13 julho 2009

Hadouken!

Não os conhecia e fiquei impressionado com o concerto que deram no Alive.
Tive sorte de ver a actuação toda que vivi com um misto de sentimentos. Por um lado senti que estava a ver algo verdadeiramente entusiasmante, por outro ao ver a reacção da maior parte do público que conhecia a maior parte das músicas senti-me desactualizado. Um jovem fã explicou-me que o nome é retirado do imaginário do video-jogo Street Fighter, e que eles são um dos expoentes do Grindie. O Grindie é um estilo de música que combina indie e grimie.

Os Hadouken! são de Leeds, Inglaterra, e já têm uma mão cheia de bons singles editados. Gostei muito do que vi e vou fazer por ouvir o que já estiver disponível.
Sugiro que vejam o vídeo de That Boy That Girl:

Uma Baixa em Sines: Ramiro Musotto não Vem ao FMM

A organização lamenta informar que, por motivo de doença, o músico argentino RAMIRO MUSOTTO teve de cancelar a sua tournée de Verão, não podendo actuar na noite de 23 de Julho, na Avenida Vasco da Gama, como estava anunciado.

A informação oficial do agenciamento é a seguinte:
Ramiro Musotto foi obrigado a anular a sua tournée de Verão de 2009. Ele sofre de complicações na sequência de uma úlcera no estômago e será sujeito a uma operação em meados de Julho em Salvador da Bahia. Deverá voltar aos palcos a partir de Setembro de 2009″.

Pelo palco em que se realizava, cujos concertos são de entrada livre, o cancelamento não tem qualquer efeito sobre os bilhetes para o FMM já adquiridos.
O novo projecto programado será anunciado dentro de momentos.

Buraka Som Sistema - Blood Diamond Mixtape


Buraka.tv

Alive!09 - O Balanço Final



Recinto


Pelo terceiro ano seguido o Festival viveu em Algés num terreno plano que facilita a mobilidade e visão dos palcos. Em 2009 o espaço foi revisto, aumento, e melhorado. Destaque para a inclusão de um terceiro palco entre o principal e secundário. Foi aposta ganha e a divulgação do projecto Optimus Discos funcionou muito bem.
O mapa do recinto foi idêntico ao que já conhecíamos das duas primeiras edições. O espaço de imprensa , por exemplo, sofreu algumas melhorias como uma varanda para ver o palco.
De destacar na restauração os hambúrgueres da barraca alentejana.

Horários e meteorologia

Impressionante cumprimento de horários em todos os palcos seguindo a agenda que vinha com o passe da comunicação social. Salvo raras excepções começou tudo a horas. Não houve cancelamentos de última hora nem alterações sendo um ponto muito positivo para a organização. O tempo esteve óptimos à luz do dia, mas à noite o vento teimoso incomodava mais que a descida de temperatura, e fez muito pó pelo ar.

Palco Principal

Melhores - Mastodon, Lamb of God, os verdadeiros pesos pesados do primeira dia. Slipknot com um regresso bem conseguido, e os eternos Metallica que não desiludiram a sua enorme legião de fãs. Os Prodigy confirmaram o regresso à boa forma, Chris Cornell a lutar para voltar às raízes, e o inesquecível concerto de Dave Matthews Band.

Piores - Placebo, The Kooks, e Black Eyed Peas não convenceram em palco, e os Eagles of Death Metal que não convenceram Josh Homme a vir com eles tocar em Lisboa.

Palco Secundário

Muita atenção ao fenómeno do palco Super Bock: a enorme tenda sempre bem composta de público transforma o Alive! num dois em um. É que a cada edição que passa é visível que este espaço tem o seu próprio público e vive já de forma independente em relação ao cartaz principal. Isto ajuda a explicar a subida dos números oficiais de presenças no Festival. O cartaz trouxe até nós algumas das mais promissoras bandas, principalmente, do Reino Unido.
Entre algumas bandas já consagradas, e esperanças destaca-se:
Tv on The Radio, Klaxons, Crystal Castles, The Gaslight Anthem, Hadouken!, Does it Offend You , Yeah?, The Ting Tings, A Silent Film, Los Campesinos!, Autokratz, e Lyjje Li.
A luta pelo melhor do festival é entre Tv on The Radio, The Gaslight Anthem, Hadouken!,e Los Campesinos!.

Palco Optimus Discos

Todas as bandas que editaram ep's coordenados por Henrique Amaro, sempre presente na tenda apesar da grave lesão no pé, aproveitaram bem a oportunidade para promoverem a sua música.
Destaque para Mazgani, The Bombazines, Vicious Five, Bezegol com o seu reggae, Dj Ride, Olive Tree Dance e Linda Martini.
Uma palavra também para os Dj's que encerraram as noites, em especial para Mr. Mitsuhirato que terminou mal a noite da sua actuação já que foi vítima de assalto de madrugada no Cais do Sodré e ficou sem as malas dos discos que levava.

Exposição de Fotos da Rita Carmo

Muito importante o destaque dado pela organização a uma tenda da responsabilidade da LG onde se podiam ver fotos escolhidas pela fotógrafa Rita Carmo num resumo do seu trabalho nos últimos anos.

Foram três dias cheios de música bem passados sem problemas de maior com mais de 110 mil pessoas que estiveram à beira Tejo nos 3 dias. Para o ano há mais.

