31 maio 2007

Novo Single de Manu Chao

O grande Manu Chao tem novo single pronto para ser descarregado no seu site oficial.
O tema chama-se "Rainin in Paradise" e antecipa o seu novo disco previsto para Setembro.
Já voltava a actuar por cá, não?

The National ao Vivo

Aqui há umas semanas confessei o meu (atrasado) reconhecimento à música dos National. Tenho ouvido o seu novo disco, e especialmente o anterior, vezes sem conta.
Como se cabe não está prevista nenhuma passagem da banda por cá, por isso apontemos os nossos browsers ao Sofá Verde da amiga Lia Pereira para sabermos como é assistir a um concerto dos National ao vivo. Neste caso em Berlim.
The National em Berlim

Hoje há Terrakota na Aula Magna

A sugestão para hoje à noite vai para o concerto de apresentação do novo disco dos Terrakota na Aula Magna. Festa prometida.

Bilhetes à Venda para The Police

Tal como já tinha andiantado o concerto dos Police está marcado para dia 25 de Setembro no estádio do Jamor. Foi lá que a empresa R&B confirmou que os bilhetes estarão à venda a partir da próxima segunda feira, 4 de Junho.
A 1ª parte será dos Fiction Plane, banda liderada por Joe Sumner que é filho de... Sting.
Atenção que os bilhetes vão estar disponíveis em exclusivo nas agências do banco Barclays Portugal e os preços são os seguintes: €55 (relvado), €65 (relvado VIP), €70 (bancadas norte e sul), €80 (Bancada Gold norte e sul) e €95 (bancada VIP).
Quem faz parte do clube de fãs da banda pode adquirir já o seu bilhete no site oficial.

30 maio 2007

Anthony B em Oeiras

Mais uma grande noite para quem gosta de reggae. Vamos ter Anthony B, conhecido por electrizantes actuações ao vivo, e apontado como um dos responsáveis pela revitalização do reggae, a 14 de Junho no Jardim Municipal de Oeiras. A actuação está marcada para as 22h00 e é de entrada livre.

Jeff Buckley em Fotos

O NME recorda o 10º aniversário do desaparecimento de Jeff Buckley com a publicação de fotografias do cantor com voz de anjo, como se pode ler o no site do semanário britânico.
Fotos de Jeff Buckley

The Blue Moods of Spain

Há música que se ouve só em determinados momentos. Isto todos nós sabemos.
Um determinado momento pode ser este, por exemplo: noite de terça feira, o corpo todo dorido após uma tentativa de suicídio. Ok, a tentativa de suicídio é uma hipérbole para descrever o regresso aos jogos de futsal deste pobre escriba com 34 anos, peso a mais, e muita cerveja na circulação. Depois do exercício, e do banho reconfortante, repousa-se na cama e apatece ouvir um disco. Lá está! É este o momento. A banda sonora perfeita no momento exacto. É nestes momentos que compensa gostar, e comprar, tanta música.
O objecto de que falo é o primeiro disco dos Spain, editado em 1995 e que é um tratado de canções daquilo que se convencionou chamar de slowcore.
A voz de Josh Haden, filho do grande Charlie Haden - figura maior do jazz, as guitarras arrastadas, e as letras que nos embalam para um santo descanso.
The Blue Moods of Spain começa a sua beleza na capa a invocar o imaginário dos anos 20, e espalha-se por nove canções que de vez em quando pedem para ser ouvidas em momentos diferentes.
É disto que são feitos os discos especiais das nossas vidas.

29 maio 2007

Claude François, Os gatos, o Genérico e a ... Resposta de R.A.P.

Foi com grande alarido, e com um travo tão lusitano da mais pura inveja pelo sucesso alheio, que se destacou pela imprensa o facto do genérico do programa Gato Fedorento ter sido "roubado" a este videoclip de Claude François de 1964:


Pois bem, a resposta à notícia que o DN tanto destacou vem pela boca de Ricardo Araújo Pereira ao mesmo jornal. Em grande, claro:

Dizem que é uma espécie de plágio. Como reage?

Com o dicionário. Plágio é a apropriação do trabalho alheio sem indicação da origem. Quando apresentámos o genérico à imprensa, indicámos a origem da ideia e a razão pela qual mantivemos o Un, deux, trois, quatre. Não há referências a Claude François porque a canção que ele canta é, basicamente, a conhecidíssima música tradicional inglesa Three Blind Mice. Sendo uma música popular, o autor é desconhecido. Como foi o maestro Ramón Galarza a fazer os arranjos, é ele que assina. Já agora, poupo trabalho futuro ao DN: também não compusemos a música do genérico do nosso programa da Radical. E os Painéis de São Vicente, que usámos na série da RTP, não foram pintados por nós. E também não pedimos autorização ao autor para os usar. Uma coisa garanto: no dia em que queiramos fazer-nos passar por compositores, com todo o respeito pelo François, optaremos por Bach.

Acha que estão a exagerar o assunto por inveja?

Não. É um assunto importante. Estamos a falar de um genérico cuja música é a adaptação duma canção popular. Dá primeira página em qualquer parte do mundo. Parabéns ao DN por se ter adiantado ao Le Monde.

Se tivesse só cem mil espectadores, davam conta do episódio?

