12 dezembro 2008

Eagles em Portugal

Uma das maiores bandas americanas de todos os tempos, com cinco singles e seis álbuns que alcançaram o primeiro lugar do top de vendas, os Eagles, actuam em Portugal, dia 22 de Julho, na digressão de apresentação do último álbum, “Long Road Out of Eden”.

Glenn Frey, Don Henley, Joe Walsh e Timothy B. Schmit, são os responsáveis por uma das grandes carreiras do rock americano, onde se inclui o álbum com o maior número de vendas na história dos Estados Unidos: “Their Greatest Hits” vendeu mais de 26 milhões de cópias, ficando à frente de “Thriller” de Michael Jackson e “Back in Black” dos AC/DC.

22 DE JULHO (PAVILHÃO ATLÂNTICO)

ABERTURA DE PORTAS * 19H30
INÍCIO DO ESPECTÁCULO * 21H00

11 dezembro 2008

Gogol Bordello no Campo Pequeno: Suor na Arena


( foto: Rita Carmo - in blitz)

Os Gogol Bordello tiveram regresso auspicioso a Portugal com uma grande recepção no Campo pequeno onde os fãs conquistados no último ano e meio montaram uma enorme festança de mais de hora e meia de punk aeróbico.


A receita já é conhecida desde aquela memorável noite de encerramento da edição 2007 do Festival de Sines devidamente relatada aqui no Disco Digital que esteve presente no castelo. Os relatos dessa noite alentejana espalharam-se depressa e pouco tempo depois já os Gogol Bordello angariavam muitos mais fiéis seguidores em Paredes de Coura, e com a ajuda da cobertura televisiva que fez chegar ao resto do país toda a energia do punk cigano.

Entretanto o disco «Gypsy Punks: Underdog World Strike» era (re)descoberto, datava já de 2005, e ajudava a criar o culto que conheceu o auge com a edição de «Super Taranta!» no ano passado. A fama do louco vocalista Eugene Hütz não parou de subir levando-o a capas de jornais, e revistas, ao lado de Madonna, por exemplo. A legião de fãs também foi alargando, e no verão viram-se bem os seguidores de Hütz a rejubilarem em frente ao palco principal do Alive!.

Agora em nome próprio, e em espaço fechado, os Gogol Bordello fizeram uma excelente prova de vida onde Eugene Hütz, e companheiros, mostraram que não se desviaram um centímetro do essencial; tocarem para, e com, o seu público. A entrega da banda em palco é impressionante, e contagiante, e todo o concerto é passado olhos nos olhos com a plateia que reage de maneira efusiva ao alto ritmo imposto pelos Gogol.

Uma arena é sempre sítio de gente brava, e corajosa, e o público desta noite bem que se manifestou em ondas de linguagem própria de multidões como o crowd surfing, e muito mosh, dando um aspecto verdadeiramente selvático visto das bancadas. É o resultado de uma natural química entre uma música sem grandes artifícios que não sejam as notas de acordeão, com o ritmo de um violino carismático, com a viola inquieta do vocalista, e fortes batidas de bateria. Em suma, o tal punk cigano que transforma a arena em local de prática aeróbica a destilar suor.

in Disco Digital

Melhores do Ano para a Pitchforkmedia

1. Deerhunter - Microcastle/Weird Era Cont.
2. TV On The Radio - Dear Science
3. No Age - Nouns
4. Hercules And Love Affair - Hercules And Love Affair
5. Fleet Foxes - Fleet Foxes
6. DJ Rupture - Uproot
7. Fucked Up - The Chemistry Of Common Life
8. Vampire Weekend - Vampire Weekend
9. Cut Copy - In Ghost Colours
10. Portishead - Third

pitchforkmedia

Melhores do Ano para o NME

1. MGMT - Oracular Spectacular
2. TV On The Radio - Dear Science
3. Glasvegas - Glasvegas
4. Vampire Weekend - Vampire Weekend
5. Foals - Antidotes
6. Metronomy - Nights Out
7. Santogold - Santogold
8. Mystery Jets - 21
9. Kings Of Leon - Only By The Night
10. Friendly Fires - Friendly Fires

NME

10 dezembro 2008

Beyoncé em Portugal no próximo ano

A cantora norte-americana Beyoncé actua a 18 de Maio de 2009, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
Trata-se de um regresso à sala que visitou em 2007 para apresentar o novo álbum, "I Am... Sasha Fierce".

Os bilhetes são postos à venda a 12 de Dezembro.
Custam entre 34 e 45 euros.

Buraka Som Sistema e Mariza nos melhores da "Uncut"

A "Uncut" contemplou os portugueses Buraka Som Sistema e Mariza num dos seus topes dos melhores discos do ano.

"Black Diamond" dos primeiros e "Terra" da fadista ocupam respectivamente a 5ª e 8ª posição na lista dos melhores registos "globais" de 2008.
A tabela é liderada pelo músico do Mali Toumani Diabaté

O ipsilon na Net

http://ipsilon.publico.pt/

09 dezembro 2008

David Byrne em Portugal

David Byrne vai apresentar o novo disco «Everything That Happens Will Happen Today» a 29 de Abril do próximo ano, diz o IOL.
O álbum foi gravado com Brian Eno. O concerto vai recuperar a colaboração entre os dois músicos que começou em «My Life In The Bush Of Ghosts», de 1981.

08 dezembro 2008

O Filme de Amália

Fui ver na sexta à noite no Campo Pequeno.
Eu gosto de cinema.
Eu não sei argumentar sobre cinema.
Não consigo dizer se um filme é bom ou mau, apontar defeitos e qualidades.
Mas sei dizer se gosto ou não gosto de um filme.
Vi o Amália e gostei. gostei mesmo.
A Sandra Barata Melo é uma belíssima actriz.

Film Clip #1 - Amália, O Filme

07 dezembro 2008

Mísia Gótica

Mísia está a preparar um novo álbum em Bruxelas onde vai cantar temas dos Joy Division e Nine Inch Nails, por causa da sua costela «gótica».

