17 junho 2009
Évora: Kepa Junkera, Sara Tavares e Rabih Abou Khalil & Ricardo Ribeiro são cabeças-de-cartaz do Tocar de Ouvido
Inserido nas festas populares de Évora, o festival, que decorre até sábado, é organizado pela Associação PédeXumbo, em parceria com a Associação Gaita-de-Foles e a d'Orfeu Associação Cultura, contando o apoio da Câmara de Évora.
Em declarações à Lusa, o coordenador do festival, Miguel Gomes da Costa, explicou que a iniciativa pretende "transmitir conhecimento e práticas musicais relacionadas com instrumentos de música tradicional de uma geração para outra". "É um festival que não é bem um festival. A essência do Tocar de Ouvido é o encontro de tocadores", disse o responsável, considerando que se trata de uma iniciativa diferente dos festivais de Verão. "O público não só pode assistir aos concertos como também tem a oportunidade de conhecer os músicos e aprender com eles", explicou.
De acordo com Miguel Gomes da Costa, o Tocar de Ouvido permite que "tocadores mais velhos, que conhecem bem os instrumentos, se encontrem com uma geração mais nova, que se dedica a recuperar esse património".
O conceito do evento é "aprender em clima de festa", afirmou o coordenador do festival, referindo-se à oferta lúdica e pedagógica do evento.
O Tocar de Ouvido, que se realiza desde 2002, regressa este ano "de cara lavada", juntando as habituais oficinas de música aos concertos na Arena d'Évora. No primeiro dia, quinta-feira, o palco será partilhado entre os Dazkarieh e Sara Tavares.
Na sexta-feira é a vez dos brasileiros A Barca, que actuam pela primeira vez em Portugal, seguindo-se a música do libanês Rabih Abou-khalil, à qual se junta a voz do português Ricardo Ribeiro.
O Tocar de Ouvido termina sábado com as actuações do músico basco Kepa Junkera e do grupo feminino galego Leilía.
Além dos concertos, o festival oferece ao público oficinas, colóquios, exposições e documentários.
Megafone 5
in http://anaifa.blogspot.com/
Megafone 5
João Aguardela
Música para uma nova tradição
4 de Novembro de 2009 no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém.
MEGAFONE 5 é o nome de um projecto sem quaisquer fins lucrativos que tem como objectivo celebrar, homenagear e difundir o trabalho e as ideias de JOÃO AGUARDELA, músico português precocemente falecido em Janeiro de 2009, vítima de cancro.
Nuno Calado (radialista)
Ricardo Alexandre (jornalista)
Luís Rodrigues (webdesigner)
Tó Trips (músico // designer)
Luís Tomás (produtor)
Luís Pardelha (produtor)
Helena Pedro (promotora)
Tiago Faden (editor)
Pedro Gonçalves (criativo publicitário // jornalista de música)
16 junho 2009
faith no more 2009 - o regresso
faith no more 2009 - o regresso
Festa do Gui
Dia 18 de JUNHO no CABARET MAXIME, vamos juntar artistas e amigos eoferecer-vos um espectáculo bem variado e divertido, cuja receita
reverte para uma causa muito especial: Ajudar o Gui.
O Gui é um menino de 7 anos que nasceu prematuro e que não consegue
andar! Precisa de uma cirurgia muito especial, que se vai efectuar já
este mês de Julho em Cuba. Lá, irá ser operado e ficar a recuperar
durante 3 meses, para poder dar os seus primeiros passos. Podem saber
mais detalhes em www.forcagui.wordpress.com
GIMBA, ZÉ PEDRO, OS IRMÃOS CATITA, CAIS SODRÉ CABARET!, ENA PÁ 2000,
MONSTRO MAU, BUDDA POWER BLUES, entre outros, convidam o público de
Lisboa a encher a casa e ajudar o Gui! Basta um passo de cada um de
nós, pois todos os nossos passos juntos significam um novo caminho
para o Gui!
Aproveitem este elenco de luxo, venham ao Maxime, venham divertir-se
e… venham à FESTA DO GUI, porque AJUDAR NÃO DÓI NADA!
Além de contribuir, com a compra de bilhetes, quem quiser pode ajudar
com donativos, ideias para a organização de outros eventos, ou até
fornecer eventuais contactos de pessoas e entidades que possam ajudar.
Consulte o blog do Gui!
Vamos ajudar o Gui!
cabaret maxime - pç. alegria, 58 em lisboa
abertura portas 22h00 . espectáculo 22h30
reserva mesas: 213467090 . 916350427
bilhetes € 10,00
15 junho 2009
Faith no More em grande forma
Aqui no 2º concerto desta reunião ouve-se "Ashes to Ashes" no Download Festival 2009:
Rodrigo Leão vai fazer os coliseus
A notícia foi avançada pelo compositor em entrevista ao Diário Digital. Para o mesmo período, estão ainda previstos concertos em cidades como Évora e Guimarães.
Rodrigo Leão explicou que «o objectivo era apresentar o novo disco em salas pequenas no início do ano para depois levá-lo a espaços maiores no final de 2009». Entretanto, «A Mãe» é apresentado na próxima quinta-feira no Frágil, a partir das 23h00.
A edição está marcada para a próxima segunda-feira, 22 de Junho. Em breve, será publicada a entrevista com Rodrigo Leão.
in disco digital
14 junho 2009
Dub Echoes em Versão Dupla
A compilação é excelente e aconselho a sua audição.
O DVD é de obrigatória descoberta. Vi esta noite o documentário e todos os extras. Está lá tudo explicado como se chega à conclusão que o Dub é mais actual do que todos pensamos, e é incrível descobrir como King Tubby, e Lee Perry inventaram o som que agora está só à distância de poucos cliques.
Participações muito interessantes tanto de lendas de Kingston como de músicos da nova geração.
Grande DVD.