Dave Matthews Band @ Alive!09 - Set List


(foto: Tânia Gaspar)

Este era o alinhamento previsto para o concerto da Dave Matthews Band na noite de sábado no Alive!09. Mas houve alterações em palco e acabou por ser assim:

Shake Me Like a Monkey *
Ants Marching *
Don’t Drink the Water *
Alligator Pie *
Seven *
Grace Is Gone *
Lying In the Hands of God *
Pantala Naga Pampa *
Rapunzel *
Funny The Way It Is *
Spaceman *
Corn Bread *
#41 *
Why I Am *
Crash (Into Me) *
Two Step *

__________________

You Might Die Trying *
Tripping Billies *

__________________

All Along The Watchtower *

12 julho 2009

Festival Optimus Alive!09, DIA 3: América eléctrica


( foto: Catarina Limão, Atena3)



O último dia do Optimus Alive!09 será recordado com o regresso glorioso da Dave Matthews Band a Lisboa para um concerto de duas horas e meia.

Quinze minutos depois da meia noite, Dave Matthews entrou em palco de sorriso estampado no rosto e partiu para uma actuação memorável que em nada ficou a dever à passagem de há dois anos pelo Pavilhão Atlântico. A banda apresentou o novo «Big Whiskey and the GrooGrux King» e recordou o falecido Leroi Moore. Em duas horas e meia, com dois encores exigidos pelos fãs, Dave Matthews viajou pela sua discografia e fez todos os músicos brilhar, como habitualmente, em longos solos. A recuperação de clássicos como «Ants Marching» - a segunda do alinhamento - «Crash Into Me», «Tripping Billies», «Don`t Drink The Water», entre muitos outros apimentou o espectáculo mas a química entre a banda e o público voltou a ser enorme. E Dave Matthews prometeu um regresso para breve.

Chris Cornell entrou ao som de uma versão para violino de «Black Hole Sun» e foram as canções dos Soundgarden que mais me brilharam. «Outshined», «Spoonman» e o próprio «Black Hole Sun» serviram para os fãs esquecerem a imagem transmitida no recente «Scream».

Do novo álbum, Cornell concentrou-se nos singles e…pouco mais. Pudera. A imagem de decadência já evidente a solo e que se prolongou nos Audioslave é demasiado forte para que esta antiga rockstar alimente, sequer, um culto. O concerto do Optimus Alive!09 conseguiu, ao menos, redimi-lo.

Se Cornell é um branco caucasiano que começou por vestir de preto e se entregou recentemente ao som dos negros (hip hop e R&B), os Black Eyed Peas têm dois afro-americanos e uma configuração de palco que cita os Kraftwerk, na forma como os instrumentos à retaguarda se dispoõe.

Apesar do aparato cénico, o espectáculo continua a ser demasiado pobre. As canções são fracas, as vozes desafinam por todo o lado e aquilo que têm classificado como um som futurista que vai beber em alguns produtores do tecno actual não é mais que uma forma encapotada de alimentar um estatuto.

Ao início da tarde, Ayo e, sobretudo, Boss AC sofreram com a parca presença de público. O rapper português resolveu o problema com versões de «I Feel Good» (James Brown) e «Get Down It» (Kool & The Gang). E deu também para perceber que TC (antigo vencedor do Festival da Canção) é o substituto de Gutto.

O espaço do Palco Super Bock provou mais uma vez que não é secundário mas sim alternativo, por estar habitado por um público dedicado. De resto, na sua maior parte nem quer saber do que se passa no principal e mostra conhecimento das novas sonoridades. Assim não foi de estranhar que os A Silent Film pouco depois das 18h já tivessem a plateia bem composta para festejar o single «You Will Leave a Mark». A banda de Oxford agradeceu.

Os Autokratz também surpreenderam pela positiva e deixaram boa imagem, mas a última noite do Alive foi toda dos Los Campesinos com uma atuacção verdadeiramente arrasadora que terá semeado muitos fãs por cá. Agora, é esperar que voltem.

11 julho 2009

Alive!2010 Anunciado


Em conferência de imprensa realizada há minutos na zona Press Lounge Álvaro Covões da Evrything is New confirmou a realização do Festival no próximo ano nos dias 8, 9, e 10 de Julho no mesmo local.

Noite Dave Matthews Band em Lisboa


O regresso da Dave Matthews Band a Lisboa é um acontecimento que merece fazer recordar a passagem inesquecível pelo Atlântico. Aqui fica o link da reportagem feita em Maio de 2007:
Dave Matthews Band @ Atlântico: O Concerto

Dave Matthews e Stefan Lessard além de terem assinado um grande concerto, fizeram o favor de aceitar autografar capas de cd's:
A Simpatia da Dave Matthews Band

Alive!09 Dia 3 - Horários

Palco Optimus
Dave Mattews Band 00h00
The Black Eyed Peas 22h15
Chris Cornell 20h30
Ayo 19h00
Boss AC 17h30

Palco Super Bock
Deadmau5 02h30
Ghostland Observatory 01h00
Lykke Li 23h40
autoKratz 22h30
Trouble Andrew 21h10
Los Campesinos! 19h40
A Silent Film 18h15
X-Wife 17h00

Palco Optimus Discos
DJ Kitten 00h20
Sofia M 22h40
Linda Martini 21h30
Madame Godard 20h30
The Pragmatic 19h30
Olive Tree Dance 18h30

Festival Optimus Alive! 09 (Dia 2): Rave nostálgica

A segunda noite do Alive devolveu os Prodigy à vida activa e revelou uns Hadouken como uma das grandes surpresas do festival.

Boas notícias a fechar a segunda noite do Optimus Alive! 09: os Prodigy estão vivos! Quando a esperança já era escassa (a julgar pelos últimos concertos em Portugal), Keith Flint e, principalmente, Maxim, transformaram o recinto numa pista do tamanho de um campo de futebol em que o volume quase pôs o Cristo Rei a dançar.

Num tempo em que se fala tanto de nu rave, o concerto ds Prodigy foi uma…rave clássica. «Breathe», «Firestarter» ou «Smack My Bitch Up» devolveram o público a um tempo em que os Prodigy eram os reis das pistas. Não sendo um concerto de metal, o ruído foi tanto ou maior que o de bandas como Metallica ou Slipknot na noite anterior.

