31 julho 2008

Começa Hoje Paredes de Coura

Palco Heineken

SEX PISTOLS 00H30
MANDO DIAO 23H00
THE BELLRAYS 21H40
X-WIFE 20H30
BUNNYRANCH 19H30

Palco Burn After-Hours

DJ AMABLE 03H00
THE MAE SHI 02H00

29 julho 2008

Agora o Norte

Mudança para o norte com Paredes de Coura no horizonte.

28 julho 2008

FMM Sines 2008: O Rescaldo

Terminou na manhã de domingo o 10º Festival das Músicas do Mundo de Sines. Uma edição maior em quantidade de concertos e recheada de momentos que vão fazer a história destes 10 dias de música entre Porto Covo e Sines. Unanimemente marcantes foram os concertos da Orchestra Baobab, Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba, Asif Ali Khan, e Rokia Traoré que fechou o ciclo de concertos no castelo.

Passava das 8 da manhã de domingo, já o sol ia alto, quando as colunas do palco da praia Vasco da Gama ficaram em silêncio. Terminava assim uma longa maratona de 40 concertos espalhados por vários espaços ao longo de 10 dias. Como já é tradição a multidão não arreda pé até às primeiras horas de domingo por culpa do colectivo de DJ's Bailarico Sofisticado, este com António Pires como convidado especial, que voltou a agitar os muitos resistentes na avenida da praia com a sua selecção musical de ritmos do mundo sempre agitados.

Para trás tinha ficado o último fim de semana de concertos em Sines marcado pela quantidade de oferta, e por um certa desilusão com o fecho da noite de sexta no castelo onde Cui Jian, figura maior do rock chinês, apareceu com um espectáculo deslocado do contexto do evento testando a paciência de todos. Também os repetentes KTU não conseguiram empolgar tanto como aconteceu em visitas passadas. Curiosamente, foi o paquistanês Faiz Ali Faiz que encantou o castelo. Ele que só veio devido ao impedimento burocrático europeu a Asif Ali Khan, conquistou a plateia com o seu canto "qâwwali", a música do misticismo muçulmano que, através da repetição da palavra ("qaul"), procura estimular no ouvinte o contacto directo com Deus ou, para quem não é crente, uma forma superior de experiência estética.
Na praia ao fim de tarde o quarteto feminino vindo do Reino Unido Rachel Unthank & The Winterset cantou e encantou mostrando, e confirmando, a beleza do seu muito elogiado disco "The Bairns".
A fechar a noite ritmos mais dançantes, como se queria, ao som dos Nortec Colective, que moram naquele espaço quente entre o México e os Estados Unidos da América, mestres em agitar os corpos como se sabe ao escutar as sessões editadas de "Tijuana Sessions". Antes os americanos Firewater não foram tão eficazes.

Na última noite de concertos ficou a faltar um fecho apoteótico à luz do tradicional fogo de artifício que noutros anos imortalizou as presenças de Skatalites, ou Gogol Bordello. Para o último concerto do castelo quer-se ritmo, dança, e festa. Mas este ano a agitação foi trocada por um concerto sublime de Rokia Traoré que foi unanimemente elegido pelo público como o melhor de todo o festival. Rokia Traoré é nome a ter em atenção pelos promotores de concertos para as salas do nosso país.
Só o fogo de artifício é que não casou bem com o ritmo mais intimista do triângulo Doran-Stucky-Studer a envolver o jazz com o rock cruzando as origens de cada músico vindos da Irlanda, Suíça e Estados Unidos.

A abrir a noite Koby Israelite, nascido em Israel mas vive em Inglaterra, agitou com o seu acordeão digno do experimentalismo da editora de John Zorn a que pertence, e depois evocou-se o espírito de Jimi Hendrix com
O mesmo espírito prolongou-se na avenida da praia com os americanos Jean-Paul Bourelly e Melvin Gibbs & Will Calhoun, seguindo-se o ambiente mais festivo dos israelitas Boom Pam.

Muita música nova nos trouxe o FMM 2008 criando emoções, mas o essencial continua a crescer além da música, é o ambiente de festa, a comida regional, o sol e a praia, a comunhão entre população e festivaleiros que está cada vez mais enraízada, as amizades que se fortalecem e que fazem destes 10 dias em Sines a melhor festa de música de todo o ano.

in discodigital

FMM Sines - Fotos





Faiz Ali Faiz, Boom Pam, Bailarico Sofisticado
Posted by Picasa

Faiz Ali Faiz @ FMM Sines

27 julho 2008

A Última Noite de Sines

Foi assim que o Bailarico Sofisticado fechou a 10ª edição do Festival das Músicas do Mundos de Sines, há poucas horas:





25 julho 2008

FMM SINES 2008 [penúltima noite] - Programa

Fat Freddys Drop em Novembro na Quinta dos Lombos

Os neo-Zelandeses actuam dia 7 de Novembro no Pavilhão dos Lombos em Carcavelos.

