29 novembro 2007

Bilhetes para Ölga e La la la Ressonance na ZdB

O Disco Digital e a ZDB tem cinco bilhetes simples para oferecer para o concerto dos Ölga e La la la Ressonance sábado na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, a partir das 23 horas.
Aqui: Disco Digital

27 novembro 2007

Nicole Willis no Casino Lisboa: Pouca Alma, Muito Funk

Muitos foram os que rumaram ao Casino de Lisboa para se aconchegarem nos sons quentes do funk em oposição às noites frias que se já fazem sentir na capital. Nicole Willis lá esteve para aquecer o ambiente cantando o seu recente disco gravado com os The Soul Investigators, «Keep Reachin` Up», e os fãs da música funk não deram por mal empregue o seu serão de segunda feira com direito a ouvirem quinze canções.

Para irmos directos à conclusão maior da noite avançamos já que a apresentação de Nicole Willis no Casino de Lisboa não desiludiu, mas podia ter ser melhor. Explica-se esta observação de forma prática; um concerto de Nicole Willis & The Soul Investigators tem tudo o que o funk deve ter, boa voz, bons músicos, e uma secção de sopros competente. O que lhes falta? Basicamente aquilo que o disco disfarça bem, força negra na «soul» com que se canta e toca, atitude mais aguerrida, e maior groove. Indo mais longe, e comentendo uma injustiça, faça-se a inevitável comparação com os concertos que pudemos testemunhar de Sharon Jones & Dap Kings onde se percebe que a senhora Sharon sempre viveu neste registo soul/funk, enquanto Nicole anda ainda à procura do seu espaço já que durante anos ela dava a sua quente voz mas noutros ambientes nos Dee-Lite, ou Leftfield, por exemplo.

Tirando essa falta natural de alma aos companheiros escandinavos de Nicole, nascida em Brooklin, o balanço funk está lá todo, e todos mexeram os corpos nos vários anéis do Arena Lounge. Desde a abertura igual à do disco com «Feeling Free», passando pelo grande êxito «If This Ain't Love» tocada antes do encore de duas músicas, «Bobby's Mood» e «Holdin` On» que fechou a noite. Pelo meio tivemos os temas que fazem parte do recente disco, e algumas versões mais extensas a descambarem para perigosos solos de guitarra deslocados.

É verdade que não foi vivido com a mesma intensidade de outras noites do género, mas Nicole Willis assinou um concerto simpático e competente.

in disco digital

Nicole Willis & The Soul Investigators no Casino de Lisboa: o Alinhamento


26 novembro 2007

Josh Rouse Hoje em Lisboa

Em alternativa ao funk de Nicole Willis, Josh Rouse vai regressar hoje à Aula Magna e amanhã vais estar no Theatro Circo, de Braga, a apresentar o novo álbum «Country Mouse City House».
Para hoje, os bilhetes custam entre 23 e 28 euros. A primeira parte é de Federico Aubelle.
Recordação de outras passagens de Josh Rouse por cá:
2005 no Fórum Lisboa
2006 na Aula Magna

O Funk de Nicole Willis & The Soul Investigators Hoje no Casino de Lisboa

Noite de funk no palco Arena Lounge do Casino de Lisboa, e com entrada livre.
É mais um concerto às segundas feiras naquele espaço, e hoje a apresentação de Nicole Willis & The Soul Investigators é imperdível para os apreciadores de funk.
É junção da voz quente do Brooklyn de Nicole Willis e os Soul Investigators da Finlândia, de onde é natural Jimi Tenor, marido de Nicole.
Hoje vamos ver a apresentação ao vivo do excelente disco "Keep Reachin' High". Funk com alma para ouvir e dançar.

25 novembro 2007

Bono e Edge em Aparição Surpresa

Aconteceu há duas noites na sessão dos Biffy Clyro para "Little Noise Mencap" em Islington num concerto de caridade. Os dois elementos mais mediáticos dos U2 subiram ao palco para um dueto em que tocaram um tema raro em concertos, "Wave Of Sorrow".
Como não poderia deixar de ser já há imagens e sons captados desse momento raro no You Tube:

New Order pelos Radiohead



Ceremony dos New Order, numa altura que os Joy Division andam nas bocas do mundo, pelos Radiohead.

24 novembro 2007

Burial - Unite



Um video de Burial que assina o melhor disco de 2007.

23 novembro 2007

Louie Louie em Lisboa

A loja Louie Louie, onde pode encontrar milhares de títulos em CD, VINIL ou DVD, vai abrir também em Lisboa e conta com a colaboração de Jorge Dias que esteve ligado às lojas Carbono.
Para visitar a partir de amnhã na rua Nova do Trindade, nº 8.

22 novembro 2007

Novo de Carlos do Carmo Hoje com o Público e Visão

O novo álbum de Carlos do Carmo, «À noite», um trabalho em que o fadista junta «às melodias de sempre (...)palavras e ideias de hoje», será apresentado dia 7 de Novembro no Museu do Fado, em Lisboa.
«À noite» é uma opção pelo figurino tradicional, sendo todas as músicas escolhidas «fados clássicos» com assinaturas de «grandes mestres»: Armandinho, Alfredo Marceneiro e Joaquim Campos.

Para este álbum, Carlos do Carmo «desafiou» poetas contemporâneos a escreverem propositadamente para melodias como «Fado Cravo», «Mayer», «Vitória», «Laranjeira», «Puxavante», «Bailado», «Marcha do Marceneiro», «Castanheira» ou «Ciganita».

Os poetas escolhidos foram Maria do Rosário Pedreira, José Manuel Mendes, Nuno Júdice, Fernando Pinto do Amaral, Luís Tinoco e Júlio Pomar.

«Às melodias de sempre juntam-se palavras e ideias de hoje», disse à Lusa o fadista.

Além da temática do amor e desamor, surge também Lisboa e até um fado de sátira social assinado por Pomar.

Comum a todos os poemas é a palavra «noite», daí o titulo do álbum, que estará disponível dia 15 através do jornal Público e da revista Visão.

Acompanham o fadista José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Marino de Freitas na viola-baixo.