Não percebo a pergunta. No DN de dia 23 assina uma notícia em que afirma: "Os humoristas assumem, desde o início, que a ideia não é deles." Agora, diz-me que alguém "deu conta do episódio". Se assumimos desde o início, de que "episódio" é "deram conta"? Só se for este: nós, não sabendo compor música, usámos uma que já existia (isenta de direitos de autor). Depois, explicámos o modo como o genérico foi concebido. Seis meses depois, inspirado por blogues, o DN faz manchete revelando ao País o que nós nunca escondemos. Só houve um pormenor que o DN se esqueceu de revelar: que a música em causa está isenta de direitos de autor.

Não deixa de ser curioso que seja no YouTube, onde o Gato tem os vídeos mais partilhados, que se tenha descoberto o original...

O facto de termos indicado o original a partir do qual fizemos o pastiche é capaz de ter facilitado a "descoberta". Curioso é que, no YouTube, se encontrem também várias versões do Three Blind Mice, como esta (http/youtube.com/watch?v= kPNC1WsVxdU) e o DN não tenha dado por isso. Talvez quando um blogue fizer esse trabalho.

Acredita que o assunto pode ter algum impacto no sucesso do programa?

Claro. No sucesso do programa e também no futuro do País.

O Gato Fedorento pagou os direitos ou obteve o consentimento do autor original da música para utilizá-la no genérico do programa?

Nem uma coisa nem outra, na medida em que o autor original da música é um inglês não identificado que terá vivido no século XVI. Não digo que seja impossível obter o seu consentimento, mas nós achamos complicado. Manias. No entanto, se o DN o encontrar, teremos todo o gosto em pagar-lhe.|

Quem Quer o Concerto dos The Who em Lisboa?

Aqui está uma bela ideia! Quem foi ao grande concerto dos The Who no Atlântico vai gostar de saber que existe um site, que até está associado ao site oficial da banda, que vende o registo do concerto em audio e dvd!
Para encomendarem os cd's, ou/e, o dvd vão até The Music.com
Para relembrar a grande noite aqui fica o alinhamento segundo o site:

Lisbon Set List

I Can’t Explain
The Seeker
The Real Me
Fragments
Who Are You
Behind Blue Eyes
Excerpts from Wire & Glass:
Sound Round
Pick Up The Peace
Endless Wire
We Got A Hit
They Made My Dreams Come True
Mirror Door

Baba O’ Reily
Eminence Front
Pete Townsend Solo:
Drowned

Man In A Purple Dress
5:15
My Generation
Won’t Get Fooled Again

ENCORE:
Pinball Wizard
Amazing Journey/Sparks
See Me, Feel Me/Listening To You
T And Theater

28 maio 2007

Live Earth Com Escala em Lisboa

O mediático evento Live Earth, com palcos espalhados dos Estados Unidos da América até à China, passando pelo Brasil, Austrália, África do Sul, Inglaterra, Japão e Alemanha, também vai estar em Lisboa. Ainda não se sabe com que artistas, mas o espaço deverá ser o do Pavilhão Atlântico.

Terrakota - Oba Train

Os Terrakota estão de regresso com o seu 3º disco de originais. E que regresso, meus amigos!
O álbum "Oba Train" vem mesmo a tempo de ser adoptado como banda sonora dos dias de verão que estão para chegar. Nesta altura não há ninguém que não pense nas suas férias, e comprar o novo disco dos Terrakota pode ser o primeiro, e importante, passo para o sucesso ao nível de companhia musical quer se vá para o campo, ou para a praia.
Isto porque o grupo volta a atirar-se para muitas áreas diferentes dos chamados géneros musicais, e consegue fazê-lo de forma magistral.
"Oba Train" é o feliz casamento do conceito musical multifacetado, com a mensagem das letras críticas, e de mensagens fortes, inteligentes, certeiras, e cantadas em várias línguas. Há aqui muito por onde pegar.
O melhor elogio que se pode fazer aos Terrakota é que conseguem transpôr para disco a alma, e o ambiente dos seus festivos concertos, e por isso assinam o melhor disco que até hoje gravaram.

Para isso muito contribui a excelente performance de Romi que está a cantar cada vez melhor, e neste disco já aparece em nível muito elevado. Ela sente-se à vontade tanto no andamento mais hip hop, em que contam com a colaboração Ikonoklasta,e de Conductor, do Conjunto Ngonguenha, como nos ritmos africanos, sul americanos, ou jamaicanos. É um autêntico tratado de globalizão em forma de disco, e com grandes canções capazes de nos acompanharem meses a fio.
Interessante é também o facto do disco estrear uma nova editora ( Gumalaka ) que é o resultado da junção de esforços entre Matarroa e Rádio Fazuma, e que foi gravado no estúdios dos Blasted Mechanism. Tudo boa gente, portanto.
Além de ser um excelente disco, há que dizer que uma edição que conta com a colaboração do grande U-Roy já merece tudo de bom, e a verdade é que a lenda jamaicana participa no disco. Os Terrakota aproveitaram a sua passagem por cá para o convidarem. E fizeram muito bem porque valorizaram ainda mais um disco que merece ser reconhecido por toda a gente.

27 maio 2007

Doc Martens no Céu Com Estrelas do Rock

A famosa marca Doc Martens está a criar polémica com uma original campanha publicitária em que calça famosas estrelas do rock já falecidas. Vejam o resultado:





Joe Strummer, Sid Vicious, Joey Ramone, Kurt Cobain

A Simpatia da Dave Matthews Band

Dave Matthews e Stefan Lessard além de terem assinado um grande concerto, fizeram o favor de aceitar autografar capas de cd's.




