27 junho 2007

Polémica Lena D'Água Vs Antena 1

Curiosa polémica à volta do novo disco de Lena D'Água que é ignorado pela Antena 1.
Para ler aqui: Provedor do Ouvinte

26 junho 2007

Rolling Stones@Estádio Alvalade XXI: Ao Rubro

O que o leitor procura aqui é saber se um concerto dos Rolling Stones a meio de 2007 ainda vale o esforço, e especialmente o preço do bilhete. A resposta é clara: sim, vale! Depois há os que já os viram noutras digressões, ou até mesmo nesta, e os que se estrearam ontem à noite. Para os repetentes as comparações são inevitáveis, para quem os viu pela primeira vez só pode ter saído de Alvalade satisfeito.

Assumo desde já que esta foi a terceira experiência ao vivo com os Stones, daí que tenha de cair em algumas comparações com os concertos de Coimbra, e muito especialmente com o do Dragão, já que a digressão é a mesma.

Faltam poucos minutos para as 22 horas quando, finalmente, a noite caiu em Lisboa. As luzes do estádio fecham-se e passados poucos segundos surge a figura única do «pirata» Keith Richards ao som de «Start Me Up». Todas as dúvidas à volta da performance da banda caem por terra. Só a presença dos quatro Rolling Stones ali à nossa frente, e ampliados num gigantesco écran que faz parte da monumental estrutura que é o cenário desta Big Band Tour, serve para nos emocionar e desatar a cantar e pular com Mick Jagger. Estamos a partilhar um pedaço da história do rock n’roll com lendas vivas.

A partir daqui já se sabe... Muita energia, comunicação em português, grande profissionalismo, admirável sentido de respeito pelo seu público, ontem à volta de 30 mil crentes, e uma motivação absolutamente fascinante em continuar a mostrar canções de agora e de sempre.

Então em que é que este concerto foi diferente, e o que vai ficar na memória dos que o viram? A surpresa maior aconteceu ao sexto tema quando a fadista Ana Moura entra em cena para cantar com Jagger «No Expectations». E realmente fizeram por fazer valer o sentido do título já que o momento teve tanto de simbólico como de desastroso.

Em oposição temos que destacar a presença de Lisa, senhora de uma portentosa voz com grande presença no palco onde salta com facilidade dos coros para a a boca de cena. Outra novidade foi a referência a James Brown quando apresentaram uma excelente versão de «I`ll Go Crazy». Aliás, as maiores diferenças foram a nível musical com a banda a tocar muito descontraída canções que tinham ficado de fora anteriormente. O destaque vai para a visível boa disposição de Ron Wood sempre pronto a dar contornos «blues» às versões mais longas.

De grande impacto visual continua a ser «Sympathy For The Devil». Suponho que o mais aguerrido adepto do clube que joga naquele relvado não terá achado piada ao ver o seu Topo Sul bem vermelho, a fumegar e a arder como um inferno, enquanto Jagger, e Charlie Watts, vestiam trajes encarnados. Um grande momento sempre ampliado pela som das enormes explosões com que acaba o tema.

O palco voltou a deslizar até à bancada oposta, tal como tem acontecido sempre nesta digressão, sendo o momento preferido dos fãs que ficaram cá mais atrás.

Por último falemos do ícone Keith Richards. Agora, mais do que nunca, o guitarrista goza de total admiração, e veneração, da assistência. Continua a ter direito a cantar duas músicas, destaque para «You Got the Silver», e a sua imagem é aclamada por todos. Um senhor. Uma lenda.

O factor mais negativo desta quinta passagem dos Stones por Portugal foi a qualidade do som. Fraco para quem viu o concerto mais do lado das bancadas centrais.

De resto tudo como dantes, a língua continua a encatar, e os homens insistem em mostrar ao vivo o segredo da jovialidade.

Excelente.

in: Disco Digital

Rolling Stones@Estádio Alvalade XXI: O Alinhamento

1. Start Me Up
2. You Got Me Rocking
3. Rough Justice
4. She's So Cold
5. Bitch
6. No Expectations (w. Ana Moura)
7. Can't You Hear Me Knocking
8. I'll Go Crazy
9. Tumbling Dice
10. You Got the Silver
11. Wanna Hold You
12. It's Only Rock'n' Roll
13. It's All Over Now
14. Satisfaction
15. Honky Tonk Women
16. Sympathy For The Devil
17. Paint It. Black
18. Jumping Jack Flash
19. Brown Sugar

25 junho 2007

Recordar a Passagem da Bigger Band Tour pelo Dragão

Escrevi em Agosto: Que não tenha sido a última visita dos Rolling Stones a Portugal.
E não foi. Hoje há mais.
Recordemos as impressões do concerto no Dragão:
Os Últimos Heróis

O Alinhamento dos Stones em San Sebastian

Anteontem foi assim:

1. Start Me Up
2. Lets Spend The Night Together
3. Rough Justice
4. All Down The Line
5. You Got Me Rocking
6. Ruby Tuesday
7. Can't You Hear Me Knockin'
8. I'll Go Crazy
9. Tumbling Dice
10. You Got The Silver
11. Wanna Hold You
12. It's Only Rock'n' Roll
13. It's All Over Now
14. Satisfaction
15. Honky Tonk Women
16. Sympathy For The Devil
17. Paint It Black
18. Brown Sugar
19. Jumpin' Jack Flash

Hoje à noite o concerto arranca ao som de Start Me Up.