Dia 07, no Museu, «a apresentação será um convívio informal, para conversarmos, e estarmos uns com os outros», assinalou Carlos do Carmo.

Quanto ao título do álbum, «À noite», o fadista observou ser «uma coerência» consigo mesmo, pois faz da noite a sua vida desde os 21 anos, quando o seu pai morreu.

Carlos do Carmo é filho da fadista Lucília do Carmo, que, juntamente com o seu marido, Alfredo, geria o restaurante típico «O Faia», no Bairro Alto.

Carlos do Carmo tomou o lugar do pai após a morte deste e foi ali que se estreou.

O álbum, no qual Carlos do Carmo se estreia como produtor de um trabalho próprio, foi gravado nos estúdios Pé de Vento e será editado pela Universal Music.

Diário Digital

21 novembro 2007

Control Segundo MEC

Não resisto a reproduzir o texto que Miguel Esteves Cardoso assinou para o Expresso sobre o filme da vida de Ian Curtis, Control:

A Mania da Verdade

É claro que não consigo ver Control como um filme. O tempo que o filme recria foi o meu também; os Joy Division eram os músicos de que eu mais gostava; eu tinha a mesma idade que eles; vivia lá nos mesmos lugares; e, mais do que tudo, a música deles afectou muito a minha vida.

Se era assim como vem no filme? Não, porque a música dos Joy Division era um mistério e Ian Curtis era um mistério (até para os outros músicos dos Joy Division), e o maior mistério de todos foi aquele que os fãs criaram à volta de tudo aquilo. Essas grandezas ficam. São intangíveis.

O filme de Anton Corbijn apenas trata de um desses mistérios, o de Ian Curtis. E fá-lo da maneira mais superficial, mostrando a domesticidade, o quotidiano, o documentado. Está certo. Esta modéstia é a melhor coisa do filme. Não só porque a recriação está bem feita, sem sacrifício da banalidade, mas porque deixa intacta a grandeza cada vez mais misteriosa da música.

Mas então era assim como vem no filme? Não, porque essa veracidade foi sujeita à mentira do preto e branco - para mais, bem filmada. O estilo fotográfico do próprio Corbijn alastra pelas pessoas e pelas paisagens, perpetuando-se escusadamente. Melhor teria sido mostrar as cores verdadeiras daqueles lugares e daqueles tempos, muito mais fascinantes e elucidativos. Manchester não é da cor das capas dos Joy Division.
Ian Curtis era um grande cantor, porque era capaz de encontrar a verdade dentro dele e cantá-la. Era incapaz de fugir dela; não conseguia cantar a fingir. Muitos bons e maus cantores dão tudo o que têm. O que fazia Ian Curtis é muito mais raro. Dava tudo o que tinha - mais tudo o que era.

A arte é mentirosa, e ai do artista incapaz de mentir. Foi essa a tragédia de Ian Curtis. Narrar essa incapacidade é um dos méritos do filme de Anton Corbijn. O problema não eram as duas mulheres de quem gostava: era a sua terrível honestidade. Tinha nojo de ser dúplice; tinha nojo de ser injusto; tinha nojo de não ser capaz de corrigir o mal que estava a fazer. Foi esse nojo - de continuar a conseguir viver na mentira - que o levou a assassinar-se.

A mania da verdade de Ian Curtis era uma loucura. A exposição emocional que alcançavam as interpretações dele, tornando-as avassaladoras, vem do mesmo excesso moral, da mesma falta de fronteiras entre a alma e o comportamento; entre a introspecção e a sua exibição compulsiva, como entrega e como punição.

A prova final da força da mentira - da ficção, do cinema, da interpretação - está na maneira como Control conseguiu recriar o que se diria impossível: as actuações musicais dos Joy Division.
A verosimilhança e a eficácia de Control, com o equilíbrio de todos os seus pequenos fingimentos acumulados, é precisamente o contrário da maneira de ser de Ian Curtis. Sam Riley é tão grande actor que chega a confundir-se com quem está a interpretar: fingindo ser quem não conseguia fingir a mínima coisa.

No entanto, como em todas as recriações, há sempre o desconforto do parasitismo. Control quer ser um filme e um documentário ao mesmo tempo. É decoroso e respeitador, mas, por outro lado, fugindo à grandiosidade e ao romantismo próprios da música dos Joy Division, também é tímido e diplomático de mais.

O esquema do «eram quatro rapazes normais, com vidas normalíssimas», funciona bem, mas é uma história como qualquer outra. A história dos dois amores é bem contada, mas acaba por ser um pormenor da verdadeira história, que é a relação de Ian Curtis com ele próprio e com a verdade.

O problema é que Control quer escapar a essa condição através do seu imenso cuidado recreativo, procurando esconder os seus andaimes melodramáticos atrás do paredão de tijolo da sua verosimilhança.
Não consegue. Ou sou eu que não consigo. Acredito até que seja melhor sentir e gostar pouco da música dos Joy Division para poder ver este filme como o filme que, se calhar, é.

Ainda acrescento mais uns comentários de MEC após a publicação do texto:

na pressa e no constrangimento de escrever aquelas linhas, ficou de fora aquilo que mais me incomodou: um aspecto museológico, como quem quer guardar o que nunca se poderá preservar - ou sequer se percebeu enquanto existia. Como aquelas figuras de cera a fazer de padeiros no museu de Ovar: tudo é correcto; os trajos; a mobília; até a luz. Mas não têm vida. O filme de Anton Corbijn é muito bem feito mas é feito para quê? Para agradar - sobretudo para agradar. A quem soubesse/gostasse dos Joy Division ou não. Não é um objectivo próprio da história que conta. É um filme agradável - e isso não está certo.

20 novembro 2007

Jorge Palma no Coliseu Hoje e Amanhã



Visto pelo amigo, e grande fã, Rui Malheiro.