Diz o Correio da Manhã que «Ruas» - assim se chama o disco - sai em meados de 2009. A cantora terá tomado contacto com os Nine Inch Nails através da versão que Johnny Cash assinou para «Hurt».

06 dezembro 2008

Festival Super Bock em Stock: Rescaldo

Há alturas em que encontramos noutros lados as palavras que tínhamos pensado escrever, mais coisa menos coisa. É o caso de hoje em que faço minhas as palavras do amigo P.T. sobre o Festival que ocupou a Avenida da Liberdade durante a semana:

Em reacção…

…a uma média acção. Reacção rápida que não há tempo a perder com mofo crítico. O festival SuperBock em Stock não é o supra-sumo da picada. Não é um fenómeno original. Não o foi nem creio que pretendia ser. Não era tudo o que Lisboa precisava. Não era o máximo, mas existiu.

Tudo o que pedimos, enquanto consumidores de música e espectáculos é que haja diversidade, música, arte, variada, rápida, lenta, com tempo, com cores. Tudo o que pedimos é que HAJA alguma coisa. E a partir daí construir, melhorar, rever.

O conceito era bom. É bom. É versátil. Há andamento. Dá vida aquela puta de avenida que se enfeita todos os anos no Natal mas que só é apreciada por turistas, que se instalam na Avenida da Liberdade e os taxistas que os vão transportar. As luzes natalícias de gosto e utilidade questionável ficam ali desamparadas durante quase dois meses. De dia dormem, à noite aprumam-se para uma calçada vazia e carros em marcha rápida.

O festival aproveitou aquela luz, deu-lhe pessoas. Fez mexer edifícios desamparados no Inverno. O Tivoli é uma morte lenta. O São Jorge enche-se de 30 pessoas uma vez por semana para ver cinema croata. O Parque Mayer é um traste de revistas decrépitas. Houve um evento que fez mexer….lá os velhos do Restelo tinham que mandar vir…

Foi caro? 40 euros. Não é fácil. É bom para quem pode. Para quem tem sede de arriscar uma banda que conhece e três que nem sabe muito bem pronunciar o nome. É um festival de descoberta. Vivo. Com visão de melhorar esta cidadezeca que parece que só pode viver naquele mortuário que é a ZDB. Aquele entulho. Desterro social. Esta cidade que dá fado mainstream à sexta-feira. Electro qualquer coisa ao sábado. Musica moçambicana num retiro de artistas de circo ao domingo. Um dia todos dirão que foi muito bom, dinâmico e que é uma pena agora já não haver festival nenhum….

duas coisas muito importantes

05 dezembro 2008

Festival Super Bock em Stock: Dia 2 - A noite de Lykke Li e Walkmen

(Lykkie Li fotografada por Rita Carmo)

Nesta segunda noite a agitação humana na Avenida da Liberdade foi menor em relação à noite anterior. No entanto o entusiasmo foi o mesmo e as salas voltaram a estar bem compostas para esta segunda volta do Festival. Destaque inteiro para os concertos dos Walkmen, e Lykke Li.

O fenómeno Santogold arrastou só por si uma grande legião de fãs que hoje nenhum nome conseguiu igualar. Por isso circulou-se melhor pelas diferentes salas, e deu para andar a espreitar mais concertos.

A história desta segunda noite do Super Bock em Stock conta-se essencialmente através de dois grandes concertos ilustrados com numerosa plateia revelando a atenção do público para projectos prometedores.
Logo a abrir a noite a sueca Lykke Li convenceu à primeira valendo logo por si a deslocação, em noite mais chuvosa que a primeira, ao Teatro Variedades. Num registo mais cru e directo daquele que se conhece do trabalho de estúdio "Youth Novels", Lykke Li arrancou um belo concerto dedicando músicas aos corações destroçados, ou surpreendendo tocando uma versão dos Vampire Weekend. Expectativas confirmadas, e ouvia-se ao longo da noite vários espectadores comentarem que tinha sido aquele o melhor concerto do festival.

Opinião diferente circulava nos corredores do Tivoli após convincente actuação dos nova iorquinos The Walkmen. Apesar de já contarem com 8 anos de actividade só agora a banda parece reunir maior atenção muito por culpa do álbum recém editado ««You and Me» que terá sido um dos maiores culpados pela enchente que a sala registou. O grupo de Hamilton Leithauser soube aproveitar a boa maré e correspondeu com garra ao empenho do público português que mostrou conhecer a obra dos Walkmen. Além do consenso de se ter assisto a um grande concerto, ouvia-se muitas comparações com o fenómeno The National. A ver vamos se os Walkmen continuam a crescer por cá, hoje estiveram muito bem.

Também nota positiva para o concerto que Phoebe Killdeer assinou na Sala 1 do São Jorge onde soube conquistar o público tema a tema acabando por manter o espaço com muitos lugares ocupados. Apresentou o seu disco de estreia «Weather's Coming» onde revela toda a sua enérgica música longe dos ambientes mais contidos do projecto que a projectou; os Nouvelle Vague.

Em alta estiveram os projectos nacionais do alinhamento do Festival.
Os peixe:avião juntaram muitos curiosos, e seguidores, na Sala 2 do São Jorge onde defenderam bem ao vivo um dos discos mais aclamados deste ano «40.02».

Mais tarde na sala principal do mesmo Cinema os Deolinda regressaram ao espaço em que no início deste ano o Disco Digital os elogiou prevendo o caminho do sucesso que merecidamente a banda tem conhecido. Regresso feliz, claro.

Já depois da meia noite os X-Wife sentiam o prazer de tocar para uma plateia cheia, e com gente a fazer fila para entrar, no Teatro Variedades, e não desiludiram.

Em português cantou Marcelo Camelo, nova coqueluche da música brasileira, que apresentou o seu disco a solo "Sou" num Tivoli bem composto. Em tom mais intimista o homem que deu voz aos Los Hermanos mostrou porque lhe chamam o novo Chico Buarque, rótulo que dispensa mas que lhe cai bem.

