15 março 2008

Midnight Juggernauts - Into the Galaxy

O sabor fresco da pop neste caso australiana.
Midnight Juggernauts - Into the Galaxy

14 março 2008

Patrick Watson na Aula Magna: Surpreendente, meu caro Watson!

Patrick Watson tinha prometido em entrevistas à imprensa um espectáculo diferente do registo do disco. Prometeu, e não só cumpriu como ultrapassou todas as melhores expectativas arrancando um simpático concerto cheio de surpresas ao nível das interpretações, e carregado de humor e improviso.

Nota positiva para o facto da sala da Aula Magna apresentar muitos lugares ocupados demonstrando que há um público atento à música menos divulgada nos grandes meios de comunicação, e que segue projectos elogiados como é o caso de Patrick Watson.
E todos os que compareceram ontem só podem ter saídos satisfeitos com a actuação do cantor/pianista.

Patrick Watson tem o sangue quente da California onde nasceu, embora viva há muito no Canadá, e torna-se completamente imprevisível em palco. Anda de canção em canção a trocar as teclas do piano, pela postura à vocalista de pé na frente do palco só com o microfone, e na recta final acabou por trocar o palco pela plateia!

Quem chegasse à Aula Magna por volta da meia noite e apanhasse a parte final do concerto iria ficar no mínimo espantado. Por ali já se viu um dos Beastie Boys sentado na primeira filaa olhar para os companheiros, ou os Yo La Tengo a tocarem alegremente entre as filas de cadeiras. Ontem Patrick Watson e seus três companheiros foram ainda mais originais. Patrick equilibrou-se de pé na varanda onde começa a plateia, na mesma linha mais perto da parede o guitarrista acompanhou-o, enquanto que o baterista subiu até ao corredor mais alto e distante do palco para dar o ritmo fazendo dos separadores de cadeiras uma bateria, e até usando carinhosamente a cabeça de um espectador. Delirante momento em que Patrick cantou sem microfone.

O concerto foi rico em momentos originais, as canções do excelente disco "Close to Paradise" ganham nova roupagem ao vivo, assim como as repescadas do anterior "Just Another Ordinary Day", e as surpresas podem ir até a versões em que só se ouve as vozes dos músicos.
Musicalmente a performance de Watson é muito interessante porque muitas vezes os intrumentais passam para fases quase de jam session, com muita improvisação. Nesse aspecto o momento alto é mesmo o último tema da noite em que o cantor desafiou o público a dar o nome a uma canção que eles de seguida improvisariam em palco. Choveram pedidos como "Lisbon", Night at Lisbon", "Patrick", e o mais valente e inesperado veio de uma jovem que gritou bem alto "Viva o Benfica!". Porém a escolha recaiu no simples "What", palavra mais utilizada por Patrick durante este alucinado diálogo.
E foi ao som da improvisada "What" que Patrick Watson se despediu conquistando os lisboetas, e abrindo portas para mais regressos.

Spiritualized no Alive!

Os Spiritualized vão actuar em Lisboa!
A notícia é avançada pelo insuspeito fã, e jornalista do JN, Cristiano Pereira:
Os Spiritualized vão regressar a Porrtugal para um concerto único no festival Optimus Alive, soube o JN. A banda de Jason Pierce confirmou a sua presença no evento ao final da tarde de ontem, poucas horas depois da organização ter anunciado a contratação dos norte-americanos The National. Ambas as bandas - que por feliz coincidência são do melhor que se faz nos territórios do indie-rock - actuam no dia 10 de Julho, o mesmo em que também actuam nomes como os Gogol Bordelo ou Rage Against The Machine. À luz dos factos, dir-se-á que se espera um dia de emoções fortes.

A banda de Jason Pierce vem a Portugal apresentar o novo disco "Songs in A & E " com edição aprazada para o dia 26 de Maio. O álbum terá 18 faixas e é em grande parte inspirado nos dias em que Pierce esteve internado numa unidade de cuidados intensivos de um hospital londrino durante a Primavera de 2005.

Já depois disso, Jason Pierce reduziu a sua banda ao essencial e mergulhou numa fase acústica, tendo protagonizado dezenas de concertos intitulados "Acoustic Mainlines".

Todavia, o músico pretende, agora, voltar a ligar-se à electricidade, optando por reduzir os concertos acústicos. A julgar pelas escasssas críticas do novo disco, "Song in A & E" oscila entre essas duas vertentes, cruzando peças de rock'n'roll vagamente psicadélico com aquilo a que já chamaram "gospel em câmera lenta". Ao que consta, as canções giram em torno das referências que sempre fascinaram Jason Pierce amor, desamor, redenção, religião, fogo e alma.

