31 julho 2009
Leonard Cohen no Pavilhão Atlântico - Sublime!

Uma sala cheia, mas não esgotada, acarinhou e recebeu de coração aberto o regresso de Leonard Cohen um ano depois do concerto em Algés. Um recital divino para aprendizes, recém-convertidos, e fãs de sempre, proporcionado por um ser maior e único.
Ironicamente agradeço do fundo do coração a Kelley Lynch a noite de hoje. Graças a este antigo agente, que desviou cinco milhões de dólares da conta de Cohen, o cantor teve que voltar aos palcos por necessidade financeira.
No ano passado estava eu em Sines a acompanhar o FMM e não pude estar em Algés. Agora entendo melhor o desabafo que Lou Reed teve na altura ao jornal "Expresso" a insultar os promotores dos concertos que ambos deram na mesma noite. Lou Reed ficou furioso por não poder assistir ao recital de Cohen. Hoje compreendo-o muito bem.
Em 1988 estava eu muito ocupado com a minha irreverência parvinha própria da juventude que me dizia que Cohen era algo do passado, sem interesse, e já acabado. Obviamente não estive no Coliseu.
É em noites como a de hoje que acredito na justiça divina. Leonard Cohen com paciência de budista esperou que alguém introduzisse a sua obra na minha vida já cheia de conhecimentos musicais. Sentidamente agradeço à Tia Isabel.
Conhecida grande parte da obra discográfica de Cohen chego ao recente e obrigatório «Live in London» que me acompanha há meses. Quando soube desta (última?) oportunidade para ver o mestre Leonard as expectativas subiram ao máximo.
É engraçado como se pode fazer centenas de reportagens de concertos e de repente estamos no meio de um a sentir o arrepio único que transmite ao nosso cérebro que estamos a viver um daqueles momentos únicos e inesquecíveis. Foi o que me aconteceu ao fim de meia dúzia de minutos a ver e ouvir Cohen.
Ao vivo não há surpresas em relação ao que se conhece do tal «Live in London», mas a experiência é emocionante. A figura de Cohen a arrastar classe em todos os seus movimentos, o sorriso quase infantil com tira o chapéu para receber o carinho da plateia, a ternura com que apanha da alcatifa, que forra o chão do palco que pisa, uma flor atirada por uma fã enquanto canta. O respeito com que olha e apresenta os excelentes músicos que o acompanham, o charme com que se aproxima de magnifica Sharon Robinson, sua cúmplice musical desde os anos 80, o encanto com que descreve as doces coristas, e multifacetadas, irmãs Webb, a confiança com que canta os clássicos de sempre, a peculiar posição agachada de olhos fechados a agarrar o microfone, as saídas de palco, para o intervalo e depois nos encores, feitas em passo de corrida bailada, a sapiência paternal com que nos dá conselhos e nos deseja sorte para a vida depois do encontro divino, e , sobretudo, a humildade e simplicidade com que agradece os merecidos aplausos, fazem de Leonard Cohen um ser maior e místico.
Não vi o futuro do rock n'roll como Jon Landau, mas tive o enorme privilégio de ainda ver o responsável pela origem da poesia ao serviço da música pop. E vi-o em muito boa forma.
A minha vénia, Senhor Leonard Cohen.
30 julho 2009
Dia do Regresso do Senhor Leonard Cohen a Lisboa
Pelo relato do concerto de Belfast vamos ter um grande concerto.
29 julho 2009
Barracada no Festival Rock One
O DJ Felix Da Housecat e os Booka Shade já não vão estar presentes na primeira edição do festival Rock One , a decorrer no Autódromo Internacional do Algarve, nos dias 5, 6, 7 e 8 de Agosto.
Ao contrário do que tem sido anunciado nalguns órgãos de comunicação social e na própria promoção do evento, a BLITZ pode garantir que estes artistas não estarão presentes. De acordo com Carlos Machado, da organização do RockOne, foi considerado "um erro incluir DJ estrangeiros no cartaz, apesar de a dada altura se ter colocado essa hipótese".
O mesmo elemento da organização sublinhou ainda que "não existe qualquer contrato assinado" nesse sentido, sendo Diego Miranda o único DJ a actuar durante o Rock One.
Essa informação é contestada pela agência Free Your Mind que, pela voz de André Rebelo, garante ter contrato assinado para a actuação desses dois nomes com a empresa promotora Rock In Arade.