26 maio 2007

Dave Matthews Band @ Atlântico: O Concerto

Há uns 10 anos atrás perguntava eu a outros apreciadores, e conhecedores, das performances ao vivo da Dave Matthews Band, porque é que ninguém os trazia cá. Estávamos a meio da década de 90, altura em que pegou definitivamente o conceito de concertos, e festivais, por cá. Estavamos a receber gente ilustre como Tricky, Björk, Portishead, Blur, e muitas dezenas mais de nomes bem interessantes. A resposta para a ausência da DMB por cá era geral; não havia fãs em número suficiente para esgotar um grande espaço, era aposta arriscada, e o facto de tocarem muito pouco fora dos Estados Unidos da América não ajudava.

Serve esta introdução para dizer que foi a pensar nestas explicações que assisti à recepção fabulosa que Dave Matthews, e seus pares foram recebidos.
As luzes apagaram, o excelente disco de Bob Marley que tinha estado a tocar até ali deu lugar ao ruído do povo. Os músicos subiram a um palco muito simples, sem paredes, e só com uns jogos de luzes por cima, e sem tocarem uma nota, sem dizer uma palavra, ficaram ali surpreendidos, e compreensivos a olhar para uma multidão que enchia toda a sala do Pavilhão Atlântico com destaque para a plateia que estava repleta de uma ponta a outra. Dave olhava compreensivamente para os seus fãs portugueses, e terá pensado que bem podiam ter vindo mais cedo. Afinal tinhamos fãs que chegassem, porque nem a banda mudou assim tanto, basta dizer que as mais de 3 horas de concertos contemplam muitos dos seus temas mais antigos, nem a malta começou a ouvir compulsivamente DMB nos últimos anos, mesmo porque os discos mais recentes nem são grande coisa.

Estava dado o mote, e a partir daquela louca entrada só tinhamos duas hipóteses; ou a banda entrava em piloto automático e fazia passar o tempo de um concerto que já estava ganho à partida, ou se entregava de corpo e alma a uma actuação inesquecível que fizesse justificar toda aquela devoção vinda da plateia.
Felizmente, foi a segunda hipótese que aconteceu esta noite.
A vida da Dave Matthews Band pertence ao palco. Eles vivem ali, são extraordinários ao vivo, e justificam completamente a aura de mito que lhes é colada por causa de discos como "Live at Red Rocks".
Excelentes músicos, uma harmonia fantástica entre todos, uma atitude de rock lambido pelo espírito do jazz, e uma combinação de temas clássicos, com outros mais recentes, e até Dave a solo à boca do palco.
São mais de 3 horas seguidas a dar música a uma audiência totalmente rendida a cada nota, a cada palavra, a cada tema.
As canções sucedem-se ao sabor da disposição da banda, não vislumbrei nenhum alinhamento fixo no chão, ou perto dos músicos, fiquei convencido que os temas iam sendo escolhidos em tempo real. Basta comparar os alinhamentos de Lisboa, e Dublin, para perceber que a DMB não segue uma setlist fixa na digressão.
A simpatia, e humildade de Dave, o empenho de Stefan Lessard - baixista (aqui abro um espaço para dizer que ambos fizeram o favor de assinar algumas capas de cds meus antes do concerto) o carisma do baterista Carter Beauford, sem camisola do SLB, a imponência dos sopros, e o carisma de Boyd Tinsley no seu violino, tudo ali à nossa frente, finalmente, para contemplar em mais de 3 horas de um concerto inesquecível!
O alinhamento está publicado mais abaixo. É claro que cada um sente falta de uma outra música, pela minha parte saí do Atlântico a pensar que podia ter ouvido Typical Situation.

Dave Matthews Band @ Atlântico: Videos

Vídeo de telemóvel gravado na galeria 1 do pavilhão atlântico. Momento em que Dave Matthews afirma que aquele público era o melhor que alguma vez tinha visto! Depois canta Jimi Thing , o segundo tema do primeiro encore:



Vídeo de telemóvel gravado na galeria 1 do pavilhão atlântico. Momento em que a Dave Matthews Band começa a tocar Stay (wasting time), 3º tema do 1º encore:

Dave Matthews Band @ Atlântico: Fotos





Dave Matthews Band no Atlântico: O Alinhamento

Everyday *
Dream Girl *
Crash Into Me *
Hunger For The Great Light *
Louisiana Bayou *
When The World Ends *
Grey Street *
The Idea Of You *
So Much To Say *
Anyone Seen The Bridge *
Too Much *
Sister +
Lie In Our Graves *
#41 *~
American Baby Intro *~
Two Step *
Ants Marching *

__________________

Gravedigger +
Jimi Thing *
Stay (Wasting Time) *

__________________

Don’t Drink the Water *
Pantala Naga Pampa *
Rapunzel *


Show Notes:
* Rashawn Ross
+ Dave Solo
~ Tom Morello

Vêm aí os The Police


A reunião dos The Police passa por cá em fins de Setembro.

25 maio 2007

Carter Beauford

Será que o baterista da Dave Matthews Band hoje vai voltar a vestir a camisola que andou a usar na digressão do ano passado?
Era bem:

Setlist do Último Concerto de DMB antes de Lisboa

Anteontem no The Point, em Dublin na República da Irlanda, foi assim:

(Still Water)
Don’t Drink the Water *
Satellite *
Hunger For The Great Light *
When The World Ends *
Grey Street *
Louisiana Bayou *
Sister +
Dream Girl *
What Would You Say *
Dancing Nancies *
The Idea Of You *
So Much To Say *
Anyone Seen The Bridge *
Too Much *
Jimi Thing *
Stay (Wasting Time) *

__________________

Gravedigger +
Everyday *
Ants Marching *


Show Notes:
* Rashawn Ross
+ Dave Solo

Dia Dave Matthews Band


É HOJE!!! Finalmente, Dave Matthews Band em Portugal

Logo à noite no Atlântico:

Um Ano de Revista Blitz


Sai hoje

24 maio 2007

CONVITE!

