03 abril 2008

Rita Redshoes no Chiado

Hoje na Fnac do Chiado há concerto de apresentação de "Golden Era" de Rita Redshoes a partir das 18h30.
Diz a agenda da loja:

Dream on Girl, foi a sua primeira afirmação
(dada a conhecer pela colectânea Novos
Talentos – Fnac 2007) e rapidamente prendeu
o ouvido de quem a ouve, tendo sido nomeada
como Canção do Ano pela rádio RADAR, e
destacada por vários órgãos de comunicação
social. Em Dezembro passado, ofereceu-nos
Hey Tom. Acompanhada por Filipe Monteiro
nas guitarras, Nuno Simões no baixo e
contrabaixo e por Sérgio Nascimento na bateria
e percussões, Rita Redshoes assegurou, para
além da composição, os teclados, o piano e
algumas das guitarras.

02 abril 2008

U2 em Lisboa... Só em 3D

Ontem foi assinalado por aqui o dia das mentiras com a notícia de um concerto dos U2 no Restelo. Evidentemente uma brincadeira que quase todos perceberam à primeira. Peço desculpa à minha mana pelas falsas expectativas, espero que um dia me perdoe.

De qualquer maneira vamos poder ver os U2 por cá brevemente. Nos cinemas vamos ter uma experiência 3d de um concerto da banda. Aqui fica o cartaz do filme(?) que estreia por cá no dia 3 de Abril:

salas:
- Cinema ZON Lusomundo Almada Fórum;
- Cinema ZON Lusomundo Braga Parque;
- Cinema ZON Lusomundo CascaiShopping;
- Cinema ZON Lusomundo Colombo;
- Cinema ZON Lusomundo Dolce Vita Douro (Vila Real);
- Cinema ZON Lusomundo Dolce Vita Porto;
- Cinema ZON Lusomundo Ferrara Plaza;
- Cinema ZON Lusomundo Forum Coimbra;
- Cinema ZON Lusomundo Forum Montijo;
- Cinema ZON Lusomundo Foz Plaza (Figueira da Foz);
- Cinema ZON Lusomundo Glicínias (Aveiro);
- Cinema ZON Lusomundo NorteShopping;
- Cinema ZON Lusomundo Parque Nascente (Gondomar);
- Cinema ZON Lusomundo Torres Vedras;
- Cinema ZON Lusomundo Vasco da Gama;
- CINEMAX (Braga Avenida).

01 abril 2008

U2 em Lisboa a 13 de Junho


No dia de Santo António os U2 regressam a Lisboa para um concerto no estádio do Restelo. O evento tem o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e faz parte da agenda das festas da capital no mês de Junho.

Mark Knopfler em Lisboa: A Última Passagem Por Portugal

Faz amanha precisamente 3 anos que Mark Knopfler actuou pela última vez em Portugal. Foi no Pavilhão Atlântico e hoje recupero a crónica escrita na altura:

Como saber o que representa hoje em dia a música para Mark Knopfler? A resposta é simples e encontra-se a meio da primeira parte do seu concerto. Se chegássemos à sala do Atlântico por alturas da sexta música da noite teríamos a perfeita noção do que é que Knopfler ainda a fazer no mundo da música.


É a altura em que Mark e a sua banda (de excelentes músicos) sentam à boca do palco e tocam como se estivessem algures entre um pub irlandês e um clube americano de blues/folk. O prazer com que apresentam as canções «Done with Bonaparte», «Song for Sonny Liston», «Donegan`s Gone», «Rudiger», «Boom», «Like That» e «Speedway at Nazareth», é contagiante e mostra que faz todo o sentido ir ver um concerto de Knopfler pela quinta vez em Portugal.

Esta fase da actuação só pode satisfazer por completo quem optou por continuar a seguir os trabalhos do ex-líder dos Dire Straits.

Fica a ideia que se a opção da banda fosse tocar só os temas dos trabalhos a solo, então enchia-se a Aula Magna com os tais fãs actualizados e tínhamos uma grande noite de ambiente blues, jazz, country e pop. É esta a onda que o homem que já usou fita na cabeça, vive agora.

Mas Mark Knopfler sabe que o que fez com os Dire Straits arrebatou milhões de fãs pelo mundo fora e resolveu não renegar esse passado, mantendo o casamento entre os velhos clássicos com arranjos mais retocados e acaba por dar o melhor dos dois mundos, dos Straits e o actual, a um público que ainda hoje consegue dar uma moldura humana digna à grande sala do Atlântico.

Na primeira parte do concerto, desfilam «Walk of Life», «Romeo & Juliet» e «Sultans Of Swing», como que a agradecer aos milhares de trintões a sua presença. Destaque para os arranjos de acordeão a meio de «Walk of Life», e a mestria com que continua a ser tocado »Sultans of Swing».