Rolling Stones: Aí Estão Eles Outra Vez!

Logo à noite Alvalade recebe pela 3ª vez os Rolling Stones. A primeira vez neste novo estádio, e a 5ª presença da histórica banda em Portugal.
O engraçado é que eu nas duas primeiras vezes não fui ver por achar que já eram moços velhos e acabados. Estávamos no início dos anos 90 e na altura não hesitava em ir a Cascais ver Pearl Jam, ou a Alvalade ver Pink Floyd. Mas com os Stones não me entendia. Depois fiquei arrependido à medida que os anos foram passando. Fui descobrindo mais a fundo a discografia dos Rolling Stones, lia notícias de grandes concertos, e comecei a temer que tinha passado ao lado de um momento histórico ao ignorar a passagem deles por Lisboa.
Felizmente anunciaram um concerto em Coimbra em 2004, e aí não hesitei! Fui e saí completamente rendido. De tal maneira que aceitei logo um convite para os ir ver no Dragão em Agosto passado e fiquei novamente rendido. Não tem discussão, são uma lenda ao vivo.
Hoje regressam a Lisboa e lá vou eu vê-los pela 3ª vez, quem diria? Desta vez numa missão muito especial, levar a minha mãe que nunca os viu. Desta vez "obriguei-a" a aceitar. Não se vai arrepender, tal como todos os que nunca os viram.
Rolling Stones na cidade!

24 junho 2007

1990's - Rock N' Roll Party!

São de Glasgow, dão-se muito bem com bandas como os Franz Ferdinand, e editaram há semanas uma das possíveis bandas sonoras para os dias, e noites, de folia que se querem no verão. Chamam-se 1990's e têm um disco que é uma festa do princípio ao fim. Cada faixa é um possível hit, e suspiramos por vê-los ao vivo.
Oiçam o disco Cookies, editado pela famosa Rough Trade, e produzido por Bernard Butler, e escolham a vossa faixa preferida. Para começar fiquem com See You at The Lights:

23 junho 2007

Glastonbury 2007


Já decorre o mítico Glastonbury Festival em Inglaterra. Vale a pena marcar a página oficial do evento para irmos espreitando durante o fim de semana: Glastonbury Festival
Entretanto o semanário musical NME já vai adiantando uma galeria de fotos documentando os vários concertos que vão acontecendo: Fotos no NME
O festival que é conhecido também pelos grandes banhos de lama este ano vende galochas para o público mais dado à moda. Vejam as fotos do NME para perceberem do que se fala:

Por Uma Boa Causa, Por 3€

Mais uma excelente iniciativa que tem o carimbo do radialista Henrique Amaro que depois da compilação Acorda, lança com a Fnac outro projecto com fins de benificiência.
Chama-se Novos Talentos 2007, e por 3€ que vão para a AMI compra-se um disco com 17 nomes que estão a despontar na música nacional.
A proposta é irrecusável, façam favor de comprar o vosso.

Alinhamento:
1. MazGani
2. Sizo
3. Rita RedShoes
4. Norberto Lobo
5. Cacique'97
6. Dj Ride
7. Freddy Locks
8. Macaco do Chinês
9. Riding Pânico
10. StereoBoy
11. Sean Riley & The Slowriders
12. Ana Free
13. Tettarapadequ
14. Deolinda
15. Rita Braga
16. Marco Franco
17. Lobster

22 junho 2007

O Regresso dos Garbage

Lembram-se da banda da vocalista Shirley Manson que deu cartas na década de 90? Pois bem, estão de regresso. Quer dizer, mais ou menos... Estão de regresso com um Best Of, mais um disco de remixes e um dvd. Ah! E um novo single "Tell Me Where it Hurts". Fiquem com o alinhamento do Best Of e o novo videoclip.



Absolute Garbage:
Vow
Queer
Only Happy When It Rains
Stupid Girl
Milk
#1 Crush
Push It
I Think I'm Paranoid
Special
When I Grow Up
You Look So Fine
The World is Not Enough
Cherry Lips
Shut Your Mouth
Why Do You Love Me
Bleed Like Me
Tell Me Where It Hurts
It's All Over But The Crying

Remix CD:
1. THE WORLD IS NOT ENOUGH - UNKLE REMIX
2. WHEN I GROW UP - KAGZ KOONER REMIX
3. SPECIAL - BROTHERS IN RHYTHM
4. BREAKING UP THE GIRL - TIMO MASS REMIX
5. MILK - MASSIVE ATTACK REMIX
6. CHERRY LIPS - ROGER SANCHEZ REMIX
7. ANDGROGONY - FELIX DA HOUSECAT REMIX
8. QUEER - RABBIT IN THE MOON REMIX
9. PARANOID - CRYSTAL METHOD MIX
10. STUPID GIRL - TODD TERRY REMIX
11. ANDROGONY - NEPTUNES REMIX
12. YOU LOOK SO FINE - FUN LOVIN' CRIMINALS REMIX
13. PUSH IT - BOOM BOOM SATELLITES MIX
14. BAD BOYFRIEND - GARBAGE REMIX

