02 agosto 2007

Já Estou a Sudoeste

Acabada a aventura de Sines no passado domingo já estou um pouco mais a sul preparado para o objectivo Sudoeste 2007.
Há poucos minutos era este o movimento que se verificava à porta do recinto com os festivaleiros que vão acampar a levantar as suas pulseiras na bilheteira. Daqui a 24 horas espera-se uma das maiores festanças do ano ao som de Manu Chao. Com muita humidade, e a habitual poeirada.
A 20 km do recinto para norte, em Mil Fontes, já se sente o ambiente que rodeia o Festival. Está tudo preparado para o Sudoeste 2007.

01 agosto 2007

Festival de Sines - A Madrugada do Bailarico Sofisticado em Fotos





Imagens da memorável última noite de Sines. O colectivo de DJ's, que eu tenho a imensa felicidade de os ter como amigos do coração, deram música para o povo fazer uma festa de arromba. Milhares de foliões espalhados ao longo da Avenida da praia a dançar até de manhã. Houve arrojados que subiram para as colunas em frente ao palco para dançar aos pares, houve quem invadisse o palco, público e até malta menos dada a estes devaneios como este vosso escriba. De toalhas brancas na cabeça companheiros de escrita andaram a agitar a plateia que não arredou pé até às 8h da matina.
Já só faltam 11 meses para voltarmos a Sines!

FÉRIAS!

Finalmente chegaram as férias. 20 dias seguidos sem compromissos profissionais.
Adivinham-se viagens até à Zambujeira do Mar, e Paredes de Coura, muito sol, muita comida e bebida, muita música, e sempre perto dos amigos. E se tudo correr bem dia 18 em Matosinhos para apoiar o Benfica.
No entanto fica a promessa de ir mantendo este espaço actualizado, agora em modo de férias.
Viva o verão!

31 julho 2007

Festival de Sines Última Noite: Fotos do Concertos no Castelo

Gogol Bordello

K`naan

Erika Stucky

Festival de Sines, sábado dia 28 - O Bailarico Sofisticado e os Gogol Bordello

Se na sexta já se sentia a temperatura a aumentar proporcionalmente à afluência de público o que dizer daquilo que se viu no sábado em Sines? Durante a tarde na praia Vasco da Gama já dava para perceber que os visitantes eram em grande número, mas quando chegou a noite a moldura humana no Castelo era arrepiante!

A organização falava em recorde de assistência da história do evento, e o caso não era para menos. Mais de 6 mil pessoas despediram-se dos concertos no Castelo ao som de Erika Stucky, K`naan e Gogol Bordello. Um número semelhante de resistentes passaram toda a noite na Avenida da Praia a dançar ao som do DJ set do Bailarico Sofisticado até às 8 da manhã.

Não só o recinto do Castelo estava completamente cheio, como as imediações apresentavam semelhante imagem com centenas de pessoas a seguir os concertos nas enormes telas que a organização disponibiliza para quem não chega a entrar.

Contagiada com o excelente que se vivia na última noite do FMM Sines Erika Stucky aproveitou para arrancar um dos concertos mais originais, e interessantes da semana. A senhora Erika é uma figura singela, nasceu em São Francisco nos E.U.A mas vive no país dos seus pais, Suíça.Tão grandes diferenças culturais explicam os devaneios com que interpreta, por exemplo, «These Boots Were Made For Walking». Com diálogos inspirados com o povo pelo meio de propostas musicas que tanto nos levavam às paisagens dos Alpes, como ao deserto com gritos de cowboys. O termo de comparação mais usado entre os assistentes era Laurie Anderson, e não vamos ser nós a desmentir.

Com uma abertura de noite tão interessante o homem da Somália tinha caminho aberto para impor o seu afro hip hop misturado com qualquer coisa próxima do reggae. K`naan não é propriamente um desconhecido de quem segue com interesse as musicalidades que o FMM aborda. Talvez por isso tenha entrado demasiado confiante e não tenha conseguido logo a empatia com o público que veio a conseguir mais tarde com um pouco mais de alma. E ainda foi a tempo de ver os sineenses de mão no ar a gesticular ao melhor estilo de 50 Cent. Acbou a sua actuação em grande estilo e assinou passagem positiva pelo Alentejo.