Uma última nota para a passagem de Demarco pelo Festival que veio complementar o toque reggae deixado na véspera por Tanya Stephens. Mais virado para dancehall o ritmo quente de Demarco merecia mais público. Duas apostas para repetir num futuro breve dentro do contexto musical do reggae.

É um saldo francamente positivo que brilha no fecho deste novo Festival que animou boa parte da Avenida da Liberdade no coração da Capital. É certo que daqui a um ano estaremos de volta numa edição revista e aumentada.

in Disco Digital

04 dezembro 2008

Super Bock em Stock: Dia 2 Agenda

DIA 4
CABARET MAXIME
21h30 – 22h00
The Profilers
22h30 – 23h30
DeMarco
00h00 – 01h00
Frankmusik


TEATRO TIVOLI
21h30 – 22h30
Marcelo Camelo
23h00 – 00h00
The Walkmen


CINEMA SÃO JORGE (sala 1)
21h30 – 22h30
Phoebe
23h00 – 00h00
Deolinda


CINEMA SÃO JORGE (sala 2)
21h00 – 21h30
João Coração
22h30 – 23h00
peixe:avião


TEATRO VARIEDADES
(PARQUE MAYER)
21h00 – 22h00
Lykke Li
22h30 – 23h30
Zita Swoon – a band in a box
00h00 – 01h00
X-Wife
01h15 - 02h15
Stereo Addiction

Super Bock em Stock: Confirmado e Aumentado para 2009

Diz o Correio da Manhã:
O Super Bock em Stock (SBES) vai ter uma segunda edição em 2009 e a intenção é 'alargar o conceito', disse ao CM Luís Montez, da promotora Música no Coração. Segundo este responsável, o SBES do próximo ano será ainda maior. 'A ideia é ocupar mais salas na avenida da Liberdade, desde o Hard Rock Café ao Coliseu e ao Teatro D. Maria II', revelou.

Ontem passaram cinco mil pessoas pelas cinco salas da avenida da Liberdade.

Super Bock em Stock Dia 1: Girl Power


(foto: Rita Carmo)

Sucesso garantido logo à primeira! É este o balanço da primeira noite do Festival que convidou os Lisboetas a andarem a saltar entre quatro espaços diferentes pela Avenida da Liberdade. A chuva deu tréguas, o povo aderiu, e os bons concertos sucederam-se entre confirmações, surpresas, e revelações em palco.

Para um conceito de Festival diferente uma abordagem diferente. Hoje o leitor é desafiado pelo escriba a acompanhar o relato da jornada nocturna escolhida pelo Disco Digital. Na impossibilidade de se acompanhar todas as propostas fez-se uma selecção, e desde já revelo que foram escolhas muito felizes.

Comecemos pelo concerto mais aguardado. Muitos foram aqueles que se concentraram na lindíssima sala do Tivoli desde cedo com o único propósito de marcar lugar para verem Santogold. Fizeram bem porque este é daqueles concertos que perdurará no tempo como um excelente espectáculo na hora certa, no local certo. O público está atento aos fenómenos musicais, neste caso vindos dos Estados Unidos da América e encheu o recinto que tinha à sua porta sempre muitos pretendentes a entrarem. Santi White é uma figura do momento. O estilo moderno de cantar por cima de batidas que nos transportam para géneros diferentes como dub, soul, rock, com letras acutilantes, e coreografias a condizer conquistaram Lisboa em poucos minutos. A artista de Filadélfia só precisa de um DJ, e duas «irmãs» nos coros para fazer a festa. Elogiou a plateia, comemorou a chegada de Barack Obama. Terminou a actuação convidando os mais despachados para dançarem com ela em palco, convite que teve boa adesão dando um colorido inesquecível ao fim da memorável passagem de Santogold por cá. Concerto da noite, e um dos melhores de 2008.

Antes tínhamos começado pelo Cinema São Jorge para assistir ao projecto Ladyhawke em palco. A sala cheia denuncia os fãs das derivações musicais que os Cut Copy ajudaram a semear este ano. Tudo se concentra na figura da vocalista neozelandesa Phillipa Brown que desfila com convicção os temas do disco editado este ano bem acolhidos pela plateia que aprovou esta passagem feliz dos Ladyhawke por Portugal. Expectativas cumpridas.

Mudança de poiso. Descemos um pouco na Avenida e entramos na sala pior aproveitada pela cultura da capital, o velhinho Teatro Variedades no Parque Mayer. Ao espanto generalizado entre o público que não conhecia o espaço, e que se interregova como era possível não ter aquele recinto a funcionar em pleno, juntou-se a surpresa generalizada pelo concerto em crescendo dos franceses Caravan Palace. De repente pareceu que aquele Teatro estava à espera de uma banda assim para voltar à vida. Estes gauleses montam uma tremenda festa em palco e contagiam com os seus instrumentais jazzísticos misturados com o novo swing e ritmo cigano que faz o público dançar. A isto acrescente-se o aparecimento de uma vocalista carismática, de belíssima figura, e energia altamente positiva, senhora de uma voz de respeito a fazer jus à tradição de divas francesas. A mistura final é uma grande festa sonora e visual que podia ser tirada da banda sonora de «Les Triplettes de Belleville». A vocalista Colotis Zoé ficará a aquecer a memória, e os corações, dos que arriscaram uma ida ao Variedades. Foram a revelação da noite.

Curiosamente a outra surpresa da noite estava reservada também para o velho Teatro. Depois do arrasador concerto de Santogold, e da boa prestação de miss Ladyhawke, e da surpreendente vocalista dos Caravan Palace, seria outra mulher a brilhar. Desta vez ao som do reggae descobrimos Tanya Stephens. Nascida na Jamaica, é uma das estrelas mais cintilantes do reggae e dancehall. A comprovar a elevada qualidade musical vinda do palco estava a atenta tribo do reggae, caras bem conhecidas de quem anda nestas andanças estavam radiantes na plateia de chão bem inclinado a contemplar as excelentes canções de Tanya que numa noite fria de Outono tanto nos aqueceram. A grande surpresa desta primeira noite.