DVD Tracklisting:
Vow
Queer
Only Happy When it Rains
Stupid Girl
Milk
Push It
I Think I'm Paranoid
Special
When I Grow Up
You Look So Fine
The World is Not Enough
Cherry Lips (Go Baby Go)
Shut Your Mouth
Why Do You Love Me
Bleed Like Me
Tell Me Where It Hurts (exNorth America ONLY)
Thanks for your Uhh Support

21 junho 2007

Começa Hoje o Verão (?) - Chamemos o Sol

E aproveitemos para falar do 30º aniversário da edição de Exodus, o disco de Bob Marley que foi considerado o álbum do século pela revista Time.
Já havia uma edição Deluxe, óptima por sinal, com segundo disco gravado ao vivo e um inlay apelativo. É, talvez, o meu disco de reggae preferido.
Cheio de grandes canções, carregado de mensagens a disparar em todas as direcções, com um ritmo contangiante, Exodus é o disco ideal para chamarmos o sol de verão.
Atenção às edições especiais comemorativas dos 30 anos que vão ser postas à venda este mês. Para abrir o apetite aqui fica o video de "Jammin'"

Portal Pimba

A curiosidade nunca me deu para vasculhar no Portal Pimba. Não sei se pelo nome, não sei se por achar que a "personagem" que o autor usa no Fórum Sons não me agrada. A verdade é que hoje atirei-me ao bicho (entrando já no espírito da coisa) e fiquei fã! Mas que belo portal que ali está. De visita obrigatória, e com uns videos irresistíveis como este que deixo em forma de link: Nunca se deve deixar uma loira perto de vinis de colecção

20 junho 2007

Fórum Sobre o Estado da Música em Portugal

Uma interessante iniciativa da Fnac que conta com a participação de alguns nomes ligados ao mundo da música como Nuno Galopim, Adolfo Luxúria Canibal, Pac Man, Tozé Brito, entre outros.
Para conferir em:
http://www.festadamusica.net/

Dance Station: Música entre o Rossio e o Coliseu!

Original iniciativa que dá pelo nome de Dance Station que vai reunir na baixa lisboeta alguns nomes bem interessantes da cena mais virada para a dance music.
Segundo avança o site da revista Blitz, a intenção da organização é congregar «duas paragens separadas pelo propósito, [mas] sempre unidas pelo conceito de viagem - física no caso da Estação do Rossio, espiritual no que toca ao Coliseu dos Recreios».

Programação
Estação do Rossio
(portas abrem às 18h00)
Tiga (DJ set)
The Chemical Brothers
Justin Robertson (DJ set)
Erol Alkan (DJ set)
D.I.M.
Proxy
Jori Hulkonnen (DJ set)

Coliseu dos Recreios (portas abrem às 19h00)
Simian Mobile Disco
Fischerspooner
Junior Boys
Air
Digitalism

Os bilhetes estão disponíveis nas seguintes modalidades:

Estação do Rossio + Coliseu (edição limitada de 2000 bilhetes, permite entrada e saída de ambos os recintos, a qualquer momento) - €39,00

Estação do Rossio - €35,00

Coliseu dos Recreios - €30,00

19 junho 2007

Por Falar em Radiohead

Há poucos dias falei aqui do 10º aniversário de "OK Computer". Agora há fresquinhas sobre o novo disco dos Radiohead. Confiram:

18 junho 2007

Relato de Viseu

Para quem, como eu, não pôde ir a Viseu mas tem curiosidade em saber como correu o fim de semana musical pode, e deve, apontar o seu browser para o vizinho Juramento Sem Bandeira onde encontra o rescaldo dos vários concertos relatado por um dos homens do Bailarico Sofisticado.

Mojo Julho - Reggae em Destaque


A não perder a edição de Julho da Mojo. Além de um artigo sobre Bob Marley; "BOB MARLEY
How the greatest reggae album of the century was forged from blood, fire, revolution, punk rock and football. Vivien Goldman revisits the heavy manners world of Exodus.", ainda há um cd com excelentes temas de reggae:
An astonishing reggae compilation to augment our Marley cover and enhance your summer. Toots & The Maytals, Burning Spear, U-Roy, Black Uhuru, Lee Perry and more, plus a rare extended version of Bob Marley & The Wailers' Exodus.

17 junho 2007

O Regresso de Kanye West

Kanye West está de volta. Depois de ecos de uma grande festa a comemorar o seu 30º aniversário, o homem prepara a edição do seu novo disco. Isto quase um ano depois da sua memorável passagem por Oeiras.
O single de apresentação está aí e até já tem videoclip. A coisa promete:

16 junho 2007

10 Anos de OK Computer

Um dos melhores discos do rock britânico faz hoje precisamente 10 anos. Ok Computer dos Radiohead é para muitos um dos melhores álbuns de sempre, pessoalmente não alinho por essa classificação, e estranha-se que o disco não tenha sido alvo de reedição de luxo para comemorar uma década de existência.