Para fechar o FMM Sines deste ano na sala principal do evento, o Castelo, chegaram os Gogol Bordello. Foi aí que o espaço terá registado a maior enchente de sempre, e as muitas t-shirts com referências ao punk envergadas entre a assistência prometia agitação. Já se sabia dos discos que os punks ciganos tinham grande pedalada em disco, o que não se sabia é que no palco o bando se transforma numa circo de punk/rock/pop vulcânico incendiando a plateia de uma ponta a outra, dentro e fora das muralhas! Com um ritmo alucinante, e uma energia de cortar o fôlego ao mais activo, os Gogol Bordello partem de uma proposta musical extremamente simples, e directa, para uma demonstração de como contagiar o ouvido e corpo horas seguidas sem querer parar. O líder ucraniano (há elementos de várias nacionalidades) Eugene Hütz entra em palco possuído por uma vontade maior de partir a loiça toda. Pula, grita, olha nos olhos do público, e jornalistas presentes no fosso em frente em palco, salta do palco para a primeira fila da plateia para cantar com os seus fãs e assina um concerto tão vibrante que o último fôlego é um encore com uma versão de um tema de Manu Chao, o que faz todo o sentido! Um concerto para a história do Festival, com a particularidade do aguardado fogo de artifício ter escoado da maneira mais feliz e natural que de há memória em Sines.

Os Gogol Bordello deixavam de rastos os festivaleiros mas não por muito tempo. Rapidamente a mole desceu até à Avenida da Praia e ocupou uns bons quilómetros entre o palco e as última tendas de comércio. Señor Coconut and His Orchestra feat. Argenis Brito deram música ao povo mas não convenceram porque o mote dado pelos Gogol tinha deixado o espírito a pedir mais acção, e menos instrumentalização. Mesmo assim lá pelas 3 e meia da matina mais de 5 mil pessoas dançava ao som de «Smoke on the Water» com que a rapaziada de Señor Coconut, impecavelmente vestida de fato e gravata, se despediu.

Pouco passava das 4 da madrugada quando os 3 DJ`s que formam o Bailarico Sofisticado deram início às hostilidades. A Avenida continuava cheia de gente, e quem chegou a pensar desistir e sair terá desistido logo aos primeiros sons das escolhas de discos do Bailarico. Começaram no alto da noite, com uma luminosidade luar fantástica, a dar som para dançar e foram sempre agitando as massas com propostas musicas bem escolhidas. Destaque para os momentos em que se ouviu, dançou e cantou em uníssono canções de António Variações, ou mesmo das Doce. Entre passagens por sons de África, ska, ou simplesmente rock, o Bailarico Sofisticado não só fez dançar os milhares de resistentes como agradou a todos os que andavam pelo backstage, vendo-se até um dos elementos da banda de Coconut a entrar em palco de cerveja nã mão para dançar. Já ia alto o sol quando se ouviu o hipnotizante, e irresistível, «Born Slippy» dos Underworld que ainda há poucas semanas estiveram por cá. Nessa altura vimos gente a tomar banho no mar!

Foi um fim de Festival apoteótico com o Bailarico Sofisticado a por um ponto final do FMM Sines. Até para o ano!

30 julho 2007

Festival de Sines, sexta 27: A Agitação Veio da Argélia

Sexta feira, dia 27, regresso a Sines para acompanhar a recta final do Festival que já estava bem instalado no centro fazendo do eixo Castelo-Praia Vasco da Gama um corredor giratório onde milhares de entusiastas circulavam do fim da tarde até ao sol nascer. As cordas do Quinteto de Hamilton de Holanda, os sopros do World Saxophone Quartet, e a festa de Rachid Taha animaram o Castelo.

Ainda com os ecos dos festivaleiros residentes durante todo o evento a garantirem que as passagens de Carlos Bica & Trio Azul com DJ Ill Vibe, e Harry Manx, tinham que figurar no topo dos melhores concertos, registámos já uma grande afluência junto ao Castelo à hora de jantar. Casa cheia para receber os brasileiros do Quinteto de Hamilton de Holanda. Interessante demonstração do que é um bandolinista virtuoso, Hamilton domina completamente o instrumento e depois contextualiza o seu som com as demais cordas, harmonica e bateria da banda que o acompanha. Interessante, mas pouco entusiasmante mesmo que ainda tenha arranhado ao de leve um fado para alegria do povo. Saiu feliz, e foi um bom começo de noite.

Seguiu-se o World Saxophone Quartet que prometiam muita critica política, ao poder dos Estados Unidos da America, mas acabaram por se expressar apenas através dos seus saxofones. David Murray a abrir caminho para exercícios jazz, e os companheiros a seguirem-lhe o rasto num caos ordenado. Quando se desviaram por caminhos mais funk o público correspondeu e houve sintonia. Mas não chegou para agitar o Castelo.

A hora da grande agitação estava guardada para o fim. A coisa prometia tendo em conta que o argelino Rachid Taha tem fama de pôr a malta a dançar, e a sua boa disposição no backstage era um bom sinal.