DUB ECHOES
Aqui fica apresentação em vídeo:
13 junho 2009
O Regresso dos Faith no More
11 anos depois dos últimos concertos - que aconteceram em Portugal, nos coliseus do Porto e de Lisboa - os Faith No More regressaram aos palcos.
O cenário escolhido foi a Brixton Academy, em Londres, uma sala com significado especial para a banda americana, que em 1991 aí gravou um disco/vídeo ao vivo.
De acordo com os primeiros relatos, o regresso dos Faith No More parece ter corrido pelo melhor. A banda mantém o "line up" de 1998 - Mike Patton na voz, Billy Gould no baixo, Jon Hudson na guitarra, Mike "Puffy" Bordin na bateria e Roddy Bottum nos teclados - e ofereceu aos fãs duas dúzias de canções.
Entre as surpresas, destaque para o tema que abriu o espectáculo ("Reunited", uma versão de Peaches & Herb),"Mark Bowen" (faixa do primeiro álbum, de 1985, e nome do guitarrista que chegou a tocar com a banda) ou "Pristina", do último disco da banda, Album of the Year .
Recorde-se que os Faith No More vêm a Portugal no próximo dia 8 de Agosto, para um concerto no Festival Sudoeste TMN.
alinhamento do espectáculo dos Faith No More na Brixton Academy:
Reunited (Peach & Herb)
The Real Thing
From Out Of Nowhere
Land Of Sunshine
Caffeine
Evidence
Chinese Arithmetic
Surprise! You're Dead!
Easy
Last Cup Of Sorrow
Midlife Crisis
Cuckoo For Caca
The Gentle Art Of Making Enemies
RV
King For A Day
Malpractice
Jizzlobber
Be Aggressive
Epic
Mark Bowen
Encore 1
Chariots Of Fire/Stripsearch
Just A Man
Encore 2
I Started A Joke (versão Bee Gees)
Pristina
12 junho 2009
Noite de Lisboa
Boa noite de Santo António para todos.
Passem pelo Bacalhoeiro para dançar ao som do Bailarico Sofisticado.
06 junho 2009
05 junho 2009
Cartaz Alive! Fechado
Mas, para além deles, vamos ter também The Vicious Five, Tiguana Bibles, The Bombazines, Mazgani, Coldfinger, DJ Ride, Bezegol, Youthless, Linda Martini, Madame Godard, The Pragmatic e Olive Tree Dance – novos valores da música nacional que a Optimus apoia através do projecto Optimus Discos e que se apresentam agora, ao vivo no Maior Evento de Música e Arte do Ano!
O Palco Optimus Discos, onde actuam os 12 valores emergentes da música nacional, será a terceira zona do recinto dedicada à música, aumentando a dificuldade de escolha para os milhares de festivaleiros que vão passar pelo Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras.
04 junho 2009
AC/DC em Lisboa: O inferno de Alvalade
Como ontem fui ao concerto apenas e só como espectador, e não em trabalho como é costume, hoje dou eco da reportagem que o Davide Pinheiro assinou e que está aprovada pelo Grandes Sons:
Fossem todas as noites assim e o Sporting seria campeão por certo. Alvalade recebeu um dos melhores espectáculos da época e com casa cheia.
Eles não enganam ninguém. São assim mesmo. Uma banda de rock à moda antiga cheia de tiques que dificilmente poderão ser reproduzidos pelos filhos. O concerto dos AC/DC em Alvalade foi grandioso ao nível dos decibéis e arrasador na hora de atirar à baliza.
Foi necessário chegar ao fim da época para que finalmente se visse um bom espectáculo em Alvalade e logo perante uma enchente (coisa ainda mais rara durante o biénio 08/09). Os AC/DC foram Liedson, Moutinho, Polga, Derlei, Carriço...ou seja o que de melhor a equipa do Sporting tem.
Ouviu-se tudinho e com o volume no máximo. Os clássicos (basicamente são quatro: «Back In Black», «Thunderstruck», «You Shook Me All Night Long», «Highway To Hell»), as novas canções («Rock`n`roll Train» é candidata ao primeiro lote), os solos, ou seja, tudo aquilo que se poderia esperar dos AC/DC.
Tecnicamente mais que perfeitos, conseguem convencer-nos que ainda há lugar para os tradicionalistas num mundo super-tecnológico. E se por um lado, há pirotecnia, fogo de artifício e vídeo (imagens tão rudimentares que são engraçadas), por outro Angus Young arrisca um strip numa das várias cenas hilariantes do concerto.
É certo que um ouvido desatento pode confundir um Toblerone com um Cardbury`s e isto porque há demasiadas canções dos AC/DC que soam ao mesmo mas os fãs veteranos podem explicar aos que os descobriram via Internet que em tempos até houve outro vocalista (Bon Scott).
Provavelmente, os AC/DC irão pendurar as botas após esta digressão mas o último retrato é o de uma banda em pleno estado de forma. No campeonato dos veteranos, poucos estão tão bem conservados. Ah, e em relação aos mais novos vitória clara de uns Vicious Five agitadores sobre uns Mundo Cão que acusaram a responsabilidade.
in Disco Digital
por Davide Pinheiro
João Paulo toca Carlos Bica, Culturgest
No entanto é impossível falar sobre o João Paulo sem lhe tecer elogios.
João Paulo é, na minha opinião, o músico referência no panorama da música
improvisada feita em Portugal. Apesar do mercado exigir que um músico traga
sempre consigo, e de preferência em letras bem legíveis, um rótulo musical,
ele recusa-se a fazê-lo, ou melhor, são os rótulos que se afastam dele por
ser demasiado honesto. Músico dono de uma mestria de instrumento e de uma
musicalidade genial raras, João Paulo é muito mais do que apenas um
excelente pianista, ele é um músico capaz de criar do momento, do agora.
Carlos Bica
João Paulo interpretou, recriou e inventou as composições de Carlos Bica. Um
espectáculo único de uma profunda cumplicidade artística.