Depois pelo meio vem a tal parte que revisita os quatro discos a solo, para depois partirmos para uma parte final nostálgica e que vai de encontro às expectativas de todos.

A 13ª música do serão marca o início da recta final, são os acordes inconfundíveis de «Telegraph Road». Uma versão arrebatadora, que só por si justificou o dinheiro gasto por qualquer fã dos Straits. Foi o momento da noite, a partir daí viveu-se em clima de festa e de celebração os obrigatórios «Brothers in Arms», «Money for Nothing» e« So Far Away».

Como sempre, a despedida foi ao som do instrumental «The Mist Covered Mountains/Wild Theme» da banda sonora de «Local Hero».

Foi bom rever o velho amigo Knopfler, e ele certamente pensará o mesmo da plateia lisboeta.

31 março 2008

Mark Knopfler em Lisboa: O Mais Recente Disco

Kill To Get Crimson, 2007


Apesar de o início do processo de aproximação ao universo folk americano ter começado ainda no último disco dos Dire Straits, e no seu percurso a solo Mark Knopfler ter assinado discos com Chet Atkins,ou Notting Hillbillies, a verdade é que a critica nunca o levou muito a sério nas suas intenções de ser um músico mais integrado nas raízes americanas, do que britânicas da sua origem.

Desde 1996, ano de Golden Heart, fez 4 discos a solo. Todos no mesmo registo, mas sempre longe da atenção do grande público, e no entanto já podia compilar sem dificuldade o melhor de cada álbum e apresentar um resultado digno dos grandes interpretes do género.
Há um ano realiza um sonho antigo de gravar um disco com a senhora Emmylou Harris. Com tão ilustre companhia tudo muda na carreira de Knopfler e desta vez centra atenções, e elogios, e o disco "All The Roadrunning" chega aos top's de venda dos países mais importantes. A parceria resulta tão bem que é editado um disco ao vivo da digressão de Knopfler e Harris, Real Live Roadrunning.

Foi o que chegou para que Mark Knopfler passasse a ser visto com a atenção que merece e, finalmente, a imprensa percebe que há um Knopfler além da figura de fita da cabeça dos anos 80 que vale a pena descobrir no contexto mais folk americano e britânico.
Este Kill To Get Crimson é um excelente sucessor de Shangri-la (2004), e reúne uma dúzia de belas canções. A voz grave de Knopfler assenta na perfeição em canções superiormente produzidas onde as cordas predominam, mas onde há espaço para sopros, teclas, e até acordeão ( oiça-se "Secondary Waltz"), tudo harmonicamente melodioso.

Ao tema 7 encontramos "Pubish The Monkey", o tema que resume na perfeição o que é Mark Knopfler em 2007.
Não é por acaso que este disco está a gerar consenso na imprensa britânica e americana, depois da colaboração com Emmylou Harris o disco a solo de Mark chega a receber nota 4/5 tanto na Uncut como na Rolling Stone.
Reconhecimento mais do que merecido para mais um belo disco de Mark Knopfler.

Crítica publicada em Setembro de 2007

Mark Knopfler em Lisboa



Esta semana vai andar em destaque por aqui o regresso de Mark Knopfler aos concertos em Portugal. Uma ligação que começou em Maio de 1992 no antigo estádio de Alvalade com a maior enchente que o recinto teve em concertos ao vivo. Mais de 60 mil pessoas para comemorar o encontro com os Dire Straits precisamente na digressão de despedida da banda.
Depois o grupo regressaria a Portugal para um concerto no estádio Sãu Luís em Faro em pleno Agosto.
Já a solo Knopfler actuou várias vezes por cá. Esteve no Porto, em Cascais, no Atlântico duas vezes, e desta vez actua no Campo Pequeno.
É já na próxima sexta feira.

29 março 2008

Hoje Há Sean Riley no Maxime


Sean Riley & The Slowriders | Moving On

28 março 2008

O Respeito

Quando alguém se antecipa e escreve por outras palavras aquilo que me vai na alma. Acontece hoje com o meu caro amigo, e companheiro, Davide Pinheiro. Na mouche:

Acabo de chegar do concerto dos Portishead, um dos mais belos e preciosos que passou por Portugal nas últimas décadas. Ao contrário do que muitos comentários espalhados pelo mundo digital poderiam pressupor, as reacções às novas canções foram positivas…demasiado positivas.

Esta é música que vive de silêncios onde se ouve a respiração de cada som, cada movimento. Não houve qualquer respeito de um grupo relativamente alargado de fãs histéricos com falta de carinho em casa que passou o tempo a aplaudir antes de tempo e a mandar «boquinhas evitáveis».

Não houve respeito por aqueles que pagaram um bilhete caro e não conseguiram aproveitar na plenitude um momento único e irrepetível. E também não houve respeito por uma banda que é muito especial e que não escolheu o palco do Coliseu dos Recreios por acaso.