André Rebelo assume que Felix Da Housecat e Booka Shade não actuam por falta de pagamento por parte da organização. O próprio jornal Correio da Manhã, parceiro desta iniciativa, noticia hoje a intenção de André rebelo processar a organização do Rock One.
Relativamente à actuação de James Morrison no Rock One, que não está presente nem no site oficial nem no MySpace do artista (apesar de estar lá a data do concerto em Lisboa, no Festival dos Oceanos, a 1 de Agosto), Carlos Machado garante que está confirmada.
fonte: Blitz
Paredes de Coura Começa Hoje
Sean Riley and the Slowriders - 22h00
The Strange Boys - 23h00
Patrick Wolf - 00h00
Bons Rapazes - 01h30
28 julho 2009
FMM Sines - Fotos
Foram tiradas pelo fotógrafo oficial do evento, Mário Pires, que mais uma vez assina um excelente trabalho. Visitem toda a galeria de Mário Pires e fiquem com estas imagens de Lee Perry:
27 julho 2009
Porto quer Festival SXSW
A surpreendente notícia pode ser lida no Inesc Porto.
26 julho 2009
FMM Sines - Despedida Abençoada por Lee Perry
A edição 2009 do FMM Sines ainda agora terminou e já sentem saudades dos dias de Festival. Um fim de festa de arromba à altura da grande qualidade musical que oFMM nos proporcionou mais uma vez. No Castelo nova enchente, como não podia deixar de ser, para receber as últimas três propostas do cartaz.
A noite começou calma mas com enorme interesse. Pela primeira vez naquele palco actuava um artista sozinho. O feito pertenceu a JamesBlood Ulmer que acompanhado da sua guitarra deu uma autêntica lição triangular entre blues, jazz,e funk, recebida com respeito, e admiração por uma plateia encantada com tamanha alma norte americana. O espírito de Jimi Hendrix andou por aquelas muralhas.
Marca registada deste Festival é a facilidade com que se passa de um ambiente intimo para uma agitação quase heavy metal em poucos minutos. Foi o que aconteceu quando os finlandeses Alamaailman Vasarat tomaram conta do Castelo com uma explosiva combinação world music ficcional com poderosas batidas próximas do rock pesado. O público não demorou a reagir ao andamento do carismático Jarno Sarkula, saxofonista, que liderou o ataque aos ouvidos do público. Um concerto que deixou no ar muita energia à espera do último concerto.
Havia um certo nervoso miudinho à volta do que seria este regresso do grande Lee “Scratch” Perry a Portugal. Todos os receios deram lugar ao regozijo geral ao vê-lo chegar ao backstage simpático, sorridente e humilde. Os excelentes músicos que o acompanharam arrancaram com linhas de reggae capazes de fazer danças todas as pedras do Castelo, e Lee Perry como que atraído pelo "vibe" apresenta-se em palco na sua típica figura de elemento de outro planeta carregando a sua inseparável mala.
Fez os habituais alucinados discursos apelando à paz mas nunca perdeu o sentido do alinhamento do concerto que foi verdadeiramente fantástico. Toda a história doreggae a passar por aquelas cordas vocais a encantar os nossos ouvidos, toda a fantasia da figura de Perry carregada na sua vestimenta a ilustrar os nossos olhos. A figura maior do reggae jamaicano esteve entre nós e partilhou o seu legado de maneira irrepreensível. Com direito a encore e tudo!
Não há palavras que descrevam a emoção de ouvir os hinos «war in a babylon» ou «Exodus» cantados por Lee Perry em excelente forma aos 73 anos. O fogo de artifício que iluminou o céu de Sines por cima de Perry fez todo o sentido!
Foi um fim de festa no Castelo arrasador. Perfeito.
Restava aos resistentes a debandada até à Avenida da Praia para o encontro entre a tradição árabe e o rock n’ roll proposto pelos franco argelinos Speed Caravan que convenceram a multidão que encheu por completo o espaço em frente ao palco até à zona das tasquinhas e que rejubilou com a excelente versão de Galvanize dosChemical Brothers.