24 julho 2008

Concertos para Lisboa Hoje

bonde do rolê no lux
kings of convenience em cascais
projecto fuga no onda jazz

FMM SINES 2008 - Programa

Horários de Paredes de Coura revelados

Já são conhecidos os horários para o festival de Paredes de Coura que decorre entre 31 de Julho e 3 de Agosto.
Os bilhetes custam 40 euros (diário) e 70 euros (passe para os quatro dias). Eis os horários dos quatro palcos:

31 De Julho

Palco Heineken

Sex Pistols 00H30
Mando Diao 23H00
The Bellrays 21H40
X-Wife 20H30
Bunnyranch 19H30

Palco Burn After-Hours

DJ Amable 03H00
The Mae Shi 02H00

1 De Agosto

Palco Heineken

Primal Scream 00H30
Editors 23H00
The Sounds 21H40
The Rakes 20H30
Two Gallants 19H30

Palco Burn After Hours

Optimos DJs 03H15
These New Puritans 02H00

Palco Ibero Sounds Fanta Play On

D3o 18H25
Layabouts 17H30

Palco Jazz na Relva

Jazz Resort Soundsystem 16H30

2 De Agosto

Palco Heineken

The Mars Volta 00H30
dEUS 22H50
Wraygunn 21H30
The Teenagers 20H30
Spiritual Front 19H30

Palco Burn After Hours

Surkin 03H45
Woman In Panic 02H30

Palco Ibero Sounds Fanta Play On

Dorian 18H25
Sean Riley & The Slowriders 17H30

Palco Jazz na Relva

Man-Drax 16H30

3 De Agosto

Palco Heineken

Thievery Corporation 01H20
The Lemonheads 23H40
Biffy Clyro 22H20
Tributo a Joy Division 21H10
Au Revour Simone 20H00
Ra Ra Riot 19H00

Palco Burn After Hours

Twin Turbo 03H45
Caribou 02H30

Palco Ibero Sounds Fanta Play On

We Are Standard 18H25
Komodo Wagon 17H30

Palco Jazz na Relva

Trio de Afonso Pais 18H25

21 julho 2008

FMM SINES 2008: Compilação em CD Duplo

O tradicional duplo cd que a organização publica com músicas dos grupos presentes em cada edição do festival aqui partilhado com os leitores:

Disco 1
Disco 2



Génio de Tom Waits à solta em Milão

É uma das maiores falhas ao nível de concertos em Portugal. Tom Waits não vem até cá, mas o Disco Digital foi até ele em Milão através de jimmy Jazz:

Durante mais de duas horas o genial Tom Waits levou ao rubro o Teatro Degli Arcimboldi, em Milão. Do folk ao blues, do jazz ao rock, do mambo às ternas baladas de amor beatnick, o músico norte-americano mostrou porque continua a ser uma lenda.

Continua aqui

Além de Sines...Cohen e Reed

Retirado entre Porto Covo e Sines não tive possibilidade de chegar a hesitar entre um concerto e outro. Os monstros Leonard Cohen e Lou Reed passaram por Lisboa na mesma noite e eu não vi nenhum.
Fica o registo dos relatos dos meus companheiros do Disco Digital:
Cohen
Reed

FMM SINES 2008 [21 Julho] - Programa

Hoje o Festival continua em Sines no Exterior do Centro de Artes com o concerto de Danae (Portugal), e Auditório do Centro de Artes com Moskow Art Trio (Rússia / Noruega), e Lo Còr de la Plana (Occitânia).

Faiz Ali Faiz substitui Asif Ali Khan & Party no Festival Músicas do Mundo de Sines

O grupo paquistanês Asif Ali Khan & Party não vai poder estar presente no concerto do Festival Músicas do Mundo de Sines programado para o dia 25 de Julho, às 21h30, no Castelo. De acordo com o agenciamento, não podendo o artista provar a posse de recursos financeiros que na realidade não tem, o visto de entrada na Europa foi-lhe negado, repetindo-se uma situação que nos últimos anos tem impedido a vinda à Europa de muitos dos melhores músicos dos países mais pobres de África, Ásia e América Latina.

Felizmente, Faiz Ali Faiz, o outro grande "qâwwal" paquistanês, perfeitamente a par de Asif em qualidade e estatuto, está em digressão pela Europa e disponibilizou-se para adiar o regresso ao seu país para estar presente no festival de Sines.

