15 maio 2008

Scarlett Johansson a Cantar Tom Waits

O álbum de estreia de Scarlett Johansson, «Anywhere I Lay My Head», está disponível para escuta online em www.imeem.com/scarlettjohansson

14 maio 2008

Festival da XXIV Semana Académica de Lisboa



O Festival Académico de Lisboa regressa este ano ao Parque Tejo entre os dias 14 e 17 de Maio para celebrar na máxima força o espírito académico.
Inserido na XXIV Semana Académica de Lisboa, o Festival conta este ano com um alinhamento invejável: Da Weasel (que venceram recentemente o Globo de Ouro para Melhor Grupo), Marcelo D2, Sizzla, Quim Barreiros, Blasted Mechanism, Primitive Reason e ainda uma All Star Band constituída especialmente para este evento por Tim, dos Xutos e Pontapés, Sam The Kid, Expensive Soul, Sara Tavares, Cool Hipnoise, Santos & Pecadores e Prince Wadada.
A estes nomes acrescem ainda alguns dos mais recentes fenómenos de popularidade da música portuguesa, com destaque para os Kalashnikov e os Soulbizness.

Quatro dias do mais intenso entretenimento no Parque Tejo, é o que se espera de mais uma edição da maior festa do espírito académico de Lisboa!

13 maio 2008

Mandrágora - «Escarpa»

Em 2005 o panorama da chamada música tradicional portuguesa abanava com o aparecimento dos portuenses Mandrágora autores de um disco de estreia que os levou a vencer o prémio Carlos Paredes um ano depois. Volvidos três anos e os Mandrágora regressam em formato revisto e aumentado e com novos caminhos na sua música.

Chama-se «Escarpa» o novo disco da banda e é um exercício surpreendente em relação ao que se conhecia do seu universo. E como cresceu musicalmente o projecto Mandrágora! A referência tradicional que marcava o disco de estreia, bem apoiada nos sons das flautas, continua lá, mas agora as canções são mais musculadas, ganharam matéria prima mais cara ao jazz muito graças à entrada de Sérgio Calisto e João Serrador, músicos dados ao improviso.

A verdade é que «Escarpa» é um registo muito equilibrado, e interessante, que tem como base a rica tradição portuguesa mas que vai muito além desse formato para crescer para peças que chegam a fazer lembrar as explosões intrumentais do chamado post-rock praticado por bandas como os Explosions in the Sky. Pode soar estranho mas na prática resulta em pleno, isto porque a maior parte do álbum vive de temas intrumentais que usam a fórmula de soar calmo até elevar a tensão ritmica ao máximo. A excepção é «Abaixo Esta Serra» tema cantado por Francisco Silva em bom português e que é um ponto alto do disco.

Uma passo em frente arriscado mas muito importante e bem conseguido que coloca os Mandrágora na linha da frente da inovação instrumental a partir das raízes tradicionais. «Escarpa» numa palavra é estimulante.

The National na Aula Magna: Vídeos

secret meeting

mistaken for strangers

brainy

12 maio 2008

The National na Aula Magna: Provavelmente a melhor banda do mundo


(foto: Rita Carmo in: blitz)

E para os que já torcem o nariz perante um título tão pomposo pede-se que pensem numa banda actual que tenha um vocalista com tanta presença em palco, com tanto charme, bem humorado, e que apresente canções tão arrebatadoras quanto «Fake Empire», ou «Squalor Victoria», e com letras tão interessantes. Uma banda que assine discos como «Boxer» e que os defenda de forma absolutamente brilhante ao vivo como os The National fizeram em Lisboa. É mesmo caso para nos lembrarmos da publicidade da cerveja, bebida tão apreciada pelo grupo, provavelmente a melhor banda do mundo.