Foi a «pastilha» perfeita depois do soporífero dos Placebo. O problema pode não estar em Brian Molko, porque a personalidade continua lá, mas sim num som que está demasiado datado. Anos 90, é certo, mas mal medidos e obsoletos. E aquele rabo-de-cavalo já nem no cabeleireiro de Ranholas.

De resto, o palco Optimus trouxe uns Blasted Mechanism regulares, uns Kooks aborrecidos, uns Eagles Death of Metal prejudicados pelo contexto (hora, clima e desinteresse geral) e uns Pontos Negros bastante mais seguros em palco. Na segunda noite do Optimus Alive! 09 terão estado cerca de trinta mil pessoas, número ainda não confirmado.

O palco Super Bock confirma-se como um espaço com vida própria dentro do festival e sempre muito concorrido por um público atento a novos projectos a ponto de aclamarem em delírio bandas que para o comum festivaleiro são desconhecidos. Os Gaslight Anthem convenceram o público que fez questão de estar pelas cinco da tarde para os ver. Mas a grande revelação deste segundo dia foram os Hadouken!, nome retirado certeiramente do universo do jogo Street Fighter, que trouxeram à tenda toda a força de um UK Garage musculado.

Aliás, a noite foi mesmo dos ingleses representados por três bandas com concertos seguidos. Os Hadouken! brilharam entre o concerto mais comedido dos Late of The Pier, e o mais agitado dos Does It Offend You, Yeah? que já contam com uma considerável base de fãs.

Os Ficherspooner repetiram a actuação do Coliseu dos Recreios por alturas do Dance Station, mas hoje não aqueceram um público que pedia mais agitação. Os The Ting Tings fizeram render o seu mediático disco de estreia e mostraram como só dois elementos podem encher um palco.

por Davide Pinheiro e João Gonçalves
in Disco Digital

10 julho 2009

Concerto Depeche Mode no Porto Cancelado

O concerto dos Depeche Mode programado para sábado no Estádio do Bessa, no Porto, foi cancelado, devido a "problemas de saúde" de um dos músicos, revelou hoje à agência Lusa fonte da organização.

Joana Ribeiro, directora de comunicação da Unicer, disse à Lusa que o primeiro acto do Festival Super Bock Super Bock se mantém, com os restantes concertos, mas quem quiser pode reaver o dinheiro do bilhete.

A Música no Coração e a Unicer / Super Bock lamentam o cancelamento do concerto e informam que todos os possuidores de bilhetes para o dia 11 de Julho poderão:

* Assistir a ambas as datas do Super Bock Super Rock, Porto dia 11 de Julho e Lisboa dia 18 de Julho, mediante apresentação do seu bilhete para o Porto, ou
* Usar o seu bilhete de dia 11 para o Super Bock Super Rock em Lisboa no dia 18 de Julho para assistirem a The Killers, Duffy, Mando Diao, Brandi Carlile, The Walkmen e Bettershell, ou
* Reclamar o valor do mesmo a partir de segunda-feira, e durante 60 dias a partir de 11 de Julho, nos locais onde os adquiriram, sendo condição necessária para tal que apresentem o seu bilhete totalmente intacto

Todos os esclarecimentos serão prestados em www.musicanocoracao.pt, www.superbock.pt, e pelo telefone da Música no Coração, a partir de segunda-feira.

Alive!09 Dia 2 - Horários

Palco Optimus
The Prodigy 00h30
Placebo 22h45
Blasted Mechanism 21h15
The Kooks 19h50
Eagles of Death Metal 18h30
Os Pontos Negros 17h30

Palco Super Bock
Zombie Nation 02h15
The Ting Tings 01h00
Fischerspooner 23h15
Does It Offend You, Yeah? 21h45
Hadouken! 20h25
Late of the Pier 19h15
John Is Gone 18h10
The Gaslight Anthem 17h00

Palco Optimus Discos
Zig Zag Warriors 22h40
Coldfinger 21h30
DJ Ride 20h30
Bezegol 19h30
Youthless 18h30

Festival Optimus Alive! 09 (Dia 1) : Guitar Heroes


(Foto: Rita Carmo)

Arrancou o Festival Alive!2009 em tons de negro com o recinto de Algés a receber uma das maiores enchentes desde a noite de estreia em 2007. No palco principal os Metallica foram os mais aclamados. Houve também interessantes actuações lusas no palco Optimus Discos e bons concertos de TV on The Radio, Klaxons e Crystal Castles no palco Super Bock. Um começo a todo o vapor.

A tribo do metal respondeu em enorme número ao cartaz pesado. Aliás, como vem sendo hábito sempre que um dia destes festivais é dedicado ao som mais duro o sucesso de bilheteira é garantido. Mas as propostas do rock alternativo e mais actual também atraíram muitos milhares que mantiveram a tenda Super Bock sempre bem povoada, não esquecendo de espreitar os novos projectos portugueses no outro palco ali perto. Portanto, uma primeira noite com muito público no Alive!.

Entre a actuação dos Ramp e a despedida dos Metallica o palco principal viveu horas de som intenso e militância de fãs que foram enchendo todo o espaço. Mastodon e Lamb of God arrancaram excelente actuação mesmo com a luz do dia ainda forte os adeptos do metal mais acelerado e pesado aproveitaram para agitarem a plateia com vistosos moshes. Os Machine Head repetiram a actuação clássica de há um ano na Bela Vista, e os Slipknot reencontraram admiradores na faixa etária mais jovem que ficaram satisfeitos com este regresso dos mascarados. Os Metallica cumpriram o terceiro concerto em três anos seguidos em Lisboa. E voltaram a atrair uma enorme multidão que mais uma vez se rendeu ao repertório de James Hetfield e Lars Ulrich que este ano acrescentou alguns temas do mais recente disco «Death Magnetic». Não faltaram as explosões e fogo de artifício para saudar os reis do rock pesado.