Cada vez que algum tema se aproximava do fim, parecia haver um confronto de hooligans a ver quem gritava mais. E não faltou o idiota «toca aquela» da praxe, como se o autor dessa boçalidade se sentisse no café. Um concerto não é uma sessão solene mas merece respeito.
in Disco Digital

Portishead @ Coliseu de Lisboa: O Alinhamento


(Foto: Rita Carmo)

Festival Mestiço: Grande Festa na Casa da Música em Junho

O Disco Digital Avança:
O Festival Mestiço vai decorrer este ano entre 26 e 29 de Junho na Casa da Música com a presença de nomes como Señor Coconut, Marcelo D2, Toots & Maytals e Amadou & Mariam.

A 26 de Junho, actuam Senõr Coconut e Boban Markovic. No dia seguinte, é a vez de Praça, Marcelo D2 e MC K.

A 28 de Junho, há concertos de Toots & Maytals e Dynamics. O último dia é assinalado com as presenças de Amadou & Mariam, Timbila Muzimba e Extra Golden.

Blitz de Abril

27 março 2008

Ainda a Wendy

Com a preciosa ajuda da amiga Lia Pereira consegui a capa que o jornal Blitz fez na altura do concerto dos Transvision Vamp em Portugal.
Uma semana após a passagem de Wendy James por Lisboa aqui fica a recordação de Wendy na capa do Blitz:

Portishead no Porto: Um regresso desejado a ser digerido

A minha companheira do Disco Digital, Joana Brandão, relata como foi a noite de ontem dos Portishead no Porto.
Uma introdução ao que poderemos ver logo à noite no Coliseu de Lisboa.
Para ler em: Um regresso desejado a ser digerido

26 março 2008

Rock in Rio: Cartaz Completo e Definitivo

30 MAIO
PALCO MUNDO
Lenny Kravitz (23h45)
Amy Winehouse (22h00)
Ivete Sangalo (20h30)
James Morrison (19h00)

SUNSET ROCK IN RIO
Sam the Kid & Cool Hipnoise (19h50)
Ricardo Azevedo & Lúcia Moniz (18h15)
Philarmonic Weed & Prince Wadada (17h00)

ELECTRÓNICA
Paul Van Dyk
DJ Axwell
Diego Miranda
Mary Zander

31 MAIO
PALCO MUNDO
Bon Jovi (23h45)
Alejandro Sanz (22h00)
Alanis Morissette (20h30)
Skank (19h00)

SUNSET ROCK IN RIO
Homenagem a Rui Veloso: Expensive Soul & Sara Tavares (19h50)
João Gil & Tito Paris & Marisa Pinto (18h15)
NBC & Verónica Larrenne (17h00)

ELECTRÓNICA
Carl Cox
Christian Smith
François K
Carlo Dall' Anese

1 JUNHO
PALCO MUNDO
Rod Stewart (23h45)
Joss Stone (22h00)
Tokio Hotel (20h30)
Xutos e Pontapés (19h00)

SUNSET ROCK IN RIO
Boss AC & Vitorino (19h50)
Ala dos Namorados & Rão Kyao & Nancy Vieira (18h15)
Jazzinho & Melo D (17h00)

ELECTRÓNICA
David Morales
Dimitri From Paris
Tony Humphries
Mário Roque
Leote

5 JUNHO
SUNSET ROCK IN RIO
Metallica (23h45)
Machine Head (22h00)
Apocalyptica (20h30)
Moonspell (19h00)

SUNSET ROCK IN RIO
Tim & Jorge Palma (19h50)
Wraygunn & The Faith Gospel Choir com The Legendary Tiger Man (18h15)
André Indiana & SP & Wilson (17h00)

ELECTRÓNICA
2 Many DJ's
The Crystal Method
Miguel Quintão
Zé Pedro

6 JUNHO
PALCO MUNDO
Linkin Park (23h45)
The Offspring (22h00)
Kaiser Chiefs (20h30)
Orishas (19h00)

SUNSET ROCK IN RIO
Clã & Convidados (19h50)
Buraka Som Sistema & Deise Tigrona & Bruno M (18h15)
Caim & duas bandas vencedoras dos concursos de bandas de Lisboa e Porto (17h00)

ELECTRÓNICA
Sasha & Digweed
DJ Vibe
Tó Ricciardi
Stereo Addiction

25 março 2008

Exposição de Fotografia @ Fábrica da Pólvora



De 27 de Março a 30 de Abril vai estar disponível no Pátio do Sol, na Fábrica da Pólvora a exposição "Luzes da Fama - Fotografias de Concertos". Na exposição vão estar expostas fotografias de de Ana Matias, Hugo Amaral, João Pedro Almeida, Marisa Cardoso, Nuno Lourenço e Vasco Pereira. Entre os artistas fotografados, poderão ver-se músicos como Depeche Mode, Pearl Jam, Clã, Linda Martini, The Sounds, Os Pontos Negros, Goldfrapp, N.E.R.D., The White Stripes, Jamie Cullum, Nicole Eitner, The Gift, entre muitos outros.