O disco editado no ano passado, «Boxer» é um daqueles casos raros de unanimidade entre critica e consumidores. Foi eleito como um dos melhores discos do ano por leitores, e redacções de revistas, jornais e páginas de internet. Nesta sua estreia em Lisboa os The National arrasaram de vez assinando grandioso concerto. Depois da já longínqua passagem por Paredes de Coura, e do tardio concerto no fecho do Sudoeste no ano passado, desta vez a banda de Matt Berninger acertou em cheio. Perante uma sala completamente esgotada e completamente rendida desde o primeiro segundo, os National apresentaram todos os temas de «Boxer», apenas ficou de fora «Guest Room».
Em 18 canções de alinhamento só 7 não eram de «Boxer» e isso ajudou a incendiar uma plateia que fez questão de ver de pé a maior parte do concerto, aplaudindo, e dançando e pulando.

Mesmo nas confortáveis cadeiras em frente ao palco muitos fãs recebiam as músicas de pé e de braços abertos. Uma plateia que Matt Berninger apelidou de algo parecido com as nações unidas devido á sua arquitectura.
O ritmo foi intenso, e as canções eram todas acompanhadas nas letras, deixando a banda confortável para retribuir com momentos instrumentais fantásticos no fim de alguns temas.
Cada canção era uma celebração, cada refrão era cantada a plenos pulmões, cada intervalo era aproveitado ruidosamente para mostrar à banda o quanto são queridos por cá. A qualidade das canções dos National fazem estes pequenos milagres de deixar uma plateia histérica silenciada em poucos segundos para escutar introspectivamente temas mais calmos como "Grenn Gloves», por exemplo.
No oposto temos a imagem do caos instalado quando Matt resolveu pular do palco para as doutorais e cantar no meio dos fãs que não demoraram a rodeá-lo já em pleno encore.
Um daqueles concertos que passado uma hora e 40 do começo ninguém quer acreditar que já terminou. Os próprios elementos da banda fizeram questão de prolongar o momento trocando os privados bastidores por uma presença surpreendente bem no meio dos seus fãs para autografar e conversar bem perto da porta de saída da Aula Magna!

A noite em que os americanos The National se renderam ao carinho dos portugueses que, por sua vez, se renderam ao poder das canções. Provavelmente um dos melhores concertos de 2008.

in disco digital

The National @ Aula Magna : O Alinhamento

Brainy
Secret Meeting
Mistaken For Strangers
Baby We'll Be Fine
Slow Show
Squalor Victoria
Abel
Wasp Nest
Racing Like A Pro
Ada
Apartment Story
Soho Riots
Fake Empire
Start A War

Green Gloves
MR. NOVEMBER!
Gospel
About Today

11 maio 2008

Dia National

Está marcado para hoje o reencontro com os The National. Grandes canções, grandes letras, grandes discos, para conferir logo à noite na Aula Magna. Aqui fica a recordação da passagem deles pelo Sudoeste no verão passado:

Digressão Mundial dos Led Zeppelin

Os Led Zeppelin deverão realizar uma digressão mundial no final do ano que poderá render mais de 20 milhões de euros (13 milhões de euros) para cada um dos elementos, divulgou ontem o jornal britânico "Daily Mirror".
Segundo a edição do jornal, Robert Plant, o único que tinha dúvidas em aceitar fazer os concertos, acabou por ser convencido por Jimmy Page e John Paul Jones.

A bateria vai estar a cargo de Jason Bonham, filho do baterista original do grupo, John Bonham, que morreu em 1980 de overdose alcoólica.

A digressão, que deverá começar no final de 2008 ou princípio de 2009, pode resultar numa facturação de cerca de 500 milhões de dólares (cerca de 320 milhões de euros) devido à elevada procura esperada, segundo as estimativas do "Daily Mirror".

Quando fez um único concerto em Londres, em Dezembro do ano passado, o grupo de rock teve 20 mil pessoas a assistir ao espectáculo, mas a procura mundial de bilhetes ultrapassou os 100 milhões de pedidos.

Lusa

10 maio 2008

O Regresso dos Roots

Com uma grande malha - "Criminal" feat. Saigon & Truck North:

09 maio 2008

Mercado Mundo Mix: Há Música no Castelo



Amanhã no Castelo São Jorge há Mercado Mundo Mix e a não perder há o concerto dos Anonima Nuvolari, e antes temos música de dois grandes DJ's.

