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12 junho 2007
11 junho 2007
Alive Dia 3 - Rescaldo Palco Principal
No último dia do Alive o palco principal foi invadido pelo hip hop, e um parente distante do reggae, mas os seguidores dos géneros não apareceram em grande número. Foi pena, porque só a presença dos Beastie Boys justificava maior adesão.
Por volta das 23 horas acontece o momento mais esperado do Festival, o mítico DJ Mix Master Mike deu o mote sacando dos pratos de vinil os beats certos até lançar Body Movin` que marcou a entrada em grande estilo de MCA, Mike D, e Adrock. Foi a estreia dos Beastie Boys em Portugal, e com fatiotas a condizer. Os três de fato, gravata e óculos escuros atacaram de rajada «Root Down», «Triple Trouble» e «Sure Shot» em alta voltagem. Tudo se encaminhava para um concerto arrebatador, e inesquecível.
Mas os rapazes optaram por cortar o ritmo passando a apresentar os temas instrumentais do seu novo disco, o que até se percebia se não houvesse um concerto instrumental marcado para o dia seguinte , e se esta não fosse a estreia absoluta deles perante um público que esperou duas décadas para os ver. Mereciamos um concerto 100 por cento old school, e deixava-se os instrumentais para amanhã. Não foi essa a decisão da banda e então ficámos com uma actuação de altos e baixos. Claro que quando se dedicaram a temas como «Super disco breakin» , «The maestro»,«Skills to pay the bills», «Pass the mic», «Something`s gotta give» e até o básico «Brass monkey», ou «No sleep till` Brooklyn» a plateia reagia com justificada euforia, e as expectativas eram amplamente correspondidas.
A saída foi apoteótica com «Intergalactic», e o soberbo «Sabotage» a dar um final no auge como era desejo da banda. Foi um bom concerto que podia ter sido fabuloso.
Entre os fãs de Beastie Boys andaram os elementos dos Da Weasel que deram mais um sólido concerto antes dos nova iorquinos. A banda de Pacman está muito bem oleada ao vivo, atingiu o raro estatudo de consenso entre crítica e público, e passeia os seus êxitos pelos maiores palcos do país sem o menor problema. Em registo best of, com algumas passagens pelo novo disco, lá vão deixando as mensagens importantes como o uso do preservativo, chamam a atenção para o problema do racismo, animam as ninas com temas já clássicos, e são um valor seguro onde quer que actuem. Há dois destaques nesta passagem por Oeiras, a importante dedicatória a Marta Ferreira, manager dos Xutos & Pontapés falecida recentemente, e a chamada ao palco de um «gajo grande», segundo Pacman, Matisyahu. De resto foi irónico ver muitos dos jovens fãs virarem costas ao recinto após a actuação da banda de almada, não tendo interesse em ver uma banda que influenciou fortemente os seus ídolos.
Matisyahu foi a excepção ao hip hop neste útimo dia. Veio de propósito a Portugal só para actuar neste Festival e arrastou alguns simpatizantes do reggae branco tão em voga entre as gerações mais novas. Não se pode dizer que tenham sido momentos entusiasmantes mesmo para quem gosta de reggae, o israelita tem uma poderosa secção ritmica, e consegue fazer êxitos como «King Without a Crown» de onde descendem os outros temas. Enquanto a sua selecção empatava no Europeu sub 21, o rapper(?) agradava à sua plateia, e isso é que interessa.
Com muito mais intensidade foi a abertura do dia com Sam The Kid a assinar um bom concerto que envolveu tudo e todos. Em palco uma equipa de respeito, onde além dos habituais companheiros se destacavam dois Cool Hipnoise, João Gomes nas teclas e Francisco Rebelo no baixo. Em grande estilo a rimar, com um diálogo muito própria com o público, Sam teve passagem triunfadora pelo Alive. Chegou a levar para o palco uma fã com quem cantou «19/12/95», e andou cá em baixo bem junto ao povo que de vez em quando partilhava o micro. Aposta ganha.
in Disco Digital
Por volta das 23 horas acontece o momento mais esperado do Festival, o mítico DJ Mix Master Mike deu o mote sacando dos pratos de vinil os beats certos até lançar Body Movin` que marcou a entrada em grande estilo de MCA, Mike D, e Adrock. Foi a estreia dos Beastie Boys em Portugal, e com fatiotas a condizer. Os três de fato, gravata e óculos escuros atacaram de rajada «Root Down», «Triple Trouble» e «Sure Shot» em alta voltagem. Tudo se encaminhava para um concerto arrebatador, e inesquecível.
Mas os rapazes optaram por cortar o ritmo passando a apresentar os temas instrumentais do seu novo disco, o que até se percebia se não houvesse um concerto instrumental marcado para o dia seguinte , e se esta não fosse a estreia absoluta deles perante um público que esperou duas décadas para os ver. Mereciamos um concerto 100 por cento old school, e deixava-se os instrumentais para amanhã. Não foi essa a decisão da banda e então ficámos com uma actuação de altos e baixos. Claro que quando se dedicaram a temas como «Super disco breakin» , «The maestro»,«Skills to pay the bills», «Pass the mic», «Something`s gotta give» e até o básico «Brass monkey», ou «No sleep till` Brooklyn» a plateia reagia com justificada euforia, e as expectativas eram amplamente correspondidas.
A saída foi apoteótica com «Intergalactic», e o soberbo «Sabotage» a dar um final no auge como era desejo da banda. Foi um bom concerto que podia ter sido fabuloso.
Entre os fãs de Beastie Boys andaram os elementos dos Da Weasel que deram mais um sólido concerto antes dos nova iorquinos. A banda de Pacman está muito bem oleada ao vivo, atingiu o raro estatudo de consenso entre crítica e público, e passeia os seus êxitos pelos maiores palcos do país sem o menor problema. Em registo best of, com algumas passagens pelo novo disco, lá vão deixando as mensagens importantes como o uso do preservativo, chamam a atenção para o problema do racismo, animam as ninas com temas já clássicos, e são um valor seguro onde quer que actuem. Há dois destaques nesta passagem por Oeiras, a importante dedicatória a Marta Ferreira, manager dos Xutos & Pontapés falecida recentemente, e a chamada ao palco de um «gajo grande», segundo Pacman, Matisyahu. De resto foi irónico ver muitos dos jovens fãs virarem costas ao recinto após a actuação da banda de almada, não tendo interesse em ver uma banda que influenciou fortemente os seus ídolos.
Matisyahu foi a excepção ao hip hop neste útimo dia. Veio de propósito a Portugal só para actuar neste Festival e arrastou alguns simpatizantes do reggae branco tão em voga entre as gerações mais novas. Não se pode dizer que tenham sido momentos entusiasmantes mesmo para quem gosta de reggae, o israelita tem uma poderosa secção ritmica, e consegue fazer êxitos como «King Without a Crown» de onde descendem os outros temas. Enquanto a sua selecção empatava no Europeu sub 21, o rapper(?) agradava à sua plateia, e isso é que interessa.
Com muito mais intensidade foi a abertura do dia com Sam The Kid a assinar um bom concerto que envolveu tudo e todos. Em palco uma equipa de respeito, onde além dos habituais companheiros se destacavam dois Cool Hipnoise, João Gomes nas teclas e Francisco Rebelo no baixo. Em grande estilo a rimar, com um diálogo muito própria com o público, Sam teve passagem triunfadora pelo Alive. Chegou a levar para o palco uma fã com quem cantou «19/12/95», e andou cá em baixo bem junto ao povo que de vez em quando partilhava o micro. Aposta ganha.
in Disco Digital
Alive Dia 3 - Rescaldo Palco Secundário
Grandes concertos no palco Sagres Mini no último dia do Alive! 07. A maioria dados por artistas lusos - excepção feita ao incrível espectáculo dos suecos The (International) Noise Conspiracy. O final do evento, com os Buraka Som Sistema, não podia ter sido mais frenético.