António Sérgio regressa à rádio na Radar

António Sérgio vai voltar ao éter na Radar (97.8), com o programa «Viriato 25» que irá preencher a programação entre as 23 e a 1 da manhã de segunda a sexta-feira.
Viriato 25 apoia-se na toponomia urbana (podendo localizá-lo no Google Earth). O primeiro programa vai para o ar a 3 de Dezembro.

in disco digital

19 novembro 2007

Nirvana Unplugged In New York

O dvd do famoso concerto na MTV dos Nirvana vai estar a partir de hoje à venda e regista a totalidade do acústico, mesmo alguns temas que tinham sido ocultados na gravação do disco:

18 novembro 2007

Regresso dos My Bloody Valentine


É este o cartaz que anuncia o regresso dos My Bloody Valentine aos concertos em Inglaterra. Bilhetes à venda a partir de ontem para espectáculos daqui a meio ano!

A Capa de In Rainbows


Esta é a capa oficial de "In Rainbows" o disco mais mediático do ano que há de ser vendido também nas lojas no final do ano.
Radiohead

17 novembro 2007

Festival Cosmopolis: Pouca Electricidade

A edição 2007 do Festival Cosmopolis ocupou o espaço do Cinema São Jorge bem no coração de Lisboa. Um nome atraía atenções particulares chamando muitos fãs curiosos em ver uma banda velha conhecida de concertos por cá em registo acústico. E quem foi arrastado ao Cosmopolis pelos Young Gods não se arrependeu, e ainda viu um concerto interessanto dos portugueses Coldfinger, ignorando no fim da noite a presença dos britânicos Grand National. Valeu pelo concerto dos suíços.

Os Coldfinger abriram a noite quando passava meia hora das dez da noite e aproveitaram o facto da sala estar bem composta de público que tinha curiosidade em saber como funcionava o grupo em palco. A bela presença física, e vocal, de Margarida Pinto é um trunfo dos Coldfinger para segurarem logo a atenção da plateia. As canções de «Supafacial», o mais recente e bem conseguido disco da banda, perdem força em palco apesar de não chegarem a desiludir, muito por força da performance de Margarida Pinto. Apesar de tudo, foi uma abertura simpática de noite.

Exactamente ao contrário funcionou o concerto dos ingleses Grand National. Percebe-se que pela sua música mais dançante a organização os tenha colocado a fechar a noite, mas a opção revelou-se desastrosa porque após o registo mais intimista dos Young Gods o público debandou em força do São Jorge. Foi injusto para os Grand National que até apresentaram aurgumentos convincentes dentro do contexto pop rock ao melhor estilo da cena Madchester. Temas como «By The Time I Get Home», ou «Cut By The Brakes» anunciam que vale bem a pena escutar o recente disco «A Drink and a a Quick Decision». A banda merecia mais do que a dezena de pessoas que ficou até para lá das duas da manhã a ver o vocalista beber vinho tinto entre cada tema num concerto que se arrastou até ao limite do suportável. Talvez num próximo festival conheçam melhores momentos por cá.

No meio fica a virtude e cá está o concerto dos Young Gods para o provar. É Franz Treichler quem comanda a aventura começando logo por introduzir o conceito acústico da noite, e apresentar os seus dois velhos companheiros, Al Comet na guitarra, e o sempre impecavelmente despenteado Trontin na percussão, e ainda um reforço na guitarra, fazendo assim um alinhamento inédito dos Young Gods. O que se perde em força, e peso sonoro, nas canções clássicas ganha-se um melodia, e força vocal ganhando um claro destaque o aspecto lírico de cada uma.

Foram revisitados temas dos vários discos da cerreira, deixando para segundo plano a apresentação do novo «Super Ready/Fragmenté». As escolhas do alinhamento foram cirúrgicas e por isso quase toda a nova roupagem dada às canções resultou muito bem. Despir «Speak Low», na sombra de Eno, «Our House», «I'm The Drug», tema de abertura do novo álbum, «Charlotte», ou «Longe Route» é um exercício de reinvenção para a banda, e de regozijo para os fãs. Os pontos altos foram a interpretação de «Gasoline Man» em registo blues, em que nem uma harmónica faltou, e «Skinflowers» que nem mesmo neste formato deixa de ser uma canção cheia de força.

A despedida foi ao som de «Stay With Us». Hoje podem ver, ou rever, os Young Gods neste formato no Centro de Artes do Espectáculo de Portalegre. Quanto ao Festival Cosmopolis continua esta noite no Muscibox com Pravda, e Slimmy.

16 novembro 2007

Festival Cosmopolis



16 Nov: 22h
17 Nov: 23h

A edição de 2007 do Festival Cosmopolis, decorre sob o signo do inédito e independente, e promete animar as noites lisboetas de 16 a 17 de Novembro. Pelos palcos do Cinema São Jorge e do Musicbox vão passar projectos internacionais e nacionais que mostram como os horizontes do rock podem ser alargados e abrangentes. Destaque para o grupo português Coldfinger e a descobrir as bandas Pravda (França), Slimmy (Portugal) e Grand National (Reino Unido).
O destaque vai para o concerto de mais logo dos Young Gods em registo acústico. A não perder

Vanessa da Mata no Coliseu dos Recreios: Noite de Boa Sorte


(Foto: Manuel Lino - IOL Música)

Uma sala do Coliseu completamente cheia para receber a brasileira do momento, Vanessa da Mata que ansiava por este regresso à capital portuguesa, e, especialmente, por pisar pela primeira vez o palco da mais ilustre sala de espectáculos de Lisboa. O resultado acabou por ser um concerto muito bem conseguido e recebido em euforia pelo público português que teve direito a duas versões de «Boa Sorte/Good Luck».