No palco Optimus Discos nota positiva para o interesse do público que manteve o recinto sempre bem composto para uma noite bem aproveitada por Mazgani, Bombazines, Tiguana Bibles, e Vicious Five para divulgarem a sua música. Os The Bombazines foram a revelação da noite. Os Vicious Five sairam consagrados.

No palco secundário viveu-se um outro Alive. Longe dos tons negros do resto do recinto, o palco Super Bock conheceu um primeiro dia bem concorrido e com vida própria. Os TV on The Radio foram os mais festejados e mostraram a força das músicas que compões os seus dois últimos discos aclamados por cá por público e crítica. Os Klaxons aproveitaram para apagar a pálida imagem que tinha deixado há uns anos num outro festival à beira rio mas mais longe e assinaram um concerto convincente. Os Crystal Castles corresponderam às expectativas e agarraram o público que ignorava os Metallica com uma actuação cheia de batidas dançantes.

Enquanto a tribo metaleira abandonava o recinto de Algés ficou entregue aos sons de DJ não só nos palcos secundários como nos espaços dos patrocinadores. A primeira noite do Alive! fica marcada pelo elevado número de espectadores que quiseram, mais uma vez, consagrar os homens das guitarras pesadas.

in Disco Digital

09 julho 2009

Alive!09 Dia 1 - Horários

Palco Optimus
Metallica 23h30
Slipknot 21h45
Machine Head 20h30
Lamb of God 19h20
Mastodon 18h20
Ramp 17h30

Palco Super Bock
Erol Alkan 01h50
Crystal Castles 00h30
Klaxons 22h45
TV On the Radio 21h20
Air Traffic 20h10
Delphic 19h00
Siversun Pickups 18h00
Os Golpes 17h00

Palco Optimus Discos
Mr Mitsuhirato 00h20
Nuno Lopes 22h40
The Vicious Five 21h30
Tiguana Bibles 20h30
The Bombazines 19h30
Mazgani 18h30

08 julho 2009

Black Eyed Peas processados por plágio

A Blitz divulga esta curiosa notícia:

Alegadamente, "Party All the Time" é muito semelhante a "Mancry" de Adam Freeland.

Os Black Eyed Peas estão a ser acusados plágio . A canção "Party All the Time", incluída em The E.N.D ., o novo álbum de originais, contém passagens muito semelhantes ao tema "Mancry", de Adam Freeland .

A notícia é avançada pelo site The Daily Swarm, que garante que os advogados da banda já estão a tratar do caso. Will.I.Am, elemento dos Black Eyed Peas, terá comparecido a um evento durante o qual Freeland tocou "Mancry", o que levou o músico a escrever no seu Twitter: "OK. Prestem atenção a isto. Ouçam a nossa canção 'Mancry' e depois ouçam 'Party All the Time' dos Black Eyed Peas. O que é isto?".

Ouça abaixo as duas versões e compare:

Arctic Monkeys Novo Single



O primeirto avanço para o novo disco dos Arctic Monkeys é 'Crying Lightning' e diz-se que o disco é mesmo bom.
Para ouvir o single é só seguir o link: Crying Lightning

07 julho 2009

Cartaz Paredes de Coura


Paredes de Coura

Festival Uma Casa Portuguesa a partir de amanhã na Casa da Música

O Festival Uma Casa Portuguesa arranca amanhã na Casa da Música, no Porto, com os Adiafa e os Segue-me à Capela, o primeiro dos nove concertos que compõem um programa com forte sotaque brasileiro.

No Ano Brasil, país que serve de tema à programação da Casa da Música em 2009, a 3ª edição do Festival Uma Casa Portuguesa cruza a música popular e tradicional de Portugal com algumas revelações da música brasileira.

O primeiro dia é dominado pela música de Portugal, com Segue-me à Capela, grupo de sete vozes femininas que cantam, à capela, clássicos da música tradicional portuguesa, com utilização esporádica de instrumentos de percussão como o adufe, a pandeireta, as pinhas ou as castanholas. O repertório, escolhido a partir de recolhas feitas por Michel Giacometti, Alberto Sardinha e o Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, reparte-se pelas canções de trabalho, de amor ou religiosas.

Quanto ao grupo Adiafa, da Vidigueira, tornou-se conhecido sobretudo pelo tema "As Meninas da Ribeira do Sado". Fundado em 2002, este grupo, que tem como referência principal o cante alentejano, faz-se acompanhar pela viola campaniça, adufes e outros instrumentos tradicionais.

Quinta-feira os sons de Portugal compartilham o palco com os do Brasil, com os Pauliteiros de Miranda na primeira parte, e o Hamilton de Holanda Quinteto na segunda. Este último projecto pertence a uma das figuras de proa da música instrumental brasileira. O jovem bandolinista regressa ao Porto, onde esteve em 2008, no Festival de Jazz de Matosinhos, para apresentar o seu mais recente disco, intitulado Brasilianos 2.

Sexta-feira, cabe a Amélia Muge abrir a noite, num concerto em que recupera 15 dos mais de 200 temas que criou e apresenta dois temas ainda inéditos. O segundo concerto da noite é de Siba e a Fuloresta. Siba é considerado um dos mestres da nova geração do maracatu e dos cirandeiros, misturando na sua música a tradição rural e urbana do Nordeste brasileiro.

Sábado, a Banda Sinfónica Portuguesa, composta por aproximadamente 60 instrumentistas de sopro e percussão, violinos e contrabaixos, apresenta-se às 12h00, na Sala Suggia, para interpretar um conjunto de obras originais de compositores de renome mundial, em estreia nacional.

