18 fevereiro 2008

A Chuva

Em jeito de recordação recupero o tema dos Cult que deve ter sido escrito para dias como o de hoje:

The Cult - Rain

17 fevereiro 2008

Mari Boine na Culturgest: A Beleza Sami

Os sons da cultura Sami apresentados, e guiados, pela voz de Mari Boine em hora e meia de pura beleza, e perfeita harmonia entre músicos e uma das vocalistas nórdicas mais interessantes da actualidade. Um concerto fantástico que encantou todos os que compareceram na sala da Culturgest.

O facto de sabermos que Mari Boine é uma figura altamente respeitada por ser a voz de um povo que já anda nesta vida há muitos anos, e o contacto com os vários discos nos mostrarem um registo tão concentrado como encantador, faria perspectivar uma presença mais discreta em palco. Mas na verdade Mari Boine apresenta-se com uma alegria contagiante, um sorriso que não deixa dúvidas, e tanto cruza os braços de olhos fechados para nos presentear com os seus agudos delicados a misturar entre os restantes instrumentos, como larga o microfone para dançar levemente pelo palco fora, ou até dar uma ajuda ao baterista Gunnar A.

Em inglês se foi explicando, e com a ajuda de uma cábula fez questão de traduzir títulos de canções como foi o caso da excelente «Eagle Brother».
A química com a plateia foi crescendo, e atingiu o auge quando Mari desafiou a sentada plateia para dançar. O público não chegou a levantar-se mas no fim prestou-lhe calorosa ovação.

Este é um dos casos em que a música vale por si só, as letras não são perceptíveis por nós, mas a harmonia entre a vocalização e os instrumentais é absoluta. Sabemos que essa harmonia representa a cultura do povo Sami que hoje se espalha por quatro países nórdicos, Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia, e que Boine é a porta voz do canto yoik da Lapónia. É uma experiência enriquecedora, não muito diferente do que acontece quando vemos os Sigur Rós ao vivo, e que nos faz querer conhecer o novo disco «Idjagiedas».

Noite memoravel na sala da Culturgest, que não encheu, em que Mari Boine brilhou e nos encantou com a sua voz, e simpatia, muito bem acompanhada por excelentes músicos.

16 fevereiro 2008

Mari Boine Persen - Vuoi Vuoi Mu

Para ver e ouvir hoje à noite na Culturgest:

15 fevereiro 2008

Mari Boine Amanhã em Lisboa

A não perder amanhã à noite no Grande Auditório da Culturgest o concerto de Mari Boine. O concerto de amanhã será baseado no seu último álbum Idjagiedas (“Na mão da noite”), editado em Agosto de 2006, por alguns considerado o seu melhor disco.
Tudo sobre o concerto para acompanhar na página da Culturgest.
Hoje Mari Boine actua no Teatro Municipal da Guarda.

14 fevereiro 2008

O Carinho do Pedro

O amigo Pedro Gonçalves regressa aos podcasts com um novo espaço que importa não perder de vista. Com Carinho e Com Efeito é o sítio onde se pode ouvir as sugestões do jornalista colaborador da Timeout.

Radiohead Remisturados

Está disponível para download gratuito uma compilação de 8 faixas do último disco dos Radiohead misturadas por DJ Amplive Rainydayz. As remixes podem ser encontradas no site Amplive.

Memórias da Turma do Balão Mágico


Foi a maninha que mandou este link para reviver a infância em que cantámos alegremente as canções adaptadas pela Turma do Balão Mágico. Ah, belos tempos...
É aproveitar e seguir o caminho do bibliotecademp3nacional.blogspot e recuperar os sons de criança.