Depois ainda houve uma tentativa de terminar em beleza ali ao lado no Maxime ao som de El Perro del Mar. Ou seja mais uma mulher a dar cartas, só que a afluência dos festivaleiros foi tão grande que a fila à porta do Maxime esteve imóvel durante largo período de tempo que impossibilitou ver a actuação de Sarah Assbring. Foi pena, mas a noite já estava ganha.

Espera-se que amanhã a colheita seja tão boa, ou melhor. Hoje foi o triunfo do Girl Power!

in Disco Digital

03 dezembro 2008

Super Bock em Stock: Em Directo na Ant3na

A Antena 3 vai transmitir os concertos de Santogold, Ladyhawke, Lykke Li, The Walkmen, entre outros...

Super Bock em Stock: Programa do 1º Dia

DIA 3
CABARET MAXIME
21h00 – 22h30
Norberto Lobo + Jack Rose
23h00 – 00h00
A Fine Frenzy
00h15 – 01h15
El Perro del Mar


TEATRO TIVOLI
21h30 – 22h30
José James
23h00 – 00h00
Santogold


CINEMA SÃO JORGE (sala 1)
21h30 – 22h30
Ladyhawke
23h15 – 00h15
Rui Reininho


CINEMA SÃO JORGE (sala 2)
21h00 – 21h30
doismileoito
22h30 – 23h15
Os Pontos Negros


TEATRO VARIEDADES
(PARQUE MAYER)
21h00 – 21h30
The Guys From The Caravan
22h00 – 23h00
Caravan Palace
23h30 – 00h30
Tanya Stephens

Super Bock em Stock: Arranca Hoje

02 dezembro 2008

Como Soam os 80's em 2008?

Os Killers explicam no novo single "Human".
Cuidado que pode colar ao ouvido...

01 dezembro 2008

Carlos do Carmo no Pavilhão Atlântico: Não Há Lisboa sem ele

Diz a canção que não há Lisboa sem fado, nem fado sem Lisboa, e na noite passada a capital homenageou na sua maior sala de concertos o homem que personaliza Lisboa, e dá voz ao fado. Carlos do Carmo teve a celebração que os seus 45 anos de carreira merecem, entre amigos no palco e na plateia, e emocionou-se em cima do palco que, afinal, é a sua vida.

Feliz a cidade que tem a sua própria música para a cantar. Feliz do fado que se expressa através de uma voz reconhecida por todos. Felizes dos lisboetas que podem ver e ouvir o seu fadista maior ao fim de quatro décadas a cantar em grande forma. Felizes, e justos, os lisboetas que sabem homenagear quem tão bem canta a sua cidade. Mais charmoso que nunca, Carlos do Carmo aceitou o tributo e juntou família e amigos para generosamente partilhar um pedaço da sua impressionante carreira com o público que sempre o acarinhou e que respondeu à chamada enchendo o Atlântico.

Além dos fados clássicos que Carlos do Carmo perpetuou na sua voz houve espaço para muitas surpresas. Os conceituados Camané e Mariza, dois valores «feitos» da nova geração, não podiam faltar, a jovem e prometedora Carminho encantou, e de Espanha veio Maria Berasarte para interpretar com ousadia dois fados tradicionais na companhia de Carlos Bica, e José Peixoto, que são do melhor que há na nossa cultura musical. Grandes momentos que empolgaram a assistência.

Mas a noite era de Carlos do Carmo que cantou com a garra de sempre, o olhar sóbrio de sempre, com o humor de sempre, e com o discurso acertado de sempre. Houve tempo para subirem ao palco o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o Presidente da Voz do Operário que comemora 125 anos e que ficou com a fatia do lucro da noite de ontem generosamente patrocinada pelo fadista homenageado, que ouviu emocionado um poema lido por Victor de Sousa.

Uma noite perfeita que terminava de maneira pomposa e vistosa com o palco a ser estendido ao piano de Bernardo Sasseti e à Orquestra Sinfonietta de Lisboa que deram uma textura sonora maior aos grandes fados «Canoas do Tejo», «Gaivota» ou «Lisboa Menina e Moça». E fiquem com o recado sábio do Mestre Carlos do Carmo: o fado de Lisboa não é para se acompanhar com palmas, é para se cantar. Palminhas a acompanhar é uma modernice parva que só encaixa em outros géneros musicais. O Mestre ensina. O Mestre do fado. Longa vida ao senhor da voz de Lisboa!

in Disco Digital

29 novembro 2008

Mestre do Fado no Atlântico

Hoje é noite de fado no Pavilhão Atlântico com Carlos do Carmo a dar voz às canções que Lisboa quer ouvir.
Fica o link da entrevista do fadisto ao Disco Digital:
Carlos do Carmo entrevistado

Livro de fotografias de Rita Carmo


Este mês, por apenas mais 4,90 euros, vai poder levar para casa um verdadeiro álbum de fotografias. Portugal XXI - Imagens de Sons Portugueses reúne os retratos que Rita Carmo, fotógrafa da BLITZ e uma das mais conceituadas repórteres de imagem de Portugal, tirou a artistas maiores como Sérgio Godinho, Paulo Furtado, Blasted Mechanism ou Mariza. Você nunca os viu assim.

in blitz

28 novembro 2008

Melhores de 2008 - Blitz

Melhores Álbuns Internacionais

50. Dawn Landes - Fireproof
49. Spiritualized - Songs In A & E
48. Cass McCombs - Dropping The Writ
47. The Ting Tings - We Started Nothing - na foto
46. Band of Horses - Cease To Begin
45. No Kids - Come Into My House
44. Scarlett Johansson - Anywhere I Lay My Head
43. The Streets - Everything Is Borrowed
42. Shearwater - Rook
41. Sam Sparro - Sam Sparro
40. Fleet Foxes - Fleet Foxes

