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19 dezembro 2007
18 dezembro 2007
17 dezembro 2007
Roy Ayers e Gilles Peterson no Casino de Lisboa
Roy Ayers e o colectivo Ubiquity vão apresentar-se hoje no Casino Lisboa a partir das 22h30. A entrada é livre.
Depois do concerto, a escolha musical fica por conta do conhecido DJ britânico Gilles Peterson. Roy Ayers é num nome com história feita na soul, a partir da década de 70.
Depois do concerto, a escolha musical fica por conta do conhecido DJ britânico Gilles Peterson. Roy Ayers é num nome com história feita na soul, a partir da década de 70.
16 dezembro 2007
15 dezembro 2007
O Tempo do Vinil Está Caro
Sou só eu a achar que as preciosas reedições de alguns álbuns perdidos no vinil do rock português estão caras para quem tem interesse em adquirir todas?
14 dezembro 2007
O Ano (mais um) de Damon Albarn

Damon Albarn teve mais um grande ano em 2007.
Começou em alta com o projecto The Good The Bad and The Queen, que figura entre as listas de melhores discos do ano, e acaba com o lançamento de mais um disco de remisturas dos Gorillaz muito bem conseguido. Chama-se D-Sides, e é a prova que Damon Albarn é uma das figuras de 2007, ano em que muito se falou de uma possível reunião da formação original dos Blur para gravar disco novo em 2008.
13 dezembro 2007
E a Reedição do Circo de Feras?

Andava eu à procura de saber se já havia por cá à venda as 3 reedições dos álbuns dos Joy Division, e a que preço, quando me lembrei desta situação. Então os Xutos enchem o Campo Pequeno 3 vezes em dois dias, fazem uma bela festa à volta dos 20 anos do disco Circo de Feras e ninguém se lembrou de fazer uma reedição condizente com a importância do registo?!
À atenção de quem gere o legado da Polygram...
12 dezembro 2007
A Música Na Minha Vida Também é isto
Na conversa telefónica diária que mantenho com a minha mãe veio à baila um pedido dela para eu a ajudar a identificar uma canção que tem ouvido muito, e que gosta, mas que não faz ideia de quem seja.
- É uma banda nova e canção no refrão diz qualquer coisa Delilah.
- Oh mãe, assim de repente só estou a ver o Tom Jones... Deve ser uma cover dessa canção famosa tocada por alguma banda nova...
- Não, não! Não é o Delilah do Tom Jones! Isto é uma canção nova. O grupo chama-se qualquer coisa parecida a Black Eyed Peas mas não são os Black Eyed Peas. Eu oiço muito na Comercial.
- Ah! Na Comercial? Então descubro já isso. Vou falar com a amiga Ana Martins que desvenda já o mistério.
Pouco tempo depois mando um sms à amiga Ana e a resposta não se fez esperar. São os Plain White T's! E para que eu soubesse do que se tratava mandou-me a música para o Gmail.
Agradeci, liguei à mãe já à noite e deixei-a ouvir a música via telemóvel. Acertei em cheio. Agora só tinha que arranjar o disco. E lá fiquei a saber o que eram os Plain White T's e o seu "hit" Hey There Delilah!
Hoje a amiga Ana volta à carga e avisa que é bom que a minha mãe oiça o programa TnT na Comercial entre as 20h30 e as 21h.
A mãe ouviu atentamente e teve como surpresa uma dedicatória da Sofia Morais que terminou desejando um bom natal o que levou a feliz ouvinte às lágrimas!
São momentos destes que também fazem da música uma parte importante das nossas vidas. E quando se tem amigas destas a vida traz sempre belas surpresas.
Obrigado, Ana.
Ah! E a minha mãe chama-se Dalila.
- É uma banda nova e canção no refrão diz qualquer coisa Delilah.
- Oh mãe, assim de repente só estou a ver o Tom Jones... Deve ser uma cover dessa canção famosa tocada por alguma banda nova...
- Não, não! Não é o Delilah do Tom Jones! Isto é uma canção nova. O grupo chama-se qualquer coisa parecida a Black Eyed Peas mas não são os Black Eyed Peas. Eu oiço muito na Comercial.
- Ah! Na Comercial? Então descubro já isso. Vou falar com a amiga Ana Martins que desvenda já o mistério.
Pouco tempo depois mando um sms à amiga Ana e a resposta não se fez esperar. São os Plain White T's! E para que eu soubesse do que se tratava mandou-me a música para o Gmail.
Agradeci, liguei à mãe já à noite e deixei-a ouvir a música via telemóvel. Acertei em cheio. Agora só tinha que arranjar o disco. E lá fiquei a saber o que eram os Plain White T's e o seu "hit" Hey There Delilah!
Hoje a amiga Ana volta à carga e avisa que é bom que a minha mãe oiça o programa TnT na Comercial entre as 20h30 e as 21h.
A mãe ouviu atentamente e teve como surpresa uma dedicatória da Sofia Morais que terminou desejando um bom natal o que levou a feliz ouvinte às lágrimas!
São momentos destes que também fazem da música uma parte importante das nossas vidas. E quando se tem amigas destas a vida traz sempre belas surpresas.
Obrigado, Ana.
Ah! E a minha mãe chama-se Dalila.
11 dezembro 2007
O Regresso dos Led Zeppelin
Um dos regressos mais esperados do ano aconteceu ontem à noite no O2 Arena de Londres. Os Led Zeppelin tocarampara fãs que logo trataram de partilhar com o mundo o momento:
10 dezembro 2007
09 dezembro 2007
Xutos & Pontapés no Campo Pequeno: Os Homens do Leme
Na primeira noite de apresentação do espectáculo Circo de Feras, o Campo Pequeno esgotou com fãs vindos de todo o país a invadirem o renovado local passeando desde cedo as t-shirts em que o X era o dominador comum. O álbum em questão foi revisitado na integra, a que se juntaram mais alguns clássicos, e foi o mote sonoro para acompanhar um bem montado cenário de luzes, fogo, acrobacias e muita emoção. Os Xutos & Pontapés a mostrarem porque são uma instituição do rock nacional.

Foto: Rita Carmo
Na zona comercial que envolve o renovado Campo Pequeno não havia espaço para dúvidas, os fãs de Tim e companhia tinham respondido ao desafio e vieram em força exibindo orgulhosamente as camisolas da banda, ou os lenços que são imagem de marca do vocalista. Famílias inteiras serviam-se de comidas rápidas e a boa disposição era visível.
Às 22h as bancadas, e arena, estavam repletas desses fãs que começaram logo a fazer festa nunca deixando de aplaudir, ou entoar cânticos de estádio com letras adaptadas à banda.
O enorme pano do patrocinador principal do evento que tapava a boca de palco cai após alguns minutos de introdução sonora e lá estão Tim, Zé Pedro, João Cabeleira, Gui e Kalu juntos numa parte do palco a tocarem a versão instrumental de «Circo de Feras». É logo na abertura que se percebe o conceito do espectáculo. Os músicos no seu papel e o restante espaço ocupado por coros gospel, um grupo de percussões com enormes tambores, equilibristas, e fogo.
Não se sabe se foi por equívoco ou emoção, mas a verdade é que a primeira vez que Tim se dirigiu à plateia foi com um estranho «Boa noite Coliseu»! Mais tarde agradeceria a presença de todos, e antes do encore Zé Pedro fez questão de pedir aplausos para colaboradores, encenador, e convidados. De resto não houve mais conversa pelo meio de um espectáculo cuidadosamente pensado para a captação de imagens com o objectivo de ser editado em DVD brevemente.