À noite, mais um concerto duplo, com a música trasmontana dos Galandum Galundaina na primeira parte e a música também nordestina, mas do Brasil, de Renata Rosa, uma cantora/compositora e actriz que tem vindo a desenvolver o seu trabalho com músicos do interior e da capital do Pernambuco

Renata Rosa funde a música tradicional com influências da música indiana, árabe, ibérica, cigana e indígena.

Na segunda semana, entre 23 e 26 de Julho, o festival ganha novas sonoridades, sendo dedicado ao fado. Num concerto a dois pianos, Mário Laginha e Bernardo Sassetti homenageiam Amália Rodrigues no décimo aniversário da sua morte.

Ricardo Parreira, Hélder Moutinho e Cristina Branco integram também este programa de Uma Casa Portuguesa, onde se destaca António Zambujo, uma das mais recentes revelações do fado.

O festival encerra com um encontro que reúne nove bandas filarmónicas da região

Alive!09 - Manias dos Artistas

A organização do Optimus Alive!09 revelou alguns números oficiais para os três dias do evento e algumas das exigências de bandas como os Metallica, Ting Tings, Dave Matthews, Placebo ou Kooks.

Enquanto que os Placebo só terão pedido incenso, os Metallica foram um pouco mais exigentes - o maior vício da banda parece mesmo ser a fruta: pediram maçãs verdes e vermelhas, peras, laranjas, bananas, mangas, papaias, abacates, pêssegos, limas e limões, morangos, framboesas e mirtilos, além de pedirem para passar uns dias de férias em Portugal.

Os Klaxons pediram cerveja nacional enquanto que os Prodigy subiram a parada para 12 garrafas de champagne para festejar no final do concerto. Os Kooks querem 4 pares de meias pretas, os Silversun Pickups comida orgânica e os Campesinos! querem conhecer a gastronomia local, levar postais e selos portugueses e uma colectânea com músicas de artistas nacionais.

A Dave Matthews Band e os Ting Tings são os mais ambientalistas: enquanto que os primeiros querem caixotes do lixo para reciclagem (e uma televisão), os segundos recusam-se a usar utensílios de plástico que possam ser prejudiciais para o ambiente (sushi é a comida de eleição do duo britânico).

O evento, que tem início esta quinta-feira (dia 9) e termina no sábado (dia 11), conta com actuações de 60 bandas , que se vão dividir por 40 camarins . Ao todo serão servidas 2230 refeições e serão disponibilizadas 2348 toalhas e 6 mil garrafas de água .

fonte Blitz

06 julho 2009

Backstreet Boys no Atlântico a 30 de Outubro

Reconhecidos pelo Guinness Book of Records como a Boys Band com mais discos vendidos na História, mais de 100 milhões de unidades, os Backstreet Boys actuam dia 30 de Outubro no Pavilhão Atlântico.

The Horrors em vez de The Rascals em Coura

The Horrors actuam no Festival Paredes de Coura no dia 30 de Julho, em substituição dos The Rascals (que cancelaram toda a digressão) e trazem na manga o segundo álbum de originais “Primary Colours”, lançado em Maio deste ano e que sucede a “Strange House”, editado em 2007.

Sondagem Alive!09

Entrámos na semana do Festival Alive!09 e há aqui do lado direito uma sondagem para medir o pulso aos leitores que pensam em ir ( ou não ) até Algés.
É escolher a resposta.

Tinariwen - Imidiwan Companions



Desta vez não pude ir ver o concerto dos Tinariwen. Já seria o 4º concerto deles que veria em Portugal.
Em compensação pus os ouvidos hoje no novíssimo disco deles, "Imidiwan Companions" e é motivo mais do que suficiente para renovar a minha vénia aos Tinariwen.
Absolutamente hipnótico, viciante, e dançante.
Os blues tuaregues soam mais imediatos que nunca, e este "Imidiwan Companions" é disco para não sair da mente durante o verão todo. Pelo menos.
Façam favor de se renderem a Imidiwan Companions , porque partilhar é bonito.

Recordar os Tinariwen em Portugal:
Club Lua, Lisboa
CCB, Lisboa
Festival Sudoeste 2008

05 julho 2009

Kylie Minogue no Atlântico: Pobre pop


(Foto: Rita Carmo)

A estreia de Kylie Minogue foi um fracasso de bilheteira mas a pequena loura australiana recompensou os poucos fãs, entre eles Cristiano Ronaldo e o seu clã, com uma boa performance num concerto que não foi dos mais espectaculares que já se viu naquela sala, mas serviu para compensar tantos anos de espera do público português.

As luzes do pavilhão desligaram-se 17 minutos depois das 21h00 escondendo assim o balcão superior encerrado ao público, as enormes clareiras nas restantes bancadas, ficando só as luzes do palco a iluminar as primeiras filas da plateia onde os dedicados fãs não se cansaram de cantar, dançar, e gritar o nome de Kylie. Um fracasso de bilheteira inesperado devido ao facto da cantora nunca ter vindo ao nosso país, e ser senhora de uma obra musical já com mais de vinte anos de êxitos reconhecidos à escala mundial.

Indo directo ao assunto há que dizer que a favor de Minogue há a destacar a sua excelente forma, imagem, e qualidade vocal que se mantém impecável. O que é importante - não tanto pela sua idade Kylie tem 41 anos portanto está longe de ser uma veterana - mas mais pelo conhecido abalo que sofreu recentemente devido a um cancro da mama. É só por esta boa forma já valeu a pena esta sua estreia por cá. O concerto no seu todo cumpriu as expectativas. Não deslumbrou, mas também ficou longe de decepcionar. Porque razão esta estrela não brilhou mais?