Como pode uma canção catapultar a carreira de um artista para o estrelato, fazer com que as vendas dos seus discos disparem, que os bilhetes dos seus concertos esgotem? É «só» conseguir fazer uma música perfeita capaz de se alojar em qualquer ouvido, desde o mais atento ao mais distraído. Vanessa, ao fim de 5 anos de carreira, conseguiu assinar os seus 3 minutos e 45 segundos de magia que lhe garantem um lugar na história dos grandes vultos brasileiros da recente história que tem celebrado nomes com os Tribalistas, Seu Jorge, ou Maria Rita. Esses 3 minutos e 45 segundos dão pelo nome de «Boa Sorte/Good Luck», que em disco conta com a participação de Ben Harper, e que é seguramente uma das dez melhores canções que já se ouviram este ano. Vanessa da Mata assume que encontrou o ouro nesse tema e traz ao Coliseu um espectáculo de hora e meia onde dá todo o destaque às músicas de «Sim», o disco editado este ano e que tem vendido muito bem graças ao tal êxito. O mais interessante é que o disco é mesmo bom, e está à altura de corresponder às expectativas resultantes de um grande single. Vanessa sabe-o e aposta tudo neste seu novo disco, apenas revisitando sucessos anteriores pontualmente como aconteceu com «Nossa Canção», «Não me Deixe só» - em versão bem dançante,ou «Onde Ir», temas do disco de estreia. Também não esqueceu as versões de «Eu sou Neguinha» de Caetano Veloso, e de «História de uma gata» tema maior da obra de Chico Buarque. Curiosamente, quase tudo temas popularizados em telenovelas brasileiras.

O facto deste novo disco, «Sim», ter fortes, e boas, influências jamaicanas nota-se ao longo da noite. Diga que o disco foi gravado o Brasil e a Jamaica, contou com a produção de Mário Caldato, e conta com a participação da estimada, e respeita dupla Sly & Robbie em meia dezena de canções. Por isso foi sem surpresa que vimos a banda de Vanessa a improvisar uma versão para o clássico de reggae «You Don't Love Me (no, No, No)». Foi um concerto simples, com muitos pontos a favor de Vanessa. Desde logo o facto de ter comunicado com o público só em dose quanto baste evitando assim cair nos excessos habituais dos artistas brasileiros que acabam por se perderem em longos diálogos com o público. Vanessa apenas aproveitou para contar a origem de uma música que fez por causa do cabelo do menino Joãozinho, e para dizer que para ela era uma noite histórica já que sempre sonhou actuar naquela sala onde alguns dos seus excelentes músicos já tinham estado com outros compatriotas. A felicidade, e o sorriso estampado na cara desta mulher nascida no Mato Grosso há 31 anos, obrigam-nos a acreditar que tudo o que ela diz é honesto.

O concerto até pareceu curto, uma hora e meia e tantas canções mais antigas ficaram de fora. Mas a noite era de celebrar o novo disco, e para que não houvessem dúvidas na última meia hora Vanessa brindou o público com duas versões de «Boa Sorte/Good Luck». Saiu feliz do palco, assim como o povo saiu feliz da sala.

15 novembro 2007

Control, o Filme Sobre Ian Curtis

Aí está o filme sobre a vida do mítico Ian Curtis dirigido por Anton Corbijn, e baseado no livro de Deborah Curtis: "Touching From A Distance". Control é acompanhada por uma banda sonora centrada, obviamente, nos Joy Division.

American Gangster, o Filme, e a Banda Sonota de Jay-Z

É uma das estreias mais aguardadas deste final de ano. O filme dirigido por Ridley Scott e que junta os actores galardoados Denzel Washington, e Russell Crowe, mais Cuba Gooding Jr., e ainda as estrelas do hip hop Common, RZA, e T.I., estreia hoje nas salas portuguesas e a banda sonora é da responsabilidade de Jay-Z.
Aqui fica a apresentação de American Gangster:

Vanessa da Mata com Boa Sorte No Coliseu à Noite

Vanessa da Mata vai estar hoje em Lisboa, no Coliseu dos Recreios e amanhã no Coliseu do Porto, para apresentar o novo álbum «Sim».
O disco encontra-se na tabela de álbuns há diversas semanas por via do dueto «Boa Sorte/Good Luck» com Ben Harper. Vanessa da Mata já esteve em Portugal para actuar no Festival Sudoeste.
Anteriormente, tinha estado na Aula Magna e no Teatro Sá da Bandeira. Os preços para hoje são de 25 euros e amanhã variam entre os 25 e os 27.
Logo à noite não faltará um dos temas mais ouvidos em 2007, "Boa Sorte":

Disco Digital

14 novembro 2007

O Regresso dos Bonde do Rolê Hoje no Santiago Alquimista

A banda brasileira regressa a Lisboa para mais uma noite de festa.
Recordemos o que por aqui se escreveu no verão quando os Bonde do Rolê passaram pelo Festival SW 2007:

Ao mesmo tempo que os Cypress Hill se estreavam em grande em palcos nacionais, no Palco Planeta Sudoeste os brasileiros Bonde do Rolê faziam furor com toda a provocação que o seu funk brasileiro possui. Quase toda a performance está concentrada na vocalista Marina Vello, que chega a ameaçar um strip-tease durante o espectáculo. Eles vão buscar samples de Daft Punk, Europe ou Iron Maiden e misturam-nos com as batidas promíscuas do funk e com uma atitude festiva e algo louca que pôs o público que enchia o Planeta Sudoeste ao rubro. Em Maio passado passaram pela Galeria ZDB e já na altura este espaço tinha-se revelado demasiado pequeno para a euforia dos concertos dos Bonde do Rolê, mas agora no Sudoeste tiveram uma merecida enchente, que se entrega aos sons das periferias de corpo e alma (mas mais corpo).

Hoje para ver e dançar mais logo no Santiago Alquimista.

Q Dezembro



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All the antics from the all-star event, including interviews with Arctic Monkeys and Dame Shirley Bassey (together!), Paul McCartney, Kylie Minogue, Kate Nash, Kaiser Chiefs, The Enemy, Johnny Marr, The Verve, Manic Street Preachers and more.

FOO FIGHTERS
Dave Grohl looks back on his brilliant career.

RADIOHEAD
Their 5-star masterpiece dissected.

THE Q REVIEW
Under the microscope: new albums from Eagles, Neil Young, Sigur Ros, Alicia Keys and more.

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Q Online

13 novembro 2007

O Público Passou Por Aqui

... e gostou do que leu sobre o concerto da Mariza. Vai daí e resolveu destacar na sua área Blogues em Papel do passado sábado o seguinte excerto:

No fado não se bate palmas

http://grandesons.blogspot.com/
Foi uma noite de celebração, com menos fado do que se podia esperar, e sem Grammy para aclamar. Na memória, ficam as sábias palavras do senhor Carlos do Carmo, que explicou às massas que, no fado, não se acompanha com palmas, canta-se. Sem palmas.