Passava já das quatro da manhã mas o público teimava em não arredar pé ficando a honra de encerrar as festividades ao colectivos deDJ 's Bailarico Sofisticado, à imagem do que tem acontecido nos últimos anos. O desafio era de respeito, fazer toda aquela multidão pular, e dançar o resto da noite, mas o Bailarico Sofisticado mais uma vez não vacilou. Apresentou-se com som de «Love me Tender» deixando a romântica mensagem entrar devagarinho em cada ouvido e num ápice Bruno Barros, Pedro Marques, e Vítor Junqueira dispararam ritmo frenético ao seu melhor estilo, montando a festa até de manhã.
Em ano de crise e gripe o FMM foi um sucesso total conservando o título imaginário de melhor festival de verão no país.
FMM Sines, o Adeus ao Som do Bailarico Sofisticado
Até 2010.
Ao Cuidado de João Bonifácio ( II ) - O Grande Ricardo Araújo Pereira
Ao contrário de toda a ala de colunistas, analistas, comentadores, ditos atentos, imparciais, e preocupados com a liberdade de expressão no jornalismo, R.A.P. aproveita o seu espaço no jornal A Bola para chamar atenção ao inacreditável episódio entre o Belenenses e o jornal Público onde só o jornalista que assinou a reportagem do Festival SBSR saiu perdedor, e isolado.
Não li nenhuma reacção dos pesos pesados que tanto se preocupam em defender a liberdade. E estamos a falar de um dos principais diários do país.
Assim o gesto de R.A.P. tem ainda mais sentido e significado.
Para recordar sempre este parágrafo que aqui reproduzo ( e que todos os autores de blogues preocupados com o estado do jornalismo deviam reproduzir ):
Verdadeiramente difícil — e, isso sim, milagroso — não é fazer do Benfica campeão. É fazer com que o Belenenses desça à segunda divisão. Recentemente, vários treinadores têm tentado a proeza sem êxito. Nos últimos quatro anos, o Belenenses desceu duas vezes à segunda divisão e, mesmo assim, conseguiu ficar na primeira. Tem óbvias vantagens: assim, o clube pode dedicar à crítica musical o tempo que gastaria a preocupar-se com o futebol. Se fosse um clube que, como os outros, estivesse sujeito à descida de divisão, não poderia desperdiçar tempo com estas matérias. Na semana que passou, um jornalista do Público teve a ousadia de escrever, numa crítica a um concerto do Super Bock Super Rock, que o estádio do Restelo costuma estar às moscas. A direcção do Belenenses escreveu uma carta ao Público a chamar boi ao jornalista e exigiu um pedido de desculpas — que aliás obteve. O mesmo jornal que, no caso das caricaturas de Maomé, considerou que as desculpas eram injustificadas, pede desculpa ao Belenenses por uma crítica musical. Américo Thomaz, esteja onde estiver, repousará com certeza satisfeito.
25 julho 2009
FMM Sines - penúltima noite
Só em Sines é possível reunir mais de 7 mil pessoas dentro ( e fora ) das muralhas do Castelo em ambiente de paz e total recepção às sonoridades vindas de pontos tão diferentes quanto distantes. Mas este quadro repete-se ano após ano e sempre com o entusiasmo em alto. O Disco Digital falou com espectadores vindos de diferentes cidades do país com o único propósito de assistir ao último fim de semana do FMM. Ninguém sai defraudado, a experiência é recompensadora.
Bastava olhar para as primeiras filas de uma plateia hipnotizada pela slide-guitar de Debashish Bhattacharya. Sons da Índia em formato original onde duas senhoras brilham não só com os seus tradicionais trajes como nas percussões tradicionais. Uma viagem instrumental que nos remete para a Índia mas com pontos de passagem que o nosso ouvido reconhece por vezes até como sendo sons nossos.
Poucos minutos depois da mensagem tranquila do mestre Bhattacharya, estavam em palco os surpreendentes músicos de Cyro Baptista. É nestas alturas que o escriba sente que lhe falta vocabulário para descrever o que se vive naquele palco. Cyro Baptista Beat the Donkey é um projecto do brasileiro Cyro, a viver há muitos anos nos E.U.A., que é uma autêntica locomotiva de percussão que percorre todos os cantos do planeta de forma espectacular. Muito ritmo, muito humor, e música que contagia todo o Castelo. Eles aceleram e o público salta, eles abrandam e o povo abana as ancas. Um dos espectáculos mais ricos em ritmo que Sines já viveu. Inesquecíveis "pau na mula".