Nomeado em 2005, 2006 e 2008 na categoria de melhor artista da Ásia / Pacífico dos prémios de “world music” BBC Radio 3, Faiz Ali Faiz tem sido, na primeira década do novo milénio, o artista que de forma mais constante tem carregado a tocha do mestre Nusrat Fateh Ali Khan nos palcos internacionais.

Nascido em 1962, provém de uma família com sete gerações de cantores "qâwwali", a música do misticismo muçulmano que, através da repetição da palavra ("qaul"), procura estimular no ouvinte o contacto directo com Deus ou, para quem não é crente, com uma forma superior de experiência estética.

Conhecedor profundo desta tradição, Faiz tem também procurado pontos de contacto com outras músicas, nomeadamente o flamenco, género com o qual o "qâwwali" partilha raízes.

Com genes, escola e uma voz poderosa, Faiz Ali Faiz promete fazer chegar o público do FMM 2008 ao "haal", o estado do puro êxtase.

20 julho 2008

FMM Sines, Porto Covo noite 3: Programa

Festival de Sines, Porto Covo noite 2: A improvisação, a palavra, e a festa

Ao segundo dia de Festival em Porto Covo a presença inesperada de uma forte humidade com aguaceiros deu algumas dores de cabeça à organização que teve de resolver problemas nas instalções eléctricas. Nada que abalasse o ritmo do Palco. A noite abriu com a improvisação jazzística europeia entre os Flat Earth Society e Jimi Tenor, conheceu depois a força das palavras dos veteranos Last Poets, e terminou em festa com o italiano Enzo Avitabile à frente dos originais percussionistas Bottari.

Com um atraso de meia hora os belgas Flat Earth Society subiram ao palco. Não é uma banda convencional, são muitos músicos a ocupar todo o palco compondo uma big band liderado pelo compositor e clarinetista Peter Vermeersch, o "Frank Zappa flamengo". A juntar-se ao extenso grupo tivemos o sempre imprevísivel finlandês Jimi Tenor sempre mais dado às electrónicas, mas recentemente interessado pelas fusões mais ritmadas. O resultado foi estimulante com grandes momentos instrumentais a vaguearem entre o ambiente de banda sonora cinematográfica, passando por improvisos jazz, e visitando ritmos mais quentes. Concerto muito interessante.

Depois veio um dos momentos mais aguardados de todo o festival. O grupo lendário Last Poets sobe ao palco em formato de sexteto; Abiodun Oyewole (voz), Umar Bin Hassan (voz) e Don Babatunde (percussões), acompanhados por uma banda constituída por Léo Tardin (teclas), Jamaaladeen Tacuma (baixo) e Shannon Jackson (bateria.
Os dois vocalistas mostraram porque é que passados 40 anos da sua junção ainda continuam a ser o mais respeitado grupo norte americano quando se fala em poder das palavras. Num registo próximo do spoken word Abiodun Oyewole e Umar Bin Hassan vão cortando a instrumentalização fortemente baseada no excelente baixo com um discurso politizado onde nem faltou o incentivo a Obama. Momento emocionante em Porto Covo com os Last Poets a darem excelente prova de vida.

Para aquecer o público que encheu o recinto nesta noite fria de sábado apareceu o curioso conjunto italiano liderado pelo napolitano saxofonista e cantor Enzo Avitabile. Figura maior da música popular italiana, Enzo mostrou grande empatia com a plateia e não teve dificuldade em fazer toda a gente cantar para ele, e dançar muito. Um grande momento foi quando Enzo atacou um dos temas do disco «Festa Farina e Forca» com o seu saxofone e resolveu sair do palco para ir tocar no meio do público que o acolheu em festa. O italiano tem carisma e o facto de ter atrás de si o curioso grupo de percussão Bottari dá ainda mais força e ritmo à actuação. Os Bottari tocam em barris de forma sincronizada seguindo as instruções de um mestre. Durante a Idade Média, os homens de uma pequena aldeia do sul da Itália juntavam-se e, armados de barris (“botti”) e foices, iam para campos e celeiros fazer barulho para afastar os maus espíritos das suas colheitas. Hoje é arte que pôde ser apreciada, e dançada pelo público do FMM que não se cansou de pedir encores.

FMM Sines, Porto Covo noite 2: Fotos


Enzo Avitabile & Bottari


Last Poets


Flat Earth Society meets Jimi Tenor

19 julho 2008

FMM Sines, Porto Covo noite 2: Programa

FMM Sines, Porto Covo noite1: Da Lusofonia até NY

A 10ª edição do Festival das Músicas do Mundo de Sines chegou ao palco de Porto Covo. Uma noite de sexta feira já bem concorrida em termos de público que acolheu com entusiasmo a música portuguesa d'A Naifa, recebeu com carinho a voz de Cabo Verde de Herminia, e dançou pela noite fora ao som da mescla de ritmos dos norte americanos Hazmat Modine.