Desta vez, o concerto dos Xutos é muito mais que um desfilar de clássicos; é centrado num disco que faz 20 anos e que marcou a vida de quase toda a gente que ali está a cantar a plenos pulmões as letras todas de «Sai Prà Rua» - o primeiro single extraído deste disco que hoje mais parece um «best of», «Desemprego» - que continua bem actual, «Esta Cidade», «Não Sou o Único», «N`América» - em formato acústico com o o grupo sentado em círculo à boa de palco a fazer lembrar a sessão que gravaram na década passada na Antena 3, «Vida Malvada», ou «Contentores», perante o delírio do recinto.
A noite foi dividida em duas partes com um intervalo pelo meio, como se tratasse de um disco de vinil com lado A e B. A cada tema havia uma coreografia diferente que tanto podia ser um equilibrista a fazer o pino com braços e pernas bem abertas numa cadeira desenhando um X, como podia ser o coro Gospel que acabava a acompanhar freneticamente o repescado «Estupidez», como podia ser uma dupla no trapolim, ou um casal de malabaristas a trocarem bolas no ar sem cair. O Circo é montado à volta dos Xutos, e funciona muito bem. As canções absorvem a atenção de todos, olha-se para as bancadas e temos a prova que os Xutos têm sabido atravessar gerações umas a seguir às outras.
Por exemplo, este vosso escriba que se esforça por relatar os acontecimentos, por alturas da edição de «Circo de Feras» tinha uns inocentes 14 anos, era feliz com mais uma vitória encarnada num campeonato de futebol que contava com equipas como o Salgueiros, Farense ou Elvas, e ouvia o disco vezes sem conta. Foi uma espécie de banda sonora adolescente. Por isso com naturalidade a maioria dos presentes anda na casa dos 30 para cima, mas já vem acompanhada de gerações mais novas, e muitos que esta noite cantavam o «Circo de Feras» são mais novos do que o próprio álbum!
O momento que merece maior destaque é o número em que João Cabeleira sozinho no palco fica a tocar para Laurence Jardin, a atracção maior entre acrobatas. Ela é do Cirque Du Soleil, usa um facto colado ao corpo que dá ideia de nudez, e é um figurão digno de quem já foi Miss França! Enquanto Cabeleira toca, Laurence dança sobre os espectadores içada no ar agarrada por cordas, naquilo que se chama de «Fourstraps». Depois de interpretada a versão clássica de «Circo de Feras» há um encore com dois «hinos». «Para ti Maria», e «A Minha Casinha», que fecham a noite com a adrenalina no máximo.
Hoje há mais, à tarde e à noite.
In Disco Digital

Foto: Rita Carmo
Na zona comercial que envolve o renovado Campo Pequeno não havia espaço para dúvidas, os fãs de Tim e companhia tinham respondido ao desafio e vieram em força exibindo orgulhosamente as camisolas da banda, ou os lenços que são imagem de marca do vocalista. Famílias inteiras serviam-se de comidas rápidas e a boa disposição era visível.
Às 22h as bancadas, e arena, estavam repletas desses fãs que começaram logo a fazer festa nunca deixando de aplaudir, ou entoar cânticos de estádio com letras adaptadas à banda.
O enorme pano do patrocinador principal do evento que tapava a boca de palco cai após alguns minutos de introdução sonora e lá estão Tim, Zé Pedro, João Cabeleira, Gui e Kalu juntos numa parte do palco a tocarem a versão instrumental de «Circo de Feras». É logo na abertura que se percebe o conceito do espectáculo. Os músicos no seu papel e o restante espaço ocupado por coros gospel, um grupo de percussões com enormes tambores, equilibristas, e fogo.
Não se sabe se foi por equívoco ou emoção, mas a verdade é que a primeira vez que Tim se dirigiu à plateia foi com um estranho «Boa noite Coliseu»! Mais tarde agradeceria a presença de todos, e antes do encore Zé Pedro fez questão de pedir aplausos para colaboradores, encenador, e convidados. De resto não houve mais conversa pelo meio de um espectáculo cuidadosamente pensado para a captação de imagens com o objectivo de ser editado em DVD brevemente.
Desta vez, o concerto dos Xutos é muito mais que um desfilar de clássicos; é centrado num disco que faz 20 anos e que marcou a vida de quase toda a gente que ali está a cantar a plenos pulmões as letras todas de «Sai Prà Rua» - o primeiro single extraído deste disco que hoje mais parece um «best of», «Desemprego» - que continua bem actual, «Esta Cidade», «Não Sou o Único», «N`América» - em formato acústico com o o grupo sentado em círculo à boa de palco a fazer lembrar a sessão que gravaram na década passada na Antena 3, «Vida Malvada», ou «Contentores», perante o delírio do recinto.
A noite foi dividida em duas partes com um intervalo pelo meio, como se tratasse de um disco de vinil com lado A e B. A cada tema havia uma coreografia diferente que tanto podia ser um equilibrista a fazer o pino com braços e pernas bem abertas numa cadeira desenhando um X, como podia ser o coro Gospel que acabava a acompanhar freneticamente o repescado «Estupidez», como podia ser uma dupla no trapolim, ou um casal de malabaristas a trocarem bolas no ar sem cair. O Circo é montado à volta dos Xutos, e funciona muito bem. As canções absorvem a atenção de todos, olha-se para as bancadas e temos a prova que os Xutos têm sabido atravessar gerações umas a seguir às outras.
Por exemplo, este vosso escriba que se esforça por relatar os acontecimentos, por alturas da edição de «Circo de Feras» tinha uns inocentes 14 anos, era feliz com mais uma vitória encarnada num campeonato de futebol que contava com equipas como o Salgueiros, Farense ou Elvas, e ouvia o disco vezes sem conta. Foi uma espécie de banda sonora adolescente. Por isso com naturalidade a maioria dos presentes anda na casa dos 30 para cima, mas já vem acompanhada de gerações mais novas, e muitos que esta noite cantavam o «Circo de Feras» são mais novos do que o próprio álbum!
O momento que merece maior destaque é o número em que João Cabeleira sozinho no palco fica a tocar para Laurence Jardin, a atracção maior entre acrobatas. Ela é do Cirque Du Soleil, usa um facto colado ao corpo que dá ideia de nudez, e é um figurão digno de quem já foi Miss França! Enquanto Cabeleira toca, Laurence dança sobre os espectadores içada no ar agarrada por cordas, naquilo que se chama de «Fourstraps». Depois de interpretada a versão clássica de «Circo de Feras» há um encore com dois «hinos». «Para ti Maria», e «A Minha Casinha», que fecham a noite com a adrenalina no máximo.
Hoje há mais, à tarde e à noite.
In Disco Digital
08 dezembro 2007
Circo de Feras no Campo Pequeno
Hoje é noite de Xutos & Pontapés no Campo Pequeno. E amanhã também, mas hoje vou lá estar e depois conto como foi.