O calor apertava quando a Tora Tora Big Band inaugurou as hostes no último dia do Alive! 07, isto no palco secundário. O espectáculo incidiu num saboroso cocktail que respira elementos de diversas proveniências, sempre com o reggae como alicerce maior. Convenceram, mas o calor da hora - 17h - atraiu mais os festivaleiros já por esta hora presentes no recinto para as barraquinhas das cervejas. Nigga Poison de seguida, a tocar na mesma hora de Sam the Kid no palco principal. Com dois nomes fortes do hip-hop luso a actuar ao mesmo tempo, o público acabou por centrar-se mais junto ao Palco Optimus, não tendo sido isso entrave, no entanto, para uma sólida actuação dos Nigga Poison. Depois, o rock aterrou no palco Sagres Mini. Em diferentes vertentes: primeiro, os lisboetas The Vicious Five voltaram a agitar as massas mais alternativas, um pouco à imagem do recente concerto dado no Creamfields. Apresentaram alguns temas novos, mas a energia foi a de sempre - contagiante. Bom mais.
Coube aos Wraygunn protagonizar a primeira real enchente do dia no palco secundário, tendo sido largas as centenas de pessoas que preferiram o blues-rock de Paulo Furtado e companhia ao espectáculo dos Da Weasel que decorria a largas centenas de metros de distância, no palco principal. «Shangri-La», o novo trabalho dos Wraygunn, começa a ser totalmente assimilado pelo público, e concertos como o da noite passada só comprovam a singularidade deste colectivo. Sempre recomendáveis.
Os The (Internacional) Noise Conspiracy foram o correspondente internacional à energia dos lusos The Vicious Five. Deram, provavelmente, o mais inglório grande concerto da noite - tocar à mesma hora da estreia em palcos lusos dos Beastie Boys não era tarefa fácil de suportar. Todavia, parece existir em Portugal uma interessante base de fãs destes suecos, que deram um concerto simplesmente notável em todos os sentidos: tecnicamente intocável, cinco estrelas em termos de entrega, felicíssimo na escolha de repertório, que visou, inclusive, algumas novidades. Muita pose rock'n'roll com, felizmente, conteúdo para sustentar tamanha pinta. Foram enormes.
Depois dos Beastie Boys, a romaria voltou-se para o palco secundário para um final de festa demoníaco, responsabilidade dos cada vez mais em alta Buraka Som Sistema. Descrever por palavras um espectáculo desta gente é tarefa, no mínimo, arrojada: estamos na presença de um show - mais que um concerto - francamente hercúleo, que ousou colocar milhares de pessoas, a poucas horas de um dia de trabalho ou aulas, a dançar como se nada mais importasse para além do momento presente. Os Buraka Som Sistema são a actualidade no seu melhor, o aqui e agora. Fazem todo o sentido agora, e isso chega. Podem vir a ser ainda maiores, mas a fasquia já está elevadíssima. Alive! 07, terceiro dia, palco Sagres Mini - ou como os secundários foram, mais do que nunca, principais.
in Disco Digital por Pedro Figeiredo
O calor apertava quando a Tora Tora Big Band inaugurou as hostes no último dia do Alive! 07, isto no palco secundário. O espectáculo incidiu num saboroso cocktail que respira elementos de diversas proveniências, sempre com o reggae como alicerce maior. Convenceram, mas o calor da hora - 17h - atraiu mais os festivaleiros já por esta hora presentes no recinto para as barraquinhas das cervejas. Nigga Poison de seguida, a tocar na mesma hora de Sam the Kid no palco principal. Com dois nomes fortes do hip-hop luso a actuar ao mesmo tempo, o público acabou por centrar-se mais junto ao Palco Optimus, não tendo sido isso entrave, no entanto, para uma sólida actuação dos Nigga Poison. Depois, o rock aterrou no palco Sagres Mini. Em diferentes vertentes: primeiro, os lisboetas The Vicious Five voltaram a agitar as massas mais alternativas, um pouco à imagem do recente concerto dado no Creamfields. Apresentaram alguns temas novos, mas a energia foi a de sempre - contagiante. Bom mais.
Coube aos Wraygunn protagonizar a primeira real enchente do dia no palco secundário, tendo sido largas as centenas de pessoas que preferiram o blues-rock de Paulo Furtado e companhia ao espectáculo dos Da Weasel que decorria a largas centenas de metros de distância, no palco principal. «Shangri-La», o novo trabalho dos Wraygunn, começa a ser totalmente assimilado pelo público, e concertos como o da noite passada só comprovam a singularidade deste colectivo. Sempre recomendáveis.
Os The (Internacional) Noise Conspiracy foram o correspondente internacional à energia dos lusos The Vicious Five. Deram, provavelmente, o mais inglório grande concerto da noite - tocar à mesma hora da estreia em palcos lusos dos Beastie Boys não era tarefa fácil de suportar. Todavia, parece existir em Portugal uma interessante base de fãs destes suecos, que deram um concerto simplesmente notável em todos os sentidos: tecnicamente intocável, cinco estrelas em termos de entrega, felicíssimo na escolha de repertório, que visou, inclusive, algumas novidades. Muita pose rock'n'roll com, felizmente, conteúdo para sustentar tamanha pinta. Foram enormes.
Depois dos Beastie Boys, a romaria voltou-se para o palco secundário para um final de festa demoníaco, responsabilidade dos cada vez mais em alta Buraka Som Sistema. Descrever por palavras um espectáculo desta gente é tarefa, no mínimo, arrojada: estamos na presença de um show - mais que um concerto - francamente hercúleo, que ousou colocar milhares de pessoas, a poucas horas de um dia de trabalho ou aulas, a dançar como se nada mais importasse para além do momento presente. Os Buraka Som Sistema são a actualidade no seu melhor, o aqui e agora. Fazem todo o sentido agora, e isso chega. Podem vir a ser ainda maiores, mas a fasquia já está elevadíssima. Alive! 07, terceiro dia, palco Sagres Mini - ou como os secundários foram, mais do que nunca, principais.
in Disco Digital por Pedro Figeiredo
Beastie Boys - Parte 2, Logo na Aula Magna

Hoje prevê-se a apresentação do novo disco dos Beastie Boys, The Mix Up, totalmente instrumental onde a banda ganha uma dimensão de músicos virados para o funk mas em andamento mais calmo. Isto a ter fé no que aconteceu ontem no palco principal quando os rapazes trocaram os micros por intrumentos, coisa que podiam ter guardado só para hoje, convenhamos.
10 junho 2007
Alive 2008 Confirmado
Está confirmada a 2º edição do Festival Alive em 2008 no mesmo local.
Álvaro Covões , da promotora Everything is New, e Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, acabam de anunciar as datas para o evento no próximo ano:
10, 11, e 12 de Julho Alive!08
Álvaro Covões , da promotora Everything is New, e Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, acabam de anunciar as datas para o evento no próximo ano:
10, 11, e 12 de Julho Alive!08
Alive Dia 3 - Transmissões SIC Radical
Beastie Boys (23h00)- 2 temas
Da Weasel (21h15)- 7 temas
Matisyahu (19h35)- em negociação
Sam The Kid (18h30)- Completo
Da Weasel (21h15)- 7 temas
Matisyahu (19h35)- em negociação
Sam The Kid (18h30)- Completo
Alive Dia 3 - Horários
Palco Optimus
Beastie Boys (23h00)
Da Weasel (21h15)
Matisyahu (19h35)
Sam The Kid (18h30)
Palco Mini Sagres
Buraka Som Sistema (00h30)
The (International) Noise Conspiracy (22h50)
WrayGunn (21h30)
Vicious Five (20h10)
Nigga Poison (19h00)
Tora Tora Big Band (18h00)
Beastie Boys (23h00)
Da Weasel (21h15)
Matisyahu (19h35)
Sam The Kid (18h30)
Palco Mini Sagres
Buraka Som Sistema (00h30)
The (International) Noise Conspiracy (22h50)
WrayGunn (21h30)
Vicious Five (20h10)
Nigga Poison (19h00)
Tora Tora Big Band (18h00)
Alive Dia 3 - Beastie Boys: FINALMENTE!! É HOJE, É HOJE!!
Chegou o dia. A banda mais esperada de todo o festival actua hoje. Senhoras e senhores, BEASTIE BOYS!!!