24 março 2008

Portishead a Chegar

É já na próxima quinta feira que os Portishead apresentam o seu novo disco no Coliseu de Lisboa.
Aqui fica um novo single, "Machine Gun" que não deverá faltar no alinhamento:

23 março 2008

MGMT - Oracular Spectacular

Os MGMT nem são uma das promessas de 2008. São já uma certeza entre os discos editados este ano. Prestem atenção a este duo vindo de Brooklyn (parece que ultimamente a cena de Brooklyn está imparável a dar novas músicas ao mundo!) que apresentam em "Oracular Spectacular" uma colecção do mais interessante que a o chamado rock alternativo tem mostrado nos últimos tempos. Músicas muito bem trabalhadas por Dave Friddman, ele que produziu discos de bandas como os Flaming Lips e Mercury Rev.
E é pelo universo destes últimos nomes que os MGMT (lê-se management) partem para construir convictamente temas como Weekend Wars, Kids, ou Time to Pretende que abre este disco de estreia "Oracular Spectacular".
Para descobrir urgentemente, os MGMT:

MGMT - Time To Pretend

22 março 2008

Racine: O Passado Foi Lá Atrás



Wendy James regressou aos concertos em Portugal quase duas décadas depois da explosiva passagem dos Transvision Vamp por cá. Algumas dezenas de fãs dessa altura quiseram ver como está a louríssima vocalista aos 42 anos e estiveram no MusicBox para ver e ouvir os Racine. Wendy continua convincente em palco, simpática, mas a demonstrar que os tempos dos Transvision Vamp estão já bem longe e são totalmente ignorados num alinhamento 100% Racine traído pela falta de voz de Wendy.

Entre o público presente na sala do MusicBox, que até apresentou plateia numerosamente digna tendo em conta que lá fora a noite lisboeta registava uma quase total ausência de animação nas ruas, estavam muitos trintões recordados da banda que projectou Wendy James nos finais da década de 80. A esperança de se recordar alguma das canções de «Pop Art», ou «Velveteen», caiu rapidamente por terra com o avançar do concerto.

Os Racine em palco são quatro jovens rapazes, baixo, guitarra, baterista, e teclista, a acompanharem a personagem principal.
Wendy assume as rédeas do evento e apresenta-se de calças de ganga justas, e t-shirt branca com a sua caricatura desenhada, e a frase Every Song Is Dope, que pode ser comprada no site oficial da banda. Uma vezes a tocar guitarras, outras só com microfone, atira-se às canções dos discos Racine onde se destaca o acompanhamento das teclas.
Não faltaram os temas «Way», «I'm Freaking Out», ou «Bitter Funny», e as poses da vocalista são facilmente reconhecidas pela memória colectiva. O maior problema mesmo foi a voz que começou rouca, para uma hora depois chegar mesmo a falhar, facto pelo qual pediu desculpa.

A parte sentimental obriga o escriba a confessar que se sentiu recompensado pelo facto de ter estado tão perto do palco ao ver Wendy olhar directamente para ele para perguntar a diferença entre um obrigado em português e espanhol. E na parte final novo olhar com um sorriso a acompanhar para perguntar se o "Obrigado" dela estava aprovado. É aquele momento que todos desejamos ter para recordar.
A parte racional obriga a dizer que o concerto nunca passou do morno, não chegou para incendiar a sala, a duração foi muita curta (nem chegou a uma hora), e a falha da voz de Wendy não ajudou.
Deu para matar saudades dos tempos de adolescência e ver que a senhora Wendy James está em boa forma (apesar de magrinha) e que o projecto Racine tem pernas para andar.

in Disco Digital

O Regresso de Wendy James: Ao Vivo no Musicbox - Vídeo

Bob Dylan no Alive a 11 de Julho!

Depois de Neil Youg eis a confirmação de mais uma lenda americana em Algés para o mês de Julho, Bob Dylan vai actuar no dia 11 no Festival Alive!
A maior lenda viva do rock americano em Portugal no ano de todas as homenagens, a começar pelo filme I'm Not There esta semana na salas de cinema nacionais.

21 março 2008

O Regresso de Wendy: DIA DE CONCERTO

É hoje que Wendy James regressa a Portugal com um concerto no Musicbox para apresentação do seu recente projecto Racine.
A eterna menina de I Want Your Love:

20 março 2008

Alicia Keys - Como Cresceu a Pianista!


(Foto: Rita Carmo in blitz)

Em pleno dia do pai muitos foram os progenitores que não contaram com a companhia das filhas para o jantar, isto a julgar pela quantidade de jovens adolescentes, esmagadora maioria feminina, que esgotaram o Atlântico para receberem Alicia Keys em versão revista, aumentada, e com um espectáculo de encher as medidas. À grande, à americana, ao melhor estilo hollywood adaptado ao moderno visual MTV. Cerca de três dezenas de canções para quase duas horas de um concerto arrebatador.