07 dezembro 2007
06 dezembro 2007
Melhores de 2007 - fROOTS
1. BASSEKOU KOUYATE & NGONI BA – «Segu Blue» (Out Here)
2. ANDY PALACIO & THE GARIFUNA COLLECTIVE - «Watina» (Cumbancha)
3. TINARIWEN – «Aman Iman» (Independiente)
4. ORCHESTRA BAOBAB – «Made In Dakar» (World Circuit)
5. MARTIN SIMPSON – «Prodigal Son» (Topic)
6= JUSTIN ADAMS & JULDEH CAMARA - «Soul Science» (Wayward)
MANU CHAO - «La Radiolina» (Because)
8= THE IMAGINED VILLAGE - «The Imagined Village» (Real World)
RACHEL UNTHANK & THE WINTERSET - «The Bairns» (Rabble Rouser/EMI)
10. FANFARE CIOCARLIA - «Queens & Kings» (Asphalt Tango)
11. MALOUMA «Nour» (Marabi)
12=LAU - «Lightweights & Gentlemen» (Reveal Records)
YASMIN LEVY – «Mano Suave» (World Village)
YOUSSOU N’DOUR - «Rokku Mi Rokka» (Nonesuch)
ROBERT PLANT & ALISON KRAUSS - «Raising Sand» (Rounder)
Mais pormenores no obrigatório Crónicas da Terra do amiogo Luís Rei.
2. ANDY PALACIO & THE GARIFUNA COLLECTIVE - «Watina» (Cumbancha)
3. TINARIWEN – «Aman Iman» (Independiente)
4. ORCHESTRA BAOBAB – «Made In Dakar» (World Circuit)
5. MARTIN SIMPSON – «Prodigal Son» (Topic)
6= JUSTIN ADAMS & JULDEH CAMARA - «Soul Science» (Wayward)
MANU CHAO - «La Radiolina» (Because)
8= THE IMAGINED VILLAGE - «The Imagined Village» (Real World)
RACHEL UNTHANK & THE WINTERSET - «The Bairns» (Rabble Rouser/EMI)
10. FANFARE CIOCARLIA - «Queens & Kings» (Asphalt Tango)
11. MALOUMA «Nour» (Marabi)
12=LAU - «Lightweights & Gentlemen» (Reveal Records)
YASMIN LEVY – «Mano Suave» (World Village)
YOUSSOU N’DOUR - «Rokku Mi Rokka» (Nonesuch)
ROBERT PLANT & ALISON KRAUSS - «Raising Sand» (Rounder)
Mais pormenores no obrigatório Crónicas da Terra do amiogo Luís Rei.
05 dezembro 2007
Vitor Belanciano Fala Hoje aobre A Cultura e a Música Pop como Lugar de Experimentação Social
5 de Dezembro - Vitor Belanciano - Grande Lição Musica
A inaugurar o ciclo das Grandes Lições, Vitor Belanciano, jornalista do Público, Ípsilon, antropólogo e especialista em música, fala do tema:
A Cultura e a Música Pop como Lugar de Experimentação Social
É na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, às 18:00, no Anfiteatro IV.
Entrada livre.
A inaugurar o ciclo das Grandes Lições, Vitor Belanciano, jornalista do Público, Ípsilon, antropólogo e especialista em música, fala do tema:
A Cultura e a Música Pop como Lugar de Experimentação Social
É na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, às 18:00, no Anfiteatro IV.
Entrada livre.
Au Revoir Simone hoje no Santiago Alquimista

As Au Revoir Simone vão actuar hoje no Santiago Alquimista a partir das 22h00. O concerto já se encontra esgotado.
A banda vem apresentar o bonito novo álbum «The Bird of Music».
Ontem, as meninas passaram pelo Theatro Circo, em Braga.
