31 dezembro 2008

Lista JG: Melhores Discos Nacionais 2008


Deolinda - Canção ao Lado

Buraka Som Sistema - Black Diamond
M-Pex - Phado
A Naifa - Uma Inocente Inclinação para o Mal
Camané - Sempre de Mim

Dead Combo - Lusitânia Playboys
Projecto Fuga - Fuga 01
Rita Redshoes - The Golden Era
Kumpania Algazarra - Kumpania Algazarra
Foge Foge Bandido - O AMOR DÁ-ME TESÃO/NÃO FUI EU QUE ESTRAGUEI

Mariza - Terra
Tiago Guillul - IV
Rádio Macau - 8
Os Pontos Negros - Magnífico Material Inútil
Dapunksportif - Electro Tube Riot
Gala Drop - Gala Drop
Donna Maria - Música para Ser Humano
Mesa - Para Todo o Mal
Peixe : Avião - 40.02

30 dezembro 2008

Lista JG: Melhores Discos Internacionais 2008


1 Vampire Weekend - Vampire Weekend
(aposta aqui em Fevereiro)


2 Brooklyn Funk Essentials - Watcha Playin


3 Raconteurs - Consolers Of The Lonely


4 Portishead - Third


5 Bob Dylan - Tell Tale Signs the Bootleg Series Vol.8 Rare and Unreleased 1989-2006

6 Nick Cave & The Bad Seeds -Dig!!! Lazarus Dig!!!
7 The Ting Tings - We Started Nothing
8 Studio - Yearbook 2
9 Calexico - Carried To Dust
10 Foals - Antidotes

11 Hot Chip - Made In The Dark
12 Jamie Lidell - Jim
13 Cut Copy - In Ghost Colours
14 Emmylou Harris -All I Intended To Be
15 Girl Talk - Feed The Animals
16 Gemma Hayes-The Hollow Of Morning
17 Hercules and Love Affair - Hercules and Love Affair
18 Giant Sand - Provisions
19 Sebastian Tellier - Sexuality
20 Why - Alopecia

21 Drive by Truckers - Brighter Than Creation's Dark
22 Fuck Buttons - Street_Horrrsing
23 Goldfrapp - Seventh Tree
24 David Byrne and Brian Eno - Everything That Happens Will Happen Today
25 Erykah Badu -New Amerykah part one 4th world war
26 Oasis - Dig Out Your Soul
27 Lykke Li - Youth Novel
28 Mgmt-Oracular_Spectacular
29 Neil Diamond - Home Before Dark
30 Lucinda Williams - Little Honey

31 Isobel Campbell & Mark Lanegan-Sunday at the devil dirt
32 Eagles of Death Metal - Heart_On
33 Eli Paperboy Reed - The True Loves -roll with you
34 DeVotchKa - A Mad and Faithful Telling
35 Quiet Village - Silent Movie
36 Randy Newman - Harps And Angels
37 Solomon Burke - Like A Fire
38 Lambchop - OH Ohio
39 Willie Nelson & Wynton Marsalis - Two Men With The Blues
40 Roots, The - Rising down

41 Quantic - Presenta Flowering Inferno
42 Shelby Lynne - Just A Little Lovin
43 James - Hey Ma
44 Neon Neon - Stainless Style
45 Spiritualized - Songs in A E

29 dezembro 2008

Lista JG: Melhores Concertos 2008


Neil Young @ Alive

Bob Dylan @ Alive
Rage Against the Machine @ Alive
The National @ Aula Magna
Mari Boine @ Culturgest
The Cure @ Pavilhão Atlântico
Einstürzende Neubauten @ aula magna
Chemical Brothers @ SW
Nick Cave @ Coliseu
Portishead @ Coliseu

Michael Gira @ Cinema Nimas
Omara Portuondo @ Aula Magna
Faiz Ali Faiz @ Sines
Last Poets @ Sines
Tanya Stephens @ Teatro Variedades
Santogold @ Tivoli
Fat Freddys Drop @ Quinta dos Lombos
Carlos do Carmo @ Pavilhão Atlântico
Róisín Murphy @ Coliseu
Patrick Watson @ Aula Magna

Deolinda @ Cinema São Jorge
Buraka Som Sistema @ Rock in Rio
Max Romeo @ Pav. dos Lombos
A Naifa @ Teatro Maria Matos
Wraygunn e The Faith Gospel Choir @ Rock in Rio
Cut Copy @ SW
Lykke Li @ Teatro Variedades
Collie Budz @ Pav. dos Lombos
Caravan Palace @ Teatro Variedades
Camané @ SW

Gogol Bordello @ Campo Pequeno
Goldfrapp @ SW
Takana Zion @ Pav. dos Lombos
Demarco @ Teatro Variedades
Toumani Diabaté @ sw
Spoon @ Aula Magna
Walkmen @ Tivoli
Alicia Keys no atlantico
Racine @ musicbox
Deolinda @ São Jorge

Cut Copy @ Lux
Deolinda @ Aula Magna
The Charlatans @ Aula Magna
Lou Rhodes @ Santiago Alquimista
José Gonzalez @ Aula Magna
Gilberto Gil @ Coliseu
Andersen Molière @ Teatro Mundial
Mark Knopfler @ Campo Pequeno
Rita Redshoes @ Fnac Chiado
Amy Winehouse @ Rock in Rio

Sex Pistols @ Paredes de Coura
Cat Power @ Coliseu
Anonima Nuvolari @ Castelo São Jorge
Muse @ Rock in Rio
Linkin Park @ Rock in Rio
Kaiser Chiefs @ Rock in Rio
metallica @ Rock in Rio
Rod Stewart @ Rock in Rio
Joss Stone @ Rock in Rio
Bon Jovi @ Rock in Rio

Björk @ SW
A Naifa @ Sines
Tinariwen @ SW
Herminia @ Sines
Roisin Murphy @ Alive
Dynamics @ SW
John Butler Trio @ Alive
The National @ Alive
Franz Ferdinand @ SW
Hercules & Love Affair @ Alive
MGMT @ Alive

Ladyhawke @ São Jorge
Mafalda Arnauth @ CCB
Phoebe Killdeer @ São Jorge
KTU @ Sines
X-Wife @ Teatro Variedades
Marcelo Camelo @ Tivoli
Madonna @ Parque da Bela Vista
Keane @ Coliseu dos Recreio
Flat Earth Society e Jimi Tenor @ Sines
Mazgani @ Aula Magna

Bryan Adams @ maxime
Adriana Calcanhotto € Coliseu
Rádio Macau @ Maxime
Skank @ Rock in Rio
Hazmat Modine @ Sines
Spiritualized @ Alive
Mando Diao @ Paredes de Coura
Vampire Weekend @ Alive
Incognito @ Casino Lisboa
Bellrays @ Paredes de Coura
Gotan Project @ Campo Pequeno
Asian Dub Foundation @ Alquimista
Cui Jian @ Sines
peixe:avião @ São Jorge
Enzo Avitabile @ Sines
Cansei de Ser Sexy @ Coliseu de Lisboa

Passagem de Ano com Concertos de Norte a Sul

Divulgo a recolha oportuna publicada na Blitz. É só escolher:

UB40 + Classificados - Praia dos Pescadores, Albufeira / entrada livre

Os Pontos Negros + Smix Smox Smux - Alla Scalla, Braga / 15 euros

Pedro Abrunhosa & Bandemónio - Avenida de Abril, Figueira da Foz / entrada livre

Xutos & Pontapés - Casino de Lisboa / entrada livre

Da Weasel + Sérgio Godinho - Praça do Comércio, Lisboa / entrada livre

Irmãos Catita - Santiago Alquimista, Lisboa / entre 20 e 25 euros

David Fonseca + Deolinda - Praça do Mar, Quarteira / entrada livre

Santos & Pecadores - Portas do Mar, Ponta Delgada / entrada livre

Fernando Alvim (DJ set) - Centro Cultural e de Congressos de Aveiro / 40 euros

Boney M - Casino de Espinho / 250 euros

Rita Mendes (DJ set) - Edifício da Alfândega do Porto / 50 euros

Sister Sledge - Casino Estoril / Salão Preto e Prata, 500 euros

Alec Empire [NYE 2009] - Teatro Sá da Bandeira, Porto / 20 euros

Farra Fanfarra - Praça 5 de Outubro, Torres Novas / entrada livre

Selecta Zezé + Selecta Alice + Manu - Bacalhoeiro, Lisboa

Farra Fanfarra + Zentex + Lump + Trash Converters + Kaeser + Manu + Nuno Bernardino + 2Old4School | Ayala & JahWise + Tony Montana + Weedub Crew + Nagga Fire + Dr. Bastard & Selecta Alice (Here We Go... Again!) - Braço de Prata, Lisboa / 15 euros

Cais Sodré Cabaret! + 49 Special + Miss Scarlet & Carlos deLuxe + Os Campeões do Yé-Yé - Cabaret Maxime, Lisboa / Entre 15 e 50 euros



Temper D + Alif B2B NoLeaf + C-Netik + Mee_K + N.Sekt + Zeder + D Element Q - Tuatara, Lisboa / Entre 12 e 15 euros

Irmãos Verdades - Complexo Big Cansil, Santa Maria da Feira / 15 euros

O destaque pessoal vai para Sines:

A Câmara Municipal de Sines assinala a passagem de ano de 2008 para 2009 com fogo-de artifício no cenário espectacular da baía de Sines e animação musical pelo grupo de DJ's Bailarico Sofisticado.

O fogo-de-artifício é lançado dos dois molhes da baía às 00h00 e tem a duração de 20 minutos.

A animação pelos DJ’s do Bailarico Sofisticado terá lugar na tenda gigante montada no Castelo de sines, com início às 23h00, prolongando-se, depois do fogo, até às 02h30.

Composto por Bruno Barros, Pedro Marques e Vítor Junqueira, o Bailarico Sofisticado é um dos grupos de DJ’s mais conhecidos do país, com o seu set baseado em músicas do mundo.

28 dezembro 2008

Os Melhores de 2008: Público

Jornal Público

1. Vampire Weekend - Vampire Weekend
2. Gang Gang Dance - Saint Dymphna
3. Portishead - Third
4. High Places - High Places
5. Buraka Som Sistema - Black Diamond
6. Tiago Guillul - IV
7. Fujiya & Miyagi - Lightbulbs
8. Buika - Niña de Fuego
9. Cass McCombs - Dropping the Writ
10. Camané - Sempre de Mim
11. MGMT - Oracular Spectacular
12. TV On The Radio - Dear Science
13. Girl Talk - Feed the Animals
14. Ney Matogrosso - Inclassificáveis
15. B Fachada - Viola Braguesa
16. Why? - Alopecia
17. Beach House - Devotion
18. Earth - The Bees Made Honey In The Lion`s Skull
19. Fleet Foxes - Fleet Foxes
20. Dirty Projectors - Rise Above
21. Scout Niblett - This Fool Can Die Now
22. Sonic Youth - Andre Sider Af Sonic Youth
23. Santogold - Santogold
24. Robert Forster - The Evangelist
25. The Matthew Herbert Big Band - There`s Me and There`s You
26. Wooden Ships - Vol.1
27. Vetiver - Thing of the Past
28. Glass Candy - B/E/A/T/B/O/X
29. The Last Shadow Puppets - The Age of the Understatement
30. Jamie Lidell - Jim

27 dezembro 2008

100 Canções de 2008: Pitchfork


O site Pitchfork elegeu as suas canções favoritas de 2008. É uma lista de 100 que pode ser consultada na sua página.
Aqui o que se propõe é que se faça o download do ficheiro ( não se esqueçam que são 100 canções por isso sao mais de 800mb ) e que se oiça novamente algumas músicas, e se descubram outras:
The 100 Best Tracks of 2008

26 dezembro 2008

Recuperação Megafone - III



01.Três
02.Real
03.Acordai
04.Aboio
05.Repisa
06.Lavrar
07.Tudodance
08.Deus
09.D. Bernardo
10.Óvósomnes

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Recuperação Megafone - II



1 : Canto da Santa Cruz
2 : Senhora do Carmo
3 : Moda do ladrão : aboio
4 : Encomendação das almas
5 : O mineiro
6 : Terçoo da Quaresma
7 : Saias da morena
8 : Aboio
9 : Canto de São João
10 : Cantiga da segada
11 : Maragato

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Recuperação Megafone


"Megafone" - Megafone (1998/Pérola Negra/Farol)

01 Ehu Ehu Domine
02 Maçadela do Linho
03 Aleluia
04 Mineta
05 Moda dos Caretos
06 Filomena
07 Vaca
08 No Fim da Noite
09 Encomendação das Almas
10 Ás Vezes lá no Meu Monte
11 Cantiga da Segada
12 Inês

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24 dezembro 2008

Bom Natal com os Move


A desejar um bom Natal a todos os leitores do Grandes Sons compartilho uma descoberta recente que vai ser banda sonora por aqui.
The Move banda inglesa em acção entre 1965 e 1972, portanto antes do meu nascimento, e que produziu grande malhas de rock que agora estou a descobrir graças a uma caixa editada recentemente.
Bom Natal.

23 dezembro 2008

Enchufada oferece prenda de Natal

A Enchufada vai oferecer uma prenda de Natal no dia 24 de Dezembro.

A editora disponibiliza um tema assinado por Kalaf e Lil`John. Para o receber, basta enviar nome e email para list@enchufada.com.

22 dezembro 2008

Um Impressionante Arquivo de Concertos


Chama-se Wolfgang's Vault e armazena milhares de concertos de milhares de artistas! O registo não demora um minuto e o acesso ao impressionante número de concertos é imediato. Escolhe-se a banda, vê-se os detalhes dos concertos disponíveis, clica-se, abre-se uma janela e estamos a ouvir o concerto com uma qualidade de som boa.
Não resisti e já estou a ouvir estou a ouvir um concerto dos Dire Straits de 1985 no Texas.
Nem falta a descrição pormenorizada da actuação. Fica este como exemplo, mas vão encontrar lá milhares de concertos.

Em Wolfgang's Vault Concerts

Revoltados, Mas Educadinhos...

A propósito da minha crónica para o Disco Digital sobre o concerto dos Gotan project já recebi uns quantos mails de malta meio irritada com a prosa. Felizmente, também recebi uns poucos concordantes, mas o que me fascina é que todos os que são para expressar revolta, discordância, ou mesmo leves insultos, começam invariavelmente por: Senhor João...
Gosto muito.
Portugal é muito certinho, cheio de boas maneiras. Como vou reclamar à grande deixa-me começar por mostrar a minha educação e chamar a besta por senhor.