Há quatro anos no Parque da Bela Vista perante uma multidão Alicia Keys apresentou discretamente as canções dos seus primeiros discos sem se separar do seu piano. O concerto foi demasiado intimo para um palco preparado para estrelas à escala mundial como era o caso de Sting que era o cabeça de cartaz dessa noite.
A menina cresceu, e o seu espectáculo ao vivo ganhou dimensões do tal nível de escala mundial!

Alicia Augello Cook adoptou o nome artístico Keys pela sua ligação aos teclados. Mas essa ligação já foi mais umbilical do que é actualmente. Apesar do piano ser presença assídua em palco, Alicia assumiu uma fuga para a frente do palco e agora é possível vê-la a dançar envolvida em coreografias com os seus excelentes bailarinos aproximando-se de um conceito de concerto mais caro a artistas como Beyoncé.
É surpreendente para quem estava habituado a ver Alicia só sentada ao piano.

O concerto vive destes dois mundos. Por um lado o ambiente mais intimista quando Alicia está ao piano, e onde a banda que a acompanha passa a ter papel secundário apenas acompanhando discretamente uma sucessão de temas como «Sure Looks Good To Me», «How Come You Don't Call», «Butterflies», ou «Goodbye». Esta toada acaba por entrar um pouco na lamechice quando se dedica «Prelude To A Kiss» às crianças pobres do mundo. O público aplaude.
Depois «Superwoman»,e «Need You», dão oportunidade a Alicia ir falando da história da sua vida, sempre com imagens a condizer nos enormes ecrans que servem de cenário ao palco. O dueto com Jermaine Paul surpreende pela qualidade do vocalista evidente da dupla interpretação de «Diary» e «Tender Love».
Aqui importa explicar que Alicia esta acompanhada de excelentes vozes nos coros, extraordinários bailarinos, e grandes músicos. Tudo personagens de um autêntico musical cheio de cor, luz, e efeitos visuais grandiosos num palco digno das mega produções que já raramente se vêm em concertos pop.

Alicia Keys é, e assume-se bem, como personagem principal deste grande espectáculo calculado ao pormenor, bem ensaiado, e pensado ao segundo. Basta comparar o alinhamento da noite lisboeta com o de Madrid, última paragem antes de Portugal, para se perceber que não espaço para grandes improvisações, repetindo-se a sequência dos temas.
Alicia Keys já não é só uma menina do piano, agora é também uma vocalista cheia de genica. Na parte final foi possível ver bem as duas facetas em momento seguidos. Tocou o êxito antigo «Fallin'» com toda a alma que a sua voz bem negra evoca, para depois explodir, e deixar o Pavilhão em loucura, na interpretação do mais recente "hit" «No One». E esteve muito bem nos dois papéis oferecendo um grande concerto de encher os olhos.

Na primeira parte tivemos uma estranha aparição de Patrice. Ele que está acostumado a grandes plateias portuguesas, desta vez não tocou mais de meia hora, com as luzes da sala acesas (!) e só com "Soulstorm" teve a recepção habitual para depois se despedir.
Soulstorm é capaz de ser a palavra que melhor define esta noite

19 março 2008

O Regresso de Wendy James: A Entrevista

Entrevista com Wendy James: Uma inglesa em Nova Iorque
João Gonçalves e Davide Pinheiro



Sex symbol de finais de 80, Wendy James esteve muito tempo desaparecida. No momento em que chega um novo disco, ainda por cima com apresentação no MusicBox, a artista confessou-se ao Disco Digital.


Depois do fim dos Transvision Vamp, fez apenas um disco de versões de Elvis Costello. O que lhe aconteceu entretanto?
«Decidi que tinha que escrever as minhas canções. As letras tinham que sair da minha cabeça, a inspiração tinha que vir da minha alma e a sensibilidade tinha que corresponder ao que eu sou. Construí um estúdio na minha casa em Londres e comecei a aprender a tocar diversos instrumentos. Depois, foi uma questão de construir o meu repertório e também de aprender alguma coisa sobre processos de gravação. Daí surgiram as maquetas do «Racine 1», que agora acompanham o «Racine 2». Depois de ter as canções prontas, mudei-me para Nova Iorque e comecei à procura de uma banda. Este é um novo capítulo na minha vida. O concerto de Lisboa faz parte de uma digressão europeia.»

No MusicBox, vão apenas ouvir-se as canções de «Racine 2»?
«Não, vou também tocar canções dos Transvision Vamp».

Há algum compositor com quem gostasse de trabalhar?
«Sim, Bob Dylan.»

Houve alguma banda que a tivesse entusiasmado recentemente?
«Sim, os Black Lips.»