Tal como já foi dito, no mesmo dia actuam os National. A banda de Matt Berninger também vem a Lisboa meses antes, é certo, mas os bilhetes para esse concerto - Aula Magna a 11 de Maio - esgotaram num ápice, prova cabal da pouplaridade que gozam os autores de "Boxer".

13 março 2008

The National Também no Alive!

Dia 10 de Julho os The National também vão actuar no Alive em Oeiras.

Hoje é a vez de Patrick Watson

Apresentação via Blitz:
Patrick Watson estreia-se esta noite em Portugal, com um concerto na Aula Magna, em Lisboa.
O cantor e compositor, nascido na Califórnia mas radicado no Canadá, vem apresentar o seu segundo álbum, Close To Paradise , que recentemente venceu o Prémio Polaris (equivalente canadiano ao Mercury Prize), derrotando a concorrência de Feist ou Arcade Fire.
Na edição de Março da BLITZ, Patrick Watson, que já andou em digressão com artistas como James Brown, deu uma entrevista na qual anunciou que viria a Lisboa com uma banda.
«O concerto é bastante diferente do que está no disco», prometeu. «A maior parte das pessoas gosta mais do concerto do que do disco. É um espectáculo divertido: pegamos nas músicas e mudamo-las. Tem mais humor do que parece, a nossa música, e ao ver-nos ao vivo as pessoas entendem melhor o disco».
O concerto na Aula Magna começa pelas 22h00.


Patrick Watson - The Great Escape

12 março 2008

Caribou no Alquimista


Um dos discos mais elogiados de 2007 vai ser hoje apresentado ao vivo.
Caribou vem actuar pela primeira vez em Portugal. O músico apresenta o álbum «Andorra» no Santiago Alquimista em Lisboa.
O concerto começa às 22h00. O preço dos bilhetes é de 17 euros.

Caribou - She's The One

11 março 2008

SBSR Porto Com ZZ Top e Jamiroquai

Nomes já conhecidos para a versão nortenha do SBSR 08:
Xutos e Pontapés com a Orquestra de Jazz do Hot Club, ZZ Top, James, David Fonseca e Crowded House - para 4 de Julho

Jamiroquai, Clã e Jorge Palma - para 5 de Julho

Em Lisboa ainda só há dois nomes de peso: Iron Maiden e Slayer.

Leonard Cohen em Julho em Lisboa


O cantor canadiano Leonard Cohen actua a 19 de Julho em Lisboa, no âmbito de uma digressão mundial, pondo fim a 15 anos de ausência nos palcos internacionais, anunciou hoje o site oficial do músico.

No mesmo dia em Lisboa está marcado também um concerto de Lou Reed.

10 março 2008

Primal Scream em Coura

Mais um grande concerto em expectativa, Primal Scream a 1 de Agotos em Paredes de Coura.
A ver se desta vez não acontece o cancelamento que desiludiu os fãs em 1999 no Festival de Arcos de Valdevez.

09 março 2008

The Cure no Pavilhão Atlântico: A Celebração Dos Negros Anos


(Foto: Rita Carmo)

Mais do que um concerto, foi uma noite de grande consagração de canções que fizeram (e fazem) parte das nossas vidas celebradas ao vivo por perto de 18 mil pessoas que tiveram direito a mais de 3 horas de convívio com a banda que é (sempre foi) do carismático Robert Smith na sua melhor forma. Toda a história dos Cure numa só noite inesquecível.

Robert Smith está de bem com a vida. Com uns quilinhos a mais mantém o visual da sua personagem de sempre, pintado, impecavelmente despenteado, e a voz característica que nos habituámos a ouvir desde a década de 80. A um ano de completar meio século de vida o carismático cantor está determinado em partilhar com a Europa o orgulho que tem na sua carreira construída a fazer canções que ilustravam momentos delicados da sua existência, mas aquela degradação que ensombra a suas composições é agora vista como arte da história popular da música. O público que esgotou por completo a maior sala de concertos da capital também já não se veste todo preto, e apresenta maquilhagens exuberantes como há décadas atrás se via nos concertos da banda. Muita roupa de marca, pais que já levam os seus descendentes, e uma enorme vontade de recordar aqueles tempos de depressão urbana que já vão longe e que deram lugar ao quotidiano de hoje onde a música dos Cure já só brilha no leitor do carro caro, ou no sistema de som comprado para a nova casa, ou nos intervalos da vida profissional bem sucedida.