Foi ao som do que se pode chamar de Rai Chunga que Taha conquistou a plateia ávida de emoções fortes para dar o corpo à dança.

Rachid é uma figura engraçada e tem o carisma do rock n`roll, percebeu o que a malta queria e foi sempre a puxar por Sines enquanto pedia champanhe. Música alterada da Argélia para se dançar até depois das duas da matina com o natural apogeu na versão dos Clash, «Rock the Casbah».

Estava feita a festa no Castelo, a urbe animada desceu à praia para ficar madrugada dentro com a mescla proposta pela La Etruria Criminale Banda que cruzou de tudo um pouco partindo da música tradicional italiana. A Avenida da praia equipada com muitas tascas de comida e bebida, e barracas de venda de discos até artesanato, foi ocupada até de manhã em grande animação. Já nascia o sol, chegava o último dia do FMM Sines.

Festival de Sines, sexta 27: Fotos dos Concertos

Rachid Taha

World Saxophone Quartet

Quinteto de Hamilton de Holanda

29 julho 2007

Adeus Sines!

Terminou hoje pelas 8 da manhã mais uma edição do Festival de Sines, e já sentem saudades!
Uma noite grandiosa no Castelo, a que se seguiu uma madrugada a dançar até o sol já ir bem alto sob a praia Vasco da Gama.
Brevemente ficarão aqui as impressões das duas últimas noites do FMM Sines 2007.
Para já fiquem com um vídeo do último concerto do palco da praia antes do apoteótico DJ set do Bailarico Sofisticado:
Señor Coconut and His Orchestra feat. Argenis Brito - Smoke on Water

28 julho 2007

A última Noite de Sines

O último dia de música tem a Bretanha como ponto de partida. Liderada por Erik Marchand, a orquestra Norkst parte em busca da recuperação da riqueza modal da música bretã, reencontrando parentescos com o Oriente e os Balcãs. Na Av. Praia, às 19h30.

Às 21h30, já no Castelo, uma cantora desconcertante, Erika Stucky. Tradição suíça, rock, pop alternativa e jazz vanguardista desaguam num imaginário muito pessoal. Acompanha-a para a estreia em Portugal o grupo Roots of Communication.

Eleito pela BBC Radio 3 revelação das músicas do mundo de 2006, o rapper somali K’naan volta a Sines para a entrada decisiva do género no coração histórico do festival, o Castelo. “Hip hop” com sabor acústico e africano, num concerto fundamental, a ouvir, às 23h00.

Também premiado pela BBC, neste caso como melhor grupo das Américas, os Gogol Bordello apresentam-se para um espectáculo efervescente. Entre os Estados Unidos e a Ucrânia, o festival encerra no Castelo, às 00h30, com punk cigano e fogo-de-artifício. Mais uma estreia absoluta no nosso país.

Para gastar as últimas energias, às 02h30, uma descida à praia, para ouvir e dançar com um dos grupos mais originais do momento. Partindo de referências da pop alemã e japonesa, Señor Coconut and His Orchestra feat. Argenis Brito constrói com arranjos latinos um espectáculo contagiante.

in fmm.com

27 julho 2007

O Dia do Regresso a Sines!!

É hoje, é hoje!!! A poucas horas do regresso a Sines, após uma interminável semana de trabalho, já a cabeça só pensa na música que se vai ouvir logo ainda no palco da praia de Sines, e depois no Castelo. Aqui fica o programa das festas para logo:

A Oceania estreia-se no festival. O pianista neo-zelandês Aron Ottignon está em Sines com o grupo Aronas para um concerto de jazz com um caldeirão de influências, entre elas os ritmos das ilhas da Polinésia. A ouvir na praia, às 19h30.

No Castelo, há Brasil, Estados Unidos e Argélia.

Com pouco mais de 30 anos, Hamilton de Holanda foi considerado pelo mestre Hermeto Pascoal “o maior bandolinista do mundo”. Animal de palco, toca de forma vertiginosa um repertório de música popular, erudita e jazz. Às 21h30, com o seu quinteto.

Às 23h00, o mais famoso quarteto de saxofones do mundo, o World Saxophone Quartet, regressa a Sines com “Political Blues”, jazz condimentado de blues e muito funk, com letras que criticam o clima político dos Estados Unidos contemporâneos.

Às 00h30, Rachid Taha. Porta-voz de uma geração de músicos árabes a viver na Europa, este cantor argelino cruza ritmos do Norte de África, música de dança e atitude punk para criticar as hipocrisias dos dois lados do Mediterrâneo.

