30 abril 2008

José Gonzalez @ Aula Magna

Concerto bem simpático de ontem à noite na Aula Magna com José Gonzalez a arrastar muito público para assistir ao concerto.
Tudo contado pelo companheiro João Moço:
José González na Aula Magna: Num prado sueco

29 abril 2008

Vampire Weekend em Lisboa no dia 10 de Julho

Vampire Weekend também em Lisboa para tocarem no Festival Alive!. Óptima notícia.

Hoje Há José Gonzalez

José Gonzalez dá hoje o primeiro de dois concertos em Portugal na Aula Magna. O músico sueco vem apresentar o álbum «In Our Nature».
José Gonzalez esteve na edição de 2006 do Sudoeste, ano em que também acompanhou os Zero 7 em palco. Amanhã, o espectáculo repete-se no Teatro Sá da Bandeira, no Porto.
Em ambas as datas, a primeira parte é assegurada pelos portugueses Sean Riley & The Slowriders. Para Lisboa, o preço dos bilhetes varia entre os 22 e os 30 euros enquanto para o Porto se fica pelos 22.

in disco digital

De Volta

De regresso à realidade portuguesa.

24 abril 2008

Até Dia 28

Hoje, dia em que festejo o meu 35º aniversário, anuncio aos clientes habituais deste espaço que até dia 28 vai haver o som do silêncio por aqui. Uns dias em Madrid, e regresso marcado para o próximo dia 28.
Até lá.

23 abril 2008

Mão Morta Apresentam Maldoror em Lisboa

Os Mão Morta vão apresentar o espectáculo «Maldoror» hoje na Culturgest, a partir das 21h30.
Apesar de ser a estreia em Lisboa, esta é a penúltima ocasião em que se vai poder ver Maldoror, que depois regressa a casa, ao Theatro de Circo de Braga, onde foi estreado. O CD respectivo vai estar à venda, numa edição que é limitada a 2 mil exemplares.
No final da digressão, vai ser também comercializado um DVD com imagens dos concertos. Para hoje, os bilhetes já se encontram esgotados.

in disco digital

22 abril 2008

Nick Cave no Coliseu: Um brilhante fucking disaster


(foto: Rita Carmo, in Blitz)

Um Coliseu completamente esgotado recebeu, acarinhou e rejubilou com o regresso de uma das figuras mais queridas e míticas do rock. Nick Cave e os Bad Seeds deram o pontapé de saída da nova digressão em ambiente de grande descontracção, com o vocalista bem disposto e motivado para um concerto de 2h e meia de duração, e um desfile de mais de duas dezenas de canções.

A meio do concerto recebo um sms de uma amiga perdida no meio da enchente do Coliseu que dizia "Este psicopata é brilhante.". Partilho esta intimidade porque foi uma frase que me acompanhou no resto do concerto. A figura de Cave inspira mesmo a comentários destes, toda aquela sua teatralidade expressa em gestos com os braços, curvando o corpo em danças descoordenadas, os diálogos irónicos com a plateia, os recados, e dedicatórias para os camarotes ao lado do palco, tudo somado faz dele uma enorme figura rock n' roll da velha escola.

Nick Cave enche o palco com a sua presença, até aquele bigode lhe assenta bem, embora o espaço esteja bem preenchido com os músicos Bad Seeds os olhares centram-se nos movimentos do homem, às vezes Warren Ellis com a sua imponente barba também brilha, e quando tudo arrancou ao som «Night of the Lotus Eaters» deu logo para ver que íamos ter mais uma noite de celebração.

As duas horas e meia foram naturalmente preenchidas na sua maioria pelos temas do novo disco «Dig, Lazarus, Dig!!!» já bem assimilados pelos fãs, com um aparato luminoso e visual bem ao estilo do grafismo do álbum.
Apesar da adesão às novas canções é claro que foi quando Nick Cave fez incursões pelo seu passado discográfico que as emoções andaram mais á solta pelo Coliseu. Foi ver o povo a cantar clássicos como «Papa Won’t Leave You», «Tupelo», «Deanna», «The Ship Song», «Henry», ou «Stagger Lee», em comunhão com o seu líder, e a marcarem com emoção mais este regresso a Portugal.