13 fevereiro 2008

Year Long Disaster, Rock em Abril no Alquimista

Mais uma interessante proposta para Abril. Year Long Disaster em Lisboa.
Explica a promotora do concerto: Inspirados pelo blues-rock dos anos 70, os Year Long Disaster editaram em 2007 o primeiro álbum de originais, homónimo, conquistando grande aclamação junto da crítica especializada (a Rolling Stone considera-os uma das bandas a seguir em 2008).
Os Year Long Disaster são: Daniel Davies, vocalista e guitarrista; Rich Mullins, baixista e Brad Hargreaves, baterista. Todos com história e estórias no mundo da música antes de chegarem aos Year Long Disaster.
Daniel Davies é filho de Dave Davies (mítico guitarristas dos lendários The Kinks), com quem andou em digressão durante os primeiros anos de vida. Rich Mullins foi um dos fundadores dos Karma To Burn, banda que editou três discos pela Roadrunner e que actuou nas primeiras partes de Metallica e Pantera. Brad Hargreaves era baterista dos Third Eye Blind, que alcançaram mais de 8 Discos de Platina ao longo da carreira.
Para compor a imagem, o manager da banda é Sebastian Robertson, filho de Robbie Robertson (dos magníficos The Band) e o álbum de estreia foi produzido por Jim Waters, responsável por discos de Jon Spencer Blues Explosion e RL Burnside.
Uma amálgama de personalidades, que resulta num rock explosivo, para o público português descobrir ao vivo, dia 28 de Abril no Santiago Alquimista. Get Ready for… Year Long Disaster!!!

12 fevereiro 2008

Greg Dulli e Mark Lanegan, The Gutter Twins em Lisboa

The Gutter Twins em Portugal, 30 de Abril, no Santiago Alquimista.
Dois dos maiores vocalistas de rock alternativo, Greg Dulli e Mark Lanegan, juntaram esforços num novo projecto, The Gutter Twins, que combina na perfeição a força criativa dos dois compositores. Dia 30 de Abril, actuam no Santiago Alquimista.
Mark Lanegan alcançou a fama como vocalista dos Screaming Tree, Greg Dulli como o magnético líder dos Afghan Whigs. Depois do fim de ambos os projectos, Lanegan e Dulli continuaram a alcançar sucesso, por conta própria.
Enquanto Lanegan lançava álbuns a solo e colaborava com uma imensa paleta de artistas, dos Queens of The Stone Age a Isobel Campbell (ex-Belle & Sebastian), Dulli criou os Twilight Singers, uma mistura inovadora de Indie, Soul e música electrónica.
Finalmente juntos, os The Gutter Twins surgiram de um rumor que Lanegan contou a um jornalista, quando os dois músicos começaram a colaborar, em 2002. O que começou como um rumor, transformou-se num álbum cru e honesto, Saturnalia.
Com edição marcada para 4 de Março, pela mítica editora indie Sub Pop, Saturnalia será a base do concerto que marca a estreia dos The Gutter Twins em Portugal, 30 de Abril, no Santiago Alquimista.

Guia Prático dos Sub Géneros da Música de Dança Electrónica

O caro leitor tem dificuldade em identificar os variados sub géneros de música de dança electrónica? Ou melhor, nem sabe bem ao certo quantos géneros estão catalogados?
Qual a diferença entre o house, o tecnho, ou o classic trance?
Não tenho a verdade absoluta para estas questões mas descobri um excelente vídeo explicativo com amostras sonoras de vários estilos.
O autor baseou-se no site techno.org e compilou uma selecção de sub géneros. Um resultado prático e interessante para ver aqui:

11 fevereiro 2008

Brilhantes GrAMY's

Depois de ameaçada pela greve de argumentistas, a cerimónia que assinalou meio século de existência dos Grammys conseguiu surpreender muito pela positiva com momentos de grande espectáculo e alguma emoção. Felizmente que há o you tube para recuperarmos os melhores momentos da madrugada.
A grande vencedora da noite foi Amy Winehouse, num claro sinal da indústria discográfica a querer coroar uma rainha, que recusa o trono, antes que seja tarde de mais. Voltámos a ter uma estrela de rock n' roll mal comportada mas amada oficialmente por todos.
Kanye Weste também teve noite para recordar com a falecida mãe sempre na memória colectiva, e com participação ao vivo com os Daft Punk. Bonita homenagem aos Beatles, justo tributo aos The Band, interessante evocação ao passado glorioso da soul, pop e rock, com Alicia Keys em destaque, bonita presença de Rihanna, actuação vigorosa dos Foo Fighters ( grandes demais para o cenário principal segundo o que se disse com graça ) no palco montado fora da sala.
E grande momento da noite foi o regresso de Miss Hot Legs Tina Turner aos palcos! Num excelente momento musical, e visual, em que Beyonce aproveitou para herdar discretamente o título da veterana Tina. Um duo de respeito de obrigatória visualização.
Uma cerimónia das boas a fazer render muitos momentos de glória.