HOJE, pelas 23h, no Bar Left (Lisboa, zona de Santos) há música da boa para ouvir e dançar. Kids Are United(eu,e o Dário sem o Gonçalo que não está por cá) vão estar pela noite fora à vossa disposição.
Apareçam!

Recordar Dave Matthews em Birmingham

Há um ano publiquei aqui o relato de um fã que foi ver Dave Matthews em Inglaterra. Sem a sua banda, em formato intimista. Recordem aqui o texto: A Very Special Acoustic Night With Dave Matthews - Birmingham Academy 13/05/06

Só Falta 1 Dia Para DAVE MATTHEWS BAND

Para muitos só de ouvir falar em Dave Matthews Band é motivo suficiente para uma expressão de desprezo. Pobres coitados que não sabem que esta é uma das melhores bandas rock a tocar ao vivo de há anos para cá.
Concordo que há algum "lixo" editado pelos americanos, uma tendência que se vem a notar nos anos mais recentes nos discos de originais, mas basta recorda que o "Live at Red Rocks" é um dos meus discos preferidos de sempre na categoria de "Ao Vivo" para justificar a grande expectativa que por aqui se sente em relação ao primeiro concerto da banda em Portugal.
É já amanhã que , finalmente, vamos poder disfrutar de horas seguidas de grande música tocada por músicos de eleição, que vivem para dar concertos.
Um dos temas que não vai faltar no Atlântico é Ants Marching, aqui fica o aperitivo:

Caetano Veloso de Volta a Portugal

A Música no Coração divulga que estão marcados novos concertos de Caetano Veloso para o mês de Outubro. No Coliseu de Lisboa, a 12 e 13, e No Coliseu do Porto, a 15 e 16.
Os bilhetes já estão à venda.

Revista de Imprensa: Uncut, Wire, e Mojo


Uncut


Mojo


WIRE

23 maio 2007

Creamfields Volta em 2009

O evento que tanta polémica levantou promete regressar em 2009, é a SmartEvents que avança essa possibilidade.
Será que o Parque da Bela Vista só vai ser aproveitado anualmente para o Rock in Rio, alternando com o Creamfields?

22 maio 2007

Lindstrom & Prins Thomas, BBC Radio 1 Essential Mix, 2007-05-06

Lindstrom & Prins Thomas gravaram na BBC Radio 1 uma Essential Mix no passado dia 6. Aqui fica o alinhamento, e um link onde podem aceder à gravação:

Disponível para download aqui

Alinhamento

Al Usher - Her Today // Misericord
Aeroplane - Aeroplane // Eskimo
Lindstrøm & Solale - Let It Happen // Azuli
In Flagranti - Bipolar // Codek
No Theory - Devils Dance // Sin&Soul
Lindstrøm - Musikal Overtones // Feedelity
Sneak Thief G-String Orchestra - My Sullen Mistress // Klakson
Ytre Rymden Dansskola - Kjappfot (PT Edit) // Full Pupp
Runaway - Shadows // Wurst
Max Mohr - Assonja Swynja // Playhouse
Dettman Vs. Moroder - Quicksand/Utopia Mash // White Label
Faze Action - Stratus Energy // White Label
M-D-Emm - Get Acidic // Transmat
Centrific - Somebody Went To Detroit And All I Got Was The Itchy Hawtins // Drop Bass Network
Fleetwood Mac - You Make Lovin' Fun (Trailmix) // White Label
M E - Rnb Drunkie // Golf Channel
Wild Rumpus - Musical Blaze Up (Rub & Tug Bitches Remix) // Bitches Brew
Chairmen Of The Board - Party // Invictus
(Interlude) Rare Earth - Get Ready (Live Version) // EMI/Motown
Niagara - Sangandongo Part 1 // White Label
Solomun & Stimming - Eiszauber // Diynamic
Still Going - Still Going Theme // DFA
Lindstrøm - Contemporary Fix (Bjørn Torske Remix) // Smalltown Supersound
Nick Chacona - Mariacha // Internasjonal
Lindstrøm & Prins Thomas - Nummer Fire En (Short Edit)

21 maio 2007

Buraka Som Sistema Remisturam MIA

Está disponível no blog da Fader magazine o tema "Bird Flu" da MIA remisturado pelos Buraka Som Sistema. E o resultado é bem bom. Confiram:

Bird Flu", MIA - Buraka Som Sistema remix

Fernando Magalhães: 2 Anos de Saudade

Na semana que agora acaba, completou-se o segundo ano sem a presença de Fernando Magalhães entre nós. Mais precisamente no dia 15 de Maio fez 2 anos que ficámos sem o Fernando. De aí até hoje os concertos nunca mais foram abrilhantados com a presença dele, o suplemento do público sobre música nunca mais teve as linhas geniais que nos faziam comprar um disco, ou rir com as prosas de FM, o espírito do fórum sons caíu a pique até desaparecer, as canecas do Baleal não sabem tão bem, e os falhanços do Sporting já não servem para mandar o sms da praxe para o amigo Magalhães.
Mas a sua ausência fisíca não significa que o esqueçamos. Conviver com o Fernando Magalhães foi dos melhores "brindes" que tive na vida, e uma pessoa como ele nunca será esquecida enquanto eu tiver a minha memória sã e salva.
Tenho muitas saudades tuas, Fernando!