Sobre o Bailarico Sofisticado

Basicamente o Música de Pratos diz tudo sobre os meus amigos aqui.

21 dezembro 2008

Gotan Project no Campo Pequeno

Diz que a classe média tende a desaparecer. Sinais da crise. É mentira.
Diz que os Gotan Project estão a desaparecer. Não parece ser verdade após mais uma visita ao nosso país em que saíram em ombros do lotado Campo Pequeno.

Já muito se falou e escreveu dos concertos dos Gotan Project. São presença habitual entre nós, já passaram pela Aula Magna, pelo Coliseu, ou pelos jardins de Oeiras. O que surpreende é o facto de ainda esgotarem salas mais de sete anos depois de editarem «La Revancha del Tango». Este seu disco de estreia continua a ser o abono do colectivo francês, argentino e suíço. Convenhamos que depois de 2001 o trabalho dos Gotan Project nunca mais despertou os níveis de entusiasmo que o disco de estreia proporcionou, ao ponto de inspirarem outros projectos como os Bajofondo Tangoclub.

O que se viu no sábado à noite em Lisboa foi um resumo da sua carreira, e dos seus concertos. Quem os viu nos outros anos, como é o caso do autor destas linhas, não pode evitar um bocejo em algumas alturas da noite já que o menu é previsível e requentado. Também é requintado, os jogos de luzes, as imagens projectadas na primeira parte do concerto em telas transparentes que tapam a boca do palco, a mudanças dos tons quentes vermelho e negro do cenário, para uma brancura total que dão receptividade a mais imagens que desta vez são projectadas no cenário do palco.

Tudo isto já foi visto, e tudo isto continua a entusiasmar milhares de pessoas. Apetece perguntar onde tem andado esta classe média alta que ontem foi desfilar roupa de marca, vistosas toiletes, e aromas de perfumes caros para a Praça de Touros da capital?

É verdade que sabe sempre bem ouvir temas como «Santa Maria (Del Buen Ayre)», «Queremos Paz», «Vuelvo al Sur», ou «Una Música Brutal», não por acaso todos do disco de estreia, e ver um par competente a dançar tango. Mas musicalmente falando percebe-se que Philippe Cohen Solal, Eduardo Makaroff, e Christoph H. Müller queiram dar por terminadas as operações do chamado electrotango. Não há muito mais por explorar, o conceito está esgotado.
Mas duvido muito que tenha sido a última visita dos Gotan Project.

20 dezembro 2008

Gotan Project de Volta

Portugal renova votos com os Gotan Project, naquela que é a última digressão mundial do trio franco-suíço-argentino. A chama deste caso de amor pelo seu "electrotango" reacende-se no hoje Campo Pequeno.

Eduardo Makaroff, Philiphe Cohen Solal e Christoph H. Müler regressam para mais uma dose (a última?) do sucessor do surpreendente "La Revancha del Tango". A BBC descreveu-o como um álbum "mais profundo, mais amplo e mais rico" que o anterior. Chama-se "Lunático" e o público português já conhece a sua forma ao vivo - o que, numa relação especial como esta, é uma vantagem.

in Y

19 dezembro 2008

Pela noite dentro no LEFT


Bailarico Sofisticado.
Bar LEFT.

Hoje Há IPOD BATTLE @ Music Box



A explicação do evento no Público:
Basta um leitor de mp3 com uma playlist cheia de surpresas e um público entusiasta. No fim, gan ha o melhor. Hoje à noite, em Lisboa, oito equipas vão travar a primeira iPod Battle portuguesa

É uma espécie de vale tudo musical, mas com um mínimo de regras básicas e a expectativa de alguma performance. A primeira iPod Battle portuguesa dá-se hoje no Music Box, em Lisboa, organizada pela Red Bull e com oito equipas em contenda. A luta é musical, a arma é um leitor mp3 (não precisa de ser um iPod, mas a marca da Apple é há muito um substantivo que designa todos os pequenos leitores digitais que acompanham a nossa vida) e o segredo é variedade. Êxitos, batidas contagiantes, canções de resposta imediata, vale mesmo tudo na iBattle da Red Bull - musicalmente falando.

Inês, nome de guerra Violet, é uma das lutadoras que esta noite sobem ao púlpito da cabina do DJ no Music Box, acompanhada por Mi, Maria de seu nome no BI, o outro lado da dupla A.M.O.R. Ela escreve sobre música, faz DJing e as A.M.O.R. são jovens valores da cultura clubbing e electro portuguesa. E Violet é um típico membro da geração mp3. A relação com o seu iPod é "muito próxima: sempre que vou nem que seja ao Pingo Doce ou ao Multibanco, levo-o sempre. Adoro ouvir música, tenho lá muitos álbuns que ainda não ouvi e está sempre comigo".

Este é um dos segredos de uma iBattle: a mobilidade musical, a capacidade de armazenar imensa coisa diferente e de ter toda uma discografia no bolso. "Normalmente, as pessoas chegam a um clube e estão três, quatro horas a ouvir o mesmo DJ e o mesmo género de música", contextualiza Miguel Silva, culture marketing manager da Red Bull. "Uma série de pessoas chegou à conclusão de que precisava de mais interacção e mais energia durante a noite" e assim nasceram as batalhas mp3, "uma nova forma de celebração nocturna". O que há de novo? Bom, o formato - uma espécie de aproximação entre os rituais do karaoke e o bom e velho DJ set.

O público decide
Numa batalha de iPod (com as quais a Apple não tem qualquer relação), qualquer pessoa pode participar. Desde o melómano ao produtor musical, do DJ ao curioso, basta ter o leitor de mp3 na mão e inscrever-se para, numa noite, entrar em luta pelos aplausos do público, que ditam o vencedor. Este é o outro segredo das batalhas iPod - não é preciso ser DJ profissional, nem ter o que Inês diz que lhe falta - mixing skills -, é só preciso dar música ao povo noctívago. "Gosto de seleccionar canções, adoro dar música às pessoas", diz Inês ao P2, ainda em processo de decisão do que vai pôr em prática esta noite com Mi.

Miguel Silva exemplifica: "Será uma noite bastante inconformista em termos musicais, porque pode-se atacar com techno e defender com uma música da Celine Dion", ri-se. A aura karaoke eleva-se aí, quando se puxa pelos êxitos mais rodados e popularuchos para levar a audiência ao rubro. É que o público é o juiz final, graças ao sonómetro que "mede os decibéis na sala", explica o manager cultural da Red Bull. "Há dois anfitriões que têm o sonómetro e que, no final de cada batalha, pedem ao público para se manifestar" e daí sairão os vencedores das eliminatórias seguintes.
Perante isto, as A.M.OR. anunciam que não vão apostar tanto em músicas orelhudas já gastas, mas num "mix de coisas novas, que adoramos, muito frescas mas que as pessoas ainda não sabem de cor". Prometem ingredientes anos 1990, "um pouco de tudo", do dancehall "à pop digital tipo Ace of Base", passando por um house para animar. Das oito duplas e dos seus 16 leitores mp3 sairão coisas bastante diferentes, mas com um mesmo objectivo - convencer o público de que a sua música é melhor do que a dos outros.