As honras de abertura ficaram a cargo dos portugueses, tal como já acontecera há um ano com os Galandum Galundaina. Esta noite foi o projecto A Naifa que marcou o arranque das festividades no palco da aldeia de Porto Covo junto ao porto de pesca.
Apesar da ausência forçada de João Aguardela o quarteto esteve firme e bem liderado pela guitarra portuguesa de Luís Varatojo e pela excelente voz de Mitó.
O alinhamento passou pelos 3 discos editados com natural destaque para os temas do mais recente «Uma Inocente Inclinação para o Mal». O fado revisto pela Naifa abriu muito bem a noite.

De Cabo Verde chegou-nos a voz experiente de Herminia. Senhora que já ultrapassou a bonita casa dos 60 anos tem toda uma vida dura cantada na sua voz para partilhar com uma audiência que a acolhe com carinho. Prima da grande Cesária Évora, Herminia embalou Porto Covo com a sua voz agudamente doce e desfilou canções dos seus dois discos editados. Ela que só apareceu no circuito de concertos já sexagenária e que parece disposta a recuperar o tempo perdido de dias dificeis. Herminia encantou, e a plateia dançou ao som dos temas de «Coraçon Leve», editado em 1998, e de «Do Sal», editado há dois anos.

Para fechar a noite aposta ganha nos norte americanos Hazmat Modine. Wade Schuman é o vocalista e líder que dá o mote com a sua harmonica para uma entusiasmante viagem instrumental baseada no jazz dos clubes de Nova Iorque a cruzar com ritmos excitantes que tanto podem ir do reggae, ao blues, como seguir pelas melodias klezmer. Uma banda de excelentes músicos que estendem todos os temas por autênticas jams que não deixam ninguém parado em frente ao palco.
Um fim de noite bem balançado.

vídeo: a naifa

FMM Sines, Porto Covo noite1: Fotos


Hazmat Modine


Herminia


A Naifa

18 julho 2008

FMM SINES 2008 [17-26 Julho] - Porto Covo

Chega ao palco de Porto Covo o FMM Sines 2008. Hoje espera-se já grande afluência de público à primeira noite de música junto à praia.
O Grandes Sons mais uma vez junta-se à festa e muda-se até domingo para o eixo de Sines - Porto Covo.
Programa para logo:

17 julho 2008

Arranca Hoje o 10º FMM Sines

A 10ª edição do grande Festival de Músicas do Mundo de Sines começa hoje ao fim da tarde. A abertura é no Centro de Artes de Sines e conta com 3 propostas diferentes. Música do Brasil, Galiza e Mali para quem tiver a sorte de já estar na costa alentejana hoje.


19h00 Auditório do Centro de Artes Siba e a Fuloresta (Brasil) Livre
21h00 Exterior do Centro de Artes Serra-lhe Aí!!! & Os RosaLES (Galiza) Livre
22h00 Auditório do Centro de Artes Bassekou Kouyaté & Ngoni Ba (Mali) 10 €

15 julho 2008

Alive! Rescaldo

O site da revista Blitz revelou as exigências de alguns dos artistas que actuaram no festival Optimus Alive! 08.

Rage Against The Machine:
Uma mesa de ping-pong

Bob Dylan:
Trouxe uma comitiva de técnicos e músicos, num total 40 pessoas

Neil Young:
Comida orgânica e sem sal
Uvas vermelhas sem caroços

Ben Harper:
Caixotes do lixo para reciclar o lixo
Cerveja sem álcool

The Hives:
Água engarrafada portuguesa
Espelho de corpo inteiro
Cerveja portuguesa

Gogol Bordello:
Dois jornais britânicos
15 Postais Portugueses
Não podia haver nada com nozes nos bastidores

MGMT:
Cozinha tradicional portuguesa
New York Times

Within Temptation:
Sopa caseira
Maquilhagem

Nouvelle Vague (não chegaram a actuar):
Queijos portugueses de qualidade

Midnight Juggernauts:
Especialidades gastronómicas portuguesas; queriam aproveitar uma das poucas oportunidades de experimentar a comida portuguesa.

14 julho 2008

Rock n' Roll nos Rádio Macau

Xana e Flak protagonizaram uma agressão mútua num concerto recente dos Rádio Macau em Vila Nova da Barquinha.
Tudo começou quando a vocalista modificou a letra de «Anzol»para protestar pelo facto de Flak ter aceite que este fizesse parte de um anúncio a uma instituição bancária.

Depois, durante o solo de harmónica, Flak rasteirou a cantora que caiu desamparada. Xana respondeu com um estalo.

«Teve a ver com a autorização dada a uma instituição bancária. Por princípio, eu sou contra isso», disse Xana ao Correio da Manhã, revelando ainda que o desentendimento está resolvido.