A noite no Castelo tinha aberto com os Warsaw Village Band, banda polaca com algum culto já entre nós. Visitaram Sines numa nova fase da sua carreira em que apresentaram o seu disco «Infinity», do ano passado, composto só de canções originais, largando as transformações das canções tradicionais. Passara com distinção pelo público de Sines.
FMM Sines - Programa do Último Dia
Bibi Tanga & The Selenites (Rep. Centro-Africana/França), 19h30, Av. Vasco da Gama
James Blood Ulmer (EUA), 21h30, Castelo
Alamaailman Vasarat (Finlândia), 23h00, Castelo
Lee “Scratch” Perry (Jamaica), 00h30, Castelo
Speed Caravan (França/Argélia), 02h30, Av. Vasco da Gama
BAILARICO SOFISTICADO
Avenida Vasco da Gama. 25 de Julho. 04h00 às 07h00. Entrada livre
24 julho 2009
FMM Sines - Penúltima Noite de Concertos
Njava (Madagáscar), 19h30, Av. Vasco da Gama
Warsaw Village Band (Polónia), 21h30, Castelo
Debashish Bhattacharya (Índia), 23h00, Castelo
Cyro Baptista “Beat the Donkey” (Brasil/EUA), 00h30, Castelo
Chicha Libre (EUA), 02h30, Av. Vasco da Gama
23 julho 2009
FMM Sines - Programa Para Hoje
Alô Irmão - Narf & Manecas Costa (Galiza/Guiné-Bissau), 19h30, Av. Vasco da Gama
Hanggai (China), 21h30, Castelo
Chucho Valdés Big Band (Cuba), 23h00, Castelo
Kasaï Allstars (RD Congo), 00h30, Castelo
Damily (Madagáscar), 02h30, Av. Vasco da Gama
Eagles no Pavilhão Atlântico: Águias de Ouro
A estreia dos Eagles em Portugal mereceu casa cheia no Pavilhão Atlântico. Um público que ouviu atentamente cada música, aplaudindo efusivamente no fim de cada uma, houve pares mais afoitos a ensaiarem uns pezinhos de dança, conseguiram recuperar o, cada vez mais raro, efeito luz de isqueiros numa ou outra balada, e cantou a plenos pulmões clássicos como «In the City», «Take It to the Limit», «Heartache Tonight», ou «No More Cloudy Days».
O mesmo público também agradeceu o formato do concerto que sendo extenso contemplava um intervalo de 20 minutos a meio da noite precioso para os veteranos. Do palco e da plateia.
Valeu a pena a passagem dos Eagles por Lisboa. Uma banda que nos Estados Unidos da América conseguiu que uma compilação sua fosse o disco mais vendido de sempre, que soma cem discos de platina, e que faz parte da história do rock americano, apresenta-se com a grandeza e dignidade do seu passado. O palco é majestoso. Com jogos de luzes verdadeiramente geniais , com um sistema de vídeo impressionante que nos permite ver em dois ecrãs laterais com excelente qualidade de imagem, e reproduzir imagens no cenário, assim como imagens captadas directamente de uma câmara montada no chapéu de um dos músicos em certa altura da noite. Visualmente, um espectáculo perfeito.
A nível de alinhamento a primeira hora é passada a meio gás com a passagem pelo incontornável «Hotel California» logo à quinta música. Depois do intervalo os Eagles regressam com uma postura acústica. Os quatro sentados mais ao meio passam com a tranquilidade própria da folk americana por temas como «No More Walks in the Wood». O ambiente só aquece verdadeiramente na parte final do longo concerto quando passam para a fase mais blues rock e se soltam comunicando com o público que reage com entusiasmo às excelentes versões de «Funk #49» e «Heartache Tonight».
Apesar de já terem passado quase três horas desde que os Eagles tinham começado a tocar, o público não dava mostras de cansaço e depois do encore com os óbvios temas «Take It Easy» e «Desperado», os lisboetas queriam mais mas não tiveram sorte.
in Disco Digital
22 julho 2009
Ao Cuidado de João Bonifácio
Acho degradante o ruído que se está a fazer à volta da tua reportagem.