Programa

SÁBADO:

- António Pires (das 15h00 às 17h00), Raquel Bulha (das 18h00 às 20h00), Anonima Nuvolari ( 21h00 )

DOMINGO:

- António Pires (das 14h00 às 16h00), Luís Rei (das 17h00 às 19h00), Gnawa Sahara Soul (a começar por volta das 20h00)

Scarlett Johansson - «Falling Down»

Vídeo de avanço para o disco da actriz Scarlett Johansson, Anywhere I Lay My Head, com versões de temas de Tom Waits

08 maio 2008

Deolinda no Cinema São Jorge: Movimento Perpétuo Associativo

Fique sabendo o estimado leitor que se aventurou em vir espreitar esta crónica que acaba de ganhar o dia. Isso mesmo. Se está a ler estas linhas é porque se interessa por música, e se quer saber como correu o espectáculo da Deolinda no São Jorge não só fica a saber que foi um excelente concerto, como vai ficar com vontade de ver e ouvir com os seus próprios sentidos este quarteto tradicionalmente português.

Os discretos adereços de palco denunciam bem o que ali se vai passando. Um misto entre o que é tradicional, e a caricatura do povo. Por isso não faltam naprons brancos por cima das colunas de palco, uma mesa com moldura, flores, e napron, ao que junta as indumentárias dos músicos, em especial da vocalista Ana Bacalhau. E falar da Deolinda é falar de Ana Bacalhau.
É ela que dá voz, corpo, e alma ao projecto. A voz é de um poder surpreendente. Às vezes faz lembrar Teresa Salgueiro, outras vezes soa-nos a voz de fadista batida em casas de velhos bairros lisboetas. Tudo isto numa só jovem que expressa toda a sua irreverência com gestos certos, e expressivos, e que combina a ironia com a liderança firme do evento. Além disto ainda tem o mérito de ter inventado a melhor alcunha para as plateias nacionais; ferrinhos! É isso mesmo, aquela mania das palminhas a acompanhar é mesmo de ferrinhos.

A música da Deolinda não é a última invenção maravilhosa da fusão entre fado e outras escolas, não resulta em nenhuma descoberta cientifica. Mas também não é mais do mesmo a que estamos habituados a ver e ouvir. Há aqui um toque discreto de disfarce que leva a Deolinda a viajar a partir da génese do fado em várias direcções. Sem grande dificuldade vamos indentificando ao longo da noite tiques de Pascal Comelade, ambientes das caraíbas, aproximações ao samba, e raízes da chamada música popular. Há uma espécie de marcha popular, há fados tristes que enganam, há histórias de amor em autocarros, há fados transformados em axé com pronúncia, e há , pelo menos, três pérolas que se não forem descobertas por toda a nação é porque não há justiça. A saber; «Fado Toninho», «Movimento Perpétuo Associativo» que a vocalista diz que ainda vai ser o hino nacional, e «Fon Fon Fon».

A canção «Movimento Perpétuo Associativo» é genial e devia mesmo ser o hino nacional, por um lado aquela velha determinação revolucionária bem tuga de "vamos lá mudar isto tudo de vez", por outro as velhas desculpas do "hoje não dá que está a chover", ou "hoje não que joga o Benfica". Melodiosa, irónica e certeira.
Por outro lado quem resiste a balançar ao som de «Fon Fon Fon» só pode estar surdo.
Tudo nos soa a familiar mesmo que seja a primeira audição, tudo nos parece óbvio, e é esse o grande mérito da Deolinda que agarrou num universo musical que é o nosso, e gira em torno dele impondo a sua marca. Tão eficazmente que nem se percebe como é que ainda ninguém se tinha lembrado disto. Claro que com uma voz como a de Ana Bacalhau as canções ganham uma aura especial. E não vale só ir comprar o disco, ou ouvir as canções do myspace da banda.
O leitor lembre-se que enquanto não vir a Deolinda ao vivo, o seu ano de 2008 , musicalmente, não faz sentido.

Deolinda @ Cinema São Jorge: o Vídeo

07 maio 2008

Hercules and Love Affair no Alive!