Porque o público habituou-se a ver nesta sala grandes produções próprias das estrelas maiores da pop, como foram os casos dos concerto de Beyoncé, ou Alicia Keys, só para dar como exemplo eventos mais recentos. O que Kylie anda a fazer actualmente é uma espécie de pré-temporada para a sua primeira grande digressão americana. Assim aproveita por visitar cidades em que nunca esteve, e assina concertos mais económicos. As grandes observações vão para um palco minimalista onde apenas há duas ilhas ocupadas pelos músicos, não surgindo grandes surpresas que seriam supostas numa diva MTV como Kylie. Todo o estimulo visual vem apenas no cenário do palco que é uma tela onde sucedem imagens, grafismos, e vídeos associados aos diversos temas. O facto de haver quebras entre as músicas com silêncio total em palco também já não se usa neste tipo de espectáculos.

Tudo isto é comprovado na primeira parte do concerto quando em três temas seguidos o grafismo, e coreografia vista em palco é com as cores da bandeira norte americana, com cheerleaders à solta, e o imaginário do futebol americano bem vincado. Mas como dissemos mais acima Kylie não desiludiu e desfilou de forma aleatória sucessos reconhecidos por todos aos primeiros segundos. A sua grande vitória em termos de carreira foi renascer no início desta década a reboque do som electro-disco-pop mais perto da cena gaulesa do que britânica. Quando já não se contava com ela para história pop deste século Kylie soube dar sehuimento ao grande sucesso de 2000 «Light Years» e continuou a somar êxitos com mais três discos até 2007. A maior parte deles ouviram-se esta noite no Atlântico que vibrou mais quando se revisitou os anos 80 com natural destaque para «I Should Be So Lucky» que encerrou um concerto que não teve mais de hora e meia de duração, e não contou com «The Loco-Motion».

Uma noite em que o público ignorou a vitalidade de uma estrela maior da pop que defendeu a sua fama com um concerto satisfatório.
in disco digital

Homenagem a João Aguardela no MusicBox: A Noite


Noite de emoções no Musicbox para recordar João Aguardela. Bonita iniciativa da Restart que conseguiu juntar um interessante número de músicos e DJ que mantiveram a sala do Cais do Sodré sempre muito bem composta depois da meia noite. O João teria gostado muito de ver.

Todos os elogios para os alunos da Restart que conseguiram realizar um tributo bonito, simples, e humilde ao falecido João Aguardela. Arrepiante início com a projecção de um vídeo onde se recuperaram várias imagens da carreira do músico que iam intervalando uma actuação dos Sitiados em início de vida na RTP2. Uma abertura bem conseguida que lançou as actuações no palco do Musicbox. Todas elas interessantes, relevantes, e curiosas.

Walter Benjamin surpreendeu num registo vocal que até não estava muito longe do homenageado, e a tocar acordeão enquanto acompanhava o fadista Pedro Moutinho, e a ajuda dos músicos Eduardo Jordão e Filipe Valentim. Temas do universo Megafone bem recuperados.

Depois um momento insólito, João Ribas, a voz dos Tara Perdida, apresentou-se sozinho e com uma viola para recuperar um fadinho tão do agrado que Aguardela que o gravou no segundo disco dos Sitiados, e que simplesmente diz: não me importava morrer se lá no céu houvesse festa, se o São Pedro lá tivesse uma pinga como esta. Ribas contou que participou na gravação desse tema a convite de Aguardela.

No meio das actuações de palco o DJ X-Acto foi recuperando canções de Megafone que transformava em algo mais dançante.

O grande momento da noite foi quando o promissor grupo A Velha Gaiteira inundou o Musicbox com o tradicional som dos tambores com gaita de foles. O legado de Aguardela também se nota ali, e a actuação deliciou os presentes que exigiram encore. A Velha Gaiteira é a prova que a música tradicional vai continuar a ser explorada. É bom.

Os Peste & Sida representaram o ambiente que João Aguardela viveu antes do sucesso do primeiro disco gravado, o espírito festivo do ska, punk, rock com que absorveram algumas músicas dos Sitiados, e que descambaram nos clássicos «Carraspana» e «Gingão», para euforia do público mais perto do palco.

Depois ficou o jornalista/DJ António Pires, fã de Aguardela, a dar uma aula sonora sobre influências, influenciados, apreciados, e venerados, do músico falecido no início deste ano. A noite fechou com DJ Ride.

Uma iniciativa que merece todos os elogios pela foram acertada com que fez a escolha dos músicos, e a maneira humilde como homenageou uma grande figura da música portuguesa. Merecia a presença de mais gente ilustre ligada ao meio mas os que foram gostaram.

in disco digital

04 julho 2009

Kylie Minogue pela primeira vez em Portugal

Kylie Minogue estreia-se em Portugal hoje à noite com um concerto no Pavilhão Atlântico a partir das 21h00.

Estão prometidos todos os êxitos da artista. O preço dos bilhetes varia entre os 40 e os 75 euros.

03 julho 2009

Tinariwen, Konono nº1 e muitas outras coisas nos próximos dias

Além da homenagem a João Aguardela mais logo no Musicbox, e da estreia de Kylie Minogue amanhã no Atlântico, eventos onde vou estar, há muito por onde escolher de norte a sul.
O amigo V.J. faz um bom apanhado no seu Juramento Sem Bandeira. É consultar o guia:
Tinariwen, Konono nº1 e muitas outras coisas nos próximos dias

Gaiteiros de Lisboa: Os Palácios da Raínha

Tema novo que em disco contará com a voz de Ana Bacalhau dos Deolinda, "Os Palácios da Raínha" gravado ontem à noite no concerto do São Jorge.

João Aguardela revisitado no Musicbox logo à Noite

O Musicbox acolhe hoje «Megafone», uma noite que presta homenagem a João Aguardela, com actuações de músicos e DJs.