Ainda há os resistentes da velha escola, um passeio pelas primeira filas junto ao palco revela as figuras mais negras e degradantes, mas poucas são genuínas.
Nesta mistura de personalidades um ponto em comum; a música dos The Cure. E ao fim de 32 anos de vida descobrimos que os ingleses contribuiram generosamente com clássicos mais pop do que obscuros para a história do rock.
Só uma grande banda pode estar mais de 3 horas em palco a tocar sucessivamente quase 4 dezenas de canções e manter o público todo de pé a dançar efusivamente. É que há muitos clássicos no concerto dos Cure, sendo que algumas sequências são simplesmente arrasadoras, e a negritude de outros tempos deu agora lugar a sorrisos e abraços entre os fãs que recebem cada recordação com carinho.

A noite arrancou com «Plainsong», e «Prayers For The Rain». Sempre muito bem apoiado por Porl Thompson na guitarra, Simon Gallup no baixo, e Jason Cooper na bateria, e com uma qualidade de som no recinto digna dos maiores elogios, Smith viu a sala render-se em euforia aos incontornáveis «The Blood», «Friday I'm In Love», «In Between Days», ou «Just Like Heaven».
O alinhamento era tão empolgante que não se dava pelas horas passar, mesmo as novas canções do disco a sair brevemente receberam total acolhimento. Depois da primeira saída de palco os Cure regressaram mais três vezes, e pelo andamento da plateia podiam ter continuado pela noite fora.
Robert Smith apesar de não abandonar a sua figura principal de cabeça descaída a cantar de guitarra na mão, não se fez de rogado quando só tinha um microfone na mão e cantou até cada uma das extremidades do palco olhando para os fãs das primeiras filas com um ar quase paternal. Só esses tiveram o privilégio de ver tão especial figura ao pormenor já que a ausência de ecrans gigantes deixou a maioria do pública so com a visão de uma silhueta o que não os impediu de cantar a plenos pulmões «Close To Me», «Boys Don't Cry», ou «Killing An Arab» com que os Cure deram por encerrada a celebração.
Os Cure entraram para a categoria de lendas queridas do rock n'roll.

in Disco Digital

The Cure: A Entrada no Atlântico

08 março 2008

The Cure Hoje

É hoje à noite o regresso dos Cure a Lisboa.

Bryan Adams: 18 Till I Die


( Foto: Rita Carmo )

A azáfama natural de um fim de tarde em véspera de fim de semana no coração da capital portuguesa era totalmente indiferente aos fãs que encheram a sala do Maxime para celebrar o regresso de Bryan Adams aos discos de originais, aos concertos ao vivo, e ao nosso país. O canadiano sentiu-se em casa e retribui com uma simpatia desarmante onze canções na maioria clássicos da sua carreira. Um aperitivo para o grande concerto de Dezembro anunciado para o Pavilhão Atlântico.

A primeira impressão que marca este reencontro com Bryan Adams é que o homem continua a exibir a mesma figura de puto que sempre o caracterizou levando-nos mesmo a acreditar que ele diz a verdade quando canta «18 Till I Die».
Vestindo simplesmente uma sweat shirt preta e acompanhado da sua guitarra acústica, por vezes usando também uma harmónica, Bryan esteve completamente à vontade frente a uma plateia composta de fãs dedicados, que suaram para arranjar convite, imprensa, e convidados.

O alinhamento foi escolhido na hora democraticamente já que o cantor foi satisfazendo os vários pedidos vindos do público acabando por ser um desfile dos seus mais emblemáticos sucessos em versão acústica. Não faltaram «Summer of 69», «Cuts Like A Knife», «Can’t Stop This Thing We’ve Started», «Back To You», ou «Straight From The Heart».
E como seria previsível o ambiente foi de grande festa com a plateia cantar de tal maneira afinada e entusiasmada que Bryan chegou a perguntar se era mesmo preciso ele cantar. O diálogo entre as músicas foi constante e bem disposto soltando gargalhadas quando o cantor perguntou se aquele espaço era um restaurante, ou uma casa de "strip".

Foram onze temas para celebrar o regresso com disco novo entitulado «11», e de onde sairam três amostras: «Oxygen», «I Thought I’d Seen Everything», e «Walk On By».
Cerca de uma hora que soube a pouco mas que vai conhecer novo episódio em Dezembro quando Bryan Adams encher o Pavilhão Atlântico.

07 março 2008

O Regresso de Bryan Adams

Hoje ao fim da tarde (17h) bem no centro da capital, no Maxime, Bryan Adams regressa aos concertos no nosso país. Figura incontornável da pop dos anos 80, o canadiano vem apresentar um novo disco e inaugurar uma digressão.
Aqui fica a recordação do dueto com Tina Turner, também ela regressada há poucas semanas aos palcos:

06 março 2008

Bilhetes Extra para The Cure

Devido à enorme procura verificada para o concerto a Everything is
New, entidade promotora do evento, efectuou uma reconfiguração da sala
de forma a permitir a venda de bilhetes adicionais de Plateia em Pé.