João Paulo toca Carlos Bica
Hoje, Lisboa, Cultugest, 21h30
http://www.carlosbica.com
http://www.culturgest.pt
03 junho 2009
THE VICIOUS FIVE SUBSTITUEM THE ANSWER NA PRIMEIRA PARTE DE AC/DC
AC/DC - o grupo que se dá bem com crises económicas
in Público
Hoje cerca de 44 mil pessoas vão encher o Estádio Alvalade XXI para ver o grupo rock
A analogia não é nossa, foi feita pelo crítico Alexis Petridis, do diário britânico "The Guardian", no final do ano transacto: em 35 anos de carreira, sempre que o grupo rock australiano AC/DC chegou aos lugares cimeiros dos tops europeus vivia-se um ambiente generalizado de crise económica.
O grupo formou-se em 1973 em plena crise do petróleo. O seu maior sucesso de sempre, o álbum Back in Black, vendeu 30 milhões e foi lançado em 1980, quando na maior parte dos países da Europa Ocidental a recessão e o desemprego proliferavam. Quando a economia recuperou, a popularidade do grupo diminuiu, culminando na edição, em 1985, de Fly on the Wall, um dos seus álbuns que menos venderam - um milhão de exemplares.
Em 1990, quando os AC/DC voltaram ao activo com o álbum The Razor's Edge, uma recessão europeia era iminente e, no ano passado, depois de oito anos sem lançarem um disco de originais, a maior crise económica financeira das últimas décadas irrompeu. Os AC/DC agradeceram a conjuntura, vendendo de Black Ice, o seu 16.º álbum de estúdio, cinco milhões de exemplares só na semana de lançamento - número notável para o momento conturbado da indústria -, trepando aos primeiros lugares das tabelas de vendas em inúmeros países, o que já não acontecia há duas décadas. Hoje os australianos são o segundo grupo na lista dos que mais álbuns venderam na história da cultura pop, só suplantados pelos míticos Beatles.
Cumprir o esperado
Não espanta que o Estádio Alvalade XXI, em Lisboa, esteja praticamente esgotado para os ver hoje - segundo a produtora Everything Is New, restarão perto de dois mil dos cerca de 45 mil bilhetes postos à venda, entre os 55 e os 60 euros. Será um sinal de que a crise económica já lá vai? Ou apenas mais um indício que confirma que os AC/DC se dão bem com momentos históricos onde prolifera a desordem e o desconhecimento sobre o futuro?
Petridis não o conclui, mas não custa perceber que os AC/DC se dão bem com circunstâncias de incerteza, porque tudo aquilo que projectam - a música, a atitude, a roupa - é precisamente aquilo que é esperado deles. Confortam, não provocam. No meio do desconhecido, deles sabe-se o que esperar. Ao longo de 35 anos sempre fizeram a mesma coisa, o que no caso do guitarrista Angus Young significa também vestir sempre o mesmo uniforme escolar. Nem a morte do vocalista Bon Scott em 1980, substituído por Brian Johnson, desviou o grupo do som e atitude de sempre.
No último álbum, como sempre, apresentam-se enérgicos, praticando um rock pesado que passa o tempo a projectar um imaginário de rebelião, desafio da autoridade, embora permanecendo conservador. A primeira e única vez que tocaram em Portugal foi há 13 anos, no Estádio do Restelo, em Lisboa.
Claro que hoje apresentarão algumas temas novos referentes ao novo disco e o espectáculo cénico, com pirotecnia pelo meio, terá contornos diferentes, mas o que todos quererão confirmar é que Angus Young ainda é capaz de fazer solos de guitarra em Highway to hell, Back in black ou Whole lotta rosie, ou que as letras continuarão a espelhar os chavões ligados ao sexo, às mulheres, à vida do rock & roll. O que todos quererão comprovar é que o mundo, mesmo com crise financeira, não mudou assim tanto. O que todos quererão corroborar é que, apesar das mudanças à nossa volta, há coisas que nunca mudam. Como os AC/DC.
Dia AC/DC
Finalmente.
Em Paris , Fevereiro, foi assim:
02 junho 2009
01 junho 2009
Muse no Pavilhão Atlântico em Novembro
Banda anuncia datas europeias da digressão de promoção a The Resistance , o novo álbum.
Os Muse anunciaram uma data em Lisboa, via comunicação aos fãs. O concerto está marcado para 29 de Novembro no Pavilhão Atlântico e os bilhetes são colocados à venda na terça-feira da semana que vem (9 de Junho), através da Ticketline .
Foi a própria banda de Matthew Bellamy que anunciou esta data através da sua mailing list. Além de Portugal, a banda vai apresentar o sucessor de Black Holes and Revelations na Finlândia, Suécia, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Bélgica e Holanda, entre 22 de Outubro e 4 de Dezembro.
Mundo Cão na Tarde AC/DC
Depois dos Mundo Cão e antes dos AC/DC, actuam os irlandeses The Answer.
ABERTURA DE PORTAS - 17h00
INÍCIO DOS ESPECTÁCULOS - 19h30
Novo Festival de World Music na Arrábida
De seguida, apresentam-se os convidados para inaugurar a primeira edição do Arrábida World Music.
03 JULHO 2009
PALCO WORLD
Tinariwen
Tcheka
PALCO BLUES
Legendary Tiger Man
LOUNGE - CAFÉ DEL MAR(IBIZA)
DJ Café del Mar
04 JULHO 2009
PALCO WORLD
Sun Ra Arkestra
Mazgani
PALCO BLUES
Heavy Trash
LOUNGE - CAFÉ DEL MAR(IBIZA)
DJ Café del Mar
31 maio 2009
30 maio 2009
Festival Here and Now no Pavilhão Atlântico: Nem 8 nem 80
Chegou-se a temer que o evento fosse algo embaraçoso na primeira hora e meia. Além do recinto apresentar uma fraca assistência, os poucos presentes davam mostras de não terem grandes saudades dos Curiosity Killed the Cat, aliás, deu ideia de nem saberem quem eram. O vocalista Ben Volpeliere-Pierrot pouco conseguiu fazer para vencer a indiferença.