Na praia, a partir das 2h30, uma “big band” empenhada em encontrar novos caminhos para a música tradicional italiana. La Etruria Criminale Banda une, sem chocar, estilos tão diferentes quanto a tarantela, música de circo, tango, ska e swing.

Prometo fotos, vídeos, e resumos desta recta final do Festival de Sines.

26 julho 2007

Festival de Sines Hoje à Noite no Castelo

Amanhã já estou de volta a Sines para as duas últimas noites. Entretanto para os que tiveram a sorte de ter férias nesta semana hoje à noite estão a ver o seguinte programa:

CARLOS BICA & TRIO AZUL com DJ ILL VIBE
Portugal /EUA / Alemanha


Entre a Alemanha, Portugal e o mundo, o contrabaixista Carlos Bica tem vindo a afirmar-se como um dos melhores músicos de jazz da Europa. Acompanhado dos americanos Frank Möbius (guitarra) e Jim Black (bateria e percussões) e do DJ alemão Ill Vibe apresenta-se no FMM com o seu projecto mais emblemático, “Azul”.


TARTIT
Mali

Originários de um raro matriarcado da África de influência árabe, os malianos Tartit são um dos mais comoventes grupos em actividade no circuito das músicas do mundo. As mulheres cantam, dançam e tocam percussão, os homens tocam instrumentos de cordas eléctricos e tradicionais. Hipnótica música de dança de uma cultura a conhecer.


MAHMOUD AHMED
Etiópia


Eleito pelos prémios de world music da BBC Radio 3 o melhor artista africano de 2006, Mahmoud Ahmed é um dos mais extraordinários cantores do mundo. Representante máximo da fusão dos ritmos circulares de sabor oriental da tradição etíope com o pop e o jazz, terá a seu cargo um dos concertos mais esperados do FMM.

Aimee Mann @ Coliseu Lisboa: Magnolia

Só faltaram umas imagens do soberbo filme Magnolia para ilustrar as doces melodias saídas da voz, e viola de Aimee Mann. O Coliseu não encheu para receber a estreia de Aimee em terras lusas, mas a plateia esteve bem composta e saiu satisfeita apesar da duração do concerto me ter parecido um pouco curta. Simpática, comunicativa, e distraída no arranque de um tema que teve de repetir.
Uma noite de bonitas canções numa noite de verão na baixa lisboeta.

Fotos: Rita Carmo
in: Blitz

25 julho 2007

Aimee Mann Estreia-se Hoje em Portugal

Aimee Mann vai estrear-se hoje em Portugal com um concerto no Coliseu dos Recreios. Na primeira parte, toca Sean Riley acompanhado dos Slowriders.
Aimee Mann irá apresentar temas de todos os álbuns assim como alguns inéditos. Parte do alinhamento deverá ser baseado nas canções do filme «Magnolia».
As portas abrem às 21 horas. O preço dos bilhetes varia entre os 20 e os 50 euros.

Festival de Sines: A Música Chega ao Castelo

O FMM chega ao Castelo de Sines. O espaço mais emblemático do evento recebe a partir desta noite concertos até ao próximo sábado.
Programa para logo a partir das 21h:

TRILOK GURTU BAND
Índia


Depois de ter dado aquele que muitos consideraram o melhor concerto do FMM2006, o percussionista indiano Trilok Gurtu regressa a Sines para abrir música no Castelo com uma super-banda e a nata dos seus melhores discos do séc. XXI: “Remembrance” (2002), “Broken Rhythms” (2004), “Farakala” (2006) e “Arkeology” (2006).


BELLOWHEAD
Reino Unido


Eleitos melhor grupo e espectáculo de 2007 nos Folk Awards da BBC Radio 2, os Bellowhead são a maior revelação da folk britânica no século XXI. Com uma riqueza tímbrica e harmónica nunca antes ouvida na música tradicional inglesa, o seu disco “Burlesque” (2006) é já considerado um dos mais importantes de sempre no género.



OUMOU SANGARÉ
Mali


Uma das mais celebradas e internacionais cantoras africanas de sempre, a maliana Oumou Sangaré vem ao festival para mostrar o seu cruzamento de ritmos “Wassoulou” com funk, rhythm n’ blues e afrobeat. A sua voz de timbre excepcional oferece-nos canções onde o tema da emancipação feminina é uma dominante.

24 julho 2007

Museu do Fado apadrinha Fábia Rebordão

Lisboa tem fado, todos sabemos disso. Nem sempre nos lembramos é que a capital tem uma belíssima casa que é o Museu do Fado e que fica ali às portas do histórico bairro de Alfama. Ontem à noite o Pequeno Auditório do Museu encheu para acolher a apresentação de uma jovem, e promissora fadista que dá mostras de querer dar continuidade à interpretação do fado tal como ele sempre foi.