Publico

Mojo Dezembro



EXCLUSIVE! Brace yourselves for the return of rock’s most incendiary heroes! Jimmy Page, Robert Plant and John Paul Jones draw back the veil on the past, the future and, of course, the small matter of their first gig in almost two decades.

PLUS:The Song Remains The Same – the rollercoaster story of their controversial movie, on DVD at last!

FREE CD: HEAVY NUGGETS
Fifteen lost British hard rock gems, 1968-1973. Starring Terry Reid, Slade, Leaf Hound, The Pretty Things, Procol Harum and The Move

MOJO

12 novembro 2007

Skatalites no Armazém F: A lenda continua viva

O que fazem centenas de pessoas a dançar alegremente o «Rivers of Babylon» numa discoteca à beira Tejo plantada para lá da 1 da manhã a poucas horas de se iniciar mais uma semana trabalho? Estão a celebrar a música ao vivo das maiores lendas do Ska, os Skatalites. Pode parecer estranho mas a vida é feita de imprevistos, e acontecimentos improváveis. Haja força de vontade para a saber viver, e para isso uma banda sonora como a dos jamaicanos é uma enorme ajuda.

A festa estava marcada para as 22 horas, mas só depois da meia noite tivemos Skatalites em palco. A julgar por algumas camisolas entre o público alusivas à equipa de futebol que teve a noite mais feliz dos últimos tempos, havia muita gente preparada para dar continuação à noite desportiva agora a dançar do melhor ska. A preocupação com o atraso do concerto que estava a roubar horas de sono em véspera de dia primeiro dia de trabalho da semana, deu lugar à boa disposição e ao contagiante movimento que o corpo pede para responder às boas vibrações que os ouvidos registam.

Esta é a terceira vez que o autor desta crónica tem oportunidade de ver os Skatalites ao vivo, depois da memorável passagem por Sines, e do concerto em Oeiras, e é a terceira vez que se rende à força do mito jamaicano. É impossível resistir a esta música, e à alegria que os elementos mais antigos da banda ainda transmitem em palco. É olhar para Lloyd Knibb, o baterista, e ficar deslumbrado ao lembrar que o homem anda nisto desde 1964, altura da formação original, e continua com o mesmo sorriso.

Alguns destes homens andam na estrada há mais de 40 anos e por isso a casa deles é o palco. Isto explica o facto de não terem nenhum alinhamento escrito perto deles. Simplesmente fazem desfilar os clássicos da banda, e da história do ska, de maneira natural. Começam por uma fase só instrumental com destaque para «Freedom Sounds», «Latin Goes Ska», «James Bond Theme» e «El PussY Cat». Depois há uma parte em que contam com a presença de Doreen Saffer para cantar «Sugar Sugar» e «When I fall in love», entre outras. Sendo que a ponta final do concerto é absolutamente arrebatora com passagem por mais grandes clássicos que deixam a plateia aos saltos e a fazer coro certinho para gáudio de Lester «Ska» Sterling, o mais gordinho, e Karl «Cannonball» Bryan, o homem da barba branca, os dois elementos mais velhos na boca de palco.

Os Skatalites não param, a sua missão é espalhar as boas ondas do ska pelo mundo reproduzindo os hinos da Jamaica um pouco por todos os países que visitam. Até têm um disco novo editado este ano e embora toquem alguns temas de «On The Right Track», dão toda a a tenção aos seus temas mais conhecidos tornando o concerto numa enorme festa ao longo de duas horas!

Uma palavra para o pessoal que vive no Porto; não percam o concerto dos Skatalites hoje no Sá da Bandeira. É numa segunda feira, mas depois vão ficar com energia renovada para o resto da semana.

Uncut Dezembro

11 novembro 2007

Da Weasel no Pavilhão Atlântico - Com Um Brilhozinho nos Olhos

Noite de consagração para os Da Weasel e a sua legião de fãs que fizeram do concerto no Pavilhão Atlântico uma grande festa com mais de duas horas e meia. Deu para revisitar uma carreira com quase 15 anos, receber ilustres convidados, ver a doninha emocionada, e gravar tudo com som e luz, da melhor produção, para recordar mais tarde em DVD.

Ficará na memória de todos a altura em que Pacman confessa que viu o «mano» Virgul escapar umas lágrimas de emoção antes de pisarem o grandioso palco do Atlântico. Nessa momento foi possível ver o brilhozinho nos olhos do Virgul reproduzidos pelos dois enormes ecrans que ladeavam o palco. A emoção estendeu-se a todos os elementos da banda. Impossível não reparar no sorriso de satisfação com que Pacman cantou ao longo da noite, e a expressão de alegria contagiante no rosto de Jay Jay.

Não era caso para menos, aquela era a noite maior dos Da Weasel que fizeram questão de reproduzir nas telas gigantes as inúmeras vezes que foram destacados nos noticiários lusos ao longo dos últimos anos em jeito de introdução antes de abrirem com o apropriado «Adivinha Quem Voltou». Voltaram os Da Weasel a uma sala em que há sete anos já tinham tido a imensa felicidade pessoal de abrirem o concerto da primeira, e memorável, passagem dos Red Hot Chili Peppers por cá. E voltaram com naturalidade, e com o merecido reconhecimento de quem anda na música portuguesa a construir «hinos» para várias gerações de «putos» desde 1993.

É o maior valor dos Da Weasel, o seu talento renovado a cada disco que contribui sempre com dois, ou três temas, apontados à memória colectiva de canções «tugas». Só isto explica o facto de termos no Pavilhão Atlântico num sábado à noite uma assistência que não era dos 8 ou 80, mas seria certamente dos 5 ao 50! As crianças arrastaram os pais (e o contrário também), empolgadas pelos «Dialectos de Ternura», do recente «Amor, Escárnio e Maldizer» a caminho da dupla platina. Os pais, por seu lado, gostaram de recordar as canções mais emblemáticas de «Dou-lhe Com A Alma», «3º Capítulo», «Iniciação A Uma Vida Banal - O Manual», «Podes Fugir Mas Não Te Podes Esconder», e todos retiveram os temas fortes de «Re-Definições».