Alive Dia 3 - Rescaldo Palco Principal
Música e chuva, ligação directa na relação dos Smashing Pumpkins com Portugal. Grande concerto a fechar o segundo dia. Antes, no Palco Optimus, The White Stripes em estreia de global apreço e Balla em boa forma, todavia algo desajustados ao espaço em questão.
«A Grande Mentira» é o melhor disco de Balla, e ao vivo as canções saem bem. Coesas, interligadas. Armando Teixeira apresenta-se em palco acompanhado da formação clássica do rock (guitarra, baixo, bateria), para além de um coro inteiramente feminino. O concerto foi competente e profissional, como esperado. As centenas de pessoas que, ainda de tarde, se acomodaram na frente da plateia reagiram bem ao espectáculo, mas ficou no ar, contudo, a sensação de que o palco Optimus foi grande demais para um projecto do cariz dos Balla. Em analogia futebolística, deu-se o chamado síndrome de jogador de créditos firmados em clubes de meio da tabela que, em disputa por lugares europeus, acaba por - sem comprometer a manutenção assegurada há muito - não conseguir elevar de forma plena a fasquia. Interessante, mas ainda não é este o ano da Liga dos Campeões para Armando Teixeira e companhia.
A estreia dos The White Stripes em Portugal era, indiscutivelmente, um dos grandes destaques da noite de ontem do Alive!. De todo o festival, por arrasto. O concerto dos manos White foi nitidamente para fãs e com um alinhamento que teve em conta ser esta a estreia da banda em Portugal. Com efeito, ouviram-se temas de todos os registos da banda, tendo sido abrangidos temas mais antigos como «Jolene» mas também, em primeira-mão, algumas novidades a incluir em «Icky Thump», a novidade que verá a luz do dia nas próximas semanas. Uma das coisas mais louváveis num espectáculo dos The White Stripes é a forma como dois músicos somente conseguem preencher tanto um palco, não só em riqueza técnica e musicalmente dirigida mas também, ponto-chave, em toda uma presença declaradamente forte e vincada. Meg, discreta na bateria, foi perfeito complemento para o pequeno-grande génio Jack, demoníaco nas guitarras e teclas, catalizador de audiências por natureza. Para o final ficou «Seven Nation Army», a prova viva de que ainda é possível, em pleno séc.XXI, fazer riffs tão memoráveis quanto frescos e intemporais. Excelente concerto.
A nova vida dos Smashing Pumpkins não podia deixar de passar por Portugal, desde sempre um país que teve para com Billy Corgan e respectivos comparsas uma enorme admiração e carinho. Aos primeiros segundos de «Today», história: muito de surpresa, a chuva fez-se notar e as memórias - para quem se lembra - de um histórico concerto, há mais de dez anos, em Cascais (à chuva também) foram inevitáveis. Ontem, no Alive!, fez-se também história com os Smashing Pumpkins. Um pouco em menor escala, evidentemente, mas ainda assim a um nível que poucos, nas suas mais optimistas previsões, arriscariam antever. Uma vez mais, um concerto para fãs - os de sempre e de todos os momentos, que acolhem um tema como «Silverfuck» como um golo da sua equipa (perdoe-se novo traço com o mundo do futebol) ou que vêem em «United States» ou «Starz» (temas do futuro «Zeitgeist») motivos para ainda nos deixarmos encantar pelos Smashing Pumpkins em 2007. Residiu aí, efectivamente, a maior virtude da epifania da noite de ontem - o saber que, lado a lado com os clássicos da adolescência de todos, há ainda um nervo muito presente e actual, que torna os Smashing Pumpkins perfeitamente válidos no panorama actual do pop-rock norte-americano. E Billy Corgan continua tão ou mais carismático como sempre. Apetece trespassar para palavras aquilo que a jovem na primeira fila constantemente filmada a chorar pensaria ao ver um sonho de vida realizado - «Fazes-me falta». Perdoai Inês Pedrosa o empréstimo, mas a verdade é que os Smashing Pumpkins provaram ontem que fizeram mesmo falta. O apreço final de Corgan por mais uma boa noite em solo luso também não deixa margem para manobras: eles também sentiram falta disto. «Zeitgeist», que é como quem diz: bem-vindos de volta.
In Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
«A Grande Mentira» é o melhor disco de Balla, e ao vivo as canções saem bem. Coesas, interligadas. Armando Teixeira apresenta-se em palco acompanhado da formação clássica do rock (guitarra, baixo, bateria), para além de um coro inteiramente feminino. O concerto foi competente e profissional, como esperado. As centenas de pessoas que, ainda de tarde, se acomodaram na frente da plateia reagiram bem ao espectáculo, mas ficou no ar, contudo, a sensação de que o palco Optimus foi grande demais para um projecto do cariz dos Balla. Em analogia futebolística, deu-se o chamado síndrome de jogador de créditos firmados em clubes de meio da tabela que, em disputa por lugares europeus, acaba por - sem comprometer a manutenção assegurada há muito - não conseguir elevar de forma plena a fasquia. Interessante, mas ainda não é este o ano da Liga dos Campeões para Armando Teixeira e companhia.
A estreia dos The White Stripes em Portugal era, indiscutivelmente, um dos grandes destaques da noite de ontem do Alive!. De todo o festival, por arrasto. O concerto dos manos White foi nitidamente para fãs e com um alinhamento que teve em conta ser esta a estreia da banda em Portugal. Com efeito, ouviram-se temas de todos os registos da banda, tendo sido abrangidos temas mais antigos como «Jolene» mas também, em primeira-mão, algumas novidades a incluir em «Icky Thump», a novidade que verá a luz do dia nas próximas semanas. Uma das coisas mais louváveis num espectáculo dos The White Stripes é a forma como dois músicos somente conseguem preencher tanto um palco, não só em riqueza técnica e musicalmente dirigida mas também, ponto-chave, em toda uma presença declaradamente forte e vincada. Meg, discreta na bateria, foi perfeito complemento para o pequeno-grande génio Jack, demoníaco nas guitarras e teclas, catalizador de audiências por natureza. Para o final ficou «Seven Nation Army», a prova viva de que ainda é possível, em pleno séc.XXI, fazer riffs tão memoráveis quanto frescos e intemporais. Excelente concerto.
A nova vida dos Smashing Pumpkins não podia deixar de passar por Portugal, desde sempre um país que teve para com Billy Corgan e respectivos comparsas uma enorme admiração e carinho. Aos primeiros segundos de «Today», história: muito de surpresa, a chuva fez-se notar e as memórias - para quem se lembra - de um histórico concerto, há mais de dez anos, em Cascais (à chuva também) foram inevitáveis. Ontem, no Alive!, fez-se também história com os Smashing Pumpkins. Um pouco em menor escala, evidentemente, mas ainda assim a um nível que poucos, nas suas mais optimistas previsões, arriscariam antever. Uma vez mais, um concerto para fãs - os de sempre e de todos os momentos, que acolhem um tema como «Silverfuck» como um golo da sua equipa (perdoe-se novo traço com o mundo do futebol) ou que vêem em «United States» ou «Starz» (temas do futuro «Zeitgeist») motivos para ainda nos deixarmos encantar pelos Smashing Pumpkins em 2007. Residiu aí, efectivamente, a maior virtude da epifania da noite de ontem - o saber que, lado a lado com os clássicos da adolescência de todos, há ainda um nervo muito presente e actual, que torna os Smashing Pumpkins perfeitamente válidos no panorama actual do pop-rock norte-americano. E Billy Corgan continua tão ou mais carismático como sempre. Apetece trespassar para palavras aquilo que a jovem na primeira fila constantemente filmada a chorar pensaria ao ver um sonho de vida realizado - «Fazes-me falta». Perdoai Inês Pedrosa o empréstimo, mas a verdade é que os Smashing Pumpkins provaram ontem que fizeram mesmo falta. O apreço final de Corgan por mais uma boa noite em solo luso também não deixa margem para manobras: eles também sentiram falta disto. «Zeitgeist», que é como quem diz: bem-vindos de volta.
In Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
alive dia 2 - Rescaldo Palco Secundário
Inesquecível será o melhor adjectivo para descrever o concerto dos The Go! Team no palco secundário, à mesma hora dos Smashing Pumpkins no palco Optimus.
Neste segundo dia o arranque do palco secundário foi feito a todo o gás, bem ao contrário do que tinha acontecido 24 horas antes. Os Dapunksportif, banda de Peniche, abriram cheios de garra o programa das festas por volta das 18h. Já com muito público dentro da tenda, o vocalista Paulo Franco dava o mote para que o povo seguisse o rock bem mexido das canções que fazem parte do disco «Ready! Set! Go!», editado há um ano. Convenceram, e aproveitaram muito bem a sua passagem pelo Alive! 07.
Passagem inaugural pelo palco principal no intuito de ver o rock de ascendência shoegaze dos espanhóis Triangulo de Amor Bizarro. Se o nome da banda foi retirado da lendária canção dos New Order, a verdade é que ouvindo os temas do colectivo, o imaginário deve muito mais aos My Bloody Valentine ou aos Jesus & Mary Chain do que ao projecto (aparentemente agora defunto) de Peter Hook e companhia. A sonoridade - e, como prolongamento, o concerto - não é para todos: quem gosta do estilo consegue descortinar algumas boas variantes do mesmo nos Triangulo, quem nunca gostou também não ficou certamente extasiado com esta actuação. Só para incondicionais.
Primeiro óptimo concerto no palco Sagres Mini pouco depois, com os Plastica a mostrar que a evolução tem-se feito não só em disco mas também em palco. Centraram atenções na novidade «Kaleidoscope», dando um toque apenas no final ao anterior «Red Light Underground», com o single de então «Bugs and Astronauts». Pelo meio, destaque à participação especial de Luís Simões, dos Blasted Mechanism, que brilhou numa bem esgalhada versão de «Bittersweet Symphony», dos The Verve. Rock facção indie, escola britânica, paragem em território luso para quem melhor o pratica. Óptimo.
Entre as 20h e as 21h uma dúvida assaltou a mente de muitos festivaleiros: será que as bandas não estariam de palcos trocados? Isto porque enquanto os Balla se arrastavam no palco principal, os Capitão Fantasma saíam do baú para incendiar a tenda ao fundo do recinto. Com disco novo - «Viva Cadáver» - acabado de editar, a banda volta a mostrar a força do seu rock psychobilly, e não só arrasta velhos fãs como agrada aos que não chegaram a viver os bons tempos de concertos em que se ouvia o «Rock das Caveiras». O vocalista Jorge Bruto continua, no mínimo, imparável em palco.
Às 21h20 deviam actuar os The Dead 60's, mas por problemas com voos a organização acabou por convocar à última da hora os D3O de Coimbra. E não se pode dizer que tenha sido uma passagem feliz por Oeiras. Infelizmente, os D3O foram os mais prejudicados até agora pelo efeito palco principal. O rock do trio até estava a ser bem acolhido, só que aos primeiros acordes dos White Stripes o povo debandou ao ponto da tenda ter ficado apenas com umas poucas de dezenas de pessoas. Nada que tenha atrapalhado o ex-Tédio Boy Toni Fortuna, que apresentou as músicas com a força do costume. No final, ainda incentivaram o pessoal a correr para o palco maior.
O grande concerto do dia no palco Sagres Mini estava reservado para as 23h, altura em que os The Go! Team arrancam para uma actuação inesquecível. Seis músicos em palco incapazes de permanecerem muito tempo seguido nos seus instrumentos, duas baterias, e uma vocalista espectacular que faz jus ao nome de Ninja. Com um ritmo alucinante desafiam a plateia com canções que tão depressa sorriem à pop refrescante, como a seguir visitam os primeiros anos do hip hop. Estranho, mas totalmente eficaz. Esta malta de Brighton, Inglaterra, já tinha dado nas vistas com o disco de 2004 «Thunder Lightning, Strike», mas ao vivo ultrapassa todas as expectativas. Urge trazê-los de volta mesmo porque as músicas apresentadas do disco que vão editar em Setembro convenceram tudo e todos.
in Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
Neste segundo dia o arranque do palco secundário foi feito a todo o gás, bem ao contrário do que tinha acontecido 24 horas antes. Os Dapunksportif, banda de Peniche, abriram cheios de garra o programa das festas por volta das 18h. Já com muito público dentro da tenda, o vocalista Paulo Franco dava o mote para que o povo seguisse o rock bem mexido das canções que fazem parte do disco «Ready! Set! Go!», editado há um ano. Convenceram, e aproveitaram muito bem a sua passagem pelo Alive! 07.
Passagem inaugural pelo palco principal no intuito de ver o rock de ascendência shoegaze dos espanhóis Triangulo de Amor Bizarro. Se o nome da banda foi retirado da lendária canção dos New Order, a verdade é que ouvindo os temas do colectivo, o imaginário deve muito mais aos My Bloody Valentine ou aos Jesus & Mary Chain do que ao projecto (aparentemente agora defunto) de Peter Hook e companhia. A sonoridade - e, como prolongamento, o concerto - não é para todos: quem gosta do estilo consegue descortinar algumas boas variantes do mesmo nos Triangulo, quem nunca gostou também não ficou certamente extasiado com esta actuação. Só para incondicionais.
Primeiro óptimo concerto no palco Sagres Mini pouco depois, com os Plastica a mostrar que a evolução tem-se feito não só em disco mas também em palco. Centraram atenções na novidade «Kaleidoscope», dando um toque apenas no final ao anterior «Red Light Underground», com o single de então «Bugs and Astronauts». Pelo meio, destaque à participação especial de Luís Simões, dos Blasted Mechanism, que brilhou numa bem esgalhada versão de «Bittersweet Symphony», dos The Verve. Rock facção indie, escola britânica, paragem em território luso para quem melhor o pratica. Óptimo.
Entre as 20h e as 21h uma dúvida assaltou a mente de muitos festivaleiros: será que as bandas não estariam de palcos trocados? Isto porque enquanto os Balla se arrastavam no palco principal, os Capitão Fantasma saíam do baú para incendiar a tenda ao fundo do recinto. Com disco novo - «Viva Cadáver» - acabado de editar, a banda volta a mostrar a força do seu rock psychobilly, e não só arrasta velhos fãs como agrada aos que não chegaram a viver os bons tempos de concertos em que se ouvia o «Rock das Caveiras». O vocalista Jorge Bruto continua, no mínimo, imparável em palco.
Às 21h20 deviam actuar os The Dead 60's, mas por problemas com voos a organização acabou por convocar à última da hora os D3O de Coimbra. E não se pode dizer que tenha sido uma passagem feliz por Oeiras. Infelizmente, os D3O foram os mais prejudicados até agora pelo efeito palco principal. O rock do trio até estava a ser bem acolhido, só que aos primeiros acordes dos White Stripes o povo debandou ao ponto da tenda ter ficado apenas com umas poucas de dezenas de pessoas. Nada que tenha atrapalhado o ex-Tédio Boy Toni Fortuna, que apresentou as músicas com a força do costume. No final, ainda incentivaram o pessoal a correr para o palco maior.
O grande concerto do dia no palco Sagres Mini estava reservado para as 23h, altura em que os The Go! Team arrancam para uma actuação inesquecível. Seis músicos em palco incapazes de permanecerem muito tempo seguido nos seus instrumentos, duas baterias, e uma vocalista espectacular que faz jus ao nome de Ninja. Com um ritmo alucinante desafiam a plateia com canções que tão depressa sorriem à pop refrescante, como a seguir visitam os primeiros anos do hip hop. Estranho, mas totalmente eficaz. Esta malta de Brighton, Inglaterra, já tinha dado nas vistas com o disco de 2004 «Thunder Lightning, Strike», mas ao vivo ultrapassa todas as expectativas. Urge trazê-los de volta mesmo porque as músicas apresentadas do disco que vão editar em Setembro convenceram tudo e todos.
in Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
Alive Dia 2 - The Go! Team: Os Vencedores da Noite!
