. Foi lá que a empresa R&B confirmou que os bilhetes estarão à venda a partir da próxima segunda feira, 4 de Junho.
A 1ª parte será dos Fiction Plane, banda liderada por Joe Sumner que é filho de... Sting.
Atenção que os bilhetes vão estar disponíveis em exclusivo nas agências do banco Barclays Portugal e os preços são os seguintes: €55 (relvado), €65 (relvado VIP), €70 (bancadas norte e sul), €80 (Bancada Gold norte e sul) e €95 (bancada VIP).
Quem faz parte do clube de fãs da banda pode adquirir já o seu bilhete no site oficial.
A 1ª parte será dos Fiction Plane, banda liderada por Joe Sumner que é filho de... Sting.
Atenção que os bilhetes vão estar disponíveis em exclusivo nas agências do banco Barclays Portugal e os preços são os seguintes: €55 (relvado), €65 (relvado VIP), €70 (bancadas norte e sul), €80 (Bancada Gold norte e sul) e €95 (bancada VIP).
Quem faz parte do clube de fãs da banda pode adquirir já o seu bilhete no site oficial.
30 maio 2007
Anthony B em Oeiras
Mais uma grande noite para quem gosta de reggae. Vamos ter Anthony B, conhecido por electrizantes actuações ao vivo, e apontado como um dos responsáveis pela revitalização do reggae, a 14 de Junho no Jardim Municipal de Oeiras. A actuação está marcada para as 22h00 e é de entrada livre.
Jeff Buckley em Fotos
O NME recorda o 10º aniversário do desaparecimento de Jeff Buckley com a publicação de fotografias do cantor com voz de anjo, como se pode ler o no site do semanário britânico.Fotos de Jeff Buckley
The Blue Moods of Spain
Há música que se ouve só em determinados momentos. Isto todos nós sabemos.Um determinado momento pode ser este, por exemplo: noite de terça feira, o corpo todo dorido após uma tentativa de suicídio. Ok, a tentativa de suicídio é uma hipérbole para descrever o regresso aos jogos de futsal deste pobre escriba com 34 anos, peso a mais, e muita cerveja na circulação. Depois do exercício, e do banho reconfortante, repousa-se na cama e apatece ouvir um disco. Lá está! É este o momento. A banda sonora perfeita no momento exacto. É nestes momentos que compensa gostar, e comprar, tanta música.
O objecto de que falo é o primeiro disco dos Spain, editado em 1995 e que é um tratado de canções daquilo que se convencionou chamar de slowcore.
A voz de Josh Haden, filho do grande Charlie Haden - figura maior do jazz, as guitarras arrastadas, e as letras que nos embalam para um santo descanso.
The Blue Moods of Spain começa a sua beleza na capa a invocar o imaginário dos anos 20, e espalha-se por nove canções que de vez em quando pedem para ser ouvidas em momentos diferentes.
É disto que são feitos os discos especiais das nossas vidas.
29 maio 2007
Claude François, Os gatos, o Genérico e a ... Resposta de R.A.P.
Foi com grande alarido, e com um travo tão lusitano da mais pura inveja pelo sucesso alheio, que se destacou pela imprensa o facto do genérico do programa Gato Fedorento ter sido "roubado" a este videoclip de Claude François de 1964:
Pois bem, a resposta à notícia que o DN tanto destacou vem pela boca de Ricardo Araújo Pereira ao mesmo jornal. Em grande, claro:
Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?
Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.
Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?
Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.
Se tivesse só cem mil espectadores, davam conta do episódio?
Não percebo a pergunta. No DN de dia 23 assina uma notícia em que afirma: "Os humoristas assumem, desde o início, que a ideia não é deles." Agora, diz-me que alguém "deu conta do episódio". Se assumimos desde o início, de que "episódio" é "deram conta"? Só se for este: nós, não sabendo compor música, usámos uma que já existia (isenta de direitos de autor). Depois, explicámos o modo como o genérico foi concebido. Seis meses depois, inspirado por blogues, o DN faz manchete revelando ao País o que nós nunca escondemos. Só houve um pormenor que o DN se esqueceu de revelar: que a música em causa está isenta de direitos de autor.
Não deixa de ser curioso que seja no YouTube, onde o Gato tem os vídeos mais partilhados, que se tenha descoberto o original...
O facto de termos indicado o original a partir do qual fizemos o pastiche é capaz de ter facilitado a "descoberta". Curioso é que, no YouTube, se encontrem também várias versões do Three Blind Mice, como esta (http/youtube.com/watch?v= kPNC1WsVxdU) e o DN não tenha dado por isso. Talvez quando um blogue fizer esse trabalho.
Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?
Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.
O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?
Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe.|
Pois bem, a resposta à notícia que o DN tanto destacou vem pela boca de Ricardo Araújo Pereira ao mesmo jornal. Em grande, claro:
Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?
Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.
Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?
Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.
Se tivesse só cem mil espectadores, davam conta do episódio?
Não percebo a pergunta. No DN de dia 23 assina uma notícia em que afirma: "Os humoristas assumem, desde o início, que a ideia não é deles." Agora, diz-me que alguém "deu conta do episódio". Se assumimos desde o início, de que "episódio" é "deram conta"? Só se for este: nós, não sabendo compor música, usámos uma que já existia (isenta de direitos de autor). Depois, explicámos o modo como o genérico foi concebido. Seis meses depois, inspirado por blogues, o DN faz manchete revelando ao País o que nós nunca escondemos. Só houve um pormenor que o DN se esqueceu de revelar: que a música em causa está isenta de direitos de autor.
Não deixa de ser curioso que seja no YouTube, onde o Gato tem os vídeos mais partilhados, que se tenha descoberto o original...
O facto de termos indicado o original a partir do qual fizemos o pastiche é capaz de ter facilitado a "descoberta". Curioso é que, no YouTube, se encontrem também várias versões do Three Blind Mice, como esta (http/youtube.com/watch?v= kPNC1WsVxdU) e o DN não tenha dado por isso. Talvez quando um blogue fizer esse trabalho.
Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?
Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.
O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?
Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe.|
Quem Quer o Concerto dos The Who em Lisboa?
Aqui está uma bela ideia! Quem foi ao grande concerto dos The Who no Atlântico vai gostar de saber que existe um site, que até está associado ao site oficial da banda, que vende o registo do concerto em audio e dvd!Para encomendarem os cd's, ou/e, o dvd vão até The Music.com
Para relembrar a grande noite aqui fica o alinhamento segundo o site:
Lisbon Set List
I Can’t Explain
The Seeker
The Real Me
Fragments
Who Are You
Behind Blue Eyes
Excerpts from Wire & Glass:
Sound Round
Pick Up The Peace
Endless Wire
We Got A Hit
They Made My Dreams Come True
Mirror Door
Baba O’ Reily
Eminence Front
Pete Townsend Solo:
Drowned
Man In A Purple Dress
5:15
My Generation
Won’t Get Fooled Again
ENCORE:
Pinball Wizard
Amazing Journey/Sparks
See Me, Feel Me/Listening To You
T And Theater
28 maio 2007
Live Earth Com Escala em Lisboa
O mediático evento Live Earth, com palcos espalhados dos Estados Unidos da América até à China, passando pelo Brasil, Austrália, África do Sul, Inglaterra, Japão e Alemanha, também vai estar em Lisboa. Ainda não se sabe com que artistas, mas o espaço deverá ser o do Pavilhão Atlântico.
Terrakota - Oba Train
Os Terrakota estão de regresso com o seu 3º disco de originais. E que regresso, meus amigos!O álbum "Oba Train" vem mesmo a tempo de ser adoptado como banda sonora dos dias de verão que estão para chegar. Nesta altura não há ninguém que não pense nas suas férias, e comprar o novo disco dos Terrakota pode ser o primeiro, e importante, passo para o sucesso ao nível de companhia musical quer se vá para o campo, ou para a praia.
Isto porque o grupo volta a atirar-se para muitas áreas diferentes dos chamados géneros musicais, e consegue fazê-lo de forma magistral.
"Oba Train" é o feliz casamento do conceito musical multifacetado, com a mensagem das letras críticas, e de mensagens fortes, inteligentes, certeiras, e cantadas em várias línguas. Há aqui muito por onde pegar.
O melhor elogio que se pode fazer aos Terrakota é que conseguem transpôr para disco a alma, e o ambiente dos seus festivos concertos, e por isso assinam o melhor disco que até hoje gravaram.
Para isso muito contribui a excelente performance de Romi que está a cantar cada vez melhor, e neste disco já aparece em nível muito elevado. Ela sente-se à vontade tanto no andamento mais hip hop, em que contam com a colaboração Ikonoklasta,e de Conductor, do Conjunto Ngonguenha, como nos ritmos africanos, sul americanos, ou jamaicanos. É um autêntico tratado de globalizão em forma de disco, e com grandes canções capazes de nos acompanharem meses a fio.