Um alinhamento para os fãs festejarem, até porque foram chamados a participar na sua elaboração através de votos pela internet, com direito à presença de Manuel Cruz, Bernardo Sassetti, e a orquestra de Rui Massena que em quatro temas chegou a criar momentos de beleza sonora, em particular no confronto com o piano. Um espectáculo bem pensado, alinhamento dividido em três partes de maneira a revisitar as diferentes tendências musicais do grupo desde a fase mais pesada, às canções de embalar, tudo apoiado num imponente jogo de luzes, e até explosões em palco, ao nível do melhor que se vê em produções de grandes nomes internacionais.

O único senão terá sido o número de fãs que ficou longe de encher o Pavilhão como seria desejo da banda. Não mais de 8 mil responderam ao apelo, mas é preciso lembrar que ainda há pouco mais de dois anos os Da Weasel esgotaram os coliseus com direito a disco ao vivo. Desta vez haverá um DVD resultante deste espectáculo, e que terá por certo o momento em que os Gato Fedorento se juntam às doninhas para representar o número do Niggaz. Encontro de dois colectivos em palco que por estes dias serão um dos maiores orgulhos das gerações mais novos do nosso país. Ambos justamente reconhecidos, e acarinhados por público e crítica.

Hoje Há Skatalites em Lisboa


LINK

10 novembro 2007

Da Weasel Chegam Hoje ao Atlântico

Vai ser a noite de consagração dos Da Weasel no Pavilhão Atlântico. Uma grande festa marcada para a noite de hoje.
Tudo sobre o concerto em Da Weasel no Atlântico.

David Sylvian Não Vem ao CCB

Depois de ter cancelado o concerto no mês passado ficou no ar a possibilidade de David Sylvian agendar nova data em Lisboa. Mas o site do CBB informa que por indisposição do cantor não vai haver mesmo concerto.

09 novembro 2007

Mariza no Pavilhão Atlântico: Sem Grammy mas com amigos


(foto Rita Carmo, in Blitz)

Seremos ainda um país de três F`s ? Olhando para a quantidade de bandeiras à janela em cada fase final de selecções sabemos que o futebol continua apaixonante. Observando o destaque dado à recente inauguração da Basílica de Fátima, percebemos que o mito está bem vivo. E a julgar pela presença de 12.500 pessoas que esgotaram esta noite o Pavilhão Atlântico temos o fado bem presente na nossa cultura.


A questão é saber se Eusébio, e Amália têm herdeiros à altura. A nível de talento nunca terão, mas em termos de aceitação já temos dois nomes bem lançados. Mariza está para o fado, assim como Cristiano Ronaldo está para o futebol. Nenhum é melhor que as duas lendas que marcaram o passado recente do nosso país, mas ambos se tornaram na principal marca de Portugal nas suas áreas. Bem trabalhados, e bem apoiados, curiosamente com instituições bancárias pelo meio, os seus talentos são cada vez mais reconhecidos pelo mundo fora, mantendo bem chama a vida dos 3 F`s.

Sabe-se que há uma nova, e talentosa, geração de fado que, felizmente, tem sabido captar as atenções dos mais novos para manter a tradição viva. Mariza é o nome maior porque tem divulgado o culto pelo mundo fora, com imensa inteligência, mantendo uma imagem que é clássica, mas também moderna, interpretando os fados mais simbólicos, mas também visitando sonoriedades diferentes. Os seus discos estão todos no top de vendas actualmente, e esta era a última noite da digressão «Oito Lugares Com História», e o último concerto em Portugal este ano. O reconhecimento mundial vem de todo o lado como prova a passagem pelo importante programa de tv americano David Letterman, ou os destaques dados pela imprensa especializada internacional como a revista inglesa Uncut.

Mariza sabe levar o triste, e negro, fado para os campos mais abertos e acolhedores da World Music. Se nós podemos vibrar com um espectáculo dos Tinariwen só pela musicalidade, e impacto visual dos Tuaregues sem percebermos uma palavra, porque não podem os outros sentir o mesmo com a nossa Mariza?

Esta visibilidade internacional podia ter conhecido hoje o auge com a entrega do Grammy na categoria de Melhor Álbum Folk, com «Concerto em Lisboa».

Podia mas não aconteceu. Já no encore Mariza anunciou que o Grammy, que tinha sido um bom chamariz para esgotar a sala, ia para a Colômbia. Foi pena, mas o público compensou com uma estrondosa ovação, e participação no último fado da noite, o emblemático «Gente da Minha Terra».

Pouco antes tinha-se ouvido uma excelente interpretação de «Primavera» onde Mariza mostrou toda a sua garra vocal, toda a expressão do seu sentimento através da voz, todo o seu talento.

Pena não ter sido este o ritmo do concerto. Afinal a anunciada presença de amigos da fadista ganhou uma dimensão maior que a esperada, e a verdade é que Mariza acabou por desaparecer de palco vários minutos cedendo o espaço totalmente aos seus convidados. Se no caso de Carlos do Carmo a cedência faz todo o sentido, cantar «Canoas do Tejo», e «Lisboa Menina e Moça» com mais de 12 mil pessoas em coro é arrepiante, já com os outros convidados soou a despropositado. O angolano Filipe Mukenga, o brasileiro Ivan Lins, Rui Veloso e o cabo verdiano Tito Paris deram uma expressão lusófona ao espectáculo, mas retiraram muito do protagonismo que se queria ver em Mariza. Não deixa de ser estranho olhar de repente para o palco e ver Rui Veloso a embalar a plateia com um hit de novela chamado «Jura» numa noite de fado!

É este o segredo de Mariza, parte do fado para o resto da cultura musical lusófona e cria o tal ambiente World Music que é muito menos fechado que o fado tradicional, mas também menos fascinante.