20 maio 2007

Creamfields: O Sucesso do ETC. Do Muito ETC.

Está oficialmente aberta a época de festivais em Portugal. Tudo começou no dia de ontem com a celebração em pleno coração da capital do primeiro Creamfields, um evento que já correu o mundo e até há poucas horas fez de Portugal a sua casa.
A campanha de divulgação do festival falava em música e etc, muito etc. Pois bem, era uma campanha sincera e no rescaldo da passagem pelo parque da Bela Vista o que se pode dizer é que foi o triunfo do etc e já explico porquê.

Se fossemos avaliar a potencialidade do Creamfields pelo alinhamento do palco principal seria complicado convencer muita gente a gastar dinheiro num ida até lá. Convenhamos que ir ver You Should Go Ahead, Expensive Soul, Da Weasel, Placebo e Prodigy, não é nada que não possamos imaginar num qualquer cartaz de Queima das Fitas por esse país fora.
A atracção do Creamfields estava espalhada por outros palcos direccionados a um público específico como são os nichos dedicados ao reggae, dance music, rock, ou electrónica.
Se juntarmos a estes palcos outras orginais ofertas como um jantar a 30 metros de altura, ou passeio de balão (que acabou por não acontecer devido ao vento), ou passagens por um local com piscina, entre outras acções de promoção dos diversos patrocinadores, temos então uma gigantesca feira popular que atrai o povo tendo a música como pretexto.

O conceito está aprovado, e só não entendo porque é que um espaço como este na Bela Vista não é aproveitado pelos responsáveis da cidade, e apenas é dinamizado por Rock in Rios e Creamfields, não dá mesmo para entender!
A comparação é tão inevitável quanto injusta, mas temos que dizer que o Creamfields perde aos pontos para o Rock in Rio. Deu ideia que a organização não acreditou que aparecessem muito mais do que os falados 20 mil pagantes, a verdade é que devem ter estado uns bons milhares de pessoas a mais, e isso veio a espelhar-se nas inacreditaveis filas que se foramavam à porta de tendas, ou das instalações sanitários, ou até para experimentar as várias atracções ao longo do parque. Fez lembrar a Eurodisney às 16h.
A juntar às enormes filas há que apontar mais aspectos negativos. A espera para se comer à medida que a noite caía era desesperante! E, finalmente, a questão mais grave, não havia no recinto uma única caixa multibanco.
Estes factos negativos depois de 2 edições do Rock in Rio no mesmo espaço não escapou à crítica de ninguém, especialmente a parte da alimentação que para quem não tinha o mágico acesso à área VIP, onde até se podia beber Moët & Chandon, foi uma desilusão.

As partes boas do Creamfields são para meditar. Para mim, o principal a reter é o facto de podermos ter no mesmo espaço vários palcos a funcionar ao mesmo tempo, ao contrário do que costuma acontecer por cá. A diversidade da oferta assegura o bom funcionamento de cada espaço. Eu vi muito boa gente que andou a pular entre o rock dos Vicious Five, ou Wraygunn, e o reggae de Max Romeo, e que nem chegou a aproximar-se do palco principal.
Os concertos verdadeiramente interessantes passaram-se mesmo nos espaços temáticos. Os três que já referi são os melhores exemplos de compensarem uma ida ao Creamfields.
É a confirmação da força que o reggae vem mostrando por cá, embora eu continue a achar estranho a geral beatificação dos novos nomes, Jahcoustix é um bom exemplo, em detrimento de uma veneração geral a lendas como Max Romeo. Mas isto sou eu que já estou velho.

No palco principal só os Da Weasel mostraram estar à altura do grande aparato sonoro, e visual, que o cenário impunha aos muitos teenagers que ocuparam os vários metros de relva em formato de vale em frente do mesmo.
Os Da Weasel confirmam-se como os Xutos & Potanpés (no sentido da aceitação generalizada, e celebrizada) da sua geração. Com um disco novo para apresentar, a banda de Pacman desfila em mais de uma hora um formato de Best Of de toda a sua carreira, e já consegue ter grande reacção dos fãs nos novos temas.
De resto os Placebo tiveram uma passagem fraquinha, ao contrário do que tinha acontecido há um ano no Super Rock, e os Prodigy chegaram a entusiasmar mas só quando passaram pelo disco que lhes garante a sobrevivência há mais de 10 anos.
Os Expensive Soul animaram o pessoal, mas não convenceram muito por culpa de uns coros ridículos. Já os You Should Go Ahead deram tudo o que tinham na ingrata tarefa de abrir as hostilidades ainda com o sol bem alto, e pouca gente à sua frente.

Feito o balanço, digo que valeu a pena perceber que estes eventos em formato de feira popular têm potencial para vingar, e que o conceito de vários palcos a funcionar ao mesmo tempo é aposta segura para futuras edições.
Está aberta a temporada festivaleira!

(fotos do site da Antena3)

18 maio 2007

Ziggy Marley no Coliseu de Lisboa

Bom reggae para ouvir no Coliseu a 29 de Julho. Ziggy Marley, um dos filhos do Mestre, vem a Lisboa apresentar o seu mais recente disco "Love is My Religion". Fica já marcada uma bela noite reggae para o fim de Julho.