Dia 10 de Julho um os responsáveis por um dos bons discos lançados em 2008 vão actuar em Lisboa. Hercules and Love Affair estão confirmados no Festival Alive!.

Deolinda no Cinema São Jorge


Proposta para a noite de hoje. Os Deolinda vão apresentar o seu disco de estreia no cinema São Jorge. A banda de Ana Bacalhau veste muito bem a pele do fado disfarçado de pop bem humorada com letras à altura.
Para conhecer hoje às 21h30 no São Jorge.

06 maio 2008

Asian Dub Foundation - Punkara em Avanço



Os Asian Dub Foundation estão de volta. E a boa notícia pode ser confirmada neste link:
Asian Dub Foundation - Punkara

05 maio 2008

Einstürzende Neubauten: Trabalhos oficinais

A oficina dos Einstürzende Neubauten assentou no palco da Aula Magna para mais uma demonstração da conjugação sonora entre o caos e o silêncio guiada pelo mestre Blixa Bargeld. Alinhamento à volta dos discos mais recentes da banda alemã que continua a corresponder a todas as expectativas dos seus fãs portugueses. Resultado? Mais um excelente concerto dos Neubauten por cá.

Uma visita dos Einstürzende Neubauten a Lisboa, na véspera tinham actuado na esgotada Casa da Música no Porto, é sempre motivo de atracção para as diferentes gerações que acompanham a carreira da banda de Berlim desde 1980. Esta noite a Aula Magna não esgotou mas registou a presença da plateia mais esclarecida e respeitosa de que nos lembramos de ver. O respeitinho é muito bonito e Blixa Bargeld impõe-o com a sua forte presença nos comandos da oficina electromecânica.
Os Neubauten apresentaram as suas composições mais recentes com natural incidência para Alles Wieder Offen.

Já se sabe que um concerto actual da banda já não tem o caos ruidoso de outros tempos, agora há um equilíbrio bem montado entre esboços de canções, murmúrios, guinchos, ou poderosas explosões industriais que caracterizam os Neubauten.
Talvez seja o caminho mais óbvio para a ilustração destas palavras, mas o melhor exemplo a dar é a fabulosa interpretação do surpreendente «Let's do it a Dada» do último disco editado que absorve em si um pouco de todas as componentes ao vivo do grupo.

Em palco só se sente tensão nos momentos mais ruidosos quando a banda entra em ebulição fazendo uso de todos os materiais dispostos em palco. No intervalo da música os Einstürzende Neubauten mostram-se acessíveis, bem humorados, e completamente descontraídos, apenas concentrados na missão de interpretar as suas composições na perfeição, o que nem sempre aconteceu como se percebeu por alturas de «Weil Weil Weil». Blix aproveitou mesmo para ir explicando ao longo da noite os processos de criação da banda suportados financeiramente pelos seus fãs que são compensados com acesso prioritário a discos, e outros bónus. Além de ter anunciado que o concerto estava a ser gravado em dois cds que seriam vendidos logo após a actuação, tal como já tinha acontecido na passagem pelo CCB há poucos anos.

Para o fim ficou um momento teatral em que resolvem pôr em prática um jogo com o objectivo de criar nova música. Um momento de improviso guiado por tarefas individuais tiradas à sorte de um saco preto com o logo da banda. Depois cada elemento tratou de interpretar a sua tarefa resultando numa peça musical de difícil explicação mas muito aplaudida. Ainda se seguiu a explicação individual de cada músico para o que tínhamos acabado de assistir. Com muito humor à mistura, e com sinceros agradecimentos, e elogios, da banda ao público. Desta vez totalmente merecidos, e justificados.

Einstürzende Neubauten - O Concerto da Aula Magna em Dois Discos


Aqui está a gravação do concerto desta noite dos Einstürzende Neubauten na Aula Magna:

Alles Wieder Offen (2008) Tour ( disco 1 )

Alles Wieder Offen (2008) Tour ( disco 2 )

04 maio 2008

Einstürzende Neubauten Hoje na Aula Magna

Os Einstürzende Neubauten estão de regresso a Portugal para um concerto na Aula Magna, que serve de apresentação ao mais recente «Alles Wieder Offen».
Hoje à noite.