O projecto «Megafone», da autoria de um grupo de alunos da Restart, junta em palco os Peste & Sida, Ribas (dos Tara Perdida), Walter Benjamin, Velha Gaiteira, Pedro Moutinho, DJ Ride, X-Acto, Eduardo Jordão e Filipe Valentim.

Estes artistas reinterpretam alguns dos temas mais marcantes do fundador de projectos como Os Sitiados, A Naifa ou Megafone.

Estão compreendidos trabalhos de 13 álbuns, num universo temporal de 17 anos, segundo o divulgado em comunicado.

Pelas 24:00 começam os concertos, com pop, rock, tradicional, fado e hip hop. Mais tarde, pelas 01:30, tem lugar o DJ set de world music com António Pires. DJ Ride traz o funk, a electrónica e breaks a partir das 02:30. A partir das 01:30 também começa o VJ set da Dub Video Connection.

O Grandes Sons não vai faltar.

Gaiteiros de Lisboa no Cinema São Jorge: Regresso às Origens

O Rotas & Rituais arrancou em grande estilo no cinema São Jorge com o regresso dos Gaiteiros de Lisboa aos palcos da capital. Uma viagem de quase duas horas recuperando músicas do passado e lançando já algumas canções do disco novo a ser editado brevemente.

Arrancou a segunda edição do Festival Rotas & Rituais, inserido nas Festas de Lisboa, que este ano é dedicado «à Transumância, cujos trilhos uniram gados, gentes e perspectivas para além das fronteiras». Feliz escolha para a abertura, os Gaiteiros de Lisboa confessaram que já nem lembravam da última vez que tinham actuado na capital, o que não deixa de ser irónico.

A comemorar 15 anos de actividade o grupo passa por uma renovação com a saída de José Salgueiro e a entrada de José Martins. Há disco novo a sair brevemente, e um passado valioso a ser devidamente cuidado. «Sátiro», de 2006, é agora reeditado após ter esgotado a sua edição original. É precisamente no equilíbrio entre as canções dos quatro registos já editados e os caminhos do futuro que está o encanto dos Gaiteiros.

A sala do São Jorge ficou, lamentavelmente, longe de encher mas o público heterogéneo fez questão de aquecer um ambiente já de si muito quente devido à falta de ar condicionado. Alguns espectadores mais afoitos fintaram a preguiça das cadeiras e levantaram-se para dançar festivamente quando os tambores marcavam o alucinante ritmo das gaitas de foles.

Houve apenas um «cheirinho» do novo disco. «Era para ser um pivete, mas só pode ser um cheirinho», explicou Carlos Guerreiro. Foram duas canções, uma delas tem a voz de Ana Bacalhau dos Deolinda mas só no disco, porque apesar da presença na plateia da vocalista, assim como de Sérgio Godinho que também entra no novo disco, os Gaiteiros não chamaram ninguém ao palco.

Uma noite bem passada em que se matou saudades das canções de «Macaréu», «Invasões Bárbaras», «Bocas do Inferno», e «Sátiro», pelo meio com duas versões de José Afonso. Destaque para «A formiga no carreiro» que foi cantada por João Aguardela no disco de tributo «Os Filhos da Madrugada». Hoje à noite será o homem do Megafone a ser homenageado no Musicbox.

É assim que se faz a história da boa música portuguesa, e os Gaiteiros de Lisboa são uma autêntica instituição musical da nossa cultura. Mereciam mais concertos na sua cidade.

in disco digital

02 julho 2009

Rafael Toral no jardim do Museu do Chiado Hoje

Quintas à noite no Museu
Programação Filho Único

02.07.2009 - 23.07.2009
Jardim de Esculturas


Figura incontornável das músicas de pesquisa e concretização lateral no panorama nacional, largamente reconhecido internacionalmente, Rafael Toral dá o seu segundo concerto em Lisboa após uma bem sucedida digressão norte-americana, e depois de uma apresentação em trio na Culturgest em Junho.

Aqui, a solo, continua a expor o trabalho dos seus ‘Space Studies’, utilizando vários instrumentos de natureza electrónica. ‘Space’, o programa que tem vindo a desenvolver na sequência da sua obra de música ambiental e contínua primordialmente estruturada a partir da guitarra eléctrica, sucede a um período de colaboração intensa com o trompetista Sei Miguel, que, segundo o próprio Toral, informou de maneira crucial esta fase do seu percurso.

Definindo a música, a sua arquitectura e propriedades mais elusivas, através de frases, silêncio e uma particular visão orquestral de músicas outras, o ‘Space Program’ tem vindo, em crescendo, a mostrar várias possibilidades de um futurismo contemporâneo (ou de um passado contemporâneo descontinuado) no jazz e nas músicas meta-estilísticas.

Museu do Chiado

Rotas e Rituais Começa Hoje


A segunda edição do festival Rotas e Rituais - integrado nas Festas de Lisboa - vai arrancar hoje à noite no Cinema São Jorge com o concerto dos Gaiteiros de Lisboa com novo disco pronto a ser apresentado.
Às 22h com bilhetes a 10€.

Blitz no Twitter

A Blitz rendeu-se ao Twitter e já pode ser seguida em http://twitter.com/blitz_twit.

01 julho 2009

O Arranque da 360º Tour dos U2



O Público esteve no arranque da digressão dos U2 e conta como foi o concerto de Barcelona:

Uma estrutura em forma de nave espacial no meio do estádio para 90 mil pessoas em delírio. Os U2 iniciaram, ontem, em Barcelona, a 360º Tour", dedicando "Angel of Harlem" a Michael Jackon e falando, via satélite, em directo, para uma estação espacial.