a ver:
Beyonce and Tina Turner (parte 1)
Beyonce and Tina Turner (parte 2)
Kanye West com Daft Punk
Tributo aos Beatles

10 fevereiro 2008

Noite de Grammys

Para acompanhar pela madrugada no canal AXN e em Grammy online.

09 fevereiro 2008

08 fevereiro 2008

Supernatural Superserious, o Novo dos R.E.M.

Já se pode ouvir o single de estreia do novo disco a sair brevemente dos R.E.M..
Na página oficial da banda é possível escutar "Supernatural Superserious".
O alinhamento do álbum "Accelerate":
1. Living Well's The Best Revenge
2. Man Sized Wreath
3. Supernatural Superserious
4. Hollow Man
5. Houston
6. Accelerate
7. Until The Day Is Done
8. Mr Richards
9. Sing For The Submarine
10. Horse To Water
11. I'm Gonna DJ

Sex Pistols em Paredes de Coura!!

É o primeiro grande nome para Paredes de Coura.
Sex Pistols dia 31 de Julho no Festival Paredes de Coura.

DJ JG @ Meco - Amanhã 22h

Um simpático convite leva-me amanhã à noite até ao Meco a um dos bares mais simpáticos da zona (diz quem sabe) para dar música a quem lá passar.
Depois das belas sessões do Left, Sesimbra, e de Santa Cruz, espero mais uma noite bem divertida no bar Maria Adelina bem no centro do Meco.
Amanhã a partir das 22h. Para quem quiser lá passar fica aqui a morada:
BAR Maria Adelina
Rua Central do Meco
2970 Sesimbra
21 2683 584


GuiaDaNoite.com: A sua noite

07 fevereiro 2008

Paredes de Coura 2008

Primeiras de Coura'08:
A 16ª edição do Heineken Paredes de Coura, o mais carismático Festival de Verão português tem lugar, nos dias 31 de Julho e 1, 2 e 3 de Agosto, na magnífica paisagem natural da Praia Fluvial do Tabuão.

A Ritmos e a Everything is New estabeleceram uma parceria para a organização do Festival Heineken Paredes de Coura. O acordo tem a duração de duas edições, a começar este ano.

Os bilhetes para a 16ª edição serão colocados à venda amanhã, nos locais habituais. O bilhete diário custa 40 Euros e o passe para os 4 dias, com direito a campismo gratuito, custa 70 Euros.

Quem comprar o passe de 4 dias antecipadamente, pode aproveitar as duas fases promocionais que o Heineken Paredes de Coura tem para oferecer. Até ao dia 3 de Março, o passe de 4 dias custa 50 Euros e entre 3 Março a 3 de Abril custa 60 Euros, o que representa um desconto de 20 e 10 euros, respectivamente.

Amanhã ao meio-dia, será anunciado um dos cabeças-de-cartaz do festival.

Conferência

06 fevereiro 2008

Zu na ZdB

edit: (Infelizmente o concerto dos Zu foi cancelado, assim como toda a digressão europeia. No site deles informam que haverá outra tour e com Mike Patton. Podiam passar por cá...)