Tenho noção que já li prosas bem mais provocante ( o Cristiano Pereira é "pro" nisso) e para ir mais atrás buscar uma referência na minha vida tenho na minha memória deliciosos trechos escritos por outro jornalista dessa casa, o grande Fernando Magalhães. Até eu já terei usado analogias excessivas e parvas entre música e futebol bem mais graves que o que se lê no teu texto.
Espero bem que o ruído passe e em nada te prejudique. E continua a escrever como sempre o fizeste.
Abraço
FMM Sines: Chegou a Vez do Castelo
O programa para esta primeira noite no Castelo é o seguinte:
Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa (Portugal), 21h00, Castelo
Janita Salomé (Portugal), 22h15, Castelo
Uxía (Galiza), 23h30, Castelo
Acetre (Extremadura), 00h45, Castelo
E para a Av. Vasco da Gama:
L’Enfance Rouge (França/Itália/Tunísia), 02h30, Av. Vasco da Gama
FMM Sines: Concerto de Mamer (China) cancelado devido a problema de vistos
É mais uma manifestação dos entraves à circulação de artistas na Europa que tem vindo a impedir que tenhamos acesso aos músicos que mais precisamos de conhecer para ter uma visão alargada da arte e do mundo.
Sines junta-se às dezenas de promotores e organizadores de festivais no protesto pela crueldade burocrática com que os músicos são tratados e pelo empobrecimento que representa para o público europeu.
Por solidariedade e respeito pelo artista, o concerto de Mamer não será objecto de substituição. Os espectadores que adquiriram bilhete devem dirigir-se à recepção do Centro para receber a devolução da importância respectiva.
Ana Moura com Prince
O músico Prince esteve segunda-feira em Lisboa, acompanhado pela fadista cuja "sensualidade da voz" elogiou já publicamente. Em Maio passado,o músico norte-americano deslocou-se propositadamente a Paris para assistir ao espectáculo da criadora de "Búzios" na prestigiada sala La Cigale.
Prince não participará no próximo disco de Ana Moura, a sair no próximo Outono, "mas é seguro que estão os dois a trabalhar num projecto conjunto", disse a mesma fonte.
O cantor confessou recentemente em Montreux, onde participou no Festival de Jazz, "ser fã de Ana Moura". Prince afirmou-se "impressionado" com a forma como a fadista, vencedora do Prémio Amália Rodrigues do ano passado, "cativa as plateias".
A estrela pop considera "notável" as prestações em palco de Ana Moura "apenas acompanhada por três músicos".
Na segunda-feira, Ana Moura e Prince passearam pela noite lisboeta, tendo os dois estado no Bairro Alto e na Avenida 24 de Julho.
Ana Moura já colaborou com a banda britânica The Rolling Stones, com a qual actuou no Estádio de Alvalade, em Julho de 2007.
Este mês foi editado o álbum "Stones world", um projecto do saxofonista Tim Ries baseado na música da banda, que conta com a participação de Ana Moura em dois temas, "No expectations" e "Brown sugar".
fonte: Lusa
21 julho 2009
O Disco (duplo) do FMM Sines 2009

O FMM Sines edita mais uma vez em 2009 uma compilação do evento. O disco duplo começa com o hino “Diaspora”, do grupo britânico The Ukrainians, e termina com outro hino, desta vez vegetariano, da autoria de Lee Perry. Pode ser adquirido na Loja FMM (junto à entrada do palco de Porto Covo e no largo junto ao Castelo).
download:
fmm sines 2009 cd 1
fmm sines 2009 cd 2
o alinhamento é o seguinte:
CD 1
01: THE UKRAINIANS Diaspora (2:59)
Autoria de Peter Solowka e Len Liggins
02: CIRCO ABUSIVO Sandella Style (4:25)
Eugene Hütz / Savio & Ambrosino / Circo Abusivo
03: SPEED CARAVAN Kalashnik Love (4:01)
Trad., arranjos de Mehdi Haddab
04: L’ENFANCE ROUGE Azizati (3:02)
Autoria L’Enfance Rouge, arranjos de Mohamed Abid, texto de Ratiba Abid
05: MELECH MECHAYA Dança do Desprazer (3:29)
Trad., arranjos Melech Mechaya. Artistas gentilmente cedidos por Ovação
06: ACETRE La Danza del Mostrenco (5:20)
Autoria de José Tomás Sousa com letra trad.