Fábia Rebordão tem 22 anos e não é uma desconhecida do público, a sua passagem pelo programa da RTP1 Operação Triunfo ficou na memória dos muitos que agora a encontram totalmente concentrada no fado. Isto depois de ter passado pelo elenco de «My Fair Lady», musical de Filipe La Feria em 2003, e de ter experimentado as áreas da soul, do jazz, blues, e até opera.

A aposta agora vai para o fado, e com acerto, pois Fábia Rebordão, impecavelmente vestida pela estilista bracarense Elsa Barreto, é senhora de uma poderosa voz já bem trabalhada que canta com convicção, e emoção os clássicos «Cuidei que tinha morrido», de Pedro Homem de Mello/Alain Oulman, «Fado Tamanquinhas», de Linhares Barbosa/Carlos Barbosa, «Madrugada de Alfama», de Amália Rodrigues/David Mourão Ferreira, ou mesmo «O Homem na Cidade» de Ary dos Santos.

Um serão muito agradável passado no Museu do Fado a lembrar que Lisboa é fado, e continua a ter jovens talentosas fadistas.

O Regresso à Rádio

Ainda que por uma noite hoje acontece o meu regresso à rádio. Meio ano depois do fim do projecto Química não pude recusar o generoso convite que a dupla fascinante do Boa Noite e 1 Queijo me fez. É um prazer voltar à conversa com a amiga Lia, e tentar fazer o lugar de Ana Martins (ausente em Chicago) e passar alguma música a partir das 22h na Rádio Zero.
Depois ficará disponível em podcast.

Festival de Sines em Fotos - Dia 3



Haydamaky


Karl Seglem e Rão Kyao


Djabe

Festival de Sines em Fotos - Dia 2


Deti Picasso


Mamani Keita


Don Byron

Festival de Sines em Fotos - Dia 1


ETRAN FINATAWA


DARKO RUNDEK & CARGO ORKESTAR


GALANDUM GALUNDAINA

23 julho 2007

FMM Sines Dia 4: A Vez do Centro de Artes de Sines

A partir de hoje o Festival transita de Porto Covo para o Centro de Artes de Sines.

- às 21h30, actua Marcel Kanche. Letrista, compositor, guitarrista e dono de uma magnífica voz de barítono, é uma figura muito especial da música de França. Entre a chanson française, o jazz e o rock experimental, a poesia nocturna do disco “Vertigue des Lenteurs”, de 2006, recebeu elogios entusiásticos da imprensa do seu país e internacional.

- pelas 23h00, espaço para as bascas Ttukunak. Usado há 2000 anos como meio de comunicação no País Basco, a “txalaparta” tornou-se com o tempo num complexo instrumento de percussão. No Centro de Artes de Sines será tocado por duas irmãs gémeas, Maika e Sara Gómez, as Ttukunak, que aliam à tradição basca ritmos de todo o mundo e muita improvisação.

FMM Sines Dia 3: A noite dos sopros

A fechar o primeiro fim de semana do Festival, nesta primeira fase a decorrer em Porto Covo, novamente muito público no recinto para festejar mais músicas do mundo. O bom tempo da véspera manteve-se nesta noite de domingo e foi com agrado que os Djabe foram acolhidos na abertura da 3ª noite do FMM Sines 2007.

Vindo da Hungria, os Djabe desfilaram uma fusão de jazz, com ritmos das raízes magiares envolvendo tudo numa tendência rock. Funcionam bem em palco porque são grandes músicos com particular destaque para Tamás Barabás no baixo sempre bem acompanhado por trompetista, e guitarrista na frente do palco. Podemos falar de jazz do centro da Europa bem acolhido em Porto Covo.

A segunda proposta da noite era especialmente aguardada. Um músico português voltava ao palco, depois da abertura dos Galandum Galundaina, e criava expectativas. Falamos de Rão Kyao que se juntou a Karl Seglem, conceituado saxofonista noruguês, para um projecto entre músicos de diferentes nacionalidades mas unidos na genialidade da arte dos instrumentos de sopro. Foi uma estreia interessante, está prometida a passagem para disco do resultado desta parceria, e que além de entusiasmar a plateia em alguns momentos, deliciou os músicos que não escondiam o gozo, e o prazer que estavam a ter nesta sua passagem por Porto Covo. A recta final da actuação foi especialmente entusiasmante, em constraste com alguma excessiva calmaria que marcaram grande parte do concerto. Missão cumprida com aplausos para a dupla e a banda que os acompanhou.