  1. Airbag - 04:44
  2. Paranoid Android - 06:23
  3. Subterranean Homesick Alien - 04:27
  4. Exit Music (For a Film) - 04:24
  5. Let Down - 04:59
  6. Karma Police - 04:21
  7. Fitter Happier - 01:57
  8. Electioneering - 03:50
  9. Climbing Up the Walls - 04:45
  10. No Surprises - 03:48
  11. Lucky - 04:19
  12. The Tourist - 05:24

Viseu a 15 do 6

Já decorre a festa musical na zona centro. Viseu recebe por esta hora muitos visitantes atentos às músicas do mundo. Ontem houve concerto do Cordel de Fogo Encantado no Adro da Sé, e hoje a animação aumenta com a presença dos Anonima Nuvolari, e dos blues da Nobody's Bizness no Teatro Viriato. Pela noite dentro há que dançar ao som do colectivo de DJ's Bailarico Sofisticado no Bar do Teatro e Largo Mouzinho de Albuquerque.
Uma palavra pessoal para a Nobody's Bizness, e Bailarico Sofisticado: estou a torcer por vocês, e sei que vai correr tudo bem. Tenho pena de não ter ido até Viseu, mas não deu mesmo. Arrasem!
E quem estiver para os lados de Viseu não hesite em correr para lá.

Hoje:
17h00 - Anonima Nuvolari no Parque Aquilino Ribeiro
18h00 - Nobody's Bizness no Teatro Viriato
22h00 - Mountain Tales no Adro da Sé
24h00 - Bailarico Sofisticado no Bar do Teatro e Largo Mouzinho de Albuquerque

Out.Fest no Barreiro

Arranca hoje o Out.Fest a sul. Trata-se de um festival anual – este ano no Verão – cuja programação procura reflectir o que de mais significativo se faz na música experimental contemporânea, nas suas mais diversas áreas, desde a música improvisada à electrónica abstracta, do free-jazz ao noise e às novas e inclassificáveis linguagens que todos os dias nascem e enriquecem um pouco mais o mundo. Paralelamente, o Out.Fest terá, em permanência, exposições a decorrer no AMAC, de 16 a 23 de Junho.

PROGRAMAÇÃO:

16 de Junho – AMAC – 22.00
Variable Geometry Orchestra (VGO)
Tsuki

17 de Junho – AMAC – 22.00
Wolf Eyes
Orthodox
Tropa Macaca

22 de Junho - AMAC - 21.00
Samara Lubelski
Curia
Aki Onda
Manuel Gião

23 de Junho – Avenida da Praia - 22.00
Caveira
Josué O Salvador

15 junho 2007

Fado de Regresso a Casa

É uma excelente notícia para a história da música portuguesa, em especial o fado. O sempre atento Raízes e Antenas, do amigo António Pires, dá conta de uma grande recuperação do estado português:

A colecção de antigos discos de fado (e não só, já que também nela constam gravações de folclore e de canções de revista à portuguesa) que está na posse do inglês Bruce Bastin, vai finalmente viajar para Portugal, revelou o secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho, à agência Lusa.

Tudo explicado aqui:
Raízes e Antenas: Colecção do Fado - A Caminho de Portugal

All My Friends dos LCD Soundsystem pelos Franz Ferdinand

Já se sabe que o disco dos LCD Soundsystem é um dos melhores já editado este ano, e que "All My Friends" é uma das melhores faixas. Agora os Franz Ferdinand dão um toque meio New Order na canção resultando num excelente nova leitura:

14 junho 2007

Hoje há Reggae em Oeiras


Anthony B é o senhor que se apresenta hoje à noite no Jardim de Oeiras para mais uma grande sessão de reggae e com a vantagem de ser de entrada livre! O concerto faz parte das Festas do Concelho de Oeiras, e começas às 22h.

13 junho 2007

Vilar de Mouros Cancelado!

Quem contava ir ver Brian Wilson ao Minho pode esquecer a ideia.
Segundo o Disco Digital:
A organização do Festival de Vilar de Mouros cancelou hoje a edição deste ano do decano dos festivais portugueses, responsabilizando a Câmara de Caminha pela falta de apoios, disse à agência Lusa fonte da Portoeventos.

Filipe Guimarães, da Portoeventos, afirmou que a anulação foi decidida em conjunto pela concessionária do festival e pela Junta de Freguesia de Vilar de Mouros (CDU), após a sistemática falta de resposta da Câmara de Caminha (PSD), ao pedido de apoio feito em Dezembro de 2006.

Os Liars Estão de Volta

O 4º disco dos Liars sai brevemente, mas no site da Pitchfork já podemos ouvir aquele que será o primeiro single. Poderosos e caóticos como de costume. Adivinha-se mais um grande álbum.
Oiçam: Plaster Casts of Everything

Popular Soundclash


Umas breves palavras para elogiar o Popular Soundclash que mais uma vez animou a zona do Adamastor, no miradouro de St. Catarina.
O destaque vai para a ponta final que durou até às 2h com o som do reggae a dar outras cores ao povo que festejava o St. António. Grandes escolhas musicais, grandes DJ's!

A Noite Mais Longa de Lisboa

Hoje é noite de sardinhas, manjericos, do povo sair à rua para dançar e cantar à grande. Viva a noite de Santo António, viva a noite mais bonita de Lisboa:

"Lisboa menina e moça", letra e musica: Ary dos Santos e Paulo de Carvalho.

12 junho 2007

Beastie Boys @ Aula Magna: Três MCs e um DJ

À segunda foi de vez. Depois do concerto algo desiquilibrado na última noite do Alive, os Beastie Boys presentearam os seus fãs na Aula Magna com uma excelente actuação que ficará na memória de todos os que responderam ao apelo do show instrumental.