Foi no palco secundário que se deu o caso sério do 2º dia do Alive!07. De Brighton, Inglaterra, para Oeiras chega o fenómeno The Go! Team que com seis frenéticos elementos em palco, com a particularidade de usarem duas baterias ao mesmo tempo, arrasaram quem se quis arriscar uma passagem pelo palco secundário pela hora de jantar.Liderados por uma carismática MC Ninja, a banda rodopia à volta dos instrumentos em palco à medida que avança com canções que moram algures entre um hip hop clássico, e uma pop fresca, com tudo o que de bizarro tem esta combinação. Excelente ritmo, grande interacção com a plateia, e assim nasce uma lenda. Daqui a uns tempos será um orgulho dizer: eu vi a primeira vez dos The Go! Team em Portugal.
Alive Dia 2 - Coincidência no Arranque de Smashing
Os Smashing Pupkins estão a tocar há poucos minutos no palco principal e o primeiro grande destaque vai para a incrível coincidência em relação ao concerto de há 11 anos em Cascais: Billy Corgan começou a cantar e logo uma chuva caíu!
Mas hoje parece ter sido só uma ameaça. Já não chove.
ACTUALIZAÇÃO: Afinal não foi só ameaça. É que neste momento chove a bom chover, meus amigos!!
Mas hoje parece ter sido só uma ameaça. Já não chove.
ACTUALIZAÇÃO: Afinal não foi só ameaça. É que neste momento chove a bom chover, meus amigos!!
09 junho 2007
Alive Dia 2 - The Dead 60's Cancelados.
Os The Dead 60's não vão actuar como estava previsto às 21h20. Problemas com os vôos fizeram com que a organização chamasse a banda de Coimbra D3O.
Alive Dia 2 - Em Directo na SIC Radical
Triangulo de Amor Bizarro - 18h30
Balla - 19h55
The White Stripes - em negociação
Smashing Pumpkins - 23h45 (3 temas)
Actualização: The White Stripes - 21h 45 (3 temas)
Balla - 19h55
The White Stripes - em negociação
Smashing Pumpkins - 23h45 (3 temas)
Actualização: The White Stripes - 21h 45 (3 temas)
Alive Dia 2 - Horários
Palco Optimus
Smashing Pumpkins (23h45)
White Stripes (21h45)
Palco Sagres Mini
Dezperados (00h50)
The Go! Team (23h00)
The Dead 60's (21h20)
Capitão Fantasma (20h10)
Plastica (19h00)
Dapunksportif (18h00)
Smashing Pumpkins (23h45)
White Stripes (21h45)
Palco Sagres Mini
Dezperados (00h50)
The Go! Team (23h00)
The Dead 60's (21h20)
Capitão Fantasma (20h10)
Plastica (19h00)
Dapunksportif (18h00)
Alive Dia 1 - Blasted Mechanism, Linkin Park e Pearl Jam
A primeira noite do Alive! teve como atractivos maiores, no palco principal, três projectos plenamente consolidados em terreno nacional. Do vibrante concerto dos tugas Blasted até a mais um excelente concerto dos Pearl Jam, houve ainda tempo para um eficaz - todavia pouco desafiante - concerto dos Linkin Park.
Os Blasted Mechanism entraram em palco para, pouco depois, apanharem o pôr-do-sol, fazendo a passagem do dia para a noite. Quem já os viu ao vivo, sabe ao que vai. Quem se estreia nestas lides, depara-se com um alucinante espectáculo que vai muito além da música em si mesma; com efeito, a componente visual do conceito Blasted toma papel essencial na total compreensão de um projecto que assume como poucos - e sem receios - o seu papel único e marcadamente pessoal no panorama musical nacional. O concerto da noite passada arrancou forte («Battle of Tribes» e «I Believe» no arranque) e o maior elogio que se lhe pode fazer é que nunca esfriou. A novidade «Sound in Light» foi, naturalmente, o motor daquele que foi, provavelmente, o primeiro grande concerto do Alive! Oeiras.
Os Linkin Park regressaram a Lisboa na primeira noite do Alive! Oeiras para apresentar o novo disco «Minutes to Midnight», disco mais ousado que material até então apresentado pela banda. Ao vivo, contudo, boa parte do repertório apresentado visou material de outros tempos, tempos onde o rótulo de nu-metal que lhes era colado não era, de todo, descabido. Das sonoridades mais densas e atmosféricas (e interessantes) de «Minutes to Midnight» pouco se ouviu a noite passada. Tecnicamente, o concerto dos Linkin Park foi certeiro. Destilaram os clássicos de forma intercalada, conseguindo com isso prender de forma regular a atenção dos fãs. Em suma: cumpriram e deram um concerto eficaz e enérgico, mas podiam ter sido mais desafiantes.
Passavam 40 minutos da meia-noite quando tudo fez sentido num momento de brilhante sintonia. No palco, Eddie Vedder cantava a plenos pulmões «I`m Still Alive» perante o delírio da plateia do... Alive!
O último concerto do primeiro dia não foi um concerto qualquer, porque as passagens dos Pearl Jam por Portugal nunca são banais. Há uma impressionante química entre a banda e os seus fãs portugueses. Eddie Vedder, cuja figura foi auditivamente elogiada pelas babadas representantes do sexo feminino ao longo de todo o recinto, adora o nosso país, por isso esteve cá desde 4ª feira a surfar com amigos, e quando chega ao palco transmite a emoção de quem se sente em casa, e é bem acolhido. Dedicou canções aos companheiros de prancha, a bebés gémeos que conheceu, fez questão de ler as suas mensagens em português, recordou as passagens por Cascais, e antes de esticar o concerto até ao limite horário possível explicou que tinham de partir porque hoje actuavam em Madrid. Perante os assobios lusos Eddie mostrou que já estava à espera da reacção e disse: «um amigo meu pediu-me para dizer isto - que se f... Madrid!». Foi ver mais de 30 mil a rir aplaudindo freneticamente.
O arranque de duas horas de concerto foi ao som de «Corduroy», «Do the Evolution» eWorld Wide Suicide». Foi o mote para um desfile de canções que marcam a carreira dos rapazes de Seattle, e fazem parte da vida dos milhares que os recebem sempre de braços abertos. Quando na recta final se cantava o tema de Neil Young, «Rockin' in the free world» antes do tradicional «Yellow Ledbetter» com que costumam encerrar os concertos, todos já pensavam no regresso dos Pearl Jam. Todos mesmo, público e banda.
Um final apoteótico para o primeiro dia do palco principal do Alive!.
in Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
Os Blasted Mechanism entraram em palco para, pouco depois, apanharem o pôr-do-sol, fazendo a passagem do dia para a noite. Quem já os viu ao vivo, sabe ao que vai. Quem se estreia nestas lides, depara-se com um alucinante espectáculo que vai muito além da música em si mesma; com efeito, a componente visual do conceito Blasted toma papel essencial na total compreensão de um projecto que assume como poucos - e sem receios - o seu papel único e marcadamente pessoal no panorama musical nacional. O concerto da noite passada arrancou forte («Battle of Tribes» e «I Believe» no arranque) e o maior elogio que se lhe pode fazer é que nunca esfriou. A novidade «Sound in Light» foi, naturalmente, o motor daquele que foi, provavelmente, o primeiro grande concerto do Alive! Oeiras.
Os Linkin Park regressaram a Lisboa na primeira noite do Alive! Oeiras para apresentar o novo disco «Minutes to Midnight», disco mais ousado que material até então apresentado pela banda. Ao vivo, contudo, boa parte do repertório apresentado visou material de outros tempos, tempos onde o rótulo de nu-metal que lhes era colado não era, de todo, descabido. Das sonoridades mais densas e atmosféricas (e interessantes) de «Minutes to Midnight» pouco se ouviu a noite passada. Tecnicamente, o concerto dos Linkin Park foi certeiro. Destilaram os clássicos de forma intercalada, conseguindo com isso prender de forma regular a atenção dos fãs. Em suma: cumpriram e deram um concerto eficaz e enérgico, mas podiam ter sido mais desafiantes.
Passavam 40 minutos da meia-noite quando tudo fez sentido num momento de brilhante sintonia. No palco, Eddie Vedder cantava a plenos pulmões «I`m Still Alive» perante o delírio da plateia do... Alive!