Interacção na noite
Bruno Sousa, o açoriano da dupla Bandido$ Desesperados, está preocupado. Acha que vai haver muito hip-hop, mas na verdade está às escuras. "Não sei bem o que as pessoas esperam, nunca estive num evento da Red Bull." Mas já esteve numa iPod Battle, em França, pouco tempo depois da primeira batalha ter surgido em Paris, ideia de Teki Látex e Romain Rock e posta em prática no clube ParisParis. Os dois, membros do colectivo electro e hip-hop TTC, sentiam que faltava interacção na noite. Queriam que o público participasse e inventaram o conceito, que depois chegaria a Lyon, ao Ninkasi, em que Bruno Sousa entrou já depois de ter visto a publicidade ao evento que juntaria candidatos para uma iPod Battle. "Não consegui participar e fiquei a ver." E que tal foi? "Achei que ganhava aquilo. Tinha músicas muito boas no meu iPod."

Quando falou com o P2, só tinha um álbum no leitor, aliás um iPhone recentemente comprado. Kill'Em All, dos Metallica. Mas, além de saber que o iPod de Rui Teixeira, o outro Bandido, "está cheio de músicas", previa rechear o seu com mais coisas boas. "Conhecemos tantas músicas que fazem o público dançar que não é preciso passar aqueles clássicos dos anos 80". Outras músicas que, "no fundo, são mais eficazes para fazer festa". A estratégia também passa por levar amigos, ajuda Miguel Silva, para fazer barulho no final de cada round. E por alguma performance. "A postura, o visual, tudo influencia o júri no final das batalhas", ajuda.

Os Bandidos e as A.M.O.R. estarão em guerra musical com mais seis equipas: The Scene (Ka§par e Victor Silveira), Spank Pod (DJ Ride e Espectro), URBA FEAT FAB (Urba/Sónia Carvalho e Fabulosa Marquise/Sara Sousa), Butterflie Soul Flow (PinyPon e Leo), Clube Socialismo Tropical (Alex Cortez e Vítor Belanciano) e Recycles (João Gomes e Fred Ferreira). Dois anfitriões, Marga e Tekilla, tomam conta do sonómetro e do cronómetro. É que tudo está controlado e as equipas têm de ultrapassar quatro eliminatórias para chegar a duas meias-finais e depois a uma final. Cada batalha opõe duas equipas, em quatro rounds para cada uma, alternadamente, e com um minuto e meio de duração.

As noites de batalhas iPod tradicionais podem ter inscrições abertas noite fora, mas, no caso da primeira em Portugal, a Red Bull optou por fazer convites por ser um novo conceito, um novo jogo na noite portuguesa. Nada de novo, no entanto, em Tóquio, onde a moda pegou definitivamente, ou nos EUA, Reino Unido ou Brasil.
Será que a moda pega?

Inês só soube o que era uma batalha iPod em Outubro, quando esteve na Red Bull Music Academy, em Barcelona. Não surpreendentemente, foi uma colega chinesa que lhe falou sobre o tema. Achou que era o tipo de coisa que "só na China", "mais uma coisa de gadgets do Extremo Oriente". Mas depois viu uns vídeos no YouTube (um dos centros de divulgação destas noites) e agora vai combater.

Bruno Sousa acha que o conceito vai pegar nas noites portuguesas, mas não tanto pela sede de novidades. É mesmo pela democracia da coisa. "Toda a gente tem música no mp3, toda a gente tem um mp3 ou um telemóvel com mp3 no bolso", postula, e por isso o conceito das iPod Battles "tem potencial para se espalhar rapidamente". Não só nas noites, nas discotecas, nos bares, mas "mesmo em casa, numa tarde com os amigos".
Inês acredita mais na criação de um "minicircuito" de entusiastas do iDJing, mas Miguel Silva, que pondera associar a Red Bull a novos eventos do género no próximo ano, está confiante, quanto mais não seja pelos sinais dos tempos. "Quando vivemos numa sociedade de informação em que durante o dia recebemos milhares de tópicos, depois à noite estagnamos? Não."

A única ressalva, que esta noite se desmistificará na sala do Cais do Sodré que acolhe a primeira iBattle, é mesmo saber qual a adesão dos noctívagos portugueses. Miguel Silva recorda a estranheza com que foi recebida
a silent rave que a marca dinamizou na noite de Santo António deste ano. "As pessoas ainda são um bocado presas a conceitos convencionais, embora digam mal deles... Só depois quando rebenta e é uma mania é que aderem."

Esta noite, para quem quiser ver a iBattle, o Music Box cobra oito euros à entrada.


Comunicado à navegação da Filho Único:

Arranque de preparações finais para a última festa Filho Único da Avenida no #211 da Av. da Liberdade, com algumas coisas importantes a comunicar. Não vamos fazer quaisquer reservas, sendo que a música começa às 21h30 e as portas (e subsequentemente a bilheiteira) abrem às 21h. As últimas duas edições esgotaram, pelo que se quiserem vir se calhar o melhor é chegarem a horas e aproveitam para ver a música toda.
Venham é jantados, que infelizmente já não vamos poder contar com a presença da Comida do Povo para esta edição. Fora os 19 concertos (todos ali na barra da direita e mais detalhadamente na secção Programação, há Deep Listening Station com o Zeca dos Discos, banca Daemond Deamond e a inevitável merch table dos amigos da Flur. Em baixo segue o horário de actuações:

21h30 - Gustavo Sumpta
22h00 - Kazike + Guilherme da Luz; Alexandre Estrela e J. Braima Galissa
22h40 - Rita Braga e Sei Miguel
23h00 - Ritchaz & Kéke e Alexandre Estrela
23h15 - David Maranha e António Contador + Calhau!
23h30 - Aquaparque
23h40 - Os N'Gapas
24h00 - Alexandre Estrela
00h20 - Panda Bear DJ Set; The Glockenwise e Frango
1h00 - Tropa Macaca
1h10 - Lobster e Coclea
1h35 - Zonk
2h00 - Loosers

Filho Único

Blitz #31


Blitz

U2: «No Line on The Horizon» sai no início de Março

O próximo álbum dos U2 vai sair no início Março e chamar-se-á «No Line on The Horizon», anunciou quinta-feira a editora do famoso grupo rock irlandês.

Com lançamento previsto para 02 de Março, este será o 12º disco de estúdio da banda de Bono, e o primeiro desde o fim 2004, quando foi lançado «How To Dismantle An Atomic Bomb», sublinhou a Interscope Recordes, sucursal da Universal Music, situada em Los Angeles, num comunicado.

O novo álbum foi gravado em Fès (Marrocos), Dublin, Nova Iorque e Londres, revelou a mesma fonte.
Os produtores fetiche do grupo, Brian Eno e Daniel Lanois, voltaram a colaborar no álbum.

Bilhetes para concerto dos Tara Perdida no Coliseu à venda

Os bilhetes para o concerto dos Tara Perdida no Coliseu dos Recreios, a 20 de Fevereiro, e a 27 do mesmo mês no Cinema Batalha (Porto) já se encontram à venda.

Para Lisboa, os ingressos têm o preço de 20 euros. No Porto, custam 15 euros.