03 maio 2008

Blitz Maio

REBEL REBEL A TRIBUTE TO DAVID BOWIE

UNCUT MAGAZINE PRESENTS REBEL REBEL A TRIBUTE TO DAVID BOWIE PROMO CD
12 TRACK CD MAGAZINE NOT INCLUDED

TRACK LISTING

1.SIGUE SIGUE SPUTNIK - REBEL REBEL
2.THE SEA & CAKE - SOUND & VISION
3.THE LAST TOWN CHORUS - MODERN LOVE
4.KING CRIMSON - HEROES
5.JOHN HOWARD - THE BEWLAY BROTHERS
6.ED KUEPPER - THE MAN WHO SOLD THE WORLD
7.BRETT SMILEY - KOOKS
8.LA GUNS - MOONAGE DAYDREAM
9.EATER - QUEEN BITCH
10.MOTT THE HOOPLE - ALL THE YOUNG DUDES
11.NICO - HEROES
12.MERCURY REV - MEMORY OF A FREE FESTIVAL

(Note: There was a last minute production 'hiccup' resulting in the transposition of the tracks by Last Town Chorus and King Crimson, their appearance on the CD now not matching the tracklisting on the sleeve).

link: REBEL REBEL A TRIBUTE TO DAVID BOWIE

02 maio 2008

01 maio 2008

DOIS ANOS DE GRANDES SONS



Há dois anos inaugurava eu este modesto espaço falando de um disco. A coisa pegou, o tempo foi passando, e já lá vão dois anos de vida!
Hoje o Grandes Sons está de parabéns. Mais de 1300 posts depois é altura de agradecer a todos que passam por aqui regularmente para lerem sobre discos, concertos, saber da agenda, ouvir músicas sugeridas, e outras coisas a ver com sons.
Muito obrigado e podem contar com a continuação deste blogue.

30 abril 2008

José Gonzalez @ Aula Magna

Concerto bem simpático de ontem à noite na Aula Magna com José Gonzalez a arrastar muito público para assistir ao concerto.
Tudo contado pelo companheiro João Moço:
José González na Aula Magna: Num prado sueco

29 abril 2008

Vampire Weekend em Lisboa no dia 10 de Julho

Vampire Weekend também em Lisboa para tocarem no Festival Alive!. Óptima notícia.

Hoje Há José Gonzalez

José Gonzalez dá hoje o primeiro de dois concertos em Portugal na Aula Magna. O músico sueco vem apresentar o álbum «In Our Nature».
José Gonzalez esteve na edição de 2006 do Sudoeste, ano em que também acompanhou os Zero 7 em palco. Amanhã, o espectáculo repete-se no Teatro Sá da Bandeira, no Porto.
Em ambas as datas, a primeira parte é assegurada pelos portugueses Sean Riley & The Slowriders. Para Lisboa, o preço dos bilhetes varia entre os 22 e os 30 euros enquanto para o Porto se fica pelos 22.

in disco digital

De Volta

De regresso à realidade portuguesa.

24 abril 2008

Até Dia 28

Hoje, dia em que festejo o meu 35º aniversário, anuncio aos clientes habituais deste espaço que até dia 28 vai haver o som do silêncio por aqui. Uns dias em Madrid, e regresso marcado para o próximo dia 28.
Até lá.

23 abril 2008

Mão Morta Apresentam Maldoror em Lisboa

Os Mão Morta vão apresentar o espectáculo «Maldoror» hoje na Culturgest, a partir das 21h30.
Apesar de ser a estreia em Lisboa, esta é a penúltima ocasião em que se vai poder ver Maldoror, que depois regressa a casa, ao Theatro de Circo de Braga, onde foi estreado. O CD respectivo vai estar à venda, numa edição que é limitada a 2 mil exemplares.
No final da digressão, vai ser também comercializado um DVD com imagens dos concertos. Para hoje, os bilhetes já se encontram esgotados.

in disco digital

22 abril 2008

Nick Cave no Coliseu: Um brilhante fucking disaster


(foto: Rita Carmo, in Blitz)

Um Coliseu completamente esgotado recebeu, acarinhou e rejubilou com o regresso de uma das figuras mais queridas e míticas do rock. Nick Cave e os Bad Seeds deram o pontapé de saída da nova digressão em ambiente de grande descontracção, com o vocalista bem disposto e motivado para um concerto de 2h e meia de duração, e um desfile de mais de duas dezenas de canções.