04 dezembro 2007
Melhores de 2007: Q
1. Arcade Fire - Neon Bible
2. White Stripes - Icky Thump
3. Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare
4. Radiohead - In Rainbows
5. The Good, The Bad & The Queen - The Good, The Bad & The Queen
6. Bruce Springsteen - Magic
7. Kings of Leon - Because of the Times
8. The Shins - Wincing the Night Away
9. The Hold Steady - Boys and Girls in America
10. Rufus Wainwright - Release the Stars
11. Modest Mouse - We Were Dead Before the Ship Even Sank
12. Foo Fighters - Echoes, Silence, Patience & Grace
13. Kaiser Chiefs - Yours Truly, Angry Mob
14. Cherry Ghost - Thirst for Romance
15. Interpol - Our Love to Admire
16. Manic Street Preachers - Send Away the Tigers
17. Rilo Kiley - Under the Blacklight
18. LCD Soundsystem - Sound of Silver
19. Björk - Volta
20. The Rumble Strips - Girls and Weather
21. Cold War Kids - Robbers & Cowards
22. The Coral - Roots & Echoes
23. Bright Eyes - Cassadaga
24. PJ Harvey - White Chalk
25. Spoon - Ga Ga Ga Ga Ga
26. Beirut - The Flying Club Cup
27. Ryan Adams - Easy Tiger
28. The Decemberists - The Crane Wife
29. Roìsìn Murphy - Overpowered
30. The National - Boxer
31. Soulsavers - It`s Not How Far You Fall, It`s the Way You Land
32. Klaxons - Myths of the Near Future
33. Neil Young - Chrome Dreams II
34. M.I.A. - Kala
35. Hard-Fi - Once upon a Time in the West
36. Common - Finding Forever
37. Robyn - Robyn
38. Fall Out Boy - Infinity on High
39. Joni Mitchell - Shine
40. Field Music - Tones of Town
41. Keren Ann - Keren Ann
42. The Enemy - We`ll Live and Die in These Towns
43. Patrick Watson - Close to Paradise
44. Gogol Bordello - Super Taranta!
45. Lucinda Williams - West
46. Sigur Ròs - Hvarf-Heim
47. Kate Nash - Made of Bricks
48. Justice - †
49. Jamie T - Panic Prevention
50. Stereophonics - Pull the Pin
2. White Stripes - Icky Thump
3. Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare
4. Radiohead - In Rainbows
5. The Good, The Bad & The Queen - The Good, The Bad & The Queen
6. Bruce Springsteen - Magic
7. Kings of Leon - Because of the Times
8. The Shins - Wincing the Night Away
9. The Hold Steady - Boys and Girls in America
10. Rufus Wainwright - Release the Stars
11. Modest Mouse - We Were Dead Before the Ship Even Sank
12. Foo Fighters - Echoes, Silence, Patience & Grace
13. Kaiser Chiefs - Yours Truly, Angry Mob
14. Cherry Ghost - Thirst for Romance
15. Interpol - Our Love to Admire
16. Manic Street Preachers - Send Away the Tigers
17. Rilo Kiley - Under the Blacklight
18. LCD Soundsystem - Sound of Silver
19. Björk - Volta
20. The Rumble Strips - Girls and Weather
21. Cold War Kids - Robbers & Cowards
22. The Coral - Roots & Echoes
23. Bright Eyes - Cassadaga
24. PJ Harvey - White Chalk
25. Spoon - Ga Ga Ga Ga Ga
26. Beirut - The Flying Club Cup
27. Ryan Adams - Easy Tiger
28. The Decemberists - The Crane Wife
29. Roìsìn Murphy - Overpowered
30. The National - Boxer
31. Soulsavers - It`s Not How Far You Fall, It`s the Way You Land
32. Klaxons - Myths of the Near Future
33. Neil Young - Chrome Dreams II
34. M.I.A. - Kala
35. Hard-Fi - Once upon a Time in the West
36. Common - Finding Forever
37. Robyn - Robyn
38. Fall Out Boy - Infinity on High
39. Joni Mitchell - Shine
40. Field Music - Tones of Town
41. Keren Ann - Keren Ann
42. The Enemy - We`ll Live and Die in These Towns
43. Patrick Watson - Close to Paradise
44. Gogol Bordello - Super Taranta!
45. Lucinda Williams - West
46. Sigur Ròs - Hvarf-Heim
47. Kate Nash - Made of Bricks
48. Justice - †
49. Jamie T - Panic Prevention
50. Stereophonics - Pull the Pin
03 dezembro 2007
Os Melhores de 2007 - Uncut
1. LCD Soundsystem - Sound of Silver
2. Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare
3. PJ Harvey - White Chalk
4. Robert Plant and Alison Krauss - Raising Sand
5. Wilco - Sky Blue Sky
6. Robert Wyatt - Comicopera
7. The Hold Steady - Boys and Girls in America
8. The White Stripes - Icky Thump
9. Radiohead - In Rainbows
10. Klaxons - Myths of the Near Future
11. Björk - Volta
12. Battles - Mirrored
13. Neil Young - Chrome Dreams II
14. M.I.A. - Kala
15. Panda Bear - Person Pitch
16. Grinderman - Grinderman
17. Super Furry Animals - Hey Venus!
18. Voice of the Seven Woods - Voice of the Seven Woods
19. Feist - The Reminder
20. Bruce Springsteen - Magic
21. Arcade Fire - Neon Bible
22. Babyshambles - Shotters Nation
23. Rilo Kiley - Under the Brightlight
24. Lessavy Fav - Let's Stay Friends
25. Kings of Leon - Because of the Times
26. Manu Chao - La Radiolina
27. Steve Earle - Washington Square Serenade
28. Rufus Wainwright - Release the Stars
29. The Besnard Lakes - The Besnard Lakes are the Dark Horse
30. The Good, The Bad & The Queen - The Good, The Bad & The Queen
31. Devendra Banhart - Smokey Rolls Down Thunder Canyon
32. Queens of the Stone Age - Era Vulgaris
33. Tinariwen - Aman Iman: Water Is Life
34. The National - Boxer
35. Bill Callahan - Woke on a Whaleheart
36. Bright Eyes - Cassadaga
37. Beirut - The Flying Club Cup
38. The Cribs - Men's Needs, Women's Needs, Whatever
39. Interpol - Our Love to Admire
40. Iron and Wine - The Shepherd's Dog
41. Justice - †
42. Richard Thompson - Sweet Warrior
43. Manic Street Preachers - Send Away the Tigers
44. Maps - We Can Create
45. Richard Hawley - Lady's Bridge
46. Von Sudenfed - Tromatic Reflexxions
47. Nick Lowe - At My Age
48. Thurston Moore - Trees Outside the Academy
49. Ry Cooder - My Name Is Buddy
50. Dinosaur Jr. - Beyond
2. Arctic Monkeys - Favourite Worst Nightmare
3. PJ Harvey - White Chalk
4. Robert Plant and Alison Krauss - Raising Sand
5. Wilco - Sky Blue Sky
6. Robert Wyatt - Comicopera
7. The Hold Steady - Boys and Girls in America
8. The White Stripes - Icky Thump
9. Radiohead - In Rainbows
10. Klaxons - Myths of the Near Future
11. Björk - Volta
12. Battles - Mirrored
13. Neil Young - Chrome Dreams II
14. M.I.A. - Kala
15. Panda Bear - Person Pitch
16. Grinderman - Grinderman
17. Super Furry Animals - Hey Venus!
18. Voice of the Seven Woods - Voice of the Seven Woods
19. Feist - The Reminder
20. Bruce Springsteen - Magic
21. Arcade Fire - Neon Bible
22. Babyshambles - Shotters Nation
23. Rilo Kiley - Under the Brightlight
24. Lessavy Fav - Let's Stay Friends
25. Kings of Leon - Because of the Times
26. Manu Chao - La Radiolina
27. Steve Earle - Washington Square Serenade
28. Rufus Wainwright - Release the Stars
29. The Besnard Lakes - The Besnard Lakes are the Dark Horse
30. The Good, The Bad & The Queen - The Good, The Bad & The Queen
31. Devendra Banhart - Smokey Rolls Down Thunder Canyon
32. Queens of the Stone Age - Era Vulgaris
33. Tinariwen - Aman Iman: Water Is Life
34. The National - Boxer
35. Bill Callahan - Woke on a Whaleheart
36. Bright Eyes - Cassadaga
37. Beirut - The Flying Club Cup
38. The Cribs - Men's Needs, Women's Needs, Whatever
39. Interpol - Our Love to Admire
40. Iron and Wine - The Shepherd's Dog
41. Justice - †
42. Richard Thompson - Sweet Warrior
43. Manic Street Preachers - Send Away the Tigers
44. Maps - We Can Create
45. Richard Hawley - Lady's Bridge
46. Von Sudenfed - Tromatic Reflexxions
47. Nick Lowe - At My Age
48. Thurston Moore - Trees Outside the Academy
49. Ry Cooder - My Name Is Buddy
50. Dinosaur Jr. - Beyond
02 dezembro 2007
Os Melhores de 2007 - Blitz
1. LCD Soundsystem - Sound of Silver (DFA/EMI)
2. The National - Boxer (Beggars Banquet/Popstock)
3. M.I.A. - Kala (XL/Popstock)
4. Amy Winehouse - Back to Black (Universal)
5. Animal Collective - Strawberry Jam (Domino/Edel)
6. !!! - Myth Takes (Warp/Symbiose)
7. Arcade Fire - Neon Bible (Universal)
8. Kanye West - Graduation (Roc-a-Fella Records/Universal)
9. Andrew Bird - Armchair Apocrypha (Righteous Babe/Ananana)
10. Battles - Mirrored (Warp/Symbiose)
11. Map of Africa - Map of Africa (Whatever We Want/Flur)