A noite abriu oportunamente com imagens e sons do filme «Fados» de Carlos Saura, em exibição nas salas portuguesas, num ecran gigante fixado por cima de um palco bem simples, com bonitos jogos de luz, onde os guitarristas que acompanham a fadista, mais uma secção rítmica de percussão, e a Sinfonietta de Lisboa, repartiram o espaço, sendo que sempre que Mariza tomava conta dos fados enchia não só o palco, como toda a sala, com a projecção da sua magnífica voz.

Foi uma noite de celebração, com menos fado do que se podia esperar, e sem grammy para aclamar. Na memória ficam as sábias palavras do senhor Carlos do Carmo que explicou às massas que no fado não se acompanha com palmas, canta-se. Sem palmas.

in disco digital

Barreiro Rocks Começa Hoje

Logo à noite começa o Barreiro Rocks. Rock n' Roll com epicentro na margem sul.

Festival Número-Projecta 07 Já Arrancou

Começou ontem a edição 2007 do Festival Número.
Aqui fica a apresentação segundo os organizadores do evento:
Entre os dias 8 e 14 de Novembro, Lisboa recebe a oitava edição do Festival Número-Projecta – Festival Internacional de Artes Multimédia, Cinema e Música de Lisboa.
Com uma programação distribuída pelos cinemas São Jorge e Quarteto e pelo Centro Cultural O Século, o Número-Projecta’07 é uma organização da associação Número – Arte e Cultura e da Netamorphose, com a colaboração de programação da editora/promotora Variz.org, que pretende fomentar o intercâmbio entre criadores nacionais e internacionais nas áreas da música experimental e do VJing, cinema e vídeo-arte.

À semelhança do que aconteceu nas edições anteriores, o Número-Projecta’07 convocou alguns dos nomes mais apelativos da cena artística internacional nas áreas supracitadas.
Merecem especial destaque, na área da música, os colectivos Cluster, D-Fuse e os portugueses Photonz e, em actuações a solo, o músico português Rafael Toral, bem como a artista japonesa Ikue Mori, musicando três filmes mudos da cineasta avant-garde Maya Deren, uma peça desenvolvida a convite da Tate Modern em 2007.

No que se refere às áreas de expressão musical e multimédia espanholas, país convidado deste ano, destacam-se dois dos seus expoentes máximos, a saber, No-Domain, nome essencial do VJing internacional, e o compositor Oriol Rossell, programador musical dos festivais Sonar e Offf.

No cinema, para além do ciclo “Novo Cinema Espanhol”, decorrerá uma mostra de “Pink Film”, género próximo do “soft-core” que constituiu um campo experimental para muitos dos realizadores japoneses de primeira linha, tal como Koji Wakamatsu, Takahisa Zeze ou Kiyoshi Kurosawa. O Festival Nacional Convidado deste ano é o Festival de Avanca e a Produtora Nacional Convidada, categoria criada a partir desta edição, será a Andar Filmes. Documentários, filmes de animação, workshops e uma mostra antológica do realizador português Tiago Pereira completam os destaques na área do cinema.

Na vídeo-arte, a não perder a apresentação da Organização Internacional Convidada, “Heraclitus”, com a presença da sua directora, a realizadora Joanna Callaghan, presente também em conferência, e a reposição do screening “O Vídeo Vai ao Cinema”, mostra de vídeo-arte nacional presente em Berlim por ocasião do Festival Português’07 (uma produção Número-Projecta), com alguns dos nomes mais importantes da nova geração.

Porque Espanha é o país convidado desta edição do Festival Número-Projecta, foi convidado David Reznak, realizador, programador e exibidor madrileno não só para apresentar “La Osa Mayor Menos Dos”, a sua obra mais recente, mas também alguns dos títulos mais significativos do novo e independente cinema daquele país, como sejam “Las Horas del Dia”, primeira longa-metragem de Jaime Rosales, ou “Carlos Contra el Mundo”. Serão ainda exibidas as principais obras do artista visual e comissário Manuel Saiz, que estará presente no evento.

Site Oficial: Festival Número-Projecta 07

Sheiks em Cena no São Luiz

Seguindo a onda revivalista que recupera nomes como José Cid, ou o Quarteto 1111, chega agora a vez dos Sheiks que vão estar uma temporada no Teatro São Luiz a rever a sua carreira. Para sabermos mais nada como bebermos informação no obrigatório blogue, Guedelhudos, do amigo Luís Pinheiro de Almeida, que está a preparar a edição da biografia dos Sheiks:
Os Sheiks iniciaram ontem, às 23H30, nos Jardins de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, uma série de 12 espectáculos com a sua carreira gloriosa de 1964 a 1967.

Em palco, os músicos falam entre si e obedecem à encenação histórica de António Feio, contemporâneo da banda.

Como não podia deixar de ser, a peça inicia-se com o primeiro encontro dos músicos e a sua entrada de per si em cena.

Cantam assim, sucessivamente, "Runaway", "Smile", "You´re Sixteen", "Barbara Ann", "Be Bop A Lula", "Missing You"... e o resto é história.

A sério, vale a pena ir ver...

08 novembro 2007

Senhoras e Senhoras: O Disco do Ano 2007



Simplesmente fascinante o novo álbum de Burial!
Depois do enorme destaque de há um ano com o seu disco de estreia a catapultar o movimento Dubstep para as primeiras páginas da imprensa especializada, Burial atinge a perfeição ao segundo disco dentro da editora Hyperdub de Kode 9, que também assinou grande disco há um ano.
Este "Untrue" está cheio de alma, e está cheio de vida entre as batidas cirúrgicas e samplagens certeiras ao longo de mais de uma dúzia de temas.
Até a capa é perfeita. Estamos a ouvir o tema "Archangel", por exemplo, e conseguimos imaginar aquelas vozes a sairem do ambiente onde habita a figura da capa.
Misterioso, intenso, contagiante, dançante, sombrio, viciante. É assim "Untrue", a proposta de Burial para 2007.
Leio pela net que estamos perante o "Blue Lines" do século XXI. É bem provável que sim.
Um disco que se agarra aos nossos ouvidos, que requer mais, e mais audições, que em poucos dias faz parte da nossa vida, que se repete no eco do nosso pensamento mesmo quando não o estamos a ouvir. A melhor combinação de electrónica, alma, vozes, melodia, e imprevisibilidade.
Um disco enorme.
O disco do ano!