A meio do concerto recebo um sms de uma amiga perdida no meio da enchente do Coliseu que dizia "Este psicopata é brilhante.". Partilho esta intimidade porque foi uma frase que me acompanhou no resto do concerto. A figura de Cave inspira mesmo a comentários destes, toda aquela sua teatralidade expressa em gestos com os braços, curvando o corpo em danças descoordenadas, os diálogos irónicos com a plateia, os recados, e dedicatórias para os camarotes ao lado do palco, tudo somado faz dele uma enorme figura rock n' roll da velha escola.

Nick Cave enche o palco com a sua presença, até aquele bigode lhe assenta bem, embora o espaço esteja bem preenchido com os músicos Bad Seeds os olhares centram-se nos movimentos do homem, às vezes Warren Ellis com a sua imponente barba também brilha, e quando tudo arrancou ao som «Night of the Lotus Eaters» deu logo para ver que íamos ter mais uma noite de celebração.

As duas horas e meia foram naturalmente preenchidas na sua maioria pelos temas do novo disco «Dig, Lazarus, Dig!!!» já bem assimilados pelos fãs, com um aparato luminoso e visual bem ao estilo do grafismo do álbum.
Apesar da adesão às novas canções é claro que foi quando Nick Cave fez incursões pelo seu passado discográfico que as emoções andaram mais á solta pelo Coliseu. Foi ver o povo a cantar clássicos como «Papa Won’t Leave You», «Tupelo», «Deanna», «The Ship Song», «Henry», ou «Stagger Lee», em comunhão com o seu líder, e a marcarem com emoção mais este regresso a Portugal.

Há que dizer que a entrega da banda foi irrepreensível, e por ser a noite de estreia desta digressão desculpam-se as várias falhas, e alguma descoordenação entre as músicas, e nos seus arranques. Aliás, Cave foi o primeiro a reconhecer que nem tudo estava a correr bem chegando a apelidar a prestação como um "fucking disaster". E mais à frente com mais uma falso arranque da banda ainda atirou aos companheiros um "you fucking idiots".
Exageros à parte o carisma do homem tudo resolve, e depois de um alinhamento de 16 canções houve tempo, e vontade, para um encore de cinco temas, e um outro final com mais três. Destaque nesta parte final para a versão de uma canção que Bob Dylan fez para Johnny Cash, para o intimo «Into My Arms», «Albert Goes West» que Cave estava na dúvida se tinha sido escrita por Bobby Gillespie dos Primal Scream, ou Jarvis Cocker, e a noite encerrou com «Nobody’s Baby Now».
Mais de que um concerto, a celebração ao vivo com uma enorme figura.
Hoje é a vez do Porto.

in disco digital

Nick Cave & Bad Seeds no Coliseu de Lisboa: O Alinhamento

1. Night of the Lotus Eaters
2. Today’s Lession
3. Red Right Hand
4. Dig, Lazarus, Dig!!!
5. Tupelo
6. Moonland
7. Deanna
8. The Ship Song
9. Jesus of the Moon
10. Lie Down Here (& Be My Girl)
11. I Let Love In
12. Papa Won’t Leave You, Henry
13. Midnight Man
14. More News From Nowhere
15. Get Ready For Love
16. Stagger Lee

ENCORE 1

17. The Lyre of Orpheus
18. Wanted Man
19. Your Funeral My Trial
20. Straight To You
21. Into My Arms

ENCORE 2

22. We Call Upon The Author
23. Albert Goes West
24. Nobody’s Baby Now

21 abril 2008

Nick Cave & Bad Seeds Hoje no Coliseu de Lisboa

Nick Cave e os Bad Seeds vão iniciar hoje a sua digressão europeia com um concerto no Coliseu dos Recreios. Os bilhetes estão praticamente esgotados.
O músico vem apresentar o mais recente álbum «Dig, Lazarus, Dig!». Amanhã, o concerto repete-se no Coliseu do Porto.