É justo esclarecer que esta é a crónica de alguém que teve o privilégio de ver dois concertos dos Beastie Boys num espaço de 24 horas. Por isso as comparações são inevitáveis, podendo o leitor consultar o relato da última noite do Alive aqui publicado ontem.

Não será exagerado dizer que a maior parte dos que rumaram à sala da Aula Magna, muito elogiada pela banda durante o concerto, iam com baixas expectativas esperando ver um concerto morno à volta dos temas instrumentais de «The Mix Up», o disco que está para sair. E quando assim é, mais fácilmente se ultrapassam as expectativas. Neste caso foram ultrapassadas e dizimadas, porque assistimos a um concerto fantástico fruto de uma soma de factores essenciais para um resultado inesquecível.

Os seis elementos em palco estavam com um humor contagiante, com natural destaque para Adrock o mais comunicativo, e dinâmico. Destaque para o momento em que Adrock afirmou que nunca tinham tocado para tanta gente sentada chegando mesmo ao ponto de descer às doutorais e sentar-se olhando para o resto da banda em palco enquanto fingia adormecer ao som de embalar que logo os companheiros começaram a tocar.

Desde a entrada em palco, ao som de «Welcome To Jamrock» de Damian Marley, que se percebeu que a noite não ia ser tão morna quanto se pensava. Logo de início atacaram «Live at PJ`s», e «Pow» do disco «Check Your Head» editado em 1992 e pelo meio apresentaram «B for My Name» do novo disco. O mote estava dado, durante duas horas ouvimos os clássicos de discos antigos, com destaque para «Hello Nasty», de 1998, e o já mencionado «Check Your Head». Tudo funcionou muito melhor do que na véspera, porque os temas instrumentais nunca cortaram de forma abrupta o ritmo do concerto, e ouviram-se temas como «Remote Control», «Egg Raid on Mojo», «Ricky’s Theme», «The Maestro», «In 3`s», «Mark on the Bus» e «Jimmy James».

Pelo meio houve diálogo hilariante com a plateia, especialmente com um fã que não se cansava de gritar algo indicifrável cá em baixo. Adrock, MCA, e Mike D bem se esforçaram por perceber acabando por desistir imitando os sons que lhes chegavam perante a risada geral. Mais sorte teve uma jovem que à segunda tentativa conseguiu «rappar» de maneira convincente, tendo direito a uma resposta vinda dos pratos do grandioso DJ Mister Master Mike!

Sempre com conversas do mais fino humor entre os elementos da banda, o ambiente da Aula Magna estava fabuloso. Quando chegou a altura do tradicional intervalo antes do encore os Beastie Boys preferiram explicar que iam poupar tempo e iam continuar em palco para mais umas músicas.

No momento de se decidir que tema tocar, o consenso entre plateia e palco não foi atingido e houve quem pedisse “Sabotage”. Um pedido que Adrock classificou de inútil porque esse é o tema que sempre encerra os concertos; «m gajo depois de tocar o «Sabotage» tem que ir embora, não dá para tocar outra coisa qualquer!». Foi então que Mike D ouviu o pedido para «Three MC`s and One DJ» que , pelos vistos, não era cantado ao vivo há algum tempo deixando mesmo Adrock apreensivo não disfarçando um «Oh my god». A verdade é que foi esse o momento da noite. Os três MC`s em poses de teledisco, e o DJ a fazer magia nos vinis, e a plateia em extâse! Depois disto só mesmo o caótico «Sabotage» para terminar uma noite inesquecível!

in Disco Digital

Beastie Boys @ Aula Magna - Alinhamento


11 junho 2007

Alive Dia 3 - Rescaldo Palco Principal

No último dia do Alive o palco principal foi invadido pelo hip hop, e um parente distante do reggae, mas os seguidores dos géneros não apareceram em grande número. Foi pena, porque só a presença dos Beastie Boys justificava maior adesão.


Por volta das 23 horas acontece o momento mais esperado do Festival, o mítico DJ Mix Master Mike deu o mote sacando dos pratos de vinil os beats certos até lançar Body Movin` que marcou a entrada em grande estilo de MCA, Mike D, e Adrock. Foi a estreia dos Beastie Boys em Portugal, e com fatiotas a condizer. Os três de fato, gravata e óculos escuros atacaram de rajada «Root Down», «Triple Trouble» e «Sure Shot» em alta voltagem. Tudo se encaminhava para um concerto arrebatador, e inesquecível.

Mas os rapazes optaram por cortar o ritmo passando a apresentar os temas instrumentais do seu novo disco, o que até se percebia se não houvesse um concerto instrumental marcado para o dia seguinte , e se esta não fosse a estreia absoluta deles perante um público que esperou duas décadas para os ver. Mereciamos um concerto 100 por cento old school, e deixava-se os instrumentais para amanhã. Não foi essa a decisão da banda e então ficámos com uma actuação de altos e baixos. Claro que quando se dedicaram a temas como «Super disco breakin» , «The maestro»,«Skills to pay the bills», «Pass the mic», «Something`s gotta give» e até o básico «Brass monkey», ou «No sleep till` Brooklyn» a plateia reagia com justificada euforia, e as expectativas eram amplamente correspondidas.