Foi assim que arrancou o Here and Now, uma espécie de 5 em 1 em que o truque é ter um palco ocupado por músicos que dominem os sons característicos dos anos 80, onde não podem faltar os teclados. Os instrumentistas são sempre os mesmos ao longo da noite o que permite uma rodagem relativamente rápida entre os cinco vocalistas que representam a pop de há duas décadas.
Nesta visita ao baú deu para relembrar os tempos de adolescência, e é agarrados a essas memórias que muitos milhares de trintões e quarentões alimentam rádios que tocam até à exaustão temas que enchem centenas de compilações eighties. Foi assim que deu para lembrar que foram estas bandas as responsáveis pela onda de palminhas sincronizadas no público que ainda hoje poluem concertos de forma indiscriminada, que foi esta gente que deu luz às baladas ao vivo puxando dos isqueiros, e que foi esta geração que incentivou os gordurosos solos sempre acompanhados com o popular air guitar.
Da colheita escolhida pelo Here and Now para vir a Lisboa é fácil avaliar o seu prazo de validade- Os já falados Curiosity Killed the Cat, e os ABC eram perfeitamente evitáveis. Os ABC ainda arrancaram um coro de acompanhamento em «The Look of Love», e apenas isso. Com cinquenta e um anos, Nick Kershaw apresentou-se com ar de avô de cabelo e barba branca mas conseguiu ser o primeiro da noite a levar ao rubro a plateia com uma sucessão de canções que nem nós sabemos bem porque é que ainda nos soam tão familiares. O destaque vai, claro, para «I Won`t Let the Sun Go Down on Me».
Mas a celebração dos anos 80 só conheceu verdadeiramente o seu auge com a presença feminina em palco. A americana Belinda Carlisle, que brilhou na primeira metade da década de 80 com as The Go Go`s, apresentou-se muito elegante, e com imagem cuidada ao melhor estilo da sua Hollywood natal. Com ar de executiva cinquentona Belinda recuperou os êxitos que todos queriam ouvir e cantar. Mesmo com algumas falhas o que contou foi a força de «Live Your Life Be Free», «I Get Weak», «Circle in the Sand», «Leave a Light On» e «Heaven is a Place on Earth».
Menos bem conservada Kim Wilde, com uns valentes quilos a mais, foi a grande agitadora da noite. Atitude bem mais forte que os restantes vocalista, a louraça arrasou com uma plateia nessa altura já muito bem composta e entusiasmada. Valeu especialmente pela recordação de «You Came» e o hino «Kids in America» que foi mesmo o ponto mais alto da noite.
Estavam satisfeitos os muitos grupos de amigos que se juntaram para recordar tempos em que não havia iphones, internet, e o Benfica ganhava muito, daí não se ter estranhado alguns gritos à Glorioso vindos da tribuna, era noite de revivalismos. No entanto a noite não acabava sem a presença de Rick Astley que mostrou o que sempre foi. Um charlatão a viver dos rendimentos de uma orelhuda canção, «Never Gonna Give You Up». Ao fim de 20 anos ainda manter aquela altiva postura por tão pouco merece o nosso elogio.
29 maio 2009
Anos 80 celebrados no Pavilhão Atlântico
O preço dos bilhetes para este espectáculo exclusivamente feito com bandas dos anos 80 varia entre os 41 e os 61 euros. Cada grupo tem vinte minuto para desfilar clássicos.
Os concertos começam às 21h00. Após o final, previsto para as 00h15, está marcado after show com DJ nacionais.
Podem contar com reportagem amanhã.
28 maio 2009
Jarvis Cocker em Coura
A história de Jarvis Cocker está intrinsecamente ligada aos Pulp, não fosse ele o fundador da banda e a alma criativa por detrás do sucesso de um dos ícones do movimento Britpop, nos anos 90. Adjectivos são difíceis de encontrar para classificar álbuns como “His ‘n Hers”, “Different Class”, “This Is Hardcore” ou “We Love Life” e que David Bowie não desdenharia, certamente.
Agora a solo, lançou este ano “Further Complications”, segundo álbum em nome próprio, produzido pelo mítico Steve Albini e que sucede a “Jarvis”, editado em 2006. A digressão para promover o disco começa já este mês, chegando ao Festival Paredes de Coura no dia 1 de Agosto.
27 maio 2009
The Answer Abrem para AC/DC
Dylan e McCartney vão gravar juntos no Verão!!
A história teve o seu primeiro capítulo, o ano passado, quando McCartney afirmou que "seria muito amável" gravar com Dylan "porque o admiro muito". Este escancarou a porta para uma eventual colaboração, há semanas, dizendo que "seria fascinante fazer algo com Paul", embora tivesse acrescentado que os caminhos teriam que se cruzar para que algo acontecesse. O assunto surgiu, durante a entrevista, quando lhe lembraram que havia composto, na década de 80, canções com outro ex-Beatle, o falecido George Harrison, no supergrupo Traveling Wilburys, que contou também com outros músicos conhecidos, como Roy Orbison, Tom Petty ou Jeff Lynne da Electric Light Orchestra.
Depois da publicação da entrevista, no princípio do mês, um porta-voz do ex-Beatle veio a público afirmar que McCartney "estaria interessado num encontro, tendo como finalidade gravarem qualquer coisa, não especificada, em conjunto. Tudo indica, portanto, que o enlace vai mesmo acontecer.