A fechar o domingo a primeira explosão rítmica a sério da edição deste ano. Estava a ser uma noite relativamente calma em termos sonoros até que os Haydamaky tomam conta das operações. Entrada a matar com fusão ska - punk tocada por um grupo de personagens castiças onde pontifica Olexandr Yarmola, líder, vocalista, e flautista destes agitadores ucranianos. Instalaram a festa em Porto Covo e a plateia não demorou a aderir à dança que o «Ska dos Cárpatos» exigia. Foi a gastar a energia que ainda nos restava deste primeiro fim de semana que encerrou a 3ª noite do Músicas do Mundo de Sines 2007. A festa continua até sábado.

in Disco Digital

Festival de Sines, Dia 2: A noite de Mamani Keita

A segunda noite de festa no recinto de Porto Covo do Festival de Músicas do Mundo de Sines trouxe agradáveis melhorias climáticas. O vento frio da véspera desapareceu, e o povo compareceu ainda em maior número para conhecer mais três propostas de sons do mundo.

Foram mais de 2 mil espectadores que vibraram com a actuação da cantora maliana Mamani Keita. Hora e meia de pura magia africana servida por uma voz capaz de fazer sorrir o mais sisudo, e que dá alma no cruzamento do som hipnótico vindo do n'goni de Moriba Koita, e a guitarra eléctrica do francês Nicolas Repac.

Um concerto que deve figurar entre os favoritos dos que acompanham o Festival, e que chama a atenção para o disco de 2006 «Yelema».

Antes de Mamani Keita a noite abriu com uma proposta entre o jazz, a funk e o soul, com Don Byron, clarinetista mundialmente conhecido, a comandar uma trupe de excelentes músicos; Dean Bowman, David Gilmore, George Colligan, Brad Jones, Rodney Holmes. Juntos contagiaram o público com o seu som funk que chegou a passar pelo legado de James Brown. A âncora da actuação foi naturalmente o disco «Do the Boomerang» do ano passado, e esta passagem por Sines foi bem conseguida, e aproveitada por todos.

A fechar a noite estiveram os os Deti Picasso, uma banda arménio-russa que não conseguiu convencer, e em comparação com a qualidade do que já se tinha ouvido até ali fica a perder de caras. Por falar em caras, diga-se que a figura da vocalista Gaya Arutyunyan até ajuda a concentrar a atenção com os seus movimentos exóticos, e uma bela voz, mas a nível musical os Deti Picasso descambam para algo que poderia ser proposta musical da Rússia ao Festival da Canção. Foram os menos interessantes de uma noite que vai ficar na memória como a noite de Mamani Keita.

in Disco Digital

Festival de Sines: Dia 1

Sexta-feira à noite arrancou em Porto Covo a 9ª edição do Festival de Músicas do Mundo de Sines. Esteve muito público presente no recinto para receber as primeiras três propostas deste ano.

A honra de abertura coube aos portugueses Galandum Galundaina que não demoraram a instalar o clima de festa que caracteriza estas noites alentejanas todos os anos por esta altura.
A tarefa não era fácil já que se sentia um vento frio pouco próprio do verão, mas os sons dos Galandum conquistou a primeira plateia do FMM. A juntar à música, dança, e linguagem das Terras de Miranda, tivemos direito a uma fabulosa actuação de pauliteiros ao som de modas, rimances, e danças de roda.

Não podia ter sido melhor a estreia no palco de Porto de Corvo.

Funcionou muito bem a actuação de Darko Rundek, carismático vocalista, e compositor croata que comandou com classe os músicos da Cargo Orkestar oriundos de vários países onde se destacou um luso descendente que chegou a cantar em português. Destaque total para a figura misteriosa da violinista que com os seus longos cabelos brancos e movimentos enigmáticos concentrou a maior parte da atenção.

Começaram a meio gás, mas numa actuação em crescendo acabaram em alta rodagem, deixando boas recordações.

A fechar a primeira noite os ritmos da savana. Os Etran Finatawa (estrelas de tradição) são um grupo de músicos de dois povos nómadas do Níger, wodaabe e tuaregues.

Foi um fim de noite muito bom entregues às guitarras eléctricas, as percussões e vocalizações harmoniosas dos Etran Finatawa que ficaram no ouvido de todos os que testemunharam a estreia das Músicas do Mundo de Sines 2007.




in Disco Digital

20 julho 2007

RUMO A SINES!!

Começa hoje o Festival de Músicas do Mundo de Sines.
Já de mala feita deixo aqui o guia musical para hoje, com a ajuda do At-Tambur. Vou estar por Sines até domingo à noite e regresso na próxima sexta. Conto ir deixando por aqui textos, fotos, e videos.
Se puderem passem por lá, não se arrependerão!