39. Cursed III - Architect of Troubled Sleep
38. Carmen Souza - Verdade
37. Woven Hand - Ten Stones
36. Leila - Blood Looms and Blooms
35. Ladytron - Velocifero
34. Extra Golden - Hera Ma Nono
33. Tindersticks - The Hungry Saw
32. Beck - Modern Guilt
31. Al Green - Lay It Down
30. Morgan Geist - Double Night Time

29. Gang Gang Dance - Saint Dymphna
28. Why? - Alopecia
27. Quiet Village - Silent Movie
26. The Bug - London Zoo
25. dEUS - Vantage Point
24. REM - Accelerate
23. Pyramids - Pyramids
22. Fuck Buttons - Street Horrrsing
21. Beach House - Devotion

20. The Hold Steady - Stay Positive
19. Cat Power - Jukebox
18. Calexico - Carried To Dust
17. Lil Wayne - Tha Carter III
16. The Last Shadow Puppets - The Age of the Understatement
15. Nick Cave and the Bad Seeds - Dig!!! Lazarus!!! Dig!!! [na foto]

14. Hot Chip - Made In The Dark
13. Black Angels - Directions To See A Ghost
12. Santogold - Santogold
11. Benga - Diary of An Afro Warrior

10. Erykah Badu - New Amerykah: Part One (4th World War)
9. Bon Iver - For Emma, Forever Ago
8. American Music Club - The Golden Age
7. Vampire Weekend - Vampire Weekend
6. MGMT - Oracular Spectacular
5. The Kills - Midnight Boom

4. TV On The Radio - Dear Science
3. Silver Jews - Lookout Mountain, Lookout Sea
2. Hercules and Love Affair - Hercules and Love Affair

1. Portishead - Third

Blitz - Dezembro

27 novembro 2008

Graciano Saga II

Pensava eu que estava a divulgar algo de meio escondido na música ligeira portuguesa quando publiquei há poucos dias a canção de Graciano Saga mas , afinal, estava enganado.
O Bruno Nogueira hoje dedicou o seu Tubo de Ensaio (sou fã) na TSF, a esta bela cantiga do Graciano na rúbrica semanal Músicas improváveis.
O Saga está na moda!

26 novembro 2008

Hoje

Cesária Évora
Lisboa - Cinema São Jorge 22:00 30-35€

Spectrum + Sonic Boom
Lisboa - Museu do Chiado 22:00 10€

Melhores do Ano para a Mojo

1. Fleet Foxes - Fleet Foxes
2. The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement
3. Paul Weller - 22 Dreams
4. Bon Iver - For Emma, Forever Ago [2007]
5. Nick Cave & The Bad Seeds - Dig, Lazarus, Dig!!!
6. The Hold Steady - Stay Positive
7. Glasvegas - Glasvegas
8. The Week That Was - The Week That Was
9. The Bug - London Zoo
10. Neil Diamond - Home Before Dark

11. Portishead - Third
12. Don Cavalli - Cryland
13. Drive-By Truckers - Brighter Than Creation's Dark
14. British Sea Power - Do You Like Rock Music?
15. Eli "Paperboy" Reed & The True Loves - Roll With You
16. Erykah Badu - New Amerykah Part One (4th World War)
17. Sigur Rós - Með suð í eyrum við spilum endalaust
18. Pete Molinari - A Virtual Landslide
19. Beck - Modern Guilt
20. TV on the Radio - Dear Science

21. Amadou & Mariam - Welcome to Mali
22. Mercury Rev - Snowflake Midnight
23. Elbow - The Seldom Seen Kid
24. Fucked Up - The Chemistry of Common Life
25. Randy Newman - Harps and Angels
26. Peter Broderick - Home
27. M83 - Saturdays=Youth
28. Neon Neon - Stainless Style
29. Yeasayer - All Hour Cymbals [2007]
30. The Night Marchers - See You in Magic

31. Duffy - Rockferry
32. Seasick Steve - I Started Out With Nothin' and I Still Got Most of It Left
33. Kasai Allstars - In the 7th Moon, the Chief Turned Into a Swimming Fish and Ate the Head of His Enemy by Magic
34. Fuck Buttons - Street Horrrsing
35. Our Broken Garden - When Your Blackening Shows
36. MGMT - Oracular Spectacular
37. Gavin Bryars & Philip Jeck & Alter Ego - The Sinking of the Titanic [2007]
38. Goldfrapp - Seventh Tree
39. Abe Vigoda - Skeleton
40. The Black Keys - Attack & Release

41. The Fall - Imperial Wax Solvent
42. Juana Molina - Un Día
43. Aimee Mann - @#%&*! Smilers
44. Goldmund - The Malady Of Elegance
45. Metallica - Death Magnetic
46. James Hunter - The Hard Way
47. Flying Lotus - Los Angeles
48. AC/DC - Black Ice
49. The Neil Cowley Trio - Loud... Louder... Stop
50. Oasis - Dig Out Your Soul

25 novembro 2008

UPA

Para quem leva o ano a procurar novas músicas, a ler sobre música, a comprar discos, a pesquisar sobre música já tem uma boa ideia para oferecer no natal aos amigos e familiares. Por uma boa causa descubram o disco UPA.

24 novembro 2008

Natacha Atlas no Estoril em Dezembro

Natacha Atlas, actua dia 7 de Dezembro no Auditório do Centro de Congressos do Estoril, onde apresentará o novo álbum, “Ana Hina” editado no início do ano.
A entrada custa 28 eur.