Actualmente com 68 anos, Dylan, lançou recentemente o seu 33º álbum de originais, "Together Through Life", tendo alcançado o primeiro lugar do top de vendas nos Estados Unidos e Inglaterra, os dois tradicionais barómetros da indústria da música. De alguma forma é o renascimento comercial de Dylan que, com a excepção do álbum "Modern Times" de 2006, já não alcançava um primeiro lugar na tabela de vendas americana desde "Desire", de 1976.
Com 66 anos, McCartney tem estado mais discreto. O ano passado editou o álbum "Electric Arguments" referente ao seu projecto paralelo The Fireman. O seu último álbum de originais em nome próprio data de há dois anos, "Memory Almost Full", um disco que teve um impacto discreto. Agora podem estar prestes a formar a dupla dos sonhos de qualquer produtor musical.
26 maio 2009
Skunk Anansie de Volta
25 maio 2009
Festival Silêncio! dá voz à música e às palavras
O festival vai ter espaço para actividades diversificadas, incluindo concertos, um poetry slam (uma espécie de concurso de poesia à desgarrada, concentrado em doses de três minutos), conferências, debates sobre audiolivros, leituras encenadas e espectáculos de spoken word (declamações).
Rodrigo Leão, José Luís Peixoto, Olivier Rolin, Adolfo Luxúria Canibal, Rogério Samora, JP Simões, Francisco José Viegas, Sam the Kid, Jorge Silva Melo, DJ Ride, Filipe Vargas, John Banzai, Mark-Uwe Kling, Maria João Seixas, Alex Beaupain e Wordsong são alguns dos nomes que irão desfilar pelos palcos do festival, "para que Lisboa dê lugar à palavra, aceitando o silêncio quando ele se impõe", refere a organização.
"Debater o futuro de novos suportes como o audiolivro convocando escritores, jornalistas e editores. Dar a conhecer as mais recentes tendências artísticas nesta área é o objectivo do Festival Silêncio!", indicam ainda os responsáveis.
Uma das actividades que está a gerar mais curiosidade e interesse é o poetry slam. "Considerado uma das mais recentes e cosmopolitas tendências da noite das grandes capitais, o poetry slam tem alcançado enorme sucesso nos bares de Berlim, Nova Iorque, Paris ou Londres. O conceito é simples: basta escolher um tema, tratá-lo de forma crítica e espirituosa, adicionar algumas rimas e declamá-lo de forma dramática no espaço de três minutos no palco de um clube, neste caso, o MusicBox", refere a organização.
Este concurso vai contar com oito participantes e um júri composto por seis convidados. Confirmados estão Fernando Alvim, Rui Zink, José Luís Peixoto e Ana Padrão. O músico, compositor e escritor JP Simões será o anfitrião da noite.
O festival é organizado pela 101 Noites, MusicBox, Goethe-Institut Portugal e Instituto Franco-Português.n
James Morrison e Bloc Party no Algarve
Morrison actua a 5 de Agosto. Os Bloc Party no dia seguinte.
A 7 de Agosto, a noite será dirigida a um público mais adulto. O último dia destina-se a sons mais pesados, revelou Álvaro Ramos, da Ritmos & Blues, em conferência de imprensa.
Para além do palco principal, haverá também uma tenda electrónica. O Disco Digital sabe que DJ Tiesto é um dos nomes prováveis para este espaço.
O preço dos bilhetes diários é de 50 euros ou 80 (para quatro pessoas). O passe individual para o festival custa 80 euros ou 240 euros (quatro pessoas).
A partir de amanhã, pelas 23h59, os ingressos estarão disponíveis no site do evento.
O Rock One é um festival de música e desporto automóvel. A organização pretende que o evento passe a ser realizado a cada ano ímpar.
in Disco Digital
23 maio 2009
Noites Ritual
Os Deolinda e os Mão Morta são os cabeças-de-cartaz das noites Ritual, que se realizam a 28 e 29 de Agosto nos Jardins do Palácio de Cristal no Porto.
Na primeira noite, actuam Dead Combo, Foge Foge Bandido e os Deolinda, no palco principal. One Man Hand, Noiserv e Peltzer vão estar vão estar no Palco Ritual.
A 29 de Agosto, é a vez dos Pontos Negros, Blind Zero e Mão Morta. Hot Pink Abuse, Paul da Silva e Andrew Thorn estarão presentes no Palco Ritual.
A entrada é livre.
21 maio 2009
FMM Sines programa completo!
FMM Sines programa completo!
Lee 'Scratch' Perry como principal cabeça-de-cartaz, The Ukrainians em Porto Covo (lembram-se da banda do guitarrista dos Wedding Present que nos anos 80 divertiam John Peel com as suas versões dos Smiths?), a recente descoberta de Rupa & the April Fishes, o pianista cubano Chucho Valdés, os congoleses Kasaï All Stars (à terceira é de vez!), os nova-iorquinos Chicha Libre, reinventores das chichas/cumbias peruanas, são, entre outros, os principais destaques da 11ª edição do FMM, cujo cartaz a organização do FMM Sines acaba de divulgar. Vai haver música proveniente de quase todos os continentes (só a Ocêania ficou de fora), muita música portuguesa (entre outros, os Oquestrada abrem o festival e à guitarra portuguesa e, depois, a Janita Salomé, cabem as tradicionais honras de abertura do castelo), alguns regressos (caso dos diabólicos finlandeses Alamaailman Vasarat e dos polacos Warsaw Village Band), muitos cruzamentos de culturas, geografias e cronologias (os chineses Hanggai a trazerem os cantos guturais mongóis para o terreno da free folk, o alaúde electrificado da Speed Caravan, o avant-rock dos tunisinos L'Enfance Rouge, o afro-beat multi-étnico da Orchestra de Dele Sosimi, etc.) e muito mais para descobrir.