Há que dizer que a entrega da banda foi irrepreensível, e por ser a noite de estreia desta digressão desculpam-se as várias falhas, e alguma descoordenação entre as músicas, e nos seus arranques. Aliás, Cave foi o primeiro a reconhecer que nem tudo estava a correr bem chegando a apelidar a prestação como um "fucking disaster". E mais à frente com mais uma falso arranque da banda ainda atirou aos companheiros um "you fucking idiots".
Exageros à parte o carisma do homem tudo resolve, e depois de um alinhamento de 16 canções houve tempo, e vontade, para um encore de cinco temas, e um outro final com mais três. Destaque nesta parte final para a versão de uma canção que Bob Dylan fez para Johnny Cash, para o intimo «Into My Arms», «Albert Goes West» que Cave estava na dúvida se tinha sido escrita por Bobby Gillespie dos Primal Scream, ou Jarvis Cocker, e a noite encerrou com «Nobody’s Baby Now».
Mais de que um concerto, a celebração ao vivo com uma enorme figura.
Hoje é a vez do Porto.

in disco digital

Nick Cave & Bad Seeds no Coliseu de Lisboa: O Alinhamento

1. Night of the Lotus Eaters
2. Today’s Lession
3. Red Right Hand
4. Dig, Lazarus, Dig!!!
5. Tupelo
6. Moonland
7. Deanna
8. The Ship Song
9. Jesus of the Moon
10. Lie Down Here (& Be My Girl)
11. I Let Love In
12. Papa Won’t Leave You, Henry
13. Midnight Man
14. More News From Nowhere
15. Get Ready For Love
16. Stagger Lee

ENCORE 1

17. The Lyre of Orpheus
18. Wanted Man
19. Your Funeral My Trial
20. Straight To You
21. Into My Arms

ENCORE 2

22. We Call Upon The Author
23. Albert Goes West
24. Nobody’s Baby Now

21 abril 2008

Nick Cave & Bad Seeds Hoje no Coliseu de Lisboa

Nick Cave e os Bad Seeds vão iniciar hoje a sua digressão europeia com um concerto no Coliseu dos Recreios. Os bilhetes estão praticamente esgotados.
O músico vem apresentar o mais recente álbum «Dig, Lazarus, Dig!». Amanhã, o concerto repete-se no Coliseu do Porto.

20 abril 2008

19 abril 2008

A Naifa @ Teatro Maria Matos: Uma inocente inclinação para a perfeição

A Naifa faz parte da solução de respostas à preocupação sobre como defender as nossas raízes musicais modernizando-as, e empolgando um público exigente.
Ao fim de três discos já não é possível ignorar o conceito de música que A Naifa propõe, não se pode passar ao lado de uma combinação tão perfeita entre a guitarra portuguesa, uma linda voz feminina, e canções de corpo e alma. Lisboa rendeu-se a uma música que tem muito do seu fado, e A Naifa triunfou a toda a linha nesta primeira noite de apresentação do seu novo disco no Teatro Maria Matos.

Quem os viu a dar os primeiros tímidos passos há quatro anos carregando «Canções Subterrâneas» não pode evitar um sorriso aprovador ao constatar a força que a vocalista Mitó ganhou em palco. Agora toda ela é projecção de voz, e alma, as canções ganham uma cor viva apresentadas ao vivo.
O prazer que dá ver Luís Varatojo a dominar a guitarra portuguesa, e especialmente, João Aguardela todo expansivo acompanhando tudo na perfeição com o seu baixo, só é comparável à simplicidade com a música de A Naifa nos invade o cérebro, e nos reaviva a memória de outros tempos em que o fado era uma marca deste país.

Os novos temas de «Uma inocente inclinação para o mal» soam muito bem ao vivo. O facto de serem agora assinadas por uma só autora dá uma maior interligação entre elas, e na verdade todas as novas canções convivem muito bem com as mais antigas do disco de estreia do «3 minutos antes de a maré encher».
Está aqui um projecto sólido, já bem oleado em palco, bem representativo da música portuguesa cantada em português, actual, e com marcada identidade lusa que as cordas da guitarra portuguesa ajudam a expressar.