Acredita no poder da Internet para promover a música?
«Eu acho que o MySpace em particular e a Internet em geral dão um óptimo contributo à música. É óptimo para os artistas porque os intermediários diminuem. Actualmente, o poder está do nosso lado e não no de editoras gananciosas. Essas deviam pensar bem no seu papel porque não andam cá a fazer nada. Compreendo que uma multinacional seja um bom suporte em determinada altura da carreira porque tem dinheiro para promover, fazer vídeos, etc. Só que o papel das independentes mudou muito também. Gostava muito de conhecer pessoas nas editoras que trabalhassem tanto como os músicos. Mas não conheço…»

Alicia Keys Hoje no Atlântico com Patrice a Abrir

Noite de soul, r&b, e reggae na maior sala de espectáculos de Lisboa em com casa cheia garantida. São os regressos de Alicia Keys e Patrice à capital.
Patrice abre a noite às 20h30.
Bilhetes esgotados.

18 março 2008

O Regresso de Wendy James: PASSATEMPO BILHETES PARA O CONCERTO DE SEXTA

O Disco Digital e o MusicBox têm cinco entradas duplas para oferecer para o concerto de Wendy James (vocalista dos Transvision Vamp) na sexta-feira, pelas 00h00.
Para participarem vejam em Disco Digital como ganhar.

O Regresso de Wendy James: o Concerto do Restelo

Restelo, 30 Novembro de 1989

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Noite de loucura no Pavilhão do Restelo. A raínha Wendy James, na altura dona absoluta do virtual coração deste escriba, veio até Lisboa para dar grande concerto.
A vinda dos Transvision Vamp mereceu capa inesquecivel no Blitz, e a apresentação dos temas mais emblemáticos de
Pop Art e Velveteen deixou em extâse o público lisboeta.
Além deste concerto a banda tocou também no pavilhão Infante de Sagres e conta quem os viu:
"eu vi-os no infante de sagres
guardo a imagem da wendy nuns belos calções de ciclista...com umas ventoinhas a crispar o cabelo..."
Mil e oitocentos escudos bem gastos.

O Regresso de Wendy James

Foi uma das louras que mais agitou os palcos na segunda metade da década de 80. Os Transvision Vamp venderam muito, enchiam recintos, e faziam as capas das revistas da especialidade na altura. Os videoclips tinham imagens sugestivas com Wendy James sempre em grande destaque.
Ficaram alguns hinos de faixas dos discos "Velveteen", ou "Pop Art". Depois ainda houve um 3º disco já na década de 90, e um disco a solo de Wendy.
Após anos de desaparecimento aí está Wendy James de volta agora com o projecto Rancine. Depois de uma primeira edição discreta chega o segundo capítulo. Este bem mais divulgado com várias entrevistas, um "myspace" actualizado e o regresso aos palcos europeus.
Esta semana Wendy James regressa a Portugal e o Grandes Sons assinala o facto com a recordação da carreira dos Transvision Vamp, e novidades sobre este novo projecto.
Podem contar ainda com uma entrevista à vocalista a publicar muito brevemente.
Sigam entao os próximos capítulos dedicados ao universo Wendy.

17 março 2008

16 março 2008

Rita Redshoes - Dream on Girl

Os sapatos vermelhos mais falados da música feita em Portugal nos últimos tempos. Rita Redshoes tem pedalada para se impôr como se por perceber neste óptimo "Dream on Girl".


Rita Redshoes - Dream on Girl

15 março 2008

Midnight Juggernauts - Into the Galaxy

O sabor fresco da pop neste caso australiana.
Midnight Juggernauts - Into the Galaxy

14 março 2008

Patrick Watson na Aula Magna: Surpreendente, meu caro Watson!

Patrick Watson tinha prometido em entrevistas à imprensa um espectáculo diferente do registo do disco. Prometeu, e não só cumpriu como ultrapassou todas as melhores expectativas arrancando um simpático concerto cheio de surpresas ao nível das interpretações, e carregado de humor e improviso.

Nota positiva para o facto da sala da Aula Magna apresentar muitos lugares ocupados demonstrando que há um público atento à música menos divulgada nos grandes meios de comunicação, e que segue projectos elogiados como é o caso de Patrick Watson.
E todos os que compareceram ontem só podem ter saídos satisfeitos com a actuação do cantor/pianista.

Patrick Watson tem o sangue quente da California onde nasceu, embora viva há muito no Canadá, e torna-se completamente imprevisível em palco. Anda de canção em canção a trocar as teclas do piano, pela postura à vocalista de pé na frente do palco só com o microfone, e na recta final acabou por trocar o palco pela plateia!