O último concerto do primeiro dia não foi um concerto qualquer, porque as passagens dos Pearl Jam por Portugal nunca são banais. Há uma impressionante química entre a banda e os seus fãs portugueses. Eddie Vedder, cuja figura foi auditivamente elogiada pelas babadas representantes do sexo feminino ao longo de todo o recinto, adora o nosso país, por isso esteve cá desde 4ª feira a surfar com amigos, e quando chega ao palco transmite a emoção de quem se sente em casa, e é bem acolhido. Dedicou canções aos companheiros de prancha, a bebés gémeos que conheceu, fez questão de ler as suas mensagens em português, recordou as passagens por Cascais, e antes de esticar o concerto até ao limite horário possível explicou que tinham de partir porque hoje actuavam em Madrid. Perante os assobios lusos Eddie mostrou que já estava à espera da reacção e disse: «um amigo meu pediu-me para dizer isto - que se f... Madrid!». Foi ver mais de 30 mil a rir aplaudindo freneticamente.
O arranque de duas horas de concerto foi ao som de «Corduroy», «Do the Evolution» eWorld Wide Suicide». Foi o mote para um desfile de canções que marcam a carreira dos rapazes de Seattle, e fazem parte da vida dos milhares que os recebem sempre de braços abertos. Quando na recta final se cantava o tema de Neil Young, «Rockin' in the free world» antes do tradicional «Yellow Ledbetter» com que costumam encerrar os concertos, todos já pensavam no regresso dos Pearl Jam. Todos mesmo, público e banda.
Um final apoteótico para o primeiro dia do palco principal do Alive!.
in Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
Alive Dia 1 - Rescaldo Palcos
The Sounds e Bucovina Club Orkestar foram secundários mas pouco, dando alguns dos melhores concertos da primeira noite de Alive!.
No começo da tarde, no palco Sagres Mini, coube aos Oioai e aos Loto dar música ao pouco público presente, por esta altura, no palco secundário. Mesmo durante o resto da noite foi pouco o público fiel a este palco, cuja larga distância que o separava do Palco Optimus acabou por ser entrave a maior agitação popular por aqui.
Ao mesmo tempo que os Loto apresentavam «Beat Riot» no palco Sagres Mini, coube aos The Used inaugurar as actuações no palco principal do Alive! Oeiras. Sem particular interesse, diga-se. Já os Unkle Bob serviram de alternativa para quem não estava com pedalada para os Blasted a brilhar no palco principal. A música dos escoceses foi bem acolhida, em especial o tema «By My Side» que faz parte da banda sonora da série de TV «Grey's Anatomy».
Os The Rakes foram uma das boas surpresas da noite com o seu rock muito indie britânico, na linha de uns Franz Ferdinand, e deram um concerto em crescendo apresentando temas do disco capture/Release que foram recebidos com grande entusiasmo.
Coube aos suecos The Sounds a ingrata tarefa de actuar no palco Sagres Mini enquanto os Pearl Jam brilhavam no Palco Optimus. Ingrato será, porventura, o melhor termo para descrever o espectáculo dos The Sounds. Por três razões, essencialmente: por um lado mereciam tocar para mais gente; por outro, não mereciam tocar ao mesmo tempo que Eddie Vedder e comparsas; depois, houve ainda alguns problemas técnicos que retiraram alguma pujança a parte da actuação. Maja Ivarsson, a vocalista e mestre de cerimónias, é uma entertainer alucinante, a fazer lembrar certas fases de Debbie Harry (Blondie). Selvagem (elogio!). Desmiolada (ainda elogio). A música, essa, não lhe ficou atrás. Grande concerto, infelizmente prejudicado por factores alheios à prestação dos The Sounds em si mesma. Regresso rápido em nome próprio urge. Uma das surpresas maiores do primeiro dia do Alive! Oeiras.
Todavia, os grandes vencedores deste primeiro dia no palco secundário foram sem dúvidas os ciganos sérvios Bucovina Club Orkestar. Loucura total na tenda ao som daquilo que se pode chamar efeito Kusturica. Toda a gente a dançar num ambiente de festa imparável que acabou, inclusive, com uma invasão feminina de palco. Acabou depois das 3 da manhã porque teve mesmo de ser, senão tinha sido até de manhã.
in Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
No começo da tarde, no palco Sagres Mini, coube aos Oioai e aos Loto dar música ao pouco público presente, por esta altura, no palco secundário. Mesmo durante o resto da noite foi pouco o público fiel a este palco, cuja larga distância que o separava do Palco Optimus acabou por ser entrave a maior agitação popular por aqui.
Ao mesmo tempo que os Loto apresentavam «Beat Riot» no palco Sagres Mini, coube aos The Used inaugurar as actuações no palco principal do Alive! Oeiras. Sem particular interesse, diga-se. Já os Unkle Bob serviram de alternativa para quem não estava com pedalada para os Blasted a brilhar no palco principal. A música dos escoceses foi bem acolhida, em especial o tema «By My Side» que faz parte da banda sonora da série de TV «Grey's Anatomy».
Os The Rakes foram uma das boas surpresas da noite com o seu rock muito indie britânico, na linha de uns Franz Ferdinand, e deram um concerto em crescendo apresentando temas do disco capture/Release que foram recebidos com grande entusiasmo.
Coube aos suecos The Sounds a ingrata tarefa de actuar no palco Sagres Mini enquanto os Pearl Jam brilhavam no Palco Optimus. Ingrato será, porventura, o melhor termo para descrever o espectáculo dos The Sounds. Por três razões, essencialmente: por um lado mereciam tocar para mais gente; por outro, não mereciam tocar ao mesmo tempo que Eddie Vedder e comparsas; depois, houve ainda alguns problemas técnicos que retiraram alguma pujança a parte da actuação. Maja Ivarsson, a vocalista e mestre de cerimónias, é uma entertainer alucinante, a fazer lembrar certas fases de Debbie Harry (Blondie). Selvagem (elogio!). Desmiolada (ainda elogio). A música, essa, não lhe ficou atrás. Grande concerto, infelizmente prejudicado por factores alheios à prestação dos The Sounds em si mesma. Regresso rápido em nome próprio urge. Uma das surpresas maiores do primeiro dia do Alive! Oeiras.
Todavia, os grandes vencedores deste primeiro dia no palco secundário foram sem dúvidas os ciganos sérvios Bucovina Club Orkestar. Loucura total na tenda ao som daquilo que se pode chamar efeito Kusturica. Toda a gente a dançar num ambiente de festa imparável que acabou, inclusive, com uma invasão feminina de palco. Acabou depois das 3 da manhã porque teve mesmo de ser, senão tinha sido até de manhã.
in Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
Alive Dia 1 - Rescaldo Geral
Começou o primeiro grande festival do Verão nacional de 2007, o Alive! Oeiras. Houve, no primeiro dia, tudo aquilo que caracteriza os grandes eventos deste género, como o são a agitação perante as bandas da noite ou as tradicionais filas - nas horas de ponta - para os comes e bebes. As primeiras impressões são, para já, francamente positivas relativamente à organização e ao recinto em si mesmo.
Em termos de condições para as mais de 30 mil pessoas que ontem passaram pelo Alive!, poucas razões terão havido de queixa, ao contrário do que sucedeu, ainda recentemente, no Creamfields. Com efeito, banquinhas para comer não faltavam, do omnipresente Psicológico até espaços reservados a iguarias que tinham no Frango elemento de destaque.
O recinto do Alive! é grande e incorpora tudo aquilo que já conhecemos da maioria dos Festivais: merchandise das bandas presentes, uma zona comercial com os produtos do costume, e afins. Uma das poucas queixas referentes ao espaço tem a ver com a larga distância que separa os dois palcos do festival, e que torna algo morosa a tarefa de gerir os diferentes horários destes espaços.
Há multibancos bem situados (logo à entrada do recinto), sendo também de notar a complicada tarefa que é trazer carro para perto do recinto. Mais, recomenda-se vivamente o uso do comboio ou transportes alternativos ou, em necessidade extrema de uso de viatura própria, aconselha-se o seu estacionamento em terreno relativamente distante do recinto, mesmo que isso implique uma longa caminhada até ao mesmo.