Muito mérito para A Naifa que encheu o Teatro Maria Matos mostrando a sua cortante força, e confirmando-se como grupo que merece todos os elogios pelo excelente trabalho que tem vindo a fazer, tanto nos discos, como nos palcos por esse país fora onde tem finalizado as suas actuações com uma bela versão de "A Desfolhada".
A não perder de vista brevemente em Sesimbra, e Portalegre. Hoje segunda noite na capital.

18 abril 2008

Gilberto Gil no Coliseu : Uma Aula Cantada

Um privilégio poder estar num Coliseu de Lisboa como se fosse uma enorme sala de aula a contemplar um sábio mestre ali sozinho em palco com o seu violão pronto para nos dar uma lição sobre a cultura da música popular brasileira, os seus estilos, e derivados. O sistema de ensino foi muito simples uma introdução falada, e depois o exemplo cantado, e tocado. Sempre assim a noite fora, para uma plateia que não esgotou a sala, mas representava bem os fãs portugueses, os saudosos brasileiros, e nem faltou o ministro da cultura. O nosso, claro, bem discreto a contrastar com a luminosidade do seu homólogo brasileiro.

O pretexto é o disco intimista «Luminoso», lançado em 2006, que Gilberto tem andado a apresentar pelo mundo fora. Agora na Europa não podia falhar a visita a Portugal. Hoje foi o Coliseu de Lisboa, segue-se o do Porto e Serpa.
O conceito é o mais simples possível, Gil sentado sozinho a tocar violão e a desfilar clássicos da sua carreira.
Depois o concerto cresce e junta-se em palco o filho Ben, que o acompanha na viola acústica, e podemos ser surpreendidos por versões de «I'm 64» dos Beatles, ou de temas de Bob Marley a fazer lembrar a revisitação do brasileiro ao mundo de Bob no disco «Kaya».

Gilberto Gil é ministro da cultura do Brasil, e é um homem do mundo que divulga a sua cultura com uma paixão, e sabedoria fascinantes. Ele aproveita o ambiente intimista para apostar no formato diálogo-canção-diálogo. Cada diálogo é uma explicação para o que vamos ouvir, sendo que há uma altura em que viajamos por diferentes tipos de Samba. Por exemplo, o samba Rock, o aamba de breque, o samba canção, a bossa nova, e para cada explicação sobre o derivado vinha uma canção a ilustrar. O mesmo fez para ilustrar o Baião, outro estilo brasileiro, altura em que aproveitou para homenagear Luiz Gonzaga, o chamado Rei do Baião da década de 1940. Para trás já tinham ficado referências a lendas como João Gilberto, António Carlos Jobim, ou Caetano Veloso.

Neste ambiente ouviram-se versões acústicas de clássicos da música popular brasileira como «Exotérico», «Super-Homem», «Metáfora», «Expresso 2222», «Maracatu Atômico» e «Aquele Abraço», entre outras. Também houve espaço para espreitar o futuro em «Despedida de Solteira», canção em estilo xote que faz parte do novo disco a ser lançada em julho, e apresentar mais uma canção dedicada à sua companheira, Flora, de título «Faca e Queijo».

Uma autêntica aula sobre música, e cultura brasileira, a justificar plenamente «Aquele abraço».

A Naifa Hoje no Teatro MAria Matos

O colectivo A Naifa vai apresentar o novo álbum «Uma Inocente Inclinação para o Mal» hoje e amanhã no Teatro Maria Matos.
O terceiro disco foi trabalhado com apenas uma letrista: Maria Rodrigues Teixeira. Ambos os concertos estão marcados para as 21h00.