O FMM conta este ano com 37 concertos, além de outras actividades, e decorre por nove dias, de 17 a 25 de Julho. Eis o programa completo dos concertos, incluindo as notas da organização a respeito de cada projecto:
Porto Covo (17 a 19 de Julho)
Sexta, 17 de Julho
O'QUESTRADA (Portugal), 21h30
Criador de música misceginada - entre o fado e o funaná, entre a pop e a canção francesa -, o quinteto O’Questrada é um dos grupos mais comunicativos da história da música em Portugal.
RUPA & THE APRIL FISHES (EUA), 23h00
Nascida na Califórnia, filha de pais indianos e com uma adolescência passada em França, a cantautora Rupa Marya é a nova embaixadora da América musical cosmopolita.
CIRCO ABUSIVO (Itália), 00h30
Num universo estético próximo dos Gogol Bordello, com quem tem colaborado, o grupo Circo Abusivo junta a música cigana balcânica a outras músicas num espectáculo explosivo.
Sábado, 18 de Julho
VICTOR DÉMÉ (Burkina Faso), 21h30
Considerado uma das maiores revelações africanas dos últimos anos, o cantor e guitarrista Victor Démé é um verdadeiro trovador folk, cruzando tradição mandinga e influências latinas.
THE UKRAINIANS (Reino Unido), 23h00
Um dos melhores representantes da fusão entre a folk e a música punk com origem no Reino Unido apresenta o seu disco novo, “Diáspora”, dedicado à emigração ucraniana e de Leste.
DELE SOSIMI AFROBEAT ORCHESTRA (Nigéria / Reino Unido), 00h30
Companheiro de Fela e Femi Kuti, o teclista e director musical Dele Sosimi apresenta-se no FMM com a sua Afrobeat Orchestra, máquina de ritmo afro-funk que vai pôr Porto Covo a dançar.
Domingo, 19 de Julho
WYZA (Angola), 21h30
Autor de “Bakongo”, um dos mais surpreendentes trabalhos de um músico da África de língua portuguesa produzidos no novo milénio, Wyza é música angolana como não a ouvimos antes.
ORQUESTA TÍPICA FERNÁNDEZ FIERRO (Argentina), 23h00
Criada em 2001 por um grupo de estudantes de Buenos Aires, a OTFF faz tango com o charme de sempre transformado pela energia e a informalidade de uma nova geração de músicos.
DAARA J FAMILY (Senegal), 00h30
Vencedora dos prémios de “world music” da BBC Radio 3 em 2004, a Daara J Family traz a Porto Covo o melhor hip hop africano, com surpreendentes temperos de Cuba e da Jamaica.
Sines (20 a 25 de Julho)
Segunda, 20 de Julho
MOR KARBASI (Israel / Reino Unido), 22h00, Centro de Artes de Sines
Israel sempre foi rico em vozes femininas e Mor Karbasi, uma jovem cantora interessada no herança judia da Península Ibérica, é mais uma diva a acrescentar a esta galeria dourada.
PORTICO QUARTET (Reino Unido), 23h30, Centro de Artes de Sines
Com o seu álbum de estreia nomeado para o Mercury Prize e considerado o melhor do ano pela revista Time Out, Portico Quartet já não faz jazz, mas “pós-jazz” eivado de espírito “indy”.
Terça, 21 de Julho
CORNELIU STROE & AROMANIAN ETHNO BAND (Roménia), 22h00, Centro de Artes de Sines
O folclore tradicional dos aromenos, um povo latino do Leste Europeu, tem nova dimensão através da criatividade efervescente do percussionista romeno Corneliu Stroe.
CARMEN SOUZA (Portugal / Cabo Verde), 23h30, Centro de Artes de Sines
O jazz vocal ganha expressão cabo-verdiana na voz de Carmen Souza, presente em Sines na companhia do saxofonista Jay Corre, que tocou com Sinatra, entre outros grandes dos EUA.
Quarta, 22 de Julho
MAMER (China), 18h30, Centro de Artes de Sines
Figura do movimento de redescoberta das raízes musicais pela nova geração chinesa, Mamer faz folk alternativa a partir da música tradicional do povo cazaque da região de Xinjiang.
TRILHOS - NOVOS CAMINHOS DA GUITARRA PORTUGUESA (Portugal), 21h00, Castelo
A guitarra portuguesa do músico sineense Rui Vinagre inicia os concertos no Castelo integrada num quarteto que abre novos horizontes para um instrumento extraordinário.
JANITA SALOMÉ (Portugal), 22h15, Castelo
Um dos cantautores com uma carreira mais consistente na música portuguesa, Janita apresenta um espectáculo onde canta o vinho através de textos de grandes poetas mundiais.
UXÍA (Galiza), 23h30, Castelo
Uma das maiores cantoras ibéricas há mais de 20 anos, Uxía promove um encontro emocionante de músicas e músicos da Galiza, de Portugal e de vários países da África de língua portuguesa.
ACETRE (Extremadura), 00h45, Castelo
Instituição da folk peninsular, o grupo Acetre traz de Olivença a Sines um espectáculo fundado na cultura raiana, com repertório cantado em português e castelhano.
L'ENFANCE ROUGE (Tunísia / França / Itália), 02h30, Av. Vasco da Gama
Considerado “um dos melhores grupos europeus” por Thurston Moore (Sonic Youth), L'Enfance Rouge faz rock experimental com bases de música tradicional árabe.
Quinta, 23 de Julho
ASSOBIO (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines
Composto por César Prata e Vanda Rodrigues, o duo Assobio expande material acústico popular através do espectro de novos sons e timbres que só é possível produzir por computador.
NARF & MANECAS COSTA (Galiza / Guiné Bissau), 19h30, Av. Vasco da Gama
O projecto “Alô Irmão!” junta as vozes e as guitarras (acústicas e eléctricas) do músico galego Fran Pérez (Narf) e de Manecas Costa, expoente contemporâneo da música da Guiné Bissau.