A saída foi apoteótica com «Intergalactic», e o soberbo «Sabotage» a dar um final no auge como era desejo da banda. Foi um bom concerto que podia ter sido fabuloso.

Entre os fãs de Beastie Boys andaram os elementos dos Da Weasel que deram mais um sólido concerto antes dos nova iorquinos. A banda de Pacman está muito bem oleada ao vivo, atingiu o raro estatudo de consenso entre crítica e público, e passeia os seus êxitos pelos maiores palcos do país sem o menor problema. Em registo best of, com algumas passagens pelo novo disco, lá vão deixando as mensagens importantes como o uso do preservativo, chamam a atenção para o problema do racismo, animam as ninas com temas já clássicos, e são um valor seguro onde quer que actuem. Há dois destaques nesta passagem por Oeiras, a importante dedicatória a Marta Ferreira, manager dos Xutos & Pontapés falecida recentemente, e a chamada ao palco de um «gajo grande», segundo Pacman, Matisyahu. De resto foi irónico ver muitos dos jovens fãs virarem costas ao recinto após a actuação da banda de almada, não tendo interesse em ver uma banda que influenciou fortemente os seus ídolos.

Matisyahu foi a excepção ao hip hop neste útimo dia. Veio de propósito a Portugal só para actuar neste Festival e arrastou alguns simpatizantes do reggae branco tão em voga entre as gerações mais novas. Não se pode dizer que tenham sido momentos entusiasmantes mesmo para quem gosta de reggae, o israelita tem uma poderosa secção ritmica, e consegue fazer êxitos como «King Without a Crown» de onde descendem os outros temas. Enquanto a sua selecção empatava no Europeu sub 21, o rapper(?) agradava à sua plateia, e isso é que interessa.

Com muito mais intensidade foi a abertura do dia com Sam The Kid a assinar um bom concerto que envolveu tudo e todos. Em palco uma equipa de respeito, onde além dos habituais companheiros se destacavam dois Cool Hipnoise, João Gomes nas teclas e Francisco Rebelo no baixo. Em grande estilo a rimar, com um diálogo muito própria com o público, Sam teve passagem triunfadora pelo Alive. Chegou a levar para o palco uma fã com quem cantou «19/12/95», e andou cá em baixo bem junto ao povo que de vez em quando partilhava o micro. Aposta ganha.

in Disco Digital

Alive Dia 3 - Rescaldo Palco Secundário

Grandes concertos no palco Sagres Mini no último dia do Alive! 07. A maioria dados por artistas lusos - excepção feita ao incrível espectáculo dos suecos The (International) Noise Conspiracy. O final do evento, com os Buraka Som Sistema, não podia ter sido mais frenético.


O calor apertava quando a Tora Tora Big Band inaugurou as hostes no último dia do Alive! 07, isto no palco secundário. O espectáculo incidiu num saboroso cocktail que respira elementos de diversas proveniências, sempre com o reggae como alicerce maior. Convenceram, mas o calor da hora - 17h - atraiu mais os festivaleiros já por esta hora presentes no recinto para as barraquinhas das cervejas. Nigga Poison de seguida, a tocar na mesma hora de Sam the Kid no palco principal. Com dois nomes fortes do hip-hop luso a actuar ao mesmo tempo, o público acabou por centrar-se mais junto ao Palco Optimus, não tendo sido isso entrave, no entanto, para uma sólida actuação dos Nigga Poison. Depois, o rock aterrou no palco Sagres Mini. Em diferentes vertentes: primeiro, os lisboetas The Vicious Five voltaram a agitar as massas mais alternativas, um pouco à imagem do recente concerto dado no Creamfields. Apresentaram alguns temas novos, mas a energia foi a de sempre - contagiante. Bom mais.

Coube aos Wraygunn protagonizar a primeira real enchente do dia no palco secundário, tendo sido largas as centenas de pessoas que preferiram o blues-rock de Paulo Furtado e companhia ao espectáculo dos Da Weasel que decorria a largas centenas de metros de distância, no palco principal. «Shangri-La», o novo trabalho dos Wraygunn, começa a ser totalmente assimilado pelo público, e concertos como o da noite passada só comprovam a singularidade deste colectivo. Sempre recomendáveis.

Os The (Internacional) Noise Conspiracy foram o correspondente internacional à energia dos lusos The Vicious Five. Deram, provavelmente, o mais inglório grande concerto da noite - tocar à mesma hora da estreia em palcos lusos dos Beastie Boys não era tarefa fácil de suportar. Todavia, parece existir em Portugal uma interessante base de fãs destes suecos, que deram um concerto simplesmente notável em todos os sentidos: tecnicamente intocável, cinco estrelas em termos de entrega, felicíssimo na escolha de repertório, que visou, inclusive, algumas novidades. Muita pose rock'n'roll com, felizmente, conteúdo para sustentar tamanha pinta. Foram enormes.