17 abril 2008

Gilberto Gil Para ver e ouvir Hoje no Coliseu de Lisboa

O grande mestre da música brasileira mostra-nos ao vivo “Luminoso”. Que é nome de espectáculo intimista – apenas Gilberto e o seu violão, acompanhados pelo seu filho Bem Gil. “Luminoso”, que é também nome de disco, e disco especial: gravado em 1999, mas apenas editado em 2006/2007, expõe-nos revisitações de temas de toda a carreira de Gilberto Gil, agora em versões despidas e ainda mais aprofundadas.

São 15 canções que servirão de base para os espectáculos de Portugal (mas a que se juntam também outros clássicos), e que regressam a temas caros ao pai do Tropicalismo. “Copo vazio”, “Preciso aprender a só ser” ou “Aqui e agora” são reflexões que nos permitem, a nós que estamos em frente ao palco, (re)conhecer o homem que as compôs, e nos levam a querer perceber quem somos nós. Tudo sempre ao som de uma voz em que o passar dos anos foi afinal acumulando não só de sabedoria, mas também de graça e carinho. De verdade.

Abril em Portugal, estação para reencontrar um nome que nunca foi domado, nem na vida, nem na política, nem na música. Gilberto Gil, o “Luminoso”, que nos vai acender as emoções com (como ele diz no disco) “a magia verdadeira do todo-poderoso amor”.”

16 abril 2008

Camané na TimeOut

Camané é o director da revista TimeOut Lisboa que hoje chegou às bancas. O fadista edita o seu novo álbum na segunda-feira.
A não perder.

15 abril 2008

The National Tambem em Guimarães

Os The National vão actuar no Centro Cultural Vila Flor, a 18 de Julho, adianta a edição de hoje do jornal Público.
O concerto faz parte do evento Manta, que se realiza desde 2006. Os bilhetes para o festival Manta custam 10 euros (um dia) e 25 euros (três dias), encontrando-se à venda em Guimarães, no Centro Cultural Vila Flor e no site oficial da sala.
in disco digital

14 abril 2008

Dead Combo Apresentam Lusitânia Playboys às 18h30 na Fnac Chiado

Os Dead Combo, formados pelo contrabaixista Pedro Gonçalves e pelo guitarrista Tó Trips, actuam na hoje na FNAC Chiado às 18h30, no âmbito de uma curta série de apresentações ao vivo do novo álbum de originais.
Até 04 de Maio, "Lusitânia Playboys", o terceiro álbum do duo, hoje à venda, será ainda apresentado em mais oito lojas FNAC de norte a sul do país.

Uncut Maio


Uncut

13 abril 2008

12 abril 2008

11 abril 2008

E Trazer Cá o Paul Simon?

Não? É pedir de mais?

10 abril 2008

Andersen Molière em Vídeo

Regresso ao destaque aos Andersen Molière com a publicação de um pequeno vídeo gravado durante o concerto deles no passado sábado no Teatro Mundial.
Para quem não leu sobre este surpreendente espectáculo é favor dar uma olhadela aqui:
Andersen Molière

09 abril 2008

08 abril 2008

MGMT no Alive

Ainda há poucos dias os destacava aqui e agora são confirmados para o Festival Alive!
Excelente notícia, MGMT em Algés.

Duran Duran no Super Rock

No dia 10 de Julho os Duran Duran juntam-se ao cartaz do Festival Super Rock Super Bock que está assim ordenado:

Super Bock Super Rock Lisboa

Dia 9 de Julho
Iron Maiden
Slayer
Avenged Sevenfold
Rose Tattoo
Lauren Harris
Tara Perdida

Dia 10 de Julho
Beck
Mika
Duran Duran
Mesa com Rui Reininho
Digitalism
DJ Tiësto

Super Bock Super Rock Porto:

4 de Julho
Xutos & Pontapés com Orquestra do Hot Club
ZZ Top
Love and Rocktes
David Fonseca
Crowded House
Pete The Zouk (after-hours)

5 de Julho
Jamiroquai
Paolo Nutini
Morcheeba
Jorge Palma
Clã
Brand New Heavis
Sexy Sound System (after-hours)

07 abril 2008

The Mars Volta em Paredes de Coura

Os The Mars Volta são a mais recente aquisição para o cartaz do Paredes de Coura que está assim configurado até à data:

31 DE JULHO
SEX PISTOLS
MANDO DIAO
THE WOMBATS

1 DE AGOSTO
PRIMAL SCREAM
THE RAKES
THE LONG BLONDES

2 DE AGOSTO
THE MARS VOLTA
dEUS

3 DE AGOSTO
THIEVERY CORPORATION

06 abril 2008

Andersen Molière @ Teatro Mundial


Andersen Molière é um estranho nome para identificar um projecto de jovens músicos portugueses. Estranho mas inteligente, e que faz sentido depois de os vermos a actuar ao vivo. Uma agradável surpresa, uma promessa original, e uma sensação de termos descobertos um segredo valioso bem guardado, é o rescaldo que se pode fazer após a apresentação no sábado à noite dos Andersen Molière na sla 3 do Teatro Mundial em Lisboa.

O quinteto entra timidamente discreto, e ocupa o palco de maneira curiosa. Quando iluminados percebe-se o cuidado nos trajes que envergam. Impecavelmente vestidos com roupas de outras eras tomam os seus lugares cuidadosamente preparados. Os dois homens das violas, e vocalistas, sentam-se nas duas extremidades do palco virados para dentro. No meio há um sofá onde brilha a acordeonista que dá um encanto feminino ao grupo. Ao seu lado esquerdo senta-se no braço do sofá o baixista, o mais discreto, e do lado direito está o irrequieto, e excelente, violinista que é capaz de arrancar do palco para o meio da plateia, literalmente, embalado nos seus próprios acordes.
O quadro é este. Como se pode imaginar bem original.
Depois vem a música que consegue cativar e surpreender ao mesmo tempo. Há canções cantadas em português com letras que justificam a saudável exporação da filosofia bem humorada, e há instrumentais que chegam a atingir níveis verdadeiramente entusiasmantes capazes de empolgar toda uma sala. O destaque vai para as versões exploradas de Astor Piazzolla, ou de Enio Morricone, onde o acordeão solta o talento de todos os músicos. O que acontece na perfeição no tema original do grupo o "Bobo e Rei", quando parte a instrumental ganha asas.

Há aqui boas ideias, bons músicos, talento, e um conceito interessante e original com pernas para andar. É de manter os Andersen Molière debaixo de olho, e ver como evoluem. Para confirmar já no próximo mês no Santiago Alquimista.

Vampire Weekend no Porto

Uma das bandas mais interessantes da actualidade, os estreantes Vampire Weekend, anunciam um concerto na Casa da Música no Porto no seu site oficial.
É a 30 de Maio.

05 abril 2008

Mark Knopfler @ Campo Pequeno

Mark Knopfler a caminho dos 60 anos é um homem tranquilo, feliz, que vive a fazer, e tocar música pelo mundo fora convivendo com os seus fãs que entretanto continuam a encher os recintos por onde ele passa mas já não estão lá só pelo legado dos Dire Straits. Os admiradores de Knopfler conhecem os seus trabalhos a solo, e sabem que ver hoje um concerto dele é sentir os sons dos velhos ambientes entre a folk americana, e celta, é ter o privilégio de ver enormes músicos em palco que se movem entre o blues rock, a country, guiados pela guitarra de Knopfler.

Vale a pena escrever os nomes dos músicos que acompanham Mark; Guy Fletcher, teclas, Richard Bennett, guitarra, Glenn Worf no baixo, Danny Cummings na bateria, Matt Rollins no piano, e John McCusker nos sopros e violinos. Só por si são garantia de uma qualidade musical impressionante, e para os mais atentos reparam que há aqui três Dire Straits em palco, Knopfler, Fletcher, e Clark.

Concerto é longo, quase 3 horas, e centra-se em boa parte dos discos mais recentes de Knopfler. O alinhamento é coerente, mas deixa os fãs mais actuais algo decepcionados pela ausência de temas como "Punish The Monkey", ou "Let it All Go", os melhores de Kill to get Crimson de onde só são apresentados "True Love Will Never Fade", e "The Fish and the Bird". Depois há passagens por "Shangri la", com dois momentos altos em "Boom Like That", e " Postcards from Paraguay", por "The Ragpicker's Dream", com "Why Aye Man", "Hill Farmer's Blues", e "Marbletown", e o já habitual "Sailng to Philadelphia".