07: MOR KARBASI Roza (4:17)
Autoria de Joe Taylor, Mor Karbasi / Shoshana Karbasi
08: JANITA SALOMÉ Extravagante (5:02)
Trad., arranjos de Janita Salomé
09: VICTOR DÉMÉ Djôn’maya (4:06)
Autoria de Victor Démé
10: ALÔ IRMÃO! - NARF & MANECAS COSTA Alô Irmão (6:04)
Autoria de Fran Pérez e Manecas Costa
11: NJAVA Jiboty (5:26)
Autoria de Njava
12: CARMEN SOUZA Vaidade (2:57)
Autoria de Carmen Souza
13: BIBI TANGA & LE PROFESSEUR INLASSABLE Ayo (3:45)
Autoria de Bibi Tanga e Le Professeur Inlassable
14: DELE SOSIMI Ojoro (9:26)
Autoria de Dele Sosimi e Femi Elias
15: WYZA Kwassa (4:46)
Autoria de Wyza
16: KASAÏ ALLSTARS Mpombo Yetu (7:59)
Autoria e arranjos de Kasaï Allstars
CD 2
01: JAMES BLOOD ULMER White Man’s Jail (3:55)
Autoria de James Blood Ulmer
02: WARSAW VILLAGE BAND Skip Funk (feat. DJFeel-X) (3:07)
Autoria de Wojtek Krzak e letra trad.
03: RUPA & THE APRIL FISHES Une Americaine à Paris (3:58)
Autoria Rupa Marya, arranjos de Rupa & The April Fishes
04: ALAMAAILMAN VASARAT Meressa ei Asuta (4:01)
Autoria de Jarno “Stakula” Sarkula
05: CYRO BAPTISTA ‘BEAT THE DONKEY’ Forró for All (4:50)
Autoria de Cyro Baptista
06: CHICHA LIBRE Sonido Amazónico (4:01)
Autoria de Jorge Rodrigues Grandez
07: CHUCHO VALDÉS BAND Yemaya (6:12)
Autoria e arranjos de Chucho Valdés
08: ORQUESTA TÍPICA FERNÁNDEZ FIERRO Buenos Aires Hora Cero/Las Luces del Estádio (3:26)
Autoria de Astor Piazzola / Jaime Roos / Raúl Castro
09: RAMIRO MUSOTTO & ORCHESTRA SUDAKA Ronda (2:50)
Autoria de Ramiro Musotto. Do álbum Civilização e Barbarye, published by D.R. (P) 2007 Helico
10: MAMER Mountain Wind (5:07)
Autoria e arranjos de Mamer / Robin Hailer / Mateo Scumaci
11: PORTICO QUARTET Cittàgazze (4:16)
Autoria de Portico Quartet
12: TRILHOS - NOVOS CAMINHOS DA GUITARRA PORTUGUESA Trilhos da Guitarra (4:35)
Autoria de Rui Vinagre
13: ASSOBIO En Lixboa Sobre lo Mar (2:31)
Autoria de João Zorro e arranjos de César Prata
14: UXÍA Danza Ritual (3:57)
Autoria de Uxía e Jon Luz
15: O’QUESTRADA Se Esta Rua Fosse (3:37)
Autoria de O’questrada, com vozes d’outrora e quadras de João Gomes e JL Barbosa
16: HANGGAI Five Heroes (5:29)
Trad., arranjos de Ilchi / Robin Haler / Mateo Scumaci
17: DEBASHISH BHATTACHARYA Maya (6:57)
Autoria e arranjos de Debashish Bhattacharya
18: LEE ‘SCRATCH’ PERRY Perry’s Ballad (6:01)
Autoria de Lee Perry
20 julho 2009
FMM Sines noite 3 (Porto Covo): fotos e comentários à última noite em Porto Covo
The Eagles Depois de Amanhã
Glenn Frey, Don Henley, Joe Walsh e Timothy B. Schmit, são os responsáveis por uma das grandes carreiras do rock americano, onde se inclui o álbum com o maior número de vendas na história dos Estados Unidos: “Their Greatest Hits” vendeu mais de 26 milhões de cópias, ficando à frente de “Thriller” de Michael Jackson e “The Wall” dos Pink Floyd.
Uma simples conta de somar, aos discos de Platina que os Eagles alcançaram apenas nos Estados Unidos, explica facilmente a importância da banda californiana: 39 em álbuns de originais + 15 em álbuns ao vivo + 46 em compilações = 100 Discos de Platina!!!