Vale a pena marcar na agenda uma ida logo à noite ao Bairro Alto para assistir ao regresso dos italianos Zu na ZdB. A primeira parte é dos portugueses Tropa Macaca. Aqui ficam as apresentações feitas pela própria ZdB:

Zu
Quando Weasel Walter começou os seus Flying Luttenbachers, os cruzamentos entre o rock - e o punk hardcore no particular - e o free jazz eram pouquíssimos, se é que não eram nenhuns. Estabelecendo formações várias com dezenas de músicos, os Walter foi destruindo barreiras e procurando sinergias de conhecimento, para obter aglutinações suficientes de modo a obter novos modos de expressão musical.
Os Zu, trio italiano, terão sido dos primeiros cidadãos inspirados pela obra de Walter (e de tantos outros, mas a linha é mais directa por aí) ao ponto de fazer algo com essa herança. Durante anos fizeram (na volta ainda fazem) o circuito squatter punk, a tocar em tudo quanto é pardieiro com cães, pulgas e tinto de pacote. Da sua costela hc/sxe herdaram o músculo, o ruído, a energia e a estrilhagem. Com as bases jazzísticas, herdaram a sofisticação e pureza de comunicação. Ou seja, a pica dos Black Flag, e o INCÊNDIO de Albert Ayler, com muito suor e rebentamentos metafísicos em convivência.
Depos de 'Igneo', o seu segundo álbum - que foi o primeiro momento discográfico que circulou um pouco mais fora do seu pequeno circuito à época do início da década presente -, contavam já com colaborações de luminários do jazz moderno contemporâneo, com Ken Vandermark, Fred Lonberg-Holm ou Jeb Bishop. Discos foram também editados, nos anos que passaram entretanto, com gente tão diversa quanto o freaky erudito do Eugene Chadbourne, como com o géniozinho das electrónicas Nobukazu Takemura, para nem falar de numerosas colaborações ao vivo com uma panóplia extremamente variada, esteticamente, de músicos.
O seu mais recente registo, 'The Way of the Animal Powers' com o supramencionado Lonberg-Holm a ajudar no violoncelo, é mais um atestado da ordem cataclísmica da vertiginosa bateria de Jacopo Battaglia na bateria, do imenso pulsar destrutivo de Massimo Pupillo em baixo eléctrico, e da berraria virtuosa do sax alto e barítono de Luca T. Mai. Segunda visita a Portugal, depois do motim que criaram no seu concerto na ZDB em 2004.

Tropa Macaca
Figuras maiores da experimentação e novas músicas livres portuguesas, o duo tirsense de Joana da Conceição e André Abel arranca para o seu primeiro concerto em Lisboa deste ano, como sempre a cada dia que passa, com trabalho ainda mais brilhante, ainda mais único.
Num 2007 que viu o lançamento do seu primeiro LP, 'Marfim', pela Ruby Red, ser celebrado de forma discreta em Portugal, mas com brio e efusão por alguns dos maiores gurus do underground contemporâneo - caso de Tom Lax, dono da Siltbreeze, que os indicou nada fornada do melhor que se fez no ano transacto, ou do director da fundamental estação de rádio novaiorquina WFMU, Brian Turner, que os colocou no seu top 10 para a mítica lista do Village Voice, the Pazz and Jop poll -, 2008 afigura-se um ano de crescente trabalho, com uma nova edição em vinil já programada para a italiana Qbico, das grandes casas da vanguarda mundial dos dias de hoje.
Trilhando caminho por um não-género inclassificável, os Tropa Macaca funcionam em regime de improvisação. A maquinaria e a guitarra têm largo conhecimento da expressão freeform, propriedade sobre a história do beat electrónico (o house primitivo dos anos 80 revisto à luz de músicas hipnóticas várias, tanto roots com vanguardistas), num voo circular, repetitivo, de saturação e perfuração em direcção à luz do centro da terra, das coisas, das situações. Não fiquem, por amor de deus, à espera que venha o underground mundial todo dizer bem deles para começarem a prestar atenção a alguma da mais criativa música que se vai fazendo por aí.

O Sonho

Quando era puto sonhava ser músico e chegar à capa da Rolling Stone. Na era digital tudo é possível:


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05 fevereiro 2008

The Charlatans @ Aula Magna: Anos 90 bem medidos

Tim Burgess e seus pares não desmoralizaram com o pouco público que respondeu à chamada da estreia dos Charlatans no nosso país, e apesar das muitas cadeiras vazias na Aula Magna a banda partiu para um concerto bem conseguido com momentos entusiasmante quando evocou os êxitos dos anos 90, e deixando pistas para o tal novo disco a sair brevemente que vai ter distribuição livre na internet.