Bilhetes
Balcão 1 (sem marcação) € 40,00
Balcão 2 (sem marcação) € 28,00
Plateia em Pé (sem marcação) € 33,00
Rampa (mobilidade condicionada) € 28,00

Locais de Venda
Bilheteiras do Pavilhão
Lojas FNAC (Almada, Cascais, Chiado, Colombo, Gaia Shopping, Norte
Shopping, St. Catarina, Algarve, Coimbra, Madeira, Braga e Alfragide)
Agência ABEP
El Corte Inglés (Lisboa, Gaia)
Agência Alvalade
ACP (Sede, Amoreiras e CC Colombo)
Arena de Portimão
www.pavilhaoatlantico.pt

05 março 2008

Tom Waits em Digressão

Este é que era!
Pessoal das promotoras: Tom Waits vai fazer uma digressão este ano que vai passar pela Europa, segundo adianta o jornal Washington Independent.

3 Pistas

Já estão disponíveis para audição as sessões dos Clã e de Sean Riley and the Slowriders para o projecto 3 pistas, ideia de Henrique Amaro, da Antena3, que consiste em gravar temas do repertório de cada grupo só com 3 pistas. E cada banda tem de apresentar uma versão. Destaque para a escolha dos Clã com Manuela Azevedo a cantar em inglês um tema dos Klaxons.
Para ouvir em Antena 3

04 março 2008

Disco dos Charlatans

Já está disponível para download gratuito o disco dos Charlatans.
Tal como tinham prometido o novo trabalho está pronto em Xfm.co.uk.

03 março 2008

Neil Young a 12 Julho no Alive


Mais um grande concerto para o verão.
Neil Young vem a Portugal tocar no Festival Alive em Oeiras a 12 de Julho!
Grande notícia.

Kumpania Algazarra - "Kumpania Algazarra”


Os menos distraídos já se devem ter cruzado com os Kumpania Algazarra em qualquer rua, travessa, festival, ou feira. Eles andam por aí, no sentido global do termo, a dar música ao povo.
Música para os Algazarra significa muita festa, muito ritmo, muita fusão, dança, e confusão.
Há quatro anos partiram de Sintra para espalhar a sua boa disposição pelo mundo. O seu habitat natural é o ar livre, quem já os viu sabe que são uma banda em movimento, no sentido literal, e que tocam no meio do público que dificilmente consegue resistir a tanta agitação.
O segredo está na fusão dos ritmos mais festivos que se conhecem como o Ska, reggae, funk, embrulhados numa capa, e atitude, próxima da cultura balcânica.
Aqui o desafio é reunir todas estas capacidades numa dúzia de faixas de um disco de estúdio.
A prova é superada por Hugo Fontaínhas - bateria, Hélder Silva - percussão, Nuno Salvado (Biris) - acórdeão, Luís (Trinta) - guitarra, saxofone e voz, Pedro Pereira - contrabaixo, Francisco (Kiko) - trombone, Ricardo Pinto - trompete e Luís Bastolini - clarinete.
O problema deste tipo de projectos é que nunca conseguem transmitir toda a liberdade que respiram nas actuações ao vivo traduzindo assim o disco numa espécie de minimização daquilo que encontramos quando nos cruzamos com eles na rua.
Como documento representativo desta arte de alegrar e contagiar musicalmente o disco de estreia dos Kumpania Algazarra cumpre perfeitamente o objectivo. No entanto todos nós sabemos que tudo isto é muito melhor ao vivo e a cores.

A Semana Do Regresso aos 80

A lembrar que na próxima sexta há Bryan Adams no Maxime, e no dia a seguir os Cure tocam no Atlântico. Os anos 80 esperam-nos, recuperemos os discos.

02 março 2008

Winter Jam II:



As boas vibrações do reggae voltaram a ecoar no Pavilhão dos Lombos em Carcavelos na 2ª edição do Winter Jam. Uma grande noite que teve o apogeu lógico no concerto do embaixador da Jamaica, Max Romeo, mas que revelou também a grande qualidade ao vivo de Collie Budz das Ilhas Bermuda, e o bom reggae de África trazido por Takana Zion, natural da Guinée-Conakry. Nova aposta ganha da promotora Positive Vibes.