Passemos das vendas ao reconhecimento da indústria: 5 Grammys, o último dos quais alcançado no ano passado pelo álbum “Long Road Out Of Eden” e a consagração com a entrada no Rock and Roll Hall of Fame, em 1998.
Em 2007, após alguns anos sem editarem novos discos de originais, lançaram, “Long Road Out Of Eden”, que continuou a carreira de sucesso da banda, tendo alcançado 7 Discos de Platina e 1 Grammy.
ABERTURA DE PORTAS * 19H30
INÍCIO DO ESPECTÁCULO * 21H00
FMM Chega a Sines
Mor Karbasi (Israel/Reino Unido), 22h00, Centro de Artes de Sines
Portico Quartet (Reino Unido), 23h30, Centro de Artes de Sines
19 julho 2009
FMM Sines noite 2 (Porto Covo) Entre Africanos e Ucranianos

The Ukrainians a tocarem «Anarchy in the U.K.», dos Sex Pistols
Fotos: Laura Alves
Na segunda noite de Porto Covo o recinto voltou a encher para receber com entusiasmo os sons quentes de África e a folk irreverente da Ucrânia via Reino Unido.
Foi pela madrugada dentro que o afrobeat aterrou no FMM 2009. A banda de Dele So
Peter Solowka foi em tempos o homem dos The Wedding Present. Desde 1991 é o orgulhoso líder dos The Ukrainians, banda do Reino Unido que assume a mistura sonora entre suas raízes ucranianas e o pós punk do Reino Unido. Assim foi com naturalidade que o concerto atingisse o auge numa inspirada versão de «Anarchy in the U.K.», dos Sex Pistols que agitou ainda mais as filas da frente. Os The Ukrainians deixaram forte marca nesta passagem por Porto Covo.
Esta segunda noite arrancou da melhor maneira com a presença de Victor Démé, que está a aproveitar a oportunidade tardia, mas ainda muito a tempo, que a vida lhe deu de divulgar a beleza da sua música onde cruza a tradição mandinga com influências latinas. Só com 46 anos este trovador do Burkina Faso editou o seu homónimo disco de estreia sendo assim natural que só agora faça a sua estreia nestas lides. Encantou e convenceu.
FMM - Programa dia 3
Wyza (Angola), 21h30
Orquesta Típica Fernández Fierro (Argentina), 23h00
Daara J Family (Senegal), 00h30
18 julho 2009
FMM - Programa dia 2
Victor Démé (Burkina Faso), 21h30
The Ukrainians (Reino Unido), 23h00
Dele Sosimi Afrobeat Orchestra (Nigéria/Reino Unido), 00h30
FMM Sines noite 1 (Porto Covo) Começou a Festa
Muito festiva, e dançante, a noite de estreia do FMM em Porto Covo. Recinto praticamente cheio para ouvir as primeiras três propostas do Festival que aqueceram a noite tradicionalmente fresca desta bonita zona do país.
Honras de abertura para os O'Questrada que assinaram um concerto muito bem conseguido mostrando enorme equilíbrio no alinhamento e a provarem que estão prontos para brilharem em eventos como este em que a duração da actuação é forçosamente menor. Adesão pronta da plateia que reconhece já os temas mais destacados do disco de estreia editado recentemente. Aposta ganha da organização e da banda de Almada.
Quem não soubesse a origem de Rupa & The April Fishes dificilmente diria que são norte americanos. Mas é isso que diz a biografia da banda liderada pela bonita Rupa Marya que encantou com a sua voz, simpatia, e uma generosa mini saia. O som é muito latino, e diversificado para serem conotados com a tradicional cultura norte americana. A explicação é que Rupa reside em São Francisco mas tem sangue indiano, é médica e inspira-se nas histórias dos seus pacientes para compor com os olhos mais postos para o México do que para o país onde reside. O resultado é uma música rica em ritmo que inspira prontamente a dança e a boa disposição. Faltou-lhe ali um ingrediente para alastrar a festança a todo o recinto, mas o balanço final é muito positivo. O segundo disco que será editado brevemente terá procura por cá.