Quem acaba um concerto de forma absolutamente épica ao som de um fabuloso instrumental chamado »Sproston Green», tema do álbum de estreia «Some Friendly» de 1990, merece, pelo menos, uma palavra elogiosa.
Mas a verdade é que até houve outros momentos dignos de registo para trás. O vocalista Tim Burgess gostou da recepção que teve, e da reacção da plateia às suas canções mais emblemáticas, vendo-se muitos fãs a trocar o conforto das cadeiras por danças frenéticas de pé, embora meticulosamente controlada pelos sempre zelosos seguranças(?) da Aula Magna.

A verdade é que as interpretações, bem conseguidas diga-se, de temas como «North Country Boy», «The Only One I Know», aquelas teclas são irresistíveis, «Love Is The Key» ou «You're So Pretty - We're So Pretty» conseguiram empolgar os fãs que responderam à altura.
Claro que nas canções a serem editadas no novo disco, e mesmo nas mais recentes da carreira dos Charlatans o ambiente era morno, mas valeu pela recordação dos singles que deviam ter sido apresentados por cá há dez anos.
Parece que o lema mais vale tarde que nunca funcionou também para Burgess que mostrou vontade de regressar.

in disco digital

Vídeo Charlatans na Aula Magna ( IOL Vídeos)

Cá Te Esperamos , Alicia

Alicia Keys foi a grande atracção do maior evento desportivo americano, o Super Bowl. A cantora já tem regresso marcado a Lisboa e aqui deixo a passagem dela pelo grande jogo de futebol americano:

04 fevereiro 2008

Charlatans Hoje em Lisboa

Os Charlatans vão tocar hoje na Aula Magna evocando os bons velhos tempos dos anos 90 em que assumiram a herança de Madchester acumulada por Happy Mondays, ou Stone Roses.
A banda de Tim Burguess apesar de uma discografia algo irregular conseguiu manter a actividade até hoje, e já se chega à linha da frente em 2008 anunciando que o novo disco a sair brevemente irá estar disponível sem custos no site da rádio inglesa XFM seguindo a estratégia dos Radiohead.

O amigo Pedro Figueiredo falou com eles numa entrevista publicado no Disco Digital:
Tim Burguess, vocalista dos The Charlatans, antecipou ao Disco Digital a estreia dos britânicos em solo luso, para além de ter desvendado algumas das opções por detrás da divulgação do próximo registo de originais da banda, «You Cross My Path».


Os The Charlatans são dos poucos sobreviventes de uma facção pop/indie britânica que viu apogeu mediático em nomes como Blur e Oasis e picos criativos nos Pulp ou nos Suede. De todos estes nomes, contudo, poucos dão sinais de vida nos dias de hoje. Os The Charlatans são, portanto, bravos resistentes de um pelotão cada vez mais desintegrado.

«Já vivemos muitas coisas enquanto banda. Eu neste momento estou a viver em Los Angeles, distante do resto da banda. Mas continuamos a fazer todo o sentido, para mim esta é uma altura excelente para se estar nos The Charlatans. Já estamos quase com dez discos de originais, e temos uma base muito sólida de fãs que tem sido um dos maiores segredos para continuarmos a editar regularmente. Falou-se muito realmente da pop inglesa na década de 90, mas acho que hoje em dia se continuam a fazer coisas excelentes no Reino Unido. De momento ando completamente viciado nos The Horrors, por exemplo ».

entrevista completa em Disco Digital.
Para recordar até mais logo fica aqui um best of dos Charlatans.

Australian Pink Floyd@ Aula Magna: É Carnaval, Ninguém Leva a Mal

Uma banda australiana mascarou-se de Pink Floyd, com efeitos visuais e tudo, e mais de um milhar de fãs do lendário grupo resolveu entrar no espírito carnavalesco e encheu a Aula Magna para ouvir, cantar, e aplaudir convictamente o projecto que interpreta algumas das músicas mais conhecidas do planeta.