Outras zonas de destaque são as zonas dedicadas aos diferentes patrocinadores e parceiros do festival, casos da Optimus, Worten ou Sic, por exemplo. De noite, e para quem não marcou presença no primeiro dia, recomenda-se o uso de um qualquer agasalho, já que o calor que se fez sentir da parte da tarde foi substituído, de noite, por uma desconfortável brisa. Apenas colmatada pelo calor de actuações como a dos The Sounds ou dos Pearl Jam.
in Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
Em termos de condições para as mais de 30 mil pessoas que ontem passaram pelo Alive!, poucas razões terão havido de queixa, ao contrário do que sucedeu, ainda recentemente, no Creamfields. Com efeito, banquinhas para comer não faltavam, do omnipresente Psicológico até espaços reservados a iguarias que tinham no Frango elemento de destaque.
O recinto do Alive! é grande e incorpora tudo aquilo que já conhecemos da maioria dos Festivais: merchandise das bandas presentes, uma zona comercial com os produtos do costume, e afins. Uma das poucas queixas referentes ao espaço tem a ver com a larga distância que separa os dois palcos do festival, e que torna algo morosa a tarefa de gerir os diferentes horários destes espaços.
Há multibancos bem situados (logo à entrada do recinto), sendo também de notar a complicada tarefa que é trazer carro para perto do recinto. Mais, recomenda-se vivamente o uso do comboio ou transportes alternativos ou, em necessidade extrema de uso de viatura própria, aconselha-se o seu estacionamento em terreno relativamente distante do recinto, mesmo que isso implique uma longa caminhada até ao mesmo.
Outras zonas de destaque são as zonas dedicadas aos diferentes patrocinadores e parceiros do festival, casos da Optimus, Worten ou Sic, por exemplo. De noite, e para quem não marcou presença no primeiro dia, recomenda-se o uso de um qualquer agasalho, já que o calor que se fez sentir da parte da tarde foi substituído, de noite, por uma desconfortável brisa. Apenas colmatada pelo calor de actuações como a dos The Sounds ou dos Pearl Jam.
in Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo
Alive Dia 1 - Bucovina Club Orkestar, os Grandes Agitadores da Primeira Noite
Para quem resolveu ficar no recinto depois do concerto dos Pearl Jam foi recompensado com aquele que foi o espectáculo mais frenético, festivo e agitador do primeiro dia. Na tenda do palco secundário os Bucovina Club Orkestar confirmaram tudo o que se esperava de uma banda cigana da Sérvia e arrancaram para uma enorme festa que acabou com uma invasão feminina de palco! O vídeo possível do momento é apresentado aqui;
08 junho 2007
Alive Dia 1 - Atenção à SIC Radical
Os que não podem vir até ao recinto do Alive estejam atentos à emissão da SIC Radical.
Ao que tudo indica o canal vai transmitir concertos em directo. Para já ha a confirmação para Blasted Mechanism (20h00), Linkin Park (21h40) e Pearl Jam (23h40).
UPDATE: a SIC Radical está a dar o concerto dos Blasted e vai transmitir a actuação completa dos Linkin Park, enquanto dos Pearl Jam vão dar 3 músicas em directo.
Ao que tudo indica o canal vai transmitir concertos em directo. Para já ha a confirmação para Blasted Mechanism (20h00), Linkin Park (21h40) e Pearl Jam (23h40).
UPDATE: a SIC Radical está a dar o concerto dos Blasted e vai transmitir a actuação completa dos Linkin Park, enquanto dos Pearl Jam vão dar 3 músicas em directo.
Alive Dia 1 - Primeiras Impressões
O recinto já regista bastante movimentação, e lá fora sente-se o frenesim dos grandes festivais.
Alguma confusão para levantar acreditações, convites, e levar a tradicional pulseira.
O espaço é grande. Depois de entrarem do lado direito é a zona do palco principal com muito terreno pela frente. Adivinha-se poeirada da grande já que há mais terra do que relva.
Dicas para quem está a caminho:
- se vem de carro é tentar estacionar perto da rotunda de Algés, e o melhor percurso até aqui é vir pela CRIL. O Festival fica mesmo junto ao Tejo do lado de lá da linha de combóio. Quem se lembra do Super Rock com Rage Against The Machine é no mesmo sítio.
- O melhor é chegar aqui de combóio ja que a estação é muito perto.
- Neste momento está uma temperatura agradável, mas o ideal é trazer agasalhos pois adivinha-se uma noite fria.
- Há Multibanco logo à entrada do recinto.
- os palcos estão bem longe um do outro.
- há espaço de comida e bebida, e também uma área com venda de variados artigos ja normais neste tipo de eventos. Também muitas zonas de patrocinadores com propostas diferentes.
E agora é chegar e aproveitar.
Alguma confusão para levantar acreditações, convites, e levar a tradicional pulseira.
O espaço é grande. Depois de entrarem do lado direito é a zona do palco principal com muito terreno pela frente. Adivinha-se poeirada da grande já que há mais terra do que relva.
Dicas para quem está a caminho:
- se vem de carro é tentar estacionar perto da rotunda de Algés, e o melhor percurso até aqui é vir pela CRIL. O Festival fica mesmo junto ao Tejo do lado de lá da linha de combóio. Quem se lembra do Super Rock com Rage Against The Machine é no mesmo sítio.
- O melhor é chegar aqui de combóio ja que a estação é muito perto.
- Neste momento está uma temperatura agradável, mas o ideal é trazer agasalhos pois adivinha-se uma noite fria.
- Há Multibanco logo à entrada do recinto.
- os palcos estão bem longe um do outro.
- há espaço de comida e bebida, e também uma área com venda de variados artigos ja normais neste tipo de eventos. Também muitas zonas de patrocinadores com propostas diferentes.
E agora é chegar e aproveitar.
Alive Dia 1 - Lançamento do Palco Sagres Mini
Sem dúvida que o grande momento está marcado para lá da 1 da manhã. Vamos ter festa garantida com a presença Shantel & Bucovina Club Orkestar. Festa cigana dos lados da Sérvia que vai lançar som suficiente para o recinto de Algés dançar até não aguentar mais. Simples amostra do que nos espera:
Também alguma expectativa para vermos como funciona ao vivo o rock pop sempre refrescante da Suécia, neste caso representado pelos The Sounds, com a sua louríssima vocalista Maja Invarsson a captar todas as atenções. Momentos bem passados esperam-se ao som de canções como esta:
De Londres chegam os The Rakes. Mais uns rapazes para darem uso à palavra The. Deram nas vistas com o disco de 2005 Capture/Release. Aqui fica uma amostra:
Bem menos interessantes devem ser os primeiros dois concertos da tarde. Unkle Bob são uma banda escocesa mais conhecida pelo single By My Side popularizado na série de tv Grey's Anatomy.
Os primeiros a pisarem este palco serão os portugueses OIOAI com a sua pop de letras supostamente cómicas. Só para pareciadores.
Também alguma expectativa para vermos como funciona ao vivo o rock pop sempre refrescante da Suécia, neste caso representado pelos The Sounds, com a sua louríssima vocalista Maja Invarsson a captar todas as atenções. Momentos bem passados esperam-se ao som de canções como esta:
De Londres chegam os The Rakes. Mais uns rapazes para darem uso à palavra The. Deram nas vistas com o disco de 2005 Capture/Release. Aqui fica uma amostra:
Bem menos interessantes devem ser os primeiros dois concertos da tarde. Unkle Bob são uma banda escocesa mais conhecida pelo single By My Side popularizado na série de tv Grey's Anatomy.
Os primeiros a pisarem este palco serão os portugueses OIOAI com a sua pop de letras supostamente cómicas. Só para pareciadores.
Alive Dia 1 - Lançamento do Palco Principal
Já se sabe que os mais aguardados da noite são os Pearl Jam. Adivinha-se nova enchente para o 6º concerto de Vedder e companhia. Dispensam grandes apresentações mesmo porque nem há material novo para explorar. É o primeiro concerto desta nova tour europeia, e prevê-se um formato "best of" em ambiente de consagração.