12. Shins - Wincing The Night Away (Sub Pop/Popstock)
13. Patrick Wolf - The Magic Position (Polydor/Universal)
14. Panda Bear - Person Pitch (Domino Records/Edel)
15. Spoon - Ga Ga Ga Ga Ga (Anti/Edel)
16. Radiohead - In Rainbows (edição de autor)
17. The Go! Team - Proof of Youth (Memphis Industries/Symbiose)
18. PJ Harvey - White Chalk (Island/Universal)
19. Björk - Volta (Universal)
20. The Field - From Here We Go Sublime (Kompakt/Matéria Prima/Flur)
21. Of Montreal – Hissing Fauna, Are You The Destroyer? (Polyvinyl/Popstock)
22. Grinderman – Grinderman (Anti/Edel)
23. Maxïmo Park - Our Earthly Pleasures (Warp/Symbiose)
24. Ricardo Villalobos – Fabric 36 (Fabric)
25. The Good, The Bad and the Queen - The Good, The Bad and the Queen (Parlophone/EMI)
26. Interpol - Our Love To Admire (Capitol Records/EMI)
27. Pole – Steingarten (Scape/Flur)
28. Robert Wyatt – Comicopera (Domino/Edel)
29. Bruce Springsteen – Magic (Sony BMG)
30. Murcof – Cosmos (Leaf/Flur)
31. Bloc Party - A Weekend In The City (Wichita Recordings/Edel)
32. Nine Horses - Money For All (Samadhi Sound/Ananana)
33. Neurosis - Given To The Rising (Neurot/Sabotage)
34. Foo Fighters - Echoes, Silence, Patience & Grace (Sony BMG)
35. Siobhán Donaghy – Ghosts (Parlophone/EMI)
36. Iron & Wine - The Shepherd's Dog (Sub Pop/Popstock)
37. Studio - West Coast (Information/Última)
38. Thurston Moore – Trees Outside The Academy (Ecstatic Peace/Ananana)
39. Devendra Banhart - Smokey Rolls Down Thunder Canyon (XL/Popstock)
40. Dinosaur Jr. – Beyond (Fat Possum/Edel)
41. Matthew Dear – Asa Breed (Ghostly International)
42. Cinematic Orchestra - Ma Fleur
43. Maria Rita - Samba Meu (Warner)
44. Ben Harper – Lifeline (EMI)
45. Ulver – Shadows of the Sun (Jester/Recital)
46. Armand Van Helden - Ghettoblaster (Ultra/Edel)
47. Editors – An End Has a Start (PIAS/Edel)
48. Modeselektor – Happy Birthday! (Bpitch/Flur)
49. Jesu – Conqueror (Hydrahead)
50. Linkin Park - Minutes to Midnight (Warner)
Álbuns Nacionais
1. WrayGunn - Shangri-la (Som Livre)
2. Clã - Cintura (EMI)
3. Micro Audio Waves - Odd Sized Baggage (Magic Music)
4. David Fonseca - Dreams In Colour (Universal)
5. Amélia Muge - Não Sou Daqui (Vachier & Associados)
6. Da Weasel - Amor, Escárnio e Maldizer (EMI)
7. Hipnótica - New Communities For Better Days (Metrodiscos)
8. Norberto Lobo - Mudar de Bina (Bor Land/Popstock)
9. Old Jerusalem - The Temple Bell (Bor Land/Popstock)
10. Coldfinger - Supafacial (Lisbon City Records/Zona Música)
11. Jorge Palma - Voo Nocturno (EMI)
12. JP Simões - 1970 (Norte Sul)
13. Ana Moura - Para Lá da Saudade (Universal)
14. Bernardo Sassetti - Dúvida (1964) (Clean Feed)
15. Eugénia Melo e Castro - Pop Portugal (Universal)
16. Men Eater - Hellstone (Raging Planet)
17. Pedro Abrunhosa - Luz (Universal)
18. Bezegol - Rude Boy Stand (Matarroa)
19. Gutto - Corpo e Alma (Farol/Vidisco)
20. The Soaked Lamb - Homemade Blues (Panóplia/Compact Records)
21. Lobster - Sexually Transmitted Electricity (Bor Land/Popstock)
22. Before The Rain - One Day Less (Major Label Industries)
23. António Olaio & João Taborda - Blaupunkt Blues (Lux)
24. Cartell 70 - Cartell 70 (Ground Zero)
25. Blacksunrise - Engulf the World in Frozen Flames (Raging Planet)
26. Umpletrue - Fab Fight (Cobra Discos/Compact)
27. Simbiose - Evolution? (Major Label Industries)
28. Júlio Pereira - Geografias (Som Livre)
29. Vários - É Dreda Ser Angolano (Rádio Fazuma)
30. Luxúria Canibal & António Rafael - Estilhaços (Transporte de Animais Vivos)
2. The National - Boxer (Beggars Banquet/Popstock)
3. M.I.A. - Kala (XL/Popstock)
4. Amy Winehouse - Back to Black (Universal)
5. Animal Collective - Strawberry Jam (Domino/Edel)
6. !!! - Myth Takes (Warp/Symbiose)
7. Arcade Fire - Neon Bible (Universal)
8. Kanye West - Graduation (Roc-a-Fella Records/Universal)
9. Andrew Bird - Armchair Apocrypha (Righteous Babe/Ananana)
10. Battles - Mirrored (Warp/Symbiose)
11. Map of Africa - Map of Africa (Whatever We Want/Flur)
12. Shins - Wincing The Night Away (Sub Pop/Popstock)
13. Patrick Wolf - The Magic Position (Polydor/Universal)
14. Panda Bear - Person Pitch (Domino Records/Edel)
15. Spoon - Ga Ga Ga Ga Ga (Anti/Edel)
16. Radiohead - In Rainbows (edição de autor)
17. The Go! Team - Proof of Youth (Memphis Industries/Symbiose)
18. PJ Harvey - White Chalk (Island/Universal)
19. Björk - Volta (Universal)
20. The Field - From Here We Go Sublime (Kompakt/Matéria Prima/Flur)
21. Of Montreal – Hissing Fauna, Are You The Destroyer? (Polyvinyl/Popstock)
22. Grinderman – Grinderman (Anti/Edel)
23. Maxïmo Park - Our Earthly Pleasures (Warp/Symbiose)
24. Ricardo Villalobos – Fabric 36 (Fabric)
25. The Good, The Bad and the Queen - The Good, The Bad and the Queen (Parlophone/EMI)
26. Interpol - Our Love To Admire (Capitol Records/EMI)
27. Pole – Steingarten (Scape/Flur)
28. Robert Wyatt – Comicopera (Domino/Edel)
29. Bruce Springsteen – Magic (Sony BMG)
30. Murcof – Cosmos (Leaf/Flur)
31. Bloc Party - A Weekend In The City (Wichita Recordings/Edel)
32. Nine Horses - Money For All (Samadhi Sound/Ananana)
33. Neurosis - Given To The Rising (Neurot/Sabotage)
34. Foo Fighters - Echoes, Silence, Patience & Grace (Sony BMG)
35. Siobhán Donaghy – Ghosts (Parlophone/EMI)
36. Iron & Wine - The Shepherd's Dog (Sub Pop/Popstock)
37. Studio - West Coast (Information/Última)
38. Thurston Moore – Trees Outside The Academy (Ecstatic Peace/Ananana)
39. Devendra Banhart - Smokey Rolls Down Thunder Canyon (XL/Popstock)
40. Dinosaur Jr. – Beyond (Fat Possum/Edel)
41. Matthew Dear – Asa Breed (Ghostly International)
42. Cinematic Orchestra - Ma Fleur
43. Maria Rita - Samba Meu (Warner)
44. Ben Harper – Lifeline (EMI)
45. Ulver – Shadows of the Sun (Jester/Recital)
46. Armand Van Helden - Ghettoblaster (Ultra/Edel)
47. Editors – An End Has a Start (PIAS/Edel)
48. Modeselektor – Happy Birthday! (Bpitch/Flur)
49. Jesu – Conqueror (Hydrahead)
50. Linkin Park - Minutes to Midnight (Warner)
Álbuns Nacionais
1. WrayGunn - Shangri-la (Som Livre)
2. Clã - Cintura (EMI)
3. Micro Audio Waves - Odd Sized Baggage (Magic Music)
4. David Fonseca - Dreams In Colour (Universal)
5. Amélia Muge - Não Sou Daqui (Vachier & Associados)
6. Da Weasel - Amor, Escárnio e Maldizer (EMI)
7. Hipnótica - New Communities For Better Days (Metrodiscos)
8. Norberto Lobo - Mudar de Bina (Bor Land/Popstock)
9. Old Jerusalem - The Temple Bell (Bor Land/Popstock)
10. Coldfinger - Supafacial (Lisbon City Records/Zona Música)
11. Jorge Palma - Voo Nocturno (EMI)
12. JP Simões - 1970 (Norte Sul)
13. Ana Moura - Para Lá da Saudade (Universal)
14. Bernardo Sassetti - Dúvida (1964) (Clean Feed)
15. Eugénia Melo e Castro - Pop Portugal (Universal)
16. Men Eater - Hellstone (Raging Planet)
17. Pedro Abrunhosa - Luz (Universal)
18. Bezegol - Rude Boy Stand (Matarroa)
19. Gutto - Corpo e Alma (Farol/Vidisco)
20. The Soaked Lamb - Homemade Blues (Panóplia/Compact Records)
21. Lobster - Sexually Transmitted Electricity (Bor Land/Popstock)
22. Before The Rain - One Day Less (Major Label Industries)
23. António Olaio & João Taborda - Blaupunkt Blues (Lux)
24. Cartell 70 - Cartell 70 (Ground Zero)
25. Blacksunrise - Engulf the World in Frozen Flames (Raging Planet)
26. Umpletrue - Fab Fight (Cobra Discos/Compact)
27. Simbiose - Evolution? (Major Label Industries)
28. Júlio Pereira - Geografias (Som Livre)
29. Vários - É Dreda Ser Angolano (Rádio Fazuma)
30. Luxúria Canibal & António Rafael - Estilhaços (Transporte de Animais Vivos)
01 dezembro 2007
29 novembro 2007
Bilhetes para Ölga e La la la Ressonance na ZdB
O Disco Digital e a ZDB tem cinco bilhetes simples para oferecer para o concerto dos Ölga e La la la Ressonance sábado na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, a partir das 23 horas.