Esta é a primeira vez que os Tara Perdida actuam no Coliseu em nome próprio. A banda deverá basear-se no novo álbum «Nada a Perder» assim como na restante carreira que já leva 12 anos.

in disco digital

18 dezembro 2008

Festa de Natal da Flor Caveira hoje no Maxime

A Consoada da Flor Caveira leva hoje ao Maxime Tiago Guilull, Os Pontos Negros, Samuel Úria, b fachada, Jorge Cruz, João Coração, Manuel Fúria, Guel e Te Voy A Matar.

Em apresentação vai estar a colectânea «O Advento», onde se reunem todos estes nomes. O concerto começa por volta das 23h00 e tem transmissão na Antena 3.

Os bilhetes já se encontram esgotados.

Nitin Sawhney no Coliseu dos Recreios

Nitin Sawhney vai regressar a Portugal para um concerto no Coliseu dos Recreios a 24 de Fevereiro.
O músico vem mostrar o novo álbum «London Undersound». Os bilhetes custam 30 euros.

Madcon em Portugal

Kapricon e Critical são os alter-egos do duo norueguês que incendiou as pistas de dança em 2008 com , “Beggin’”. Em 2009 vêm fazer a festa a Portugal em dois concertos, dia 31 de Março no Coliseu do Porto e dia 1 de Abril no Coliseu de Lisboa.

31 DE MARÇO (COLISEU PORTO)
ABERTURA DE PORTAS * 20H00
INÍCIO DO ESPECTÁCULO * 21H00

1 DE ABRIL (COLISEU LISBOA)
ABERTURA DE PORTAS * 20H00
INÍCIO DO ESPECTÁCULO * 21H00

17 dezembro 2008

Anthony and the Johnsons em Maio

Antony Hegarty, actua em Portugal no próximo ano com os seus The Johnsons, em dois concertos, nos Coliseus de Lisboa e Porto, que servem de apresentação ao novo álbum, “The Crying Light”.

14 DE MAIO (COLISEU LISBOA)
ABERTURA DE PORTAS * 20H30
INÍCIO DO ESPECTÁCULO * 21H30


18 DE MAIO (COLISEU PORTO)
ABERTURA DE PORTAS * 20H30
INÍCIO DO ESPECTÁCULO * 21H30

Asian Dub Foundation no Alquimista: Activistas Pacíficos

Grandes no fim da década de 90 quando emergiram de Londres para o mundo com uma mistura sonora de ambientes orientais, com guitarras punk, breakbeats, dub, e mensagem interventiva, os Asian Dub Foundation foram , naturalmente, perdendo gás, e terreno, para novos projectos. No entanto, mantiveram sempre o colectivo em movimento e dedicado às causas sociais anti-racistas usando a música para intervir.

Ao fim de 15 anos de actividade os Asian Dub Foundation já conheceram muitas mudanças, e esta versão apresentada esta noite no Santiago Alquimista denuncia a perda de carisma na figura do vocalista.

Numa noite fria de meio da semana foi positivo ver a sala muito bem composta de público, na sua maioria trintão, pronto para dançar e fazer a festa. Em parte o objectivo foi cumprido, se pensarmos na parte final do concerto onde se conseguiu uma interessante química entre som de palco e reacção da plateia.

Foi a partir do tema «Flyover» que fez sentido estar ali a ver os actuais A.D.F. Até aí tinha sido tudo muito tímido, som baixo, atitude meio contida, e ambiente morno.

Já não entusiasmam como no passado. Mas ainda mexem.

in disco digital

16 dezembro 2008

Asian Dub Foundation hoje no Santiago Alquimista

Os Asian Dub Foundation regressam a Portugal para um concerto a partir das 22h00 no Santiago Alquimista.
A banda vem apresentar o novo álbum «Punkara».
Os bilhetes custam 25 euros.

Dave Matthews Band com novo disco e digressão

A Dave Matthews Band vai iniciar uma digressão no mesmo dia em que está prevista a edição de um novo álbum: 14 de Abril.

A produção do disco é de Rob Cavallo. Canções como «Round and Round», «Cornbread», «#27» e «Falling Off the Roof», que já foram apresentadas ao vivo, poderão fazer parte do alinhamento.

Na América, as primeiras partes vão ser asseguradas por The Roots, Old Crow Medicine Show, The Avett Brothers e Jason Mraz. Com a DMB, vão estar o guitarrista Tim Reynolds, o trompetista Rashawn Ross e o saxofonista Jeff Coffin, substituto do falecido LeRoi Moore. Entre 14 de Abril e 9 de Maio, todas as datas estão fechadas para o território americano.

A ver se depois voltam cá.

in disco digital

15 dezembro 2008

O Megafone


Sempre fui um admirador do trabalho de pesquisa na raíz popular de João Aguardela. Tenho os 3 discos do Megafone que foram comercializados.
Hoje fiquei a saber que o 4º disco do projecto ganhou vida, mas ficou longe da divulgação mediática, e nem chegou às lojas.
Foi A Trompa que deu o mote assinalando 10 anos de Megafone.

É uma excelente notícia, e um óptimo pretexto para recuperar, e divulgar, o Megafone.

Associo-me aos excelente blogues vai uma gasosa? , e A Trompa, para celebrar o trabalho de João Aguardela, enquanto tento adquirir o 4º disco de originais.

Não dispensando a visita ao vai uma gasosa? reproduzo aqui o artigo:

era uma vez...
podia assim começar a história do projecto Megafone, um dos mais brilhantes projectos de sempre da música Portuguesa.
este Megafone foi criado por João Aguardela (A Naifa, ex-Sitiados, Linha da Frente e Groovebox) nos finais dos anos 90. embora lançando 4 álbuns - Megafone 1 a 4, teve uma vida efémera.
ainda assim deixou marca. e que marca!

Megafone apoiava-se num criativo cruzamento, de genial bom gosto, entre a música electrónica, samplada, e a música tradicional portuguesa.
Folclore Português da melhor estirpe. criativo, empolgante, muito lúcido e extremamente festivo.

Megafone nasceu do contacto que João Aguardela estabeleceu com a pesquisa de Michel Giacometti e José Alberto Sardinha.
agarrando nesse legado, o projecto Megafone transformou-se numa mescla de sons, ritmos e frases que se íam soltando de forma cadente mas exultante, numa versatilidade e encadeamento perfeitos.

nunca a electrónica cheirou tanto a terra, a chuva, a campos semeados…à dureza dos trabalhos de outros tempos.
com Megafone o tradicional assumiu uma nova dimensão.

Rita Redshoes Hoje no Casino de Lisboa

Rita Redshoes deverá apresentar as canções que fizeram do seu primeiro álbum, The Golden Age , uma das agradáveis surpresas de 2008.
A partir das 22h30 no Casino de Lisboa e de borla.

Reunião dos Moonspell Com DVD


13 dezembro 2008

12 dezembro 2008

Eagles em Portugal

Uma das maiores bandas americanas de todos os tempos, com cinco singles e seis álbuns que alcançaram o primeiro lugar do top de vendas, os Eagles, actuam em Portugal, dia 22 de Julho, na digressão de apresentação do último álbum, “Long Road Out of Eden”.

Glenn Frey, Don Henley, Joe Walsh e Timothy B. Schmit, são os responsáveis por uma das grandes carreiras do rock americano, onde se inclui o álbum com o maior número de vendas na história dos Estados Unidos: “Their Greatest Hits” vendeu mais de 26 milhões de cópias, ficando à frente de “Thriller” de Michael Jackson e “Back in Black” dos AC/DC.