Numa faixa etária entre os admiradores da banda de Seattle, e os seus filhos, estão os fãs dos Likin Park que hoje terão a oportunidade de ver e ouvir o primeiro trabalho de originais em 4 anos ao vivo. Aquilo que já foi o nu metal é agora mais ouvido em programas de wrestling, por exemplo. Aqui fica o videoclip para um dos singles do novo álbum, What I've Done:
Apresentar os Blasted Mechanism também já não é necessário. Com disco novo para apresentar em palco, e já com muitas horas de rodagem em festivais deste género, o concerto dos Blasted adivinha-se como uma das grandes atracções para pôr o povo aos saltos.
Os The Used não foram "atirados" para as 18h30 por acaso. Serão a proposta menos interessante deste primeiro dia. Algures entre o novo rock negro que os My Chemical Romance representam, o que não é nada entusiasmante, os The Used estão cá para apresentar o 4º disco de originais que acabam de lançar. Não se espera grande coisa desta banda americana oriunda do Utah. Aqui fica uma amostra da (pobre) música dos The Used, single retirado do novo disco:
Numa faixa etária entre os admiradores da banda de Seattle, e os seus filhos, estão os fãs dos Likin Park que hoje terão a oportunidade de ver e ouvir o primeiro trabalho de originais em 4 anos ao vivo. Aquilo que já foi o nu metal é agora mais ouvido em programas de wrestling, por exemplo. Aqui fica o videoclip para um dos singles do novo álbum, What I've Done:
Apresentar os Blasted Mechanism também já não é necessário. Com disco novo para apresentar em palco, e já com muitas horas de rodagem em festivais deste género, o concerto dos Blasted adivinha-se como uma das grandes atracções para pôr o povo aos saltos.
Os The Used não foram "atirados" para as 18h30 por acaso. Serão a proposta menos interessante deste primeiro dia. Algures entre o novo rock negro que os My Chemical Romance representam, o que não é nada entusiasmante, os The Used estão cá para apresentar o 4º disco de originais que acabam de lançar. Não se espera grande coisa desta banda americana oriunda do Utah. Aqui fica uma amostra da (pobre) música dos The Used, single retirado do novo disco:
Alive Dia 1 - Horários
Palco Optimus
Pearl Jam (23h40)
Linkin Park (21h40)
Blasted Mechanism (20h00)
The Used (18h30)
Palco Sagres Mini
Shantel & Bucovina Club Orkestar (01h50)
The Sounds (23h25)
The Rakes (21h50)
Unkle Bob (20h20)
Oioai (18h00)
Pearl Jam (23h40)
Linkin Park (21h40)
Blasted Mechanism (20h00)
The Used (18h30)
Palco Sagres Mini
Shantel & Bucovina Club Orkestar (01h50)
The Sounds (23h25)
The Rakes (21h50)
Unkle Bob (20h20)
Oioai (18h00)
Alive Previsão - Pearl Jam
O nome mais forte para a primeira noite do Alive é Pearl Jam. Banda com enorme culto de fãs por cá, e com passagens de boa memória por Cascais, Restelo, e Pavilhão Atlântico em Setembro último.Em jeito de lançamento do que será o concerto de mais logo proponho a revisão do que foi a última passagem da banda de Eddie Vedder por Portugal:
Pearl Jam no Atlântico
07 junho 2007
Alive a Partir de Amanhã
Tudo preparado para o arranque de uma maratona de 3 dias de música.
A partir de amanhã podem acompanhar as novidades do Festival Alive aqui no Grandes Sons, e as crónicas no Disco Digital.
Está quase.
A partir de amanhã podem acompanhar as novidades do Festival Alive aqui no Grandes Sons, e as crónicas no Disco Digital.
Está quase.
06 junho 2007
Novas dos Dead Combo
Novo disco agendado, e novos temas já disponíveis.
O disco sai a 7 de Julho em formato vinil e chama-se Guitars From Nothing.
As novas canções já podem ser descobertas no site dos Dead Combo.
O disco sai a 7 de Julho em formato vinil e chama-se Guitars From Nothing.
As novas canções já podem ser descobertas no site dos Dead Combo.
05 junho 2007
04 junho 2007
Junho: Lisboa em Festa
Tradicionalmente este é o mês das festas de Lisboa. Animação cultural pela cidade, concertos, cinema, etc.
O programa das festas está disponível para download aqui:
www.egeac.pt
O programa das festas está disponível para download aqui:
www.egeac.pt
03 junho 2007
Video de Andrew Bird em Lisboa
A passagem de Andrew Bird por Lisboa esgotou a sala do cinema S.Jorge na passada quinta feira. Aqui se reproduz um video captado por um fã que documenta o momento em que toca "A Nervous Tic Motion Of The Head To The Left":
Podem ler aqui a crónica do concerto escrita pela amiga Lia Pereira.
Podem ler aqui a crónica do concerto escrita pela amiga Lia Pereira.
02 junho 2007
Os 40 Anos de Sgt. Peppers Por quem sabe
Reproduz-se aqui o texto que o amigo Luís Pinheiro de Almeida publicou no JN:Não há na história da música popular contemporânea outro disco como "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", dos Beatles é único, inimitável e irrepetível, concita em si todos os encómios que se podem dedicar a uma criação artística.
"Sgt. Pepper" - como é comummente tratado - foi originalmente editado no dia 1 de Junho de 1967, coleccionando desde então todos os galardões existentes, o mais apetecido dos quais é certamente o de "melhor álbum de sempre".
As características únicas de "Sgt. Pepper", oitavo álbum de originais da carreira de oito anos dos Beatles, entre 1962 e 1970, são reconhecidas unanimemente não só pelo público e pela crítica, mas também pela própria comunidade musical.
No ano da edição, em 1967, "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" ganhou os principais Grammy, os Oscar da música, como o "melhor álbum do ano", o "melhor álbum contemporâneo", a "melhor capa" e a "melhor engenharia de som".
Numa atitude só explicável pelo "marketing" inoportuno, Paul McCartney,um dos grandes responsáveis por "Sgt. Pepper", optou por silenciar a efeméride, preferindo promover o seu novo álbum, "Memory almost full", cuja edição foi estrategicamente marcada para o período em que todo o Mundo fala dos Beatles.
A decisão de gravar "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" surgiu em 1966, depois de os Beatles terem desistido dos concertos. Argumentaram, então, que iriam dedicar-se às gravações de estúdio, em detrimento dos espectáculos onde a "beatlemania" impedia a audição do som de palco.
As gravações em Abbey Road começaram logo em Dezembro de 1966, no dia 10, e imediatamente duas canções, "Penny lane" e "Strawberry fields forever", foram retiradas do contexto para ser editadas como single (primeiro single da história da música com dupla face A), em Fevereiro de 1967.
Após mais de 700 horas de estúdio e um custo de 25 mil libras (uma verba astronómica para a época), o álbum, registado numa simples máquina de quatro pistas, acabou de ser gravado no dia 2 de Abril de 1967. A estreia radiofónica ocorreu às 17 horas do dia 12 de Maio de 1967, na rádio London, então rádio-pirata. Quando foi colocado no mercado no dia 1 de Junho de 1967, "Sgt. Pepper" bateu todos os recordes de venda.
Em pouco menos de 40 minutos, estão condensadas 13 das mais famosas e mais conhecidas canções de todo o Mundo "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", "With a little help from my friends", "Lucy in the sky with diamonds", "Getting better", "Fixing a hole", "She's leaving home", "Being for the benefit of Mr. Kite!", "Within you without you", "When I'm sixty-four", "Lovely Rita", "Good morning good morning", "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (reprise)" e "A day in the life".
Os Beatles nunca tocaram o álbum ao vivo, mas desde 1989 que Paul McCartney inclui "Sgt. Pepper" nos seus concertos para gáudio das multidões.
Apesar de todas as loas e dos progressos alcançados, os próprios Beatles não consideravam "Sgt. Pepper" a sua melhor obra.
Resume Ringo Starr "Não renego "Sgt. Pepper", mas como músico prefiro "Revolver".
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