A fechar esta primeira noite estiveram os italianos Circo Abusivo. Vinham com créditos que apontavam para os melhores momentos dos Gogol Bordello, Eugene Hütz participa no disco “Valtellazija Revolucija”. Liderados pelo carismático acordeonista e vocalista Alex de Simoni, os Circo Abusivo trouxeram a boa disposição para o público que os recebeu de braços abertos. Mistura de estilos, sempre muito ritmo festivo, mas longe de atingirem a loucura punk que caracteriza os Gogol. Muito acordeão, e sopros, com violinos a condizer mantiveram a assistência sempre bem disposta.
Uma noite de estreia que não podia ter sido mais animada. Bom pronúncio para a 11ª edição do FMM.
17 julho 2009
O’Questrada Inauguram FMM 2009
Virgem Suta - Tomo Conta Desta Tua Casa
FMM - Programa dia 1
O’Questrada (Portugal), 21h30
Rupa & The April Fishes (EUA), 23h00
Circo Abusivo (Itália), 00h30
Sondagem Alive!09 - Dave Matthews Band Melhor Concerto Para os Leitores do Grandes Sons
Mastodon | 1 (0%) |
Lamb of God | 7 (6%) |
Metallica | 21 (19%) |
Chris Cornell | 2 (1%) |
Dave Matthews Band | 40 (36%) |
Tv On The Radio | 6 (5%) |
Klaxons | 4 (3%) |
Crystal Castles | 2 (1%) |
Los Campesinos! | 4 (3%) |
The Gaslight Anthem | 1 (0%) |
Hadouken! | 5 (4%) |
Does it Offend You , Yeah? | 2 (1%) |
The Ting Tings | 2 (1%) |
outro | 12 (11%) |
Votos apurados: 109
Começa a Festa em Sines (e Porto Covo)

Começa hoje o grande Festival das Músicas do Mundo de Sines.
O destaque da imprensa de hoje é natural:
João Bonifácio, no Público, classifica o FMM como “o mais arriscado festival nacional” e, entre os do seu género, “o único com cartaz de nível internacional”. Luís Filipe Rodrigues, no Diário de Notícias, descreve-o como “um verdadeiro fenómeno” que “continua a destacar-se da concorrência”. Luís Figueiredo Silva, no Correio da Manhã, recorre ao objectivo numérico, mas não menos verdadeiro: felizmente há cada vez mais oportunidades de ver grande música do mundo por todo o país, mas o FMM continua a ser o “maior festival de world music em Portugal”.
Logo à noite lá estaremos para acompanhar o arranque do FMM em Porto Covo.
16 julho 2009
Tragédia Na Montagem de Palco para Concerto de Madonna em Marselha
O balanço até agora é de um morto e seis feridos, dois dos quais estão em estado grave. O acidente, avança o jornal La Provence, aconteceu por volta das 17h15, hora local, tendo as autoridades sido alertadas de imediato. "A grua que segurava toda a estrutura de metal da cenografia simplesmente cedeu", explica ao jornal um técnico do estádio Vélodrome. "Uma parte do cenário já estava construída, mas os pilares devem ter ficado mal apertados, já que caíram com o resto da estrutura. Fez um barulho como uma explosão, caiu como um baralho de cartas".
Depois do concerto dos AC/DC e de John Hallyday, o concerto da Madonna no estádio deveria ser a terceira actuação de verão naquele espaço, habitualmente reservado a jogos do Marselha. O espectáculo já foi cancelado.
fonte: I
Paul McCartney Live On Letterman, ontem
O homem dos Beatles Tocou: "Coming Up," "Band on the Run," "Let Me Roll It," "Helter Skelter," e "Back in the USSR."
Arranca o Marés Vivas
Completam o cartaz os portugueses Sizo e John Is Gone. Os concertos começam às 19h00 e o preço dos bilhetes varia entre os 25 euros (um dia) e 38 (passe para todo o festival).
HOJE
Palco Marés Vivas
22h00 - Lamb
23h00 - Primal Scream
01h00 - Kaiser Chiefs
Palco Novos Portugueses
19h00 - John Is Gone
20h00 - Sizo
cartaz completo aqui
Bizarro!
Mais de dez por cento deste número, são números contabilizados no Reino Unido onde os discos do Rei da Pop já chegaram a 1,5 milhões de lares desde a sua morte. Esta notícia do Los Angeles Times refere ainda que a Sony não desmentiu nem confirmou estes números.