Aqui: Disco Digital
Aqui: Disco Digital
28 novembro 2007
27 novembro 2007
Nicole Willis no Casino Lisboa: Pouca Alma, Muito Funk
Muitos foram os que rumaram ao Casino de Lisboa para se aconchegarem nos sons quentes do funk em oposição às noites frias que se já fazem sentir na capital. Nicole Willis lá esteve para aquecer o ambiente cantando o seu recente disco gravado com os The Soul Investigators, «Keep Reachin` Up», e os fãs da música funk não deram por mal empregue o seu serão de segunda feira com direito a ouvirem quinze canções.
Para irmos directos à conclusão maior da noite avançamos já que a apresentação de Nicole Willis no Casino de Lisboa não desiludiu, mas podia ter ser melhor. Explica-se esta observação de forma prática; um concerto de Nicole Willis & The Soul Investigators tem tudo o que o funk deve ter, boa voz, bons músicos, e uma secção de sopros competente. O que lhes falta? Basicamente aquilo que o disco disfarça bem, força negra na «soul» com que se canta e toca, atitude mais aguerrida, e maior groove. Indo mais longe, e comentendo uma injustiça, faça-se a inevitável comparação com os concertos que pudemos testemunhar de Sharon Jones & Dap Kings onde se percebe que a senhora Sharon sempre viveu neste registo soul/funk, enquanto Nicole anda ainda à procura do seu espaço já que durante anos ela dava a sua quente voz mas noutros ambientes nos Dee-Lite, ou Leftfield, por exemplo.
Tirando essa falta natural de alma aos companheiros escandinavos de Nicole, nascida em Brooklin, o balanço funk está lá todo, e todos mexeram os corpos nos vários anéis do Arena Lounge. Desde a abertura igual à do disco com «Feeling Free», passando pelo grande êxito «If This Ain't Love» tocada antes do encore de duas músicas, «Bobby's Mood» e «Holdin` On» que fechou a noite. Pelo meio tivemos os temas que fazem parte do recente disco, e algumas versões mais extensas a descambarem para perigosos solos de guitarra deslocados.
É verdade que não foi vivido com a mesma intensidade de outras noites do género, mas Nicole Willis assinou um concerto simpático e competente.
in disco digital
Para irmos directos à conclusão maior da noite avançamos já que a apresentação de Nicole Willis no Casino de Lisboa não desiludiu, mas podia ter ser melhor. Explica-se esta observação de forma prática; um concerto de Nicole Willis & The Soul Investigators tem tudo o que o funk deve ter, boa voz, bons músicos, e uma secção de sopros competente. O que lhes falta? Basicamente aquilo que o disco disfarça bem, força negra na «soul» com que se canta e toca, atitude mais aguerrida, e maior groove. Indo mais longe, e comentendo uma injustiça, faça-se a inevitável comparação com os concertos que pudemos testemunhar de Sharon Jones & Dap Kings onde se percebe que a senhora Sharon sempre viveu neste registo soul/funk, enquanto Nicole anda ainda à procura do seu espaço já que durante anos ela dava a sua quente voz mas noutros ambientes nos Dee-Lite, ou Leftfield, por exemplo.
Tirando essa falta natural de alma aos companheiros escandinavos de Nicole, nascida em Brooklin, o balanço funk está lá todo, e todos mexeram os corpos nos vários anéis do Arena Lounge. Desde a abertura igual à do disco com «Feeling Free», passando pelo grande êxito «If This Ain't Love» tocada antes do encore de duas músicas, «Bobby's Mood» e «Holdin` On» que fechou a noite. Pelo meio tivemos os temas que fazem parte do recente disco, e algumas versões mais extensas a descambarem para perigosos solos de guitarra deslocados.
É verdade que não foi vivido com a mesma intensidade de outras noites do género, mas Nicole Willis assinou um concerto simpático e competente.
in disco digital
26 novembro 2007
Josh Rouse Hoje em Lisboa
Em alternativa ao funk de Nicole Willis, Josh Rouse vai regressar hoje à Aula Magna e amanhã vais estar no Theatro Circo, de Braga, a apresentar o novo álbum «Country Mouse City House».
Para hoje, os bilhetes custam entre 23 e 28 euros. A primeira parte é de Federico Aubelle.
Recordação de outras passagens de Josh Rouse por cá:
2005 no Fórum Lisboa
2006 na Aula Magna
Para hoje, os bilhetes custam entre 23 e 28 euros. A primeira parte é de Federico Aubelle.
Recordação de outras passagens de Josh Rouse por cá:
2005 no Fórum Lisboa
2006 na Aula Magna
O Funk de Nicole Willis & The Soul Investigators Hoje no Casino de Lisboa
Noite de funk no palco Arena Lounge do Casino de Lisboa, e com entrada livre.É mais um concerto às segundas feiras naquele espaço, e hoje a apresentação de Nicole Willis & The Soul Investigators é imperdível para os apreciadores de funk.
É junção da voz quente do Brooklyn de Nicole Willis e os Soul Investigators da Finlândia, de onde é natural Jimi Tenor, marido de Nicole.
Hoje vamos ver a apresentação ao vivo do excelente disco "Keep Reachin' High". Funk com alma para ouvir e dançar.
25 novembro 2007
Bono e Edge em Aparição Surpresa
Aconteceu há duas noites na sessão dos Biffy Clyro para "Little Noise Mencap" em Islington num concerto de caridade. Os dois elementos mais mediáticos dos U2 subiram ao palco para um dueto em que tocaram um tema raro em concertos, "Wave Of Sorrow".
Como não poderia deixar de ser já há imagens e sons captados desse momento raro no You Tube:
Como não poderia deixar de ser já há imagens e sons captados desse momento raro no You Tube:
New Order pelos Radiohead
Ceremony dos New Order, numa altura que os Joy Division andam nas bocas do mundo, pelos Radiohead.
24 novembro 2007
23 novembro 2007
Louie Louie em Lisboa
A loja Louie Louie, onde pode encontrar milhares de títulos em CD, VINIL ou DVD, vai abrir também em Lisboa e conta com a colaboração de Jorge Dias que esteve ligado às lojas Carbono.
Para visitar a partir de amnhã na rua Nova do Trindade, nº 8.