Depois dos Beastie Boys, a romaria voltou-se para o palco secundário para um final de festa demoníaco, responsabilidade dos cada vez mais em alta Buraka Som Sistema. Descrever por palavras um espectáculo desta gente é tarefa, no mínimo, arrojada: estamos na presença de um show - mais que um concerto - francamente hercúleo, que ousou colocar milhares de pessoas, a poucas horas de um dia de trabalho ou aulas, a dançar como se nada mais importasse para além do momento presente. Os Buraka Som Sistema são a actualidade no seu melhor, o aqui e agora. Fazem todo o sentido agora, e isso chega. Podem vir a ser ainda maiores, mas a fasquia já está elevadíssima. Alive! 07, terceiro dia, palco Sagres Mini - ou como os secundários foram, mais do que nunca, principais.

in Disco Digital por Pedro Figeiredo

Beastie Boys - Parte 2, Logo na Aula Magna


Hoje prevê-se a apresentação do novo disco dos Beastie Boys, The Mix Up, totalmente instrumental onde a banda ganha uma dimensão de músicos virados para o funk mas em andamento mais calmo. Isto a ter fé no que aconteceu ontem no palco principal quando os rapazes trocaram os micros por intrumentos, coisa que podiam ter guardado só para hoje, convenhamos.

Alive Dia 3 - Fotos Palco Principal


BEASTIE BOYS


DA WEASEL


MATISYAHU


SAM THE KID

10 junho 2007

Alive 2008 Confirmado

Está confirmada a 2º edição do Festival Alive em 2008 no mesmo local.
Álvaro Covões , da promotora Everything is New, e Isaltino Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, acabam de anunciar as datas para o evento no próximo ano:
10, 11, e 12 de Julho Alive!08

Alive Dia 3 - Transmissões SIC Radical

Beastie Boys (23h00)- 2 temas
Da Weasel (21h15)- 7 temas
Matisyahu (19h35)- em negociação
Sam The Kid (18h30)- Completo

Alive Dia 3 - Horários

Palco Optimus
Beastie Boys (23h00)
Da Weasel (21h15)
Matisyahu (19h35)
Sam The Kid (18h30)

Palco Mini Sagres
Buraka Som Sistema (00h30)
The (International) Noise Conspiracy (22h50)
WrayGunn (21h30)
Vicious Five (20h10)
Nigga Poison (19h00)
Tora Tora Big Band (18h00)

Alive Dia 3 - Beastie Boys: FINALMENTE!! É HOJE, É HOJE!!

Chegou o dia. A banda mais esperada de todo o festival actua hoje. Senhoras e senhores, BEASTIE BOYS!!!

Alive Dia 3 - Rescaldo Palco Principal

Música e chuva, ligação directa na relação dos Smashing Pumpkins com Portugal. Grande concerto a fechar o segundo dia. Antes, no Palco Optimus, The White Stripes em estreia de global apreço e Balla em boa forma, todavia algo desajustados ao espaço em questão.

«A Grande Mentira» é o melhor disco de Balla, e ao vivo as canções saem bem. Coesas, interligadas. Armando Teixeira apresenta-se em palco acompanhado da formação clássica do rock (guitarra, baixo, bateria), para além de um coro inteiramente feminino. O concerto foi competente e profissional, como esperado. As centenas de pessoas que, ainda de tarde, se acomodaram na frente da plateia reagiram bem ao espectáculo, mas ficou no ar, contudo, a sensação de que o palco Optimus foi grande demais para um projecto do cariz dos Balla. Em analogia futebolística, deu-se o chamado síndrome de jogador de créditos firmados em clubes de meio da tabela que, em disputa por lugares europeus, acaba por - sem comprometer a manutenção assegurada há muito - não conseguir elevar de forma plena a fasquia. Interessante, mas ainda não é este o ano da Liga dos Campeões para Armando Teixeira e companhia.
A estreia dos The White Stripes em Portugal era, indiscutivelmente, um dos grandes destaques da noite de ontem do Alive!. De todo o festival, por arrasto. O concerto dos manos White foi nitidamente para fãs e com um alinhamento que teve em conta ser esta a estreia da banda em Portugal. Com efeito, ouviram-se temas de todos os registos da banda, tendo sido abrangidos temas mais antigos como «Jolene» mas também, em primeira-mão, algumas novidades a incluir em «Icky Thump», a novidade que verá a luz do dia nas próximas semanas. Uma das coisas mais louváveis num espectáculo dos The White Stripes é a forma como dois músicos somente conseguem preencher tanto um palco, não só em riqueza técnica e musicalmente dirigida mas também, ponto-chave, em toda uma presença declaradamente forte e vincada. Meg, discreta na bateria, foi perfeito complemento para o pequeno-grande génio Jack, demoníaco nas guitarras e teclas, catalizador de audiências por natureza. Para o final ficou «Seven Nation Army», a prova viva de que ainda é possível, em pleno séc.XXI, fazer riffs tão memoráveis quanto frescos e intemporais. Excelente concerto.