Já ia alta a madrugada quando o massivo que enchia o Pavilhão dos Lombos explodiu a uma só voz após o falso arranco e tradicional rewind; «Lucifer son of the mourning, I'm gonna chase you out of earth!». Estava no ar um pouco da história do reggae na presença de uma das suas lendas, e o povo quer estar à altura do momento dançando, levantando as mãos e cantando bem alto «Chase the Devil». Aos 64 anos Max Romeo continua imparável em palco, desfila clássico atrás de clássico desde o arranque ao som de «One Step Forward», passando por «War in a Babylon», terminando num medley à volta de Jamaica Ska. Voz de qualidade intacta, coros e banda composta de excelentes músicos, e assim temos Max Romeo a continuar a espalhar a mensagem Rastafari pelo mundo. Depois das passagens por Oeiras, e Lisboa (Festival Creamfields), e uma passagem cancelada pelo Sudoeste 06, Max Romeo voltou a partilhar com os portugueses um bom pedaço das raízes da música jamaicana. Encantador.

Collie Buddz não podia ter tido melhor estreia em palcos nacionais, a público recebeu-o entusiasticamente, e a The New Kigston Band teve oportunidade para brilhar. O seu álbum de estreia, do ano passado, ainda está bem presente nos amantes de reggae, e os sons vindos das Ilhas da Bermuda foram acompanhados pelo público que se rendeu aos temas mais conhecidos, “Come Around”, “Blind To You” e “Tomorrow’s Another Day”.

Tambem bem recebidos foram Takana Zion e Manjul que representaram brilhantemente o reggae africano da Guinée-Conakry e Mail. Takana, de apenas 21 anos de idade, apresentou o seu álbum de estreia, “Zion Prophet, e convenceu muito por força de uma secção rítmica muito forte que se destacou nos instrumentais.

A abrir a noite estiveram os portugueses Black Nepal.
Não custa acreditar que para o ano teremos o Winter Jam III, e ainda bem porque estes acrescentaram momentos bem valiosos para a já importante história do reggae ao vivo em Portugal.

Winter Jam II : Max Romeo - Vídeo

01 março 2008

Lou Reed Toca Berlin no Algarve

Diz a Blitz: Lou Reed actua no Algarve no próximo dia 20 de Julho. O concerto centrar-se-á no álbum Berlin , que o ex-Velvet Underground lançou em 1973.
Inserida na programação do Allgarve, a actuação de Lou Reed acontece em Loulé, mais precisamente no Largo do Monumento Duarte Pacheco.

Lou Rhodes - O Anjo Humano

A distante, e venerada, Louise Rhodes dos tempos áureos dos Lamb deu lugar a uma humilde, e simples Lou Rhodes. Longe vão os tempos em que a sua voz planava por entre os arranjos electrónicos complexos que lhe valeram exposição mundial, e aclamação global. Agora é só Lou e as suas guitarras acústicas a apresentar os seus dois discos de originais numa postura de quem está recomeçar a sua vida. O ponto em comum entre estes dois mundos está nos fãs que não esquecem a vocalista e esgotaram a sala do Santiago Alquimista para a receber.

A imagem não podia ser mais esclarecedora, Lou Rhodes sozinha sentada na frente do palco, vestindo uma t-shirt, uns simples jeans e ténis, dedilhando a sua guitarra acústica e apresentando as suas canções. À sua frente está uma plateia de admiradores que não fizeram cerimónia e sentaram-se pelo chão da sala para a ouvir e contemplar. No piso de cima Lou estava rodeada de público por todos os lados. O ambiente agradou à cantora de Manchester que partiu para uma actuação segura.

Ironicamente as dificuldades de Lou estão na relação com a electrónica que lhe havia de pregar algumas partidas. Emblemático o momento em Lou oferece uma versão apenas vocal do grande êxito dos Lamb "Gabriel" e se atrapalha com as gravações de vozes que ia fazendo construindo coros progressivos. Interrompeu a meio, desculpou-se por ser o concerto de estreia desta digressão, e foi incentivada a repetir. Repetiu e correu bem. Foi como que um sinal a dizer que o passado foi lá atrás, o que conta agora é simplicidade das suas canções a povoarem o imaginário Folk inglês.

E é aí que a voz de Lou se projecta da mesma forma bela, melódica, que se nos habituámos a decifrar. Uma voz que nos embala acompanhada dos sons acústicos das suas guitarras. Abriu a noite com «The Rain», tema do novo disco «Bloom», e foi desfilando os temas deste disco não se esquecendo de revisitar o anterior «Beloved One». Destaque para uma versão de «Tin Angel», de Joni Mitchell, e para o à vontade com que pediu aos seus fãs que a acompanhassem fazendo ritmo de bateria batendo os pés para o tema «Tremble», do seu disco de estreia.

Lou esteve pouco mais de uma hora em palco, já contando com um encore de duas músicas, e parece recomposta dos desgostos pessoais que marcaram os últimos tempos da vida intíma, como a perda de uma irmã e o fim de um relação amorosa. Arrancou bem a sua pequena digressão europeia, que hoje passa pelo Porto, e que acabará nos Açores.