Podcast: Boa Noite e Um Queijo

Agora que tenho disponibilidade para estar a ouvir música durante os dias de trabalho, descubro o verdadeiro prazer de ouvir bons podcasts. O primeiro que quero destacar é o programa Boa Noite e Um Queijo das minhas amigas Ana Martins e Lia Pereira. É a segunda vida do "Queijo" que começou a ir para o ar na extinta Química FM num formato directo de duas horas, em que tive o prazer de participar várias vezes.
Agora o Boa Noite e Um Queijo vive na Rádio Zero e pode ser ouvido em Podcast.
Durante a semana ouvi estes primeiros episódios, a nova aventura começou a 24 de Abril (bela data) e já aguardo por nova gravação que deverá acontecer na próxima terça feira.
Para descobrir em: Boa Noite e Um Queijo!

17 maio 2007

Sérgio Godinho no Teatro Maria Matos Até Dia 20

Desde ontem até ao próximo dia 20, todas as noites Sérgio Godinho vai estar a apresentar "Ligação Directa" no Teatro Maria Matos em Lisboa.
Excelente oportunidade para ver e ouvir ao vivo um dos melhores discos de 2006.

The Who @ Pavilhão Atlântico

Não foi por acaso que pedi ontem ao amigo Luís Guerra para escrever aqui sobre a vinda dos The Who a Lisboa. Ele é um dos que defende, e explica, a importância dos ingleses na história do rock. Aqui a questão era saber em que estado de conservação nos chegavam os The Who. Tal como Luís Gerra explicou ontem, a ida ao Atlântico era mesmo obrigatória porque a banda, que até inclui o filho do Beattle Ringo Starr, defende com muita dignidade, orgulho, e convicção a banda sonora de uma geração que se agitou ao som das muitas canções que em 1977 ficaram registadas naquele que será o melhor disco ao vivo de sempre.

Pena que o povo português não se entregue a celebrações massivas com quem merece, não tendo aparecido mais de 4 mil fãs à chamada no Atlântico. De qualquer maneira, foram os suficientes para dar ambiente a um excelente concerto, com um som fabuloso, e com imagens de alta definição a ilustrar o cenário do palco. Tudo o que se lhes pedia foi atentido. Tocaram os grandes clássicos, deram tudo em palco, e Roger Daltrey desfilou os seus truques com o microfone, enquanto Pete Townshend brindou o pessoal com os seus populares movimentos moínho na guitarra!
Grande passagem dos The Who por Portugal. Mais uma lenda do rock que vi ao vivo, e que anda na escala dos Stones, ou seja, não desiludem minimamente ainda hoje.

A vossa atenção para a reportagem do Luís Guerra na Blitz.

16 maio 2007

The Who e as Razões de Luís Guerra

O jornalista da Blitz, Luís Guerra, aceitou o desafio do Grandes Sons para explicar porque não devemos perder hoje o concerto dos históricos The Who em Lisboa. Aqui ficam:

3 más razões para ficar em casa durante o concerto dos the who:

- tanto a novela «Vingança» (SIC) como «Tu e Eu» (TVI) não apresentam episódios fulcrais.

- ninguém quer ver o defensor-grémio para a taça dos libertadores da américa (sport tv) quando já anda suficientemente nervoso com o desenlace da liga portuguesa.

- o prazo de entrega do irs já lá vai (para trabalhadores independentes foi ontem o último dia). se -como bom português - entregou ontem às 23h59 a sua declaração, ainda não é hoje que vai ter um cálculo do reembolso - e muito menos à noite!

3 boas razões para ver os the who ao vivo:

- provavelmente nunca os terão visto antes e vai ser difícil vê-los depois, logo aquelas duas horas serão a altura ideal para fazê-lo.

- pete townshend é perito no movimento do moinho de vento com a guitarra.

- roger daltrey tem caparro para ir às fuças aos detractores.

e uma quarta, não oficial e segredada:
a música é do melhor rock que seres humanos do pós-paleolítico já fizeram.

Logo à Noite; The Who no Pavilhão Atlântico

Após quatro décadas de espera, Portugal vai finalmente ver The Who. Quem? Aquela banda que deu ao mundo clássicos tão marcantes e influentes como "My generation", "Baba O' Riley" ou "The kids are alright". O concerto está agendado para dia 16 de Maio, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.Os veteranos e lendários Pete Townshend e Roger Daltrey são os anfitriões desta viagem de memórias. É um canal de recordações com grandes momentos musicais, mas também com vários episódios trágicos que quase paralisaram a banda de vez. A morte do baterista Keith Moon, em 1978, foi um deles. A morte de John Entwistle, em 2002, reavivou o luto.

Mas algo reacendeu a vontade de continuar a espalhar a palavra. No ano passado, Townshend e Daltrey voltaram a gravar com The Who, pela primeira vez em mais de 20 anos. O resultado? "Endless Wire", que tem sido francamente aplaudido pela critica, pondo em cheque os sobrolhos levantados perante uma manobra que podia, à primeira vista, ser encarada como puramente comercial. "É uma movimentação rara e inesperada, de uma banda do Passeio da Fama, que ganha créditos por ser mais do que o habitual esquema pensionista do dá-às-pessoas-o-que-elas-querem", escreveu a "Pitchfork".