Sexta, 20 Julho
Porto Covo, 21h30
GALANDUM GALUNDAINA
Portugal
O FMM2007 abre, em Porto Covo, com um dos mais interessantes projectos do folclore português actual. Partindo da música, dança e língua das Terras de Miranda, os Galandum Galundaina, acompanhados de um grupo de pauliteiros, tocam modas, rimances, danças de roda e muito mais, num espectáculo fiel à tradição e divertido.

Sexta, 20 Julho
Porto Covo, 23h00
DARKO RUNDEK & CARGO ORKESTAR
Croácia / França
Dotado de uma voz rouca carismática, Darko Rundek é o grande cantor e compositor da Croácia. Neste concerto, apresenta-se com uma orquestra de oito instrumentistas de várias origens, a Cargo Orkestar, com quem produz uma música doce e miscigenada, em canções que tratam as viagens e a solidão como dominantes no mundo globalizado.

Sexta, 20 Julho
Porto Covo, 00h30
ETRAN FINATAWA
Níger
Uma das revelações do circuito das músicas do mundo em 2006, os Etran Finatawa (“estrelas da tradição”) reúnem músicos de dois povos nómadas do Níger, os tuaregues e os “wodaabe”. Entre as guitarras eléctricas e as percussões dos primeiros e a força hipnótica da polifonia vocal dos segundos, canta-se a vida na imensidão da savana.

Horace Andy @ Jardins do Casino do Estoril


Horace Andy nos Jardins do Casino do Estoril
Noite Morna

Não foi a grande festa de reggae que podia ter sido nos Jardins do Casino do Estoril. A noite fria parecia não pertencer ao calendário de verão, o público que gosta realmente das raízes do reggae não respondeu à chamada, o preço do bilhete não era convidativo, e o "Rouxinol" ressentiu-se de um pouco disto tudo e limitou-se a cumprir os serviços mínimos.

A parte boa do serão, para quem lá esteve, é que no caso de Horace Andy cumprir o mínimo aceitável corresponde a oferecer um bom concerto de reggae, com entrega, simpatia, e acompanhado de excelentes músicos. A pouco numerosa plateia à sua frente não inspirava a muito mais, e um olhar mais atento denunciava a presença de muitos mais apreciadores por via Massive Attack, do que fãs dos tempos do cantor no Studio One.
Poucos "rastas" no recinto para apreciarem alguns excelentes momentos como "Skylarking", ou a apresentação do tema favorito de Horace Andy que por várias vezes mostrou com gestos o frio que estava a sentir.

Como já o vimos a actuar com muito mais fogosidade no Parque de Estacionamento da Casa da Música no Porto já dois anos, por exemplo, podemos dizer que ontem à noite o Estoril só teve direito a uma pequena amostra do que este embaixador de Kingston pode fazer durante horas em cima de um palco. Longe da sua pose discreta que caracteriza a sua presença nos concertos com o Massive Attack, como já pudemos testemunhar várias vezes, Horace Andy a solo vai para a frente do palco, sorri, dança, e canta de maneira exemplar. Só por isso a noite fica ganha.
A maneira como abandonou o palco sem direito a encore reforçou o sabor a pouco de uma noite fria.

Horace Andy @ Jardins do Casino do Estoril: o vídeo

19 julho 2007

O Rouxinol no Estoril

Noite em grande para os apreciadores de reggae. É o regresso em nome próprio a Portugal de Horace Andy, conhecido em Kigston, onde nasceu em 1951, como o rouxinol devido ao seu timbre único.
Depois do inesquecível concerto no parque de estacionamento da Casa da Música há 2 anos espera-se nova grande festa hoje à noite nos Jardins do Casino do Estoril em concerto englobado no Cool Jazz Fest.
Horace Andy e Dub Asante Band a não perder:

18 julho 2007

Prince dá Planet Earth



Prince anda a irritar o pessoal da indústria discográfica. Não é de hoje que Prince causa polémica, mas desta vez a sua acção é bem interessante. Resolveu distribuir o seu novo disco de borla. Oferece-o a quem compra bilhetes para os seus concertos, e um jornal inglês distribuíu nas vendas a milhões de leitores.
Já ouvi o disco e até me parece que a qualidade de Plante Earth é muito interessante.
Ajudo o Prince a divulgar o seu disco e proponho aos leitores que o oiçam:Prince

New Young Pony Club em Coura

Uma das propostas mais refrescantes da pop deste ano, os New Young Pony Club, já foram por aqui divulgados por mais do que uma vez. A boa notícia é que os vamos poder ver ao vivo no Festival Paredes de Coura a 13 de Agosto.