É uma aposta clara numa toada mais calma, e as canções reflectem esse estado de alma. As cerca de 7 mil pessoas que esgotaram o Campo Pequeno tiveram oportunidade de assistir a um concerto de grande qualidade, e Mark Knopfler sabe que a sua carreira tem como base os clássicos discos que assinou com os Dire Straits e mostra todo o seu respeito por quem paga para o ver em 2008 interpretando os incontornáveis "Romeo & Juliet", "Sultans of Swing", "Telegraph Road", "Brothers in Arms", e "So Far Away".
Todas em novas roupagens, menos densas, sempre contidas. A excepção vai para "Telegraph Road" que começa por se desenvolver timidamente, mas que vai subindo de forma sublime para uma recta final a fazer sonhar a plateia com as lendárias actuações dos Straits nos anos 80, tão bem documentadas no famoso "Alchemy".

Depois de Alvalade,e Faro em 1992, Cascais em 1996, e mais recentemente com duas passagens pelo Atlântico, Mark Knopfler voltou a encantar uma plateia cheia de fãs que ainda hoje o admiram e aprovam a orientação da sua carreira mais virada para as raízes da cultura musica americana. Esperemo que um dia Mark se lembre de trazer consigo Emmylou Harris.

Mark Knopfler @ Campo Pequeno: Fotos







Mark Knopfler @ Campo Pequeno: Alinhamento

Cannibals
Why Aye Man
What it is
Sailing to philadelphia
True love will never fade
The Fish And The Bird
Hill farmer's blues
Romeo & Juliet
Sultans of swing
Marbletown
Daddy's gone to knoxville
Postcards from Paraguay
Speedway at nazareth
Telegraph road

Encores:
Brothers in arms
Our shangri-la
So far away
Going home

04 abril 2008

Mark Knopfler em Lisboa: É Hoje

Logo à noite no Campo Pequeno.

É Bom Viver em Lisboa

Das queixas, e desvantagens, de viver na capital já todos estamos fartos.
Hoje destaque-se o quão bom é sair do trabalho parar numa esplanada e beber um cerveja. Ir até ao Chiado e ver a menina Rita a apresentar um dos discos mais interessantes deste ano. Depois jantar por ali perto com amigos e sentir a noite quente que podia ser de verão mas é de Abril onde devia haver águas mil.
Já com um belo repasto digerido, depois de ver a Rita ao fim da tarde, que melhor programa do que subir a Av. da Liberdade até ao Maxime para reencontrar os Rádio Macau? E depois do concerto chegar à rua e sentir que o verão continua.
É bom viver em Lisboa.
É mau ter de trabalhar de manhã.

Rádio Macau @ Maxime

Noite quente na baixa lisboeta, o verão no início de Abril. Ambiente ainda mais quente dentro do Maxime com muita gente a receber de braços abertos o novo disco dos Rádio Macau. Um concerto que mostra um agrupamento histórico da música portuguesa em muito boa forma com canções consistentes a formarem um álbum muito interessante. Chama-se "8" e tem o selo de qualidade à altura da carreira dos Rádio Macau.
Funcionou bem ao vivo, e como bónus houve interpretações poderosas de "Anzol", e outro clássico da banda.
Os Rádio Macau estão vivos, de boa saúde e recomendam-se.

Rita Redshoes @ Fnac Chiado

Dez minutos antes da hora marcada já a sala de concertos da loja do Chiado estava repleta de gente à espera da nova menina bonita da nossa música.
Gosto do disco "Golden Era", mas ainda não tinha visto como se safava a cantora em palco. Logo pelo indicador de ver o espaço tão bem composto de público as expectativas aumentam.
Depois foi só confirmar que Rita Redshoes passa muito bem as suas canções para o registo ao vivo. E tem uma arma de peso que é o sorriso que a acompanha a maior parte do tempo em que está actuar. Está feliz, e transmite essa alegria para cada uma das pessoas da plateia. Canta com convicção, e está à vontade tanto com um viola, ou guitarra, nas mãos, como a acompanhar nos teclados.
Uma grande presença em palco, e um disco que é mesmo uma das melhores coisas da nossa música neste arranque de 2008.
Saí convencido, e satisfeito.