Os The Who que vêm a Portugal cantar versos-chave como "Hope I die before I get old" podem ser "apenas" metade. Mas essa metade ressurge com uma energia renovada. E vem bem acompanhada: nas teclas, John "Rabbit" Bundrick, velho conhecido dos anos 70; no baixo, Pino Palladino, músico já convocado por Eric Clapton e Paul McCartney; na bateria, Zak Starkey, filho de Ringo Starr; na guitarra, Simon Townshend, irmão de Peter.

in Público

15 maio 2007

Novas do Delta Tejo

Actualização
O cartaz do Delta Tejo é o seguinte:

20 de Julho
Daniela Mercury
Papas na Língua
André Sardet
Os Mutantes
Bebel Gilberto
Los de Abajo


21 de Julho
Carlinhos Brown
João Gil & Luís Represas
João Pedro Pais & Mafalda Veiga
Lila Downs
Olodum
DJ Marcelinho da Lua


22 de Julho
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14 maio 2007

Os 40 Anos da Rolling Stone


Edição reforçada com entrevistas a muitas celebridades para festejar 40 anos de vida da Rolling Stone.

13 maio 2007

George Michael em Coimbra: À Grande

O fim de tarde vivia-se com preocupação no bonito estádio de Coimbra. Havia a ameaça de chuva, a moldura humana não estava de acordo com as expectativas, e não se sabia ao certo o que esperar da performance de George Michael.
Pois bem, não chegou a chover (apesar da curta presença dos Fingertips que mereciam uma trovoada), e perto das 22h, altura em que começou o concerto, a plateia estava muito mais composta para dar calor ao primeiro grande concerto de estádio de 2007.
Ao fim de poucos minutos também ficámos esclarecidos quanto ao desempenho de George Michael em palco. Imagem sóbria, e elegante, aposta num discreto fato escuro, passando para segundo plano num gigantesco cenário que estimula a visão com imagens cheias de cores centradas numa tela que vai do cimo da cobertura do palco até ao relvado, fazendo de passadeira para o cantor.
Os vários efeitos visuais são soberbos, e o som é arrebatador, principalmente nos temas com batidas dançáveis.
A gestão do repertório é lógica e inteligente, passa pelos maiores êxitos a solo, intercalando ritmos contagiantes como "Star People", ou "Everything She Wants", com baladas a escorrer azeite como "Jesus to a Child".
Como se pode já perceber, o rapaz não hesite em recorrer ao reportório dos Wham!, embora tenha falhado o (muito pedido) "Wake Me Up...".
Antes de um intervalo de 20(!) minutos, o momento mais marcante com a interpretação de "Shoot the Dog" que termina com um grande boneco insuflável de G. Bush no meio do palco. Antes de sair para intervalo, George Michael passa por Bush, desaperta-lhe as calças e sai um cão com as cores da bandeira do Reino Unido pendurado...

É aqui que é preciso dizer que este é o espectáculo que vai inaugurar o mítico estádio de Wembley! Os ingleses vão ter muito com que se entreter.
A segunda parte do concerto é o continuar do desfile de grandes sucessos que a plateia no seu ambiente mais familiar possível acolhe com alegria e satisfação.
Para trás ficou uma presença simpática em palco, e uma demonstração de grande à vontade no domínio de um espaço enorme por só artista, embora de vez em quando tivesse a companhia de alguns elementos da sua banda à boca de cena.
Foi tudo o que se esperava, não houve surpresas e todos saíram satisfeitos.
Mais um que já assinou o livro de presenças por cá.

12 maio 2007

Porquê ir a Coimbra Ver George Michel?

Porque é uma das personagens principais do chamado Pop nas últimas décadas.
Passou os anos 80 de jeans rasgados a tirar da sua guitarra alguns dos refrões mais reconhecidos pelo mundo fora, e que ainda hoje fazem as delícias das rádios. Isto enquanto espalhava charme pelas teenagers que vacilavam só de ouvir falarm em Wham!.
Passada a fase pop teen, George Michel avança com toda a segurança para uma carreira a solo que marcaria os primeiros anos da década de 90 vendendo milhões de discos, ganhando Grammys, actuando ao lado de velhos ídolos como Aretha Franklin, ou Elton John. Num registo mais badaladeiro, entre a soul, e o r&b, o homem lá acertava na fórmula que o levou aos pícaros da fama pop.
Depois de começar tão bem os 90's, assinaram-lhe a sentença de morte (artística, claro) numa casa de banho público num parque dos Estados Unidos. Foi a sua homosexualidade a vir ao de cima, e a imprensa a massacrá-lo. O golpe de génio veio quando menos se esperava.
Se George Michael ainda hoje parte para grandes e rentáveis digressões muito se deve à fabulosa resposta audiovisual no formato de Outside:


Foi o relançar da carreira assumindo tudo o que era, e ridicularizando tudo o que lhe aconteceu, principalmente tendo na mira a critica norte americana.
O tema foi um sucesso e um pouco por todo o mundo voltou-se a dançar nas pistas ao som de George Michael!
Já no século XXI veio o completar da reviravolta do inteligente artista. Com um só videoclip gozou com políticos, e políticas, inglesas, e americanas. O single Shoot The Dog foi recebido com sorrisos, e aprovação geral:


Para trás ficam mais de 20 anos de canções reconhecidas por quaquer humano aos primeiros acordes. Hoje em Coimbra, George Michael vai apresentá-las aos portugueses pela primeira vez, e ali vão desfilar pedaços da rica, e complexa, história da Pop Music que não é indiferente à geração de 70, especialmente aqueles que costumam frequentar este tipo de eventos (e hoje este o primeiro grande concerto de massas em 2007) e não conseguem recusar companhia às amigas da mesma geração. É como ir ao cinema ver um filme inofensivo.