«Ele já me pediu desculpa e eu reconheço que deveria ter feito o concerto de forma profissional e já pedi também desculpa», assumiu também Xana.

OH YEAH!!

13 julho 2008

Festival Optimus Alive! 08 Dia 3: O mestre e os aprendizes



Neil Young deu uma lição de rock`n`roll na noite de despedida do melhor festival de Verão em 2008, até agora. No palco Metro On Stage, Roisin Murphy e Gossip levaram o público ao êxtase.

No rock, como em tantos outros postos, não é o bilhete de identidade que importa mas sim a alma. Neil Young já tem netos e alguns deles com idade para frequentarem festivais mas nem por isso deixa inferiorizar. As rugas indisfarçáveis na face apenas servem para assinalar toda a história que transporta para cima do palco.

Pai, avô, guru ou simplesmente padrinho do estilo a que nos anos 90 se convencionou chamar de grunge (o rock vindo de Seatte), não foi capaz de chamar tantos veteranos de guerra ao recinto como o sexagenário Bob Dylan mas aquilo que se perdeu na «terceira idade», ganhou-se entre um público mais jovem.

Cada canção carrega um legado que nos remete para um sem número de bandas contemporâneas, que tanto podem chegar do rock como da famigerada alt. Country. «Rockin` In The Free World» foi o momento mais celebrado de uma figura que, tal como em Vilar de Mouros há cinco anos, soube escrever uma página da história de um evento.

A legião surfista do festival saiu claramente a perder. Em dia de sol, vento e ondas, faltou o turbilhão para que Xavier Rudd e Donavon Frankenreiter não passassem do bocejo à animação. Com a agravante de ambos serem sósias separados à nascença, fiéis seguidores do aborrecido Jack Johnson. Já não há paciência!

Definitivamente, Ben Harper devia ser impedido de entrar no país. O homem já esteve em Portugal mais de mil vezes e agora pensa que é Martin Luther King mas a fita no cabelo à Santana Lopes na Contra Informação e a camisa de ganga lavada mil vezes na 5 à Sec retiram qualquer tipo de credibilidade.

Como se não fosse pouco, o alinhamento chatíssimo seria capaz de fazer inveja a um Roger Waters mal disposto. Os solos constantes remetem para alguma falta de auto-estima dos Innocent Criminals que, de facto, já viveram melhores dias. Por favor, alguém diga a este senhor que a máquina do tempo continua a correr.

Chega de infortúnios. Houve um Neil Young genial e uma panóplia de cantautores incapazes de pôr o Cristo Rei a dançar. Mas também vimos uma Roisin Murphy em êxtase pós-Moloko, uns Gossip em delírio com uma Beth Ditto cada vez mais obesa a não precisar de ir às consultas do Dr. Tallon e os The Juan Maclean a representar a tropa DFA. Os Midnight Juggernauts também comprovaram méritos apresentados em disco.

in Disco Digital

12 julho 2008

Alive!08 - Dia 3 :Horários

Palco Optimus

Ben Harper & The Innocent Criminals - 00H10
Neil Young - 21H40
Donavon Frankenreiter - 19H50
Xavier Rudd - 18H10
Bradiggan (Of Dispatch) - 17H00

Metro On Stage


MSTRKRFT (DJ set) - 02H00
Brodinski (DJ set) - 00H00
Gossip - 22H40
Róisín Murphy - 21H00
Midnight Juggernauts - 19H20
The Juan Maclean - 17H50
Sizo - 17H00

Alive!08 - Dia 2 : De Dylan ao Kuduro

É uma das principais figuras da história da música americana do século XXI, e teima prolongar a lenda editando discos de qualidade superior («Modern Times» de 2006 foi considerado disco do ano para muito boa gente), e actuando ao vivo pelos palcos do mundo. As revistas de imprensa musical internacionais dedicam-lhe mensalmente largos espaços de documentação, a sua vida é retratada no cinema, há biografias muito interessantes à venda. Bob Dylan é por estes dias uma lenda viva, e muito estimada, do rock americano, e actuou esta sexta feira à noite em Lisboa no dia mais esquizofrénico do Festival Alive!


Ter Bob Dylan no meio de John Butler Trio, e Within Temptation é, no mínimo, estranho. Dylan provavelmente nem sabe quem subiu ao palco depois da sua banda. Nem tem de saber. Bob Dylan interioriza o seu papel de lenda viva e continua a apresentar-se como uma força maior da natureza deixando poucos traços humanos à mostra. Não autoriza qualquer tipo de captação profissional de fotografias, recusou a transmissão televisiva, e não foi nada fácil a organização do Festival convencê-lo a deixar passar as imagens do concerto nos ecrãs gigantes do recinto. Só três câmeras estáticas e nada de ampliações de imagens. A disposição do músicos em palco é curiosa. Bob Dylan não está em espaço de destaque, prefere ficar de pé em frente aos seu teclado virado para os seu excelentes músicos, de lado para a audiência. Entre as músicas não há diálogos. Ali só canções, e estilo de quem vai a caminho dos 70 anos e mostra uma figura impecável com o seu típico chapéu.