Na primeira parte esteve o islandês Oddur, companheiro de aventura nos Lamb, que apresentou a suas canções também em formato acústico e que teve a aceitação da plateia.

in Disco Digital

Vídeo de Gabrielle no Radiações

Max Romeo Hoje no Winter Jam II em Carcavelos


Março começa com reggae do melhor.
Depois da edição do ano passado do Winter Jam ter sido um sucesso, o evento regressa com a 2ª edição no mesmo local, Pavilhão da Quinta dos Lombos em Carcavelos.
Este este ano contará com o regresso da lenda jamaicana Max Romeo e as estreias nacionais de Collie Buddz & The New Kingston Band e Takana Zion & Manjul.
As portas abrem às 20h e o espectáculo tem início marcado para as 21H00. e os bilhetes custam 20€.

29 fevereiro 2008

The National Esgotou!

Já não há bilhetes para o concerto da Aula Magna dos The National.
Eu avisei...

Lou Rhodes - The Rain


Lou Rhodes - The Rain

Lou Rhodes Hoje no Alquimista - Esgotado


Lou Rhodes, ex-vocalista dos Lamb, vai estar hoje à noite no Santiago Alquimista em Lisboa. É o regresso a Portugal depois de se ter apresentado pela primeira vez a solo no festival do Sudoeste, em 2006.
Amanhã Lou estará no Porto na Casa da Música para apresentar o mais recente álbum Bloom , que sucede a Beloved One , editado em 2006.
Os bilhetes para ambos os concertos custam €15.
Logo às 22h.

actualização:
Abertura de Portas ¬ 21h00
Oddur ¬ 22h00
Lou Rhodes ¬ 22h45

Blitz de Março

28 fevereiro 2008

Young Marble Giants no Porto

Os Young Marble Giants actuam a 31 de Maio na Casa da Música, no Porto, confirmou à BLITZ fonte da organização dos Concertos @ Optimus.

27 fevereiro 2008

National Fãs Apressem-se!


Fica aqui o aviso para todos que estão a pensar ir ver os The National na Aula magna no dia 11 de Maio: os bilhetes estão a ser vendidos a um ritmo muito bom. Prevê-se que esgotem brevemente!

A Confirmação de Beirut em Sines

Tal como tinha adiantado no principio do mês o proejcto Beirut vai marcar presença na edição 2008 do Festival Músicas do Mundo em Sines. A organização do evento informa:
Beirut, um dos mais bem sucedidos projectos da música alternativa dos últimos anos, é o primeiro concerto confirmado do Festival Músicas do Mundo (FMM) de Sines 2008. Dia 24 de Julho, Zach Condon e a sua banda sobem ao palco do Castelo para a sua estreia no nosso país.

Beirut cruza referências aparentemente tão distantes quanto a música das fanfarras ciganas dos Balcãs, música folk e pop independente e a criatividade dos grandes cantautores clássicos. No espaço Myspace da banda, as influências assumidas incluem nomes como Jacques Brel, The Magnetic Fields, The Smiths, Kocani Orkestar e Serge Gainsbourg.

O centro dos Beirut é o cantor e multi-instrumentista americano Zach Condon, um prodígio musical de 22 anos que com apenas 15 gravou em casa um disco electrónico inteiro inspirado pelo seu amor a The Magnetic Fields.

Ainda adolescente viaja pela Europa, onde toma contacto com universos musicais que serão determinantes na definição da sua trajectória musical, como o dos ciganos dos Balcãs, o francês e o alemão.

Não tem mais de 19 anos quando, no seu quarto de Albuquerque, Novo México, grava praticamente sem ajuda o seu disco de estreia, “Gulag Orkestar” (2006), onde toca mais de uma dezena de instrumentos.

Desde esse disco, a crítica não tem poupado elogios à maturidade da sua voz e ao charme europeu e intemporal das suas composições.

O Festival Músicas do Mundo (FMM), uma organização da Câmara Municipal de Sines, desde 1999, é o maior festival do seu género realizado em Portugal.
A sua 10.ª edição acontecerá em Porto Covo e na cidade de Sines entre os dias 17 e 26 de Julho de 2008.

Mais informações: www.fmm.com.pt

25 Concertos Optimus: Animal Collective, Kings of Convenience, Beirut entre os Confirmados

A Optimus vai promover, ao longo deste ano, mais de 25 concertos por todo o país. Lisboa, Porto, Faro, Coimbra e Évora irão receber espectáculos de vários artistas nacionais e internacionais nos próximos meses.