07 novembro 2007

Alicia Keys de Volta a Lisboa


Depois da passagem pelo Rock in Rio 2004 , Alicia Keys tem regresso marcado com um concerto no Pavilhão Atlântico a 19 de Março de 2008.
Alicia edita novo disco no próximo dia 13, chama-se "As I Am" e a capa ilustra este texto.

Interpol e Blonde Redhead Logo no Coliseu

O concerto dos Interpol de logo à noite no Coliseu dos Recreios encontra-se esgotado.
A banda vem apresentar o novo álbum «Our Love to Admire». Ainda este mês, estará disponível também no mercado uma versão do seu ultimo álbum com um DVD Bónus incluindo quatro temas ao vivo. Recordo que os Interpol foram uma das atracções maiores do último Super Rock, e na altura foi este o relato da noite em que tocaram: SBSR - Negros Como a Noite
Na primeira parte vão estar os (bem mais ) interessantes Blonde Redhead, que só por si já justificam uma ida ao Coliseu.

Einstürzende Neubauten em Maio Por Cá

Os Einstürzende Neubauten, que acabam de editar um grande disco que muito brevemente estará em destaque por aqui, vão estar na Casa da Música e na Aula Magna nos dias 3 e 4 de Maio de 2008, respectivamente. Excelente notícia!

06 novembro 2007

Barreiro Rocks 2007


Grande cartaz para mais uma edição Barreiro Rocks. Este ano o destaque vai inteiro para a actuação dos The Black Lips! A não perder no próximo fim de semana.

Rufus Wainwright no Coliseu

Rufus Wainwright regressa hoje ao Coliseu dos Recreios para apresentar o álbum editado este ano «Release The Stars».
Na primeira parte, vão estar os The Grey Race. Os concertos têm início às 20h15 e o preço dos bilhetes varia entre os 25 e os 35 euros.

05 novembro 2007

Agenda Cheia de Concertos: Haja Fôlego

Muita oferta para todos os gostos, e carteiras, para os próximos dias em Lisboa e não só.
Haja fôlego para acompanhar tantos concertos. Um roteiro possível é este que o J.Grandes Sons vai tentar cumprir:

quarta feira, dia 7: Interpol + Blonde Redhead - Lisboa - Coliseu
quinta feira, dia 8: Mariza & Carlos do Carmo & Ivan Lins & Rui Veloso & Tito Paris - Lisboa - Pavilhão Atlântico
sexta feira, dia 9: Sheiks - Lisboa - Teatro Municipal São Luiz
sábado, dia 10: Da Weasel & Orquestra de Rui Massena & Manel Cruz & Bernardo Sassetti & Gato Fedorento - Lisboa - Pavilhão Atlântico
domingo, dia 11: Skatalites - Lisboa

Façam os vossos roteiros segindo esta AGENDA.

Vizinhança

Aqui está um apanhado de blogues de vizinhança que foi deixando rasto nos comentários deste humilde espaço durante o último mês. Foram adicionados ali em baixo do lado esquerdo na área de links de vizinhos.
À vossa atenção:

  • Guedelhudos - Ié Ié

  • Conspirasons

  • Passarola Quer Voar

  • Peixe de Aquário

  • Brand New 4 U

  • Perfect Collection

  • Algures em Nenhures

  • Beating The Pearls

  • BitSound
  • Morrissey em Grande em Nova Iorque


    Morrissey andou por Nova Iorque a dar concertos no Hammerstein Ballroom e os relatos dos concertos falam de grandes performances com direito a invasão de palco pelos fãs!
    A foto do NME não deixa dúvidas, e no maravilhoso mundo do You Tube já há provas documentadas.

    04 novembro 2007

    Spice Girls: O Regresso Pop Mais Mediático do Ano

    Aqui está o novo vídeo que marca o regresso das Spice Girls ao activo. A poucos dias do lançamento mundial do seu "Best Of" as Spice Girls apresentam-se com muito bom aspecto no vídeoclip do tema original "Headlines (Friendship Never Ends)". Segue-se a Tour mundial, sem passagem por cá.

    03 novembro 2007

    Simian Mobile Disco: "Hustler" o Vídeo Mais Quente do Momento

    Os Simian Mobile Disco fizeram um vídeoclip para o seu single "Hustler" que, no mínimo, é bem quente. Banda sonora, e visual, para um fim de semana animado:

    02 novembro 2007

    MTV Prémios Europeus

    Foi ontem à noite em Munique:

    Melhor Artista Rock
    30 Seconds To Mars

    Melhor Artista Urbano
    Rihanna

    Melhor Banda
    Linkin Park

    Música Mais Viciante
    «Girlfriend» - Avril Lavigne

    Melhor Cabeça de Cartaz
    Muse

    Melhor Álbum
    Loose - Nelly Furtado

    Melhor Artista a Solo
    Avril Lavigne

    Melhor Artista Internacional
    Tokio Hotel

    Melhor Artista Português
    Da Weasel

    New Sounds of Europe
    Bedwetters (Estónia)

    Melhor Artista do Reino Unido e Irlanda
    Muse

    Video Star
    «D.A.N.C.E.» - Justice

    01 novembro 2007

    Raising Sand: Robert Plant e Alison Krauss Juntos Pela Folk

    Um dos encontros mais originais do ano resulta num belíssimo disco de canções cheias de emoção e desenvolvidas em áreas musicais que apaixonam os seus autores.

    Robert Plant está na ordem do dia com as notícias que dão conta de uma reunião dos Led Zeppelin, mas enquanto isso juntou-se a sua voz para interpretar músicas de blues, country, dando expressão à sua paixão pela folk americana. A companhia não podia ser melhor, Alison Krauss há muito que domina o canto de do Bluegrass, e country, e aqui juntam-se para um disco muito bem conseguido.
    "Raising Sand" é produzido pelo respeitavel T-Bone Burnett, e conta ainda com a colaboração de Marc Ribott.
    Um disco para não deixar passar despercebido.