22 DE JULHO (PAVILHÃO ATLÂNTICO)

ABERTURA DE PORTAS * 19H30
INÍCIO DO ESPECTÁCULO * 21H00

11 dezembro 2008

Gogol Bordello no Campo Pequeno: Suor na Arena


( foto: Rita Carmo - in blitz)

Os Gogol Bordello tiveram regresso auspicioso a Portugal com uma grande recepção no Campo pequeno onde os fãs conquistados no último ano e meio montaram uma enorme festança de mais de hora e meia de punk aeróbico.


A receita já é conhecida desde aquela memorável noite de encerramento da edição 2007 do Festival de Sines devidamente relatada aqui no Disco Digital que esteve presente no castelo. Os relatos dessa noite alentejana espalharam-se depressa e pouco tempo depois já os Gogol Bordello angariavam muitos mais fiéis seguidores em Paredes de Coura, e com a ajuda da cobertura televisiva que fez chegar ao resto do país toda a energia do punk cigano.

Entretanto o disco «Gypsy Punks: Underdog World Strike» era (re)descoberto, datava já de 2005, e ajudava a criar o culto que conheceu o auge com a edição de «Super Taranta!» no ano passado. A fama do louco vocalista Eugene Hütz não parou de subir levando-o a capas de jornais, e revistas, ao lado de Madonna, por exemplo. A legião de fãs também foi alargando, e no verão viram-se bem os seguidores de Hütz a rejubilarem em frente ao palco principal do Alive!.

Agora em nome próprio, e em espaço fechado, os Gogol Bordello fizeram uma excelente prova de vida onde Eugene Hütz, e companheiros, mostraram que não se desviaram um centímetro do essencial; tocarem para, e com, o seu público. A entrega da banda em palco é impressionante, e contagiante, e todo o concerto é passado olhos nos olhos com a plateia que reage de maneira efusiva ao alto ritmo imposto pelos Gogol.

Uma arena é sempre sítio de gente brava, e corajosa, e o público desta noite bem que se manifestou em ondas de linguagem própria de multidões como o crowd surfing, e muito mosh, dando um aspecto verdadeiramente selvático visto das bancadas. É o resultado de uma natural química entre uma música sem grandes artifícios que não sejam as notas de acordeão, com o ritmo de um violino carismático, com a viola inquieta do vocalista, e fortes batidas de bateria. Em suma, o tal punk cigano que transforma a arena em local de prática aeróbica a destilar suor.

in Disco Digital

Melhores do Ano para a Pitchforkmedia

1. Deerhunter - Microcastle/Weird Era Cont.
2. TV On The Radio - Dear Science
3. No Age - Nouns
4. Hercules And Love Affair - Hercules And Love Affair
5. Fleet Foxes - Fleet Foxes
6. DJ Rupture - Uproot
7. Fucked Up - The Chemistry Of Common Life
8. Vampire Weekend - Vampire Weekend
9. Cut Copy - In Ghost Colours
10. Portishead - Third

pitchforkmedia

Melhores do Ano para o NME

1. MGMT - Oracular Spectacular
2. TV On The Radio - Dear Science
3. Glasvegas - Glasvegas
4. Vampire Weekend - Vampire Weekend
5. Foals - Antidotes
6. Metronomy - Nights Out
7. Santogold - Santogold
8. Mystery Jets - 21
9. Kings Of Leon - Only By The Night
10. Friendly Fires - Friendly Fires

NME

10 dezembro 2008

Beyoncé em Portugal no próximo ano

A cantora norte-americana Beyoncé actua a 18 de Maio de 2009, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
Trata-se de um regresso à sala que visitou em 2007 para apresentar o novo álbum, "I Am... Sasha Fierce".

Os bilhetes são postos à venda a 12 de Dezembro.
Custam entre 34 e 45 euros.

Buraka Som Sistema e Mariza nos melhores da "Uncut"

A "Uncut" contemplou os portugueses Buraka Som Sistema e Mariza num dos seus topes dos melhores discos do ano.

"Black Diamond" dos primeiros e "Terra" da fadista ocupam respectivamente a 5ª e 8ª posição na lista dos melhores registos "globais" de 2008.
A tabela é liderada pelo músico do Mali Toumani Diabaté

O ipsilon na Net

http://ipsilon.publico.pt/

09 dezembro 2008

David Byrne em Portugal

David Byrne vai apresentar o novo disco «Everything That Happens Will Happen Today» a 29 de Abril do próximo ano, diz o IOL.
O álbum foi gravado com Brian Eno. O concerto vai recuperar a colaboração entre os dois músicos que começou em «My Life In The Bush Of Ghosts», de 1981.

08 dezembro 2008

O Filme de Amália

Fui ver na sexta à noite no Campo Pequeno.
Eu gosto de cinema.
Eu não sei argumentar sobre cinema.
Não consigo dizer se um filme é bom ou mau, apontar defeitos e qualidades.
Mas sei dizer se gosto ou não gosto de um filme.
Vi o Amália e gostei. gostei mesmo.
A Sandra Barata Melo é uma belíssima actriz.

Film Clip #1 - Amália, O Filme

07 dezembro 2008

Mísia Gótica

Mísia está a preparar um novo álbum em Bruxelas onde vai cantar temas dos Joy Division e Nine Inch Nails, por causa da sua costela «gótica».

Diz o Correio da Manhã que «Ruas» - assim se chama o disco - sai em meados de 2009. A cantora terá tomado contacto com os Nine Inch Nails através da versão que Johnny Cash assinou para «Hurt».

06 dezembro 2008

Festival Super Bock em Stock: Rescaldo

Há alturas em que encontramos noutros lados as palavras que tínhamos pensado escrever, mais coisa menos coisa. É o caso de hoje em que faço minhas as palavras do amigo P.T. sobre o Festival que ocupou a Avenida da Liberdade durante a semana:

Em reacção…

…a uma média acção. Reacção rápida que não há tempo a perder com mofo crítico. O festival SuperBock em Stock não é o supra-sumo da picada. Não é um fenómeno original. Não o foi nem creio que pretendia ser. Não era tudo o que Lisboa precisava. Não era o máximo, mas existiu.

Tudo o que pedimos, enquanto consumidores de música e espectáculos é que haja diversidade, música, arte, variada, rápida, lenta, com tempo, com cores. Tudo o que pedimos é que HAJA alguma coisa. E a partir daí construir, melhorar, rever.

O conceito era bom. É bom. É versátil. Há andamento. Dá vida aquela puta de avenida que se enfeita todos os anos no Natal mas que só é apreciada por turistas, que se instalam na Avenida da Liberdade e os taxistas que os vão transportar. As luzes natalícias de gosto e utilidade questionável ficam ali desamparadas durante quase dois meses. De dia dormem, à noite aprumam-se para uma calçada vazia e carros em marcha rápida.