HANGGAI feat. MAMER (China), 21h30, Castelo
O património vocal e instrumental das estepes da Mongólia Interior tem brilho redobrado nas mãos de Hanggai, um dos grupos mais originais da nova música chinesa.
CHUCHO VALDÉS BIG BAND (Cuba), 23h00, Castelo
Um dos melhores pianistas do mundo e uma referência do jazz latino, Chucho Valdés chega a Sines com mais de 50 discos gravados e cinco Grammys conquistados, entre 14 nomeações.
KASAÏ ALLSTARS (Rep. Dem. Congo), 00h30, Castelo
Experiências domésticas de amplificação eléctrica de instrumentos tradicionais misturam-se com o espírito do rock e ritmos de transe nativos num espectáculo de grande força musical e visual.
RAMIRO MUSOTTO & ORCHESTRA SUDAKA (Argentina / Brasil), 02h30, Av. Vasco da Gama
Argentino radicado no Brasil, Ramiro Musotto cruza música baiana e música de vários pontos da América Latina num show de percussão a que a electrónica acrescenta cambiantes.
Sexta, 24 de Julho
PAULO SOUSA (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines
Ex-guitarrista dos Essa Entente, Paulo Sousa apaixonou-se pela música da Índia e é hoje um exímio intérprete do sitar, que tocará em Sines na companhia das tablas de Francisco Cabral.
NJAVA (Madagáscar), 19h30, Av. Vasco da Gama
Formado por quatro irmãos e um primo a viver em Bruxelas desde os anos 90, Njava reflecte toda a riqueza da música do Madagáscar num espectáculo de dança de fusão “Ethnotic Groove”.
WARSAW VILLAGE BAND (Polónia), 21h30, Castelo
Revelação dos prémios de “world music” da BBC Radio 3 em 2003, a Warsaw Village Band é um dos grupos de culto da folk europeia e traz dois discos novos para mostrar no FMM 2009.
DEBASHISH BHATTACHARYA (Índia), 23h00, Castelo
Melhor artista da Ásia / Pacífico nos prémios da BBC Radio 3 em 2007 e nomeado para um Grammy em 2009, Debashish Bhattacharya é o grande mestre da “slide guitar” indiana.
CYRO BAPTISTA BEAT THE DONKEY (Brasil / EUA), 00h30, Castelo
Considerado um dos melhores percussionistas do mundo, o brasileiro radicado nos EUA Cyro Baptista vem a Sines com Beat the Donkey, um show rítmico e visual a não perder.
CHICHA LIBRE (EUA), 02h30, Av. Vasco da Gama
Chicha Libre reinventa, a partir de N. Iorque, a música incrível dos índios da Amazónia peruana, que nos anos 70 fundiam cumbias colombianas e melodias andinas com sons psicadélicos.
Sábado, 25 de Julho
MELECH MECHAYA (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines
O espírito festivo do klezmer, a mais conhecida música secular do povo judaico, chega ao Centro de Artes de Sines através do quinteto português Melech Mechaya.
BIBI TANGA ET LE PROFESSEUR INLASSABLE (RCA / França), 19h30, Av. Vasco da Gama
Nascido na Rep. Centro-Africana e criado em França, o cantor e baixista Bibi Tanga chama o DJ Le Professeur Inlassable para uma actualização pessoal da grande música africana e afro-americana.
JAMES BLOOD ULMER (EUA), 21h30, Castelo
Considerado uma das referências da música negra, o cantor e guitarrista James Blood Ulmer enche o palco do Castelo com os seus blues cultivados pelo jazz, funk e rock psicadélico.
ALAMAAILMAN VASARAT (Finlândia), 23h00, Castelo
Acústico - embora, pela sua energia, não pareça - o quinteto instrumental Alamaailman Vasarat cruza músicas tão diferentes quanto o klezmer, o jazz e o heavy-metal.
LEE 'SCRATCH' PERRY (Jamaica), 00h30, Castelo
O fogo-de-artifício dispara com Lee Perry, um dos maiores visionários da música jamaicana, incluído na lista dos 100 maiores artistas de sempre publicada pela Rolling Stone em 2004.
SPEED CARAVAN (França / Argélia), 02h30, Av. Vasco da Gama
O baile de encerramento do FMM 2009 é comandado por Mehdi Haddab, músico de origem argelina que transformou o alaúde árabe numa máquina electrificada ao serviço do rock.
Os preços dos bilhetes variam entre os 5€ (por cada noite em Porto Covo e para os espectáculos de 22 a 25 no CAS Sines) e 10€ (por cada noite no Castelo de Sines e para os espectáculos de 20 e 21 no CAS). Os espectáculos realizados junto à praia têm, como é habitual, entrada livre.
Mais informação em fmm.com.pt
20 maio 2009
OqueStrada no Tivoli: Cómicos de Garagem
Tomo a liberdade de assinar esta crónica na primeira pessoa do singular porque ajuda o leitor a perceber que este é um texto especial. Ver uma banda como os OqueStrada chegar à noite em que apresenta o seu primeiro disco é motivo de satisfação porque já acompanho o percurso deles há uns anos. Ao contrário do que possa parecer a quem só agora os está a descobrir, esta rapaziada já anda nesta vida há sete anos e já correu o mundo a apresentar o seu espectáculo. Pelo meio até editaram um EP com 4 temas ainda hoje aproveitados. Já os vi na pequena sala da Galeria Zé dos Bois, na sua Tasca Móvel em vários locais, e por isso posso dizer que hoje ao chegarem a uma noite tão especial como esta foram exactamente iguais ao que sempre foram.