Bob Dylan sabe que tem a plateia do seu lado. Média de idades bem mais alta do que se viu ontem, e a esmagadora maioria está lá para o contemplar. Daí que as canções sucedem-se e a reacção da multidão é sempre a mesma: gingar os corpos ao sabor daquela mistura de blues, folk, rock tão emotivamente genuína como «Highway 61 Revisited» ou «Thunder On The Mountain». É emocionante ver como ainda hoje Dylan coloca a voz por cima de excelentes instrumentalizações da sua banda dando-nos a oportunidade de presenciarmos um pouco da história do rock ao vivo e a cores. Dylan é um ser maior em que até as birras, e pose arrogante lhe acentam bem. Um concerto que fica na história do Alive como também na memória colectiva. Excelente!

O dia voltou a não começar bem para a organização com o cancelamento do concerto dos Nouvelle Vague que ficaram em Paris sem vôo para cá. Ganharam os Kumpania Algazarra que puderam mostrar o seu alegre disco de estreia recente. Ainda mais aproveitou o australiano John Butler e o seu Trio que conquistaram o povo com uma folk pincelada de reggae, e fizeram muitos amigos com a actuação estendida para mais de hora e meia aproveitando o «furo» deixado pelos Nouvelle Vague.

Depois do superior Dylan vieram os Within Temptation. A desertificação do espaço frontal ao palco no fim de Dylan mostram bem o desprezo pela banda seguinte. É natural, tinhamos acabado de ver Bob Dylan não devia ter subido mais ninguém aquele palco... O público na sua maioria abandonou o recinto. Isto também porque depois da louca, e histórica, noite de arranque com um desfile de excelentes bandas novas hoje o palco principal só recebeu a visita de DJs de menor expressão, e por isso mesmo não servia de alternativa ao principal.

Depois das melodias, ambientes, e da voz da aniversariante Sharon den Adel meia gótica dos holandeses Within Temptation terem deliciado os poucos, mas efusivos, fãs, e ter desesperado a restante maioria de resistentes, veio a recompensa com um final épico ao som dos Buraka Som Sistema.

Mais uma confirmação que os Buraka são neste momento uma das raras bandas que Portugal tem para apresentar ao mundo sem receios. A base do kuduro a servir de suporte às fortes batidas dançáveis, está mais consistente que nunca. Muitos concertos, o lançamento do disco de estreia «Black Diamond» para breve também ajuda à coesão do grupo. Esta noite além da habitual energia que transborda do palco para a saltitona plateia houve também surpresas. Destaque para a aparição de Pacman dos Da Weasel para cantar uma versão de «Dialetos de Ternura». Um fim em grande para a segunda noite do Alive que será lembrada pela actuação de Dylan.

Alive!08 - Dia 2 : O Alinhamento de Bob Dylan

Oeiras, Portugal
Optimus Alive!08
Passeio Marítimo of Algés

July 11, 2008

1. Rainy Day Women #12 & 35 (Bob on keyboard)
2. Don't Think Twice, It's All Right (Bob on keyboard)
3. Lonesome Day Blues (Bob on keyboard)
4. Things Have Changed (Bob on keyboard)
5. Girl Of The North Country (Bob on keyboard)
6. Tangled Up In Blue (Bob on keyboard)
7. Desolation Row (Bob on keyboard)
8. It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding) (Bob on keyboard)
9. Spirit On The Water (Bob on keyboard)
10. Highway 61 Revisited (Bob on keyboard)
11. Ain't Talkin' (Bob on keyboard)
12. Summer Days (Bob on keyboard)
13. Ballad Of A Thin Man (Bob on keyboard)

(encore)
14. Thunder On The Mountain (Bob on keyboard)
15. Like A Rolling Stone (Bob on keyboard)

11 julho 2008

Alive! - Horários Dia 2

Bob Dylan é o cabeça-de-cartaz da noite de hoje do Optimus Alive! 08. O cantautor regressa a Portugal numa fase de grande popularidade.