Graciano Saga

Há alturas na vida em que uma pessoa tem que escolher. Quando se tem algumas paixões na vida no sentido de a colorir mais costuma recorrer-se aos chamados passatempos. Mas quando esses hobbies se tornam tão sérios ao ponto de fundarmos um blog dedicado à causa é porque a nossa vida só faz sentido quando a vivemos em pleno e com muito tempo dedicado às nossas causas. No meu caso é conhecido o gosto que tenho pela música em geral, em diferentes áreas musicais, e a paixão que tenho pelo clube de futebol do bairro onde vivo.
Isto faz-me ter de fazer duras opções ao longo da vida quando se marcam para a mesma data ,e a mesma hora acontecimentos que envolvam as duas partes.
Na minha vida é famosa a noite em que tive que optar entre um jogo com o FC Porto na Luz e um concerto dos Nirvana. Fui à Luz e o Benfica ganhou. Mas o Kurt não aguentou a desfeita e teve o fim trágico que se sabe.
Ontem havia um concerto muito interessante marcado para lisboa, Lightning Bolt, mas a vontade de ir a Coimbra apoiar o clube do coração foi maior.
E é nestas viagens que deixamos de lado o nosso lado mais megalómano musical para nos aproximarmos das raízes do povo. E assim chegamos ao autor que dá nome a este texto. O Graciano Saga tem esta música que ontem foi entoada pela A1 e pela cidade de Coimbra com alegria. Hoje há espaço ao chamado "pimba" aqui no tasco:
Graciano Saga

22 novembro 2008

Esperemos Que Sim

O realizador Martin Scorsese quer dirigir um filme sobre os Beatles, focado nos últimos dias de vida da banda.

A ideia surgiu após ter visto uma entrevista com George Harrison, de 1967. Na conversa, o músico fala sobre política, drogas e álcool.

O também realizador David Lambert disse à BBC que se trata de um depoimento «muito polémico» mas acrescentou que as palavras «revelam consciência». Lambert crê que Scorsese tem um filme de 90 minutos planeado.

21 novembro 2008

O Universo FlorCaveira

Não resisto a reproduzir o artigo que vem hoje no Ípsilon, suplemento do Público, e que conta a história à volta do novo "hype" português centralizado na editora FlorCaveira e da música pop cantada em português.
Um belo trabalho de João Bonifácio e Mário Lopes para ler aqui:

Está qualquer coisa a acontecer aqui e ainda não sabemos bem o que é.
Podíamos dizer: de repente, graças aos discos de Tiago Guillul, "IV", e dos Pontos Negros, "Magnífico Material Inútil", a pop em português voltou a valer a pena. Tiago, além de fazer o seu álbum, ainda produziu os Pontos - que curiosidade engraçada, este é um bom momento, que golpe de sorte, amanhã isto acabou, foi bom, foi bom...

Mas não é isso.
Tentemos de novo: de repente, graças a Tiago Guillul e aos Pontos Negros voltámos a gostar de ouvir a nossa língua. De repente cantar em português deixou de ser um assunto. E de repente o português parece ser a língua natural de uma canção pop. Isto graças a Tiago Guillul e aos Pontos Negros.
Mas, esperem, também não é nada disto.

Os factos dizem: depois de Guillul e dos Pontos vieram discos de b fachada ("Viola Braguesa"), agora o EP de Samuel Úria, "Em Bruto", e a grande estreia de João Coração ("Número 1. Sessão de Cezimbra"). Todos na FlorCaveira, a editora de Guillul, todos em português. A estes podemos acrescentar "Uma Vida a Direito", discos de estreia dos Feromona que, apesar de editado na Catadupa, pode ser incluído no movimento.

E ainda falta a estreia de Os Golpes e de Os Quais, bandas da AmorFúria, editora/agenciadora que tem organizado os concertos desta gente toda - concertos, ainda que em salas pequenas, sempre cheios, com miúdos e semi-graúdos (entre os 18 e os trinta e poucos) a cantarem de cor as letras e em estado de euforia.
E em cada um destes discos - ou nas canções que lhes conhecemos dos concertos ou do Myspace - torna-se óbvio um dado fundamental. Estes tipos não escrevem canções em português como é normal. São cultos e têm com a língua uma relação lúdica - escrevem de forma "esperta" mas não explicitamente literária, apesar de isso apenas ser possível em gente lida.

A hipótese é esta: estamos a viver um daqueles momentos a que se retorna vinte ou trinta anos depois. Arranjando as palavras de outra forma: já não havia pop tão descaradamente à vontade com ser portuguesa desde os idos de G.N.R., já não havia pop tão descaradamente centrada na nossa bandeira desde os Heróis do Mar, desde Variações que não havia pop tão orgulhosa de dividir os pés entre Nova Iorque e o subúrbio.
Quem é esta gente que entra de rompante pela nossa música adentro (mesmo que alguns já componham há muito), e o que os une? E o que é que há no português deles que os autonomiza das anteriores bandas nacionais e os torna especiais?

Qualquer resposta passa pela FlorCaveira e pela AmorFúria, as duas estruturas fundamentais, geridas por Tiago Guillul e Manuel Fúria (membro d'Os Golpes). E passa pelos trovadores de serviço, que esta semana lançam os seus discos, Samuel Fúria e João Coração.

O encontro
2007 foi um ano bom e um ano mau para Manuel Fúria. Por um lado teve uma depressão, que o levou a deixar o curso de Cinema em que se tinha inscrito após abandonar Filosofia ao fim de dois anos. Por outro "foi aí que a cena musical começou a bombar". Há um ano, Manuel ainda não era Fúria (nome artístico), mas sim Barbosa de Matos. E um dia encontrou na net Os Lacraus.
"Estava a andar pelo Myspace e ouvi Os Lacraus. Pensei: 'Como é que isto não é considerado a melhor banda de agora?' Fiquei fascinado". Manuel era doido pelos Lacraus.