Ou então esqueçamos a época carnavalesca e interpretemos esta enchente entusiástica para concluirmos que em última análise a música é que conta. A música só por si tem muita força, tem a enorme capacidade de nos fazer sonhar, de fecharmos os olhos e fazer de conta que aquelas canções estão a ser tocadas pelos seus criadores.
Claro que é preciso uma boa dose de predisposição para se viver com entusiasmo esta aventura de mais de duas horas, com intervalo pelo meio ao bom estilo dos musicais do La Féria.

A execução musical é exemplar, a banda consegue recriar bem as canções de «The Wall» e «Dark Side of the Moon». A evocação de imagens retiradas do filme «The Wall» na tela gigante que faz de cenário ajudam a criar o ambiente e a centrar o olhar que só é desviado para o belo trio feminino que faz as vozes de apoio, e dançam sincronizadamente com gestos de braços ao estilo mais clássico.

O segredo destes australianos é não se levarem demasiado a sério, e só isso explica que o tal coro feminino seja dispensado no essencial refrão de «Money». Os rapazes já andam nisto há mais de 20 anos, e até são reconhecidos por Guilmour como veículo importante da mensagem musical dos Pink Floyd. Cumprem bem o seu papel. Impressionante é ver a reacção da plateia que vai reagindo como se ali estivessem Guilmour, Nick Manson, e Richard Wright... Já nem falo em Roger Waters no mesmo palco.

Percebe-se que dê para matar saudades de uma banda que pode ser a mais importante da nossa vida, mas aqueles momentos não chegam aos calcanhares da memória que temos dos concertos de Alvalade há mais de dez anos. Não era caso para se pedirem músicas nos intervalos silenciosos, e para se exigir um encore daquela maneira histérica.

De qualquer maneira o povo é que sabe, e se recebe assim uns australianos numa espécie de Chuva de Estrelas em domingo à noite dedicado aos Pink Floyd é porque já aprovou os Queen sem Freddie Mercury, ou os Doors sem Morrison, ou encheu o Pavilhão Atlântico para um musical dos .. Abba. O povo à saída da Aula Magna comentava que «isto merecia era um Pavilhão Atlântico...», sendo que «isto» foi o musical a que tinha acabado de assistir. E se o povo aprova... Mesmo porque já diz o provérbio: é carnaval ninguém leva mal!

in disco digital

Fado da saudade Premiado Com Goya

Está de parabéns Carlos do Carmo e o fado português.
A canção "Fado da saudade", de Carlos do Carmo e Fernando Pinto do Amaral, venceu hoje o prémio Goya para Melhor Canção Original na 22ª edição dos prémio Goya, a decorrer no Palácio dos Congressos, em Madrid. Os prémios Goya são o equivalente aos Óscares para o cinema espanhol. O filme Fados, de Carlos Saura, foi falado aqui.

Novas da Naifa

O projecto Naifa apresenta datas para uma nova digressão nacional:
Uma inocente inclinação para o mal:
ABRIL
Coimbra, 3 e 4
Horta, 5
Guarda, 11
Tondela, 12
Lisboa, 18 e 19
Sesimbra, 24
Portalegre, 26

MAIO
Santarém, 3
Àgueda, 9
Setúbal, 10
Moita, 16
Montemor-o-Novo, 17
Loulé, 23
Aveiro, 30
Braga, 31

03 fevereiro 2008

Beirut em Sines

Ainda no post abaixo eu falava de um dos elementos de Beirut Band e nem de propósito aí está a confirmação de Beirut no próximo Festival de Sines!
Aqui fica a recordação de "Elephant Gun":