Quem chegasse à Aula Magna por volta da meia noite e apanhasse a parte final do concerto iria ficar no mínimo espantado. Por ali já se viu um dos Beastie Boys sentado na primeira filaa olhar para os companheiros, ou os Yo La Tengo a tocarem alegremente entre as filas de cadeiras. Ontem Patrick Watson e seus três companheiros foram ainda mais originais. Patrick equilibrou-se de pé na varanda onde começa a plateia, na mesma linha mais perto da parede o guitarrista acompanhou-o, enquanto que o baterista subiu até ao corredor mais alto e distante do palco para dar o ritmo fazendo dos separadores de cadeiras uma bateria, e até usando carinhosamente a cabeça de um espectador. Delirante momento em que Patrick cantou sem microfone.

O concerto foi rico em momentos originais, as canções do excelente disco "Close to Paradise" ganham nova roupagem ao vivo, assim como as repescadas do anterior "Just Another Ordinary Day", e as surpresas podem ir até a versões em que só se ouve as vozes dos músicos.
Musicalmente a performance de Watson é muito interessante porque muitas vezes os intrumentais passam para fases quase de jam session, com muita improvisação. Nesse aspecto o momento alto é mesmo o último tema da noite em que o cantor desafiou o público a dar o nome a uma canção que eles de seguida improvisariam em palco. Choveram pedidos como "Lisbon", Night at Lisbon", "Patrick", e o mais valente e inesperado veio de uma jovem que gritou bem alto "Viva o Benfica!". Porém a escolha recaiu no simples "What", palavra mais utilizada por Patrick durante este alucinado diálogo.
E foi ao som da improvisada "What" que Patrick Watson se despediu conquistando os lisboetas, e abrindo portas para mais regressos.

Spiritualized no Alive!

Os Spiritualized vão actuar em Lisboa!
A notícia é avançada pelo insuspeito fã, e jornalista do JN, Cristiano Pereira:
Os Spiritualized vão regressar a Porrtugal para um concerto único no festival Optimus Alive, soube o JN. A banda de Jason Pierce confirmou a sua presença no evento ao final da tarde de ontem, poucas horas depois da organização ter anunciado a contratação dos norte-americanos The National. Ambas as bandas - que por feliz coincidência são do melhor que se faz nos territórios do indie-rock - actuam no dia 10 de Julho, o mesmo em que também actuam nomes como os Gogol Bordelo ou Rage Against The Machine. À luz dos factos, dir-se-á que se espera um dia de emoções fortes.

A banda de Jason Pierce vem a Portugal apresentar o novo disco "Songs in A & E " com edição aprazada para o dia 26 de Maio. O álbum terá 18 faixas e é em grande parte inspirado nos dias em que Pierce esteve internado numa unidade de cuidados intensivos de um hospital londrino durante a Primavera de 2005.

Já depois disso, Jason Pierce reduziu a sua banda ao essencial e mergulhou numa fase acústica, tendo protagonizado dezenas de concertos intitulados "Acoustic Mainlines".

Todavia, o músico pretende, agora, voltar a ligar-se à electricidade, optando por reduzir os concertos acústicos. A julgar pelas escasssas críticas do novo disco, "Song in A & E" oscila entre essas duas vertentes, cruzando peças de rock'n'roll vagamente psicadélico com aquilo a que já chamaram "gospel em câmera lenta". Ao que consta, as canções giram em torno das referências que sempre fascinaram Jason Pierce amor, desamor, redenção, religião, fogo e alma.

Tal como já foi dito, no mesmo dia actuam os National. A banda de Matt Berninger também vem a Lisboa meses antes, é certo, mas os bilhetes para esse concerto - Aula Magna a 11 de Maio - esgotaram num ápice, prova cabal da pouplaridade que gozam os autores de "Boxer".

13 março 2008

The National Também no Alive!

Dia 10 de Julho os The National também vão actuar no Alive em Oeiras.

Hoje é a vez de Patrick Watson

Apresentação via Blitz:
Patrick Watson estreia-se esta noite em Portugal, com um concerto na Aula Magna, em Lisboa.
O cantor e compositor, nascido na Califórnia mas radicado no Canadá, vem apresentar o seu segundo álbum, Close To Paradise , que recentemente venceu o Prémio Polaris (equivalente canadiano ao Mercury Prize), derrotando a concorrência de Feist ou Arcade Fire.
Na edição de Março da BLITZ, Patrick Watson, que já andou em digressão com artistas como James Brown, deu uma entrevista na qual anunciou que viria a Lisboa com uma banda.
«O concerto é bastante diferente do que está no disco», prometeu. «A maior parte das pessoas gosta mais do concerto do que do disco. É um espectáculo divertido: pegamos nas músicas e mudamo-las. Tem mais humor do que parece, a nossa música, e ao ver-nos ao vivo as pessoas entendem melhor o disco».
O concerto na Aula Magna começa pelas 22h00.


Patrick Watson - The Great Escape

12 março 2008

Caribou no Alquimista


Um dos discos mais elogiados de 2007 vai ser hoje apresentado ao vivo.
Caribou vem actuar pela primeira vez em Portugal. O músico apresenta o álbum «Andorra» no Santiago Alquimista em Lisboa.
O concerto começa às 22h00. O preço dos bilhetes é de 17 euros.