Os Lacraus, entretanto, tinham encerrado actividade. Eram a banda de Tiago Cavaco, conhecido por Tiago Guillul. A história de Cavaco é hoje conhecida pelo lado "exótico" de ser padre baptista e punk-rocker. Cavaco faz música há meia vida. Mas só a 17 de Junho é que um disco seu, "IV", chegou às lojas. Foi o culminar de um processo de legitimação da "persona" de Cavaco que passou - em parte - pela blogosfera: o seu blogue (vozdodeserto.blogspot.com) faz parte da primeira leva de diários online, e cedo se destacou pelo seu exímio talento em escrever textos de quatro linhas que facilmente oscilavam entre o humor corrosivo, a inquirição metafísica (para não limitar o seu universo à religião "strictu sensu") e a pura mundanidade.

"IV" é, como o nome indica, o quarto disco a solo de Guillul, senhor de uma produção habitualmente profícua. Os anteriores tinham passado despercebidos aos melómanos (quanto mais à população em geral), mas desta vez houve uma diferença: Tiago foi aconselhado.
É aí que entra João Coração: "Quando o Tiago fez o 'IV', queria fazer logo a seguir o 'V', mas convenci-o a não gravar mais nada e mandar o disco para as lojas". Com o disco nas lojas a imprensa foi atrás dele e seguiu deliciada a história do pregador punk. Como Guillul produzia na altura os Pontos Negros (banda que descobrira), estes beneficiaram do hype e o momento instalou-se.

Mas como chegou João Coração a Guillul e porque raio só então é que a imprensa apanhou Guillul?
Há que voltar atrás. Fúria descobrira os Lacraus. E Cavaco foi parar à página do Myspace dos 400 Golpes, a banda que Fúria tinha entretanto montado.
Fúria: "O grande passo deu-se quando o Tiago, assinando pelos Lacraus, escreveu na nossa página 'Me gusta los 400 Golpes'". Fúria sentiu-se legitimado, apoiado. Andava a fazer bandas desde os 14 anos, sempre a debater-se com um problema: "Nessa altura já queria cantar só em português", o que não era bem recebido pelos restantes músicos. Agora tinha companhia.
"Marquei um almoço com o Tiago e com o Bernardo Barata [dos Feromona]". Manuel Fúria ia convidá-los para um projecto seu, o Portugal Mix, "uma festa no Musicbox, que nunca chegou a realizar-se, centrada na questão da língua portuguesa na pop - queria juntar por um lado o Vítor Rua, o Miguel Esteves Cardoso, o João Peste, por outro queria pegar na FlorCaveira, na Catadupa [editora dos Feromona] e na AmorFúria". A AmorFúria, note-se, ainda não existia. Não foi a única vez que Manuel pôs o carro à frente dos bois: quando convidou os Smix Smox Smux, trio de Braga, para as fileiras da editora, esta ainda não tinha oficialmente nascido.
Manuel é um tipo de projectos. Chegou ao almoço com a proposta de fazer "um disco e um livro" a partir do Portugal Mix. O projecto nunca chegou a ir para a frente, mas ficou a amizade. "Quando começámos a falar sobre Deus e fé, foi aí que se deu o clique. Percebemos que havia algo mais forte que a música a unir-nos".

É que Fúria estudou no Colégio de Jesuítas de Santo Tirso. É daí que a malta d'Os Golpes, a sua banda (segunda encarnação dos 400 Golpes), se conhece.
João Coração tinha dado com Manuel Fúria no curso de cinema. Um dia respondeu ao apelo do amigo: "O Manuel teve a ideia de fazer a AmorFúria. Convocou uma reunião e disse: 'Vamos fazer uma companhia de discos e filmes'. Mais tarde é que se tornou agência - e entretanto temos estado a fazer os nossos próprios vídeos".

O cinema uniu Coração e Fúria, o Myspace juntou o Amor à Caveira. E Coração trouxe João Santos, que durante anos trabalhara na indie Ananana e agora tem a sua distribuidora, a Mbari. Santos terá percebido o potencial que havia por trás não só da música como das ideias: e mais que pôr os discos nas lojas, pô-los na imprensa. E a imprensa gosta de uma boa história.

A ideologia
Rapidamente a AmorFúria tornou-se a plataforma de organização de concertos da malta da FlorCaveira. A rir-se, Fúria diz que Guillul e amigos eram "gajos escondidos na toca e ressabiados por não serem reconhecidos".
Há uma diferença fundamental entre os membros originais das duas editoras: o pessoal da FlorCaveira é gente dos subúrbios, os rapazes da AmorFúria são meninos burgueses.
Enquanto Manuel Fúria passou os últimos anos a escrever manifestos sobre "o sonho" de "devolver ao Mundo a grandeza de Portugal", Tiago, Samuel Úria e restantes moços passaram uma vida a dar concertos - e Tiago vem do hardcore. Repesquemos a entrevista acima citada, em que Tiago mencionava um momento fundamental do seu crescimento: "O dia em que o Rodrigo [vocalista dos X-Acto, banda hardcore dos anos 90] leva uma crista espetada para o liceu, tinha o liceu todo a olhar para ele num misto de escárnio e adoração. Ele era um tipo cool do polivalente. Tornámo-nos amigos, até lhe dei umas lições de baixo antes de ele estar nos X-Acto, ensinei-lhe músicas dos Resistência".

A ideia de "tipo cool do polivalente" com crista, o fascínio de Cavaco por esta simples mistura em que os Resistência encontram o hardcore demonstra que esta é uma geração que já cresce dentro da cultura popular - capaz de flirtar com as mais variadas referências e a ter de conviver com a diferença à força.

Úria, tal como Cavaco, é Baptista. E tal como Fúria, vem de fora da cidade (Tondela). Não se cresce Baptista sem que isso tenha um preço, em particular num país que ainda não sabe integrar a diferença, como diz Cavaco.

E isso é mais um elemento que as gentes destas duas editoras conhece bem: nenhum cresceu sossegadinho num único sítio e num único estrato social. Fúria e Coração podem vir da classe média alta, mas sabem o que é não estar integrado: Coração andou a saltar de terra em terra e de curso em curso, Fúria falou ao Ípsilon de ser filho de lisboetas que foi cedo para Santo Tirso e de lá sentir-se lisboeta e cá sentir-se nortenho.