O festival aproveitou aquela luz, deu-lhe pessoas. Fez mexer edifícios desamparados no Inverno. O Tivoli é uma morte lenta. O São Jorge enche-se de 30 pessoas uma vez por semana para ver cinema croata. O Parque Mayer é um traste de revistas decrépitas. Houve um evento que fez mexer….lá os velhos do Restelo tinham que mandar vir…

Foi caro? 40 euros. Não é fácil. É bom para quem pode. Para quem tem sede de arriscar uma banda que conhece e três que nem sabe muito bem pronunciar o nome. É um festival de descoberta. Vivo. Com visão de melhorar esta cidadezeca que parece que só pode viver naquele mortuário que é a ZDB. Aquele entulho. Desterro social. Esta cidade que dá fado mainstream à sexta-feira. Electro qualquer coisa ao sábado. Musica moçambicana num retiro de artistas de circo ao domingo. Um dia todos dirão que foi muito bom, dinâmico e que é uma pena agora já não haver festival nenhum….

duas coisas muito importantes

05 dezembro 2008

Festival Super Bock em Stock: Dia 2 - A noite de Lykke Li e Walkmen

(Lykkie Li fotografada por Rita Carmo)

Nesta segunda noite a agitação humana na Avenida da Liberdade foi menor em relação à noite anterior. No entanto o entusiasmo foi o mesmo e as salas voltaram a estar bem compostas para esta segunda volta do Festival. Destaque inteiro para os concertos dos Walkmen, e Lykke Li.

O fenómeno Santogold arrastou só por si uma grande legião de fãs que hoje nenhum nome conseguiu igualar. Por isso circulou-se melhor pelas diferentes salas, e deu para andar a espreitar mais concertos.

A história desta segunda noite do Super Bock em Stock conta-se essencialmente através de dois grandes concertos ilustrados com numerosa plateia revelando a atenção do público para projectos prometedores.
Logo a abrir a noite a sueca Lykke Li convenceu à primeira valendo logo por si a deslocação, em noite mais chuvosa que a primeira, ao Teatro Variedades. Num registo mais cru e directo daquele que se conhece do trabalho de estúdio "Youth Novels", Lykke Li arrancou um belo concerto dedicando músicas aos corações destroçados, ou surpreendendo tocando uma versão dos Vampire Weekend. Expectativas confirmadas, e ouvia-se ao longo da noite vários espectadores comentarem que tinha sido aquele o melhor concerto do festival.

Opinião diferente circulava nos corredores do Tivoli após convincente actuação dos nova iorquinos The Walkmen. Apesar de já contarem com 8 anos de actividade só agora a banda parece reunir maior atenção muito por culpa do álbum recém editado ««You and Me» que terá sido um dos maiores culpados pela enchente que a sala registou. O grupo de Hamilton Leithauser soube aproveitar a boa maré e correspondeu com garra ao empenho do público português que mostrou conhecer a obra dos Walkmen. Além do consenso de se ter assisto a um grande concerto, ouvia-se muitas comparações com o fenómeno The National. A ver vamos se os Walkmen continuam a crescer por cá, hoje estiveram muito bem.

Também nota positiva para o concerto que Phoebe Killdeer assinou na Sala 1 do São Jorge onde soube conquistar o público tema a tema acabando por manter o espaço com muitos lugares ocupados. Apresentou o seu disco de estreia «Weather's Coming» onde revela toda a sua enérgica música longe dos ambientes mais contidos do projecto que a projectou; os Nouvelle Vague.

Em alta estiveram os projectos nacionais do alinhamento do Festival.
Os peixe:avião juntaram muitos curiosos, e seguidores, na Sala 2 do São Jorge onde defenderam bem ao vivo um dos discos mais aclamados deste ano «40.02».

Mais tarde na sala principal do mesmo Cinema os Deolinda regressaram ao espaço em que no início deste ano o Disco Digital os elogiou prevendo o caminho do sucesso que merecidamente a banda tem conhecido. Regresso feliz, claro.

Já depois da meia noite os X-Wife sentiam o prazer de tocar para uma plateia cheia, e com gente a fazer fila para entrar, no Teatro Variedades, e não desiludiram.

Em português cantou Marcelo Camelo, nova coqueluche da música brasileira, que apresentou o seu disco a solo "Sou" num Tivoli bem composto. Em tom mais intimista o homem que deu voz aos Los Hermanos mostrou porque lhe chamam o novo Chico Buarque, rótulo que dispensa mas que lhe cai bem.

Uma última nota para a passagem de Demarco pelo Festival que veio complementar o toque reggae deixado na véspera por Tanya Stephens. Mais virado para dancehall o ritmo quente de Demarco merecia mais público. Duas apostas para repetir num futuro breve dentro do contexto musical do reggae.

É um saldo francamente positivo que brilha no fecho deste novo Festival que animou boa parte da Avenida da Liberdade no coração da Capital. É certo que daqui a um ano estaremos de volta numa edição revista e aumentada.

in Disco Digital

04 dezembro 2008

Super Bock em Stock: Dia 2 Agenda

DIA 4
CABARET MAXIME
21h30 – 22h00
The Profilers
22h30 – 23h30
DeMarco
00h00 – 01h00
Frankmusik


TEATRO TIVOLI
21h30 – 22h30
Marcelo Camelo
23h00 – 00h00
The Walkmen


CINEMA SÃO JORGE (sala 1)
21h30 – 22h30
Phoebe
23h00 – 00h00
Deolinda


CINEMA SÃO JORGE (sala 2)
21h00 – 21h30
João Coração
22h30 – 23h00
peixe:avião


TEATRO VARIEDADES
(PARQUE MAYER)
21h00 – 22h00
Lykke Li
22h30 – 23h30
Zita Swoon – a band in a box
00h00 – 01h00
X-Wife
01h15 - 02h15
Stereo Addiction

Super Bock em Stock: Confirmado e Aumentado para 2009

Diz o Correio da Manhã:
O Super Bock em Stock (SBES) vai ter uma segunda edição em 2009 e a intenção é 'alargar o conceito', disse ao CM Luís Montez, da promotora Música no Coração. Segundo este responsável, o SBES do próximo ano será ainda maior. 'A ideia é ocupar mais salas na avenida da Liberdade, desde o Hard Rock Café ao Coliseu e ao Teatro D. Maria II', revelou.

Ontem passaram cinco mil pessoas pelas cinco salas da avenida da Liberdade.

Super Bock em Stock Dia 1: Girl Power


(foto: Rita Carmo)

Sucesso garantido logo à primeira! É este o balanço da primeira noite do Festival que convidou os Lisboetas a andarem a saltar entre quatro espaços diferentes pela Avenida da Liberdade. A chuva deu tréguas, o povo aderiu, e os bons concertos sucederam-se entre confirmações, surpresas, e revelações em palco.

Para um conceito de Festival diferente uma abordagem diferente. Hoje o leitor é desafiado pelo escriba a acompanhar o relato da jornada nocturna escolhida pelo Disco Digital. Na impossibilidade de se acompanhar todas as propostas fez-se uma selecção, e desde já revelo que foram escolhas muito felizes.