Interessante é também o facto do disco estrear uma nova editora ( Gumalaka ) que é o resultado da junção de esforços entre Matarroa e Rádio Fazuma, e que foi gravado no estúdios dos Blasted Mechanism. Tudo boa gente, portanto.
Além de ser um excelente disco, há que dizer que uma edição que conta com a colaboração do grande U-Roy já merece tudo de bom, e a verdade é que a lenda jamaicana participa no disco. Os Terrakota aproveitaram a sua passagem por cá para o convidarem. E fizeram muito bem porque valorizaram ainda mais um disco que merece ser reconhecido por toda a gente.
27 maio 2007
Doc Martens no Céu Com Estrelas do Rock
A famosa marca Doc Martens está a criar polémica com uma original campanha publicitária em que calça famosas estrelas do rock já falecidas. Vejam o resultado:
Joe Strummer, Sid Vicious, Joey Ramone, Kurt Cobain
Joe Strummer, Sid Vicious, Joey Ramone, Kurt Cobain
A Simpatia da Dave Matthews Band
Dave Matthews e Stefan Lessard além de terem assinado um grande concerto, fizeram o favor de aceitar autografar capas de cd's.
26 maio 2007
Dave Matthews Band @ Atlântico: O Concerto
Há uns 10 anos atrás perguntava eu a outros apreciadores, e conhecedores, das performances ao vivo da Dave Matthews Band, porque é que ninguém os trazia cá. Estávamos a meio da década de 90, altura em que pegou definitivamente o conceito de concertos, e festivais, por cá. Estavamos a receber gente ilustre como Tricky, Björk, Portishead, Blur, e muitas dezenas mais de nomes bem interessantes. A resposta para a ausência da DMB por cá era geral; não havia fãs em número suficiente para esgotar um grande espaço, era aposta arriscada, e o facto de tocarem muito pouco fora dos Estados Unidos da América não ajudava.Serve esta introdução para dizer que foi a pensar nestas explicações que assisti à recepção fabulosa que Dave Matthews, e seus pares foram recebidos.
As luzes apagaram, o excelente disco de Bob Marley que tinha estado a tocar até ali deu lugar ao ruído do povo. Os músicos subiram a um palco muito simples, sem paredes, e só com uns jogos de luzes por cima, e sem tocarem uma nota, sem dizer uma palavra, ficaram ali surpreendidos, e compreensivos a olhar para uma multidão que enchia toda a sala do Pavilhão Atlântico com destaque para a plateia que estava repleta de uma ponta a outra. Dave olhava compreensivamente para os seus fãs portugueses, e terá pensado que bem podiam ter vindo mais cedo. Afinal tinhamos fãs que chegassem, porque nem a banda mudou assim tanto, basta dizer que as mais de 3 horas de concertos contemplam muitos dos seus temas mais antigos, nem a malta começou a ouvir compulsivamente DMB nos últimos anos, mesmo porque os discos mais recentes nem são grande coisa.
Estava dado o mote, e a partir daquela louca entrada só tinhamos duas hipóteses; ou a banda entrava em piloto automático e fazia passar o tempo de um concerto qu
e já estava ganho à partida, ou se entregava de corpo e alma a uma actuação inesquecível que fizesse justificar toda aquela devoção vinda da plateia.Felizmente, foi a segunda hipótese que aconteceu esta noite.
A vida da Dave Matthews Band pertence ao palco. Eles vivem ali, são extraordinários ao vivo, e justificam completamente a aura de mito que lhes é colada por causa de discos como "Live at Red Rocks".
Excelentes músicos, uma harmonia fantástica entre todos, uma atitude de rock lambido pelo espírito do jazz, e uma combinação de temas clássicos, com outros mais recentes, e até Dave a solo à boca do palco.
São mais de 3 horas seguidas a dar música a uma audiência totalmente rendida a cada nota, a cada palavra, a cada tema.
As canções sucedem-se ao sabor da disposição da banda, não vislumbrei nenhum alinhamento fixo no chão, ou perto dos músicos, fiquei convencido que os temas iam sendo escolhidos em tempo real. Basta comparar os alinhamentos de Lisboa, e Dublin, para perceber que a DMB não segue uma setlist fixa na digressão.
A simpatia, e humildade de Dave, o empenho de Stefan Lessard - baixista (aqui abro um espaço para dizer que ambos fizeram o favor de assinar algumas capas de cds meus antes do concerto) o carisma do baterista Carter Beauford, sem camisola do SLB, a imponência dos sopros, e o carisma de Boyd Tinsley no seu violino, tudo ali à nossa frente, finalmente, para contemplar em mais de 3 horas de um concerto inesquecível!