Alaska In Winter - Dance Party In The Balkans



Um belo disco para se divulgar num domingo chuvoso de inverno como o de hoje. Este é um trabalhado editado no ano passado e que merece toda a atenção de quem se interessa por fusões electrónicas e melódicas.
Desvendando o nome Alaska In Winter chega-se a Brandom Bethancourt,estudante de arte de 22 anos que passou um semestre inteiro no Alaska, isolado, e aproveitou para ir gravando música no seu espaço isolado. Depois regressou para os Estados Unidos, Novo México, sua terra natal, e juntou-se a Zach Condom, do projecto Beirut, Heather Trost, dos A Hack And A Hacksaw e Rosina Roybal, que toca na banda de Kanye West.
Aqui encontra-se a mistura entre referências de sonoridades do médio oriente com orquestras melódias electrónicas. Tudo muito instrumental e cativante à alma.
Oiçam em Alaska In Winter

02 fevereiro 2008

Apostas 08 - Vampire Weekend


Grande aposta para 2008, o som dos Vampire Weekend já conquistou as mentes mais atentas, e exigentes, de Nova Iorque.
Estamos a falar de um quarteto dos arredores da grande cidade americana, e que assumem a herança deixada pela fase pop art simbolizada em Andy Warhol.
Mas os Vampire Weekend vão mais longe fazem o com que aquele som pós punk, new wave, conviva alegremente com as raízes africanas mais ritmadas, e piscadelas de olho ao reggae. Um encontro curioso ( e a alma de Paul Simon-fase-Graceland anda por aqui) que fez com que o seu disco ande no top de vendas de lojas respeitáveis com a Other Music!
É fácil ter contacto imediato com as 4 músicas que fazem o EP e que estão no myspace da banda. O disco já pode ser encontrado por aqui.

01 fevereiro 2008

Nos Próximos Tempos Quero Ver:

Mari Boine
Spoon
Michael Gira
Mayra Andrade
Mark Knopfler
The Cure
Caribou
Patrick Watson
Portishead
Alicia Keys + Patrice
James Cotton Blues Band
Nick Cave & The Bad Seeds
The Black Lips
Mão Morta
José Gonzáles
Einstürzende Neubauten
Animal Collective

31 janeiro 2008

Rolling Stones por Martin Scorsese

Está pronto a estrear no O festival de Cinema de Berlim o documentário de Martin Scorsese sobre os Rolling Stones.
Aqui fica o trailer de "Shine a Light":

Música no ALLgarve

No próximo verão há Festival Allgarve Jazz. O programa definitivo do Allgarve será conhecido em Março, no Porto, e deverá contemplar outros cabeças-de-cartaz internacionais, prometeu o ministro da economia Manuel Pinho, que anunciou os primeiros nomes em Madrid.

Estes são os concertos conhecidos:

29 de Julho: Diana Krall na Marina de Albufeira

9 de Agosto: Vanessa da Mata no Lake Resort de Vilamoura

16 de Agosto: Camané, Mário Laginha e David Fonseca no Tivoli Almansor de Carvoeiro

29 de Agosto: Mariza e convidados em Vale do Lobo

FESTIVAL ALLGARVE JAZZ

4 de Julho: Lucky Peterson em Portimão

5 de Julho: Herbie Hancock em Loulé

6 de Julho: Maria João e Mário Laginha na Fortaleza de Sagres

11 de Julho: Dee Dee Bridgewater no Golfe da Balaia em Albufeira

12 de Julho: Manhattan Transfer em Portimão

13 de Julho: Patti Austin no Sítio das Fontes, em Lagoa

Tindersticks de Volta aos Originais

Os britânicos Tindersticks editam a 28 de Abril «The Hungry Saw», o seu primeiro álbum em cinco anos.
O sucessor de «Waiting For The Moon», de 2003, conta apenas com o vocalista Stuart Staples, o guitarrista Neil Fraser e David Boulter nas teclas, e Thomas Belhorn na bateria e Dan McKinna no baixo.
O tema «The Flicker Of A Little Girl», que integra o novo disco, encontra-se disponível na página da banda no MySpace.