20 abril 2008

19 abril 2008

A Naifa @ Teatro Maria Matos: Uma inocente inclinação para a perfeição

A Naifa faz parte da solução de respostas à preocupação sobre como defender as nossas raízes musicais modernizando-as, e empolgando um público exigente.
Ao fim de três discos já não é possível ignorar o conceito de música que A Naifa propõe, não se pode passar ao lado de uma combinação tão perfeita entre a guitarra portuguesa, uma linda voz feminina, e canções de corpo e alma. Lisboa rendeu-se a uma música que tem muito do seu fado, e A Naifa triunfou a toda a linha nesta primeira noite de apresentação do seu novo disco no Teatro Maria Matos.

Quem os viu a dar os primeiros tímidos passos há quatro anos carregando «Canções Subterrâneas» não pode evitar um sorriso aprovador ao constatar a força que a vocalista Mitó ganhou em palco. Agora toda ela é projecção de voz, e alma, as canções ganham uma cor viva apresentadas ao vivo.
O prazer que dá ver Luís Varatojo a dominar a guitarra portuguesa, e especialmente, João Aguardela todo expansivo acompanhando tudo na perfeição com o seu baixo, só é comparável à simplicidade com a música de A Naifa nos invade o cérebro, e nos reaviva a memória de outros tempos em que o fado era uma marca deste país.

Os novos temas de «Uma inocente inclinação para o mal» soam muito bem ao vivo. O facto de serem agora assinadas por uma só autora dá uma maior interligação entre elas, e na verdade todas as novas canções convivem muito bem com as mais antigas do disco de estreia do «3 minutos antes de a maré encher».
Está aqui um projecto sólido, já bem oleado em palco, bem representativo da música portuguesa cantada em português, actual, e com marcada identidade lusa que as cordas da guitarra portuguesa ajudam a expressar.

Muito mérito para A Naifa que encheu o Teatro Maria Matos mostrando a sua cortante força, e confirmando-se como grupo que merece todos os elogios pelo excelente trabalho que tem vindo a fazer, tanto nos discos, como nos palcos por esse país fora onde tem finalizado as suas actuações com uma bela versão de "A Desfolhada".
A não perder de vista brevemente em Sesimbra, e Portalegre. Hoje segunda noite na capital.

18 abril 2008

Gilberto Gil no Coliseu : Uma Aula Cantada

Um privilégio poder estar num Coliseu de Lisboa como se fosse uma enorme sala de aula a contemplar um sábio mestre ali sozinho em palco com o seu violão pronto para nos dar uma lição sobre a cultura da música popular brasileira, os seus estilos, e derivados. O sistema de ensino foi muito simples uma introdução falada, e depois o exemplo cantado, e tocado. Sempre assim a noite fora, para uma plateia que não esgotou a sala, mas representava bem os fãs portugueses, os saudosos brasileiros, e nem faltou o ministro da cultura. O nosso, claro, bem discreto a contrastar com a luminosidade do seu homólogo brasileiro.

O pretexto é o disco intimista «Luminoso», lançado em 2006, que Gilberto tem andado a apresentar pelo mundo fora. Agora na Europa não podia falhar a visita a Portugal. Hoje foi o Coliseu de Lisboa, segue-se o do Porto e Serpa.
O conceito é o mais simples possível, Gil sentado sozinho a tocar violão e a desfilar clássicos da sua carreira.
Depois o concerto cresce e junta-se em palco o filho Ben, que o acompanha na viola acústica, e podemos ser surpreendidos por versões de «I'm 64» dos Beatles, ou de temas de Bob Marley a fazer lembrar a revisitação do brasileiro ao mundo de Bob no disco «Kaya».