A BLITZ avança uma lista de concertos já conhecidos:

Shout Out Louds - Aula Magna, Lisboa (26 Março)

Rita Redshoes - Aula Magna, Lisboa (26 Março)

Wraygunn - Cinema Batalha, Porto (29 Março)

Easy Stars All Stars - Aula Magna, Lisboa (27 Abril)

Jorge Palma - Arena Évora (11 Abril)

Tiago Bettencourt - Cinema Batalha, Porto (19 Abril)

The National - Aula Magna, Lisboa (11 Maio)

Animal Collective - Cinema Batalha, Porto (27 Maio)

Cat Power - Coliseus de Lisboa e Porto (26 e 28 Maio, respectivamente)

Old Jerusalem - Cinema Batalha, Porto (28 Junho)

Kings of Convenience - Casa da Música, Porto (22 Julho)

Beirut - local por confirmar (27 de Julho) -

Clã - Évora (18 Outubro)

Cool Hipnoise - Cinema Batalha (13 Dezembro)

26 fevereiro 2008

Michael Gira no Cinema Nimas: A classe da simplicidade

Segunda feira costuma ser noite especial nas salas de cinema. No Nimas em Lisboa a noite além de especial foi para perdurar na memória de todos que encheram a sala para receber Michael Gira.
Em registo simples só com guitarra, microfone, sentado num banco, Gira encheu a sala com sua voz bem projectada ao longo de hora e meia.

A proposta era original, um concerto mais intimista numa sala de cinema bem no centro de Lisboa com uma grande figura do (chamemos-lhe assim) rock alternativo americano que angariou admiradores nas décadas de 80 e 90 pela força dos grandes Swans.
O desafio teve boa aceitação e a sala encheu-se de fãs que foram recompensados com uma belíssima noite de canções.

Michael Gira tem uma figura carismática que a sua idumentária ajuda a realçar exibindo uns elegantes suspensórios, e o incontornável chapéu à cowboy. Entra em palco, apresenta-se agradece a todos, acto que repetiu várias vezes durante a noite mostrando-se visivelmente satisfeito com a recepção lisboeta, e parte para uma demonstração impressionante do poder das suas canções despidas, e resumidas, a uma guitarra e à sua excelente voz.
São músicas com letras fortes que ganham nova vida na maneira sentida como Gira as canta, por vezes usando o som de violentas sapatadas no chão do palco com que acompanhava a parte mais intensa de cada interpretação.
Foi uma caminhada sólida pelo universo musical e lírico de Michael Gira que passou pela faceta The Angels of Light, o projecto que abraçou após o fim dos Swans, e que mais se aproxima deste registo acústico, mas que não ignorou os tempos mais agitados dos Swans de onde recuperou alguns temas.

De forma simples, eficaz, e brilhante, Michael Gira proporcionou excelente sessão musical que só o ar condicionado ia atrapalhando, mas que foi decididamente resolvido pelo artista ao pedir para o desligarem antes que a sua voz se perdesse.
Sem ar condicionado ligado tudo fluiu harmoniosamente entre cantor e plateia.
Grande passagem de Michael Gira por Portugal.

Na primeira parte o italiano Fabrizio Modonese Palumbo apresentou os seus ambientes experimentais com alguns momentos interessantes baseados na construção progressiva de sons que iam sendo gravados e acumulados formando algumas muralhas sónicas. Não chegou a colaborar com Gira como chegou a estar anunciado.

in Disco Digital

25 fevereiro 2008

Björk a Sudoeste 7 de Agosto

Björk regressa a Portugal para actuar na edição deste ano do Festival Sudoeste, a 7 de Agosto. Pode ler-se no site da Blitz:
A informação é adiantada pela TMN, que este ano será a patrocinadora deste evento e também dos festivais Super Bock Super Rock, Delta Tejo e Super Bock Sagres Fest.

Outra actuação confirmada para o Sudoeste, que em 2008 se quer afirmar como um evento multidisciplinar, é a da companhia teatral La Fura Dels Baus, que se irá apresentar na Zambujeira todos os dias do festival, ou seja, de 7 a 10 de Agosto.

A 6 de Agosto, ou seja, na véspera da abertura oficial do festival, realiza-se na Zambujeira uma festa de electro e house, com a presença «de um dos DJs mais conceituados do mundo», informa ainda a TMN.

Quem comprar um passe de quatro dias pode usufruir da animação no recinto logo a partir de 2 de Agosto, dia em que abre o parque de campismo do festival e em que várias bandas irão actuar para os festivaleiros mais madrugadores.

Michael Gira Hoje no Nimas



Grande noite em perspectiva hoje com a presença de Michael Gira no cinema Nimas para um concerto que inicialmente esteve previsto para a Galeria Zé dos Bois.
Ontem à noite Gira esteve no Teatro Miguel Franco, em Leiria, e hoje é a vez dos lisboetas assitirem ao concerto do mentor dos Swans, e actual líder dos Angels of Light.
Michael Gira é também o "gerente" da Young God Records, que edita gente como Devendra Banhart e Lisa Germano.
Os ambientes experimentais do italiano Fabrizio Modonese Palumbo também marcam presença neste serão. Depois Palumbo acompanhará Gira em palco.