Estes são os horários para hoje:

Palco Optimus
01:00 - Buraka Som Sistema
23h40 - Within Temptation
21h40 - Bob Dylan
19h40 - John Butler Trio
18h00 - Nouvelle Vague
17h00 - Kumpania Algazarra

Palco Metro On Stage
02h30 - Sebastian
01h00 - DJ Mehdi
23h30 - Busy P
23h00 - Uffie
22h00 - DJ Feadz
20h00 - Mr Flash
18h00 - Vicarious Bliss
17h00 - Unfair

Festival Oeiras Alive! 08 Dia 1: Raiva contra as máquinas



Uma das bandas mais esperadas do ano conseguiu superar expectativas altíssimas. Os Rage Against The Machine ofereceram um momento histórico para ser recordado por muitos anos.

Não há memória de um cartaz tão forte como o do primeiro dia desta segunda edição do Optimus Alive! 08. MGMT, Vampire Weekend, Hercules & Love Affair, Spiritualized, The National e mesmo os campeões da farra The Hives e Gogol Bordello saciaram apetites diversos. Mas toda a noite se poderia resumir aos Rage Against The Machine.

Durante pouco mais de uma hora, a Festa do Avante voltou aos seus melhores dias. O comunismo voltou a fazer sentido e só Jerónimo de Sousa faltou à chamada com um megafone a pedir a queda do governo após o debate do estado da nação. Zack De La Rocha foi o Che Guevara da noite e até a Internacional Socialista se ouviu.

Para quê surpresas quando tínhamos saudades dos Rage? Eles soaram como se não tivessem terminado no início desta década. O tempo passou mas as canções sobreviveram e passaram a fazer ainda mais sentido (vidé a referência ao preço do petróleo). A geração de 90 - e não só -aproveitou para reencontrar alguns dos valores perdidos.

O desfile de canções elevadas a clássicos foi interminável: de «Bombtrack» passando por «Bulls On Parade», «Guerilla Radio», «Sleep Now Into The Fire» até ao orgasmo final com «Killing In The Name Of». O Rockline transformou-se em arena. O pó subiu à estratosfera. O suor pingou em catadupa.

Antes, os The Hives provaram que um festival é o espaço onde a sua performance atinge o conforto máximo. Antes, os Gogol Bordello demonstraram que não há festa como a deles, mesmo sem canções por aí além. Mais fracos, os The National não comprovaram créditos adquiridos recentemente.

Nota muito negativa para os MGMT, fraquíssimos e sem alma, ao contrário de Hercules & Love Affair, em formato de banda com passagens e muito disco sound. Peaches foi igual a si própria tal como Tiga, aliás. Os Spiritualized pagaram os anos de ausência. Em contraponto, os Vampire Weekend pediram claramente um horário mais tardio.

in disco digital

10 julho 2008

Alive! - Horários Dia 1

Palco Optimus:

Rage Against the Machine - 00H40
The Hives - 23H10
Gogol Bordello - 21H40
The National - 20H20
Spiritualized - 19H10
Galactic - 18H00
Kalashnikov - 17H00


Metro On Stage:

Boys Noize (DJ set) - 02H20
Tiga (DJ set) - 00H50
Hercules & Love Affair - 23H50
Peaches (DJ set) - 22H20
Cansei de Ser Sexy - 21H10 cancelado
MGMT - 20H00
Vampire Weekend - 18H50
Sons Of Albion - 17H50
Banda Soundtribes - 17H00

Arranca o Alive!08

No mesmo dia em que termina o Super Bock Super Rock no Parque do Tejo (Lisboa), há outro festival que começa no Passeio Marítimo de Algés (Oeiras): o Optimus Alive!. Rage Against The Machine, Bob Dylan, Ben Harper e Neil Young estão entre os convidados da segunda edição, que decorre entre os dias 10 e 12 de Julho.

O Alive! distingue-se da restante oferta festivaleira por viver do encontro entre três vértices: música, arte e ciência. O plano musical é o mais forte. A extensa ementa divide-se entre dois palcos: o principal chama-se Optimus e está reservado aos nomes maiores do rock (Rage Against The Machine, The Hives, The National, Spiritualized, Bob Dylan, Whithin Temptation, John Butler Trio, Neil Young, Ben Harper Donavon Frankenreiter, etc); o palco Metro On Stage está mais vocacionado para sonoridade urbanas e para ritmos com potencial dançante (Tiga, Pixies, Hércules & Love Affair, Vicarious Bliss, Gossip, MSTRKRFT, etc).

O Alive! propõe também uma visita ao jardim do By The Do LaB, que a "Vogue" não hesitou em considerar o "maior espectáculo da terra". Música, água, dança e extravagância são alguns dos ingredientes postos em cena pela companhia californiana. Ainda no registo artístico, vai estar montada uma exposição dedicada ao Guarda Ricardo, personagem criada pelo cartoonista Sam.

No campo científico, o festival aposta numa parceria com o Instituto Gulbenkian da Ciência, com o objectivo de atribuir uma bolsa na área da biodiversidade, além de promover acções "in loco" que despertem para a ciência os milhares de festivaleiros presentes - o "speed dating" com cientistas é uma delas.