Gilberto Gil é ministro da cultura do Brasil, e é um homem do mundo que divulga a sua cultura com uma paixão, e sabedoria fascinantes. Ele aproveita o ambiente intimista para apostar no formato diálogo-canção-diálogo. Cada diálogo é uma explicação para o que vamos ouvir, sendo que há uma altura em que viajamos por diferentes tipos de Samba. Por exemplo, o samba Rock, o aamba de breque, o samba canção, a bossa nova, e para cada explicação sobre o derivado vinha uma canção a ilustrar. O mesmo fez para ilustrar o Baião, outro estilo brasileiro, altura em que aproveitou para homenagear Luiz Gonzaga, o chamado Rei do Baião da década de 1940. Para trás já tinham ficado referências a lendas como João Gilberto, António Carlos Jobim, ou Caetano Veloso.

Neste ambiente ouviram-se versões acústicas de clássicos da música popular brasileira como «Exotérico», «Super-Homem», «Metáfora», «Expresso 2222», «Maracatu Atômico» e «Aquele Abraço», entre outras. Também houve espaço para espreitar o futuro em «Despedida de Solteira», canção em estilo xote que faz parte do novo disco a ser lançada em julho, e apresentar mais uma canção dedicada à sua companheira, Flora, de título «Faca e Queijo».

Uma autêntica aula sobre música, e cultura brasileira, a justificar plenamente «Aquele abraço».

A Naifa Hoje no Teatro MAria Matos

O colectivo A Naifa vai apresentar o novo álbum «Uma Inocente Inclinação para o Mal» hoje e amanhã no Teatro Maria Matos.
O terceiro disco foi trabalhado com apenas uma letrista: Maria Rodrigues Teixeira. Ambos os concertos estão marcados para as 21h00.

17 abril 2008

Gilberto Gil Para ver e ouvir Hoje no Coliseu de Lisboa

O grande mestre da música brasileira mostra-nos ao vivo “Luminoso”. Que é nome de espectáculo intimista – apenas Gilberto e o seu violão, acompanhados pelo seu filho Bem Gil. “Luminoso”, que é também nome de disco, e disco especial: gravado em 1999, mas apenas editado em 2006/2007, expõe-nos revisitações de temas de toda a carreira de Gilberto Gil, agora em versões despidas e ainda mais aprofundadas.

São 15 canções que servirão de base para os espectáculos de Portugal (mas a que se juntam também outros clássicos), e que regressam a temas caros ao pai do Tropicalismo. “Copo vazio”, “Preciso aprender a só ser” ou “Aqui e agora” são reflexões que nos permitem, a nós que estamos em frente ao palco, (re)conhecer o homem que as compôs, e nos levam a querer perceber quem somos nós. Tudo sempre ao som de uma voz em que o passar dos anos foi afinal acumulando não só de sabedoria, mas também de graça e carinho. De verdade.

Abril em Portugal, estação para reencontrar um nome que nunca foi domado, nem na vida, nem na política, nem na música. Gilberto Gil, o “Luminoso”, que nos vai acender as emoções com (como ele diz no disco) “a magia verdadeira do todo-poderoso amor”.”

16 abril 2008

Camané na TimeOut

Camané é o director da revista TimeOut Lisboa que hoje chegou às bancas. O fadista edita o seu novo álbum na segunda-feira.
A não perder.

15 abril 2008

The National Tambem em Guimarães

Os The National vão actuar no Centro Cultural Vila Flor, a 18 de Julho, adianta a edição de hoje do jornal Público.
O concerto faz parte do evento Manta, que se realiza desde 2006. Os bilhetes para o festival Manta custam 10 euros (um dia) e 25 euros (três dias), encontrando-se à venda em Guimarães, no Centro Cultural Vila Flor e no site oficial da sala.
in disco digital

14 abril 2008

Dead Combo Apresentam Lusitânia Playboys às 18h30 na Fnac Chiado

Os Dead Combo, formados pelo contrabaixista Pedro Gonçalves e pelo guitarrista Tó Trips, actuam na hoje na FNAC Chiado às 18h30, no âmbito de uma curta série de apresentações ao vivo do novo álbum de originais.
Até 04 de Maio, "Lusitânia Playboys", o terceiro álbum do duo, hoje à venda, será ainda apresentado em mais oito lojas FNAC de norte a sul do país.