24 fevereiro 2008

Spoon e Mazgani @ Aula Magna: Agitação Para Gente Sentada


(foto: Rita Carmo)

Os Spoon confirmaram as boas indicações deixadas no último Paredes de Coura e assinaram um concerto muito bom na noite de sábado na Aula Magna perante uma plateia que não encheu a sala mas que viu recompensado o investimento.
Na primeira parte Mazgani a dar mais um passo seguro na afirmação de talento em território nacional.

Ainda se ouvia bem alto nas colunas o inconfundível James Brown a cantar «SexMachine» quando discretamente os Spoon entram em palco. Acto contínuo agarram nos intrumentos, as luzes apagam-se e abrem a noite com toda a genica.
Uma das características da banda em palco é que não quebram entre as músicas sendo que a maior parte das vezes as canções sucedem-se com passagens entre elas sem pararem.
Isto dá para ter uma ideia do ritmo que é imposto, e da pedalada que Britt Daniel (vocalista e guitarrista) apresenta em palco.
A entrega à sua música é total, os temas sucedem-se não dando tréguas a ninguém, a comunicação com os fãs é só a essencial para agradecerem e lembrarem que é a segunda vez que estão por cá e que o público é caloroso.

Naturalmente em destaque este o excelente disco «Ga Ga Ga Ga Ga» editado no ano passado e foram temas como « You Got Yr. Cherry Bomb», «My Little Japanese Cigarette Case», ou « Don't Make Me A Target» que tiveram maior reacção na assistência confortavelmente sentada.

Ninguém diz que estes texanos já andam nisto desde 1994, pelo menos o vocalista Britt e o baterista Jim Eno, pois a sua postura ao vivo é de uma frescura, e motivação, mais própria de quem está agora a dar os primeiros passos.
O rock dos Spoon é contagiante, aquelas teclas dão uma elegância à estrutura sónica das canções.
No fim há a imagem que nos fica na memória, a banda entregue a um furioso instrumental com o vocalista de joelhos curvado sobre a sua guitarra procurando a distorção, e de costas para a plateia. São uns minutos intensos de ruído eufórico mas bem alinhado e a fazer todo o sentido aos colar-se à imagem do que são os Spoon ao vivo. Poderosos.

Na primeira parte este o projecto Mazgani. Depois de o termos visto a solo na primeira parte de Kurt Wagner, Mazgani ganha força com a ajuda da bateria, baixo e guitarra, e defende muito bem o seu excelente disco ao vivo. Caminha seguramente para a confirmação do seu talento.

in Disco Digital

Spoon@Aula Magna: O Alinhamento

23 fevereiro 2008

Spoon e Mazgani Logo na Aula Magna

De Austin, Texas, para o palco da Aula Magna, chega uma das mais importantes bandas americanas do rock alternativo, os Spoon, que editaram em Julho de 2007 o aclamado álbum “Ga Ga Ga Ga Ga”.
Quando Britt Daniel (vocalista e guitarrista) e Jim Eno (baterista) se juntaram em 1993 e escolheram para nome da banda o título de uma música dos avant-garders alemães, Can, estavam longe de imaginar até onde podiam chegar.

Desde 1995, ano em que editaram o primeiro EP, “Nefarious”, até 2007, em que lançaram o brilhante último álbum “Ga Ga Ga Ga Ga”, que os Spoon têm tido uma evolução notável.
Apoiado na extraordinária capacidade de Britt Daniel para escrever canções e numa sonoridade que incorporou o soul no habitual som minimal de piano e guitarra dos Spoon, “Ga Ga Ga Ga Ga” entrou directamente para o 10º lugar do top americano – lugar mais elevado de sempre dos Spoon no top de vendas.

Como bónus há a presença de um dos projectos mais interessantes da música actual nacional. Após ter sido considerado um dos 20 novos artistas mais promissores da Europa pela prestigiada revista francesa Les Inrockuptibles, os poemas de Mazgani (e de alguns outros poetas) estão prontos para serem apresentados ao público: num formato maioritariamente acústico, intimista e de uma paixão rara.

A actuação serve de apresentação a “Song of the New Heart”, o primeiro álbum de Mazgani, recentemente editado. São treze temas, todos da autoria de Mazgani (música e letra) com a excepção de “Song of the Old Mother”, com poema de William Butler Yeats, e “How Sweet I roam’d from field to field”, poema de William Blake, numa celebração da música que nasce da palavra.