09 julho 2008

SBSR Lisboa - Dia 1

Os Iron Maiden são os cabeças de cartaz do primeiro dia do acto lisboeta do Festival Super Bock Super Rock.
O espectáculo dos Iron Maiden está integrado na Somewhere Back in Time World Tour 2008, digressão que percorre o globo entre Fevereiro e o Outono. Nela, o grupo revisita uma carreira de três décadas com a maior parte do concerto a concentrar-se nas canções dos álbuns clássicos dos anos 80.

Desta feita, a digressão avança sob o tema do Antigo Egipto, recordando a Powerslave Tour, que em 1985 originou o VHS «Live After Death», recuperado, melhorado e reeditado sob o formato DVD a 4 de Fevereiro de 2008. Os Iron Maiden e a sua comitiva de 60 técnicos e assistentes farão as ligações entre as cidades num Boeing 757 decorado com imagens da mascote Eddie e conduzido pelo vocalista Bruce Dickinson que possui o curso de piloto comercial profissional.

Estes são os horários para hoje:

Tara Perdida - 01h25 - 02h10
Rose Tattoo - 00h20 - 01h20
Iron Maiden - 21h50 - 23h50
Slayer - 20h05 - 21h20
Avenged Sevenfold - 19h00 - 19h45
Lauren Harris - 18h00 - 18h40

08 julho 2008

04 julho 2008

SBSR Porto - Dia 1

Começa hoje à noite a 14ª edição do Super Bock Super Rock. O festival mantém o formato dos dois actos, mas divide-os, este ano, entre o Porto e Lisboa. A primeira ronda é portuense e tem lugar no Parque da Cidade, hoje e amanhã.

O dia de hoje é dedicado ao rock mais clássico. As honras de fecho são feitas pelos Xutos & Pontapés, acompanhados da Orquestra de Jazz do Hot Club, mas as maiores expectativas vão para a estreia em Portugal dos norte-americanos ZZ Top. Love and Rockets, David Fonseca, Crowded House e Pete Tha Zouk completam o alinhamento.

03 julho 2008

O Guia do FMM Sines

Já cheira a Sines. Falta pouco para começar o melhor Festival de músicas do mundo e a ansiedade toma conta de os habituais fregueses de Sines nesta altura do ano.
Já pode ser consultados o guia oficial do evento online.
Como sempre imprescindível.
FMM Sines - Guia

02 julho 2008

Extra Golden Hoje na ZdB

in ZdB:
Extra Golden
Dois quenianos, Onyango Wuod Omari e Opiyo Bilongo, e dois norte-americanos, Ian Eagleson e Alex Minoff, estão a dar a melhor festa multicultural do planeta. A celebração chama-se Extra Golden e mistura a música benga do Quénia com o que a pop ocidental tem de mais imaginativo e vanguardista. Ficar em casa e perder isto é ficar irremediavelmente para trás.

Com dois discos já editados pela Thrill Jockey ("Ok-Oyot System" e "Hera Ma Nono", ambos obrigatórios), os Extra Golden querem tudo para toda a gente. São libertinagem rítmica e melódica miscigenada, para dar e receber. Ainda assim, a sua música é autêntica, perguntarão os polícias das chamadas músicas do mundo? É autêntica para eles, e isso chega.
Concerto marcado para as 22h.

Beatles Redescobertos pela BBC

Lido no Público:
Havemos de chegar ao século XXII sem saber toda a verdade acerca dos Beatles - não há ano em que não se descubra mais um "x-file" da banda. Agora é uma bobine com uma entrevista televisiva de nove minutos que Lennon e McCartney deram em Abril de 1963, nos estúdios da Scottish Television, e que nunca ninguém ouviu.

Durante 44 anos, a bobine esteve ao deus dará numa garagem caótica do Sul de Londres. É uma gravação rara, diz a BBC (que a exibiu ontem),em que McCartney explica como compuseram as canções da vida deles "em velhos pianos" e Lennon conta como os dois se conheceram, num jardim dos subúrbios de Liverpool

Blitz de Julho: Parabéns Pelo 2º Aniversário


Sexta feira há festa no Maxime para comemorar os 2 anos de vida em formato de revista.

01 julho 2008

Mariza de Platina, e no Metro

«Terra», o novo álbum da fadista Mariza, atingiu hoje (dia de edição) o galardão de platina, por vendas superiores a 20 mil exemplares.
A produção é do espanhol Javier Limón. Tito Paris e Concha Buika são os convidados.
Mariza é a editora da edição de hoje do jornal gratuito Metro. «Quisemos dedicar esta edição do jornal Metro às boas notícias do dia», diz no editorial.