O texto completo pode ser lido em:
U2 iniciaram digressão com concerto majestoso

Manel Cruz em Paredes de Coura

Avança a Blitz:
Foge Foge Bandido actua a 1 de Agosto, confirmou Manel Cruz à BLITZ.
Em Paredes de Coura, Manel Cruz vai apresentar o seu projecto Foge Foge Bandido, considerado autor do Melhor Disco Português de 2008 para os leitores da BLITZ.

30 junho 2009

Tributo a João Aguardela



Está marcado para a próxima sexta no Musicbox o Tributo a João Aguardela.
Todas as informações estão a ser actualizadas na página http://megafone.pt.to/

Gaiteiros de Lisboa 5ª Feira no São Jorge

O Rotas & Rituais começa dia 2 Julho, e após década e meia de existência os Gaiteiros de Lisboa apresentam o seu quinto álbum, combinando originais sobre poemas existentes, reinterpretações de temas tradicionais e recolhas etnográficas geograficamente dispersas.

Considerados como um dos mais originais projectos de reinvenção da música tradicional portuguesa, as características distintivas dos Gaiteiros continuam a ser uma constante busca de novas sonoridades, a inovação dentro da tradição e a criatividade aplicadas à construção de instrumentos concebidos pelo próprio Grupo.

Os bilhetes custam 10€.

29 junho 2009

E o Elton John?

A amiga Lia Pereira conta na Blitz como correu o concerto de Sir Elton John ontem no Atlântico.

Katy Perry no Campo Pequeno: Gata assanhada


(foto: Rita Carmo)

Surpreendente grande noite de pop juvenil no Campo Pequeno que não chegou a esgotar mas que viveu serão de enorme, e contagiante, entusiasmo adolescente da arena às bancadas. Katy Perry em palco assume um musical para crianças, longe das polémicas picantes resultantes do estrondoso beijo em outra rapariga. E eles gostaram.

Um autêntico manual prático de como lidar com o sucesso actuando para um público mais jovem que arrasta os pais para o concerto, é assim que se pode caracterizar a digressão "Hello Katy!".
Katheryn Hudson percebeu o poder, e a aceitação, que a personagem Katy Perry tem entre a miudagem e montou um belo espectáculo de pouco mais de uma hora de duração que deixa os jovens fãs rendidos, e convence os graúdos.

Muito ritmo, grande interacção com a plateia, boa gestão dos temas mais conhecidos, e algumas versões bem conseguidas de músicas de outras gerações. Tudo com enorme energia, simpatia e grande profissionalismo.
O palco é um jardim, onde a bateria está dentro de uma cerca, os músicos fazem parte do cenários trajando de rosa e branco, e Katy está entre flamingos, gatos e morangos em formato insuflado.
Entra ao som do descarado "California Girl", e surpreende quando faz de Diogo a figura da noite. Um puto com pinta que na plateia erguia um cartaz a pedir para ir ao palco. Katy chamou-o e desafiou-o para saltar como se a sua vida dependesse disso. O Digo não fez a coisa por menos e fez de "Hot N' Cold" o grande momento da noite. Ganhou uma guitarra rosa, o reconhecimento (e inveja) do público, e um beijinho de Katy.

A californiana soube manter os fãs nas mãos conduzindo o concerto sempre na dose certa de entusiasmo. Mostrou a sua irreverência no fim de Ur So Gay" quando surpreendeu um segurança à frente do palco com o pedido de tradução de "penis" para português. Foi o único momento mais picante de uma noite em que o ambiente familiar prevaleceu e até as mães das fãs tiveram direito a um hit do seu tempo; "Your Love" dos Outfield. Katy sabe-a toda e recorreu ainda a uma encenação para recuperar "Please Mr. Postman" aos anos 60, e "Don't Stop" dos Queen, já no encore completado com o aguardado êxito "I Kissed a Girl" já com Katy vestida de gata assanhada.
Ela que acabou o concerto agarrada por seguranças cantando sobre as primeiras filas de fãs.
Isto é um bom concerto de pop juvenil. Katy Perry convenceu.

in disco digital

28 junho 2009

Sumol Summer Fest - Verão Mas Pouco


O nome falava em Summer Fest mas quem esteve na Ericeira na noite de ontem sentiu mais um Winter Fest com forte vento, chuva, e um fresco nada condizente com a altura do ano em que estamos. Salvou-se o quente concerto dos Tiken Jah Fakoly que justificaram a boa adesão de público que apesar do mau tempo deu um bonito colorido ao recinto do Sumol Summer Fest.

Na primeira noite do festival Patrice agitou bem o público, e o consagrado Horace Andy trouxe a raíz do reggae à Ericeira.
Na segunda noite a coisa só aqueceu a sério com o quente reggae africano dos Tiken Jah Fakoly que arrancaram um excelente concerto. Forte secção de sopros, excelentes músicos e um reggae clássico ora cantado em inglês, ora cantado em francês, confortou os muitos resistentes a um noite sem pontos altos no palco.

Estava Justin Nokuza embalado na sua pop leve quando uma forte chuvada varreu os jovens espectadores para a tenda ainda vazia que iria receber de madrugada DJ Patife e outros. Os vestidos curtos, as pernas à mostra, e as havaianas nos pés eram a imagem de marca de uma tribo feminina traída pela meteorologia. Eles safaram-se por causa dos casacos da moda com as cores da Jamaica com capuz que tanto jeito deu.
Aliás, o facto de o género mais próximo do Festival ser o reggae não atraiu mais do que a fauna surfista/betinha da zona oeste que tanto vibra com o verdadeiro reggae africano como tolera as aproximações de Mishka, e Police in Dub ou a já distante pop de Ana Free.

Todos saíram felizes do molhado Sumol Summer Fest, o público que teve o seu primeiro festival de Verão(?) e a organização que viu o parque de estacionamento que serviu de recinto com numerosa afluência.