Caribou - She's The One

11 março 2008

SBSR Porto Com ZZ Top e Jamiroquai

Nomes já conhecidos para a versão nortenha do SBSR 08:
Xutos e Pontapés com a Orquestra de Jazz do Hot Club, ZZ Top, James, David Fonseca e Crowded House - para 4 de Julho

Jamiroquai, Clã e Jorge Palma - para 5 de Julho

Em Lisboa ainda só há dois nomes de peso: Iron Maiden e Slayer.

Leonard Cohen em Julho em Lisboa


O cantor canadiano Leonard Cohen actua a 19 de Julho em Lisboa, no âmbito de uma digressão mundial, pondo fim a 15 anos de ausência nos palcos internacionais, anunciou hoje o site oficial do músico.

No mesmo dia em Lisboa está marcado também um concerto de Lou Reed.

10 março 2008

Primal Scream em Coura

Mais um grande concerto em expectativa, Primal Scream a 1 de Agotos em Paredes de Coura.
A ver se desta vez não acontece o cancelamento que desiludiu os fãs em 1999 no Festival de Arcos de Valdevez.

09 março 2008

The Cure no Pavilhão Atlântico: A Celebração Dos Negros Anos


(Foto: Rita Carmo)

Mais do que um concerto, foi uma noite de grande consagração de canções que fizeram (e fazem) parte das nossas vidas celebradas ao vivo por perto de 18 mil pessoas que tiveram direito a mais de 3 horas de convívio com a banda que é (sempre foi) do carismático Robert Smith na sua melhor forma. Toda a história dos Cure numa só noite inesquecível.

Robert Smith está de bem com a vida. Com uns quilinhos a mais mantém o visual da sua personagem de sempre, pintado, impecavelmente despenteado, e a voz característica que nos habituámos a ouvir desde a década de 80. A um ano de completar meio século de vida o carismático cantor está determinado em partilhar com a Europa o orgulho que tem na sua carreira construída a fazer canções que ilustravam momentos delicados da sua existência, mas aquela degradação que ensombra a suas composições é agora vista como arte da história popular da música. O público que esgotou por completo a maior sala de concertos da capital também já não se veste todo preto, e apresenta maquilhagens exuberantes como há décadas atrás se via nos concertos da banda. Muita roupa de marca, pais que já levam os seus descendentes, e uma enorme vontade de recordar aqueles tempos de depressão urbana que já vão longe e que deram lugar ao quotidiano de hoje onde a música dos Cure já só brilha no leitor do carro caro, ou no sistema de som comprado para a nova casa, ou nos intervalos da vida profissional bem sucedida.

Ainda há os resistentes da velha escola, um passeio pelas primeira filas junto ao palco revela as figuras mais negras e degradantes, mas poucas são genuínas.
Nesta mistura de personalidades um ponto em comum; a música dos The Cure. E ao fim de 32 anos de vida descobrimos que os ingleses contribuiram generosamente com clássicos mais pop do que obscuros para a história do rock.
Só uma grande banda pode estar mais de 3 horas em palco a tocar sucessivamente quase 4 dezenas de canções e manter o público todo de pé a dançar efusivamente. É que há muitos clássicos no concerto dos Cure, sendo que algumas sequências são simplesmente arrasadoras, e a negritude de outros tempos deu agora lugar a sorrisos e abraços entre os fãs que recebem cada recordação com carinho.

A noite arrancou com «Plainsong», e «Prayers For The Rain». Sempre muito bem apoiado por Porl Thompson na guitarra, Simon Gallup no baixo, e Jason Cooper na bateria, e com uma qualidade de som no recinto digna dos maiores elogios, Smith viu a sala render-se em euforia aos incontornáveis «The Blood», «Friday I'm In Love», «In Between Days», ou «Just Like Heaven».
O alinhamento era tão empolgante que não se dava pelas horas passar, mesmo as novas canções do disco a sair brevemente receberam total acolhimento. Depois da primeira saída de palco os Cure regressaram mais três vezes, e pelo andamento da plateia podiam ter continuado pela noite fora.
Robert Smith apesar de não abandonar a sua figura principal de cabeça descaída a cantar de guitarra na mão, não se fez de rogado quando só tinha um microfone na mão e cantou até cada uma das extremidades do palco olhando para os fãs das primeiras filas com um ar quase paternal. Só esses tiveram o privilégio de ver tão especial figura ao pormenor já que a ausência de ecrans gigantes deixou a maioria do pública so com a visão de uma silhueta o que não os impediu de cantar a plenos pulmões «Close To Me», «Boys Don't Cry», ou «Killing An Arab» com que os Cure deram por encerrada a celebração.
Os Cure entraram para a categoria de lendas queridas do rock n'roll.

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