Comecemos pelo concerto mais aguardado. Muitos foram aqueles que se concentraram na lindíssima sala do Tivoli desde cedo com o único propósito de marcar lugar para verem Santogold. Fizeram bem porque este é daqueles concertos que perdurará no tempo como um excelente espectáculo na hora certa, no local certo. O público está atento aos fenómenos musicais, neste caso vindos dos Estados Unidos da América e encheu o recinto que tinha à sua porta sempre muitos pretendentes a entrarem. Santi White é uma figura do momento. O estilo moderno de cantar por cima de batidas que nos transportam para géneros diferentes como dub, soul, rock, com letras acutilantes, e coreografias a condizer conquistaram Lisboa em poucos minutos. A artista de Filadélfia só precisa de um DJ, e duas «irmãs» nos coros para fazer a festa. Elogiou a plateia, comemorou a chegada de Barack Obama. Terminou a actuação convidando os mais despachados para dançarem com ela em palco, convite que teve boa adesão dando um colorido inesquecível ao fim da memorável passagem de Santogold por cá. Concerto da noite, e um dos melhores de 2008.

Antes tínhamos começado pelo Cinema São Jorge para assistir ao projecto Ladyhawke em palco. A sala cheia denuncia os fãs das derivações musicais que os Cut Copy ajudaram a semear este ano. Tudo se concentra na figura da vocalista neozelandesa Phillipa Brown que desfila com convicção os temas do disco editado este ano bem acolhidos pela plateia que aprovou esta passagem feliz dos Ladyhawke por Portugal. Expectativas cumpridas.

Mudança de poiso. Descemos um pouco na Avenida e entramos na sala pior aproveitada pela cultura da capital, o velhinho Teatro Variedades no Parque Mayer. Ao espanto generalizado entre o público que não conhecia o espaço, e que se interregova como era possível não ter aquele recinto a funcionar em pleno, juntou-se a surpresa generalizada pelo concerto em crescendo dos franceses Caravan Palace. De repente pareceu que aquele Teatro estava à espera de uma banda assim para voltar à vida. Estes gauleses montam uma tremenda festa em palco e contagiam com os seus instrumentais jazzísticos misturados com o novo swing e ritmo cigano que faz o público dançar. A isto acrescente-se o aparecimento de uma vocalista carismática, de belíssima figura, e energia altamente positiva, senhora de uma voz de respeito a fazer jus à tradição de divas francesas. A mistura final é uma grande festa sonora e visual que podia ser tirada da banda sonora de «Les Triplettes de Belleville». A vocalista Colotis Zoé ficará a aquecer a memória, e os corações, dos que arriscaram uma ida ao Variedades. Foram a revelação da noite.

Curiosamente a outra surpresa da noite estava reservada também para o velho Teatro. Depois do arrasador concerto de Santogold, e da boa prestação de miss Ladyhawke, e da surpreendente vocalista dos Caravan Palace, seria outra mulher a brilhar. Desta vez ao som do reggae descobrimos Tanya Stephens. Nascida na Jamaica, é uma das estrelas mais cintilantes do reggae e dancehall. A comprovar a elevada qualidade musical vinda do palco estava a atenta tribo do reggae, caras bem conhecidas de quem anda nestas andanças estavam radiantes na plateia de chão bem inclinado a contemplar as excelentes canções de Tanya que numa noite fria de Outono tanto nos aqueceram. A grande surpresa desta primeira noite.

Depois ainda houve uma tentativa de terminar em beleza ali ao lado no Maxime ao som de El Perro del Mar. Ou seja mais uma mulher a dar cartas, só que a afluência dos festivaleiros foi tão grande que a fila à porta do Maxime esteve imóvel durante largo período de tempo que impossibilitou ver a actuação de Sarah Assbring. Foi pena, mas a noite já estava ganha.

Espera-se que amanhã a colheita seja tão boa, ou melhor. Hoje foi o triunfo do Girl Power!

in Disco Digital

03 dezembro 2008

Super Bock em Stock: Em Directo na Ant3na

A Antena 3 vai transmitir os concertos de Santogold, Ladyhawke, Lykke Li, The Walkmen, entre outros...

Super Bock em Stock: Programa do 1º Dia

DIA 3
CABARET MAXIME
21h00 – 22h30
Norberto Lobo + Jack Rose
23h00 – 00h00
A Fine Frenzy
00h15 – 01h15
El Perro del Mar


TEATRO TIVOLI
21h30 – 22h30
José James
23h00 – 00h00
Santogold


CINEMA SÃO JORGE (sala 1)
21h30 – 22h30
Ladyhawke
23h15 – 00h15
Rui Reininho


CINEMA SÃO JORGE (sala 2)
21h00 – 21h30
doismileoito
22h30 – 23h15
Os Pontos Negros


TEATRO VARIEDADES
(PARQUE MAYER)
21h00 – 21h30
The Guys From The Caravan
22h00 – 23h00
Caravan Palace
23h30 – 00h30
Tanya Stephens

Super Bock em Stock: Arranca Hoje

02 dezembro 2008

Como Soam os 80's em 2008?

Os Killers explicam no novo single "Human".
Cuidado que pode colar ao ouvido...

01 dezembro 2008

Carlos do Carmo no Pavilhão Atlântico: Não Há Lisboa sem ele

Diz a canção que não há Lisboa sem fado, nem fado sem Lisboa, e na noite passada a capital homenageou na sua maior sala de concertos o homem que personaliza Lisboa, e dá voz ao fado. Carlos do Carmo teve a celebração que os seus 45 anos de carreira merecem, entre amigos no palco e na plateia, e emocionou-se em cima do palco que, afinal, é a sua vida.

Feliz a cidade que tem a sua própria música para a cantar. Feliz do fado que se expressa através de uma voz reconhecida por todos. Felizes dos lisboetas que podem ver e ouvir o seu fadista maior ao fim de quatro décadas a cantar em grande forma. Felizes, e justos, os lisboetas que sabem homenagear quem tão bem canta a sua cidade. Mais charmoso que nunca, Carlos do Carmo aceitou o tributo e juntou família e amigos para generosamente partilhar um pedaço da sua impressionante carreira com o público que sempre o acarinhou e que respondeu à chamada enchendo o Atlântico.

Além dos fados clássicos que Carlos do Carmo perpetuou na sua voz houve espaço para muitas surpresas. Os conceituados Camané e Mariza, dois valores «feitos» da nova geração, não podiam faltar, a jovem e prometedora Carminho encantou, e de Espanha veio Maria Berasarte para interpretar com ousadia dois fados tradicionais na companhia de Carlos Bica, e José Peixoto, que são do melhor que há na nossa cultura musical. Grandes momentos que empolgaram a assistência.

Mas a noite era de Carlos do Carmo que cantou com a garra de sempre, o olhar sóbrio de sempre, com o humor de sempre, e com o discurso acertado de sempre. Houve tempo para subirem ao palco o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, o Presidente da Voz do Operário que comemora 125 anos e que ficou com a fatia do lucro da noite de ontem generosamente patrocinada pelo fadista homenageado, que ouviu emocionado um poema lido por Victor de Sousa.

Uma noite perfeita que terminava de maneira pomposa e vistosa com o palco a ser estendido ao piano de Bernardo Sasseti e à Orquestra Sinfonietta de Lisboa que deram uma textura sonora maior aos grandes fados «Canoas do Tejo», «Gaivota» ou «Lisboa Menina e Moça». E fiquem com o recado sábio do Mestre Carlos do Carmo: o fado de Lisboa não é para se acompanhar com palmas, é para se cantar. Palminhas a acompanhar é uma modernice parva que só encaixa em outros géneros musicais. O Mestre ensina. O Mestre do fado. Longa vida ao senhor da voz de Lisboa!

in Disco Digital