Para visitar a partir de amnhã na rua Nova do Trindade, nº 8.
22 novembro 2007
Novo de Carlos do Carmo Hoje com o Público e Visão
O novo álbum de Carlos do Carmo, «À noite», um trabalho em que o fadista junta «às melodias de sempre (...)palavras e ideias de hoje», será apresentado dia 7 de Novembro no Museu do Fado, em Lisboa.
«À noite» é uma opção pelo figurino tradicional, sendo todas as músicas escolhidas «fados clássicos» com assinaturas de «grandes mestres»: Armandinho, Alfredo Marceneiro e Joaquim Campos.
Para este álbum, Carlos do Carmo «desafiou» poetas contemporâneos a escreverem propositadamente para melodias como «Fado Cravo», «Mayer», «Vitória», «Laranjeira», «Puxavante», «Bailado», «Marcha do Marceneiro», «Castanheira» ou «Ciganita».
Os poetas escolhidos foram Maria do Rosário Pedreira, José Manuel Mendes, Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Luís Tinoco e Júlio Pomar.
«Às melodias de sempre juntam-se palavras e ideias de hoje», disse à Lusa o fadista.
Além da temática do amor e desamor, surge também Lisboa e até um fado de sátira social assinado por Pomar.
Comum a todos os poemas é a palavra «noite», daí o titulo do álbum, que estará disponível dia 15 através do jornal Público e da revista Visão.
Acompanham o fadista José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Marino de Freitas na viola-baixo.
Dia 07, no Museu, «a apresentação será um convívio informal, para conversarmos, e estarmos uns com os outros», assinalou Carlos do Carmo.
Quanto ao título do álbum, «À noite», o fadista observou ser «uma coerência» consigo mesmo, pois faz da noite a sua vida desde os 21 anos, quando o seu pai morreu.
Carlos do Carmo é filho da fadista Lucília do Carmo, que, juntamente com o seu marido, Alfredo, geria o restaurante típico «O Faia», no Bairro Alto.
Carlos do Carmo tomou o lugar do pai após a morte deste e foi ali que se estreou.
O álbum, no qual Carlos do Carmo se estreia como produtor de um trabalho próprio, foi gravado nos estúdios Pé de Vento e será editado pela Universal Music.
Diário Digital
«À noite» é uma opção pelo figurino tradicional, sendo todas as músicas escolhidas «fados clássicos» com assinaturas de «grandes mestres»: Armandinho, Alfredo Marceneiro e Joaquim Campos.
Para este álbum, Carlos do Carmo «desafiou» poetas contemporâneos a escreverem propositadamente para melodias como «Fado Cravo», «Mayer», «Vitória», «Laranjeira», «Puxavante», «Bailado», «Marcha do Marceneiro», «Castanheira» ou «Ciganita».
Os poetas escolhidos foram Maria do Rosário Pedreira, José Manuel Mendes, Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Luís Tinoco e Júlio Pomar.
«Às melodias de sempre juntam-se palavras e ideias de hoje», disse à Lusa o fadista.
Além da temática do amor e desamor, surge também Lisboa e até um fado de sátira social assinado por Pomar.
Comum a todos os poemas é a palavra «noite», daí o titulo do álbum, que estará disponível dia 15 através do jornal Público e da revista Visão.
Acompanham o fadista José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Marino de Freitas na viola-baixo.
Dia 07, no Museu, «a apresentação será um convívio informal, para conversarmos, e estarmos uns com os outros», assinalou Carlos do Carmo.
Quanto ao título do álbum, «À noite», o fadista observou ser «uma coerência» consigo mesmo, pois faz da noite a sua vida desde os 21 anos, quando o seu pai morreu.
Carlos do Carmo é filho da fadista Lucília do Carmo, que, juntamente com o seu marido, Alfredo, geria o restaurante típico «O Faia», no Bairro Alto.
Carlos do Carmo tomou o lugar do pai após a morte deste e foi ali que se estreou.
O álbum, no qual Carlos do Carmo se estreia como produtor de um trabalho próprio, foi gravado nos estúdios Pé de Vento e será editado pela Universal Music.
Diário Digital
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Revista de Imprensa
21 novembro 2007
Control Segundo MEC
Não resisto a reproduzir o texto que Miguel Esteves Cardoso assinou para o Expresso sobre o filme da vida de Ian Curtis, Control:
A Mania da Verdade
É claro que não consigo ver Control como um filme. O tempo que o filme recria foi o meu também; os Joy Division eram os músicos de que eu mais gostava; eu tinha a mesma idade que eles; vivia lá nos mesmos lugares; e, mais do que tudo, a música deles afectou muito a minha vida.
Se era assim como vem no filme? Não, porque a música dos Joy Division era um mistério e Ian Curtis era um mistério (até para os outros músicos dos Joy Division), e o maior mistério de todos foi aquele que os fãs criaram à volta de tudo aquilo. Essas grandezas ficam. São intangíveis.
O filme de Anton Corbijn apenas trata de um desses mistérios, o de Ian Curtis. E fá-lo da maneira mais superficial, mostrando a domesticidade, o quotidiano, o documentado. Está certo. Esta modéstia é a melhor coisa do filme. Não só porque a recriação está bem feita, sem sacrifício da banalidade, mas porque deixa intacta a grandeza cada vez mais misteriosa da música.
Mas então era assim como vem no filme? Não, porque essa veracidade foi sujeita à mentira do preto e branco - para mais, bem filmada. O estilo fotográfico do próprio Corbijn alastra pelas pessoas e pelas paisagens, perpetuando-se escusadamente. Melhor teria sido mostrar as cores verdadeiras daqueles lugares e daqueles tempos, muito mais fascinantes e elucidativos. Manchester não é da cor das capas dos Joy Division.
Ian Curtis era um grande cantor, porque era capaz de encontrar a verdade dentro dele e cantá-la. Era incapaz de fugir dela; não conseguia cantar a fingir. Muitos bons e maus cantores dão tudo o que têm. O que fazia Ian Curtis é muito mais raro. Dava tudo o que tinha - mais tudo o que era.
A arte é mentirosa, e ai do artista incapaz de mentir. Foi essa a tragédia de Ian Curtis. Narrar essa incapacidade é um dos méritos do filme de Anton Corbijn. O problema não eram as duas mulheres de quem gostava: era a sua terrível honestidade. Tinha nojo de ser dúplice; tinha nojo de ser injusto; tinha nojo de não ser capaz de corrigir o mal que estava a fazer. Foi esse nojo - de continuar a conseguir viver na mentira - que o levou a assassinar-se.
A mania da verdade de Ian Curtis era uma loucura. A exposição emocional que alcançavam as interpretações dele, tornando-as avassaladoras, vem do mesmo excesso moral, da mesma falta de fronteiras entre a alma e o comportamento; entre a introspecção e a sua exibição compulsiva, como entrega e como punição.
A prova final da força da mentira - da ficção, do cinema, da interpretação - está na maneira como Control conseguiu recriar o que se diria impossível: as actuações musicais dos Joy Division.
A verosimilhança e a eficácia de Control, com o equilíbrio de todos os seus pequenos fingimentos acumulados, é precisamente o contrário da maneira de ser de Ian Curtis. Sam Riley é tão grande actor que chega a confundir-se com quem está a interpretar: fingindo ser quem não conseguia fingir a mínima coisa.