17 julho 2007

The Sea and Cake, Antes do Porto Tocam em Lisboa

A Blitz informa que os americanos Sea and Cake actuam em Lisboa a 27 de Outubro. Dois dias depois vão ao Porto.
A julgar pela passagem deles pelo Garage há uns anos este é mais um concerto a não perder. Aliás, dois concertos a não perder.

Os Massive Attack Vão Picar o Ponto. E o Mike Patton Também. Óptimo!

Já faltavam umas datas dos Massive Attack em 2007 por cá. Ora, cá estão elas então: no Coliseu de Lisboa, a 17 de Setembro, e no Coliseu do Porto, no dia seguinte.
Como já escrevi aqui no ano passado, os Massive Attack não sabem dar maus concertos, por isso é sempre de levar em conta esta proposta. Devemos poder ouvir temas do novo Weather Underground disco que sairá até ao fim do ano.
Como bónus temos na 1ª parte um projecto do grande Mike Patton, Peeping Tom.

Se não for pedir muito tragam cá também os Tomahawk!

Arctic Monkeys Esgotado

Casa cheia para receber amanhã à noite o regresso dos Arctic Monkeys a Lisboa!
O concerto é de apresentação do novo disco "Favourite Worst Nightmare"
e está a levantar muitas expectativas como se pode perceber pelo facto dos bilhetes terem sido todos vendidos.
Amanhão à noite no Coliseu.

16 julho 2007

Shivaree - Tainted Love: O Regresso de Ambrosia Parsley em Formato de Versões

Sempre gostei muito dos Shivaree. Acho os discos deles bons, muito além do hit Goodnight Moon, e a vocalista em palco transpira sensualidade e encanto, como já tive oportunidade de ver algumas vezes em Lisboa.
Por tudo isto fico muito contente com novidades vindas dos Shivaree.
No fim do mês é editado "Tainted Love: Mating Calls and Fight Songs", disco composto por 11 versões de gente respeitável como R Kelly, Mötley Crüe, Phil Spector, Michael Jackson e outros.
No site oficial da banda podemos encontrar uma prosa assinada por Ambrosia sobre este novo disco:
"Fact is, I got knocked up, and there's something about having regular occasions to slip into a paper gown that makes a girl feel extra naughty...and who better to play doctor with than Ike Turner, Gary Glitter & David Allen Coe?? "

Guillemots a Sudoeste

Mais um reforço para a grande festa que vai ser o Festival Sudoeste no próximo mês. Os Guillemots anunciam a sua presença no MySpace.

Uncut - Edição de 10º Aniversário


Já se encontra por cá a edição de aniversário da revista Uncut.

15 julho 2007

O Interessante Discurso de Zé Pedro

O guitarrista dos Xutos & Pontapés é uma das poucas figuras Rock n'Roll que temos por cá. Felizmente há pessoal que anda atento à música e vai puxando por Zé Pedro. Digo felizmente porque ele não é apenas uma figura de uma banda histórica. Não. Zé Pedro sabe o seu lugar na banda, mas é também um poço de informação sobre a história do rock, e é por estes dias um interessado, e informado apreciador de música. Está atento a tudo o que se passa à sua volta e lá por fora. Tem uma figura simpática, e pode explicar aos mais novos porque é que não se pode viver a vida toda em excesso. Sem dramatismos, nem demagogias falsas.
Vem isto a propósito do lançamento da biografia escrita pela sua irmã Helena Reis "Não Sou o Único". Há uma bela entrevista que pode ser lida aqui:
Zé Pedro na Visão

Chris Cornell às Voltas com Billie Jean

O vocalista que fez história nos Soundgarden andou nos últimos anos pelos Audioslave,e este ano regressa a solo. Chris Cornell edita "Carry On" onde mora uma curiosa versão de um sucesso de Michael Jackson: Billie Jean.
Vale a pena ver o resultado final aqui: Billie Jean por Chris Cornell

13 julho 2007

Maratona de concertos na Avenida da Liberdade Hoje

A Avenida da Liberdade, em Lisboa, vão ser palco de uma verdadeira maratona de concertos esta sexta. CAVEIRA, Tropa Macaca, One Might Add ou Frango são alguns dos nomes presentes.
Os concertos decorrerão no primeiro andar do número 211 da Avenida da Liberdade. O conceito dos 13 concertos assenta em sessões de improviso e jam sessions.
Haverá, ainda, espaço para tendas de discos e afins. Começa às 21:30 e a entrada custa €5.

Dance Station em Fotos

!!!

Air

Fisherspooner

Chemical Brothers

Estação do Rossio

Fotos: Rita Carmo
in: Blitz