Não é preciso tirar um curso de psicanálise por correspondência para perceber que isso está na raiz da vontade de transformação que todos têm - e que se vê na facilidade com que criam ícones, se tornam imagens. Digam isto a Cavaco e a resposta é simples: "Mas a pop não é isso? Se um tipo não pode fazer isso na pop, onde é que pode?"
(Pormenor: seja porque razão for, a malta da FlorCaveira sempre teve a mania de fazer concertos em conjunto, o que agora aumenta com a presença dos moços da AmorFúria. No entanto, toda essa festa em palco, por vezes, soa a anos 60. Não por acaso Manuel Fúria adiz que o ícone comum a todos é Bob Dylan.)

Há outra coisa que os une: todos são literatos - a ideia do português como sendo natural é muito bonita, mas aquelas letras são trabalhadas até ao limite da simplicidade. Em casa de Fúria há livros por todo o lado, cada vez que encontrámos João Coração ele trazia um livro na mão, acerca de Cavaco nem é preciso dizer mais nada e quanto a Úria basta citar "Desliga a TV", do EP "Samuel Úria & As Velhas Glórias": "Saramago é bom mas não traz a salvação/ quem tem medo do Lobo Antunes devia ter temor a Deus".

Durante anos os Baptistas tinham cantado para si e para os amigos de liceu, enquanto casavam, tinham filhos e trabalhavam. Durante anos os burgueses tinham desistido de cursos e imaginado uma vida criativa que não se materializava. Até que a net os uniu. O que é engraçado é que no momento em que a net globaliza o mundo, eles, em vez de tentarem à força falar de assuntos universais, olham para o seu pequeno mundo, olham-no em português e são legitimados por isso.
Úria: "A internet traz alguma legitimação. Em vez de círculos conspiratórios de duas ou três pessoas que se reúnem no café, há pessoas a puxar umas pelas outras em vários sítios do país". E acaba: "andamos ali a apoiar-nos uns aos outros e a exortar-nos uns aos outros".
A AmorFúria começa inspirada na FlorCaveira e ajuda os homens da editora de Cavaco a arranjar concertos com regularidade, mas o mais importante é essa questão de exortação mútua: de repente esta gente sente-se legitimada.

E essa legitimação já extravasou: Úria ainda não tem um CD nas lojas (mesmo já tendo gravado EPs) mas já um pequeno furor à volta dele. Desde o concerto dos Pontos Negros no MusicBox, que Os Golpes (abriram essa noite) ficaram como referência de uma data de miúdos (e graúdos). O fenómeno fez chamar a atenção para bandas amigas mas que não pertencem ao catálogo das duas editoras, como os Feromona. E ontem, quinta-feira, b fachada foi ao Portugal no Coração - o que significa que este pequeno fenómeno não é pensado para ser uma brincadeira de culto.
Se eles não tiverem essa ambição, têm pelo menos o sonho. Graças a eles voltou a valer a pena ouvir pop em português. Resta saber se entretanto o típico moço português de vinte anos perdeu a vergonha à sua língua.

20 novembro 2008

Hot Chip e Robert Wyatt juntos em EP gratuito

Do Disco Digital: Os Hot Chip e Robert Wyatt juntaram-se para gravar três canções da banda que serão disponibilizadas num EP para download gratuito a oferecer no site dos primeiros.

«Made In The Dark», «Whistle For Will» e «We`re Looking For A Lot Of Love» juntam-se no alinhamento a uma remistura de «One Pure Thought», assinada por Geese. O encontro entre o grupo e o artista deu-se após a gravação da leitura dos Hot Chip para «This Summer Night», de Robert Wyatt.

19 novembro 2008

Boss Hog Reúnem-se

Os norte-americanos Boss Hog estão de regresso para um concerto no Bowery Ballroom, em Nova Iorque, a 17 de Dezembro.
Esta será a primeira aparição da banda após um hiato de oito anos.
O grupo apresentar-se-á com o alinhamento original formado por Cristina Martinez, Jon Spencer, Hollis Queens, Jens Jurgensen e Mark Boyce.

18 novembro 2008

O Novo do Mestre Lee Scratch Perry



1 Having A Party 4:41
2 Heavy Voodoo (featuring Keith Richards) 5:03
3 Saint Selassie 4:19
4 Scratch Is Alive 4:14
5 Jealousy 5:18
6 Yee Ha Ha Ha 4:32
7 The Game Black 4:36
8 Headz Gonna Roll (featuring George Clinton) 4:41
9 Rolling Thunder 4:41
10 Rastafari Live 5:08
11 Once There's A Will There's A Way (featuring Keith Richards) 5:33
12 Sinful Fuckers 4:10
13 The Seven Wishes of Lee "Scratch" Perry 5:13

para conferir aqui

17 novembro 2008

Tinderstick em Fevereiro no Coliseu

Tinderstick de volta.
Com a formação reduzida a três elementos, editaram em Abril deste ano o sétimo álbum de originais, “The Hungry Saw”, que vêm apresentar a Portugal, dia 13 de Fevereiro no Coliseu de Lisboa.

16 novembro 2008

Reggae ao Domingo


Disco de Cutty Ranks composto por dois CD`s intitulado “Limb By Limb” e é mais um documento histórico pertencente às séries “Reggae Anthology” da label 17 North Parade/Vp Records, que visam explorar as três últimas décadas da música reggae gravada na Jamaica.

Além de capturarem as melhores músicas do artista, estas séries trazem consigo um excelente “booklet” composto por fotografias memoráveis, reviews, biografias e uma compreensiva tracklist.

aqui: Cutty Ranks

15 novembro 2008

Um Grande Disco



de 2008: "Motion to Rejoin" dos BRIGHTBLACK MORNING LIGHT.
Cheguei lá via Uncut que lhe deu 4/5 e deixo aqui o link para que possam ouvir:
Motion to Rejoin