No entanto, como em todas as recriações, há sempre o desconforto do parasitismo. Control quer ser um filme e um documentário ao mesmo tempo. É decoroso e respeitador, mas, por outro lado, fugindo à grandiosidade e ao romantismo próprios da música dos Joy Division, também é tímido e diplomático de mais.
O esquema do «eram quatro rapazes normais, com vidas normalíssimas», funciona bem, mas é uma história como qualquer outra. A história dos dois amores é bem contada, mas acaba por ser um pormenor da verdadeira história, que é a relação de Ian Curtis com ele próprio e com a verdade.
O problema é que Control quer escapar a essa condição através do seu imenso cuidado recreativo, procurando esconder os seus andaimes melodramáticos atrás do paredão de tijolo da sua verosimilhança.
Não consegue. Ou sou eu que não consigo. Acredito até que seja melhor sentir e gostar pouco da música dos Joy Division para poder ver este filme como o filme que, se calhar, é.
Ainda acrescento mais uns comentários de MEC após a publicação do texto:
na pressa e no constrangimento de escrever aquelas linhas, ficou de fora aquilo que mais me incomodou: um aspecto museológico, como quem quer guardar o que nunca se poderá preservar - ou sequer se percebeu enquanto existia. Como aquelas figuras de cera a fazer de padeiros no museu de Ovar: tudo é correcto; os trajos; a mobília; até a luz. Mas não têm vida. O filme de Anton Corbijn é muito bem feito mas é feito para quê? Para agradar - sobretudo para agradar. A quem soubesse/gostasse dos Joy Division ou não. Não é um objectivo próprio da história que conta. É um filme agradável - e isso não está certo.
A Mania da Verdade
É claro que não consigo ver Control como um filme. O tempo que o filme recria foi o meu também; os Joy Division eram os músicos de que eu mais gostava; eu tinha a mesma idade que eles; vivia lá nos mesmos lugares; e, mais do que tudo, a música deles afectou muito a minha vida.
Se era assim como vem no filme? Não, porque a música dos Joy Division era um mistério e Ian Curtis era um mistério (até para os outros músicos dos Joy Division), e o maior mistério de todos foi aquele que os fãs criaram à volta de tudo aquilo. Essas grandezas ficam. São intangíveis.
O filme de Anton Corbijn apenas trata de um desses mistérios, o de Ian Curtis. E fá-lo da maneira mais superficial, mostrando a domesticidade, o quotidiano, o documentado. Está certo. Esta modéstia é a melhor coisa do filme. Não só porque a recriação está bem feita, sem sacrifício da banalidade, mas porque deixa intacta a grandeza cada vez mais misteriosa da música.
Mas então era assim como vem no filme? Não, porque essa veracidade foi sujeita à mentira do preto e branco - para mais, bem filmada. O estilo fotográfico do próprio Corbijn alastra pelas pessoas e pelas paisagens, perpetuando-se escusadamente. Melhor teria sido mostrar as cores verdadeiras daqueles lugares e daqueles tempos, muito mais fascinantes e elucidativos. Manchester não é da cor das capas dos Joy Division.
Ian Curtis era um grande cantor, porque era capaz de encontrar a verdade dentro dele e cantá-la. Era incapaz de fugir dela; não conseguia cantar a fingir. Muitos bons e maus cantores dão tudo o que têm. O que fazia Ian Curtis é muito mais raro. Dava tudo o que tinha - mais tudo o que era.
A arte é mentirosa, e ai do artista incapaz de mentir. Foi essa a tragédia de Ian Curtis. Narrar essa incapacidade é um dos méritos do filme de Anton Corbijn. O problema não eram as duas mulheres de quem gostava: era a sua terrível honestidade. Tinha nojo de ser dúplice; tinha nojo de ser injusto; tinha nojo de não ser capaz de corrigir o mal que estava a fazer. Foi esse nojo - de continuar a conseguir viver na mentira - que o levou a assassinar-se.
A mania da verdade de Ian Curtis era uma loucura. A exposição emocional que alcançavam as interpretações dele, tornando-as avassaladoras, vem do mesmo excesso moral, da mesma falta de fronteiras entre a alma e o comportamento; entre a introspecção e a sua exibição compulsiva, como entrega e como punição.
A prova final da força da mentira - da ficção, do cinema, da interpretação - está na maneira como Control conseguiu recriar o que se diria impossível: as actuações musicais dos Joy Division.
A verosimilhança e a eficácia de Control, com o equilíbrio de todos os seus pequenos fingimentos acumulados, é precisamente o contrário da maneira de ser de Ian Curtis. Sam Riley é tão grande actor que chega a confundir-se com quem está a interpretar: fingindo ser quem não conseguia fingir a mínima coisa.
No entanto, como em todas as recriações, há sempre o desconforto do parasitismo. Control quer ser um filme e um documentário ao mesmo tempo. É decoroso e respeitador, mas, por outro lado, fugindo à grandiosidade e ao romantismo próprios da música dos Joy Division, também é tímido e diplomático de mais.
O esquema do «eram quatro rapazes normais, com vidas normalíssimas», funciona bem, mas é uma história como qualquer outra. A história dos dois amores é bem contada, mas acaba por ser um pormenor da verdadeira história, que é a relação de Ian Curtis com ele próprio e com a verdade.
O problema é que Control quer escapar a essa condição através do seu imenso cuidado recreativo, procurando esconder os seus andaimes melodramáticos atrás do paredão de tijolo da sua verosimilhança.
Não consegue. Ou sou eu que não consigo. Acredito até que seja melhor sentir e gostar pouco da música dos Joy Division para poder ver este filme como o filme que, se calhar, é.
Ainda acrescento mais uns comentários de MEC após a publicação do texto:
na pressa e no constrangimento de escrever aquelas linhas, ficou de fora aquilo que mais me incomodou: um aspecto museológico, como quem quer guardar o que nunca se poderá preservar - ou sequer se percebeu enquanto existia. Como aquelas figuras de cera a fazer de padeiros no museu de Ovar: tudo é correcto; os trajos; a mobília; até a luz. Mas não têm vida. O filme de Anton Corbijn é muito bem feito mas é feito para quê? Para agradar - sobretudo para agradar. A quem soubesse/gostasse dos Joy Division ou não. Não é um objectivo próprio da história que conta. É um filme agradável - e isso não está certo.
20 novembro 2007
António Sérgio regressa à rádio na Radar
António Sérgio vai voltar ao éter na Radar (97.8), com o programa «Viriato 25» que irá preencher a programação entre as 23 e a 1 da manhã de segunda a sexta-feira.
Viriato 25 apoia-se na toponomia urbana (podendo localizá-lo no Google Earth). O primeiro programa vai para o ar a 3 de Dezembro.
in disco digital
Viriato 25 apoia-se na toponomia urbana (podendo localizá-lo no Google Earth). O primeiro programa vai para o ar a 3 de Dezembro.
in disco digital
19 novembro 2007
Nirvana Unplugged In New York
O dvd do famoso concerto na MTV dos Nirvana vai estar a partir de hoje à venda e regista a totalidade do acústico, mesmo alguns temas que tinham sido ocultados na gravação do disco:
18 novembro 2007
Regresso dos My Bloody Valentine

É este o cartaz que anuncia o regresso dos My Bloody Valentine aos concertos em Inglaterra. Bilhetes à venda a partir de ontem para espectáculos daqui a meio ano!
A Capa de In Rainbows

Esta é a capa oficial de "In Rainbows" o disco mais mediático do ano que há de ser vendido também nas lojas no final do ano.
Radiohead
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