11 maio 2007

Maldoror pelos MÃO MORTA

É hoje a estreia. Aqui fica tudo o que precisam de saber sobre o novo projecto dos Mão Morta.

11 e 12 de Maio

Theatro Circo – Braga

21h30m

Preço do bilhete: 10 euros

Para conheceres melhor este espectáculo, basta ires ao site www.mao-morta.org ou veres o video promocional do you tube:


O site www.mao-morta.org está renovado graficamente!


OS CANTOS DE MALDOROR

(o livro)

Na Paris sitiada de 1870 e em vésperas do levantamento da Comuna morre aos 24 anos o desconhecido Isidore Ducasse. No entanto este misterioso “homem de letras” deixava atrás de si um formidável empreendimento de demolição de que o romantismo envelhecido e o Segundo Império à beira do desastre não seriam as únicas vítimas. Os seus “Os Cantos de Maldoror”, impressos no ano anterior sob o pseudónimo de O Conde de Lautréamont, não poupam nenhuma autoridade nem nenhum dogma.

Sob a aparência de um herói do Mal, negativo dos heróis românticos então em voga, Maldoror é a personagem central da narrativa estruturada em Cantos à maneira das epopeias clássicas. Mas Maldoror é muito mais que um herói do Mal, é sobretudo um combatente da liberdade que nos revela as consequências de uma dupla alienação: enquanto a interiorização dos interditos morais e religiosos nos confisca os desejos, as marcas de uma linguagem imobilizada contrariam-nos a livre expressão.

Se a primeira alienação ganha denúncia no combate encarniçado de Maldoror contra o Criador e a religião e na natureza obsessivamente erótica dos seus crimes, relembrando a animalidade e a agressividade que a Igreja associa à sexualidade, já a segunda é exposta pela recorrência a artifícios literários, da interpelação do leitor à confusão entre narrador e personagem, da ausência de linearidade narrativa à constante sobreposição de formas literárias, como se ao combate encarniçado contra o Criador correspondesse estranhamente uma luta da escrita contra uma censura latente. Apesar disso, o texto não perde balanço, antes, como uma espiral ou um turbilhão, ganha um movimento rodopiante, de reposição e de renovação, de repetição e de modulação, com novos enredos sempre a arrancarem para logo abortarem, com constantes intromissões e divagações a impedirem a narração de avançar, não abordando novos relatos senão para voltar a tropeçar no mesmo episódio indizível, deixando entrever o que se segue para melhor o ocultar, tal um segredo que se quer contar mas não se consegue, criando assim uma tensão que vai alimentar toda a obra, que dá a impressão de gravitar à volta de um centro sempre fugidio.

“MALDOROR”

(o espectáculo)

A partir de “Os Cantos de Maldoror”, a obra-prima literária que Isidore Ducasse, sob o pseudónimo de Conde de Lautréamont, deu à estampa nos finais do séc. XIX, os Mão Morta, com os dedos de alguns cúmplices, estruturaram um espectáculo singular onde a música brinca com o teatro, o vídeo e a declamação.

Aí se sucedem as vozes do herói Maldoror e do narrador Lautréamont, algumas imagens privilegiadas das muitas que povoam o livro, sem necessidade de um epílogo ou de uma linearidade narrativa, ao ritmo da fantasia infantil – o palco é o quarto de brinquedos, o espaço onde a criança brinca, onde cria e encarna personagens e histórias dando livre curso à imaginação.

Em similitude com a técnica narrativa presente nos Cantos, a criança mistura em si as vozes de autor, narrador e personagem, criando, interpretando e fazendo interpretar aos brinquedos/artefactos que manipula as visões e as histórias retiradas das páginas de Isidore Ducasse, dando-lhes tridimensionalidade e visibilidade plástica. O espectáculo é constituído pelo conjunto desses quadros/excertos, que se sucedem como canções mas encadeados uns nos outros, recorrendo à manipulação vídeo e à representação.

Como um mergulho no mundo terrível de Maldoror, povoado de caudas de peixe voadoras, de polvos alados, de homens com cabeça de pelicano, de cisnes carregando bigornas, de acoplamentos horrorosos, de naufrágios, de violações, de combates sem tréguas… Sai-se deste mundo por uma intervenção exterior, como quem acorda no meio de um pesadelo, como a criança que é chamada para o jantar a meio da brincadeira – sem epílogo, sem conclusão, sem continuação!

INTERVENIENTES

Texto Original: Isidore Ducasse dito Conde de Lautréamont;

Selecção, Versão Portuguesa e Adaptação: Adolfo Luxúria Canibal;

Música: Miguel Pedro, Vasco Vaz, António Rafael e Mão Morta;

Encenação: António Durães;

Cenografia: Pedro Tudela;

Figurinos: Cláudia Ribeiro;

Vídeo: Nuno Tudela;

Desenho de Luz: Manuel Antunes;

Interpretação: Mão Morta (Adolfo Luxúria Canibal – voz / Miguel Pedro – electrónica e bateria / António Rafael – teclados e xilofone / Sapo – guitarra / Vasco Vaz – guitarra e xilofone / Joana Longobardi – baixo e contrabaixo);

Produção: Theatro Circo e IMETUA – Cooperativa Cultural