A nova vida dos Smashing Pumpkins não podia deixar de passar por Portugal, desde sempre um país que teve para com Billy Corgan e respectivos comparsas uma enorme admiração e carinho. Aos primeiros segundos de «Today», história: muito de surpresa, a chuva fez-se notar e as memórias - para quem se lembra - de um histórico concerto, há mais de dez anos, em Cascais (à chuva também) foram inevitáveis. Ontem, no Alive!, fez-se também história com os Smashing Pumpkins. Um pouco em menor escala, evidentemente, mas ainda assim a um nível que poucos, nas suas mais optimistas previsões, arriscariam antever. Uma vez mais, um concerto para fãs - os de sempre e de todos os momentos, que acolhem um tema como «Silverfuck» como um golo da sua equipa (perdoe-se novo traço com o mundo do futebol) ou que vêem em «United States» ou «Starz» (temas do futuro «Zeitgeist») motivos para ainda nos deixarmos encantar pelos Smashing Pumpkins em 2007. Residiu aí, efectivamente, a maior virtude da epifania da noite de ontem - o saber que, lado a lado com os clássicos da adolescência de todos, há ainda um nervo muito presente e actual, que torna os Smashing Pumpkins perfeitamente válidos no panorama actual do pop-rock norte-americano. E Billy Corgan continua tão ou mais carismático como sempre. Apetece trespassar para palavras aquilo que a jovem na primeira fila constantemente filmada a chorar pensaria ao ver um sonho de vida realizado - «Fazes-me falta». Perdoai Inês Pedrosa o empréstimo, mas a verdade é que os Smashing Pumpkins provaram ontem que fizeram mesmo falta. O apreço final de Corgan por mais uma boa noite em solo luso também não deixa margem para manobras: eles também sentiram falta disto. «Zeitgeist», que é como quem diz: bem-vindos de volta.


In Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo

alive dia 2 - Rescaldo Palco Secundário

Inesquecível será o melhor adjectivo para descrever o concerto dos The Go! Team no palco secundário, à mesma hora dos Smashing Pumpkins no palco Optimus.

Neste segundo dia o arranque do palco secundário foi feito a todo o gás, bem ao contrário do que tinha acontecido 24 horas antes. Os Dapunksportif, banda de Peniche, abriram cheios de garra o programa das festas por volta das 18h. Já com muito público dentro da tenda, o vocalista Paulo Franco dava o mote para que o povo seguisse o rock bem mexido das canções que fazem parte do disco «Ready! Set! Go!», editado há um ano. Convenceram, e aproveitaram muito bem a sua passagem pelo Alive! 07.

Passagem inaugural pelo palco principal no intuito de ver o rock de ascendência shoegaze dos espanhóis Triangulo de Amor Bizarro. Se o nome da banda foi retirado da lendária canção dos New Order, a verdade é que ouvindo os temas do colectivo, o imaginário deve muito mais aos My Bloody Valentine ou aos Jesus & Mary Chain do que ao projecto (aparentemente agora defunto) de Peter Hook e companhia. A sonoridade - e, como prolongamento, o concerto - não é para todos: quem gosta do estilo consegue descortinar algumas boas variantes do mesmo nos Triangulo, quem nunca gostou também não ficou certamente extasiado com esta actuação. Só para incondicionais.

Primeiro óptimo concerto no palco Sagres Mini pouco depois, com os Plastica a mostrar que a evolução tem-se feito não só em disco mas também em palco. Centraram atenções na novidade «Kaleidoscope», dando um toque apenas no final ao anterior «Red Light Underground», com o single de então «Bugs and Astronauts». Pelo meio, destaque à participação especial de Luís Simões, dos Blasted Mechanism, que brilhou numa bem esgalhada versão de «Bittersweet Symphony», dos The Verve. Rock facção indie, escola britânica, paragem em território luso para quem melhor o pratica. Óptimo.

Entre as 20h e as 21h uma dúvida assaltou a mente de muitos festivaleiros: será que as bandas não estariam de palcos trocados? Isto porque enquanto os Balla se arrastavam no palco principal, os Capitão Fantasma saíam do baú para incendiar a tenda ao fundo do recinto. Com disco novo - «Viva Cadáver» - acabado de editar, a banda volta a mostrar a força do seu rock psychobilly, e não só arrasta velhos fãs como agrada aos que não chegaram a viver os bons tempos de concertos em que se ouvia o «Rock das Caveiras». O vocalista Jorge Bruto continua, no mínimo, imparável em palco.

Às 21h20 deviam actuar os The Dead 60's, mas por problemas com voos a organização acabou por convocar à última da hora os D3O de Coimbra. E não se pode dizer que tenha sido uma passagem feliz por Oeiras. Infelizmente, os D3O foram os mais prejudicados até agora pelo efeito palco principal. O rock do trio até estava a ser bem acolhido, só que aos primeiros acordes dos White Stripes o povo debandou ao ponto da tenda ter ficado apenas com umas poucas de dezenas de pessoas. Nada que tenha atrapalhado o ex-Tédio Boy Toni Fortuna, que apresentou as músicas com a força do costume. No final, ainda incentivaram o pessoal a correr para o palco maior.

O grande concerto do dia no palco Sagres Mini estava reservado para as 23h, altura em que os The Go! Team arrancam para uma actuação inesquecível. Seis músicos em palco incapazes de permanecerem muito tempo seguido nos seus instrumentos, duas baterias, e uma vocalista espectacular que faz jus ao nome de Ninja. Com um ritmo alucinante desafiam a plateia com canções que tão depressa sorriem à pop refrescante, como a seguir visitam os primeiros anos do hip hop. Estranho, mas totalmente eficaz. Esta malta de Brighton, Inglaterra, já tinha dado nas vistas com o disco de 2004 «Thunder Lightning, Strike», mas ao vivo ultrapassa todas as expectativas. Urge trazê-los de volta mesmo porque as músicas apresentadas do disco que vão editar em Setembro convenceram tudo e todos.

in Disco Digital por JG e Pedro Figueiredo