03 abril 2008

Beirut Cancelado!

Avança o Juramento Sem Bandeira:
E cai um balde de água fria sobre as expectativas da comunidade indie-coiso-com-world-music-pelo-meio. Zach Condon, o miúdo prodígio norte-americano que o mundo hoje conhece por Beirut, cancelou os concertos da próxima digressão pela Europa. Entre estes, estavam dois espectáculos em Portugal, um a 24 de Julho, no FMM Sines, e outro em Lisboa, na Aula Magna, que se realizaria três dias depois.
Segundo o próprio Zach Condon, que conta com apenas 22 anos e que até há pouco tempo não era mais do que um miúdo a fazer música no seu quarto, a pressão nos últimos tempos tem sido demasiada. Zach não terá aguentado a reacção obtida um pouco por todo o lado ao projecto e a mudança repentina nos hábitos de trabalho. Recorde-se que o músico iria trazer a Portugal uma banda composta por dez elementos, uma evolução radical no palco face ao que constituiu "Gulag Orkestar", praticamente produzido sozinho.

Perante tanta fartura de concertos para os próximos meses, e à semelhança do que ocorreu no ano passado, é expectável que notícias como esta se tornem frequentes. (Ainda que neste caso, o cancelamento se tenha devido por inteiro ao artista e não à falta de público ou qualquer outro motivo invocável pelos promotores.)

Mark Knopfler em Lisboa: O Concerto de Ontem em Barcelona

Alguns temas tocados ontem à noite em Barcelona:
Why aye man, What it is, True love will never fade, Sailing to Philadelphia, Postcards from Paraguay, Our Shangri-La, Telegraph Road, So far away, Romeo & Juliet, Brothers in arms, e Going home.
Vídeo de ontem:

Sultans of Swing, Barcelona 02/04/08

Rádio Macau Apresentam "8" no Maxime

Ainda pela baixa lisboeta, e mais tarde que o concerto de Rita Redshoes, há apresentação de novo disco para os Radio Macau.
O concerto é no Maxime e está marcado para as 22h30. O bilhete de entrada custa 10€.

Rita Redshoes no Chiado

Hoje na Fnac do Chiado há concerto de apresentação de "Golden Era" de Rita Redshoes a partir das 18h30.
Diz a agenda da loja:

Dream on Girl, foi a sua primeira afirmação
(dada a conhecer pela colectânea Novos
Talentos – Fnac 2007) e rapidamente prendeu
o ouvido de quem a ouve, tendo sido nomeada
como Canção do Ano pela rádio RADAR, e
destacada por vários órgãos de comunicação
social. Em Dezembro passado, ofereceu-nos
Hey Tom. Acompanhada por Filipe Monteiro
nas guitarras, Nuno Simões no baixo e
contrabaixo e por Sérgio Nascimento na bateria
e percussões, Rita Redshoes assegurou, para
além da composição, os teclados, o piano e
algumas das guitarras.

02 abril 2008

U2 em Lisboa... Só em 3D

Ontem foi assinalado por aqui o dia das mentiras com a notícia de um concerto dos U2 no Restelo. Evidentemente uma brincadeira que quase todos perceberam à primeira. Peço desculpa à minha mana pelas falsas expectativas, espero que um dia me perdoe.