O alinhamento está publicado mais abaixo. É claro que cada um sente falta de uma outra música, pela minha parte saí do Atlântico a pensar que podia ter ouvido Typical Situation.
Dave Matthews Band @ Atlântico: Videos
Vídeo de telemóvel gravado na galeria 1 do pavilhão atlântico. Momento em que Dave Matthews afirma que aquele público era o melhor que alguma vez tinha visto! Depois canta Jimi Thing , o segundo tema do primeiro encore:
Vídeo de telemóvel gravado na galeria 1 do pavilhão atlântico. Momento em que a Dave Matthews Band começa a tocar Stay (wasting time), 3º tema do 1º encore:
Vídeo de telemóvel gravado na galeria 1 do pavilhão atlântico. Momento em que a Dave Matthews Band começa a tocar Stay (wasting time), 3º tema do 1º encore:
Dave Matthews Band no Atlântico: O Alinhamento
Everyday *
Dream Girl *
Crash Into Me *
Hunger For The Great Light *
Louisiana Bayou *
When The World Ends *
Grey Street *
The Idea Of You *
So Much To Say *
Anyone Seen The Bridge *
Too Much *
Sister +
Lie In Our Graves *
#41 *~
American Baby Intro *~
Two Step *
Ants Marching *
__________________
Gravedigger +
Jimi Thing *
Stay (Wasting Time) *
__________________
Don’t Drink the Water *
Pantala Naga Pampa *
Rapunzel *
Show Notes:
* Rashawn Ross
+ Dave Solo
~ Tom Morello
25 maio 2007
Carter Beauford
Será que o baterista da Dave Matthews Band hoje vai voltar a vestir a camisola que andou a usar na digressão do ano passado?
Era bem:
Era bem:
Setlist do Último Concerto de DMB antes de Lisboa
Anteontem no The Point, em Dublin na República da Irlanda, foi assim:
Show Notes:
* Rashawn Ross
+ Dave Solo
(Still Water) 
Don’t Drink the Water *
Satellite *
Hunger For The Great Light *
When The World Ends *
Grey Street *
Louisiana Bayou *
Sister +
Dream Girl *
What Would You Say *
Dancing Nancies *
The Idea Of You *
So Much To Say *
Anyone Seen The Bridge *
Too Much *
Jimi Thing *
Stay (Wasting Time) *
__________________
Gravedigger +
Everyday *
Ants Marching *
Show Notes:
* Rashawn Ross
+ Dave Solo
24 maio 2007
Recordar Dave Matthews em Birmingham
Há um ano publiquei aqui o relato de um fã que foi ver Dave Matthews em Inglaterra. Sem a sua banda, em formato intimista. Recordem aqui o texto: A Very Special Acoustic Night With Dave Matthews - Birmingham Academy 13/05/06
Só Falta 1 Dia Para DAVE MATTHEWS BAND
Para muitos só de ouvir falar em Dave Matthews Band é motivo suficiente para uma expressão de desprezo. Pobres coitados que não sabem que esta é uma das melhores bandas rock a tocar ao vivo de há anos para cá.
Concordo que há algum "lixo" editado pelos americanos, uma tendência que se vem a notar nos anos mais recentes nos discos de originais, mas basta recorda que o "Live at Red Rocks" é um dos meus discos preferidos de sempre na categoria de "Ao Vivo" para justificar a grande expectativa que por aqui se sente em relação ao primeiro concerto da banda em Portugal.
É já amanhã que , finalmente, vamos poder disfrutar de horas seguidas de grande música tocada por músicos de eleição, que vivem para dar concertos.
Um dos temas que não vai faltar no Atlântico é Ants Marching, aqui fica o aperitivo:
Concordo que há algum "lixo" editado pelos americanos, uma tendência que se vem a notar nos anos mais recentes nos discos de originais, mas basta recorda que o "Live at Red Rocks" é um dos meus discos preferidos de sempre na categoria de "Ao Vivo" para justificar a grande expectativa que por aqui se sente em relação ao primeiro concerto da banda em Portugal.
É já amanhã que , finalmente, vamos poder disfrutar de horas seguidas de grande música tocada por músicos de eleição, que vivem para dar concertos.
Um dos temas que não vai faltar no Atlântico é Ants Marching, aqui fica o aperitivo:
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