30 janeiro 2008

The Rolling Stones - Their Satanic Majesties Request : Um disco majestoso


Hoje recupero uma peça clássica da história do rock. Em finais dos anos 60 os Rolling Stones estavam inspirados e funcionavam como uma espécie de resposta psicadélica aos Beatles.
Aqui fala-se de um disco absolutamente obrigatório em qualquer colecção que se preze, "Their Satanic Majesties Request" foi editado em 1967 e passou por algumas peripécias durante a sua gravação. Entre Fevereiro e Outubro Mick Jagger, Keith Richards e Brian Jones passaram pela prisão, todos por problemas com drogas!
O resultado foi uma explosão criativa de rock, sons indianos e técnicas de estúdio que contou com a participação de uma impressionante lista de grandes figuras da história do rock: John Paul Jones (futuro Led Zeppelin), fez arranjos, Ronnie Lane (Small Faces, depois The Faces), Steve Marriott (Small Faces, depois Humble Pie), os lendários teclistas Nicky Hopkins e Ian Stewart, Eddie Dramer, e a fazer coros de fundo nas faixas 1 e 5, dois amigos dos Stones, John Lennon e Paul McCartney!
Quem não conhece esta obra é favor apontar baterias a este link.

29 janeiro 2008

Novo Tema de Gnarls Barkley

Os Gnarls Barkley regressam com nova canção. Justify My Love pode ser ouvido AQUI.

Nova dos N.E.R.D.

Aí está "Everybody Nose", o primeiro single do muito esperado novo disco dos N.E.R.D.:

28 janeiro 2008

Nick Cave and The Bad Seeds, Lisboa e Porto em Abril

O regresso de Nick Cave and The Bad Seeds ao nosso país está marcado para uma jornada dupla nos coliseus:
Lisboa 21 de Abril
Porto 22 de Abril

Best of de Morrissey Ideal Para Descrentes (como eu)

Tenho uma curiosa ligação com a música de Morrissey, e dos Smiths. Nunca gostei de Smiths, e por ligação lógica também nunca quis saber da carreira a solo do vocalista da emblemática banda.
Até que há poucos anos atrás ouvi um tema de "You are the Quarry" e fiquei de tal maneira surpreendido que fui descobrir o disco todo e ... fiquei rendido!
Depois saiu o disco ao vivo "Live at Earls Court" que veio despertar a atenção para algumas canções perdidas na minha ignorância da obra do senhor.
Como em 2006 houve novo disco de originais, "Ringleader of the Tormentors" resolvi arriscar nova audição, e se mais não houvesse (e há) bastaria o excelente "You Have Killed Me" para já valer a pena o contacto com mais um disco de Morrissey.
Por sorte tive direito a visita do homem que ignorei durante épocas e não falhei o concerto de Paredes de Coura. Memorável noite à chuva.
Por tudo isto sinto-me obrigado a destacar a recente edição de um "best of" que destaca, justamente, os últimos discos do ex-Smith e ainda lhe junta duas novas canções bem ao jeito do que tem composto ultimamente.
Temos aqui uma compilação apontada aos menos crentes do mundo Morrissey.
Vale a pena ouvir. Tentem aqui.

27 janeiro 2008

DJ Shadow & Cut Chemist - The Hard Sell

Quando uma antiga e valiosa Jukebox ganha vida resolve revoltar-se e atacar de rajada os ipod's que anda a conquistar os ouvidos da humanidade.
É assim que se pode caracterizar este projecto de DJ Shadow e Cut Chemist. Claro que a inspiração vem da capa que os dois elaboraram para ilustrar este The Hard Sell.
Exercício de velho estilo que os dois geniais gira disquistas fizeram recuperando canções perdidas no tempo embrulhadas em lp's de vinil antigo e que foram utilizadas neste caldeirão retro.
Podem experimentar The Hard Sell a partir do excelente Kokoro Jazz&Club mp3

26 janeiro 2008

O Regresso de Goldfrapp

O disco chama-se "Seventh Tree" e marca o regresso dos Goldfrapp aos originais. Este "A&E" é o primeiro avanço e já conta com videoclip a rodar.
O single já saiu no formato ep e tem remixes bem interessantes que podem ser conferidas aqui:
A&E ep
01 A & E (album version)
02 A & E (Maps instrumental remix)
03 A & E (Gui Boratto remix)
04 A & E (Gui Boratto dub)
05 A & E (Hercules and Love Affair remix)