Um concerto dos OqueStrada é muito mais do que um grupo de músicos a acompanharem a vocalista Miranda. É um conceito de fado dos subúrbios apresentado sempre em tom de brincadeira, e com surpresas que podem ir de fadistas novos, e veteranos, a pequenos instrumentais, a números de dança, ou mímica. Tudo vale. É a tasca deles, à maneira deles. Quem fala é Miranda que continua lidar com esta exposição como uma alternativa mais barata a «ir à consulta». E nós acreditamos. Tudo é normal, os discursos perdidos, os enganos que obrigam a repetir a canção, fazem parte de uma representação cómica que já não se vê desde os tempos áureos dos Ena Pá 2000. Aliás, a vocalista Miranda é o equivalente a Manuel João Vieira no feminino, herdando o seu espírito bem humorado e irreverente mas sem usar o calão.
Musicalmente os OqueStrada não têm muito para dar. Há ali uma mao cheia de boas canções, como é o caso óbvio de «Se esta Rua Fosse», mas eles não existem para fornecerem as playlists. Não se levam a sério, nem querem, e o objectivo é mesmo agir e divertir do palco para a plateia. E ainda bem. Nunca serão um caso sério de vendas, nem chegarão aos Globos de Ouro, mas continuarão a ter seguidores por essas estradas fora de gente pronta a cantar com eles rimas descomplexadas parecidas com «tá-se bem no lado do cu do Cristo Rei».
19 maio 2009
Beyoncé no Pavilhão Atlântico: Beleza americana

(foto: Rita Carmo)
Mais que um simples concerto pop, a noite de Beyoncé no Pavilhão Atlântico foi um musical que traduz a força da imagem em formato videoclip com a força da música, e dança, que pode levar mais de 18 mil pessoas ao histerismo durante duas horas. Numa frase; actualmente o maior espectáculo ao vivo do mundo pop chama-se "I Am... Tour"!
Beyoncé Giselle Knowles representa a beleza estética das imortais pernas de Tina Turner, tem a alma de Diana Ross, a memória de Aretha Franklin, o fôlego de Madonna, e é a voz maior em palco do nosso século. É a cantora com mais canções que chegaram a Número 1 nesta década, e a mais rica abaixo dos 30 anos.
Neste seu regresso ao Pavilhão Atlântico, Beyoncé cumpriu todas as expectativas e brindou os fãs portugueses, que esgotaram por completo a sala, com um deslumbrante concerto com uma dinâmica contagiante durante duas horas.
O tiro de partida é dado ao som de "Crazy in Love", que passados 6 anos ainda soa fresco, e os trunfos são logo mostrados. Um palco suportado por um gigante videowall de alta definição ainda suportado por dois écrans laterais, e com os músicos arrumados como se estivessem em andaimes deixam todo o espaço para a cantora e suas companheiras dançarinas brilharem. Muitos truques de luzes, imagens a pintarem a magia do espectáculo ao melhor estilo MTV videoclip.
Até o timming das várias interpretações parece ser perfeitamente em Lisboa. Fica na memória a imagem de Beyoncé vestida toda de branco elevada por cima de refrescantes ondas, e mergulhada na ilusão de um oceano reproduzido no cenário. Diríamos que se recuássemos uma semana a americana estava a deslumbrar no "White Sensation". E poucos minutos no mesmo espaço tudo fica muito mais discreto, Beyoncé transforma-se num anjo enquanto canta "Ave Maria" do seu mais recente disco. Uma representação que não seria desajustada se a imaginássemos 24h antes nos festejos dos 50 anos do Cristo Rei.
A sequência de canções tem um ritmo elevado e nem a constante troca de vestidos de Beyoncé atrapalha o processo porque se passa sempre algo relevante no palco. O melhor exemplo acontece perto do fim quando a sala fica absorvida pelas imagens do clip de "Single Ladies", provavelmente, a canção que melhor funde todo o universo em que se move Beyoncé. Terminada a reprodução das imagens aparece a cantora pronta para mostrar como se faz ao vivo, sem quebras, e contagiante.
Para trás não esqueceu as Destiny's Child apresentando um "medley" de alguns sucessos da banda feminina que mais vendeu até hoje, 50 milhões de álbuns e 45 milhões de singles!
Assim como não hesita em homenagear as suas influências, Diana Ross, ou Tina Turner, e os seus ídolos inspiradores com destaque para grandes planos nos écrans para o novo Presidente norte americano muito querido pelo jovem público lisboeta, a fazer fé na ovação ouvida nesses momentos.
Beyoncé consegue surpreender e espantar tudo e todos quando surge elevada numa espécie de trapézio que a faz "voar" do palco para o meio da sala pendurada a grande altitude. Aterra num pequeno palco, qual ilha no meio dos fãs. Apesar de na sua grande maioria serem jovens do sexo feminino que a aclamavam, Beyoncé meteu conversa com um rapaz feliz da vida que só lhe teve de dizer (gritar) que se chamava Andersson, ou algo parecido, e identificar o nome da sua deusa.
Foi aí que "Video Phone" teve direito a imagens mesmo captadas pelo telemóvel de um dançarino e reproduzidas no grande ecran, isto depois da americana se ter atirado para os ritmos do reggae, com bandeira jamaicana e tudo, com sucesso em "You Don't Love Me ( no no no ). Com o mesmo sucesso que antes já tinha "roubado" "You Oughta Know" a Alanis Morrissete encaixando-a em "If I Were a Boy".
Não fosse o som do baixo estar estupidamente desnivelado soando com estrondo aos nossos ouvidos e teria sido um regalo audiovisual prefeito.
Beyoncé, essa mostrou que é a senhora pop do século XXI. Fantástica!
in Disco Digital
18 maio 2009
OqueStrada em apresentação no Tivoli
A banda encontrava-se na semana passada no nono lugar do top de vendas. Apesar de este ser o primeiro disco, os OqueStrada já existem desde 2002.
17 maio 2009
Coldplay Oferecem LeftRightLeftRightLeft
Faith no More no Sudoeste!
O espectáculo acontecerá no âmbito de uma digressão europeia a iniciar em Junho, que vai levar a banda aos principais festivais do Veho Continente, como Roskilde, na Dinamarca.