De qualquer maneira vamos poder ver os U2 por cá brevemente. Nos cinemas vamos ter uma experiência 3d de um concerto da banda. Aqui fica o cartaz do filme(?) que estreia por cá no dia 3 de Abril:

salas:
- Cinema ZON Lusomundo Almada Fórum;
- Cinema ZON Lusomundo Braga Parque;
- Cinema ZON Lusomundo CascaiShopping;
- Cinema ZON Lusomundo Colombo;
- Cinema ZON Lusomundo Dolce Vita Douro (Vila Real);
- Cinema ZON Lusomundo Dolce Vita Porto;
- Cinema ZON Lusomundo Ferrara Plaza;
- Cinema ZON Lusomundo Forum Coimbra;
- Cinema ZON Lusomundo Forum Montijo;
- Cinema ZON Lusomundo Foz Plaza (Figueira da Foz);
- Cinema ZON Lusomundo Glicínias (Aveiro);
- Cinema ZON Lusomundo NorteShopping;
- Cinema ZON Lusomundo Parque Nascente (Gondomar);
- Cinema ZON Lusomundo Torres Vedras;
- Cinema ZON Lusomundo Vasco da Gama;
- CINEMAX (Braga Avenida).

01 abril 2008

U2 em Lisboa a 13 de Junho


No dia de Santo António os U2 regressam a Lisboa para um concerto no estádio do Restelo. O evento tem o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e faz parte da agenda das festas da capital no mês de Junho.

Mark Knopfler em Lisboa: A Última Passagem Por Portugal

Faz amanha precisamente 3 anos que Mark Knopfler actuou pela última vez em Portugal. Foi no Pavilhão Atlântico e hoje recupero a crónica escrita na altura:

Como saber o que representa hoje em dia a música para Mark Knopfler? A resposta é simples e encontra-se a meio da primeira parte do seu concerto. Se chegássemos à sala do Atlântico por alturas da sexta música da noite teríamos a perfeita noção do que é que Knopfler ainda a fazer no mundo da música.


É a altura em que Mark e a sua banda (de excelentes músicos) sentam à boca do palco e tocam como se estivessem algures entre um pub irlandês e um clube americano de blues/folk. O prazer com que apresentam as canções «Done with Bonaparte», «Song for Sonny Liston», «Donegan`s Gone», «Rudiger», «Boom», «Like That» e «Speedway at Nazareth», é contagiante e mostra que faz todo o sentido ir ver um concerto de Knopfler pela quinta vez em Portugal.

Esta fase da actuação só pode satisfazer por completo quem optou por continuar a seguir os trabalhos do ex-líder dos Dire Straits.

Fica a ideia que se a opção da banda fosse tocar só os temas dos trabalhos a solo, então enchia-se a Aula Magna com os tais fãs actualizados e tínhamos uma grande noite de ambiente blues, jazz, country e pop. É esta a onda que o homem que já usou fita na cabeça, vive agora.

Mas Mark Knopfler sabe que o que fez com os Dire Straits arrebatou milhões de fãs pelo mundo fora e resolveu não renegar esse passado, mantendo o casamento entre os velhos clássicos com arranjos mais retocados e acaba por dar o melhor dos dois mundos, dos Straits e o actual, a um público que ainda hoje consegue dar uma moldura humana digna à grande sala do Atlântico.

Na primeira parte do concerto, desfilam «Walk of Life», «Romeo & Juliet» e «Sultans Of Swing», como que a agradecer aos milhares de trintões a sua presença. Destaque para os arranjos de acordeão a meio de «Walk of Life», e a mestria com que continua a ser tocado »Sultans of Swing».

Depois pelo meio vem a tal parte que revisita os quatro discos a solo, para depois partirmos para uma parte final nostálgica e que vai de encontro às expectativas de todos.

A 13ª música do serão marca o início da recta final, são os acordes inconfundíveis de «Telegraph Road». Uma versão arrebatadora, que só por si justificou o dinheiro gasto por qualquer fã dos Straits. Foi o momento da noite, a partir daí viveu-se em clima de festa e de celebração os obrigatórios «Brothers in Arms», «Money for Nothing» e« So Far Away».

Como sempre, a despedida foi ao som do instrumental «The Mist Covered Mountains/Wild Theme» da banda sonora de «Local Hero».

Foi bom rever o velho amigo Knopfler, e ele certamente pensará o mesmo da plateia lisboeta.